“Apenas estar aí”: sobre dizer sim à vida - Rainer Maria Rilke
Hoje encontrei um livro precioso (Cartas do Poeta sobre a Vida) cheio de trechos das famosas cartas de Rainer Maria Rilke. A edição está bem caprichada, abrange várias temáticas (morte, arte, fé, arte, linguagem, trabalho, ser com os outros, infância, educação, solidão, doença, amor) e contém todas as referências. A Martins Fontes está de parabéns!
Uma das citações me senti obrigado a compartilhar aqui, pois resume perfeitamente o que precisei de vários parágrafos para tentar dizer no texto “Meu corpo sobre o arrependimento”.
Deliciem-se junto comigo:
“Ah, contamos os anos e fazemos cortes aqui e ali e paramos e começamos e hesitamos entre essas opções. Mas quão inteiriço é tudo que nos sucede, e como tem parentesco uma coisa com outra, gerou a si mesma e cresce e é criada para se tornar ela mesma; e temos, no fundo, apenas que estar aí, mas simplesmente, mas insistentemente, tal como a Terra está aí, dizendo sim às estações, clara e escura e totalmente no espaço, não desejando repousar senão na rede de influências e forças onde as estrelas se sentem seguras.”
–Rainer Maria Rilke (19 de outubro de 1907, carta para Clara Rilke)






Mais uma vez estou pasma com as coincidências. Vc citar Rilke agora. Cartas a um jovem poeta é daqueles livros pra uma vez e outra dar uma folheada.
“Não desejando repousar senão na rede de influências e forças onde as estrelas se sentem seguras.”
Cara, isso resume muita coisa que tenho sentido ultimamente, que coisa linda, Gu.
Vc é um bruxo.
bjs
Bruxo? hhahah… O Rilke é foda. Ele diz tudo o que você sempre quis e nunca imaginou que desse para dizer assim, tão claro, direto.
Bjo
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