Sobre coerência e bombons no metrô: “2, 4, 6, 8… 69!”

por Gustavo Gitti 6 agosto 2008 106 comentários

Cruzei ontem a Av. Paulista, a pé, do shopping Pátio Paulista ao metrô Consolação, com um pensamento recorrente: “E se alguém passasse agora do meu lado e segurasse minha mão? E se andássemos juntos por apenas uma quadra, em silêncio, compartilhando nossas solidões anônimas?”. Outros também surgiram: “E se algum louco começasse a gritar ou tirar a roupa ou beijar as mulheres de salto alto ou jogar sorvete nas nossas caras?”; “E se alguém nos tirasse dessa previsibilidade solitária, desse vazio de cruzar com centenas de pessoas todo dia sem nunca conhecer suas histórias?”; “Que tal eu não voltar para casa e arriscar um jantar na casa da primeira família estranha que me acolher”.

Hoje acordei com vontade de beijar garotas apressadas que andam olhando para o chão segurando suas bolsas à frente para evitar roubos. Ou passar o dia vendendo milho e curau em alguma esquina (yakisoba também seria ótimo). Não deu tempo de ir no mercado, então comprei o que precisava em uma farmácia, dessas moderninhas que quase vendem morangos e champagne ao lado das camisinhas.

Na linha azul, entre as estações Paraíso e Sé, algumas pessoas estranharam quando um menino tirou uma caixa de bombons da mochila. Sua mão distribuía apenas chocolates Serenata de Amor e três tipos de Surreal. O moleque que dormia em pé acordou para receber o seu. A mulher mais bonita achou que era tudo para ela. A pose do executivo ignorou a oferta: o cinza do terno não combina com amarelo e rosa. Alguns riram, outros ficaram procurando por câmeras escondidas, mas a maioria aceitou. Pena que não tinha Ouro Branco, meu preferido.

Caixa de bombons GarotoCom esse simples experimento, descobri que bombons no metrô fazem pessoas acordarem e sorrirem. Solução simples e barata para a felicidade. Sem falar do meu coração que disparou como se fosse primeiro dia de aula da primeira série na escola nova sentado ao lado da menina mais linda do bairro.

Onde perdemos a capacidade de não seguir coerências? Por que mesmo achamos absurdo pegar um táxi sem destino apenas para conversar com o taxista? Ou andar pela cidade, sem celular, parando a cada ponto que nos atrai? Por que não é natural faltar um dia no trabalho sem precisar ligar com alguma justificativa manjada? Por que carregamos um mesmo nome a vida toda em vez de ganhar um novo a cada 5 anos, 17 dias e 22 horas? Por que pegar o metrô mais próximo se podemos andar e deixar que o céu nos percorra um pouco mais?

Quando seguimos uma coerência e esquecemos que podemos descontinuá-la, somos reféns de um padrão: deixamos de nos mover e passamos a ser movidos. No dia anterior, consideramos não ir naquela festa – havia outras opções, quase fomos para outro lugar. No dia seguinte, pensamos que talvez fosse uma boa ligar e continuar. Meses depois, imaginamos que seria ótimo passar mais alguns meses com ela ou ele. Anos ou décadas depois, quase nos matamos se ele ou ela não liga. O hábito nasce por liberdade e cresce à medida em que empalidece sua fonte. No começo, decidimos fumar. Meses depois, o cigarro decide por nós.

A coerência não só é fruto do hábito ou de uma linha de ações pré-definidas. Ela também se configura como um ringue de boxe ao nosso redor, um espaço de possíveis reações. Se alguém nos machuca, nos sentimos no direito de sentir raiva e ferir a pessoa de volta (ainda que só em pensamento). Nosso senso de justiça é o maior dos algozes. E os amigos aprovam: “Maltrate-o mesmo, é um absurdo o que ele fez com você”. O outro define nossa ação. Alguém nos coloca no ringue e automaticamente aceitamos a luta, seja no ataque ou na defesa, na culpa ou na violência, no arrependimento ou na vingança, como vencedor ou vítima.

Lama Padma Samten dá um ótimo exemplo. Tome a sequência matemática “2, 4, 6, 8, ?“. Qual o último número? A maioria responde “10″, mas nada impede que a sequência seja “2, 4, 8, 16, 18, 20, 22, 44″. Nosso condicionamento faz com que vejamos o “6″ já no “4″, como consequência natural, como efeito. A lógica das reações é sempre uma estrutura de prisão. Ficamos cegos para a natureza livre do “4″. Ou seja, o “4″ não veio do “2″ (ou de nenhuma coerência prévia) nem tem destino definido. O “4″ surgiu da espontaneidade básica e pode seguir como 4,1, como 69 ou 7900. Não há nada no “4″ que o leve necessariamente para o “6″.

meia noveTrocando números por pessoas ou situações, é fácil perceber que nossas ações não precisam seguir sequências. Podemos agir a partir da liberdade, em vez do passado, da não-causalidade, em vez de alguma lógica causal, da espontaneidade que não respeita quem já fomos. Livres dos ringues que nos oferecem, podemos nos mover para qualquer direção. Isso significa que você pode a qualquer momento ir direto para o 69 se quiser, if you know what I mean…

Quando bebês, engatinhávamos no meio de mil encruzilhadas e tínhamos a potência de nos engajar em incontáveis vidas. Hoje temos a sensação de ter percorrido um longo caminho, uma espécie de saudade da fonte das múltiplas escolhas, como se estivéssemos muito distantes das encruzilhadas iniciais. Mas o fato é que mesmo quando bebês já estávamos submetidos a condicionamentos limitantes: nascemos no século XX, no Brasil (e não em outro país), com um sexo definido, cor de pele, genes, cultura, língua etc. E mesmo dentro dessa limitação, havia infinitas possibilidades! Ora, basta um minuto de análise para concluirmos que nossa condição atual, boa ou ruim, em nada difere daquela. Os condicionamentos continuam, a liberdade também. Do nascimento à morte, nossa finitude abre-se ao infinito em cada aparente fechamento.

Passamos um longo tempo seguindo nosso próprio rastro, nos adequando à lógica de nossos hábitos, condenados à previsibilidade. Em vez de agirmos sob a ilusão do livre-arbítrio (“eu faço o que quero, eu faço o que gosto”), em vez de deixarmos as identidades e impulsos nos guiarem, podemos levantar um dos pés e olhar para baixo. Antes, depois, abaixo e acima de qualquer trilha, bifurcações que escondem bifurcações. Cada caminho não só começa e termina em uma bifurcação, mas é em cada ponto uma nova bifurcação. Ao contrário do que pensamos, nossa vida não é uma sequência de caminhos divididos por bifurcações, mas uma sucessão de aberturas espiraladas. Sempre estivemos no mesmo lugar. Na encruzilhada, nos reencontramos com aquele ser imprevisível que sempre fomos mas, ironicamente, sempre buscamos ser.

Um método eficaz de treinar esse tipo de liberdade é quebrar automatismos. É curioso que seja assim, pois isso só pode ser feito quando a liberdade já existe. Ou seja, se obtiver êxito, isso significa que a liberdade sempre esteve disponível. Passe uma semana tomando banho e escovando os dentes usando só a mão esquerda (direita para canhotos), volte do trabalho pelo caminho mais longo, entre em uma escola de dança e peça para assistir uma aula, faça o contrário do que costuma fazer (há um episódio de Seinfeld no qual o George faz isso e se dá muito bem).

Temos sempre uma tendência a limpar nosso passado, a organizar nossas memórias de modo claro, justificado e coerente em nossas mentes. O cara que foi traído só fica bem quando organiza os fatos: “Ela é uma vadia, deu pra outro. Eu sou melhor que ela… e ela não me merecia!”. Fazemos esses ajustes o tempo inteiro para nos sentimos bem e para mantermos a coerência de nossa história. Mas sabe de uma coisa? Não precisamos manter coerência alguma.

Podemos fazer 4 anos de faculdade e sair no último, sem consideração alguma pelo esforço dos nossos “eus” que todo dia foram para a aula. Podemos abandonar uma carreira de 20 anos, logo antes de virarmos diretores ou antes da aposentadoria, para viver em uma comunidade auto-sustentável e ensinar matemática para crianças. Ou podemos abandonar a comunidade e construir uma carreira até virar diretor de uma multinacional. Ser coerentes ou não. Não fazer do não-seguir-um-padrão mais um padrão. Saber seguir padrões, ousar ficar 57 anos com a mesma mulher, uma vida na mesma empresa, levar o mesmo nome até morrer. Guess what? Somos livres.

A mesma saída vale com esses ajustes e acertos de pendências. Não precisamos esclarecer e resolver nada! Até porque existem certas coisas que nunca serão resolvidas factualmente, reconfiguradas de modo positivo. A saída é transcendental: você pode simplesmente esquecer e seguir limpo, como se nunca tivesse vivido aquilo. Você não precisa pensar em nada, resolver nada, adequar, justificar ou alinhar coisa alguma. Perdemos muito tempo dando satisfações para nós mesmos. Mais fácil dissolver tudo como se fosse um sonho, um filme que passou, e seguir como fazemos ao sair na rua depois de duas horas dentro do cinema.

Fez merda quando criança? Feriu muita gente ano passado? Se machucou? Tem traumas, coisas mal resolvidas com pai, mãe, ex-namorada, consigo mesmo? Foi traído e abandonado? Tratar disso é sempre bom, mas não deixe de saber liberar isso. São duas abordagens distintas: terapêutica e espiritual (por falta de um nome melhor). Uma trabalha com conteúdos, construções e configurações (ela reprograma), outra mexe com a estrutura de qualquer conteúdo, que é sempre a mesma, a base livre de todos os fenômenos – ela corta através, revelando a ausência de substancialidade.

Terapia é saber qual a sequência numérica que leva mais facilmente ao número desejado, ou como fazer para ir do 4 ao 10 – ou seja, como manter identidades saudáveis no mundo. Prática meditativa é olhar a liberdade de qualquer número, a possibilidade de qualquer pessoa se tornar radicalmente diferente sem mudança gradual (e sem ter um câncer para facilitar o processo), dar bombons para quem nos fez mal, sair do ringue e chamar o outro para fora também, convidá-lo para um meia nove assim, do nada. Espontaneidade além de coerências ou apenas vontade matinal de despertar sorrisos no metrô.

* Não, esse não é um post pago. Mas seria ótimo se alguém da Garoto lesse e contribuísse com algumas caixas…

** O Não2Não1 é um dos blogs participantes do novo canal do Yahoo! Brasil, que vai ao ar hoje: Yahoo! Posts.

UPDATE: Dei uma entrevista sobre essa ação para a Jeanne Callegari no blog da revista Sorria.

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Para transformar nossas relações

Há algum tempo parei de escrever no Não2Não1 e comecei a agir de modo mais coletivo, visando transformações mais efetivas e mais a longo prazo. Para aprofundar nosso desenvolvimento em qualquer âmbito da vida (corpo, mente, relacionamentos, trabalho...), abrimos um espaço que oferece artigos de visão, práticas e treinamentos sugeridos, encontros presenciais e um fórum online com conversas diárias. Você está convidado.



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106 comentários »

  • @anarina

    (sem acentos agudos, circunflexos, crases e interrogação, desculpa!)

    Antes de qualquer coisa: se chegarem caixas de Batom ou Opereta, por favor envie alguns pra mim! Ou a caixa inteira, troco por uma de Ouro Branco na hora!

    Ficou muito bom o texto. As pessoas realmente agem como imaginam que o mundo espera que elas se comportem. Ninguem faz o que lhe apetece simplesmente porque deu na telha. Quando saem do padrão, geralmente existe um motivo por tras, como a vontade de impressionar alguem ou apenas para irritar os pais.

    Acho um grande desperdicio. Se todo mundo se libertasse dessas amarras “imaginarias”, tudo seria mais sossegado.

    Eu chamo de imaginaria porque costumo colorir fora da linha e nunca fui presa ou atingida por um raio. Mas sempre preciso explicar o que pensei quando decidir usar um brinco de cada par, ou qual o objetivo de misturar arroz, feijão e shoyu na sopa de mandioquinha. “Deu vontade” deveria bastar, não acha(ponto de interrogação)

  • Nati

    O que você diz neste texto é algo que eu prezo muito. As pessoas agirem e não reagirem.

    Serem fiéis a uma relação não porque é assim que deve ser, mas porque decidem a cada segundo, a cada proposta tentadora se manterem assim, se manterem apaixonados por uma pessoa só. E o dia que não quiserem isso mais, que simplesmente decidam diferente, e assumam a sua escolha.

    É chato, cansativo, ver pessoas que não assumem as consequências de seus atos. Quando você se propoe a dar bombons a desconhecidos, assume o risco de receber risos e desprezo.

    A reação inconsciente e impensada que temos, é o que faz sermos vítimas de cigarros, da infidelidade, do casamento com o primeiro namorado, da raiva por alguém, do ódio do patrão, da preguiça, das gordurinhas, da casa desarrumada, de tudo que nos rodeia!

    Não é muito fácil lutar contra nossas fixações. Mas pelo menos ter consciência que somos fixados em atitudes porque escolhemos fazer isso um dia. Já é um grande passo.

    Quando percebe a prisão, ali também está a liberdade!

    Clap, clap, clap.

    Fico impresionada sempre, que seus pensamentos loucos e perdidos, virem textos tão lúcidos.

    Acho que loucura e lucidez andam de mãos dadas né?

    Beijos

  • Gustavo Gitti (autor)

    Nati, é que eu tenho um software, um programinha bem simples, no qual jogo tudo o que me vem à mente e ele, a cada semana, me entrega um texto que ordena tudo, com um título bacana e algumas imagens. Surreal essa tecnologia…

  • Gustavo Gitti (autor)

    Olha os anúncios do Google abaixo do título do post (não sei se aparecerá igual pra todos):

    Bombons Trufas Chocolate TRAIÇÃO

    hahahaah

    Não2Não1 dando idéias subliminares um tanto quanto destruidoras de lares… O Google não presta.

    O cara trai e ainda se justifica: “Ah, meu bem, eu não sigo coerências, meu amor é livre, vai um bombom aí?”. ;-)

  • lu

    crocante… da Garoto… hummmmmmmmmmmmmmmmmmmm!

  • Barbara

    Uma vez, fui buscar minha sobrinha de 4 anos na escola. Voltamos a pé (ela adora!), conversando sobre o mundo dela. E então a pequena me contou: “sabe, tia, acho que a Helena tem muitos problemas… ela só quer andar grudada comigo no pátio! Eu já falei pra ela que a gente não pode andar grudada, que a gente precisa conhecer as outras crianças e ser amiga delas também (!!!)”
    Perguntei de onde tinha surgido aquela idéia, e ela me respondeu com um sorrisinho “ah, tia, eu sei disso, né?”.

    Outra vez, ela me disse que um garoto da escola não era amigo dela, porque ele “não queria dar a mão na hora do recreio”.

    E às vezes ela acorda e resolve passar o dia com outro nome: “mamãe, hoje meu nome é Isabela e você só pode me chamar assim”.
    Minha irmã concorda, e ela vive um dia de Isabela. Mas às vezes ela é Bianca, Carolina… E eu já fui Ana Paula, no mundo dela.

    Há quem não entenda isso, pessoas dizem que nós não devíamos alimentar essas coisas na menina… Eu discordo!
    Uma vez, saí com uma turma de amigos, distribuindo flores pras pessoas na rua. E quando nos perguntavam o porquê daquele gesto, nós respondíamos “porque você merece”.

    bjo!

  • fabiana

    passei por uma experiência tão fora do meu cotidiano que estou até agora perturbada!
    foi ótimo ser seu texto – me lembrei: pô, é mesmo, saí da rotina, me reinventei, passou. pronto. não preciso justificar, esperar, explicar…nada nada.
    a vida se apresenta como ela é.
    ufa, que alívia essa sensação de liberdade!

  • Gustavo Gitti (autor)

    o mais legal deste blog é a vida por trás de quem o lê

    eu sempre me surpreendo. foda.

  • @anarina

    Meus anuncios:

    Ganhe Dinheiro Vendendo
    Doces Deliciosos. Até R$ 800 / mês! É muito fácil de vender

    Bombons c/ doce de leite
    Embalagem de presente por R$ 39 Tradicional marca Havanna

    O Google deve saber o que eu penso sobre traição por um update que fiz no Twitter sobre o filme Closer, por isso nem sugeriu algo do tipo. Deu medo agora!

  • Jazz

    (vício de comentar aqui mesmo depois de prometer mil vezes a mim mesma que não iria)

    Isos me fez lembrar do dia em que comprei uma caixa de eskibom (um bombom que vem sorvete dentro) e distribuí no meu trabalho. Eu oeferecia um e esperava a reação. Quando tudo ficava geladinho na boca do receptor, a sensação de alegria dele era tão confortável que eu ficquei feliz o dia todo de receber tantos sorrisos sinceros e extasiantes num dia só.

    Acho que o menino do post e a garota que te deu a caixa sentiram a mesma coisa.

    No dia em que a gente decide ser livre, a gente acaba deixando mesmo, o passado para trás (sim, com a mesma liberdade que temos de olhar de vez em quando pelo retrovisor) e de ser cada vez mais sedenta por um futuro mais diferente. Seja ele pior (todo mundo erra, né?) ou melhor, a graça é sempre arriscar novos caminhos.

    (ai, postei)

  • Jazz

    merda de vício!

  • Adriano

    Gustavo, excelente texto, parabéns! Muito interessante a idéia de não seguir caminhos pré-programados, pena que ao mesmo tempo tão difícil de praticar… São várias – e muitas vezes fortes – as “amarras” que nos prendem a esses caminhos, porém agora penso que a maior delas é não se dar conta dessa prisão, e por isso seu texto veio em boa hora (pelo menos para mim).

    Gostei principalmente do relato sobre o experimento do Metrô, que me levou a perguntar: você fez essa experiência realmente, ou ela foi só um exercício de imaginação? =)

    Mais uma vez, parabéns!

    Abraços

  • Carolina Vianna

    Pior de tudo é que o post é tão coerente… ¬¬ Entende? Não, né? Sei lá, acho tão normal e comum, todo mundo fica pensando na sua espontaneidade, tomar caminhos diferentes todos os dias, bla bla bla, bla bla…

    Ai, Gitti, foi mal, amo esse blog, venho aqui todo dia, apesar de assinar o feed, meio que pra “encontrar” essas pessoas que lêem o mesmo que eu.. mas sei lá.. dessa vez vc não me fez cosquinha! Mas ao mesmo tempo deu uma vontadinha de comentar qq coisa.. tipo, “oi, amiguinhos!” Juro que p mim esse blog e como uma comunidade a parte… acho que não tem nada mais que eu leia que me dê essa sensação…

    Fiquei blasé (acento no blasé?)

    Ai, caralho, vou postar isso?

    Hehehhe, tô precisando desse seu super programa organizador de idéias!! :P

    “Andréa Vieira Bem-Casados
    Facilitamos pagamento Tel: 3448 4925 solic. degustação”

    Pô, o google pegou mais pesado comigo que com vcs! ;P

    =*

  • Gustavo Gitti (autor)

    Carol, melhor comment o seu. hahaha… Mto bom!

    Então… eu não faço arte e não sou escritor. Óbvio que o post é morno, como são todos aqui.

    Eu só me movo com arte, com música, bom cinema, boa fotografia, dança, literatura, um bom Manoel de Barros, essas coisas. Blogs, bah, difícil achar algo que preste.

    Cosquinha eu tive quando fiz esse lance do metrô que descrevi. Quando escrevi, não tive nada. Quando leio, menos ainda, não vejo chongas aí em cima. Cosquinha a gente tem quando vive, não quando lê sobre a vida.

    Arte talvez seja isso: fazer viver enquanto se lê sobre a vida.

  • lucila

    “Não há nada no “4? que o leve necessariamente para o “6?.”
    4 assim como o 6 são numeros pares.
    mas isso não quer dizer nada tb. =P
    adorei o texto
    beijos

  • Gustavo Gitti (autor)

    To conversando com a Carol aqui no gtalk e dizendo que o comentário dela foi perfeito e que eu deveria ter escrito isso ao fim do texto, bem o que ela escreveu: “Ah, mas pensando bem, esse texto está tão previsível e coerente, tão bla-bla-bla nova era, tão auto-ajuda paulo coelhiana”.

    Aí sim todas as palavras desabariam, qualquer afirmação seria retirada, qualquer certeza esquecida, e enfim o texto diria o que pretende dizer.

    hahahaha

    valeu, carol.

  • Carolina Vianna

    Acho que é justamente pq me encontro numa fase “me jogando” na vida que o texto não me comoveu.. ando vivendo experiências tão fortes, tão loucas, fazendo td que você escreveu, na verdade muito mais, que o texto ficou xoxo, sabe? Um texto não pode traduzir emoções… nada pode, sentimento a gente sente e foda-se. Ler sobre e ficar procurando não existe! Ou faz ou não faz!

    Hahahahah, meu comentário tá muito cliché! (cliché tem acente tb?)

    E já que chutei td e assumi ser coerente, vou fechar do jeito mais esperado: joguem td pro alto, mandem td pra casa do caralho e foda-se!

    (foi mal o linguajar, mas não me aguentei!)

    ^^

  • Xana

    queria poder dizer que o texto foi morno pra mim, porque já faço isso tudo…
    mas seria mentira!
    O texto foi uma injeção de ânimo naqueles pensamentos que passam rápido, se dispersam no meio do meu dia a dia.
    Os pensamentos loucos passam rápido e às vezes não tenho tempo de elaborar uma sequência ou até uma coerência pra transformá-los em atitudes…
    e O blog me serve pra isso…
    agora os pensamentos têm a lembrança do Blog pra se embasarem e crescerem!

  • Sobre coerência e bombons: “2, 4, 6, 8… 69!” : Elas Blogam

    [...] Cruzei ontem a Av. Paulista, a pé, do shopping Pátio Paulista ao metrô Consolação, com um pensa… [...]

  • Gabriel Silva

    Praticamente um “ligue o fodas, de vez em quando.”

  • Weird Stranger

    O meu comment preferido até agora é o da Bárbara e a história de sua sobrinha. Isso que é exemplo!

  • piti canella

    Amei seu texto.
    Estava precisando ler isso agora, exatamente nesse momento, acredite.
    fiz tantas coisas diferentes e tomei decisões tão malucas nesses últimos 2 meses, nem te conto.
    adorei os comentários, o fã clube aqui é alto nível.
    aceita inscrições?
    :)

    um beijo

    eu

  • Nícia

    Como sempre, excelente o texto! O mais interessante nele pra mim é q ele me fez sentir, despertou emoções. Textos, assim como música, filmes, músicas e viver, me fazem sentir sim… Mtos dos seus, me despertam gdes emoções, me levam a olhar pra outros lados. Acho q a saída lógica q vc viu no comentário da Carolina não resolveria seu “problema” rsrsrs Pq seria lógico em relação a seu argumento e assim totalmente coerente… Mas, eu não acredito nessa liberdade não! Acredito q a nossa identidade é construída e assim, dentro de roteiros possíveis pra nossa ação. Ok, ok, meu background me faz pensar assim e não vai ser o fato de eu fazer algo inusitado q me torna livre, pq não existe EU sem O OUTRO. Mas sabe o q eu pensei primeiro qdo li o texto? Em como é difícil fazer parte daquele grupo q não aceita de barato seguir os roteiros… Bjo

  • @anarina

    Epa, texto pode sim traduzir emoção.

  • Expectativas com um laço « vida efêmera

    [...] no modo indiferença e negação, coisa que mudou completamente à noite (fazer oque, como li no Não2Não1, um ótimo blog do qual virei leitor de carteirinha não podemos viver sob a coerência total). [...]

  • B.

    Passei aqui pra dizer que fiquei hoje horas por aqui, relendo uns textos antigos, lendo os que deixei passar. E precisava te dizer: “Gosto muito, muito mesmo daqui!” Beijos!

  • Gustavo Gitti (autor)

    B., querida, você sempre me apoiando. ;-)

  • Lilian Fernandes

    Não acho que o post foi morno, não. Entre concordar com tudo isso que foi escrito e colocar em prática, há uma distância muito grande. Acredito que podemos nos jogar na vida de vez em quando, olhando e praticando toda essa liberdade, mas fazer isso o tempo todo é algo muito difícil. Quem não está sujeito às regras do trabalho, da família, dos relacionamentos?

    Gostei também porque saiu “de leve” do tema relacionamentos. Bem de leve mesmo, porque no final dá tudo na mesma coisa. :-)

  • Daniel

    É muito bom encontrar tanta variedade da vida! Pessoinhas como a sobrinha da Bárbara e como eu e como você que tá lendo agora!

    (Aliás, Bárbara/Ana Paula, quando rever a Isa/Bi/Carol, dê um beijo nela por mim… diz que é de um amigo imaginário seu! rs)

    Gustavo, seu texto me fez lembrar também de momentos, de presentes inesperados, sorrisos de desconhecidos. E também de continuar surpreso com a vida, com as pessoas.

    Quando a gente insiste em seguir padrões é no meio deles que a vida está também. É no vácuo de ‘seguir’ que o novo escapole.

    Que vivam os padrões, conteúdos, continentes, contextos e estruturas a nos mostrar o que são: vácuos.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Seguinte, pequena provocação para você, Carolina:

    > “ando fazendo td que você escreveu, na verdade muito mais”

    Eu duvido. Até porque meu texto não tem nada a ver com “carpe diem”, hedonismo, “faça loucuras”, “ligue o foda-se”, “jogar tudo pra cima”. Enfim, essa idéia imbecil de liberdade.

    Eu que escrevi o texto e afirmo numa boa: não vivo nem uma frase do que escrevi. E duvido que muitos aqui vivam. Raríssimo encontrar alguém assim (conheço pouquíssimos e a maioria é meditante profissional ou lama, tudo gente engajada no mundo, muito mais do que qualquer workaholic).

    Dou 2 exemplos de coisas para você assinar embaixo. Se fizer isso tudo, você me aceita como aluno, Carol?

    “Se alguém nos machuca, nos sentimos no direito de sentir raiva e ferir a pessoa de volta (ainda que só em pensamento). Nosso senso de justiça é o maior dos algozes.” — Você nunca entra em ringues?

    “Mais fácil dissolver tudo como se fosse um sonho, um filme que passou, e seguir como fazemos ao sair na rua depois de duas horas dentro do cinema.” — Você vê todos os seus dramas como sonhos? Nada fisga você?

    Essas são perguntas RETÓRICAS. Seria estúpido perguntar isso de fato, até porque quem sou eu para questionar isso?

    Mas acho importante levantar a provocação, pois facilmente nos enganamos e nos achamos livres. De fato, esta é a essência da prisão: se passar por liberdade.

    Abração pra vcs.

  • Carla

    Olá!!! è a primeira vez que te faço uma visita e estou encantada!!!
    lendo o que escreveu senti vontade de ouvir sua voz…. sei lá… não preciso explicar ou ser coerente certo?? rsrs
    Que as fadas sempre te inspirem a expirar o que nos inspira ao ler o que escreve! bjs.

  • Lilian Fernandes

    É… acho que nossas sensações de liberdade são muito ínfimas. E, Gustavo, se vc conhece alguém que pode colocar isso em prática, mesmo que sejam poucas pessoas, já é alguma coisa. Eu não conheço ningúem, embora imagine que o Lama consiga. Mas será que pelo menos essa consciência (mesmo que pequenininha) de que estamos presos não seja um passo? Ou não? É só mais uma prisão e “auto enganamento”?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Lilian, você vai no cebb, então sabe melhor que eu. Seguir essas perguntas não adianta. Começa a paralisar. O lance é viver, sem medo, com o que temos, e sentar em silêncio, meditar e seguir a prática cotidiana também (para quem faz, é claro, to falando contigo). Caso contrário, não teremos chance alguma.

  • Carolina Vianna

    “meditar e seguir a prática cotidiana”

    Pq ficar só pensando em td que deve ou não ser feito, se eu sou assim ou assado, não dá! Vira uma bola de neve da qual a gente nunca sai.. até pq, as perguntas tem que ter respostas?

    Fico impressiona com a qualidade dos comentários que vão aparecendo por aqui.. dá vontade de ver as pessoas..

    :D

  • Gustavo Gitti (autor)

    Eu tb, Carol. A Lilian é meditante, toda lindinha em silêncio, paradinha. ;-)

    Todo mundo aqui é porra louca, não se preocupe. Aqui não tem nenhum pensador contemplativo contrário à ação estúpida no mundo.

    Em alguns retiros abertos, é muito comum sairmos pra beber e conversar depois. No último, 4 de nós fomos dançar salsa depois de um sábado puxadíssimo (prática e ensinamentos das 6h às 22h).

  • Srta. Rosa

    Gitti, pra recortar e pregar na porta da geladeira. :)
    Assim a gente já sai de casa pensando na sequência certa. Que tal uma versão ‘imã’ do post? Hã?

    Bezzos, querido.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Miss Rose, sim, vou até mudar o nome do blog pra: “Não 2, Não 1: 69″.

  • Ka

    …isso aqui está muito bom, tá bom demais…rs
    eu também viciei, esses textos sempre são significativos, provocativos , reflexivos e saborosos.
    bjka

  • Natasha

    Então… o texto é ótimo não poderia deixar de incluí-lo nas minhas reflexões… e sonegá-lo aos meus amigos preocupados e tão logo citá-lo…
    Ah passo sempre por aqui… mas como achastes as frases lá?

  • Babi

    Eu gosto muito das meditações sociais do Osho, que proporcionam sensações indescritíveis. Em uma ocasião, tive a oportunidade de participar de uma onde as pessoas tinham que se olhar nos olhos enquanto caminhavam de um lado para o outro, em silêncio, seguindo o ritmo de uma música. E dps, todos se abraçaram e por fim, sentamos e meditamos. Foi lindo, chorei horrores.

    Daniel, darei vários beijos na minha pequena. Ontem, falei com ela no telefone, ela perguntou “tia, porque vc sumiu? Estou com saudades!”

    Ganhei o dia com isso. =) Minha pequena é uma menininha mto especial, vcs não imaginam.

    beijos!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Vou ignorar que você falou em Osho, ok, Babi? ;-)

    Osho é lixo, mas pena que esse blog não é sobre isso pra gente poder conversar mais. Um dia escrevo sobre Osho pro http://www.drala.com.br e abro essa discussão.

    Sensação indescritível eu tenho com sorvete e sexo, ou com ambos. Prática espiritual é treinar sabedoria e compaixão, visão e ação livre, não abraçar um ao outro com roupas brancas ao som de ragas indianas.

    hahaahah

    Meter pau no Osho é quase clichê hoje em dia, mas ainda divertido.

    Bjo em vc.

  • Babi

    Gustavo, eu sei que Osho é lixo, hahahhaha! Mas não posso negar que na ocasião em que participei dessas meditações (há mto tempo atrás), gostei muito.

    Sou super a favor de conhecer as coisas pra depois falar mal (ou não), por isso, experimento quase tudo que acho interessante, pra depois tirar minhas próprias conclusões.
    E tenho boas lembranças das meditações do Osho. Mas não vou criar polêmicas aqui… rs….

    Sensações intensas… sexo, sorvete, cheiro de café, estar com meus sobrinhos, dormir de conchinha, entre outras coisas. Cada sensação é intensa no seu contexto. Eu não gosto de desperdiçar nada!

    beijo!

  • angelo

    só uma coisa insiste em matutar na minha cabeça:
    até que ponto a liberdade que nos é dada, corresponde a um macro-padrão ininteligível?

    não é destino.
    é caos, eterno retorno.
    uma equação onde as variáveis vão além do nosso conhecimento.

    passado, presente, futuro, eu, você, meu pai, o Lama, o que eu senti a dez minutos, o que eu jurei ter amado a 5 anos atrás e hoje não amo mais. será tudo isso e muito mais não obedece a uma rede imensurável de co-influência que obedece, da maneira mais absurda que pareça, a um padrão?

    vale ao menos uma reflexão.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Angelo, os ensinamentos budistas dizem que NÃO. A base dos fenômenos não tem tendência ou condicionamento ou padrão ou pré-definição alguma. Se ela fosse azul, não daria luz ao vermelho, e assim por diante.

    Por isso se diz que ela é vazia (vacuidade), empty de cores, formas, sensações, consciência, percepção, nome ou qualquer condicionante.

    E que a rede de influências existe, mas não é sólida. Ou seja, você está onde está porque isso foi efeito de infinitos encadeamentos que remontam ao Big Bang (sem Sol, não existiria você nem esse momento de alguém escrevendo uma resposta a você num espaço virtual, coisa milagrosa e surreal), ENTRETANTO esses encadeamentos são sempre abertos e podem ser superados em qualquer ponto. Isto é, você pode se mover para um local sem passar pelos encadeamentos que o levam a ele, de modo não-causal.

    Isso acontece, por exemplo, quando uma pessoa (só por saber que está com câncer, que até pode se revelar um engano depois) do nada supera a raiva e perdoa muita gente, do nada vai além do orgulho, sem prática gradual alguma, sem reprogramação alguma, sem terapia.

    Leia DAVID R. LOY e ALAN WALLACE. Eles são caras intelectuais pra caralho e meditantes de longa data que falam sobre estas questões de modo muito preciso (sobre sua questão, especialmente o Loy).

    Abração!

  • Carolina Vianna

    Noooooooooooooossa! Mas a coisa aqui tá ficando mt boa!! Continuem, continuem!!! :D

  • Roberta

    “Não fazer do não-seguir-um-padrão mais um padrão.”

    Isso não é uma bola de neve?

    Conheço algumas pessoas que praticam estas ações “impensadas” que vc mencionou. São incoerentes? Pode-se dizer que sim! São livres? Acredito que não! Agir sob um impulso pode nos dar a falsa sensação de liberdade, incita nosso id, nos leva a crer que somos imunes à censura e ao julgamento alheio. Balela! O superego sempre se faz presente. Não passamos de fantoches em nossas próprias mãos. Ilude-se quem pensa que pode fugir dessa prisão! E que fique bem claro que não sou avessa a “quebrar protocolos”, ser espontâneo, dançar na chuva, esse tipo de coisa… Pelo contrário. Adoro! Apenas não consigo ser hipócrita a ponto de dizer que sou livre! Não adianta, o ser humano já nasce com a necessidade de aceitação. E mesmo que vivêssemos isolados, em outro planeta, outra galáxia que fosse, continuaríamos condicionados a um padrão que nossa mente de alguma forma criaria para “nos guiar”. Porque somos seres limitados. E o máximo de liberdade que podemos exercer é aceitar essa limitação…

    PS1: Desculpe se fui objetiva demais, sei que este é um tema que extrapola nossa consciência, e não há como racionalizá-lo sem que se perca sua essência. Mas na condição de reles mortal que me encontro, não consigo parar de buscar uma coerência que alivie minhas angústias existencialistas.

    PS2: Adorei o blog!

  • Suzana

    Quando eu estava na faculdade às vezes virava para o primeiro colega que via e dizia “Vamos fugir?” E a gente ia até o fim da Urca, pelo Caminho do Bem-te-vi, olhar o mar lá longe.

    Faço isso desde a adolescência. Fugir do dia. Ir tomar sorvete do outro lado da cidade. Dar uma flor para alguém na rua (incentivei minha filha de 9 anos a fazer isso e ela adorou!). Uma vez fiz uma rodinha de contação de histórias com três meninos no vagão do metrô.

    Já fui ao aeroporto Santos Dumont numa quinta-feira para ver quem viajava de avião – e fotografar alguns. Bisbilhotar ruas pequenas. Fazer o circuito inteirinho Laranjeiras/Leblon/Laranjeiras (leva 2h45m, nos dias de trânsito bom) para ir para Copacabana (a viagem pra lá dura 20m) só pra ver os diferentes cheiros dos bairros (Jardim Botânico é o clímax!).

    Adoro fugir. Não tenho feito isso ultimamente, como não tenho feito um bocado de coisas que antes faziam parte da minha sanidade mental: aprender alguma coisa surrealista por ano (como aprender a dirigir trator ou saber Libras), tomar café da manhã sozinha num hotel chique, andar uma vez por mês por todas as praias da Zona Zul, do Leme ao Leblon, comer num restaurante exótico com minhas filhas, passar uma madrugada insone para cheirar a noite.

    Seu post me recordou um bocado de coisas que eu esqueci onde deixei mas que nunca é tarde para resgatar.
    Bjs

  • Gustavo Gitti (autor)

    Suzana, na boa, você é profissional, deveria dar curso disso. ;-)

    O mais rico são as histórias não ditas daquelas e daqueles que aparecem por aqui.

  • Daniel

    A coerência (…) também se configura como um ringue de boxe ao nosso redor, um espaço de possíveis reações. Se alguém nos machuca, nos sentimos no direito de sentir raiva e ferir a pessoa de volta (ainda que só em pensamento). Nosso senso de justiça é o maior dos algozes. (…) Alguém nos coloca no ringue e automaticamente aceitamos a luta, seja no ataque ou na defesa (…)

    Ringues são cercados de torcida. Ganhos? Às vezes só pros apostadores.

    Tô dizendo isso porque quase sempre gosto muito dos papos aqui no não2não1. Sabe por que? Porque vejo que muita gente se beneficia demais dos textos, dicas, sentimentos, conversas, debates que acontecem aqui!

    Por exemplo: essa conversa sobre Osho, condicionamentos, terapia, meditação. Por muito pouco ela pode se tornar um ringue. E por muito pouco de nossa parte, essa conversa pode se tornar um trampolim.

    Acho que o principal é vermos o que o Gustavo, a sobrinha da Bárbara, a Suzana dizem/fazem… Vermos como isso sim é possível! É possibilidade. E são pessoas como nós, não distantes reclusos, loucos. Nós mesmos já fomos diferentes. Não somos muita coisa. Tudo isso podemos ser agora.

    E é exatamente nessa diversidade da vida que os vários meios hábeis são necessários. Uma maçã caindo na sua cabeça pode não valer de nada. Pra outro, pode valer uma Lei Universal. Já outra pessoa pode alcançar iluminação sentado embaixo dessa árvore.

    Ou seja, não proclamo nada como panacéia dos males da humanidade. Sou psicólogo. Vejo que algumas psicoterapias são importantes para o caminho espiritual de algumas pessoas. Sou um aspirante a iniciante (rs) de meditação. Talvez me torne budista antes que eu pense hoje. E mesmo assim, vejo as verdades budistas como meios hábeis… tão descartáveis quanto quaisquer outras verdades. E, como quaisquer outras, necessárias.

    Valeu, pessoas!

  • Ana Maia

    Adorei o texto!
    Acho que é porque ando observando mais a incoerência.

    Na época da faculdade, uma professora me disse: “Quer conhecer mais o ser humano? Então vá pra uma pracinha, ou pra um fila no supermercado!!”
    Fui pra fila do supermercado!!

    É encantador ver que não há padrões… há afliçoes.. alegrias.. amarguras.. pensamentos flutuando sobre as cabeças alitas!
    Bêbados e mendigos que ora xingam, ora abençoam os que passam por perto.

    Eu adoro inventar caminhos!
    Detesto ver as mesmas pessoas todos os dias..

    Mas eu ainda acho que nessas incoerências e caminhos diferentes, eu bem que podia achar muito muito muito dinheiro sem dono!! hehehe

    Um abraço..

  • Myrion

    Pra mim a liberdade maior está em entender a liberdade daqueles q te rodeiam. O dia q me senti realmente livre, foi o dia q entendi q cada pessoa pode escolher fazer (ou não) o que quiser, seja dentro ou fora dos padrões, seja fugindo ou ficando, seja seguindo rotina ou sendo imprevisível… quando a gente entende e respeita a diversidade, aí sim a gente se liberta.
    Seu blog é genial.
    Ah, em tempo: sou de Vitória, tenho facilidade com os bombons Garoto… posso te enviar alguns se quiser.
    beijo

  • Xana

    eu também quero os bombons garoto! hehehe

  • Jaque

    Uau !!!

    Gostei …

    Vou passar aqui mais vezes.

    Beijos Luminosos e Coloridos!

    No amor,

  • Suzana

    Não sou profissional, não. Minha vida é que sempre foi muito mingau de sagu – tem que rolar uma canela em cima de vez em quando!
    :op

  • Carol

    Que texto delicioso, e os comentários das pessoas complementam o autor. Nossa! Leio e releio. Também tinha vontade de conhecer todo mundo!
    Ontem eu fui ao consultório da minha dentista e estávamos comentando sobre mantras, meditação e ioga. Eu disse a ela que recentemente numa palestra, aprendi um mantra muito bacana, no início achei que era besteira, mas depois vi que ao pronunciar esse mantra nos momentos de raiva, a energia muitas vezes muda pra melhor. O mantra é: _Que alegria! Bom, parece tosco imaginar isso, mas ando falando essas palavras nos momentos de raiva e eu me pego rindo de mim mesma. E na minha opinião, rir de si mesmo é caminho para liberdade.
    Minha dentista achou engraçado e disse que ela às vezes faz um exercício que parece coisa de bobo mas que eu devia experimentar também, já que resolvi finalmente um complexo antigo (meu dente da frente era cinza). Ela disse que uma vez por semana, desde o momento que ela sái de casa, sorri para todos que ela encontra no caminho. Olha nos olhos do outro e sorri. Um dia no elevedor do prédio ela olhou para um colega e sorriu e ela ficou com receio dele achar que se tratava de uma cantada. Mas logo viu que não, os sorrisos quando retribuídos vinham libertos, pelo menos era assim que ela os sentia.

  • Paula A.

    Acho que tenho uma tendenciazinha a me acomodar… Principalmente em coisas quentinhas e confortáveis como ver o namorado todo dia… esquecer o mundo lá fora, alguns compromissos… (é… o “foda-se” também pode ser uma prisão!)
    Andei pensando sobre isso… Aí fico fazendo as coisas ao contrário (escovar os dentes com a esquerda, sentar em lugares que eu não sentaria no ônibus, andar do lado da rua em que nunca ando…), pra me lembrar das possibilidades! É quase uma prevenção de alzheimer heheheheh
    É bobo e pequeno mas…

    Adorei a sobrinha da Bárbara.

    E uma vez, no teatro, o diretor trouxe uma “Oshoísta” (termo que eu acabei de inventar) pra dar uma meditação pra gente… Foi uma piração… mas o que mais lembro foi a dor de coluna que me deu depois! Foi um negócio louco hahahahahah

  • Gustavo Gitti (autor)

    Paula, minha amiga apaixonada!!!! Saudades, saudades. Oshoísta é ótimo.

    Seu namorado ainda vai foder com você… hahahha OK, já está fodendo, mas vai foder bonito em breve. haaaha

  • Eterna Aprendiz

    Olá pessoal,

    Transcreverei para vocês um trecho de um dos livros do Nilton Bonder. Quem sabe alguém que esteja lendo possa se beneficiar como eu? Tenho tentado viver atenta ao “único querer do momento” e isto tem feito uma enorme diferença. Entendo que a essência deste ensinamento signifique, simplesmente, viver conectada a própria alma.
    Portanto, para mim, seria este querer que, idealmente, deveria governar nossas ações.

    “Há um elemento moral nos sentimentos. Domina-os percebendo desejos maiores dentro dos próprios desejos. Não há forma maior de transcendência do que perceber esses desejos maiores.
    Perceba todos os teus quereres, mas que seja a tua busca encontrar aquele que é o único e legitimo querer de cada instante.
    O livre arbítrio não é querer, mas a opção pelo querer autentico.”

    Espero ter contribuído.

    beijos para todos.

    Em tempo: Também me tornei fã da sobrinha da Babi.

  • Mulher Solteira

    Gustavo,

    acho que só hoje me dei conta do quanto os seus posts formam imagens instantâneas na minha cabeça. O menino com a caixa de bombons, o rapaz sonolento, a moça bonita, o homem de terno cinza.

    Não se ofenda. Sei que você não vai se ofender. Ultimamente tenho lido os seus posts pela metade. Tenho gostado mais dos seus devaneios e fantasias do que das suas elucubrações.

    “Com esse simples experimento, descobri que bombons fazem pessoas acordarem e sorrirem. Solução simples e barata para a felicidade. Sem falar do meu coração que disparou como se fosse primeiro dia de aula da primeira série na escola nova sentado ao lado da menina mais linda do bairro.”

    Lindo… pra mim, o post acaba aí.

    Um beijo grande,

    Cris.

  • Babi

    Minha sobrinha e eu agradecemos a preferência! =) O que eu mais gosto nela é aquela espontaneidade e desenvoltura que nem todo o mundo tem. ]
    Hoje, estive na casa da minha irmã. Tetê (minha sobrinha), estava com uma amiguinha, brincando de escola, fantasiada de bruxa… ahahahah!
    Qdo eu comentei sobre a bagunça no quarto dela, a pequena me respondeu “não foi a gente q bagunçou, tia, foram os alunos!”
    ahahahahah! É bom lembrar dessas coisas…. =)
    bjos!

  • Khandinho

    O grande problema de não seguir coerencias é ser taxado de louco, doido, caótico e etc. Eu mesmo sou uma pessoa que tenta sempre ser livre do eu de ontem (e que batalha ardua, e nem sempre queremos abrir mão de certas caracteristicas nossas, mas lutando quem sabe…) amar coisas diferentes a cada novo sol.
    Sem muitos padrões repetitivos de comportamento, e ao mesmo tempo em que se é livre, você deve arcar com as consequencias de ser sempre (ou tentar) ser um “Coringa”, as pessoas não sabem muito bem o que esperar, e geralmente não reagem bem… não te tratam com leveza, mas com receios…
    As que te conhecem até tentam compreender de certa forma que no seu descontrole, existe algo de bom… e sabem que podem confiar.Mas são poucas as pessoas que conseguem interagir desta maneira, a grande maioria gosta dos padrões, eles dão segurança, e com essa pseudo-segurança eles “sabem” como se relacionar.
    Verdade seja dita, uma roupa diferente, um cabelo excentrico, um tom de voz raro, um ponto de vista diferente, um ateu assumido, um agnostico indeciso, um fisico pagão, um blog sobre relacionamentos lucidos (hehehehehehe) e um punhado de olhos de estranheza ao teu redor…
    A boa e velha zona de conforto, vc briga, pisa, grita, mas ela está ali.. te dizendo até onde vc pode ir, e num dia qualquer vc resolve que as suas regras não podem domina-lo, e que é vc quem faz as regras, vc se surpreende, e sem ver como aconteceu fez algo que não esperava.

    me chamem de louco… como já dizia o Raul Seixas “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”. Pois ninguém consegue ser livre sem ter um pingo de loucura.

  • Bel

    Gustavo,
    Conheci seu blog meio que por acaso….não sei o que me deu, mas gostei das suas ideias…
    Liberdade pra mim é poder ser eu mesma e pronto….quem sou, o que faço, com quem ando, o que gosto….eu sei quem sou, do que gosto e onde quero chegar…isso que dizer que não devo satisfações a ninguem??? claro que não…ser livre não quer dizer que vc é porra-louca, que faz o que quer na hora que quiser e bem entender… ser livre é tambem assumir resposnsabilidades pelo simples fato de vc ser vc mesma (meio louco, ne?!?!), poder ser vc no meio da loucura de tantas outras vidas….
    Eu canto alto andando na rua, vou de onibus e solto um ponto antes pra apreciar as pessoas, ver a vida, desvio o caminho para ver o mar, dou bom dia pra desconhecidos na rua, brnco com os cachorros….
    adoro sentir o cheiro da vida….

    Bom…temos muitos papos ainda pela frente…afinal serei uma leitora fiel…nem 1, nem 2 ou vice-versa

    Ps….vc descreveu uma das mihas manias – admirar comportamentos!!
    ”Eu busco olhar de dentro das pessoas, agir por dentro delas, costurá-las, vestir a transparência do mundo, oferecer vastidão para todos“

    Afinal, o mundo é colorido

  • P.

    O comentario da “Eterna Aprendiz”, onde cita um trecho de Nilton Bonder, me lembrou a peça dele que assisiti esses dias: “A alma imoral”. Muitas vezes achamos que temos desejos carnais, mas não. Essa peça me fez perceber, que eh a nossa alma que deseja aquilo.
    Adorei o comentario do Khandinho tambem…
    Vou deixar mais um techo da “A Alma Imoral”:
    “O ser humano se fez o mais nu e o mais vestido dos animais”

  • André/Pira

    Esse texto me fez lembrar de Juan Mann, um Australiano que um dia decidiu distribuir abraços grátis em Pitt Street Mall em Sydney, Austrália. (Quem quiser ver, tem o link ali abaixo).
    Eu costumo andar a pé pela cidade, costumo variar minhas “rotas” que é prá sair da mesmice do dia a dia mesmo! Acho super importante fazer isso, ver pessoas, cruzar pelas ruas e avenidas, sentir o clima, ver as vitrines. Fiz amizade com muitas pessoas nos ônibus, é gostoso ver pela manhã a pessoa te desejar um bom dia, feliz de te encontrar mais uma vez indo pro trabalho.
    Um médico neurologista uma vêz me disse que o simples fato de eu usar de vez em quando o relógio no pulso da mão direita ou calçar primeiro o sapato do pé direito e vice e versa, faz com que eu estimule meu cérebro e tenha sensações agradáveis. Então porque não sair por aí distribuindo bom dia pro jardineiro da empresa, para o gari, pro frentista do posto da esquina, prá mulher do cafézinho?…Estamos tão acostumados com o nosso mundinho que esquecemos das coisas mais simples como dizer: _Tenha um bom dia, boa tarde ou uma boa noite a qualquer pessoa que encontrarmos, não custa nada, é de graça!!

    Abs;

    André/Pira

    Prá quem quiser ver o Australiano, segue o link abaixo, se o Gustavo me permitir!

    http://br.truveo.com/Free-Hugs-abra%C3%A7o-de-gra%C3%A7a/id/134283670

  • Adriana

    Tá uma delícia esse clima no blog de “domingo na casa da vó”. Têm sido tão empolgantes as discussões que nascem aqui que não seria de espantar que um dia houvesse encontros regionais Não2Não1…
    ;)

  • P.

    Olha… A Adriana deu uma ótima idéia, hein?!!! ;)

  • Grazi

    Realmente muito bom o texto! Mas queria dizer que ser livre, nem sempre é ser diferente, mas sim fazer o que o coração manda e o que se tem vontade. Temos que ser inconsequentes na dose certa.
    E ficar com um só nome, não é tão ruim assim quando se ama(se não daqui a pouco tá todo mundo trocando de namorado(a) só pra seguir a onda). O lance é : se vc mesmo, não siga a onda!

    Bjus… gosto muito do seu blog.

  • Gustavo Gitti (autor)

    “ser livre, nem sempre é ser diferente, mas sim fazer o que o coração manda e o que se tem vontade.”

    Grazi, pelo contrário, é de nosso coração que somos reféns. Ou melhor, somos presas fáceis de nossos impulsos, vícios, hábitos, tendências, gostos, preferências e condicionamentos.

    Somos aprisionados por tudo o que sentimos pois é o impulso que comanda nossa ação. Aí reagimos a ele e quando vemos deixamos gente sofrendo por todo lado ou nos colocamos em uma configuração de dor.

    Dá vontade de fumar, aí eu fumo. Dá vontade de me matar, aí eu me mato. Cadê a liberdade de ir além dos impulsos, de não reagir ao que surge?

    Liberdade não é isso. Liberdade é poder se mover além de qualquer processo reativo.

    Abração pra ti.

  • Valentina

    Engraçado. Eu sou daquelas moças de salto que andam pela rua segurando a bolsa. E por muitas vezes, já me imaginei sendo beijada por um estranho. Mas nunca deixaram um bombom para mim. Ah, e eu não quero limpar meu passado!

  • Alexsa Gomes

    Hummmm…

    Moro pertinho da fábrica, vou buscar alguns e levar pra você Gustavo, levarei aqueles serenatas de amor especias só com a casquinha e o recheio que são distribuídos exclusivamente para os visitantes no interior da fábrica. rs

    Belo texto nino… Mais uma vez você foi feliz com as palavras.

    Beijo capixaba pra ti. ;)

  • Eterna Aprendiz

    Olá amigos,

    Babi, sua sobrinha é maravilhosa mesmo! Ontem, assisti a um concerto aqui em Belô e conheci uma menininha de 1ano e 3 meses que, também, encantou todo mundo.
    Ela contava, com uma alegria contagiante e um charme indescritível, para todos que chegavam:
    - Bum bum papa. Bum bum papa.
    Acreditem se quiser, mas ela estava contando para o mundo, num orgulho indisfarçável, que o pai dela iria tocar a tumba.
    E, o pai da menininha arrasou tocando “blues for brass” de Antonio Neves Campos.
    P. sou fã do Nilton Bonder. Ele me ensinou como sobreviver dignamente sendo médica do SUS.
    Gitti e Grazi sou fã de Lao Tzu e Chuag Tzu. Mas, no caso, preciso compartilhar com vocês estas palavras de Confúcio (600 aC).

    “Aos 15 anos, orientei meu coração para aprender.
    Aos 30, plantei meus pés firmemente no chão.
    Aos 40, não mais sofria de perplexidade.
    Aos 50, eu sabia quais eram os preceitos do Céu.
    Aos 60, eu os ouvia com os ouvidos dóceis
    Aos 70, eu podia seguir as inclinações do meu próprio coração.
    Por que o que eu desejava não mais excedia as fronteiras da justiça.”

    Ou seja, Confúcio concordaria plenamente com o que Gitti disse: para podermos seguir as inclinações dos nossos corações, devemos primeiro ajusta-las as fronteiras da justiça

    abraços para todos.

  • Daniel

    Ohh!

    Eu trabalhando no SUS e uma Eterna Aprendiz assistindo concertos na rua onde moro.

    Fiquei desconcertado!

    hahahahaa

  • Alê

    Oi Gu,

    Seu texto é muito bom, as usual, mas vou confessar que o que mais gostei foi o comentário da Suzana! Ler o que a Suzana escreveu foi tão leve, deu vontade de sentar e compartilhar.

    Vira e mexe pego a estrada do nada, tenho esse hábito há anos ou para ouvir um cd delicioso ou para percorrer no escuro olhando o céu (desligo o farol várias vezes pra ficar tudo escuro!!)muitas vezes com vidro aberto e vento ou chuva no rosto!
    As 5 da manhã a cidade é linda e eu fico andando no estacionamento do Ceasa olhando o céu, conversando com meu carregador sobre amenidades. Aí quando volto o sol está nascendo e é emocionante.
    Adoro arriscar andar no parque qdo sei que pode chover e vira e mexe volto ensopada.
    Semana passada caiu um temporal, nublou o céu completamente, muitos raios. Abri todas as janelas, fiquei contemplando essa força toda e chorei só de ouvir a natureza se manifestando e ver as plantas bebendo água. Bom, paro por aqui que tô começando a viajar! Tem história pra caramba!

    Não sei se isso é liberdade, mas que deixa a alma arejada e conecta com uma leveza incrível, isso acontece…

    beijo

  • Sisa

    Comecei a ler seu texto e na parte de pegar a mão de alguém na rua lembrei da história do meu tio. Ele estava em um carnaval, quando viu uma moça. Pegou a mão dela e a levou embora com ele, sem falar nada. Eles agora têm uns 30 anos de casados. Acho que posso viver anos que vou achar esta uma das histórias mais lindas do mundo.

  • Rodolfo Lima

    Duas coisas a falar… as coincidências da vida são interessantes. Vim parar aqui por conta de um texto sobre o filme “Um beijo roubado” e encontrei um espaço muito maior do que a simples crônica. É sim um local de cumplicidade, de fatos e atos… de troca de experiências e contatações.

    Escrevo há 1 ano e 8 meses e falo sobre os avessos que a vida nos reserva… vou a poemas.. ora a simples músicas, mas faço da pauta do meu “ser” as ordens do dia.

    Gostei do jeito que expõe as incoerrências dos quereres… escondidas em bombons ou em singelas verdades do dia-a-dia.

    A outra é saber que software é este que vc falou para Nati.

    Abçs meu caro,

    http://oavessodavida.blogspot.com/

    O AveSSo dA ViDa – um blog onde os relatos são fictícios e, por vezes, bem reais…

  • maria flor

    Olá…
    Ainda esperando mais dicas! Mas este post já ajudou muito! Eu queria ter realmente essa liberdade que você propaga aqui. Não é fácil dizer sim, quando a razão manda dizer não, sei bem o que é isso.Mas vale a pena, tudo o que eu li aqui. Vou guardar comigo, pois o que é bom eu carrego!

    beijocas!!!

    PS: Eu caso! Onde será o nosso encontro! Pode ser virtual?
    rsrsrsrsrs.

  • Ju Dacoregio

    Ótimo. Eu nunca fui muito coerente. Acho que não. Mas ainda luto contra várias culpas por não ser coerente comigo mesma ou com minhas escolhas de ontem.
    Mas talvez eu seja não só coerente, como previsível. Para você ver o meu grau de incoerência…

  • Luan Madson

    “Isso significa que você pode a qualquer momento ir direto para o 69 se quiser, if you know what I mean…”

    Raxei rsrs

  • Gustavo Gitti (autor)

    Adriano, fiz sim. O “menino” do texto sou eu. Então, tu tá a fim de fazer? Vamoaê??? Custa nada, cara. E é “barato” garantido.

  • Espelhando - Refletindo a realidade! » Uma Viagem de Metrô..

    [...] tempo: Li a idéia neste post, do excelente Não Dois, Não Um do Gustavo [...]

  • Silvia

    Penso isso todos os dias, como fugir das engrenagens.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Pessoal, o Thiago e sua mulher também fizeram essa intervenção no metrô e relataram aqui: http://espelhando.com.br/uma-viagem-de-metro/

    Não estou sozinho nesse movimento!!! Alguém mais?

  • Thiago

    É a melhor sensação que se pode sentir cara!

    Bora fazer juntos sim! É só marcar!

    E diga suas outras idéias também, agora fiquei curioso!

    Gde abraço!

  • Stitched Up « High Volume

    [...] em alguns lugares – como não é nada interessante chegar em outros. Numa dessas, esbarrei com um blog que tinha um texto bem reflexivo, sobre como ser verdadeiramente espontâneo e sobre o que [...]

  • KJ

    Gu, distraídamente escolhi agora este post e li … pensei q só eu acordava com vontade de beijar… no meu caso, beijos de amor … e sem compromisso nenhum depois, rs! Hoje mesmo trouxe um chocolatinho depois do almoço e reparti entre as meninas que trabalham comigo … veja não foram bombons, barras de chocolates, foram apenas pedacinhos q dividi com 2 meninas e que abriram o sorriso lindo e agradeceram como se fosse algo muito precioso.
    Gestos são incríveis, não é mesmo? A gente vive na nossa solidão, ali quietinho, desejando o mundo, mas nunca abre a boca para todos ouvirem, de repente alguém pode te ajudar a conquistar seu sonho … De repente um chocolatinho no meio da tarde, traga sorrisos … podia ter comido por completo e ninguém nem iria ver de tão pequeno, mas estendi minha mão e ofereci a outras duas pessoas … Os sorrisos foram mais lindos, que o gosto do chocolate, quase passou batido (se não fosse a imensa vontade de devorar um!) … chocolates sempre vem acompanhados de sorrisos =)

    bjos

  • rita

    3:26 am
    Sem nada para ler e encontrei este post…
    De todos os que li aqui foi o mais gostei…não posso dizer que é o melhor post do “não2não1″, não posso dizer que está perfeito…foi o que mais me disse, o que mais gostei…
    Existe uma frase de Paulo Coelho “Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um ‘sim’ ou um ‘não’ pode mudar toda a nossa existência.”.
    Pq é que é tão complicado aproveitar estes momentos?!

  • Rose

    Uma vez segurei a mao de um desconhecido na rua, confesso que foi por pura distracao. Andamos uns 50m de maos dadas e ate hoje nao entendo porque ele foi andando comigo, poderia ter soltado a minha mao. O mais engracado foi o meu susto quando percebi que segurava a mao errada(?). Pedi desculpas e sai de fininho, mas recebi um sorriso surpreso. Rio ate hoje da cena.

    Gostaria de saber o que passou na cabeca daquela pessoa naquele momento. :)

  • Gustavo Gitti (autor)

    Nice! Fiz de novo:

    Hoje passei na americanas ali da Paulista, aí pensei: “Porra, vou levar uma caixa de bombons, aquela mix da garoto. Hum… DVD do Beijo Roubado só 19 reais? Vou levar também”.

    Cheguei no metrô Brigadeiro com a caixa fechada, entrei no vagão fingindo que tinha as duas mão ocupadas e pedi para um cara abrir a caixa para mim. Minha idéia era deixar claro pra todos ali que aquilo era uma caixa real (fora que eu fiquei segurando as sacolas do que comprei pra mim). Ele abriu e eu: “Agora faz outro favor? Pega um bombom?”. Ele não pegou.

    Então sai andando e oferecendo: “Pega, é seu, não to vendendo”. Fui num sentido contrário de casa, sai do vagão, a caixa ainda não tinha acabado (pessoas são desconfiadas, até crianças não quiseram, mesmo eu falando que era de graça). Entrei pra ir pra casa, cheguei no fim do outro vagão, ainda tinha uns 3 na caixa, aí comecei a falar com umas 4 meninas: “Ah tá, vocês não gostam de chocolate? Vocês não conhecem ninguém que gosta de chocolate? Ah, entendi!”.

    Uma delas se empolgou, sorriu, pegou um bombom, pegou dois, aí outra pegou o último, e eu puxei o DVD pra empolgada: “Já que pegou dois, já que foi generosa e me ajudou… Conhece esse filme? Já viu?”. Ela não conhecia. “É teu”. E ela: “Você está nesse filme?”.

    hahaaahha

    As pessoas sempre pensam que você tem uma segunda intenção além de relatar isso num blog lilás e esperar que outra alminha se empolgue e faça isso também.

    E pra explicar que eu não estava vendendo? Repeti várias vezes ao longo dos 2 vagões.

    Quando acabou, agradeci, amassei a caixa, botei na mochila e fui sentar. Bueno, bueno. Recomendo.

  • Maria Fernanda

    Oi Gustavo,

    É a primeira vez que comento aqui. Conheci o blog pelo Lovecode.

    Adorei sua idéia e fiquei com vontade de fazer isso no metrô. Uma vez distrubui balas no ônibus, foi muito engraçado e muito bom. As pessoas tiravam moedas da bolsa e tentavam me dar.

    E o DVD do Beijo Roubado tem tudo a ver com isso… A oportunidade está à nossa frente e na maioria das vezes só temos que atravessar a rua…

    Beijos

  • Tha

    Posso estar errada, mas para mim esse post tem muito mais a ver com liberdade do que outra coisa. A liberdade de libertar os outros. Um gesto que desperte; os bombons no metrô, um bom dia, um sorriso. Pode ser (clichê, eu sei) exatamente o que alguém está precisando. Não que necessariamente mude a vida de alguém, mas que dê a liberdade de pensar em como seria uma mudança, um despertar.

    Viajei muito?
    Amo o blog…como já disse, a delicadeza é marca registrada

  • thais..carioca

    amei este blog!!
    pra ser sincera…tem mt medo de arriscar,fik pensando o q as pessoas vão achar de mim…mais sabe decidi mudar hj,fazer o q me der vontade,sorri pra todos..sei q vai ser dificil,mais cada dia vou tentando,pois a vida e tão simples e bela..as vezes perdemos mts oportunidades por um gesto que não fizemos!!

  • Homem livre da coerência « Caminhos para a liberdade

    [...] me dei conta estava lendo um artigo sobre a coerência e os bombons no qual continha perguntas das quais já havia pensado em meu sofá [...]

  • Andréia

    …sou do tipo que se alegra com pouco: um sorisso, uma abraço apertado, ganhar caneta promocional, passar em frente ao McDonald’s ou até mesmo ver um cachorrinho passeado com o dono me fazem pensar no sentido das coisas, dos relacionamentos…

    E não, eu não ganhei um bombom ontem, mas meu namorado ganhou; portanto, de certa forma, eu também ganhei. E antes de entrar no site pensei que tipo de pessoa dá um bombom “pra qualquer um” numa via pública… Um comerciante? Um traficante de drogas? Alguém mal intencionado?

    Não…me dei conta que poderia ser alguém como eu, que se alegra com pouco, exceto pelo despreendimento que o ato exije. Sim, pois td na minha vida TEM QUE ter coerência… E distribuir bombons no metrô pra qualquer um não tem a menor coerência. Sim, quero aprender que se a vida não é coerente comigo eu não preciso ser coerente com ela. Obrigada pelos ensinamentos.

  • Letícia

    são nas pequenas atitudes, que vivemos nossas grandes alegrias ;)

  • @cristalk

    eu seria uma das que não aceitaria. pensaria que poderiam estar envenenados. merda :(

  • @cristalk

    eu seria uma das que não aceitariam. pensaria que poderiam estar envenenados. merda :(

  • Renata

    Penso que muitas pessoas (talvez a maioria)ainda levarão um tempo para aprender a aceitar sem obrigação de retribuir, sem pretensão de julgar. Receber carinho (através de um bombom, por exemplo) requer desprendimento e até humildade. Nos consideramos dignos de agrados apenas qdo somos “merecedores”. Talvez por isso pareça tão incoerente receber um presente de um estranho: “O que há por trás? Eu não fiz nada para vc!”
    Há algum tempo percebi o prazer de oferecer carinho despretensiosamente. Comemoro os aniversários da minha filha em creches públicas e os meus em asilos (cada um na sua! rs). Nos enchem de presentes: olhos agradecidos e surpresos, sorrisos satisfeitos e saímos sempre com o coração cheio, renovado, renasço em cada evento desse. Assim aprendi a aceitar humildemente o carinho que os outros me oferecem, conhecidos ou não.
    Como seria bom ver a inocência na face das pessoas, tão comum nos extremos da vida: quando se é ainda tão puro que confiamos nas pessoas ou quando já se viveu o suficiente para saber que julgamentos tantas vezes induzem aos erros.
    Agradeço a todos os desconhecidos que me presenteiam com sorrisos, cumprimentos, gentilezas…ainda não recebi bombons, mas posso começar a oferecê-los, rs. =)

  • Sobre metrô, bombons e sorrisos « Revista Sorria* - Blog

    [...] como o espiritual. Gustavo teve a ideia de distribuir os bombons no metrô e escreveu um belo texto sobre a iniciativa. Fizemos uma pequena entrevista com ele por e-mail. Confira e reflita: o que você pode fazer para [...]

  • F.

    Gu, estou há algumas horas lendo seus posts; delícia!

    Já tive vontade de entregar flores na rua, ainda não o fiz, mas me divirto -e me satisfaço – com os olhares surpresos e agradecidos quando cumprimento (bom-dia! boa tarde! boa noite!) desconhecidos na rua – na Paulista, no interior, à beira-mar. Sinto-me agradecida por poder reconhecer quem não conheço.

    beijo grande pra você!

  • Joy

    Achei fantástico…
    Quantas vezes nos reprimimos de nossa verdadeira vontade apenas para manter “o padrão”..
    Eu me pego em outros momentos fugindo destas corretes, para seguir minha própria individualidade….
    Gostei da idéia dos bombons…

  • Eric

    Deixa eu descobrir se vc lê todos os coments mesmo os de posts mais antigos como esse.

    Cara curti muito seu blog e essa postagem, principalmente, visitarei-o-o mais vezes!

    Sobre esse post…Em (2007) no dia das mulheres eu passei em frente a uma loja enquanto ia pro cursinho de noite e tive uma idéia loka: comprei um saco de bombons aí de uma marca famosa, ñ lembro o valor do saco e nem qtos tinham..aí fui pro cursinho e dei 2 bombons pra cada menina/mulher/senhora da classe. Até com quem eu ñ falava…recebi sorriso e abx/bjo de quase todas, cada uma tinha uma reação…uma falavam q ninguém havia falado nada, outras q o meu “presente” foi o melhor…eu queria ver a reação e ñ xavecar ninguém, mas acabou que depois disso algumas amigas ficaram mais amigas e acabei ficando com uma que era muito carinhosa, mas ñ durou mto, wharever!… Fiz isso pq sou tímido e acabei quebrando meu próprio paradigma, mas ainda refuto em mtas coisas é preciso um poko de motivação e alguns posts assim pra me fazer acordar e mudar…inventar e diferenciar…a vida seria bem mais legal se todos se mudassem de vez em qdo, não acha?

    Ps¹: E ah, ainda comi N bombons e os amigos homens ganharam 1 também pra dar vontade e nem porrada em mim quem tinha namorada na sala rs
    Ps²: Ganhou algum bombom?

    Abx

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Eric,

    Sim, cara, leio todos.

    Muito bom seu relato. Na Cabana PdH, já ouvi mil histórias do tipo. Sempre hilárias e sempre deixando os caras bem felizes ao expandir essa postura generosa em toda a vida.

    Nunca ganhei nenhum bombom, mas sempre como algum quando distribuo. ;-)

    Abraço!

  • Andrey Ximenez

    Sei lá…

    Ja acompanho o ñ1ñ2 a algum tempo… embora esse seja meu primeiro commntz.

    Ultimamente a vida tem sido chata… Mt correria, trabalho, faculdade, poucas horas de sono, pouco tempo até para pensar.

    Mas sempre é bom lembrar de liberdade que ja tive. As coisas que ja fiz. Época em que treinava kung-fu à noite e de dia me dedicava a tentar evoluir a mente, melhorar um sorriso, ver uma pessoa brilhar de uma maneira diferente.

    Parece um tempo tão antigo….

    Mas ao mesmo tempo hj vejo que não estou parado. As vezes, bem as vezes, sinto quando atendo o telefone de maneira bem humorada, mesmo em uma quarta chuvosa, que a pessoa fica chocada com a energia. E na grande parte das vezes retribui.

    É sempre bom sentir e lembrar a liberdade, a força que um sorriso, uma gentileza é capaz de gerar.

    É o tipo de coisa que o ñ1ñ2 normalmente me gera.

    Grande Abraço.

  • Eric

    Você é o cara, Giti!
    Tem tempo pra ler nossos coments, escreve bem pra caramba, dá dicas, recebe e dá feedbacks. Vlw!!!

    Abraços, sucesso e bom início de fds!

  • Mariana

    Gitti,

    Já havia lido esse seu post há algum tempo, mas agora graças ao seu tweet li também o relato do cara que distribuiu bombons no ônibus em João Pessoa. Tô quase tomando coragem pra distribuir bombons no metrô Rio!

    No ano em que meu pai faleceu tive vontade de fazer um bolo no dia do aniversário dele e distribuir pras crianças que eu visse na rua. Seria uma maneira de provocar sorrisos ao invés de ficar triste. Mas me desincentivaram… e eu não fiz! Pena. Impressionante como vamos ficando cada vez menos livres nesse processo de virar adultos!

    Quando eu tomar coragem volto aqui pra contar. Ou então tomo mais coragem ainda e crio um blog!

    Beijos e chocolates!

  • Henrique

    Só para comentar algo que chamou atenção no texto:

    “E se alguém passasse agora do meu lado e segurasse minha mão?”

    O interessante é que isso já aconteceu comigo, dentro do metrô.

    Uma manhã dessas, indo p/ o trabalho, quase dormindo, de repente uma moça pega na minha mão.

    E vamos a viagem inteira na linha vermelha até chegar na Sé sem falar nada, quase sem nem nos olharmos.

    Descemos do trem, e até hoje eu não sei nem o nome dessa moça.

    Acho que é a coisa mais estranha que já me ocorreu.