Validation (Kurt Kuenne | 2007): o curta que eu queria ter feito

por Gustavo Gitti 14 September 2009 59 comentários

validation

Eu passei um bom tempo sem tolerância a romantismo. Qualquer postura feliz demais, sorridente demais, qualquer pessoa “alto astral” já ativava o radar new age aqui do menino pseudo-existencialista. Existe, porém, outro tipo de alegria que não vem dessa postura “O Segredo”, cujo mantra não é “Pense positivo” e que ignora totalmente “As 7 leis espirituais do sucesso”.

Essa outra alegria vem de uma espécie de tristeza, uma vontade de compartilhar não-sei-o-quê com o outro, uma certeza de que ele também tem esse mesmo coração. Às vezes ela pode ser romantizada, virar musical estilo Disney, mas por pura brincadeira – sua base é outra.

Escrevi um pouco sobre isso no texto sobre espontaneidade e em outro que finalizei com o vídeo das gargalhadas no metrô. Sorrir – verdadeiramente sorrir, solto, aberto, olhando nos olhos do outro – foi algo que comecei a aprender apenas há uns 4 anos, curiosamente junto com a criação do Não2Não1.

Com o curta de Kurt Kuenne, em vez de analisar o conteúdo (daria pra soltar mil comentários) como fiz com J’Attendrai Le Suivant, decidi apenas listar os eventos anteriores ao link do YouTube que me chegou hoje por email:

• Ontem rolou tarde de meditação no CEBB. Como sempre, eu esperei que ninguém fosse, assim poderia dormir um pouco mais depois do almoço, meditar quase nada e voltar logo pra casa. Chegaram duas pessoas, brotou motivação e ficamos sentados em silêncio contra a parede até às 17h.

nha-benta• Saí especialmente feliz, brilho nos olhos, peito wide open. Lembrei que tinha comprado uma caixa de Nhá Benta (com 5 de sabores diferentes) e pensei em distribuir no metrô. No caminho, encontro uma mulher nitidamente desesperada que tinha acabado de trancar o carro com a chave e a bolsa dentro. “Posso usar seu celular?”. Ela ligou para o filho ir resgatá-la e depois começou a falar sem parar comigo (“Vim só comprar uma lente, uma só lente, devia ter parado no estacionamento do Shopping…”). Tenho certeza que a Nhá Benta que ela pegou não ajudou em nada, mas eu vi o sorriso no meio daquele rosto suado e surpreso.

• No metrô, de novo a mesma história: “Mas por quê?”. Vender tudo bem, mas dar exige uma explicação. Ser autocentrado OK, ser generoso não. Toda generosidade esconde um interesse egoísta por trás, não é verdade? Pois respondi: “Você pega, amanhã eu escrevo no meu blog, um monte de gente lê e me acha o máximo. É isso. Ganho muito mais do que gastei com essa caixa!”. Mentira. Eu respondi: “Se eu estivesse pedindo dinheiro em troca, você não perguntaria isso, não é mesmo?”. E falei como sempre para buscar por “bombons no metrô” no Google, assim aumento as visitas por aqui, não é uma ótima estratégia?

• Enquanto eu mais tentava convencer as pessoas do que distribuía (afinal eram só 4 Nhá Bentas para um vagão inteiro), uma criança me seguia com os olhos sem entender nada.

• Uma senhora bem velhinha me ouviu falar com um casal e resolveu pegar uma: “Vou ajudar o menino”. Antes de sair do metrô, quando eu já estava sentado, ela disse: “Deus te abençoe”. ;-)

• Fui pro show do Brad Mehldau no SESC Santana. Na volta, uma menina pediu para andar ao meu lado até o metrô (o caminho é escuro e deserto). Enquanto ela contava sua vida, pensei em outros modos de estabelecer relações com estranhos. Dar bombons, atravessar a rua de mãos dadas, pedir uma história ou um sonho, beijar no escuro da festa… O que mais é possível de se fazer segundos depois de encontrar alguém pela primeira vez?

• Hoje meu ex-chefe, grande amigo, me envia um link dizendo que achou o vídeo a minha cara. Com receio de ser algo no estilo “PowerPoint motivacional”, abro e me deparo com uma obra-prima, da trilha (composta pelo próprio diretor que é músico) à atuação, da fotografia ao roteiro. O estilo caricatural, exagerado, romantizado, quase surreal, próprio de uma fábula, é perfeito para evidenciar muito o que venho dizendo por aqui e tentando incorporar em minha própria vida.

Assistam comigo (se não souber inglês, aqui está a versão legendada):


Validation (Kurt Kuenne | 2007)

P.S.: Para os aprendizes de Don Juan que desejam conquistar uma ou mais mulheres, acho que o filme explicita ainda mais a abordagem que explorei no texto sobre o filme Caos Calmo. Em vez de focar na mulher, construa relações positivas (lúdicas, profundas, transparentes) em todas as direções. Ela eventualmente vai querer participar da brincadeira, não se preocupe.

P.S. 2: E aí? Alguém mais vai fazer o lance da Nhá Benta no metrô ou nas ruas? Comente aqui se fizer.

P.S. 3: O próximo post será sobre outro curta do cara. Aproveito para recomendar um terceiro, esse longa, que todos dizem ser genial (já estou baixando): Dear Zachary.

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59 comentários »

  • Lvcivs

    Porra, Gitti, fenomenal esse curta!!

    Excelente companhia pro Caos Calmo!!

  • Pripri

    Porque eu nunca dou a sorte de te encontrar no metrô distribuindo docinhos, hein?
    Em um dia de TPMaster então , você pode ter certeza de que não iria questionar.
    bjo

  • Claudia Chow

    Já te disse né q vc nao existe? hehehe
    Assisti esse curta semana passada, é muito fofo!
    Hj em sua homenagem comi uma Nha Benta, coisa q raramente faço pq acho super caro… hehehe Lembrei de vc!
    Bjos!

  • Danielle Bessa

    Amei o filme!
    Dispensaria as explicações didáticas no final, mas é cine americano, né?
    Sorrisos geram sorrisos!
    Dani

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Dani, eu dispensaria várias coisas, mas acho que o filme é muito bem produzido. O cara conseguiu encontrar toda uma identidade que nos deixa imersos logo nos primeiros segundos.

    Claudia, agradeça à Kopenhagen (aliás, eu deveria estar cobrando pela publicidade) pelo preço ser alto. Se fosse barato, já imaginou como o nível de obesidade aumentaria?

    Pri, eu ainda fico impressionado com a quantidade de gente que rejeita. Será mesmo que um psicopata usaria bombons envenenados e perderia tempo convencendo pessoas a comê-los com um puta sorriso no rosto?

  • wil

    noss daora, motiva muito…pena q amanha a depre volta e nao lembro d mais nada =/

  • Helga Maria

    Adorei o vídeo. O cara só bate o escanteio, cabeceira, faz o gol e ainda corre pra receber a bola lá no meio do campo depois, né?

    Mas enfim, adorei.

    And I found out what drives you: people. :) (same as me).

    Gitti, resposta: porque é sádico e quer fazer mal às pessoas, ainda mais em cidade grande desse jeito. Mas, né.. depois que o primeiro comesse valeria o risco pelo desconhecido com sorriso no rosto.

  • Helga Maria

    P.S.: Eu cortaria o musical do vídeo. O resto tá perfeito.

  • Helga Maria

    P.S.: Eu cortaria o efeito musical. O resto tá tudo perfeito.

  • Daniel

    Cara, ‘Dear Zachary’ é muito bom! Assisti há alguns meses. Ótimo ver tragédias, dor e injustiça da insana vida são transformados em atos de amor que mudam pessoas e os lugares onde vivemos.

    Agora, esse post me fez conhecer mais esses dois curtas… puts! O segundo é ducaralho! Supreendente.

    Valeu demais a indicação, os sorrisos aqui e tudo mais. Onde que carimba o cartão? Kd? Ahhh… mais uma pageview e indicações pra um monte de gente aqui! :)

    Tá aí um cara com quem eu gostaria de bater longos papos: Kurt Kuenne!

  • Dani

    Ótima dica, Gustavo!

    “Um vídeo ilustrando o porque eu não desisto de sorrir… mesmo encontrando muitas pessoas que não sorriem de volta pela vida afora!”

    Beijo e um sorriso ;-)

    Escrevi sobre sorrir a tempos: http://cantinhodani.blogspot.com/2008/12/s-sorrir.html

  • Jair Soares

    Eu gostei imensamente do vídeo.

    Extremamente inspirador!

    Valeu!!

  • Thaís

    Lindíssimo curta, Gustavo!

    Sobre como estabelecer relação com estranhos, pra mim até que é relativamente fácil. Não sei se é questão de aparência ou postura. Dia desses, no ônibus, estava muito entretida com a leitura de Os Irmãos Karamazov, quando uma velhinha (super cheirosa!) sentou ao meu lado. Ela me interrompeu pra dizer que gostava muito de ler e viajar. Minutos depois, ela disse: “Não quero interromper sua leitura. Vou ficar quietinha”. E eu disse: “Não! Adoro saber histórias assim!”. Pronto! Foi o suficiente pra ela contar como amava o finado marido, como ele faleceu de repente, além das histórias da infância na fazenda com sua irmã gêmea e do sucesso dos filhos. Daí, né? Fui às lágrimas no busão mesmo!

    Já quanto às possibilidades de travar diálogos com estranhos, já pensou em filmá-los? Isso aconteceu comigo. Só que no meu caso, a estranha era eu. E posso te dizer que foi uma experiência muito gratificante! http://dancaravida.blogspot.com/2007/07/festa-na-floresta.html

    Beijão!

  • Mari

    Nossa, lindo o video!

    Vc falou de distribuir bombons no metrô. Uma vez, eu assumi dar 10 aulas de matemática financeira de um curso obrigatório que operador de pregão era obrigado a fazer para poder trabalhar no mercado. A sala tinha uns 60 caras que iam pra aula dps que a Bolsa fechava e foi bem na época que o mercado financeiro começou a despencar.
    Depois da primeira aula, eu saí triturada. Eu parecia ter apanhado muito. O clima era de enterro, todo mundo super cansado, com jeito de derrotado. No segundo dia eu levei bombons pra todo mundo. A aula foi outra, participativa, divertida. No terceiro dia todo mundo me perguntou pelos bombons e eu falei que eu não tinha levado, mas que se pra aula render como no dia anterior eles precisavam de bombons, eu poderia pensar em levar de novo. No quarto dia um deles trouxe bombons pro resto e no quinto eles já estavam fazendo caixinha pra comprar bombons pra todo mundo.
    Foi quando eu percebi que eu realmente gostava de dar aula.

    Acho que, da mesma forma que dar bombons, o sorriso também é uma forma de se abrir pro mundo, de se mostrar receptivo, de oferecer algo ao outro, de ser disponível.

  • Jairo

    Parece que existe um grupo de pessoas que vieram ao mundo simplesmente para inspirar outros….
    você assistiu o último episódio de Scrubs?
    http://www.youtube.com/watch?v=G8-0R2ckE8E

    (não achei traduzido…sei que vc achará)

    abraço irmão….

  • leandro

    Pow muito bom esse video, como sempre otimas dicas suas…

    Abraço e obrigado… Você é excelente.

  • Lila

    ahh, que lindo!

    estou participando (em campinas) da produção de um espetáculo cujas cenas são criadas a partir de experiências reais das atrizes. parte do processo criativo envolvia atividades do tipo: siga um estranho por algumas quadras e estabeleça algum tipo de relação durante o percurso; cante para um desconhecido; faça o dia de alguém que você não conhece mais feliz. e é incrível! estréia no final de outubro na estação guanabara em campinas, se quiser e puder ir, é meu convidado! a peça chama-se “jantarei vestígios essa noite e, se me permite, convidarei verônica”.
    PS. eu já respondi, quem tá enrolando é o lucas! ha
    beijocas

  • ana ser

    Mas qual a explicação do seu gesto altruista para os outros? Sempre precisamos de uma explicação, nem que seja esdruxula.
    Isso me lembra uma vez que uma menina de uns 8 anos cochichava enquanto olhava para mim. A mãe me disse que ela havia falado: – Nossa mãe, que menina bonita…
    Ganhei o meu dia, as crianças e os idosos tem essa vantagem, não duvidamos da sua indole, não desconfiamos das suas intenções.
    Ja com adultos aprendemos e nos acostumamos a desconfiar, um elogio de um estranho deve ser respondido com cara feia. E quando envolve algo material, mesmo que seja uma nha benta (se bem que o valor prático dela vale mais que muito dinheiro), é para desconfiar mais ainda…
    Gitti, você fala da experiencia de estabelecer relação com estranhos de forma ativa, dar, beijar, pegar. E o outro lado, aquele estranho que é presenteado, pegado, elogiado…
    Como se posicionar aberta às conexões humanas sem parecer desprotegido? Como se tornar vulnerável às experiências preservando uma certa estabilidade emocional?

  • Ricardox G.

    Chorei!
    Muito lindo!

    Valeria um Oscar! =D

  • Gustavo Gitti (autor)

    DANIEL, vi o Dear Zachary. Achei exagerado, meio “Arquivo confidencial” do Faustão, mas é uma puta história, impressionante. Ainda assim, eu não gostei nada do tom. Esse lance de crucificar as pessoas não rola pra mim. Eu teria achado mais legal descobrir problemas no próprio casal de avós, saca? Mas isso é minha mente perturbada falando. ;-)

    JAIRO, você é o cara! Valeu pelo curta. Vou ver o fim do Scrubs, já abri aqui.

    MARI, o melhor desse blog são as histórias que as pessoas contam espontaneamente nos comentários. Muito bom saber disso que rolou contigo. Bombons ainda vão mudar o mundo. Parece bobo, mas coloca a gente numa posição inatacável e cria uma relação autêntica, só distribuindo pra entender. Talvez seja pela infantilidade e ingenuidade do ato, afinal todas as boas relações surgem de uma espécie de ingenuidade.

    LILA, adorei a ideia da peça. Quando estrear, manda por email pra mim por favor? Já avisei minha namorada, que é atriz.

    Essa entrevista promete. Se quiser e puder, manda fotos também!

    THAÍS, filmar é uma boa. Vou ler seu post.

    Abraços!

  • Gustavo Gitti (autor)

    ANA,

    >>”Mas qual a explicação do seu gesto altruista para os outros? Sempre precisamos de uma explicação”< < Esse "sempre" me incomoda, por isso gosto de não dar explicação ou às vezes confundir mais ainda a pessoa (pedindo pra ela procurar no Google, o que a levará pra um texto cheio de ideias outras). Esse processo de sempre dar explicação ou sempre viver algo com sentido pode e deve ser interrompido. Na verdade, todas as explicações que damos são mentiras. Às vezes agimos pensando em uma razão, mas sendo movidos por outra. E mesmo essa outra razão não é definitiva, ela é só uma saliência em um tecido infinito de causalidades cuja origem é insondável. Nunca saberemos o que nos move. >>”Gitti, você fala da experiencia de estabelecer relação com estranhos de forma ativa, dar, beijar, pegar. E o outro lado, aquele estranho que é presenteado, pegado, elogiado… Como se posicionar aberta às conexões humanas sem parecer desprotegido? Como se tornar vulnerável às experiências preservando uma certa estabilidade emocional?”<< Não é preciso esforço. Já somos vulneráveis e desprotegidos. Você pode morrer a qualquer momento, do nada, sem explicação. Estamos abertos e nus logo de saída. A gente pode reconhecer isso e começar a brincar com a vida ou ficamos esperando por alguém disposto a não acreditar em nossa roupagem, alguém que pegue em nossa mão e faça um convite irrecusável. Eu prefiro fazer os convites. Mas eu não nego quando encontro alguém do meu time. ;-)

  • Eterna Aprendiz

    Pelos meus escassos conhecimentos de aprendiz, será a partir do encontro com Vitória (nome paradigmático) que este personagem alcançará ou não o cerne da verdadeira alegria, que vem da constatação radical da gratuidade da vida e, assim, do reconhecimento de que, o simples fato de estarmos vivo, já é motivo para nos sentirmos abençoados.
    Não é tarefa fácil. No entanto, quando atingimos esta compreensão percebemos que passar por fases de tristeza e ficarmos perdidos faz parte do processo.
    No entanto, não há nada mais equivocado do se tornar um ser triste. Pois, num nível de entendimento mais profundo, a tristeza nasce da crença de que a vida nos tomou ou esta nos negando algo que é nosso…hahahahaha…parem para refletir se isto tem cabimento…

    abraços fraternos para todos

  • Tweets that mention Validation (Kurt Kuenne | 2007): o curta que eu queria ter feito | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos -- Topsy.com

    […] This post was mentioned on Twitter by Glauciana Nunes and Luiz Antonio. Luiz Antonio said: post novo no Não2Não1… http://bit.ly/EALMm gosto muito desse blog. :) […]

  • Dani

    Acabei de ler e cabe aqui…

    “Procure alguém que se comunique com você com sorrisos,
    um sorriso transforma seu dia triste.”

    + um sorriso

  • Nati

    AMEI!!

    Havia tempo que eu não me empolgava com alguma coisa, e me fez feliz ver isto.

    É triste ver o quanto posso ser desagradável com as outras pessoas. Alguns dias eu simplesmente estou de mau humor, e minhas atitudes deixam claro que não quero ninguém por perto.

    Perco oportunidade de fazer bem aos outros.

    =/

  • Daniel

    Eh. Eu vi em março. Lembro que não achei ótimo. Você tem razão, mas gostei bem de algumas cenas. Vale a pena ser visto.

  • Ana Carolina

    Esse curta é fantástico, encantandor, adorável!
    Divulguei no meu Twitter. Sou super a favor da divulgação daquilo que faz bem pra gente!
    O post acompanhou o curta com muita delicadeza. Excelente!
    Beijinhos

  • Hérica Rocha

    Excelente curta!De uma simplicidade…Muito bom mesmo.Ótima dica, vou passar adiante.

  • Stela

    SENSACIONAL!

  • MeGaBi

    Marcelo,
    sou sua fan secreta! sempre bisbilhoto para ver se vc ja escreveu mais para eu poder ter esse meu momento maravilhoso! acho que todo momento que a gente redescobre as verdades, aprende algo novo, consegue ver as coisas de outro ponto de vista … uma alegria preenche nosso corpo de uma maneira abundante e quer transbordar em atos, sair do plano das ideias e se tornar realidade!
    Sou uma economista com ambicao humanista! muito anarquista e as vezes comunista! sou nerd e artista! jajaja me divirto com minhas pretensoes frustradas e me sinto a propria Amelie Poulin, quando sonhava em ser tao boa que quando morresse causaria uma comocao nacional!
    Tenho meus rituais e minhas conviccoes cotidianas! Tento ser melhor! Me entregar a alguma causa…. abrir uma ONG, salvar especies em extincao, cuidar dos idosos, das criancas, dos animais, unir a america latina,e as vezes sinto essa impotencia e a minha insignificancia…..
    como dizem em espanhol a veces me pongo a rabiar….. mas logo entendo que se eh o trabalho de formiguinha que eu devo fazer entao vamos! eh pensar macro e agir micro! entao faco minhas tarefas com todo o esmero de uma gde virginiana com todas as casas astrais em terra!
    o filme me mostrou bem isso…. sera que alguem um dia vai se dar conta do que somos mesmo: alguem tera essas lentes magicas de ler minha alma e perceber esses nuances!
    somos assim agimos e fingimos discrecao…. mas queremos que nos achem descubram aplaudam!
    li tambem o teu post do fracasso…. e eh assim!
    Fracasso com verdade e paixao!
    e sim…. faco danca de salao a anos! e se alguem me tira pra dancar! jajaja sempre piso no pe!
    desculpe a falta de acentuacao mas meu teclado eh americano jeje
    beijos!
    Gabi

  • Mércia

    Bom, a Nhá benta eu nao vou distribuir não, é muito cara! mas o sorriso…vale a pena tentar! Fico impressionada com a quantidade de pessoas q esbarramos no dia-a-dia com a cara emburrada, tristonhas e mal-humoradas! Eu adoro receber um sorriso sincero de um estranho. vou tentar ser eu a pessoa q pode levar alguma alegria tb. Um grande sorriso pra vc!!!

  • MeGaBi

    Gustavooooooooooooooooooooooooooooooooooo
    jajajjaja
    Nao sei da onde tirei o Marcelo jajajaj sorry!

  • Mari

    huauhahuauhauh
    Eu fiz isso uma vez… estava saindo do super mercado e a moça do caixa tinha um rosto exótico, uma beleza diferente, que chamava a atenção, linda mesmo. Não sei porque, mas acho que eu estava tao tranquila e feliz por nada naquele dia, que me senti a vontade pra falar aquilo pra ela, falei até que achava que ela deveria ser modelo…
    Ela sorriu, agradeceu, ficou feliz… e eu saí feliz também…

  • Amanda

    Acho que a sociedade anda cada vez mais carente de sensibilidade, emoção, de educação, boas ações e de gentilezas. O porquê? Não sei…

    Eu percebo entre muitas pessoas como educação se passa desapercebida e às vezes é até brega e eu não tô falando de gente sem instrução. Tenho até vergonha alheia!

    Quando alguém é educado com vc, vc se surpreende, pois o cotidiano muitas vezes está cheio de grosserias e as grosserias passam a ser normais. Logo, se vc encontra alguém distribuindo bala, chocolate, nhá benta então…Sem pedir nada em troca, justificamos com uma explicação: deve ser alguma pesquisa esquisita, uma pegadinha…sei lá!

    Essa atitude que vc teve me lembrou muito aquele filme “A corrente do bem”.

    Já que as pessoas esperam que se peça algo em troca, seria um desafio pedir que elas retribuam essa gentileza a outro alguém? Até onde será que isso vai? Enfim, to viajando! rs… Mas se faz no mínimo intrigante!

    Esses dias um cara pediu pra descer primeiro do onibus no ponto antes das mulheres, no caso 3 senhoras, para ajudá-las a descer do onibus, eu achei aquilo fantástico. Quem hoje em dia faz isso? Vejo até algumas mulheres ajudarem, mas homem…Tem sido raro!

    A primeira senhora achou muito desconfortável dar a mão a um estranho, já as outras acreditando na boa ação do rapaz, agradeceram e acho que aquilo fez o dia delas melhor e o meu também. Não vou esquecer, tanto que o comentário desta atitude veio para aqui!

    Eu trabalhei numa empresa que ninguém dava bom dia, simplesmente ninguém me respondia. E não era um banco ou uma repartição pública…Era uma agência de comunicação. Não é piada não!

    E quando eu pedia informação de como funcionava a impressora que era um monstro coreano, ninguém me respondia então eu fazia a piada, valeu pela informação! :) Só pra quebrar o gelo…

    E acredite se quiser, quem me ajudava, era um coreano que não falava a minha língua tão pouco eu a dele. Mas gentileza não tem idioma, isso eu aprendi!

    Pequenas gentilezas fazem uma enorme diferença e é difícil de esquecer.

    ps.: gosto muito de ler os comentários e a resposta dos comentários, põe a cabeça pra funcionar e retruca outros aspectos que não estão no texto e que dá um conteúdo vasto! Haja assunto pra livro.

    bjks,

  • Cássia

    Sensacional!
    1ª vez que entro no teu blog e já dou de cara com esse vídeo maravilhoso…
    obrigada pelo sorriso de hj!

  • Roberta

    E se eu falar que eu sorri( e ri) sozinha, só de imaginar alguém dando Nhá Benta e achei ‘fofo’.Hummm nhác.(fiquei com vontade!) Mais aí veio pensamento: Será que tô cafona, carente, melancolica…deprê? Fiquei séria e emocionada. (posso jurar que meus olhos ficaram cheios d’água). Estranho não? Ou não.
    Talvez seja isso, medo das emoções, sentir algo que fragiliza. Ligamos (in) ou conscientemente frágil ao fraco. Triste isso.

    Pensei novamente na simples ato de oferecer e comer nha benta. Fiquei bem de novo. =)

  • claudia lyra

    Gitti, adorei o texto, adorei o vídeo. Mas o que me motivou a sair da minha inércia de leitora-de-blog-pelo-reader e entrar na sua caixinha de comentários foi a vontade de que você fique sabendo que está virando um hábito pra mim mandar o link (e por vezes o texto todo) de seus posts pra amigos meus. Já até perdi a conta. Beijos!

  • Tony

    Cara, “descobri” esse seu site/blog a um tempo… e desde então venho acompanhando seus posts, entro praticamente todos os dias esperando algo novo, kkkk. Já indiquei seus posts para amigos (e vou continuar indicando, porque são muito bons). O curta é perfeito, gostei muito disso de mostrar que um sorriso, um elogio, algo pequeno, possa vir a fazer tanta diferença na vida das pessoas. Chega a ser difícil de acreditar, mas é verdade. Li quase todos os seus posts e venho pra dizer que mudei muito depois que conheci o Nao2Nao1, pra melhor. Sou seu fã, cara. kkkkk, sério. Esperando por mais posts. Té mais.

  • SPlash

    Gitti,
    A-do-ro seus textos e sonho com o termino do seu livro. Serei a primeira a comprar. Se encontar com vocêno metro distribuindo nha bentas, mesmo detestando chocolate, eu vou aceitar e ficar muito feliz.

  • Marília

    Adorei o curta!

    Assisti sem legendas e acho que é dispensável tal apoio…

    Acho que eu estou precisando de uma validação!

  • Cyntia Simões

    Gitti,

    Concordo com você em relação à cobrança ser aceita, mas a doação ser questionada… Sorrir, então… Nem pensar! É terminantemente proibido ser feliz!
    Hoje vim para meu emprego em um metrô superlotado! Daqueles que se você levanta o pé para descansar, perde o espaço. Daí eu comecei a rir, rir mesmo! Afinal, ainda que por mal, as pessoas acabam trocando o calor humano. E elas têm de se encostar, de manter contato físico, de viver a mesma experiência.
    Achei engraçado, porque tudo aquilo de que a maioria foge nos dias atuais, é obrigada a vivenciar sem nem ao menos perceber.
    Claro, pensaram que eu era louca. Uma senhora: “Coitada! Está passando mal!”.
    É… Ser feliz e perceber as pequenas coisas ao redor virou um mal… Prefiro continuar passando mal!

  • Anna

    Po, muito bom esse filme, pena que está um pouco distante da nossa realidade, mas se nos esforçassemos para ser mais simaticos com as pessoas como o cara do filme, o mundo seria um lugar melhor de se viver

    ;)

  • Renan

    Gitti,

    Sensacional esse curta, hoje em dia sorrir é quase um crime ser educado e gentil então…

    Sorrir é mais facil e menos aceito… Depois reclamamos que a vida está ruim, será que não é por nossa unica e exclusiva culpa?!

    Parabéns!!! e Obrigado.

  • Tônio

    Achei seu blog hoje, pesquisava sobre Tori Amos e ele apareceu. Adorei o jeito que escreve, simples e verdadeiro. Gostaria de saber se é possível que me envies o vídeo, não tenho acesso a internet e do serviço não consigo acessar you tube, mas tb só se tiver o vídeo baixado, caso contrário qq dia vou a uma lan e procuro. Abraço.

  • Fabricio Stefani Peruzzo

    Gitti, valeu!

    Quem aí disse que homem não chora?

  • Júnior

    Mto bom o curta!

    Agora sobre distribuir bombons tmb tive uma experiência inclivel.Qdo ainda estava na faculdade decidi abrir uma lan house a qual ainda tenho até hj, certo dia na intenção de agradar os meus primeiros clientes resolvi distribuir bombons e calendario de bolso para tds clientes que entravam na lan,era uma forma de agradar e dilvulgar meu pequeno empreendimento, esse pequeno gesto me deixou numa sensação inclivel, cada sorriso de um garoto por um simples bombom enchia minha alma de satisfação e ainda me rendeu amizades e uma garota linda que peguei dias depois e o mais inclivel foi que eu sempre achei que ela não me dava bola e fiquei chocado qdo ela me revelou no dia que ficamos que até o dia em que eu lhe ofereci um bombom na minha lan house ela me achava um metido e que pensava nunca ter chance comigo. Inclivel neh! Acho que tem um pouco haver com o curta e o que vc tenta passar desde aquele post do caos calmo.
    Um abração e é sempre bom visitar seu blog tem sempre algo enriquecedor no que vc escreve e nos comentarios do pessoal.

  • BrunoPC

    Legal, eu costumava fazer isso com chocolate no onibus, conheci alguma pessoas, mas nunca mais prescisei pegar esse onibus XD

  • O Mundo de Léo

    Validation – Belo Vídeo , uma vez eu coloquei chocolates no armário do pessoal do antigo serviço e nem falei que fui eu , tem pessoas que comeram , outras ficaram desconfiadas e nem comeram, achando que era alguma sacanagem.

    Um dia desses fui num sebo doar livros e a funcionária parece que tomou até um susto rs

    Desde que passei a oferecer coisas boas pras pessoas, tenho tido uma vida muito mais feliz. Sei que ainda posso fazer mais, as vezes deixo de fazer coisas por causa de uma certa timidez.

    Sempre indico esse blog pra pessoal, a maioria adora.

  • Felipe Regalgo

    é kara… realmente esse video é A SUA CARA!!!! hauHAUhauHAU

    []´s

  • Ana Ser

    Li em texto da Elaine Brum na revista epoca (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI96818-15230,00-GENTILEZA+GERA+GENTILEZA.html) e lembrei desse texto.
    É a gentileza pela gentileza, pura e simples. Não preciso mais de razões, na verdade não precisava, era só uma curiosidade para saber se você tinha alguma explicação.
    Acho que para as pessoas que acham bombons um pouco demais, o simples bom dia ou mesmo um sorriso ja é um ato ousado nesse mundo de estranhos.
    Mais uma vez obrigado por instigar as provocações…

  • Gabriela

    Há algum tempo não passo por aqui, muito intrigante o post. Um dia gostaria de ter esse controle interno, chegar a certas conclusões óbvias mas que na verdade vivemos a vida inteira sem entender.
    Uma vez cada século nasce gente feito vc né……..

  • Helga Maria

    Estou vendo tv, minding my own business, e me deparo com um comercial na tv duma menina que bate o olho no rapaz (numa fila pra tirar fotos), ela vai ao wc, escova os dentes com um Close Up X aí, chega lá e dá o ‘sorriso colgate’ dela e conquista o cara.

    Onde já vi este FILME antes??

  • Vitor

    Mostra o Bush, o Osama no vídeo
    E eu só quero saber uma coisa…
    Esse curta é baseado em fatos reais?

  • pelli.br

    Sensacional o vídeo, uma grande inspiração para elogiar mais as pessoas e abrir aquele sorriso verdadeiro!

    Vitor… deveria ser meu amigo, não é mesmo? ahhAhha me rachei de rir com seu comentário.

  • Rebiscoito

    Não sei se terminei esse post me sentindo triste ou feliz.
    Uma amiga minha veio no msn e disse: “Re, você tem que ler isso, é a sua cara”. E eu vim, meio descrente mas enquanto lia fui entendendo que isso realmente era a minha cara.
    Mas agora que acabei de ler e assisti o curta, estou num impasse.
    Sempre odiei finais felizes. Eles me irritam porque, em sua maioria, são falsamente felizes. Mas esse curta não tem um final feliz, e eu também não gostei. Ele talvez seja triste demais! Como assim ele é demitido e o curta acaba sem nem um pinguinho de esperança?

    Eu acho que interagir com estranhos (positivamente, claro) é uma das coisas mais incríveis do mundo e um dia, me perguntaram se eu fazia isso por mim ou pelos outros. Você deu vários motivos engraçados por ter dado todas as suas Nhá bentas pro povo no metrô e eu ri, mas no final, ficou por isso mesmo. Acabei não entendendo se você fez por eles, por você mesmo ou apenas para contar aqui no blog.

    Será um laboratório da sua própria vida? Ou, indo mais além, do ser humano em si?
    Bom, quando me fizeram a pergunta eu pensei, pensei e acabei respondendo que fazia por mim mas também pelos outros. Faço por mim pois acho que a rotina é algo muito chato, e eu acho legal viver com emoção. Mas faço também pelos outros. Tem coisa mais gostosa que receber o sorriso de alguém desconhecido?

    Sobre o curta, a intenção toda dele é perdida no final. Quando o cara é demitido e a vida dele acaba, sabe? Poxa…Preferia que tivesse um final mais incógnita ou menos trágico. (Ou talvez eu seja mesmo muito romântica.)

    Ps. acabei de ver a data desse post, é bem antigo e talvez eu esteja desatualizada dos assuntos pq é a primeira vez que entro no seu blog.
    Mas gostei, vou ver se arranjo tempo pra ler mais. Se você tiver tempo, me mande um email. Você é o tipo de pessoa com quem eu gostaria de conversar sobre aleatoriedades.

    Ps2. Um dos livros que você recomenda é o “É claro que você sabe do que estou falando”, da Miranda July. Estou lendo esse livro atualmente, pela 2ª vez, pq acho ele incrível. Sempre que leio da vontade de grifar algumas partes pra depois poder mostrar pra alguém que também ‘saiba do que estou falando’. Legal que você sabe :)

    Um beijo!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Rebiscoito,

    Veja o curta original que está no post. O legendado está cortado, pelo jeito. Não precisa saber inglês, só ir seguindo as cenas.

    Não sei definir minha motivação ao fazer essas ações. Não fico me perguntando isso, apenas faço. Acho que é uma mistura de impulsos autocentrados e orgulhosos com algum traço de generosidade impessoal que eu quero cultivar mais e mais.

    Espero ver outros comentários seus por aqui.

    Abraço.

  • Giane

    Gitti: excelente, ótimo (pra variar né, o que não é bom por aqui?). E se você já está conseguindo fazer com que eu veja as coisas de modo diferente, pense e sinta com motivação, ganhe esse feeling de quem busca oferecer, de quem se compraz com isso…. então imagine: você consegue mudar o mundo !!
    Obrigada pela satisfação que estou agora!

    Abraço !

  • Camila

    Muito bom descobri essa gravação fazendo um trabalho pro meu namorado heheheheeh
    e concordo com vc quando diz que gostaria de ter feito esse curta.
    pois é um ideia simples mais dificil de se imaginar como ficaria!
    é explendido =D
    abraço e continue escrevendo pois voce faz isso bem!

  • JR SOUZA

    Simplesmente incrivel…