Uma mulher e suas áreas intocadas

por Gustavo Gitti 13 maio 2010 74 comentários

Ela é uma mulher e suas áreas intocadas. Você se esquece disso e cumprimenta apenas a mulher. Ela é uma mulher e suas áreas intocadas. Você conversa apenas com a mulher e a convida para jantar. Ela é uma mulher e suas áreas intocadas, mas você leva apenas a mulher para a cama.

Depois de falar do “antes do antes” e da sedução impessoal sem estratégias, vamos agora explorar como nossa imaginação pode moldar nossos corpos e como nosso prazer é limitado ao nosso mundo de significações. Ainda que o discurso sobre as cavernas do feminino seja mais direcionado aos homens, penso que o mesmo vale para as mulheres em relação aos subterrâneos masculinos.

Dê play antes de seguir lendo:


“Secret Garden” (Bruce Springsteen)

“She’ll let you in her house
If you come knockin’ late at night
She’ll let you in her mouth
If the words you say are right
If you pay the price
She’ll let you deep inside
But there’s a secret garden she hides”

A inevitabilidade do problema

Após o casamento, você percebe que algo nela nunca sequer namorou com você… Ou outro homem percebe antes e começa a olhar e se relacionar justamente com essas áreas intocadas, de onde nasce uma outra mulher: aquela que vai pedir divórcio.

Tal movimento é inevitável. Não há como controlar o outro e se assegurar de que você o está contemplando inteiramente. Sempre sobra algo. No entanto, seria melhor se não fôssemos tão vítimas, se pudéssemos chegar até pelo menos algumas áreas intocadas, não por medo de que outro chegue primeiro, mas para melhorar a qualidade da relação.

Na verdade, a profundidade de uma relação aumenta apenas pelo processo de não congelar e de sempre avançar mais um pouco para dentro um do outro, não exatamente pelo sucesso desse movimento ou pela “cobertura” atingida.

O primeiro ponto cego dos relacionamentos

Nossa cegueira é como uma prisão com horizontes tão amplos que sequer desconfiamos de seus limites. Não vemos algo justamente porque temos a experiência de ver tudo. Como diria Francisco Varela, nossa realidade sensorial nos parece 100% completa, sem nada faltando. Se outro ser (nosso amigo, um africano ou uma abelha) vê outra coisa, então é sinal claro de que ele está errado, alucinando.

O que vemos quando olhamos para nossa esposa ou para nosso namorado? Simples: o outro nos parece 100% como a identidade que foi construída pela relação. Um pai vê um filho no menino que estuda na sala com o amigo que vê o amigo que minutos antes era visto como aluno pela professora. Eis a primeira cegueira de uma relação: não olhamos para a mulher, mas para o que construímos na relação com ela. Se uma relação surge como um namoro, ela passa a ser nossa namorada, não apenas como uma imagem mental, mas como um corpo diante de nós vivendo em um mundo específico que vai sendo pintado pelo casal.

A cegueira é também uma proteção, afinal lembrar que nossa namorada é uma mulher implica em admitir a possibilidade de que ela seja desejada e sinta desejo por outros, de que ela se transforme em namorada de outro. Ou em admitir que ela não lembra muito de nós enquanto está agindo como filha. Lembrar que nossa relação com ela não abraça 100% do seu ser (e nem deveria).

O segundo ponto cego dos relacionamentos

“Murilo achava que me conhecia bem demais, ficou confiante: nunca olhou dentro da carapaça. Viu a carapaça e achou que aquilo é que era, que já estava tão fundo dentro de mim quanto alguém poderia estar. Mas o fundo é sempre mais embaixo, nem eu sei onde, e lá o Murilo nunca se aventurou. Casou com a rocha, se satisfez com a rocha e uma rocha era o que esperava que eu fosse.” –Alex Castro, em Mulher de um homem só

Além de confundirmos nossa mulher com a identidade que foi construída em sua relação conosco, há um outro ponto cego no interior mesmo dessa relação. No primeiro caso, não vemos as outras mulheres por trás de nossa namorada; no segundo, não vemos nem mesmo nossa mulher por completo. Ela chora debaixo do chuveiro, volta para a cama e não desconfiamos de nada. Ela coloca uma calcinha especial e estamos cansados demais para notar e tirá-la com gosto. Ela é sutilmente inferiorizada por sua família e você interpreta tudo como brincadeira…

Não é por acaso que talvez a maior reclamação feminina seja relacionada à solidão e à ausência do olhar desejante masculino. Ouçam o pedido da Vanessa da Mata representando todas as mulheres: “Não me deixe só”.

Ora, é por isso que algumas relações são tão transformadoras. Quando uma mulher realmente se sente viva, olhada, cuidada, preenchida dentro de uma relação, todas as outras identidades conseguem sentir esse calor. Se reduzimos os dois pontos cegos, atingimos uma base anterior à própria identidade de namorada que surge à nossa frente. Não só a namorada, mas a mulher inteira fica feliz.

Ao mesmo tempo, nós descobrimos como agir com esse ser mais amplo que a identidade do marido, mesmo quando estamos dentro de uma relação. Se fizermos isso com certa frequência, será mais fácil lidar com o fim dessa relação, com a morte do marido. Enquanto o marido estava em cena, outra coisa estava agindo. E essa outra coisa segue.

Os dois pontos cegos são inseparáveis. Sua superação, claro, não se dá de modo definitivo: ao tentarmos nos aproximar da totalidade do outro, percebemos que ela é inatingível, sempre expansível, como um horizonte. Não há fundo, não há essência. Nada além de um vasto espaço livre do qual o outro nasce diariamente.

Fantasias sexuais femininas

“Eu tenho 22 anos e sou muito tímida, mas minha imaginação não tem nada de tímida.”

A fala acima é de Heather, uma das entrevistadas por Nancy Friday no clássico My Secret Garden. Ao ver em detalhe uma série quase infinita de fantasias sexuais femininas, desconfio que talvez o melhor caminho não seja ir diretamente às fantasias, mas ao que as torna possíveis, ou seja, à estranha dinâmica do prazer.

maze-james-jeanPensamos que o prazer vem do sexo, não é mesmo? Mas não vem. Você pode perceber isso quando brocha e nenhum estímulo funciona ou quando a relação está ruim e nenhuma massagem com K-Y nos anima. Ora, nunca fomos animados pelo toque, mas por algo que se evidencia pelo toque, como se o toque fosse a expressão de algo e não valesse nada sozinho.

Fantasiar (encenando ou apenas imaginando) com estupro, animais, orgias, cenas específicas… O excitante não é exatamente o conteúdo das fantasias, mas a posição interna que nosso corpo assume. Aliás, pode anotar: se quiser aprender novas posições sexuais, prefira as internas.

Em algumas fantasias, as mulheres são dominadas. Em outras, são conduzidas como meninas aprendizes. Ou fazem algo proibido, errado, sujo, degradante. São agressivas, comandam, batem. Invadidas de surpresa. Ou percorridas com curiosidade, como se fossem um labirinto. Isso para ficar nas fantasias mais simples.

Você pensa que ela está submissa enquanto chupa, mas para ela a sensação talvez seja de poder e dominação. Você pensa que a melhor noite para ela foi aquela em que você ficou como um animal por horas, mas ela se masturba até hoje lembrando de quando você a comeu por trás na escada do shopping, com o cinto da calça batendo sem querer na bunda dela, rápido, sem preliminares, gozando sem avisar.

Ela morre de ciúmes das outras, certo? Mas talvez uma das coisas que mais a excitem seja a imagem de você comendo outra mulher. Ainda que isso nunca seja realizado, é a fantasia que a faz gozar. Pois é, muitas mulheres gozam apenas em imaginar a possibilidade de algo, enquanto a maioria dos homens precisa da concretização. ;-)

O sexo, a fantasia (vivida ou imaginada) e o toque apenas nos excitam porque eles nos permitem vivenciar e expressar uma postura que dificilmente assumimos com intensidade na vida cotidiana ou mesmo nos outros momentos de uma relação. Para os homens, em geral, essa postura é a de mandar, conduzir, olhar, penetrar, atravessar, cortar, avançar, invadir. E para as mulheres tende a ser a de se entregar, se render, se deixar levar, se soltar, se movimentar, receber, dar, abrir – ser olhada, desejada, carregada, tomada, abusada, preenchida.

Mais do que com homens, o feminino se excita com presença, olhar, segurança, imobilidade. Mais do que mulheres, o masculino adora formas, curvas, movimentos. Ele quer mais olhar do que ser olhado. Ela quer (ser) pegada, não tanto pegar.

Para que essa dinâmica seja explorada, não basta transarmos sempre no mesmo contexto de casal. Ou melhor, é interessante que esse contexto não seja restrito, caso contrário vamos reprimir nossas fantasias e nossas possibilidades de prazer. Se a mulher não goza sempre com o namoradinho, por que você se contentaria em ser apenas o namorado durante o sexo?

Em defesa dos contos de fadas


“You and me” (Dave Matthews Band)

Quero fazer sua mala, algo pequeno. Pegar o que precisa e desaparecer com você, sem rastros. Lua e estrelas vão seguir o carro. Ao chegar no oceano, vamos pegar um barco para o fim do mundo. E quando nossos filhos crescerem o suficiente, vamos ensiná-los a voar.

Assim começa a música “You and Me” (Dave Matthews Band). E assim deveria começar uma relação. Não exatamente como humanos que andam em ruas de concreto e ficam 8 horas diárias olhando para pixels oscilantes numa tela, mas como personagens dos filmes que escolhermos para nós.

Sem imaginação, sem vivermos um pouco como extraterrestres, tirando a solidez de fatos e certezas, terminamos presos a um mundo opaco, cinza, sem brilho. De vez em quando, vemos uma figura de Escher, filmes como Wall-E, Up ou Where the wild things are, ou um mestre budista maluco. De vez em quando, sorrimos: “É, talvez o mundo seja mesmo mágico…”. Mas não dura. Não passa da rotina do dia seguinte.

Assim como vimos em Pleasantville ou em Dream for an Insomniac, num mundo cinza não há paixão nem sexo. Tal opacidade restringe nossas conexões de corpo e mente (algo que Espinosa relacionava com felicidade), além de diminuir nosso espaço interno, onde sustentamos vivacidade e também o prazer sexual.

Quanto maior sua matriz de significações, mais mundos você poderá construir e dissolver no minuto seguinte. Se há um segredo para tocar sua mulher de todas as formas, é construir histórias nas quais outras mulheres possíveis encarnem e sejam levadas pela mão para o fim do mundo.

Se viver o amor como um conto de fada é clichê, é piegas, é romantismo excessivo, mais clichê é eliminar os contos de fadas. Quem realmente se livrou da crença no Papai Noel não vê problema em se vestir de um (convenhamos, há coisas que só um Papai Noel faz). Do mesmo modo, podemos abandonar nossa esperança em um único conto de fada – sim, ela ainda existe, pode admitir – e viver vários.

Presenteie sua mulher com bons livros infantis, crie mundos nas quais as fantasias femininas possam aflorar, viva mitos e histórias inventadas a la Big Fish, leia Manoel de Barros e amplie sua matriz de significações até que um email não seja mais um email, uma cama não seja mais uma cama, uma calcinha não seja mais uma calcinha, um K-Y não seja mais um K-Y…

Sua mulher pode ser menininha ou velha, um papo durante uma massagem pode ser uma incursão no escuro do futuro, uma caminhada à noite pela Av. Paulista pode virar 20 anos de relacionamento (né, Miranda July?) e ensinar os filhos a voar não é algo tão improvável assim.

Deixe sua pergunta para o próximo texto

No último texto dessa série sobre o “Antes” no sexo, vou falar sobre a verdadeira impotência sexual masculina. Enviem questões ou perguntas pelo widget abaixo, lembrando que eu não sou o Jairo Bouer e não vou falar exatamente de sexo.

Além disso, estou curioso para saber seus comentários em relação às fantasias sexuais e aos outros pontos que abordei acima.

*Dedicado a todos os desconhecidos cujas parceiras já me escreveram reclamando e listando suas áreas intocadas.

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Para transformar nossas relações

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  • Tweets that mention Uma mulher e suas áreas intocadas | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Gustavo Gitti. Gustavo Gitti said: "Uma mulher e suas áreas intocadas". Novo texto no Não2Não1: http://bit.ly/anhqIR [...]

  • Bruno Melo

    Um pai vê um filho no menino que estuda na sala com o amigo que vê o amigo que minutos antes era visto como aluno pela professora.

    Belo exemplo, facilitou demais o entendimento da idéia que estavas querendo passar sobre as várias personagens de uma mesma pessoa.

    Abração

  • Pago Bem

    Gustavo,

    Alguns chamam isso de máscaras mas prederi a metáfora das roupas(http://www.pagobem.com/2010/02/roupas_22.html).

    Vestimo-nos pensando no ambiente, no compromisso. Mas por baixo daquela roupa há outra roupa que usamos em outro ambiente, com outras pessoas.

    Saber despir as pessoas é uma arte. E faz um bem danado.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Eu entendo, mas não gosto dessa metáfora das máscaras ou roupas e nem da ideia (li no seu texto) de que conhecemos uma pessoa quando conhecemos todas as identidades que ela manifesta.

    Minha visão sobre isso está aqui:

    http://nao2nao1.com.br/sobre-mascaras-rotulos-e-essencias/

  • Fernando

    Excelente texto.
    Tem vezes q jogamos fora um relacionamento, q era pra ser maravilhoso, por sermos tão míopes e egoistas, q só nos importamos, qdo perdemos.
    Isso é o pior!
    O pior não é acabar, mas nos importarmos somente qdo isso acontece.
    Ah! E outra coisa!
    Vai escrever bem assim lá…. longe! =D

  • Lucas

    Minha namorada outro dia abriu meus olhos com uma metáfora muito parecida… Ela tem uma cicatriz funda na perna, muito antiga, de mais de 10 anos atrás. Mas é um pequeno ponto em que ela sente muito incômodo ao ser tocada. Não é dor, segundo ela é só uma aflição, psicológica. Se ela mesma está com a mão aí, não sente nada.

    Namoramos a 2 anos e sempre fizemos de tudo na cama, mas eu sempre evitava esta área… até que um dia brincando com ela comentando e testando pontos sensíveis, perguntei se esse era seu ponto proibido. Ela me olhou bem nos olhos e disse: “não existem pontos intocáveis ou proibidos, você é que não está sabendo chegar aí”.

    Nossa, isso virou minha cabeça! percebi como a desconhecia, e desde então nossa relação melhorou muito! Pq na tentativa de conquistar este ponto começamos a fazer coisas muito mais loucas. Ainda não cheguei lá, nem perto! Mas nesse caminho acabei descobrindo coisas que nunca imaginei, muito além do toque… Nenhuma área é proibida, mas sempre existem áreas que permanecem intocadas pq nem sabíamos que existiam.

  • Isabella

    “Dedicado a todos os desconhecidos cujas parceiras já me escreveram reclamando e listando suas áreas intocadas.”

    E eu dedico seu texto ao meu namorado, que acha que já descobriu todas as MINHAS áreas intocadas — e que acredita tanto nisso que até se dedica a escrever sobre o tema.

  • Helga Maria

    Oi Gitti,

    Fantástico o texto. Entendi e adorei. Falou comigo, hehehe. De fato tenho a consciência de que sou praticamente (ou 100% mesmo) uma virgem. Pobres meninos, acham que nooooossa como sou memorável mas não passaram nem perto de me tocar mesmo. Não perco mais tempo com eles. Prefiro ficar sozinha a continuar tendo dor de cabeça.

    Não tenho uma pergunta mas um comentário. :) Acho que homens brocham (digo, se frustram) quando percebem (ou titubeiam) que aquela mulher é de fato muita areia pro caminhãozinho deles. ‘Putz, será que vou agradar? E se eu não for o suficiente pra ela, tudo que ela espera de mim?’ e por aí vai. A verdadeira impotência sexual masculina está na cabeça. Em achar que queremos sexo acima das outras coisas.

    Bom comentário do Lucas. :) Eis mais uma namorada satisfeita hehehe.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Helga,

    Concordo contigo. E vou escrever um pouco nessa abordagem também.

    Isabella,

    Creio que esse texto é inútil para seu namorado. Nas 37 leituras que ele faz de cada post, só pensa em achar erros de português. Acho que nunca pensou em você ou considerou aplicar algumas dessas coisas em sua vida… ;-) Mas, enfim, boa sorte.

  • Roberto

    Gitti o que eu gosto nos teus textos é que tu fazes com que eu olhe o que eu já imaginava e nunca tinha reparado. Agora não fico só naquele pensamento de “Faz sentido isto, mas por quê??”. Adoro quando leio os teus textos e concretizo, entendo a essência do pensamento.
    Parabéns cara!

  • Mariana

    Ei, eu não tô recebendo mais os posts no meu e-mail!
    =/

  • Regina

    O que é ser tocada?? O que é areas intocaveis? A força vem da personalidade ou da vivencia? …os medos …as insegurancas… o fim.
    Tive dois maridos , um pai dos meus filhos e meu primeiro namorado.Separei pois ele se apaixonou. Juntei com o segundo, pois precisava estar apaixonada e estou a 20 anos…sou avo.
    Estes dois homens acabaram com a minha sensualidade. Sou uma mulher bonita.
    Mas por insegurança deles sempre me colocaram para baixo , achando que assim tinham a garantia de posse. Ao ponto de nao transar mais com o meu marido a dois anos. O pior e achar que isso é o normal.
    Quando achei que estava terminando a minha vida sexual, surge em minha vida um Homem , literalmente um homem, que conseguiu realmente entrar nas minhas areas intocaveis. Conseguiu fazer com que eu “abrisse as pernas” e me entregasse de corpo e alma.
    Acredito que muitas mulheres nem conhecem as suas areas intocaveis…nao aquelas de sexo mirabolantes … mas a entrega. Quando conseguirmos realmente tirar as amarras do corpo perfeito , do ter que ser , do saber talvez a entrega o deixar vir sem caras e bocas seja o apice.
    A maior discussao e sobre qual tipo de orgasmo…na entrega temos o maior de todos..e todos eles juntos.
    A area intocada esta aonde estamos carentes…no cheiro, no gosto, no atrito , nos sons , no olhar de desejo… e ele muda a todo instante.
    As nossas vontades sao tao mutaveis como escolher qual é a roupa do dia seguinte, separaramo tudo e ao acordar ver que nao era nada daquilo.
    Como podemos saber o que queremos se nao conseguimos escolher uma roupa.
    O que dirige uma mulher e saber que pode se entregar naquele instante quando ela nao tiver mais amarras…quando nao ficar mais na espera se vai dar certo, se ele vai ligar ou nao…nao tirar conclusoes antes de viver aquele momento como se fosse unico.

    Podemos nos tornar tudo …mas nao devemos desistir nunca.
    Adorei o seu blog….

  • Zombie

    Li e reli.

    Muito, muito massa mesmo.
    Tem várias sacadas geniais ai no meio.
    Eu sou adepto da imaginação sem limites. Isso faz milagre para um relacionamento. Eu recomendo rs

    Eu também já deu uma lida no My secret garden.
    De fato, o que a própria autora confirmou ao ver os relatos foi: “A maioria das fantasias tem como plano de fundo o desejo de se sentir desejada”.

    E isso pode parecer simplista por um primeiro momento. Mas basta explorar isso. E as possibilidades que se abrem são sem limites.

    Agora, o que dói é ouvir que imaginação é coisa de criança e que basta ter pegada e pronto. Que nem ouvimos por aí. Complexo ahahahaha

    Um viva para a visão além do senso-comum.

  • Leonardo

    Simplesmente perfeito! O melhor de todos os textos com essa temática que ja tive oportunidade de ler! Parabens e obrigado!

  • Alexsa

    Mais um texto que nos deixa sem palavra, nino. Parabéns!

  • mabia

    Gustavo,

    acho muito válido seu texto pois provavelmente tem uma tendência (desejada ou não) de auxiliar casais, principalmente.

    Entretanto, eu sinto que a questão da entrega é bem mais delicada.

    Estou na casa dos 40 anos e não tenho quase nada de experiência sexual, apesar de ter filhos e ter sido casada.

    Mas vou deixar uma afirmação aqui:

    o homem pode desejar uma mulher, pode sonhar com ela, da mesma forma que uma mulher pode desejar um homem, sonhar com ele. Tanto um quanto outro podem fazer acrobacias físicas e mentais achando que conquistarão o seu desejado.

    Mas o desejo não se explica e, o que é pior, raramente é de mão dupla.

    Como uma mulher, e digo uma, pois não acho que as mulheres sentem da mesma forma, as individualidades falam mais alto, eu digo:

    sentir-se desejada pelo homem certo, com a pegada certa, é tão bom que chega a doer, fisicamente, caso não se cumpra o prometido no olhar.

    A “pegada certa” começa muito antes de qualquer toque, qualquer aproximação física. Muitas vezes, nem mesmo os envolvidos sabem que tem uma pegada exata para uma determinada pessoa.

    Espero estar enganada e espero que a mão dupla se confirme, para que esse sofrimento tenha fim na humanidade.

    Abraço

  • Giane

    E sabe de uma coisa?!
    Essas tais áreas intocadas são intocadas também pra nós, mulheres… desconhecidas, desejadas que sejam conhecidas provavelmente…! Creio que aguardamos alguém que vai mostrá-las a nós, rasgá-las diante de nós, para nosso espanto e deleite… para que então saibamos do que se trata, e é assim que nós mesmas nos conhecemos melhor !
    E não há nada melhor que ver isso acontecer diante dos nossos olhos.. assim, num momento qualquer, de repente…!

    Excelente post Gustavo !

    Abraço !

  • Gustavo Gitti (autor)

    Com certeza, Giane!

    Na verdade, todo esse conceito de “áreas intocadas” é equivocado. Eu escrevi o post porque gostei das 3 linhas iniciais e então comentei um pouco, mas na verdade “área intocada” não faz sentido.

    Nossos potenciais não são bem nossos e nem estão ocultos “dentro” de nós, como que esperando prontos por algum toque revelador. Quando uma mulher começa a ter mais prazer ou começa a agir de outro modo (na cama e na vida) ou muda o olhar ou fica mais bela, livre, inteligente, feliz, não tem nada “aflorando” como se sempre estivesse ali. É simplesmente um processo de explorar outros espaços (internos e externos, inseparáveis) igualmente disponíveis a todos.

    Essa visão mais impessoal reflete muito mais o que realmente acontece. Como eu não estou preocupado com rigor filosófico nem com a proposta de montar alguma espécie de teoria, acho legal trabalhar até mesmo com visões equivocadas. Elas funcionam bem pra dizer algumas coisas igual funciona dizer “O Sol está nascendo”, coisa que é pura ilusão mas todo mundo entende.

    Abração.

  • Helga Maria

    Gitti,

    Aproveitando seu último comentário te passo o link (ok, o texto logo) dum blog de meditação. O texto foi coincidentemente (ou não) o de hoje:

    http://www.palavrasdeosho.com/2010/05/exploracao-interior.html

    Nascemos com um grande tesouro, tão vasto, tão grandioso que é inexaurível. Mas vivemos em tão grande pobreza porque nunca cavamos até o fundo de nosso ser. Procuramos em outros lugares.

    Esse é o detalhe mais estranho no homem: ele procura em todos os lugares — está disposto a ir ao monte Everest, está disposto a ir à lua —, mas não está pronto para entrar em si mesmo.

    No momento em que você diz: “Explore seu interior”, as palavras não são ouvidas. Mas é lá dentro que está o tesouro. E vivemos carregando o tesouro, porém continuamos como mendigos.

    Sua realidade está em seu interior, e você a procura fora.

    A primeira exploração deve ser feita internamente. Se você não a encontrar lá, é claro que poderá explorar o mundo todo. Mas isso nunca acontece. Aqueles que procuram dentro sempre encontram.

    Osho, em “Meditações Para o Dia”
    Imagem por Flowery *L*u*z*a*
    http://www.palavrasdeosho.com

    Do alto da minha ignorância sobre o assunto (e principalmente a sua defesa do seu ponto de vista) digo: concordo com o texto. The truth is in here. :P

  • bel

    Nossa no último “quase relacionamento” que vislumbrei que teria/aconteceria tinha uma necessidade imensa de quebrar barreiras, ir além, transpor, anarquizar, botar fogo.
    Não cheguei nem perto de nenhuma dessas sensações e aquele olhar vazio, aquela barreira instransponível de quem afirmava querer trocar, realizar, viver em alguns momentos me fez duvidar da minha sanidade.
    Como pensar em área intocadas quando não se rala nem a superficie!
    Como entender que dois seres que deveriam pelo menos tentar se enrolam feitos polvos por que o medo de um paralisa tudo? Que tristeza, como ousamos nos contentar com tão pouco!!!!!!!!!

  • Natalia

    Gustavo…chorei rios lendo isso:

    “Ela chora debaixo do chuveiro, volta para a cama e não desconfiamos de nada. Ela coloca uma calcinha especial e estamos cansados demais para notar e tirá-la com gosto. Ela é sutilmente inferiorizada por sua família e você interpreta tudo como brincadeira…”

    Eu gostaria muito as coisas que você escreve fossem compreendidas pelos homens que os lê! Eu acho que com tanta simplicidade, você soluciona todos os problemas que as pessoas tem tido para se relacionarem! é que pra resolver mesmo, de vez, as pessoas precisam realmente entender e levar isso adiante! Enquanto isso não acontecer, vai sobrar casal junto porque não suportam a solidão, homem achando que mulher não presta, mulher achando que é o homem quem não vale nada, ninguém entendendo ninguém e todo mundo insensível, enfim todos muito longe de uma sintonia fina…

    Obrigada pelo texto…mais um….magnífico…e fica a dica: homens, timing é tudo numa relação! Um tempasso de penetração não é necessariamente gostoso! E eu não to falando que ejaculação precoce é que é legal….sintam a mulher que está na frente de vocês, se cobrem memos e vivam a relação!

  • khandinho

    Gitti, TEXTO FODA!

    LEIA ESSA CARA! vc faz parte disso, agradecimentos aos seus textos!

    Sábado passado estava eu com minha “ficante única” (identidades, como vc diz… ela pode ser muita coisa, eu ajudo ela em ser o que ela quiser) nós estavamos num clima legal, eu assim como vc escreve nos seus textos…estava tranquilo e calmo levando tudo na esportiva… depois de uma puta brochada (muito comum na minha vida quando bebo… uma merda.. mas é um fato) Quando ela vira e diz que tava afim de sorvete e que tinha na geladeira… resumo.

    Eu __Ok, vai lá pegar o sorvete, vc vai ter que me dar um banho de sorvete e vai ter que me limpar com sua lingua.
    Ela __ Sério? não acredito… ta frio! Vc quer mesmo?
    Eu __Vc acha que eu brinco com coisa séria?
    Ela (saiu correndo pra pegar o sorvete e voltou em menos de 10 segundos… com cara de que tinha ganhado na mega sena, toda feliz)

    Foi foda pra caralho, na mesma noite eu brochei, eu fui tomado com sorvete, fui chupado no corpo inteiro, e de quebra ainda brochei mais duas vezes depois (pois é …gozar É BROCHANTE) mas é uma brochada boa no fim das contas… ainda não consigo segurar minha onda!

    Valeu o texto, deixo aqui meu testemunho! Hahahaha

  • Rose

    Gustavo, é incrível como escreve e conduz a texto até se tornar ‘palpável’ para quem está lendo. Mais um magnífico dicionário para homens e mulheres também, por que não?

    Gostei muito desta frase: “Não vemos algo justamente porque temos a experiência de ver tudo”. Sempre achamos que sabemos TUDO, não é? E os homens principalmente.

    Ler qualquer texto teu é uma festa para nossos neurônios, uma ‘lavada’ na nossa alma e um presente para os homens que por aqui andam.

    Beijos

  • Fabio

    Gustavo! Difícil é encontrar alguém que tente aprender com as complexidades e diversas faces que todos temos, como você o faz. Perambular pelo incerto, buscando palavras para traduzir o que sentimos é um trabalho complicado. Seus textos, em especial esse aqui, possuem a capacidade de nos beliscar e acordar, nos dão gás para mudança!

    Todos temos áreas ocultas, e ainda mais as mulheres, e deveríamos nos motivar para descobri-las. São todas as idiossincrasias, os pequenos detalhes que apenas quem faz parte do relacionamento conhece que deveria manter o ânimo pela descoberta das cavernas internas.

    Agora, como fazê-las… acho que você tem mais respostas do que eu…

  • Gustavo Gitti (autor)

    Pois é, Khandinho, nada como saber brochar. ;-)

  • Fred

    Gustavo, é a primeira vez que deixo um comentário no blog… Ainda não me sentia “habilitado”!

    Você escreve com uma “pontaria certeira”, bem característica de um herói inglês de alguns séculos atrás (novamente explorado nos cinemas): ROBIN HOOD! hehehe

    Frequentemente nos deixamos aplacar pela apatia do cotidiano, do final de expediente do trabalho, pelas insatisfações criadas pelas atitudes não esperadas da parceira, enfim, pelo “inesperado desconhecido rotineiro”, que num primeiro momento nos paralisa. Não sabemos lidar bem com o desconhecido (que não necessariamnente é ruim). E se não tomarmos cuidado, nos contamina com um medo violento, que leva inevitavelmente ao fim de qualquer relacionamento.

    Muito interessante (foda/violento) esse seu texto, em especial duas passagens:

    “Um pai vê um filho no menino que estuda na sala com o amigo que vê o amigo que minutos antes era visto como aluno pela professora.”

    “Você pensa que ela está submissa enquanto chupa, mas para ela a sensação talvez seja de poder e dominação. Você pensa que a melhor noite para ela foi aquela em que você ficou como um animal por horas, mas ela se masturba até hoje lembrando de quando você a comeu por trás na escada do shopping, com o cinto da calça batendo sem querer na bunda dela, rápido, sem preliminares, gozando sem avisar.”

    Isso nos demonstra como o “achar” é perigoso; como pensar que algo SEMPRE é assim, quando na verdade não é!!!

    Concluo: no seu próximo texto, nos ajude a PARAR DE ACHAR QUE É ASSIM QUANDO, NA VERDADE, PODE NÃO SER (E GERALMENTE NÃO É). E de quebra, vai nos ajudar a evitar a verdadeira impotência sexual masculina (longe, bem longe das abordagens de Jairo Bouer).

    Abração.

  • Nádya

    Amei , veio a calhar……ainda mais depois de uma conversa supeeeerrr frriiiiiiiiiiiiiiiiaa pouco minutos atras com meu namorado e ainda pelo telefone!!! rsrs
    Parabens …vou visitar mais vezes….e mandar ele dá uma olhada….

  • Helga Maria

    Natália,

    Já tinha pensado sobre isso e voltei a lembrar quando você mencionou: que bom seria se os homens, que precisam, são justamente os que já estão aqui lendo. Os que mais precisavam ouvir, são os que acham tudo isso aqui uma besteira só.

    É desses que estou tentando manter a distância até que eles aprendam que não é assim que se faz.

  • SoL

    Muitooo bom textoo!!!!

    Até mandei o link pra ver se o meu namorado se liga hahah

  • Allan

    Interessante,

    só os homens são imperfeitos, só os homens precisam enxergar uma mulher diferente dentro da mesma, só os homens tem a necessidade de entender sem ouvir, adivinhar os pensamentos da namorada.

    Bom texto, e ele foi bem ao ponto colocando sempre os dois lados e que homem, também, deve ser compreendido.

    Mulheres, lembrem-se disso, parém de olhar para o próprio umbigo e culpar os seus parceiros pelas suas insatisfaçoes com vcs mesmas.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Cara, não adianta reclamar ou esperar mudança do outro.

    Cabe a mulher fazer o seu lance. E cabe ao homem fazer o seu lance.

    Eu foco mais em homens aqui no Não2Não1 porque eu sou homem. É natural.

    O que não rola é pedir por compreensão, esperar que o outro nos entenda, que nos acolha, que nos aceite, que não nos desafie tanto, que não reclame tanto, que não exija tanto. Isso é pedir pra sofrer. Como diz uma amiga: “Quando ele vira mulher, eu viro o pior dos homens”.

    Se ela fizer isso em alguns momentos, ótimo pra ambos. Mas é bom quando ela não faz também. O problema está em esperar algo do outro em vez de focar no seu lance.

    Foque na sua ação, não importa qual a ação do outro.

    Abraço!

  • Aninha

    Gitti teus textos a cada dia me surpreendem e me fazem me ver de forma diferente! Ando tentando entender pq precisamos dos outros para nos sentirmos bem, qdo tu fala “Quando uma mulher realmente se sente viva, olhada, cuidada, preenchida dentro de uma relação, todas as outras identidades conseguem sentir esse calor.” Infelizmente agente “precisa” se sentir olhada… tenho lido os teus textos, além de ler um pouco sobre o budismo e tentar colocar em prática, o que tem me ajudado. E hj o que o Lucas escreveu sobre a namorada e o que a Rejane escreveu me tocou muito “Acredito que muitas mulheres nem conhecem as suas areas intocaveis…nao aquelas de sexo mirabolantes … mas a entrega. Quando conseguirmos realmente tirar as amarras do corpo perfeito , do ter que ser , do saber talvez a entrega o deixar vir sem caras e bocas seja o apice.”
    Tenho um problema de pele e isso me encomoda muito, e entendi que o problema não são os homens ou as pessoas em geral verem a minha pele, e sim eu me ver de tal modo(me ver somente com esse problema) pois qdo estou bem e não ligo para isso deixo os outros se aproximarem de mim. Literalmente soltar as amarras, deixar minhas outras identidades aparecerem, e conhecer minhas áreas intocadas….
    Valeu espero que teus textos possam ajudar tb a outros!!!

  • Aninha

    Gitti me surpreendo a cada dia com teus textos e em como falam só da nossa realidade. Ando tentando entender pq precisamos dos outros para nos sentirmos bem, qdo tu fala “Quando uma mulher realmente se sente viva, olhada, cuidada, preenchida dentro de uma relação, todas as outras identidades conseguem sentir esse calor.” Infelizmente agente “precisa” se sentir olhada… tenho lido os teus textos, além de ler um pouco sobre o budismo e tentar colocar em prática, o que tem me ajudado. E hj o que o Lucas escreveu sobre a namorada e o que a Rejane escreveu me tocou muito “Acredito que muitas mulheres nem conhecem as suas areas intocaveis…nao aquelas de sexo mirabolantes … mas a entrega. Quando conseguirmos realmente tirar as amarras do corpo perfeito , do ter que ser , do saber talvez a entrega o deixar vir sem caras e bocas seja o apice.”
    Tenho um problema de pele e isso me encomoda muito, e entendi que o problema não são os homens verem a minha pele, e sim eu me ver de tal modo(me ver somente com esse problema) pois qdo estou bem e não ligo para isso deixo os outros se aproximarem de mim. Literalmente soltar as amarras, deixar minhas outras identidades aparecerem, e conhecer minhas áreas intocadas…..
    Valeu….
    Espero que teus textos possam fazer tão bem a outras pessoas assim cm fazem p mim!!!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sim, Aninha, é meio por aí, pelo que vivo também.

    E outra: um homem se sente muito orgulhoso de poder superar algum tipo de aversão e amar uma mulher que normalmente não seria desejada por 100% dos caras. Tem um aspecto subversivo nisso que a gente curte. É igual chupar pé com chulé e não brochar com outros cheiros que surgem às vezes durante uma foda. A gente curte essa capacidade de não reagir.

    E é importante sempre darmos a chance de outra pessoa nos acolher pois isso faz bem pro outro. Todos nós somos felizes quando descobrimos essa capacidade de acolher o outro, principalmente quando tem algum obstáculo no meio. E principalmente quando a outra pessoa começa a avançar, fica mais viva, se sente mais potente, mais solta, mais livre, fica mais bonita por causa da relação.

    Deixe um homem fazer isso contigo. E faça isso com ele também. ;-)

  • Maicon

    Mais um texto esclarecedor. Com certeza vou tentar aplicar isso.

  • Débora Daltro

    Não sei nem como me expressar depois de ler tantas verdades! Lindo texto, profundo e revelador! Infelizmente a maioria dos homens que conheço não sabem e talvez nem querem desvendar essas áreas intocadas das suas parceiras. Substimam nossa capacidade de ser mais e não nos permite mostrar novos caminhos. Uma pena!!! Vou divulgar bastante o blog, quem sabe meu próximo namorado consiga entender essas coisas!!! kkkkk

  • Katy

    Gitti, excelente texto….desses que me faz suspirar e pensar como você escreve bem…

    Me faz pensar também como o ser humano é complicado, controverso, fascinante…

    Acredito que a mensagem é: não existe “porto seguro” e isso pode ser maravilhoso, pois podemos conhecer lugares (pessoas/ personalidades/ áreas/ etc…) incríveis…

    Entendo tudo isso, só falta a prática….rsrs…

    Beijão, querido. E muita obrigada por escever para mim.

  • Paula L.

    nossa…
    vc e sua brilhante forma de se expressas são realmente inspiradores!!!
    creio eu ,que todos os leitores após se deliciarem com os textos ficam, como eu, loucos pra pegar seu parceiro e correr pra cama!!!

    como eu gostaria que meu namorado prestasse mais atençao nesses detalhes e não só em me fazer ter um orgasmo,que definitifavente,em certos casos perde totalmente sua relevância.

    vou fazer com que ele visite mais o teu blog,quem sabe ajuda,né?!

    querido Gitti, obrigado por sua dedicação a tdo isso
    imagino o trabalho que dá!

    sou sua fã!!!
    bjs

  • U.r

    Eu fui agraciado com esse Don porque de todas as garotas sendo que umas foram apenas fica outras assumir o namoro hoje to com uma garota 1 ano e 3 meses junto pelo que vejo ta indo de vento a poupa cada dia melhor sendo que essa garota que estou me relacionando no momento já nos conhecemos desde criança uma coisa aprendi desde cedo temos que cultiva os bons relacionamentos cuida deles da melhor forma possível pois são eles que nós traz boas alegrias.Uma das coisas que você citou ai no texto Gitti cara chegar cansado em casa nem olha para namorada direito chega tão cansado eu trabalho tem vez chego quebra tinha nem tempo pra namorada isso é sério cansaço atrapalha muito além de prejudica o relacionamento negocio tem que vigiar nosso tempo pois ele traiçoeiro ;]

  • PV Masculino

    Partes intocadas.

    Colocando as coisas de modo mais pueril, acredito que as mulheres sentem que foram agraciadas com “algo a mais”, quando (i) vc consegue se antecipar aos desejos dela, (ii) levá-las a ter interesses e satisfações em coisas que nem elas imaginassem que existia ou que seria possível, e, o mais importante, (iii) nas vezes que em que nós homens fazemos isso por meio de atitudes, quando as surpreendemos agindo e tomando a iniciativa.

    Daí eu acredito que ela vai se sentir profundamente tocada, quem sabe até naquela parte intocada.

    Mas que ninguém se engane, fazer é muito mais difícil do que falar, ainda mais quando lembramos que são homens, circunscritos num universo muito menos complexo, tentando estabelecer uma ligação mais profunda com o universo feminino tão cheio de nuances.

  • A verdadeira impotência sexual masculina | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    [...] conversamos sobre contas afrodisíacas, “dicas infalíveis” de sedução e posições sexuais internas. Agora o tema é impotência, considerando homens que não sofrem de nenhuma disfunção [...]

  • PV Masculino

    Partes intocadas.

    Colocando as coisas de modo mais pueril, acredito que as mulheres sentem que foram agraciadas com “algo a mais”, quando (i) vc consegue se antecipar aos desejos dela, (ii) levá-las a ter interesses e satisfações em coisas que nem elas imaginassem que existia ou que seria possível, e (iii) o mais importante, nas vezes que em que nós homens fazemos isso por meio de atitudes, quando as surpreendemos agindo e tomando a iniciativa.

    Daí eu acredito que ela vai se sentir profundamente sensibilizada, quem sabe até naquela parte intocada.

    Mas que ninguém se engane, fazer é muito mais difícil do que falar, ainda mais quando lembramos que são homens, circunscritos num universo muito menos complexo, tentando estabelecer uma ligação mais profunda com o universo feminino tão cheio de nuances.

  • Camila

    Cada texto teu que leio chego a conclusão de que você não entende nada de nada e finge que é o doutor! Pelo o número de gente babando teu ovo, você engana bem, mal sabem que quem muito fala, nada faz.
    Agora a mulher fica esperando que o homem toque suas partes intocáveis, jamais falam delas ou fazem tocá-las, sempre passivas, esperando… vai nessa!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Camila,

    De novo, você tem razão. Como escrevo para homens, o texto fala da ação masculina, ignorando a ação feminina. Aí dá essa impressão mesmo.

    Sem dar créditos, na verdade, é possível detectar problemas em qualquer discurso sobre qualquer tema. Dando créditos, reconhecendo que o outro está no mesmo time que nós e está vendo algo em um mundo diferente do nosso, podemos mais facilmente entender o que está sendo dito e até apontar outros modos de dizer aquilo melhor.

    Aproveito, então, e pergunto: como você reescreveria esse texto sabendo que eu CONCORDO contigo mas não fui hábil em escrever?

  • Guacira

    Gustavo,

    Você é ótimo. Por favor, tenha filhos. Homens.

  • Dr. T

    Percebi uma tendência no texto de colocar na mão dos homens a culpa da insatisfação feminina – por não tocar as partes intocáveis – só que esqueci que o blog é de homem para homem e que não posso simplismente exigir do outro(a) algo que ela não tenha conhecimento.

    Como bem dito por Gitti nos comentários em que responde à Camila que o seu foco é nos homens por ser também homem. Claro que as mulheres também deveriam ler e tentar praticar esses diferentes pontos de vista.

    Sr. Gustavo quero agradacer a você e a outros seres que tentam mesmo que de forma bem particular tentar ajudar os outros nessa gostoza-ardua lida com o sexo oposto. Já mudei as minhas fixas idéis sobre o feminino graças aos seus textos claro que ainda falta muito quase uma eternidade pra compreender as mulheres.

    Grato.

  • De

    Gustavo.

    Amei seu texto!!!! O mundo realmente precisa de homens e mulheres mais sensiveis. As pessoas estão muito focadas nelas mesmas, e acham que a sua razão esta acima de qualquer coisa. Eu sou uma mulher de 30 anos de idade, e estou descobrindo que a maioria das pessoas são totalmente hipócritas, com os outros e consigo mesmas. As pessoas desejam, fantasiam, imaginam, mas não têm a coragem ou vontade suficiente de transformar algo simples em real. Preferem ficar no seu mundinho e fazerem de conta que está tudo mil maravilhas. Me sinto privilegiada de ter minhas partes intocáveis tocadas, mas ainda sei que ainda é só o começo, porque tudo é possível.
    Parabéns!!!!
    HOMENS LEIAM, PRATIQUEM E APRENDAM PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!!!!!!!!!

  • Lis

    Meu exemplo simplista, mas sempre presente, acontece quando a mulher decide dividir algo íntimo e talvez peculiar também (um desejo, um gosto, um sonho), com o parceiro, e recebe aquele olhar de reprovação, o “hum” de desatenção, o riso do deboche, o silêncio da ignorada, ou até o grito que revela o medo do parceiro pelo desconhecido (o intocado) em sua mulher.

    Talvez ela faça novas tentativas, mas acaba por se fechar, até que aquela mulher (ou a parte intocada dela) morra aos poucos. Com isso, talvez não haja mais a iniciativa da manifestação nem de outros desejos dentro dela. É quando até a mulher que ela “era pra ele” (que ele esboçou e ela endossou) começa a morrer também. Ou, na melhor hipótese, ela vai exteriorizar esse seu aspecto (afinal, já pulsava dentro dela), mas não mais com esse homem.

    Porém, concordo que não devemos esperar que um único homem cumpra todos os papéis, isso nem seria sadio (não pra mim).

  • profissao

    A profissão do momento é a pedagogia, as maiores empresas dos países mais desenvolvidos estão investindo em profissionais que possam criar um ambiente de aprendizagem nas empresas – esse profissional é o pedagogo – a moda agora é universidade corporativa e ambiente de aprendizagem organizacional. Os profissionais aprendem a aprender no seu ambiente de trabalho e em todos os ambientes…acho que vou fazer pedagogia…uhuuuuuu

  • R.Y

    ola acabei de descobrir seu Blog e amei ele me ajudou muito,na verdade muitos homens esquecem que a sua frente esta uma mulher;esquecem de ver se ela esta sorrindo ou chorando;como eu li acima no texto:Ela chora debaixo do chuveiro, volta para a cama e não desconfiamos de nada.isso realmente e infelizmente acontece muito.o homem quer apenas se sentir e mais nada.Ele matando sua vontade de sexo,não importa se sua parceira estava afim ou não,satisfeita ou não;isso é falta de caráter humano.

  • Ana

    Seu texto me emocionou…
    estou em casa numa sexta feira a noite e depois de brigar com meu namorado e vasculhar alguns blogs (coisa que faço em momentos melancólicos rs), encontrei seu blog e este post especificamente.
    Motivo da briga de hoje:
    meu namô sempre foi um cara que soube explorar lugares intocados ou intocáveis (em todos os sentidos), mas, de uns tempos para cá, não consegue enxergar um palmo a diante. A pior coisa é vc saber o que é um cara sensível por experiência propria e ver, de uma hora para a outra, tudo se desfazer. Eu disse para ele que tenho cobrado maior “quantidade” com a intenção de mascarar a falta da “qualidade” que existia até anteontem (não estou falando de sexo)…
    Esse é um grande erro. Tentar absorver, ou cercar uma pessoa esperando que a qualquer momento um clik possa surjir e torná-la como era antes…
    Juntos constuimos uma relação de contos de fadas e hoje, estou vendo o Titanic afundar sem conseguir fazer mais nada.
    Sinto falta de não apenas ser vista, mas olhada. De não ser só ouvida, mas escutada. E como vc bem deixou postada a música da Vanessa, hoje eu me sinto realmente só!!
    Acho que meu comentário virou um desabafo rsrs… falar de sentimentos é assim, sempre tem alguém se identificando.
    Parabéns pelo post, Gustavo!
    Falar de sentimentos como quem fala de futebol realmente é para poucos.
    Certamente serei uma leitora assídua.
    Bjs

  • Anita

    hummmm.. Parece que a Camila é realmente intocável, não por falta de homem que a procure tocar, mas por ser uma pessoa dura e amarga, em que nada nem ninguém pode ser capaz de atravessar essa carapaça.
    Não entendo como alguém pode ler um post desse e não se senbilizar. Aliás, por que será que ela leu até o final e perdeu tempo escrevendo um comentário se o assunto não lhe interessa? Acho que existe uma esperança rsrs..
    Sorry pela intromissão, mas não pude deixar de comentar a respeito.
    Beijos

  • LuCa

    Fiquei impressionada com os textos que li aqui.

    Quero parabenizá-lo pelo estilo e conteúdo, expressam uma delicadeza na compreensão do ser feminino, daquilo que esfumaça no ser feminino, já que nem mesmo nós, mulheres, conseguimos apreender, entender o que é uma mulher. Vivemos aos trancos e barrancos (mtas vezes mais para barrancos), na esperança vã de achar algo que diga desta quase louca que nos habita e inferniza os homens, em sua maioria.

    Os homens deviam ler seus escritos, sim. Mas para entendê-los a alma precisará de uma delicadeza que não se adquire facilmente. E será preciso desejar escutar o que vc tem a dizer, não é mesmo?

    Obrigada por estas pérolas, que enfeitam meu corpo pensante.

    Um beijo para você.

  • Leo

    Me dei conta de algo sobre esse padrão que você defende de a mulher curtir a imobilidade, estabilidade, e o homem querer ver ela se mexendo; quando eu era moleque virgem fantasiava muito mais com posições em que eu ficava imóvel e ela rebolava, quicava, etc, mas depois com a prática percebi que gosto mais de eu meter, eu me movimentar, e ela.. ‘receber’, imóvel. Mas bem talvez pq nao tenha pego uma quicadora profissional de fato…

  • Nuno

    Estou a começar a ler os seus textos e gosto muito.

    As mulheres que eu encontro gostam de ser conquistadas, mas eu também gosto de ser como elas, de sentir aquele interesse, aquela vontade de estar connosco…

    ….mas quando não sinto esse sentimento, deixo de ter vontade de lutar e desisto, é porque se uma mulher não luta é porque não quer ( às vezes sinto que se estão fazendo de dificeis e querem ) é muito esquisito.

  • Alexandre

    Ótimo texto cara, descobri há alguns dias este site, e estou lendo devagar, outros textos achei muito bacanas também, e até mandei para amigos. Claro, vc deve ser um ótimo observador, como é bom na escrita das suas impressões. Acho que o que falta na maioria dos homens é observar de fato suas companheiras, assim eles saberão o que fazer e como fazer. Adorei esta analogia dos pontos cegos, pausa para reflexão… Ah, sim, estes pontos intocáveis… Todos nós estamos sempre procurando alcançar estes pontos, quando alcançamos um é como se fosse um conquista: “ela agora é quase 100% minha”, mas não adianta, ela nunca será, e nem precisa não é mesmo. Bem aventurados são aqueles que sabem que nunca se pode ter uma mulher por completo, e em vantagem estão aqueles que já descobriram que uma mulher deve ser descoberta aos poucos, e o mais importante: deve ser redescoberta de estação em estação. Sabe, fico até com vontade de mostrar este site para minha esposa, mas não vou não, hehehe.

  • Luiz

    Se outro ser (nosso amigo, um africano ou uma abelha) vê outra coisa, então é sinal claro de que ele está errado, alucinando.

    Se outro ser (nosso amigo(portanto próximo a nós), um africano (ou um negro, portanto, distante de nós)… quem somos o “nós” que fala? – quem é o suposto outro que se imagina que leia? os africanos são como abelhas, e não como amigos? ou os negros não são amigos??

    Gitti, respeito muito o seu trabalho, acredite, e te admiro também, mas essa tua frase, vou te contar…

    gostaria de sugerir uma pauta sobre relacionamentos interraciais. q tal?? apesar da nossa tão enfatizada “democracia racial”, é difícil, muito difícil o relacionamento café com leite. se quiser, posso ajudar com depoimento.

    grande abraço, meu caro, e continue seu trabalho, que se tornou a minha terapia.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Luiz,

    Não entendi bem o problema que encontrou.

    Primeiro, claro, você entendeu que eu estava sendo irônico, descrevendo uma atitude problemática (“é sinal claro de que ele está errado, alucinando”), certo?

    Segundo, em relação aos 3 exemplos hipotéticos, eu apenas me referi a 3 outros: um mais próximo (supondo que meus leitores são brasileiros), um mais distante (em outro continente) e outro de outra espécie (uma abelha).

    Terceiro, em relação ao racismo nos relacionamentos, sim, somos um país racista. Leia isso: http://www.interney.net/blogs/lll/2008/11/21/racismo_aamp_casamentos_interraciais/

    Abraço.

  • Rubens

    “Ou em admitir que ela não lembra muito de nós enquanto está agindo como filha. Lembrar que nossa relação com ela não abraça 100% do seu ser (e nem deveria).”

    Gustavo, por que você diz que a relação e minhas atitudes não devem abraçar 100% dela? Acho que devemos dar espaço para a/o parceira/o, mas se eu cobrir 100% dela com o que ela gosta, não iria ser benéfico para a relação?

    Um abraço

  • Gustavo Gitti (autor)

    Rubens,

    “Gustavo, por que você diz que a relação e minhas atitudes não devem abraçar 100% dela? Acho que devemos dar espaço para a/o parceira/o, mas se eu cobrir 100% dela com o que ela gosta, não iria ser benéfico para a relação?”

    Não, não seria.

    Sugiro que experimente algo absurdo assim e veja o que sai.

    Abração.

  • raphael

    Gitti, seus textos são SUPER FODAS, são daqueles do tipo em que cada vez que vc lê, vc descobre mais alguma coisa que estava ali, e por puro, ate falta palavras kkk, não percebemos

    parabéns
    abraço!

  • O hábito de rotular pessoas pode matar | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

    [...] Na mulher que dorme conosco, só vemos a esposa. No moleque que vive em nossa casa, só vemos o filho. Cremos que todas as pessoas, locais, objetos, situações são, neles mesmos, apenas aquilo que se construiu em sua relação conosco, apenas aquilo que são para nós. E não estou falando de imagem mental, mas a própria presença sensorial, tomando 100% de nossa percepção. É muito raro um namorado que olha para a namorada e não vê apenas a namorada. [...]

  • Claudia

    Obrigada pelo formidável texto! Com ele consgui dar forma a sentimentos ainda antes sem contorno. Ele msotra, entre outras, que amor erótico é muito mais que a “banalidade” de reagir à tensao sexual. Imagino que se um se dá ao trabalho de descobrir as áreas intocadas do outro, dá-se como resultado um processo de cura, tanto para um, como para outro.
    E assim, meu pedido: Quais são as áreas intocadas de um homem? Quero ver também nao apenas o homem que dorme a meu lado… mas é difícil… há homens (tanto como mulheres) que se escondem dentro de si mesmo….
    Abraço!
    Claudia

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Quais são as áreas intocadas de um homem?”

    Ih, não começa com esse papinho. Homem que é homem não tem área intocada. hahaha Eu escrevi sobre isso nas mulheres só como meio hábil pra apontar alguns lances e ajudar meus comparsas.

    Agora, tem um lance, sim, Claudia. Se quiser ajudar um homem avançar, seja generosa em dois sentidos que parecem paradoxais, mas não são:

    1. Admire o homem que ele é e principalmente o homem que ele quer se tornar. Isso é essencial, caso contrário você será um obstáculo para o homem que ele quer ser, como se você fosse um lembrete ambulante de suas fraquezas e de como ele é um merda. Tem mulheres que se tornam lembretes ambulantes e acabam reduzindo e humilhando o parceiro apenas com sua presença. É bem triste quando isso acontece.

    2. Desafie-o a parar de apenas sonhar com o homem que ele quer se tornar e mostre que esse avanço dele a deixa ainda mais feliz e entregue. Em vez de reclamar e exigir mudanças rápidas, ande sozinha, cresça, avance você mesma em direção a mais brilho no olho, mais inteligência, mais relações positivas no mundo, mais energia, mais felicidade, mais paz, de modo que fique quase impossível ele ficar ao seu lado sem mudar também. Desse modo, sua presença será desafiadora e estimulante, algo que não acontece quando você reclama.

    É como se você começasse a meditar todo dia e parasse de pedir amor, só oferecendo amor e um sexo cada vez melhor. Aí o cara vai pensar 30x antes de chegar cansado e reclamar alguma coisa da própria vida. Ele verá nitidamente que você já está em outro mundo, que está pronta pra transar com um cara disposto, não com um cara cansado, e que não vai tolerar um homem que reclama da própria vida ou que não tem estabilidade. Tudo isso sem você dizer nada.

    Mais ainda, se você medita 15 minutos, o cara vai querer meditar 20. ;-) Se você está completamente aberta no sexo, ele vai tentar conduzi-la de modo ainda mais ousado e profundo. Seu avanço força o avanço dele, naturalmente, sem esforço.

    É por isso que a melhor forma de ajudar o outro e melhorar a relação é não focar no outro nem na relação, mas no próprio caminho que não passa necessariamente pelo outro.

    Abração.

  • Daniel

    Caro Gustavo,
    Parabéns pelo seu texto. Ele me cativou muito e me fez pensar em tantas coisas.
    É realmente um grande exercício olhar pela perspectiva do outro, buscar compreender o que esse outro quer, chegar a fundo nessas “áreas intocadas”.
    Entender que nossa namorada é tantas coisas além disso, que se ocupa com outras tantas tarefas, compromissos. É filha, trabalha, é amiga…Ocupa outros espaços na vida de outras pessoas, e não apenas na nossa. Não vive apenas para ser minha (e que bom que não é só minha!). Entender isso, talvez seja a grande dificuldade dos homens (e das mulheres também, em se tratando de áreas intocadas masculinas) nos dias atuais, que querem suas namoradas realizando apenas as suas vontades.
    Entender que o bom sexo se faz sim com uma boa “pegada”, mas também em adentrar a alma feminina, em buscar o desejo mais íntimo, em valorizar o que ela tem de melhor, em conhece-la, por completo.

    Creio que o grande problema de nossa sociedade hiper-moderna, em tempos de “liquidez”, seja a falta do diálogo com nossa companheira/amante/amiga. Seja também a preguiça ou o medo em se aventurar por caminhos mais difíceis, como observar pela perspectiva do outro. Esquecem o quanto podemos melhorar a nós mesmos realizando tal exercício.

    Enfim, parabéns pelo texto.

  • Adri

    Querido meditante, já o elogiei antes… mas seus textos são de uma profundidade incrível! Sou sua fã de carteirinha!!! Com esta sua visão vc não só trasporta as pessoas, mas as conduzem aos lugares inaudíveis de sua essência… Sabe aquele som que está presente sem estar?! A estilo de john cage… bjos

  • Sofia

    Gustavo:
    Estou aos prantos. Acho que nem eu mesma tinha entendido esse aspecto meu – mesmo com anos de terapia.
    É exatamente assim que eu me sinto:
    “para as mulheres tende a ser a de se entregar, se render, se deixar levar, se soltar, se movimentar, receber, dar, abrir – ser olhada, desejada, carregada, tomada, abusada, preenchida.”
    Acho que o mais triste é o tempo que levamos – tantos os homens quanto as mulheres – para entendermos isso.
    Como dizer tudo isso ao outro? Como mostrar ao outro que, sim, existem áreas nossas intocadas e que, sim, outros podem vir e fazer com que a gente “realmente se sente viva, olhada, cuidada, preenchida dentro de uma relação, todas as outras identidades conseguem sentir esse calor. ”

    Obrigada,
    Sofia

  • Andréia Borba

    Interessantíssimo esse post…
    Eu mesma nunca havia pensado no assunto… E, sim, tenho minhas áreas intocadas…
    Vou refletir sobre a real importância de tais áreas…
    Grata!
    Andréia

  • Janaína

    Gitti,
    Li todo o texto ouvindo Dave Matthews…e definitivamente você tocou em áreas intocadas, ao menos em mim, até mesmo por mim. Pensar em meu namorado como um homem, cujos limites eu desconheço,faz com que eu sinta medo e vontade de conhecer este algo a mais que ele possui.

    Beijo.

  • Tiago

    Gitti,

    Ótimo texto!
    Lendo, lembro da ex. Ambos demos mancadas, mas a minha foi não saber expressar, não saber quando soltar “os outros Tiagos”. Isso a fez insegura, não deixando “as outras” aflorarem…

    Agora, é ir busca desses “outros” – evoluir, não é? Olhar só pra si é o fim, mas acredito que num momento qualquer daqui em diante, com um pouco de auto-conhecimento, eu possa atrair uma mulher que se sinta livre para trazer à tona cada uma de suas muitas facetas, seus potenciais, e até seus medos, por quê não?

    Abraços!

  • bel

    Adorei o texto mas me apaixonei pela imagem da menina de amarelo com fundo verde. Onde posso pesquisar sobre ela?

  • Mulher

    É… eu já vivi isso. Após terminar um namoro de longos anos, eu namorei um homem que apareceu do nada na minha vida… mas ele não estava preparado pra lidar com as faces que ele libertou… rs. O tipo do cara que não se compromete com ninguém, quer ser o solteirão porque não consegue lidar com o fato de a liberdade irrestrita ser buscada não a aprisionada, que prefere a solidão (e a imagem que o mundo criou para os solteiros – sexo fácil). Mas eu o agradeço; ele me ajudou a ser como sou por agora. Ele me fez mergulhar fundo nos meus desejos secretos e carencias e descobrir que eu era o seu oposto: eu não vejo graça nenhuma em me prender, eu gosto de vitória em equipe! Notava que eu me recobria de cuidados pra agradá-lo e eu não o fazia espontaneamente. Eu tinha perdido a espontaneidade e eu queria reencontrar aquela coisa de criança de encantar com tudo e descobrir cada vez mais. Ele pôs fim… fiquei mal (mal acostumada também sexualmente porque eu consegui a tal entrega e ele tambem…rsrs. Doeu e passou!

    Hoje, já com meu marido, iniciei do ponto em que parei: ser o mais natural em relação a mim mesma só me trouxe benefício, sem esforço. Com meu marido, sem saber eu o despertei… fiz o que o outro fez comigo mas a diferença é que eu queria junto – o que vc citou em tranformar o homem e aceitar seus proximos amanhãs. Ele já me disse isso várias vezes… que ele não fazia idéia do que era se sentir homem. Num precisa nem falar que fiquei muito feliz! Realmente está em não centralizar as coisas boas da relação em vc e não ficar premeditando. Sou mais feliz e me sinto realizada, desejada … até eu mesmo me desejo! Rs… Isso é bacana e é gradual mesmo.
    Daqui a alguns anos escrevo novamente…

  • izabela

    Nossa fiquei muito emocionada com o texto.
    Como você usa as palavras certas parecendo uma dança no texto é incrivel.
    Me identifiquei pra caramba .
    Nós mulheres somos muitas em uma só. Isso é ate meio clichê. Mas não é nesse ponto que quero chegar, quero falar do ponto onde o homem nao cosegue ver, ao mais profundo eus que a mulher consegue guardar pra sí.
    Dos pensamentos obscuros e doentios mas facinantes que cada serzinho da nossa ” raça” consegue ter.
    Enfim … parabens pelo texto.

  • mirela

    Gu, parabéns pelo texto.

    Realmente, nós mulheres transbordamos áreas intocadas. Uma pena quando os homens não veem umazinha sequer.
    Um filme que ilustra bem isso é o Hanami – Cerejeiras em Flor.

    bjs

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