Resposta padrão para qualquer problema de relacionamento amoroso

por Gustavo Gitti 13 julho 2009 175 comentários

Sem foco, você sente náusea só de olhar para seus problemas. Avança seguindo as direções da sua aflição até perceber que as placas não levam a lugar algum. Era melhor ter limpado os olhos antes de ter andado tanto!

“Gustavo, sei que você não se coloca como conselheiro, mas me senti à vontade para contar o que vem acontecendo comigo. Sou casada, tenho dois filhos, mas atualmente perdi totalmente o tesão pelo meu marido e sinto que ele não me deseja mais. Conheci outro homem que me olha de um jeito… Estou completamente apaixonada e excitada. Sei que basta um sinal meu para transarmos igual loucos. Estou confusa. O que faço?”

“Gustavo, vou ser direto: minha mulher deu pra outro cara, me contou, se arrependeu, estou confuso, sei que ela é a mulher da minha vida, mas não consigo mais confiar nela. Sinto-me obrigado a terminar, mas estou sofrendo muito.”

“Gitti, estava bastante feliz com um menino que conheci ano passado. A gente se dá muito bem, só que ultimamente estou cada vez mais insatisfeita pois ele não assume o namoro. Sua postura “não fode nem sai de cima”, pura indecisão imatura, nos afasta cada vez mais. Penso em não aceitar isso e terminar, ou você acha que devo esperar mais um pouco? Estou aflita!”

Eis algumas citações inventadas com base nos longos emails que recebo. Não são bem invenções: apenas cortei todo o bla-bla-blá e o excesso de reticências e pontos de interrogação de 3 deles.

A origem da resposta padrão

Eu não acredito em manuais de auto-ajuda, respostas definitivas, verdades últimas. Não há critério absoluto para apontar qual é o melhor caminho. Se você sabe que alguém está indo de ônibus de São Paulo para Natal e tenta ser generoso oferecendo uma passagem de avião, nada impede que o avião caia e faça de sua ação um desastre nada compassivo. Se a mulher trai o marido, quem pode afirmar que isso é ruim para o casamento ao ver a relação deles melhorar?

Aos primeiros pedidos de conselho que recebi, respondi indicando passagens de avião e rejeitando traição. Ou seja, adentrava a situação, visualizava uma saída e sugeria um caminho que poderia ser benéfico. Como não sou psicólogo, xamã, guru, padre ou lama, deixava claro que estava respondendo como um amigo qualquer. Ainda assim, fiz o voto de não emitir opiniões pessoais correndo o risco de piorar ainda mais o problema. A cada novo email, olhava com mais cuidado e tentava visualizar um caminho cada vez mais amplo de modo que não envolvesse nenhuma preferência pessoal.

Se não há caminho melhor que outro, o que responder para alguém que pede por algum direcionamento? Ora, a própria percepção de que não há saída – de que pode surgir dor e insatisfação em qualquer posição – é feita de uma perspectiva transcendental, de um olhar que pode ser mantido em qualquer caminho, e que revela igualmente que pode surgir felicidade e liberdade em qualquer posição!

As respostas progressivamente se transformaram de “Faça dança de salão” ou “Exija direcionamento e estabilidade de seu homem, não aceite sua mediocridade” para algo assim: “Você pode sofrer e ficar insatisfeito com ou sem sua namorada, assim como pode ser feliz e livre com ou sem sua namorada. O ponto não é continuar ou terminar, mas ser livre e construir relações positivas em todas as direções”.

Tal postura evoluiu até que há uns dois meses escrevi uma mensagem para uma mulher e no dia seguinte a encaminhei para outra e depois para um homem e depois para uma menina… Só alterava o nome e uma frase ou outra. Não sei bem se fiz isso com a motivação de não perder tempo ou se queria de fato trazer algum benefício. ;-)

De qualquer modo, escrevi com toda a sinceridade, como se a pessoa fosse meu filho ou uma grande amiga. Escrevi aquilo que eu mesmo gostaria de ler quando imerso em situações complicadas e doloridas.

A cada email idêntico que enviava, me questionava sobre a universalidade de nossa dor: quanto mais específico e particular o problema, mais ele se aproxima das aflições de nosso vizinho, de nosso colega de trabalho, de nossos pais, netos, ex-namorados, primos de segundo grau, de estranhos na rua, franceses, japoneses… Como ensinava Guimarães Rosa, o mais particular não é senão o mais universal: “O sertão é do tamanho do mundo”.

Qual é o nosso verdadeiro problema?

Visão embaçada: nenhum caminho é a saída. Apenas o sinal STOP não está proibido. Parar é a única saída.Lama Padma Samten conta que recebe emails gigantes ou escuta alunos falarem por quase uma hora. História detalhada, problema justificado. O discurso dá solidez e um caráter de ineditismo e singularidade ao problema. É como se disséssemos: “Lama, o senhor dá instruções que valem para todos, menos para mim”.

Ainda que nossa mente saiba do absurdo de tais crenças, nosso coração e nossos pulmões afirmam com toda a ingenuidade: “Isso nunca aconteceu antes com ninguém, essa história toda é inédita, eu não sei e ninguém saberia o que fazer, por isso dói tanto!”.

Durante uma confusão, ao enviarmos um email pedindo conselhos, o que mais desejamos é reconfigurar a situação. O homem traído deseja, antes de tudo, que possa voltar ao passado e desfazer o evento, ou, pensando mais realisticamente, que sua mulher se arrependa e corte o envolvimento com o outro, ou que ele mesmo deixe de amá-la. Queremos uma resposta para a pergunta que fizemos e assim nunca percebemos que o problema se esconde na própria pergunta!

A esposa insatisfeita não sabe se trai ou não o marido, a mulher aflita pergunta como voltar com o marido e a garota que se sente carente arruma um parceiro atrás do outro… Elas todas enviam emails perguntando o que fazer, buscam alterar as situações ao redor, e sequer desconfiam de seus verdadeiros problemas: insatisfação, aflição, carência. Ora, elas não estão sofrendo porque desejam trair, querem voltar ou fazem sexo sem parar… Elas estão sofrendo porque estão oprimidas pela carência, se movem por insatisfação e estão afogadas em emoções perturbadoras.

Achamos que nosso problema é o namorado que foi embora, a mulher que traiu, o parceiro indeciso, a falta de sexo, a comunicação confusa,  a ausência de diversão, grana ou tesão. Mas não é. Nosso problema é a insatisfação gerada por colocarmos nossa felicidade, nossa alegria, nossa energia, nossa respiração, nossa vida em cima de bases instáveis como um namorado, uma mulher, um apartamento, um emprego, uma conta bancária, uma identidade, um pensamento, uma religião…

Diante de um longo email ou depois de um discurso todo enrolado no qual a pessoa se esforça para explicar sua situação (“Vou dar os detalhes para o senhor entender bem por que estou sofrendo”), um mestre de meditação, que obviamente já sabe por que a pessoa está sofrendo antes mesmo de ela começar a falar, enxuga e reduz a complicação com uma simples pergunta: “Como está sua mente? O que você está sentindo? O que está sofrendo?”. A pessoa tenta explicar por que e como está sofrendo. Então o mestre pergunta novamente: “O que você está sentindo?”.

Ela não entende qual a relevância disso, afinal tem uma situação a resolver. Por um instante acha que o mestre não entendeu o problema, mas enfim responde: “Estou sentindo raiva” ou “Estou ansiosa” ou “Estou deprimida”. E então o mestre sorri: “Ótimo, então descobrimos o problema! Pratique meditação com a motivação de se liberar da raiva e também com o desejo de que nenhuma outra pessoa seja arrastada por isso”. Ou “Temos bastante trabalho a fazer aqui na comunidade, eu soube que você é médico, então comece amanhã a atender as pessoas que não podem pagar. Isso vai curar sua depressão”. Para a ansiedade, além da meditação, talvez ele ensine alguma arte como thangka ou sumi-ê.

Curiosamente, o mestre ignorou toda a situação, não falou como agir com o ex-marido, o que falar para a namorada, o que fazer, qual direção seguir. Se o aluno seguir a instrução, transformar sua mente e se liberar da aflição, o sofrimento pode não desaparecer por completo, mas ele não exigirá uma decisão. O desconforto será visto como tal em vez de agir por trás impelindo mil ações precipitadas. Restará uma situação a ser vivida como qualquer outra, seja o fim ou a reconstrução de uma relação, a mudança ou a permanência no trabalho, na cidade ou no casamento.

Sem um mestre desses, fazemos tudo ao contrário. Assim que surge a insatisfação, a raiva, a carência, a ansiedade ou qualquer forma de perturbação, sentimos um desconforto, uma necessidade de se mover, mudar, tomar uma decisão. Em nenhum momento desconfiamos que estamos sendo comandados pela aflição. Pelo contrário, ela vira nosso líder, mestre, guru, nossa intuição mais sábia: “Estou sofrendo muito, acho que é o momento de acabar com ela!”.

Nós sofremos porque vivemos sob a ilusão de que alguns caminhos são mais seguros do que outros, que uma identidade é melhor que outra, que a estabilidade pode ser encontrada em alguns pontos e não em outros, que seremos felizes com algumas pessoas e não com outras. Sem perceber, passamos a vida inteira buscando tais posições, identidades, locais e pessoas. O fim da história nós já sabemos e teimamos em ignorar: todos morrem antes de conseguir encontrar o Santo Graal.

Tomando essa ilusão como referencial, sempre que surge algum sofrimento, interpretamos a situação como um alerta: “O príncipe não é ele, o paraíso não é aqui, o Santo Graal deve estar em outro lugar!”. Desconforto, insatisfação, vontade de se mover, decisões calculadas, consulta com o psicólogo, longo email para o Contardo Calligaris, para o amigo sábio, para o lama ou para o moleque do blog lilás.

Enfim, depois de acertarmos o diagnóstico, é fácil entender a resposta padrão. Vou imaginar uma mulher, mas funciona bem com um interlocutor masculino (basta mudar pouca coisa).

Simples e curta, aqui vai…

A resposta padrão para qualquer problema de relacionamento

O curinga é a carta que vale como qualquer uma, a resposta para qualquer pergunta, a saída para qualquer problema

“Oi, [Nome-da-pessoa-aflita],

Situação linda essa, não? Olha, vou ser sincero, mas talvez não seja a resposta que você esteja esperando.

Pode ser que você trepe com ele insanamente, se libere e melhore sua relação com seu marido, descobrindo modos de ter prazer. Ou pode ser que você e se envolva e construa uma nova relação, dando fim ao seu casamento.

Ir ou ficar, ter outro homem ou não, ambos geram aflições. A saída não é ir ou ficar mas superar as aflições (ansiedade, carência, medo, raiva, inveja, orgulho etc). Como a gente não entende isso, melhor ir e ficar para se foder de todo jeito e então sacar que o caminho é outro.

Se você não se relacionar com outros homens, vai ficar sempre com algo intocado dentro de você e algo não vivido esperando lá fora. Mesmo se esquecer esse cara, surgirão outros. O processo será o mesmo. Same old song.

Se você der pra ele, vai deixar coisas que não quer deixar, vai fazer esforço em uma direção e depois vai se arrepender – assim como se arrependerá se não viver a paixão.

Se tentar ir por disciplina e repressão, vai se segurar o resto da vida, com um certo amargor. Por outro lado, se você se soltar totalmente, vai fazer outros sofrer e gerar constante tensão interna.

Essa constante insatisfação é nosso grande problema. Quando você perceber isso 100% com mente e corpo, quando entender que não temos saída alguma tentando acertar dentro desse processo cíclico, aí começará um processo bem mais profundo de transformação, que envolverá toda a sua vida, muito além dessa relação específica.

Desejo que você supere isso tudo direto na raiz, que é a mesma para todos nós: você, seu marido, os dois caras, eu, minha namorada…

Sem as aflições, tanto faz com quem esteja. Solteira, casada, divorciada, com um, com dois, com três, sem ninguém, só com amigas, sozinha, não importa. Sem as aflições, não há um caminho melhor que o outro. Você será feliz e fará outros felizes em qualquer condição.

Enfim, o que eu desejo é que você seja feliz e possa ter a habilidade de fazer os outros felizes, seja seu marido, amante, ex-marido, ex-mulher, filho, filha, prima, primo, ficante, casinho, amigo, chefe, prostituta, avó, uma desconhecida ou o mendigo que você ignorou hoje pela manhã.

Um abraço,

[Seu-nome]”

* Atualização em 2014: estou oferecendo um curso de prática para muito além desse post antigo. Aqui estão todas as informações.

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Para transformar nossas relações

Há algum tempo parei de escrever no Não2Não1 e comecei a agir de modo mais coletivo, visando transformações mais efetivas e mais a longo prazo. Para aprofundar nosso desenvolvimento em qualquer âmbito da vida (corpo, mente, relacionamentos, trabalho...), abrimos um espaço que oferece artigos de visão, práticas e treinamentos sugeridos, encontros presenciais e um fórum online com conversas diárias. Você está convidado.



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175 comentários »

  • Nati

    Bom começar a semana com esta lucidez e este entendimento.

    Apesar deste pensamento ser mais ideológico do que prático na minha vida, concordo com cada letra. Não consigo não me afligir com minhas carências e egoísmos, mas pelo menos já sei esperar até a angústia se acalmar para decidir qualquer coisa. E quase sempre, não há nada a ser decidido. Está tudo perfeito. O problema é sempre eu mesma, com minha vida que escolhi e amo.

    Vai entender!

    Acho o máximo isso. Coisas que me fazem imensamente felizes, sem mudar nada me deixam insatisfeita e depois felizes de novo..
    E nestes momentos eu tenho dó dos meus amigos, que me escutam, que me lêem via net, porque escutam blá-blá-blá sem fim..

    Cest la vie!

  • Martinha

    Que todos sejam felizes!!!

  • Anderson A

    Cara, conheci o Trungpa através do seu blog e por essa via iluminada, a meditação. Obrigado por isso que, vc sabe bem, não é pouco.

  • Katy

    Olha, valeu a pena esperar mais de um mês por um post novo do “moleque do blog lilás”…rsrs.
    Porque falou tudo que eu queria ouvir…já tinha me falado por e-mail, né? Mas eu ignorei…sempre queremos uma resposta fácil, imediatista…
    Eu procuro manter em mente que a minha felicidade deve depender única e exclusivamente de mim, mas as vezes, me pego pensando/sentindo: ‘meu marido não me faz feliz’…como se ele tivesse tal obrigação, ou não estivesse se empenhando nisso.
    Por isso digo que não acredito em amor, porque buscamos alguém para nos completar, nos fazer feliz…
    E sempre nos frustramos. Vou deixar de amá-lo só porque ele ficou com outra pessoa? E se ele souber que eu também o traí, vai deixar de me amar?
    Esse amor que dizemos sentir é puro interesse egoísta…Interesse em satisfazer meu ego, minhas necessidades, mesquinharias…
    Amor seria algo mais sublime, sabe. Eu desejaria o bem daquela pessoa, de todo o coração, ela estando comigo ou não, eu faria de tudo para agradá-la, para vê-la feliz…..enfim, é diferente!
    Eu estou num momento bem complicado (inédito!rsrs) e dessa vez vou olhar o site e os livros que você indicou…

    Excelente post, você é sensacional, Gitti e o lilás é a cor mais linda que existe!!! (até rimou!)
    Beijinhos.

  • Isso aí G!
    Já chega de consultas, pois agora é a sua vez! Vc merece!
    Bjusss

  • Claudia Chow

    Lindo e perfeito, como sempre! ;)

  • Michele

    Espero que este link e estes livros me ajudem a melhorar minha corrosão interior… Minha imensa ‘maldade’ em não conseguir ‘engolir’ o filho do meu marido e principalmente, o dinheiro dispensado fora do casamento… (me odeio por isso).
    Ainda bem que li antes de enviar um e-mail-pedido-de-conselho… hehe

  • Giovanna

    Já estava sentindo falta dos teus textos… mas a espera valeu. Falou muito do que se passava na minha mente. Compreender que a insatisfação é sempre interna é difícil no meio de tudo, mas você conseguiu elucidar isso mt bem!

    Amoooo seu blog! Continue escrevendo, tenho certeza que faz a diferença!

    Bjos

    ps. seu txt no PdH sobre homens mimados está ótemo! Amei

  • Xana

    realmente esse texto é a resposta pra tudo.
    :)

  • O Mundo de Léo

    “””Enfim, o que eu desejo é que você seja feliz e possa ter a habilidade de fazer os outros felizes, seja seu marido, amante, ex-marido, ex-mulher, filho, filha, prima, primo, ficante, casinho, amigo, chefe, prostituta, avó, uma desconhecida ou o mendigo que você ignorou hoje pela manhã.”””””

    Sensacional essa parte do texto, até me lembrou daquele texto ” Oferecer” (para homens)

    quando conseguimos realizar algo de bom pras pessoas, nos sentimos vivos e satisfeitos.

    desde que botei em prática algumas coisas que li aqui, tenho evoluído como pessoa

  • Lívia

    obrigada por, com seu texto, fazer a nati comentar algo tão útil pra mim…
    bjos!

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Cara, conheci o Trungpa através do seu blog e por essa via iluminada, a meditação. Obrigado por isso que, vc sabe bem, não é pouco.”

    Sim, não é pouco. Fico muito feliz, cara!

  • Nathalia Cristine

    É surpreendente o modo como as pessoas não enxergam o óbvio. Sempre que alguma amiga me fala “Poxa, ele cansou de mim”, eu falo “É, cansou mesmo!” Mas não pelo fato de ele ter realmente cansado, e sim porque ela não percebe que ela está criando complicações na própria cabeça. Ela quer alguma explicação pro que está acontecendo e esquece de se analisar. É tudo o que você disse aí em cima…
    A gente sempre quer culpados pros nossos problemas, sempre fica pensando o que fez de errado, e é uma coisa tão simples. É tudo uma questão de auto-conhecimento.

    “Se você se conhece e conhece o inimigo, não precisa temer o resultado de 100 batalhas.”
    Sun Tzu, A Arte da Guerra.

    Muito legal o texto, como sempre. Adoro seus textos!

  • Fábio Reynol

    Olá,

    Uma dica de leitura para quem encontra dificuldade na meditação:
    “A arte da atenção” de Jean Yves Leloup, para quem quer dar os primeiros passos na concentração. Me ajudou bastante no começo dos mergulhos interiores.
    Vou atrás de suas dicas de leitura, Gustavo. Obrigado!

    Namastê,

    Fábio Reynol

  • Samuel Carnero

    Sábio Gustavo, ao invés de responder vários emails, fez um padrão. Você não precisa mais responder aquele meu email lamurioso com um texto de 6 páginas em anexo. -:) As respostas estão nesse seu novo post. Carência, ansiedade, projeção, dependência do outro, arquétipos que crio em minha mente, entorpecida por maya. Meditação, silêncio e riso. É o caminho. Já sei disso há tempos, agora preciso aplicar. Ficar em paz comigo mesmo, não depender de nada externo, nada. Já fui numa quarta lá no CEBB e gostei. Prometo tentar ir nesse domingo às 09:30 ao seu encontro. “Leva-se muito tempo para ser o que se deseja ser”. Abração!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Grande Samuel!

    É, cara, é por aí mesmo.

    Quando a coisa aperta, ninguém quer mudar. É impressionante! Tudo o que a gente quer é parar de sofrer, resolver, ter algo de novo, se livrar de algo, acertar, conseguir, se dar bem.

    Mudar a mente? Que nada! Isso dá trabalho. Muito melhor perder um puta tempo tentando encontrar uma nova solução pra cada novo problema.

    Trocamos um problema por outro que AINDA não parece problema. ;-)

    Abração!

  • Pedro

    Venho aqui dar um testemunho de vida.

    Por uma recomendação do próprio Gustavo, comprei e li o primeiro livro que ele recomendou aí, Meditando a Vida.

    Esse livro têm mudado minha forma de pensar, elucidando o meu maior problema que é a constante necessidade de referenciais externos e impernamentes para minha felicidade. O livro ensina a necessidade de transformar nosso contidiano em prática espiritual, para que nos tornemos pessoas mais livres, espontâneas e felizes.

    Enfim, assino embaixo as sugestões. E o único conselho que tenho é: não se acomode, procure saídas para seus problemas que elas existem.

  • Lara

    Êêêê Gustavo! Que beleza! :))

    Libertemos o Gitti desta repetitiva missão!

    Libertemos-nos todos!

    Acho que chegar nesse nível de discussão é um dos grandes ápices do blog. Poxa vida, esse lance é bem profundo, é mto RICO. Espero que todos nós possamos viver nesse caminho.

  • @cristalk

    caro gu

    este foi o melhor texto que já li aqui. obrigada. mesmo.

    beijo

    da @cristalk

  • Ana Carolina

    Achamos que nosso problema é o namorado que foi embora, a mulher que traiu, o parceiro indeciso, a falta de sexo, a comunicação confusa, a ausência de diversão, grana ou tesão. Mas não é. Nosso problema é a insatisfação gerada por colocarmos nossa felicidade, nossa alegria, nossa energia, nossa respiração, nossa vida em cima de bases instáveis como um namorado, uma mulher, um apartamento, um emprego, uma conta bancária, uma identidade, um pensamento, uma religião…

    Perfeito Gitti.

    Se percebessemos isso como tornaríamos a nossa vida mais positiva. Vira um tipo de auto-sabotagem, nos machucamos e concentramos o esforço no problema errado.

    E sim, mais de um mês para um post maravilhoso” *Quase todo dia vinha aqui pra ver se tinha novo post*

    Bjo

  • Silvia K.

    Gustavo, te descobrí esses dias, tudo aquí é mto ótimo, sou sua seguidora lá noutras bandas pois não quis perdê-lo de vista, hj voltei prá me apresentar e deixar oizinho… aos poucos vou conhecendo tudo melhor, embora já possa dizer que foi um achado e um grande prazer!

    Bjos de foca!

  • Marília

    Gustavo, mais uma vez você impressionou. Concordo plenamente com a Nati, acho que eu já conhecia esse método, só faltou a esquematização de algo sentido que você fez (mais uma vez) geniosamente. (assim como no texto sobre tapa na cara)

    Aplico isso em todos os ambitos da vida e facilita muito a convivencia diaria com pessoas complicadas e não complicadas. Acho que a minha maior aflição no momento eh, mesmo depois de passar a angustia, perceber que minha vontade não muda (fim d 3 anos e 6 meses).

    Não estou pedindo conselhos, só me questiono simplesmente como uma pessoa tão decidida do que quer da vida simplesmente não consegue colocar 100% em prática o que deseja? (tenho saído com meu ex e ele persiste em tentar me reconquistar) Pela minha calma excecissa eu deixo que ele tome conta da minha vida, mesmo sabendo que não devo, e ainda não consegui sair de vez dessa relação, apesar de ter quase certeza de que o fim eh inevitável.

    O pior eh ver ele se magoando com toda essa situação. Outra coisa pior eh enxergar que eu quero dar uma ultima oportunidade a esse relacionamento, depois de 6 anos e meio 6 meses numa breve tentativa, parece ser um tempo razoável para tentar uma ultima vez, meu medo eh perder uma boa oportunidade d novo relacionamento, mas fazer oq?

    Mais uma vez agradeço pelos textos, pelo menos tenho certeza de que tenho feito certo todos esses anos, e que agora estou nas decisões certas…

    Parabens mais uma vez pelo seu blog, ele me tem feito crescer ainda mais como mulher!

  • Aprendiz de Afrodite

    Querido Gustavo

    Imagina só a minha cara começando a ler este post, e, claro que desde o começo eu já sabia no que ia dar!
    Minha boca não consegue fechar… é, estou rindo sim!

    Achei inclusive que iria encontrar minha carta mais específica no post, mais como você mesmo disse, no final é tudo a mesma história, com algumas variantes.
    Acabo de ler sua resposta pra mim aí em cima, e fico imaginando se recebeu algum feedback como o meu. Como você mesmo disse, é a mesma história com algumas variantes, apenas temos necessidade de nos identificarmos uns dos outros.
    Pena que na sua resposta pra mim você excluiu o primeiro parágrafo, com a parte do “trepar insanamente”, hahaha!!!!

    Enfim, eu fiquei de te escrever sempre, contando como estava,e já faz tempo que não escrevo, então diante deste post acho que devo fazê-lo aqui mesmo, que foi o lugar aonde tudo começou prá mim. Assim como as pessoas das outras cartas, também te encontrei aqui.

    Sempre achei que todo grande conflito está ligado a uma grande mudança, e quando descobri esta verdade da primeira vez eu estava passando por um “grande conflito”, entretanto, na época em que ele aconteceu, não tinha os elementos necessários para provocar a mudança que precisava, aliás, eu sequer consegui enxergar aonde eu precisava fazer a mudança, e muito menos como. E, acredite-me, eu tentei encontrar, muito!!!!!!!
    É como o fogo, para acontecer precisa de combustível e comburente, na ausência de alguns desses, ele não acontece, ou ainda pode até apagar-se.

    Não digo que não tenha encontrado nada, hoje vejo claramente que toda a busca que fiz naquela época preparou minha mente e meu coração para este momento que estou passando agora.
    Do contrário, teria passado por mais este “conflito” e sequer teria desconfiado de outro caminho. Ou ainda que ele me fosse colocado diante dos meus olhos, eu ainda assim não o teria enxergado, e teria ido por outro caminho que fatalmente me levasse de novo ao conflito, que me levaria à busca, e que me levaria a procurar algum caminho, ou não. Como num ciclo. É o carma, não tem jeito !!!!!!
    Hoje vejo inclusive que todos os ditos “conflitos” dos quais falo aqui, no fundo tinham a mesma motivação e posso dizer até que tinham e tem um certo padrão bem conhecido. É, sinto-me como o ratinho girando na sua rodinha sem poder sair.
    Mais o legal, é que agora eu sei disso! Pude ver !! e estebelecer relações em meus próprios padrões de comportamento.No início fiquei meio chocada comigo mesma, mais agora, chego até a achar engraçado !!!

    Irei te contar uma história que é para que veja o quanto todas as coisas estão relacionadas, e também para que perceba o que talvez já saiba ,que todas as pessoas tem ação umas sobre as outras, e você teve, e tem tido muita importância no caminho de muita gente!!!
    Cada carta-resposta que você enviou, ainda que “iguais”, tiveram algum grau de importância na vida de cada pessoa que a recebeu. E este grau de importância e até mesmo de ajuda que a pessoa atingiu, aí já não depende mais de você, porque depende muito de quais histórias cada pessoa viveu, de cada experiência vivida por elas, e, claro, se elas tinham os elementos necessários para provocar a mudança necessária. Porque arrisco dizer até, que algumas das respostas recebidas de você, talvez nem tenham sido sequer completamente entendidas.

    Lembro-me agora que você excluiu algumas outras coisas na minha resposta também!!!
    Você não me falou da parte da aflição, ou da carência … E, que bom!!!!!
    Porque na minha tentativa de encontrar essas respostas, eu além de ter encontrado essas que acabo de mencionar, encontrei ainda muiiiiitas outras!!
    Além do que, todo o meu processo na busca pelas respostas a respeito de mim mesma, me deram um grande prazer e uma enorme alegria!!!!!!!
    Então no fundo tenho que te agradecer porque na verdade, você não me deu resposta nenhuma, mais incitou-me a buscar a minha própria resposta, e encontrar meu próprio caminho, como poderia ter sido melhor????

    Há!!! a história né!!!
    Olha só, esta história aconteceu mesmo, e quem me conhece, sabe que é super normal que isso tenha acontecido porque, eu sou mesmo um “pouquinho” distraída! Você sabe que é verdadeira porque acompanhou até quase o final minha busca, eu mesma te contava por e-mail, só não tinha contado a última parte, e isso me dá a chance de contar a história toda agora.

    A HISTÓRIA:

    Depois de ter me colocado “inconscientemente-de-propósito”, na minha “situação de conflito” da vez, só mudando o cara em questão, surtei e escrevi para “o menino do blog lilás”.
    Aparti daí, fui para outra cidade e tentei por várias vezes ir a alguma prática do CEBB. Como já sabe, não consegui na época.
    Li um montão de livros, fucei a internet inteira, consegui finalmente ir à palestra do A.W. Ufa!…mandei e-mail para o CEBB desta outra cidade na tentativa de encontrar pessoas que praticassem meditação e budismo aqui na minha cidade, e, consegui encontrar !

    Então, saio da garagem de casa no meio de um temporal e atrasada para ir finalmente a minha primeira prática de meditação.
    Quando acabo de dobrar a rua…Nossa!! Que estranho!!!!!!! o endereço que eu tinha na mão do centro de estudos ficava na rua de trás da minha casa!!!!!!!!!! Como eu não tinha percebido???
    Deve ser longe, pensei comigo, porque nunca reparei em nenhum centro aqui perto! eu teria visto!!!!!!!!
    Dirijo o carro e, mais uma surpresa! os números estão decrescendo, não pode ser pra este lado! Faço a volta com o carro, e dirijo na direção da minha casa de novo, estaciono o carro na garagem de casa…e vou a pé.
    O centro de estudos, acredite-me, fica na rua de trás do meu prédio. Posso ver quando as primeiras pessoas chegam porque vejo quando as luzes são acesas lá. Ninguém no centro deve ter entendido de início porque eu ria tanto !!

    Não é incrível! Esta insignificante história pode nos dizer que, às vezes as respostas estão “na rua de trás”, bem pertinho da gente, o que acontece é que nem sempre podemos enxergá-las, porque simplesmente talvez não estejamos preparados para elas. No momento certo, com o combustível certo, podemos acender o fogo. Nosso próprio fogo interno.

    Então, termino o meu e-mail plagiando uma parte do meu próprio e-mail que enviei pra você, há dois meses atrás????

    Aqui vai:

    “O caminho tava errado mesmo, e, no fundo já sabia, só não queria que fosse.

    Mais aprendi muitas coisas a meu respeito até chegar aqui. E, ainda estou em processo de assimilação de todas essas verdades.

    O mais importante, queria que soubesse que você teve parte importante na busca pelas minhas verdades, especialmente através dos seus textos.

    Fico aqui pensando em quantas pessoas que assim como eu, também acabam de alguma forma encontrando alguma coisa, ou muitas coisas através de você e do que escreve. Embora teus textos pareçam despreocupados, descompromissados e desvínculados de qualquer coisa, isso não é verdade, porque se vê que na essência de tudo que te representa, existe sim um grande compromisso com a vida, com a alegria de viver, e um grande respeito e amor para com todas as pessoas.

    Existem ainda muitas coisas por descobrir, mais algumas eu já tenho a pista, e estou atrás.

    Entendo que tudo isso que me aconteceu, foi parte de algo muito maior e que tem muito mais a ver comigo mesma do que com o próprio fato em si. E me possibilitou um monte de outros caminhos que nem imaginava antes percorrer.

    Então, obrigada de novo! e

    Desejos de mais sucesso de novo também!
    beijos”

    Só mais uma coisinha !

    Também coloquei isto no primeiro e-mail que te enviei, lembra?

    “Mi abuela tenía una teoría muy interesante, decía que si bien todos nacemos con una caja de cerillas en nuestro interior, no las podemos encender solos, necesitamos oxígeno y la ayuda de una vela. Sólo que en este caso el oxígeno tiene que provenir, por ejemplo, del aliento de la persona amada; la vela puede ser cualquier tipo de alimento, música, caricia, palabra o sonido que haga disparar el detonador y así encender una de las cerillas. Por un momento, nos sentiremos deslumbrados por una intensa emoción.”

    Quando coloquei este texto aí em cima, achava que a “chama” fosse “o outro” em questão, agora vejo claramente, que, na verdade, era você.
    Mais a minha chama mesmo, só irá continuar brilhando enquanto eu mesma me dispuser a mantê-la acesa.

    Obrigada de novo, e de novo…
    Afrodite

  • maria

    nossa, PARABENS!!
    EU apenas olhei por alto, acabei de descobri seu blog
    e estou com vontade de ficar aqui lendo…lendo
    mas tenho que ir trabalhar…
    Como praticamente nao tenho amigos homens, gosto
    de ler coisas que homens escrevem…
    que bom que descobri este blog…sucesso
    bjus, bjus
    maria

  • alexbs

    Excelente texto.

    Como livro para aprendermos a trabalhar melhor com o que a vida nos oferece, recomendo, para quem está de fato disposto a se esforçar nesse aperfeiçoamento,”Mente Zen, Mente de Principiante”, de Shunryu Suzuki (obra sobre a qual o Gustavo já falou aqui no blog).

    Abraços, Alex.

  • Jazz

    vai fazer outros sofrer e gerar constante tensão interna

    não seria fazer outros sofrerem? ;-)

    ótimo texto. bises.

  • Marcia

    “…Trocamos um problema por outro que AINDA não parece problema. ;-)”

    A melhor parte do texto é a sua resposta ao comentário de alguém. É isso aí, dá mais trabalho manter uma conquista do que conquistar alguém novo. Até esse algo novo se transformar em problema e trocarmos por um outro, por um outro, por um outro…

    Não há fórmulas certas, não há verdade absoluta,… para cada um existe um caminho, se é certo ou errado, só a pessoa pode saber experimentando.

  • Gabriela Morena

    Esse blog lilás mudou tanta coisa na minha forma de ver os relacionamentos….
    Nós sempre queremos tudo, amar, ser amado, ser mimado, ter tesão 365 dias por ano, viver um lindo romance a todo momento e depositamos tudo isso em cima do outro. É bom ter alguém que saiba dizer com as palavras certas que se não resolvermos certas coisas dentro de nós mesmos nunca relacionamento nenhum nos satisfará.
    Explendido esse post!!!!!

  • Amei este trecho…

    …Se você der pra ele, vai deixar coisas que não quer deixar, vai fazer esforço em uma direção e depois vai se arrepender – assim como se arrependerá se não viver a paixão.

    Para conquistar alguma “coisa” nesta vida temos muito trabalho, e todo esforço quase sempre não tem resultado imediato.
    Creio que a necessidade deste resultado imediato é que gera a insatisfação.
    Ultimamente venho refletindo assim, só sabemos se a história deu certo por seu final feliz, mas o que adianta ser feliz se foi o final?
    Então é melhor considerar o caminho, fazê-lo agradável e deixar de se preocupar onde se quer chegar.

    Grande beijo muito obrigada e felicidades mil!!

  • Paulo

    Distancia… Vo contar minha história com ela:
    Nos encontramos pela internet. Fiquei muito tempo pensando, estudando, lendo seus posts e tentando entender o que fazer, mas não sei…
    Ela surgiu quando eu tinha aceitado por dentro a vida como ela estava, com tudo dando errado, tinha aceitado e decidido mudar, transformar. Ela é o ponto de passagem da minha maturidade sentimental, tudo aquilo que eu era parece não afetar quando estou com ela (pela internet). Tenho medo de descrever muito, ficar muito grande e você não querer ler, então vou deixar simples, se quizer + detalhe me peça que te explicarei +.
    O importante é que eu me envolvi e gosto de saber que ela existe, só que moramos longe, faço faculdade e não tenho tempo para trabalhar e no momento não tenho condições para visitá-la. Então gostaria de sua opinião, o que você acha de duas pessoas que nunca se viram, começarem a se amar? É possivel que dê certo? Tem algo que possamos fazer há distância para não deixar que isto se enfraqueça?

  • Isa

    Gustavo, fico impressionada com a sua capacidade para entender de almas e verbalizar o que não sabemos explicar.

    Sou fascinada por todas essas questões que vc aborda no blog e por sua competência em elencar as idéias tão bem. Não estou jogando confetes (acho isso um saco) mas é realmente impressionante a dimensão que as suas palavras adquirem.

    Me considero uma pessoa “bem analisada” (rs), que busca ser coerente e madura nas atitudes, decisões, evitando surtar na maior parte do tempo.

    But, estou vivendo uma situação que, até a leitura deste post, estava me incomodando muito: a necessidade de encontrar uma definição para uma questão a dois.

    Agora me pergunto: preciso de uma definição? por quê? não posso deixar a vida seguir o fluxo, ler os livrinhos que vc indicou, meditar e ver o que o Universo vai me reservar?

    Enfim, um novo ponto de vista surge a partir de um texto do garoto do blog lilás.

    Você tem noção do dom que possui? E da responsabilidade que o acompanha?

    Um grande abraço

    PS: Aprendiz de Afrodite, adorei sua história e a coragem de se abrir em público assim. Só um toque: você escreve bem, mas coloca “mais” quando o correto é “mas”. Bjão

  • Os Melhores da semana (Parte 7) | Os Amorais

    [...] Didi, Sarney, criolos, bonecas e corruptos. O Banquinho – Catarse ha ha ha Não dois, não um – Resposta padrão para qualquer problema de relacionamento amoroso Diário de um Bobo da Corte – Masturbação é pecado Sítio do Júnior – Ah, a famosa objetividade [...]

  • mariana

    Oi, gostaria que saber uma coisa. Me senti atraida por um cara q teve um passado complicado. Ele foi caso de outro homem, que é parente. Hoje em dia,ele mora na mesma casa q esse cara, e eu fiquei com ele, transamos e eu gostei muito!!!!Será q estou entrando numa fria, o momento presente, parece q ele não tem mais nada a ver com esse outro cara!!! Ouço q eles só tem grau de parentesco. Nosso Lance foi muito engraçado, porque ficamos juntos depois de sairmos correndo na chuva, rolou um beijo de depois de vários telefonemas e contatos pela net, ficamos e rolou sexo, desejo e muita coisa boa, fiquei pensando nas pessoas, sinceramente, gostaria q fosse diferente, ele é muito bonito, e agora o que eu faço? Será q devo prestar atençao no presente, e deixar o passado, minhas amigas são muito preconceituosas e falam q sou meiolouca, me fale com sinceridade, estou errada em gostar dessa situação?

  • Luan

    Desde que comecei a ler seus textos, às vezes trocar e-mails e também o tempo que frequentei a cabana já percebi aonde você quer chegar, qual a mensagem que você passa, que, por experiência própria, se botada em prática, resolve qualquer problema. Por tudo que entendi, o drama não está nos “problemas da vida”, mas sim em nossos sentimentos, no que sentimos, em nossos focos. À partir do momento em que algo que te faz sofrer se torna indiferente, você para de sofrer.
    É aí que a meditação entra.

    Agora, mesmo que você tenha consciência disso, caso acomode, e acabe esquecendo certos princípios, seus problemas virarão aflições novamente.

    Acho que o segredo está nas práticas, que, requer, nada mais que inteligência e boa vontade.

    Belo texto, melhora a qualidade de vida de quem ler.
    Um agradecimento extra ao texto sobre homens mimados no papodehomem.com.br , a gente fica mimado sem nem perceber.

  • Rafa

    realm3ente é um padrao.
    adorei

  • MARGARET

    AII QUE PAZ AOS LER SEUS TEXTOS…

    AGRADEÇO A EXISTÊNCIA POR TER ENCONTRADO ESTE BLOG…VICIEI!!! NUNCA MAIS SAI DAQUI NESSE TEMPO DE UM MÊS, DESDE QUE O DESCOBRI…..ME ABRIU TANTAS JANELAS… PORTAS…MUROS..AIAI…PROSSIGO RESPIRANDO MELHOR…

    OBRIGADA…

    OBRIGADA POR ME LIVRAR DE MIM MESMA…

  • myla fonseca

    só li esse texto hoje já q ando meio desplugada, ficando muito mais off-line q d costume. rs

    minha primeira reação foi um puta orgulho – vc, como sempre, em meio a uma liguagem simples, remexe questões super profundas e, ao fim, sempre nos faz pensar – seja quem seja o leitor. homem, mulher, papagaio ou peixinho d estimação. :)

    e assim vc vai tocando as pessoas por esse brasilzão a fora…

    segundo, pra agradecer: qdo conheci seu blog há mais d dois anos, conheci vc, o budismo, o trungpa, o deida, a pema, o lama, o wallace, o fábio, e mil outras coisas q a gente foi apresentando um pro outro e desvelando novas descobertas.

    sem falar nas conversas – muitas delas impagáveis!!!!!!

    e agora estamos aí, a dois dias do seu niver.

    e meu desejo é q vc se torne um puta mestre d taketina – tenho certeza d q é mera questão d tempo apenas – e ministrar oficinas pelo país inteiro até o dia em q vc venha a BH pra poder me ensinar essa coisa da qual nem tenho ideia mas q inteira sei q é fina, q tem coração!!!!!!

    qdo tinha 13 anos, nunca me esqueci disso, a mãe da minha melhor amiga me disse assim, “daqui a 10 anos, quero q me diga o q tem feito”. pra vc, é mais simples ainda, daqui a 100, 50, 10, 1 ano, quero saber das coisas q anda aprontando: quero, em suma, q continuemos amigos.

    amizade com vc é sempre coisa única!

    beijos,

    myla

  • Daniel

    :)

    Ahhh… essas minhas conterrâneas!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Myla! Poxa, e eu pensando que foi você que me apresentou o David Deida! ;-) Você fala tanto dele…

    Sorri hoje, no meio do trabalho, quando seu comentário me chegou por email. É sempre uma delícia saber que, em Praga ou Belo Horizonte, você está com os olhos abertos.

    Quem me dera se sua visualização de futuro se realizar…

    A gente vai seguir, tu não te preocupes com isso. A gente segue.

    Abração!

  • Eterna Aprendiz

    Olá amigão, demais,

    Se me permite, vou complementar este seu belo esforço que nos mostra o significado trancendente da nossa dor e sofrimento: após identificar “o nosso verdadeiro problema”, sugiro que nos lembremos deste pequeno poema de Juan Ramón Jiménez

    Não corras,
    não tenhas pressa.
    Aonde tens que ir
    é só a ti…

    Felicidades para todos!

  • Eterna Aprendiz

    Hahahahahaha…eu também sou de Belzonte, uai!!!!

  • Katy

    Gustavo, comprei hoje o livro “Quando tudo se desfaz” (Pema Chodron), e já comecei a ler. Tenho o hábito de ler rápido, mas este, quero ler bem devagar, saboreando cada capítulo e fazendo ‘conexões’ com a minha vida.
    Pensei em vir aqui te contar e deixar escrito dois trechos interessantes:
    “Quando tudo balança e nada funciona, é possível perceber que estamos à beira de algo” [...] (p.9)
    “[...]o sofrimento será inevitável para nós, seres humanos, enquanto acreditarmos que as coisas permanecem – que nãos e desintegram e que podemos contar com elas para SATISFAZER nossa ânsia de SEGURANÇA. (p.11).
    Aí já surgiram muitas indagações e muitas coisas passaram a fazer sentido. Parece que o livro foi escrito para mim…rs
    Ah, o livro “Os lugares que nos assunstam”, não tinha na livraria. O vendedor disse que nem está sendo mais publicado. talvez eu encontre em algum sebo.

    Beijos Gustavo e obrigada por enquanto.
    (Por indicar um caminho…)

  • Maria

    Ótimo texto. É tão dificil não se deixar dominar pelas aflições. O que fazer quando parece que o mundo desaba e que desabaremos junto? Sei que o detalhe não é fazer ou deixar de fazer. Mas as aflições doem.Doem muito mesmo.Seu texto fez com que eu repensasse mais minha vida tão caótica.
    Abraços

  • Khandinho

    Gustavo, eu acho que não sou o único que liga a tv na hora do programado jô e espera ver vc dando uma entrevista…
    Cara nãosou profetamas costumo acertar minhas”profecias”, você vai sentar na cadeira do jô, logo depois de lançar o seu livro, eu já posso até vislumbrar a platéia fazendo aquele “ahhhhhhhhhhhhhh” quando termina a entrevista.

    Não te conheço, conheço seus textos, eles são grandiosos, dignos! my dignos!

    Abraço de um pseudo amigo de Juiz de Fora.

  • Vinicius

    Muito melhor que ler 100 páginas de um livro de auto-conhecimento.
    Muito melhor que passar 1 hora sentado na poltrona do psicólogo.
    Ou talvez, 15 minutos de meditação.
    Precisamos de um gatilho para o nosso despertar de consciência.

    Sua filosofia é bela.
    Te agradeço pelas palavras certas e concisas.

  • Khandinho

    Grande Gustavo, to lendo a Arte de ser Feliz e to gostando muito,valeu a dica!
    Depois do Deida que eu descobri por aqui! mais um grande Livro!

  • Luiza

    Caramba! concordo plenamente com o profeta,digo Khandinho…rs
    Gustavo, adorei simplesmente tuas palavras! melhores que livro de auto-ajuda? orra! estou muito ocupada lendo suas filosofias, ou seja, elas ajudam a muito (eu inclusa) , fiquei feliz como os demais!
    forte abraço e espero ver (breve de fato) teu comentario falando a respeito de tua ida ao programa do Jô e do gosto do café de la. =]

  • Gustavo Gitti (autor)

    Eliana, você chegou a ler o texto inteiro?

    Pergunto sem ironia pois acredito que ele descreve exatamente esse processo de estar infeliz, insatisfeita, em conflito, esperando algo de alguém, sentindo emoções contraditórias, felicidades impermanentes e com a necessidade de tomar uma decisão.

    Por incrível que pareça (afinal eu não conheço você!), creio que a resposta acima vale para seu caso também.

    Abração.

  • Gisele

    Gustavo, parabéns! Adorei, maravilhoso… concordo que vincular felicidade a uma pessoa seja namprado, marido, amigo, pai ,mãe é atribuir um ônus de responsabilidade a alguém que não tem o controle sobre isso, mas confesso ter dificuldade em não relacionar minha própria felicidade com algumas conquistas como um bom emprego, um bom salário por exemplo… rsr como se livrar disso?
    Bjs

  • Gustavo Gitti (autor)

    Gisele, eis o que já ouvi diversas vezes:

    Não precisamos nos livrar do emprego (nem do marido, por exemplo) e muito menos precisamos descartar as felicidades condicionadas que as coisas nos proporcionam. Ou seja, nada do nosso funcionamento condicionado precisa ser alterado. Não raspamos a cabeça, não largamos o trabalho, não acabamos com o casamento que não vai tão bem assim, nada disso.

    Porém, em meio a isso tudo, junto com as felicidades condicionadas, começamos a desenvolver outro tipo de alegria, fonte de energia, prazer e felicidade. Por exemplo, a que vem da generosidade.

    Cultivamos essas qualidades até que a felicidade permanente que vem de uma mente saudável seja MAIOR e mais satisfatória do que as felicidades condicionadas a grana, poder, fama, sexo ou a elementos mais sutis, como a visão que temos de nós mesmos ou ao nosso próprio corpo (coisas que achamos que são eternas).

    Treinamos tudo isso em paralelo.

    A namorada faz uma massagem, o sexo é sensacional, no dia seguinte ganhamos grana fácil em um projeto perfeito, ótimo, olhamos e sentimos as alegrias e prazeres correspondentes, sem repressão, sem medo de que não vão durar.

    Ao mesmo tempo, quando a namorada não faz a massagem, o sexo piora, no dia seguinte perdemos dinheiro ou nossa casa, os projetos não dão certo, nossa energia não oscila pois treinamos como lidar com isso, como manter nossa respiração sempre profunda, nosso corpo com energia e como sempre focar em beneficiar os outros como sendo a fonte de nossa felicidade.

    E o treino não é fácil pois já passamos um longo tempo construindo hábitos completamente opostos a isso. A prática não é construir a felicidade, mas se livrar daquilo que impede e obstrui nossa natureza livre. ;-)

  • cleiti

    como nao pensei nisso antes!!a base das nossas afliçoes é sempre nosso egoissmo,o q agente julga q nao é bom pra gente nos tras infelicidade e insatisfaçao.o q nos precisamos mesmo é aprender a amar,e amar muuuuuuito!!

  • Rosangela Matos

    É a primeira vez que entro e por acaso, gostei muito Gustavo…Parabens

  • V

    Obrigada

  • Andreia

    Gustavo, entrei nesta página por acaso e adorei seu texto, parabéns!
    Fiquei pensativa e me lembrei de uma amiga que foi fazer um retiro de meditação (Vipassana).
    No mundo em que vivemos hoje é difícil parar pra refletir e encontrar o equilíbrio, não é mesmo? Eu acho muito difícil praticar o desapego…
    Sei muito pouco sobre meditação, porém acho fantástico. Vou tentar procurar o CEBB, quem sabe eu consigo elevar a minha mente e viver em paz?
    Obrigada.

  • Ramon

    Poxa cara, achei este post através do “Homem com Pegada:…” tudo que eu precisava ler mais o conjunto e respostas da galera. Relacionamento amoroso é uma merda, e não ter um também é uma merda, não pior ou melhor, apenas diferente. Tudo o que eu precisava escutar HOJE. De sua resposta automática tirei muita coisa de valor, e tenho certeza que ela vai continuar servindo durante muito tempo. Agora quero me tornar aquilo que fizeram tanto esforço para eu não aprender a ser, livre pela mente.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Andreia,

    Esse retiro de Vipassana (ele é padronizado em todo o mundo) foi o primeiro que fiz. 10 dias, isso em 2001 acho.

    Procure o CEBB, sim. Se for de Sampa, eu estou lá aos domingos, 9h30.

    Beijo.

  • Ale

    Gustavo querido,
    dom de escrever! mas é muito mais do que isso: ta aí para espalhar o que precisamos ver é? É preciso pessoas que consigam espalhar a Verdade (que claro não existe e é sempre relativa), mas que me ajudou muito e pelo visto a ti tb. Por enquanto é o que de mais bonito temos: ajudar, facilitar p quem quiser um caminho mais bonito e leve de levar a vida! O que tu estás criando está ótimo de escutar – na medida do que posso ouvir.
    bjo e obrigado!

  • Diego Castro

    Texto muito bom.
    Já havia refletido sobre isso a um tempo, e você conseguiu colocar tudo em idéias claras.

    O problema, não existe. Não se trata de resolver o problema.

    Se trata de entender o que está acontecendo, e entender que a vida continuará fluindo, a chuva continuará caindo. E adivinhe, o sol voltará a nascer.

    Trata-se de criar pilares internos, não externos.
    Porque a vida é uma montanha russa, mas a sua mente, é só sua.

    Vou começar a visitar mais este blog. Talvez troquemos idéias interessantes.

  • Bárbara

    Ola Gustavo, bom vim até aqui pra ver se pode me ajudar. Namoro a um ano e sete meses, mas de um tempo pra cá, me tornei muito estressada e ate mesmo agressiva. Meu namorado me chama de louca, diz que nao sou normal, e que nao o amo mais. Tenho 15 anos, e as vezes sinto vontade de ficar com minhas amigas, sinto falta de coisas de solteira, mas amo meu namorado. As brigas se tornaram frequentes, e o namoro tá ficando cansativo, mas nao nao quero terminar, e mudar está sento muito dificil. voce nao poderia me dar uma ajudinha de o que faço pra mudar?
    Obrigada desde já.
    Beijos

  • Gustavo Gitti (autor)

    Bárbara, estava esses dias mesmo escrevendo especificamente sobre sua situação… Dá uma olhada no que saiu:

    http://nao2nao1.com.br/resposta-padrao-para-qualquer-problema-de-relacionamento-amoroso/

  • Rafaela

    Boa Tarde

    Passei por aqui casualmente e nao consegui deixar de ler todos os comentarios.

    Parabens Gustavo!gostei muito da maneira simples com q lida com problemas tao complicados.

    Tudo o q voce diz faz sentido e da muito q pensar! Fiquei impressionada.Obrigada, ajudou-me a olhar de maneira diferente para os problemas.

    Bem haja!
    Rafa

  • Gisele

    Oi Gustavo,

    Acho que vi sua resposta um pouco atrasada porém no momento extremamente oportuno, obrigada e nossa que sensibilidade a sua e que sabedoria em direcionar as coisas. Bj

  • Por que muitos homens são reféns das mulheres? | Revista Papo de Homem – Lifestyle Magazine

    [...] a carência. Aflições, emoções perturbadores, venenos mentais, obstáculos do outros. Inimigos, você foi guiado por inimigos que fazem mal para você, para a relação e principalmente para o outro, seja ele seu chefe ou sua [...]

  • marcos

    Fala ai gitti,
    primeiramente vou começar com a velha conversa de que te acompanho há muito tempo, mas como todo leitor só comento quando é do meu interesse. risos.
    Brincadeiras a parte seu blog lilas sempre me foi inspiração para reflexões e conversas.
    E como seria um pé no saco um e-mail meu espero que voce responda esse comentario.
    Concordo absolutamente com você da inexistencia da pessoa perfeita, tambem acredito que soluções nós encontramos para todo problema, o que nós move é nossa própia força de vontade.
    Namoro uma menina há 5 meses e acredito fielmente que a amo como ela me ama tambem contudo em certos momentos a vejo tomando atitudes totalmente ignorantes com outras pessoas e fechada para comentarios, uma pessoa que toma uma atitude por amor, mas toma a mesma por ódio. E me machuca saber que estou com alguem assim, mesmo sendo um anjo comigo.
    Me pego frequentemente pensando em possibilidades limitadas como: terminar (sempre a primeira e babaca decisão), tentar a qualquer custo mostra-la que pode ser diferente (oq pode ser mais cansativo, e em vão), ou simplesmente deixar de prestar atenção nos fatos ocorridos e me focar no nosso relacionamento.
    Agora imagino você sorrindo e me mandando o link desta mesma página num comentario abaixo mas gostaria que vc me desse uma resposta sua.
    Até que ponto devemos influenciar e nos esforçar por uma pessoa? Até quando vale a pena?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Marcos, se há esforço, algo está errado.

    O que sugiro é o seguinte: lembre-se que ela pode ir além de suas negatividades e que ela NÃO é cada negatividade, condicionamento, hábito, emoção perturbadora ou impulso agressivo que manifesta.

    Foque nas qualidades positivas dela, aja para que elas floresçam mais e mais (é você que tem de descobrir como fazer isso) e ela naturalmente vai sacar que a felicidade que vem de uma relação virtuosa é muito maior do que as emoções que ela colhe de relações aflitivas.

    É um caminho delicioso para um homem guerreiro e algo horrível para um cara que apenas quer conforto, que quer se dar bem, quer mimo e prazer.

    Abração!

  • Jessica

    Ola, estou com um problema de relacionamento!
    no começo do namoro eramos loucos um no outro. ficavamos 4 á 5 vezes numa noite. começei a trabalhar e ando muito cansada agora ficamos 2 vezes no maximo, sei que o meu parceiro acha ruim, nosso namoro anda na rotina nao fazemos nada mais de diferente. sou tambem muito ciumenta e morro de medo de perder ele, tambem eu nao estou mais dando conta como antes. ele me pergunta se estou ficando com outro mas amo ele mais que tudo e nunca teria coragem de fazer isso. queria ideias de como posso melhoras na cama para agradar a ele para nao perder o amor dele.

  • Antonio Freelancer

    Gustavo, excelente texto, gostei ainda mais da parte sobre focar a felicidade em bases instáveis!
    é o grande problema do mundo de hoje! Posições, status, identidades, crenças em verdades universais e instranponíveis que impedem na pratica o atrapalham o indivíduo…
    parabéns!

  • Verônica Cerqueira*

    Cara, que texto MARA!
    .
    Perfeito. Os ensinamentos vão servir tanto para as pessoas que me pedirem um auxílio, quanto para mim mesma, quando me deparar com situações ‘complicadas’.

    “Ir ou ficar, ter outro homem ou não, ambos geram aflições. A saída não é ir ou ficar mas superar as aflições (ansiedade, carência, medo, raiva, inveja, orgulho etc).”

    Verdade pura! Independente do que decidirmos, sempre ficaremos pensando “e se…? mas se…?”, por isso o ideal é SUPERAR AS AFLIÇÕES.

    Parabéns!

  • Blanco

    Gustavo,

    Acabo de conhecer o seu site e gostaria de agradece-lo, e muito, por servir de oportunidade para me lembrar a importancia da lucidez. Valeu mesmo.

    Abraco.

  • Danilo Barboza

    “O príncipe não é ele, o paraíso não é aqui, o Santo Graal deve estar em outro lugar!”

    Isso me lembrou isso:

    http://blog.mlive.com/manzero/2008/09/large_20080908-thank-you-mario-but-our-princess-is-in-another-castle.jpg

    IAUhiuahiUAHAHAIUA

    Parabéns, Gitti! Secunda vez (talvez 3ª ou 4ª?) que leio esse texto e ele é fantástico.

    Simplesmente é isso mesmo que você disse. O único problema é CONSEGUIR chegar nesse nível de pensamento e maturidade. Não é qualquer um que consegue, as pessoas tendem a buscar o caminho mais fácil da coisa.

    Enfim, acredito estar no caminho certo pra alcançar este nível. E espero que todos ao meu redor também consigam, e vou mais além… Espero que TODOS do mundo consigam isso, quem sabe não teríamos um mundo mais tranquilo? ;)

    Parabéns pelo blog lilás e seus textos no Papo de Homem!

    Abraços e muita paz! =)

  • Gustavo Gitti (autor)

    Danilo,

    GENIAL essa comparação com o Mario Bros. hahahha

    Depois vou atualizar o post com ela, dando créditos a você pela ideia, acho que vale. ;-)

    Sim, dei um gás no PapodeHomem esse ano. Roxo (saco-roxo) e lilás são cores parecidas, né? hahahah

    Abraço!

  • Feiqen

    Primeiramente quero parabenizá-los pelo site que tem muito conteúdo útil para nosso dia-a-dia, com ricas matérias filosóficas, como essa.

    Em segundo lugar… Mesmo antes de ler esse post, eu já iniciara nesse caminho sem ao menos saber o que estava fazendo, mas agora compreendo.

    Darei aos mais curiosos um breve resumo da minha experiência, demonstrando algumas vantagens e desvantagens:

    Meus pais me enssinaram a seguir esses caminhos “fixos” desde pequeno, que se tornaram minhas prioridades. Mas resolvi revolucionar, escolhendo para o meu destino seguir meus próprios caminhos. Cheguei na conclusão que religião, riquezas, futebol, namoro e sexo eram apenas alimentadores provisórios de sentimentos… bases realmente instáveis. Crer num Deus que pode não existir, torcer para um time, ou melhor, por uma camisa (como mencionado no texto), enfim, depender de outras pessoas e outras coisas para adquirir uma emoção provisória não era seguro! Logo essas coisas deixaram de ser prioridades para mim. Não quero dizer que seja fácil, mas é a melhor maneira de adquirir uma “independência emocional”. O problema é que eixamos para trás um buraco a ser preenchido (nada de duplo sentido aqui), que cabe a cada um descobrir como preencher.

    Não tenha medo de seguir uma ideologia diferente dos demais. O importante é seguir um caminho, respeitar as idéias alheias e provar que também mereces respeito.

    Obrigado pela luz Gustavo, esse texto foi um dos melhores que já li!

    abraços

  • Maria

    Oi Gustavo,
    Estou aqui relendo esse texto. Maravilhoso texto. E percebendo a difícil aplicação dessa mensagem na vida. Essa semana estou assim, dominada pelas aflições e ansiedades e perdi o controle em como encontrar minha paz, sossego e uma maneira de viver melhor.
    Mas o bom de tudo é saber que o tempo lá fora está nublado e certamente choverá,independente dessas aflições.

  • Inteirax

    Adorei!

    Mas tudo não é tão simples como perceber o nosso real estado interior, o que nos incomoda e tal…

    Ah sim, esse é o primeiro passo.

    Depois dele vem olhar para dentro e ver que nada foi plantado, não há grama nem jardim dentro da gente. Claro! Porque ao longo dos nossos anos de vida procuramos a felicidade nos outros.

    O díficil é lidar com o nosso própio vazio, ver que a partir de hoje o negócio é CONSTRUIR!!! Por ser lento e gradual a gente desiste e de novo resolve ter um namorado, porque é mais fácil assim…

    Como dar o segundo passo??? :))

  • Giselle

    E o que fazer quando a “dor da rejeição relativa” (já que ele se sente tão confuso em assumir ou não um relacionamento) te impulsiona a CONQUISTAR, a SEDUZIR e a deixá-lo de quatro por vc???
    O difícil me seduz… o complicado me apriosiona…
    DESAFIOS!!!
    Meus dois maiores amores vieram assim: caras q logo depois se desestimulavam por uma ou outra razão, mas q se tornaram os MAIS LINDOS, MARAVILHOSOS E ÚNICOS HOMENS DO MUNDO!!! Consegui reconquistar, mas o gostinho da vitória logo se tornou comum…
    Estou mais uma vez diante da mesma situação…
    Um cara que se mostra indeciso… e a meu senso de SUPERAÇÃO ao novo DESAFIO já está a mil por hora…
    Queria ser diferente!

    Belos textos… Parabéns!!!

    Sua mais nova seguidora!

  • eloisa

    Caro Gustavo,
    Voce não tem a mínima ideia de quanto seu blog é importante na vida de alguns seres humanos – ou tem????

    Amo de paixão suas palavras encantadoras, seu jeito transcendental de explicar o obvio – o que está dentro de nós mesmos. Obrigadíssima por me fazer enxergar.
    Bjs

  • Whatever

    Absolutamente certo! Se todos agisssem desta forma, com certeza, as coisas seriam mil vezes diferentes…

  • Débora

    Adorei o texto!

    Concordo plenamente que as pessoas depositam a culpa das suas frustrações nas pessoas que estão ao seu redor, e acabam sofrendo e fazendo o outro sofrer. A felicidade, satisfação e prazer que buscam, está dentro delas mesmas.

    Eu pratico a Seicho – No – Ie, esta filosofia não tem sectarismo religioso, através dela conseguimos entender um pouco sobre nós mesmos através da meditação Shinsokan, leitura de livros (mais de 3000 títulos) e a busca da paz interior através do cultivo de pensamentos positivos.

    Quem quiser conhecer mais entre no site: http://www.sni.org.br

    Existem várias sedes espalhadas pelo país inteiro.
    Vários canais também transmitem o programa Seicho – No – Ie, Um modo feliz de viver.

    Espero que gostem, e que todos os aflitos de plantão tenham sucesso!

  • Girl in Kimono

    Estou apaixonada por este blog! De agora em diante terei passagem obrigatória por aqui…
    Parabéns pelo blog!! Seus textos são maravilhosamente gostosos de ser ler…
    Vou recomendar para meus amigos.
    Sucesso!!

  • Priscila

    Oi, Gustavo! A minha dúvida é uma coisa meio complicada de explicar… É amorosa e não é, ao mesmo tempo. Mas como no “Contato” você disse que poderia escrever a minha história e você daria a sua visão, estou escrevendo mesmo assim. Li o texto acima com calma e os comentários em seguida. Achei mais legal ainda você não se colocar como consultor (a palavra é essa?) mas como amigo. Um amigo com uma amplitude e um foco visual diferente. Perfeito! =)

    Então. A minha dúvida, né? Me parece que minha cabeça funciona muito mais como masculina que como feminina. Mais logicamente do que emocionalmente. Normalmente, eu consigo ver as situações “de fora” e reagir conforme a lógica do assunto. Não sou ciumenta e toparia numa boa tentar uma relação mais aberta, incluindo outras pessoas (digo “tentaria” porque ainda não tive a oportunidade). Acredito que uma relação honesta e respeitosa – mesmo que não-convencional – é a única em que vale a pena investir.

    Eu analiso tudo e a todos. Leio bem as pessoas, e em muitas vezes consigo ver o que as motiva em suas ações ou reconhecer seu caráter. Mesmo quando gosto de alguém, o racional sempre vem antes. Sinto até que meu coração passa primeiro pela cabeça antes de reagir. Essa é a minha forma de reagir, mas de alguma maneira eu sinto isso como não-normal.

    Até tenho meus dias mais mulherzinha (desculpe, não encontrei uma palavra melhor pra definir isso…), mas me sinto bem mais yang, sabe? Sinto o leme da minha vida em minhas mãos.. Me sustentar sozinha? Check. Viajar sozinha? Check. Cuidar das minhas coisas? Check. Matar barata? Tranqüilo! =P Não sinto falta de ter um homem pra nada, só pra me amar. E é aí que o calo aperta. Hehehehehehe. Eu trabalho muito, estudo e me recuso a investir o meu pouco tempo livre (e meus sentimentos e minha energia sexual) num homem qualquer, só pra não estar sozinha.

    Alguns amigos mais próximos (e mais críticos, minha mãe principalmente: “você precisa ser mais mulherzinha, mais filha… e mais cordata! Homem não gosta de mulher assim”) me dizem que meu jeito assusta os homens. A impressão que tenho é a mesma, com a ressalva que sempre passa pela minha cabeça que, se ele se assustou sem nem se dar a oportunidade de me conhecer, não ia conseguir conviver comigo anyway.

    To te escrevendo contando isso tudo, porque gosto da maneira como você se posiciona como homem e talvez você possa me ajudar a entender melhor essa questão do lado feminino. No geral, seus textos dizem o que eu sinto que um homem precisa ser: o impulso, a mola-mestre, o desbravador (sem perder a ternura, óbvio. =P). Daí o problema: até hoje, não encontrei ninguém que fosse um macho mais alfa que eu.

    Já tive namorados, noivos e fui casada por três anos. Foi uma alegria muito grande me apaixonar a ponto de querer casar (já que eu achava que não tinha sido feita pra isso), mas ele não conseguiu lidar bem com o fato de eu dominar melhor algumas coisas comumente masculinas melhor do que ele: estratégia de negócios, por exemplo. Não casou enganado, pelo menos. Hehehehehe.

    Procuro não deixar de ouvir as outras pessoas, pra não perder alguma dica que a vida queira me dar, mas ao mesmo tempo, isso me confunde.

    Daí eu pergunto: você acha que pode existir isso de uma mulher ser mais homem que mulher? Me bate um medão às vezes de ficar cada vez mais assim e me perder do meu lado yin (aliás, você acha que existe isso também? Ou o fato de ter nascido mulher já me faz detentora dessa energia?). Ou de deixar de ter uma relação verdadeira por não saber reconhecer outras qualidades ou me desinteressar porque o moçoilo não é exatamente um macho-alfa. E se esse for um caminho que eu talvez não devesse estar trilhando, existe volta?

    Um beijão,
    Pri.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Priscila,

    Isso foge do assunto do texto, mas vamos lá, jogo rápido. Você me parece uma mulher rara e ponta de lança, ou seja, é um exemplo que muitos mulheres deveriam seguir.

    1. No sexo, gosta de ser movimentada, rendida, penetrada, violada, abusada? Gosta de ser uma putinha pro seu homem? Quando um cara foi mais homem que você, você gostou e se sentiu em casa ou foi ruim? Pergunto no sexo porque isso fica mais óbvio, mas poderia ser também: gosta que o cara prepare uma noite inteira e você só tenha o trabalho de ficar linda ou você é que gosta de conduzir o outro desse modo?

    2. Se gosta da posição feminina de entrega, ótimo, há homens que são mais homens que você, não se preocupe.

    3. Pra facilitar, busque se conectar e criar relações em momentos nos quais a polaridade masculino/feminino fica mais acentuada, como na dança de salão. Durante um tango, o cara vai ser homem e você vai ser mulher, não tem COMO isso não acontecer. Experimente.

    4. Além disso, facilita também você começar a JOGAR. Você já sabe que é fodona e pode matar barata, mas que tal brincar um dia de mulherzinha e ver como seu homem lida com a situação? Você já sabe que, se está com frio, basta ir e fechar a janela, mas que tal estimular seu homem a cuidar de você apenas dizendo “Ai, to com frio”. Nunca diga “Feche a janela, por favor”, mas expresse seus sentimentos, reclame, se solte, se movimente: “Ai, frio, frio, ui, ai, to com friozinho…”. Aí ele pode fechar a janela e vir te abraçar. É um cenário que cria mais RELAÇÃO do que aquele no qual você resolve tudo, entendeu? Caso contrário, é bem possível que (hoje em dia a situação tá grave) com o tempo seu parceiro comece a falar: “Ai, to com frio…”. Se você se sentir confortável com esse cenário, ótimo, mas não sei se é o caso.

    5. Nos negócios, se manja mais do que o cara, evite diminui-lo, caso contrário vai criar um homem impotente. Pro cara dominar você e meter com fúria, ele precisa se sentir potente. É uma questão sutil, interna, não tem nada a ver com o pau. Evite esses confrontos assim como nós evitamos com mulheres nos pontos em que elas não manjam muito. Eu não fico dando aula de algumas coisas pra minha namorada, evito diminui-la nos pontos que pega pois ela mesmo vai crescendo, então eu estimulo as qualidades positivas e o potencial. Faça isso com eles também. Quando uma mulher é diminuída, ela perde brilho e movimento. Quando um homem é diminuído, ele perde potência, vigor e visão, fica confuso, hesitante, fraco.

    6. O ponto é: você não precisa mudar nada, apenas começar a se relacionar, jogar, brincar, simular, tudo com lucidez, sabendo que é um jogo. Toda relação é um jogo. Uns jogam sem saber e outros jogam sabendo que estão jogando (o que é a real brincadeira, igual esconde-esconde). É tudo lúdico e criativo, afinal não tem nada em nosso parceiro que diz “namorado”. O “namorado” é uma aura que projetamos e o outro aceita e incorpora. É tudo luminoso, lúdico, criado, construído, encenado e… real justamente por isso, como uma alucinação coletiva saudável. Esse é o ponto.

    7. Se não se sente confortável na posição feminina de entrega, ótimo, é mais fácil. Ache um homem mulherzinha e seja feliz. Há vários por aí.

    Ficou claro?

    Se quiser seguir o papo, será um prazer, mas não aqui. Meu gmail é gustavodrums.

    Beijo.

  • Brenda

    Acompanho seu blog há duas semanas e me apaixonei profundamente, vc escreve com a alma.

    Mostro seus textos para meus amigos do colégio e eles ate riem dos trechos que falam de sexo, mas na verdade se sentem surpresos por saber que a resposta de nossas ações sao tao simples até mais simples do que apenas ler suas lindas palavras, e que as vezes precisamos olhar um famoso blog lilás pra descobrir a verdade por de trás das entrelinhas.

  • Adriana Barbosa Martins

    Eu sou carioca .. mas no momento estou em ?stanbul.. Leio sempre que posso seus maravilhosos textos .. Voce escreve com seu espirito.. E tocante e curativo.. Adoro mil beijosssss.. Carioca em ?stanbul

  • Sol

    Se o problema é depositarmos a nossa alegria, felicidade e nossa vida em cima de bases instáveis como um namorado, uma mulher, um apartamento, um emprego, uma conta bancária, uma identidade, um pensamento, uma religião…

    Então, qual é a base estável?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sol,

    “Se o problema é depositarmos a nossa alegria, felicidade e nossa vida em cima de bases instáveis como um namorado, uma mulher, um apartamento, um emprego, uma conta bancária, uma identidade, um pensamento, uma religião… Então, qual é a base estável?”

    Ótima pergunta. Na verdade, essa é A PERGUNTA. Eu já a vi surgir em alguns retiros e em alguma práticas no CEBB SP.

    Assim que possível, pergunte exatamente isso para um mestre e faça um retiro (um fim de semana, que seja) com essa pergunta em mente.

    É também uma boa pergunta pra fazer a um amigo meu praticante que vive no Templo em Três Coroas: http://www.formspring.me/dorje

    Abração.

  • Marcos

    Gustavo, muitas vezes vejo você comentar a traição no relacionamento e a tratando como parte costumeiramente presente neles (ou pelo menos o possível surgimento de uma traição). Agora, eu concordo com você no ponto de adorar ver minha namorada sendo desejada por onde passa como uma massagem no ego também, porem há um momento em que limites são ignorados e há uma aproximação de um terceiro e uma atitude é extremamente recomendada. Após experimentar os extremos de bloquear qualquer amizade suspeita e recear vê-la se escondendo de você como dono, e a ideia de “somos adultos e você consegue resolver isso, se quiser ir vá”, o que seria um equilíbrio?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Marcos,

    Eu já fui “traído” 2 vezes. Não apenas com sexo, mas com todo um relacionamento e uma paixão nascida em paralelo, sempre alguns meses antes do fim, quando eu descobria, tentava arrumar a casa, mas ela já não queria mais nada. Pra mim, a sensação de ser traído não é nada perto da sensação de ser rejeitado e abandonado. ;-)

    Disse isso pra você saber que não estou sendo teórico quando digo que não vejo traição como traição, mas como uma relação paralela (ou várias) que pode ou não gerar a experiência de se sentir traído ou de trair, pode ou não virar culpa e dor.

    Isso não significa que você vai sair por aí oferecendo sua mulher aos outros. Ou seja, você tem razão: às vezes é legal ter uma atitude mais forte. Mas se isso for por medo, se tiver uma mente aflita por trás, essa atitude é sempre fraca. Uma atitude forte é aquela que avança sobre o abismo, que sai do desconforto de não saber como agir, que brinca com o próprio medo e que nunca restringe o outro, apenas age em seu benefício.

    Acho que uma boa postura é apenas admitir que o outro é livre e pode se apaixonar por outra pessoa A QUALQUER MOMENTO. Podar o outro é imbecilidade, mas é importante cuidar da relação, dizer “Você é minha” e agir com esse tipo de conexão profunda. Isso faz bem pro outro, ainda que tenha muito apego e carência junto.

    Mas mantenha esse “Você é minha” apenas em direção a ela. Não bloqueie outras relações. Minha namorada às vezes vai almoçar com o ex. Já perdi uma nessas. É sempre um risco, mas aí que está a graça. Se você podar, ela vai criar um vínculo com o cara que estará fora do seu mundo e aí que você começa a perdê-la. Se você diz “Sim, pode ir”, ela volta e te conta tudo, tirando sarro do ex etc etc. Ah, e quando o ex sabe que você não tem problemas com isso e sabe do encontro, ele perde forças. O amante só tem força se o marido não sabe. Se o marido sabe, o amante perde o brilho.

    Quanto maior o espaço, quanto mais amplo for seu mundo, sem repressão, sem nenhuma lei, nenhuma parede que impeça ela te contar qualquer coisa ou agir em qualquer direção, melhor, mais profunda será sua conexão, o mundo de vocês em comum. Se você tiver muitas regrinhas (“Se você fizer isso, está tudo acabado”), ela vai esconder partes do mundo dela, desejos, fantasias, possibilidades. Ou seja, você vai deixar de penetrar boa parte do corpo dela.

    Não é simples. A liberdade vem misturada com prisão, aí a gente vai lidando com isso. Não tem modelo, regra ou resposta. O lance é ter como parâmetros o seguinte:

    - A felicidade que surge nela por estar com você e a que surge em você por estar com ela.

    - A felicidade que ambos tem em beneficiar um ao outro.

    - O quanto o casal formado beneficia tudo ao redor. O casal é uma entidade, é algo que tem forças próprias, qualidades, riquezas. Uma força que abre possibilidades.

    - A liberdade que um amplifica no outro, as possibilidades, a valorização de qualidades positivas, a riqueza do “Nós”.

    - A quantidade de confusão gerada pelo relacionamento e o quanto isso trava a vida de ambos.

    Em alguns casos, dá pra manter isso tudo quando surge uma relação paralela. Na maioria dos casos, um terceiro só complica geral, mas enfim, isso é apenas falta de habilidade do casal em lidar com os movimentos da vida.

    Se você quer mesmo ficar junto com sua mulher, se ela ajuda no seu desenvolvimento e se sua presença é muito benéfica na vida dela, por que raios você acabaria tudo por causa do pau de um zé mané?

    “Eu te amo e queria casar contigo, mas o pau dele passou alguns minutos dentro de você, então não posso mais continuar contigo”

    “Você vai deixar o pau de alguém que você nem conhece decidir a sua vida, o seu futuro?”

    “Sim, vou.”

    Enfim, eu prefiro deixar essa decisão com meu próprio pau. ;-)

    Abraço.

  • Juliana

    Ameii esse blog!

    Não consigo parar de ler… rs

    Parabéns Guuu!

  • ADRIANA AMARAL

    OLÁ,

    CARA É A PRIMEIRA VEZ QUE ACESSO SEU SITE E ADOREI, VC TEM UMA LÁBIA IMPRESSIONANTE, ME FEZ ENTENDER UM POUCO DA TEORIA DOS HOMENS.
    O QUE PENSAM, QUEREM, DESEJAM… ENTENDI ATÉ O FATO DO CARA QUERER SÓ CURTIR A VIDA, DO LADO (SEXO E MULHERES). É FAZ PARTE…
    VALEU!!!!!!!

  • Pri

    Gustavo..meu caro..

    Para de blogar e vai abrir um consultório de análise que vc vai ficar milionário meu!!!
    hauhsuhaushuahsuh

    SImplismente F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O !!!

    Grande beijo!
    Pri

  • Wall

    Gustavo,

    Desde que tu publicaste este post, não sei quantas vezes eu já voltei aqui para não me esquecer, ou melhor, tentar colocar em prática o que é dito. Aliás, o post é maravilhoso, mas alguns comentários matam a pau!!!

    Esse post me lembrou de uma música que eu dançava nos tempos de C.T.G.

    Olha o trechinho:

    “Liberdade
    Não se compra, não se explora, nem se negocia
    Liberdade
    Não se doa, não se implora
    Se conquista a cada dia!

    Se você ficar parado
    Esperando que aconteça
    Tenha já essa certeza
    Que nada virá

    A escolha de ser livre
    Requer luta e tenacidade
    É preciso força e garra
    Pra manter a liberdade

    Liberdade
    Não se compra, não se explora, nem se negocia
    Liberdade
    Não se doa, não se implora
    Se conquista a cada dia!”

    Eu sei que está ficando batido, mas… Parabéns novamente!!!
    Espero um dia chegar a esse nível de lucidez.

    Ah! E não zomba do blog lilás. Há muito que se diz por aí que o lilás é a cor da serenidade e harmonia. Tudo a ver, não?

    Beijos!

  • marcos

    Gustavo,

    Certa vez lhe enviei, pelo e-mail do blog mesmo, uma sugestão de post que me parece muito interessante. Lógico que pode ser apenas para mim mas de qualquer forma é uma curiosidade que tenho, sem mais enrolações.
    Eu vejo nos seus textos sempre ideias e meios para se chegar à uma relação harmoniosa através do entendimento dos desejos e necessidades do casal. Ao mesmo tempo nós vemos que nossas atitudes são criadas em cima de nossos instinto mais básicos como o de reprodução. Então pode-se levantar a ideia de que desde que haja consciência entre os dois, qualquer relacionamento pode dar certo. E isso descarta completamente a necessidade do amor (“Casar por amor é uma péssima ideia”. Então te faço uma pergunta… O que atrai um homem (consciente disso)à uma mulher.

  • Wallkyria

    Quer saber de uma coisa louca que eu dei pra fazer ultimamente?

    Quando eu ando muito aflita com algo, e me dá uma vontade louca de conversar com alguém, eu simplesmente abro o meu email, e escrevo tudo o que eu quero escrever, como se fosse enviar pra ti. Depois que aquele desespero passa, sinto um vazio enorme, que muda pra alívio.
    Depois de tudo isso, simplesmente salvo como rascunho, e deixo lá. Só lido com ele quando voltar ao meu estado “menos” neurótica. Hehehehe…
    Dou tempo ao tempo, e releio o que escrevi. É impressionante o quanto a gente aprende consigo mesmo nessas cartas desesperadas. Nem parece que fui eu que escrevi, mas mais do que isso, a gente vê que aquilo que me alterou tanto, hoje dou risada, embora aprendo mais um pouco sobre a minha pessoa.
    Pra mim, já é um grande sinal de evolução, dada a minha atitude anterior de enlouquecer + agir impulsivamente = me arrepender.

    Parabéns Gitti, não só por este post, mas por todos aqueles que eu já li e gostei e aqueles que ainda vou ler, pois pra mim não tem coisa mais estimulante do que alguém que me incentive a mudar, mesmo sem me conhecer, e pensar. Não tem coisa que me dê tanto tesão quanto uma conversa onde há troca e compreensão…

    Beijos!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Escrever um email pra alguém e não enviar, dialogar consigo mesmo por email ou enviar um email pro futuro via futureme.org… Excelentes meios hábeis pra alguns momentos de piração. ;-)

    Valeu pelo relato, Wallkyria.

  • Alessandra

    É…é difícil compreender e aceitar que somos nós mesmos que criamos nossos paraísos e infernos pessoais.

    Demorei muito pra entender o aspecto de que nada dura para sempre, nem a alegria, nem a tristeza, nem as aflições, nem a paz….

    Que bom que existe a impermanência.
    Que bom que existe Gustavo Gitti.

    Beijão

  • Andreia Sigolo

    Gustavo,

    Adorei tudo o que eu li sobre a resposta padrão.

    A partir de hoje essa é a pergunta padrão, meu mantra: “O que é e onde está a minha base estável?”

    Sei que ela está aqui dentro.

    O meu problema e eu sei qual é: Confronto, aceito sua existência. Agora falta liberta-me dele: Minha Carência.

    Assim, como a Pri, eu sou independente. Até transito num ambiente masculino, que é ter uma nano cervejaria com o meu irmão mais novo, mas quando se trata de relacionamentos, eles tanto me fascinam como me assustam!

    Sou bem mulherzinha, adoro ser mimada, mas também peservo a minha independência, meu eu!

    Será que é por tudo que eu vivi somada a carência multiplicada ao medo é igual a um dedinho dedinho podre?

    É incrível como nesse caso repetimos as experiências. A pessoa é diferente, a sua vivência é a mesma. Sensação constante de deja vu. E depois o abandono, a rejeição e re-afirmação da carência.

    Círculo vicioso ou como chamamos em sistemas: um looping infinito!

    A questão é: Onde está a base estável. Onde eu faço esse retiro?

    Quero ficar quieta e olhar para dentro de mim! :)

    Bjk

  • Mario de Souza

    “Sem as aflições, não há um caminho melhor que o outro. Você será feliz e fará outros felizes em qualquer condição.”

    Será que dá para ficar sem aflições em qualquer caminho? Será que dá para ser feliz e fazer outros felizes em qualquer condição, mesmo sem estar aflito?

    Se a nossa felicidade só é possível quando os outros também estão felizes, então deveríamos buscar o caminho mais favorável aos demais e não seguir por qualquer caminho, certo?

  • Caliana

    Meu caroo Gitti… vc realmente é um ser iluminado!!
    Obrigada por suas observações que me deixam cada vez mais extasiada e surpreendida toda vez que leio um textoo seu!!
    Parabéns tu és o Caraaaa!!! rsrsrsrs

  • Gustavo Gitti (autor)

    E aí?

    Alguém já enviou essa resposta por email pra alguém? Quais alterações fez?

    Vamos publicar aqui (anonimamente, claro) pra enriquecer a resposta padrão. ;-)

  • Marcelo Quirino

    Na clínica, vejo algumas razões mais constantes para sofrimentos desse tipo:

    Quanto mais somos comandados pela situação, mais queremos resolvê-la e mais ainda somos comandados por ela.

    Há muita inabilidade em suportar frustrações. Ego fragilizado diante da angústia e das adversidades. Necessidade de controle sobre o outro através de mecanismos de projeção: a nossa felicidade depende do outro. Na verdade, o outro o controla: é capaz de te mergulhar em intensa angústia e levar sua identidade embora… Esse mecanismo é resultado de uma má resolução da ligação emocional com a mãe. Deve ser resolvido em análise. Há mulheres (mais do que homens) que vivem num cliclo constante de sofrimento em relações.

    Ego inconscientemente comandado por fantasias-cor-de-rosa, o que gera frustrações, depressões e ansiedades. ‘Vou conhecer o príncipe’, ‘o meu futuro será melhor’, ‘o outro vai chegar junto com a felicidade’, etc. É algo que não se percebe conscientemente.

    Esse quadro de ego fragilizado é resultado também da cultura ocidental na qual estamos inseridos. A instrospecção e a relação conosco mesmos estão em último plano, ou no plano inexistente…

  • Paco

    O Quirino matou a pau e colocou de forma bem clara.

    Ele é psicanalista ou psicólgo? Provavelmente pela linguagem usada.

    “Achamos que nosso problema é o namorado que foi embora, a mulher que traiu, o parceiro indeciso, a falta de sexo, a comunicação confusa, a ausência de diversão, grana ou tesão. Mas não é. Nosso problema é a insatisfação gerada por colocarmos nossa felicidade, nossa alegria, nossa energia, nossa respiração, nossa vida em cima de bases instáveis como um namorado, uma mulher, um apartamento, um emprego, uma conta bancária, uma identidade, um pensamento, uma religião…”

    Cara, quando isso for compreendido e vivenciado de forma real, ou seja, com o coração, mente, entendimento e o caraleo a quatro, a humanidade vai parar de sofrer de verdade. Seremos mais espontâneos e alegres.

    Acho que o Blog inteiro do não1não 2 tem como base essa frase.

    Se tivermos o entendimento e incorporarmos BEM isso, já seremos meio iluminados.

    Não me lembro até hoje, de quando me senti angustiado, de não ter a intervenção de algum terceiro. Quando estamos Tristes, agoniados ou alegres e contentes, sempre tem uma pessoa (tirando eu mesmo) no meio desse precesso todo de emoções. É foda, da até raiva eu ser tão dependente assim das pessoas para minhas emoções aflorarem ou deflorarem (se é que existe essa palavra.

    Queria ser livre disso pra ser feliz.

    Tem um trecho do Fernando Pessoa que diz maios ou menos assim, não exatamente nessas palavras:

    “Todo mal do mundo vem de nos importarmos com os outros…”

  • Marcelo Quirino

    rs… Psicólogo de orientação psicanalista.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sim, Paco, esse post é o começo e o fim do Não2Não1, o resto é brincadeira e devaneio meu. Descartável.

    Mas a coisa não é tão simples. Não basta entender isso, é preciso movimentar a nossa energia de outro modo, pois é isso que acontece quando nos apaixonamos ou ganhamos R$ 10.000,00 para trabalhar num lugar: essas coisas movem nossa energia e então ficamos eletrizados, nos sentindo vivos.

    É preciso ter a mesma eletricidade sem condições. E é aí que entram práticas como a meditação sob a orientação de um professor qualificado, algo que menciono no post.

    Abraço.

  • Marcelo Quirino

    Temos que arrumar uma bateria pra esse rapaz ocupar o tempo então… rsrs

  • Daniel

    Eu já li e reli esse teu texto diversas vezes, Gustavo. E não ouso chutar quantas vezes mais o lerei. É assustador quando paramos de procurar respostas e começamos a analisar a questão em si. A aflição em si. E o interessante é que baseamos tudo nessa busca ao Santo Graal mesmo. Caminho certo pra frustração. E (ainda) assim a humanidade vai.
    É uma via longa pro aprendizado. Felizmente, a meditação ajuda muito o homem nisso.

    Abraço, guri

  • Thaisa Abrahão

    Gustavo, achei seu site por simples acaso, buscando por David Loy no google(um grande filósofo budista), tinha seu link em meio aos sites relacionados, então resolvi entrar…
    Bom, primeiramente quero agradecer, pode parecer bem clichê ler esse tipo de coisa, mas me ajudou de verdade..rs
    Estava precisando de um pouco de auto afirmação, passava por alguns problemas pessoais, e esse texto me abriu os olhos para um ponto de vista que ainda não passara pela minha cabeça… a felicidade está dentro de cada um, não adianta projetar a motivação do seu sorriso em outra coisa se não em você mesmo… Só tem frustração quem projeta, quem não espera nada em troca não tem a chance de ficar pra baixo porque alguma coisa foi diferente do que imaginou, afinal você não imaginou nada. Um sorriso muda tudo, ser feliz por ser você memso, e unicamente com você mesmo é o que há.
    Novamente agradeço por ter me mostrado um ponto de partida pra esse ponto de vista…
    Beijos e toda positividade eu desejo a você ;*
    Thaisa.

  • Tici

    Gustavo, conheci seu blog há 2 dias e depois de ler o 1º texto, adicionei aos favoritos (não sou assim, não faço isso rs), mas sabe aquela sensação de reconhecimento e identificação imediata? Pois é. Agora clico no link da resposta padrão…, leio o texto, abro os comments e me deparo c a questão da Pri – mesma sensação de reconecimento, etc.
    Li sua resposta e vou tentar descrever a sensação física q tive: parece q tinha uma garra apertando o centro do meu peito, restringindo, asfixiando e, à medida q ia lendo, a garra ia afrouxando, o peito expandindo, ficando “quentinho”, sensação de leveza, de “é isso!” – está fazendo sentido p vc? rs – enfim, alívio imenso em relação a uma questão q nem minha terapeuta deu conta…
    Normalmente sou de mts palavras – aquário c ascendente em gêmeos – mas desta vez fico c isto:

    MT OBRIGADA!

  • Tici

    Oi Gustavo!

    O calor do momento passou e agora voltei ao racional mode on; nada de “quentinho no peito” nesse coment… rs

    Quero acrescentar q tbm gostei mt do texto principal do post, mt lúcido e inspirado – como parece ser a sua marca. Propõe uma boa reflexão.

    Meu foco na sua “conversa paralela” c a Pri aconteceu pq é um tema q tenho trabalhado em terapia há algum tempo e, embora tenha conseguido progressos(o avatar de pin-up não é por acaso… rs), o equilíbrio entre os lados masculino e feminino ainda paira sobre a minha vida, mas sua resposta à Pri foi como a cereja do bolo, uma peça importante q faltava pra q td em q venho trabalhando se encaixasse – por isso a empolgação no comment anterior.

    Vê só: eu aqui numa trabalheira danada, tendo aula atrás de aula sobre “como ser mulherzinha \o/”, me concentrando nas sensações, ao invés de na mente (“quentinho no peito” e blablabla), sacudindo as lantejoulas na dança do ventre, entre outros exercícios q nem vou mencionar… então me vem vc c esse toque simples, mas genial sobre a posição interna na hora do sexo… e MATA A QUESTÃO!!!

    “I can see cleary now the rain is gone… ” :) Não é d+?

    Enfim, eu só queria agradecer novamente e te dar um feedback (melhor explicado) sobre algo q vc disse e q realmente transformou as coisas p mim.

    p.s. vou continuar c os exercícios – até os ridículos e indizíveis rs – pq realmente me ajudam, mas agora em uma ooouuutra vibe… ;)

    Um bj e até a próxima!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Tici,

    Aposto que esses exercícios são bem dizíveis, sim. ;-)

  • Ieda

    Boa noite Gustavo,

    Entrei pela primeira vez no seu blog… fusando na net… tentando achar a resposta para meus problemas… e seu blog!

    Parabéns pelas dicas, espero sempre poder receber seus emails…

    Bjks
    Ieda

  • Ieda

    Gustavoooo…

    Nossa, como disse no email anterior, sendo a minha 1 vez, eu aninda não teriminei de ler este blog inteiro, e adorei esta frase:

    Se você quer mesmo ficar junto com sua mulher, se ela ajuda no seu desenvolvimento e se sua presença é muito benéfica na vida dela, por que raios você acabaria tudo por causa do pau de um zé mané?

    “Eu te amo e queria casar contigo, mas o pau dele passou alguns minutos dentro de você, então não posso mais continuar contigo”

    “Você vai deixar o pau de alguém que você nem conhece decidir a sua vida, o seu futuro?”

    Bjks…. rsrsrsrs

  • Leona

    Olá gustavo;
    Venho depois de analisar e acredite despindo-lhe os pensamentos e cada palavra dita na esperança de encontrar em mim os significados expostos por você. Tenho lido seu blog há poucas semanas e por costume, vim desde o primeiro texto postado até o mais recente, variando poucas vezes entre os menos interessantes ou menos chamativos. também escrevo em blog, pensamentos, pequenos capítulos e outros textos mais que surgem a minha mente e peço até desculpas no que se diz respeito a direitos autorais, onde inúmeras vezes faço das tuas as minhas palavras, mesmo mantendo-lhe o direito autoral, por saber que naquele momento o que devia ser dito é semelhante ao que foi dito por você… E em meio a estas entrelinhas me encontro sempre como alguém que descarrega suas ang[ustias e desejos nas págidas postadas.
    Sou eterna amante das artes e dos sentimentos, da essência de tudo, mas não vivo esta realidade. Sinto-me como personagem de vida dupla onde inpumeras vezes o q posto são os detalhes de uma vida que gostaria de ter.
    Seus texto de forma chocante conseguem deixar-me sem palavras e conseguem aguçar a minha criatividade cada dia mas, de modo que hoje penso muitas vezes em deixar de enganar-me por trás de uma realidade desenhada.
    Tenho um relacionamento de quatro anos, namoro mais que namoro, não somos casados ainda, porém em nada muda nossa vida senão as residências; E em várias vezes em anos anteriores minha relação não ia bem, eu o amava mais que tudo e faria tudo por ele, para não perdê-lo. Ele foi meu primeiro homem, e com ele descobri os desejos, porém ele em muitas vezes me deixou.
    Hoje invertemos os papéis, não o deixo por medo…de ser apenas uma fase, ou de me errepender, porém não o sinto mais como tal…
    Acredito que ele não tenha conseguido tocar meu interior de forma a menter o amor que sentia por ele, hoje sobrando apenas a convivência.
    Me relacionei com outras pessoas, conhecio novas paixões, me aventurei, satisfiz meus desejos e hj penso até que descobri que meu desejo é muito maior que os presentes junto a ele, pois com outros me sinto inteira, completa, amada, desejada, e com ele não consigo mais nem me excitar.
    Mas o que me intriga é que com ele além de não mais ter desejo, excitação, as vezes me sinto frígida. Não sei se é pq ele não me motiva, se não explora meus desejos… Mas sei que mesmo em uma transa onde é estimulado meu prazer fisicamente, não consigo consumá-lo, não tenho forças para chegar ao orgasmo, restanto a nossa relaççao apenas a penetração o que logo finda por falta de impulso de ambos. resumindo não fazemos amor gostoso e por isso em muitas vezes procuro outros meios de me satisfazer.
    Gostaria de tratasse do assunto frigidez, principalmente para que pessoas como eu possam saber se já tiveram um orgasmo, saber reconhecê-lo, saber sobre sua frigidez e sobre o que pode causá-la.
    Sei que este relacionemento sem sexo bom, não persistirá muito tempo mas gosyaria de saber se o problema sou eu…Apesar de com outros me sinto altiva, desejada e nunca tenha me sentido insatisfeita em uma transa. Não sei se já tive orgasmos, mas sei q me senti como nunca..
    E como posso estimular-me pra que conheça meus desejos, porntos fracos e saiba suprir-me na necessidade?
    Sei que é irônico dizer isso, mas até que eu tenha coragem de deixá-lo terei de suprir-me sozinha ou com ajuda de terceiros…
    E isso nem sempre é fácil….Principalmente porque apesar de não mais desejá-lo, gosto dele como pessoa, sendo isso porém não o bastante para manter uma vida a dois.

  • joão

    Cara , primeiramente tenho que te dar os parabéns! Isso sim é um blog que fale a pena ler :D
    agora vamos a parte “pidona” do comentario hahahahaha :)
    Sempre fui apaixonado pelo amor e pelas mulheres, gosto de conquistar e fazer coisas criativas, e sempre me dedico muito aos meus relacionamentos , mas em algum momento parece que eles perdem o sentido e eu enjôo…
    me considero um “don ruan ” de segunda linha tenho varias historias de conquistar bem sucedidas, mas quero uma historia de amor bem sucedida, sei que é idiota perguntar isso , mas estou com uma garota que me deixa louco, apaixonado, e… não quero enjoar como sempre acontece :(
    e por esse medo te pergunto como um “don ruan” se prende a uma mulher, como não enjôo e largo a vida de conquista ?

    desde já obrigado, e continue escrevendo você tem MUITO TALENTO!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala João!

    Sendo bem direto: se você pensa em termos de “enjoar / não enjoar”, sinto muito, mas você está bem fodido, não tem chance alguma. ;-)

    Não há uma saída para esse universo. Ou você larga mão de “enjoar / não enjoar” ou vai sofrer até o fim da vida tentando se manter no “não enjoar” ou no “gostar”, evitando o “enjoar”, o “não gostar”.

    Se você sempre enjoa de alguém, possivelmente está se relacionando com o próprio umbigo, não com pessoas. Você fica com a pessoa enquanto ela lhe dá tesão e abandona assim que ela cessa de mimar e deixá-lo com energia. O único jeito de cortar esse processo é gerar, você mesmo, tesão, brilho nos olhos, sentido na vida. E então oferecer isso aos outros (não só para as mulheres), em vez de pedir ou esperar receber.

    Se você não faz isso, bem, você é um Don Juan de quinta. O verdadeiro Don Juan sai pelo mundo oferecendo, não pedindo. Ele não enjoa de ninguém. Se pudesse, casaria com todas as mulheres do mundo, comeria todas, presentearia todas, levaria todas pra jantar… Enjoo é coisa de homem mimado, moleque de prédio, bebê, criança ou mulher grávida. ;-)

    Abração.

  • joão

    valeu cara …
    acho que sempre soube tudo isso, mas sabe quando a gente precisa escutar pra entender ? :S
    de qualquer forma, obrigadooo pela atenção e tudo :D
    seu blog ja esta nos favoritos e espero mais textos brilhantes!
    vou seguir seus conselhos e tals, quem sabe meu proximo comentario não é contando como tudo esta bem agora :D
    abraço cara!

  • Pedro

    Ae Gitti, tudo bom? Sou um leitor daqui e também do PdH e queria uma opinião sua, se não for muito incômodo.

    Então, têm toda uma história com uma garota que eu gosto e já até fiquei, mas por diversos acontecimentos não deu para encontrar de novo, o que acabou resultando que eu penso nela demais, porque eu realmente gostei dela. Mas a questão é que eu não deveria (ou queria) pensar tanto assim, porque dá uma importância exagerada para essa situação, e isso não traz nenhum benefício, só afobação, ansiedade, etc. Lendo este post eu imagino que a causa disso tudo é a carência.

    Por exemplo, quando eu saio com amigos eu sempre acabo colocando como se a noite foi boa ou não se fiquei com alguma mulher, fazendo com que às vezes eu saia com garotas que nem estou verdadeiramente atraído.

    Já tentei pensar em alguma solução ou a causa do problema e eu acho que deve ser por ter auto-estima baixa, insegurança, não sei. Atualmente eu estou pensando naquele filme que você indicou, “Caos Calmo”, sobre construir relações positivas em todas as direções de sua vida.

    Outra questão seria sobre como “resolver” essa carência. Pensando (e lendo) sobre isso, eu vi que não é bom colocar expectativas em cima do outro, você tem que se sentir bem consigo mesmo ‘sozinho’. Então não devemos depender dos outros? Como faço para sentir bem comigo? Esse último parágrafo ficou desesperador demais..rs

    Abração e obrigado pelo seu tempo.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Pedro,

    Vá com tudo pra cima dela. Com tudo o que tiver: medo, carência, afobação, paixão… Se realmente isso for inviável (não conheço sua história), sinta o gosto desse problema e observe sua necessidade em tentar mudar, consertar, resolver, fugir, se mover. Não precisa reprimir nada, apenas observe esse processo inteiro, veja como ele é previsível e patético. ;-) E sorria. Somos todos assim, patéticos, inseguros e com baixa auto-estima, como você se descreveu.

    Quando você conhecer outra e começar viver outro lance, esse problema não mais existirá, então aproveite enquanto ele está disponível, na sua cara.

    Depender dos outros é bom. Todos somos dependentes em um sentido amplo. Se o cara não plantar alface, não comemos. Se formos plantar e fazer tudo, fica inviável. Não dá pra construir chuveiros, computadores, carros… Ao mesmo tempo, podemos ter energia autônoma, podemos cultivar uma felicidade, um direcionamento, uma capacidade de seguir na vida sem depender tanto das configurações externas e de outras pessoas. Isso não é “se sentir bem consigo mesmo”, mas apenas não lutar contra o que surge, seja uma festa com 100 pessoas ou uma semana solitária.

    Abraço.

  • Paco

    Pedro, eu sei bem como é isso. Horrível.

    Acho que uma das “soluções” para esse caso é bem isso que o Gitti disse mesmo, deixar rolar esses sentimentos e encara-los como nuvens passageiras, buscando uma certa autonômia nos seus atos. Não adianta não querer sofrer, você vai sofrer,todos nós sofremos com relacionamentos, a difereça está na forma como você irá tratar esse sofrimento. Não tem como deixar de senti-lo, nem camuflar, nem passar uma borracha nele, como o Gitti ja disse em um outro texto (mas era sobre ciumes), convide a dor, converse com ela, aceite ela, fazendo isso ela vai se dissipando aos poucos e você vai vivendo sua vida, seguindo em frente fazendo o que se tem pra fazer, hobbys, projetos pessoais, meditar, ler um livro, ocupando sua energia com outras coisas positivas. Tentar “esconder” essa dor com outras mulheres acho isso meio forçado, todos os machos de plantão dizem: “o lance é sair com outras garotas e esquece-la” mas se a sua energia sexual/emocional (brilho no olho) estiver totalmente direcionado a ela, sem nenhum esforço de direciona-lo a outras, não deixar uma mulher interessante lhe fisgar de alguma forma, ai nao da mesmo, capaz de brochar ainda na hora se fazer sx com outras.

    Eu sei que falar é mais fácil que a ação. mas acho que vale o esforço.

    Isso se você quiser deixa-la realmente e não ficar nesse sofrimento.

    Fica aí minha sugestão.

    PS: Ainda bem que o Dr. Love não leu seu comentario. Ele ia te chingar. hahaha.

    Abraços!

  • Paco

    AHHH . . . Quando eu disse: “buscando uma certa autonômia nos seus atos” quis dizer : “Seguir com a sua vida, fazer as suas coisas, buscar o seu caminho de alguma forma, buscando a autonomia SEMPRE”

    Valeu.

  • Pedro

    Valeu Gitti e Paco, obrigadão por dividir suas experiências. Bom que dá uma nova visão pros problemas, em vez de ficar limitado. E se o Dr. Love lesse realmente ia me xingar muito.. hehehe.
    Abraços

  • Junior

    Caro Dr. Love & Gitti,

    Venho acompanho o trabalho de vocês a algum tempo, e gostaria de alguns novos posts sobre namoradas e relacionamentos… Acho que com o tempo eles ficaram um pouco escassos.
    O texto do Dr. Love sobre “Como esquecer a ex” (http://papodehomem.com.br/como-esquecer-a-ex/), me ajudou muito em momentos difíceis, porém, eu acabei voltando com a “dita cuja”, e tenho tido diversos problemas para administrar a situação.
    O fato é que nosso relacionamento é “multifásico” e de difícil controle. Durante a semana ela trabalha e faz faculdade e mora com umas amigas em outra cidade, vive saindo para bares, baladas e etc, porém, nos fins de semana ela vem pra nossa cidade e nunca quer sair comigo. Nosso namoro se resume a ficar em casa, ver filmes, sair pra comer e comer com a família. Já nem me lembro mais quando transamos pela última vez!O problema é que nem sempre foi assim…
    Apesar de sempre dizer que me ama, ela está de saco cheio de mim, e vive me evitando, me cortando, me dispensando e me mandando sair com os meus amigos.
    Eu sou extremamente apaixonado por essa garota, e faria tudo por ela, mas realmente não sei como reverter a situação, ou se isso realmente tem algum tipo de reversão.
    Ela diz que não quer terminar, que me ama bastante, mas não aceita conversar sobre nossos problemas. No mundo dela, está tudo perfeito, porque tudo sempre acontece do jeito que ela quer.
    Como eu posso tentar reverter o jogo e faze-la se apaixonar novamente? Ou será que eu devo partir pra outra e esquece-la de vez?

    Abraços,

    Junior

  • Gustavo Gitti (autor)

    Junior,

    Eu não me responsabilizo por esse conselho, mas só digo uma coisa: termine o namoro. Vá lá e termine o namoro. Diga que não sabe como fazê-la feliz e que ela, por sua vez, não está facilitando seu avanço na vida.

    Ah, sim, te digo outra coisa: não termine o namoro. Vá lá e pire. Realmente pire e se relacione diretamente com a natureza dela, não com a identidade de namorada, ou seja, com a liberdade que ela é de ser outra coisa. E use todos os meios hábeis para isso. E use essa situação aflitiva como prática de destemor e estabilidade (se tiver uma prática formal para cultivar uma mente estável, melhor ainda).

    E te digo mais uma coisa: faça AMBAS as coisas. Termine como um modo de continuar depois, sendo que o “fim” será apenas um meio hábil pra superação desse obstáculo atual. Ou continue como um modo de terminar de modo mais elevado, mostrando algumas coisas pra ela nesse fim. Que tal?

    Abraço, velho, depois me manda email contando o que rolou.

  • Junior

    Gitti,

    Após ler a maioria dos seus textos por diversas vezes, com certeza, é essa atitude que eu venho tentando tomar nós últimos meses!

    A segurança que um homem passar a sua mulher, junto com sua imprevisibilidade, sempre deixam as mulheres querendo mais! Acho que com o passar do tempo, eu acabei perdendo um pouco disso…

    Esse fds nós viajamos para o interior, e tivemos nossa maior discussão sobre relacionamentos, quase 10 minutos, mas foi o suficiente pra ela admitir que está de saco cheio das minhas atitudes, mas que ainda me ama muito, e quer continuar namorando…

    Nós homens,nunca podemos deixar de surpreender e agradar, e isso não quer dizer que precisamos fazer todas as vontades de nossas companheiras, e sim suprir suas carências mais profundas, de uma maneira inovadora e surreal.

    Quanto aos momentos de aflição, mesmo sendo um leigo sobre as práticas do budismo, eu aprendi(graças aos seus comentários) que a meditação pode ser mágica durante esses momentos de ansiedade e angústia.

    Vou continuar inovando, como hoje, quando reservei um hotel para passarmos um fds em Buenos Aires, acho que isso vai surpreender um pouco, e assim que eu tiver novidades sobre essa nova fase do relacionamento, eu volto para compartilhar com todos!

    Um Grande Abraço,
    Junior.

  • Alana

    Por coincidencia, ao atualizar meu perfil no orkut… achei essa sua postagem, o que eu escrevi la, tem tudo a ver com o que acabei de ler aqui. e,TAO, ACRESCENTO O SEU TEXTO!

    Apego/Desapego

    Em todos existe uma demanda para ser reconhecida e amada, tal demanda que jogamos na responsabilidade do outro… O desejo inconsciente de reproduzir as experiências de quando ainda estávamos no útero. Lá não era vergonhoso ser dependente… Tínhamos comida, estávamos num lugar quente, confortável e acolhedor, havia alguém que nos nutria, reconhecia e amava.
    Após o nascimento, recém-nascido não entediamos o que se passava, mas sentíamos todas as atenções voltadas para nós e assim experimentamos o que é ser especial.
    Ao longo do desenvolvimento, as coisas se tornaram mais difíceis… Descobrimos que pra ter o que queríamos era preciso, INVESTIR e CONQUISTAR, ao ser contrariado algumas vezes nessa busca sentimos o que é FRUSTRAÇÃO e CARÊNCIA.
    Assim impusemos a nós próprios expectativas e exigências… Tenho que estudar, manter meu corpo em forma, ser independe ter um bom emprego e encontrar alguém pra estar ao meu lado… Ah! Esse alguém n pode ser qualquer um. Ser fixe, o fodão, o engraçado, o estiloso, o inteligente. Enfim, a todo tempo foram feitos uma series de investimentos. Afinal, descobrimos que ser reconhecido e amado não é mais de graça, tem que fazer por merecer. Quando alcançado todos os objetivos… Notamos que nem tudo saiu perfeitamente como imaginávamos que nada se compara aquela sensação que tivemos um dia e que nem ao menos lembramos, que apesar de ter alcançado o bom emprego que tanto queríamos, sentimos que trabalhamos feito louco, assumimos responsabilidades de risco e que nem assim somos reconhecidos pelos nossos superiores como gostaríamos. Que aquela pessoa que escolhemos para estar ao nosso lado, às vezes nos magoa, irrita e sentimos uma vontade imensa de mandar tudo pra “casa do caralho” Aí fica aquele sentimento que “as pessoas e o mundo nos deve uma” Dá vontade de desistir e virar heppie
    Ainda assim, caso nenhum dos nossos sonhos tenha se realizados, nos sentimos fracassados, desmerecedores e ouvimos interiormente, a todo tempo, uma voz cruel e violenta, você tem mais é que se foder.
    A partir disso, ser otimista ou pessimista, pouco importa… Vamos nos iludir e desiludir… Cortar laços com fulano, por que não foi valorizado, nada mais justo, se investimos nas pessoas e projetos são porque queremos ser reconhecido também. Desesperamos-nos porque cicrano nos desprezou e falamos mal da fulana que foi muito fácil. Ficamos ansiosos organizando uma festa de aniversario e inseguros em agradar os convidados.
    No fim, percebemos que tudo é um APEGO influenciado pela vontade do carinho, afeto, admiração etc. Até a morte. Ixi , péssimo falar de morte, não queremos nem envelhecer, quanto mais admitir que a vida é finita, tanto que acreditamos que vamos para céu ,reencarnar, ser arrebatada o diabo a quatro. Voltando… Até a morte, criamos nossas demandas, suprimos as dos outros, depositamos outras, sendo que no final o verdadeiro sentido é DESAPEGO, mas como desapegar é doloroso… Melhor acreditar, ter esperanças, ser tolerante. Afinal, o inconsciente grita, busque seu “ÚTERO” perdido.

  • Entrevista sobre o Não2Não1 (e relacionamentos, pra variar) | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    [...] tornou um consultor amoroso? Como é isso para você?Não sou um consultor amoroso. Eu tenho apenas um conselho para todo e qualquer problema amoroso. É isso. Só isso. É um conselho aberto: pedi aos leitores que enviem para amigos necessitados, [...]

  • Elle Ardais

    Fiquei curiosa e fui pesquisar o que é sumi-ê. Meu deus, que coisa linda. Esses desenhos me passaram uma paz tão grande que dá vontade de ficar olhando para sempre.

    Beijos, muito obrigada pelas possibilidades nas entrelinhas.

  • Slipmp

    Desde que comecei a ler o blog. Não parei mais.

    Post perfeito!

    Realmente uma resposta padrão, agrangente para vários problemas conjugais/namoro/casos etc ;)

    Obrigado Pelo Post! ;D

  • Aninha

    Boa noite Gustavo, quero parabenizá-lo pela profundidade dos seus pensamentos, e aproveitar um pouquinho da sua boa vontade já que não posso participar da Cabana! Apesar de ler vários posts do seu blog pra não me tornar redundante, resolvi contar minha história…
    Tenho um grande amigo de uma amizade de confidências que dura anos. Sempre contamos detalhes da nossa vida, tanto no âmbito sentimental, profissional e principalmente sexual. Tínhamos um relacionamento de irmãos. Ano passado fui trabalhar fora do país e comecei um namoro com um cara casado. Quando voltei pra casa meu amigo me recebeu super bem apesar de reclamar do meu desleixo em relação a nossa amizade. Nossos laços ficaram mais fortes, ele sempre ouvindo meus segredos e todos os detalhes da minha vida pessoal. Porém passei a reparar em algumas atitudes dele de ciúmes e desejo por mim. Novamente apareceu a oportunidade de morar fora e assim fui embora. Reencontrei meu ex namorado que já estava separado, e acabei me envolvendo novamente. Voltei para casa devido a uma emergência médica na família e descobri que estava grávida. Resolvi assumir a gravidez apesar de saber que estaria sozinha. Num feriado, viajei com meu amigo e a familia dele. Nada havia acontecido entre agente até aquele dia. Para resumir, desde então, ficamos e transamos sempre, praticamente toda semana, e eu acabei me apaixonando por ele. Só que o problema é que por sermos amigos tão íntimos e antigos, acabamos deixando de confidenciar certas coisas. A amizade esfriou completamente. Ele me procura somente quando está bêbado. Sempre que estamos juntos ele demonstra muito carinho, porém se não transamos não acontece nada, ou seja, quando estamos em algum lugar mesmo só nós dois, sem transar, também não nos beijamos… fica realmente estranho. Fico me perguntando todo o tempo se ele chegaria ao ponto de me usar sexualmente estando nesta situação, grávida e sendo amigos há tanto tempo. Não consigo demonstrar meus sentimentos pra ele, pois sei que se não forem recíprocos não terei coragem de manter a mesma amizade, tenho consciência de q não posso me dar ao luxo de ter um relacionamento casual, tanto porque não quero mais isso pra mim, mas também por causa da minha filha agora. Ele sabe que já tive muitos lances assim com outros caras, mas isso não pode mais fazer parte da minha realidade. existe algum jeito de resolver a situação sem colocar a amizade em risco?ou melhor, sem atrapalhar o que já foi atrapalhado???

  • Adriano

    Gustavo, Primeiramente parabéns pelas suas dica e comentarios, nos ultimos tempos tenho lido bastante coisas do genero e sem duvida os seus esta entre os melhores já li.

    Passei os ultimos 8 anos da minha vida casado, me separei faz 6 meses, mas como tive apenas duas namoradas na minha vida e a ultima foi a minha ex mulhe me considero um cara pocuo experiente com as mulheres e sem falar q estou bastante destreinado em abordagens,cantadas e etc, por isso tenho procurado ler bastante sobre o assunto.Mas o motivo da minha escrita e q conheci uma mulher super 10 a duas semanas, ja sairmos para jantar e estamos vivendo momentos super legais, na primeira noite q saimos e fomos jantar enquando conversavamos sobre cidades maravilhosas ela me falou q tinha vontade de conhecer o rio de janeiro, imediatamente a convidei e ela aceitou, estou indo com ela para o rio esse final de semana, quero namorar com ela e quero q esse pedido de namoro seja algo marcante para nós, então resolvir comprar um anel e quando estivermos em lugar bem legal( cristo ou bondinho) vou fazer o pedido, mas ainda estou um pouco sem ideias de como fazer esse pedido ser diferente, sei q as palavras usadas sao muito pessoais e do momento, mas queria umas dicas de como fazer esse momento ser marcante e o q vc achou das minhas ideias.
    Abçs

  • Gustavo Gitti (autor)

    Aninha,

    Como você acha que posso lhe ajudar só lendo algumas linhas sobre sua vida? De novo, digo: meu único conselho é o que está nesse post comentado por você.

    Não importa qual a sua situação, não importa MESMO. O que vai definir sua experiência (de felicidade, energia estável e visão ampla ou de sofrimento, confusão e energia oscilante) é outra coisa, é sua mente e seu corpo, não o que acontece ao seu redor.

    Tanto faz: ficar com ele ou não. Você pode ficar e ser a PIOR coisa da sua vida. E você pode não ficar e ser também a PIOR coisa da vida. Assim como pode ser a melhor, em qualquer possibilidade. Você acha que existe algum caminho certo, vencedor, melhor que o outro, e por isso foca em achar esse caminho, mas você deveria focar todas as suas energias em cultivar uma mente livre que possa andar por qualquer caminho. Entendeu a diferença?

    Se você estiver mesmo querendo transformar as coisas, bem, aí tudo se abre, há várias práticas pra avançar nisso e pessoas que se reúnem só pra isso. É lindo de ver. Mas se você estiver querendo apenas se dar bem nessa história específica, bem, aí boa sorte porque isso NUNCA vai ser estável. E nunca poderá ser replicado para uma próxima história ou para a história de outra pessoa que quiser ajudar. Você vai se dar bem e depois vai ter de suar pra se dar bem de novo em outra história, com outra estratégia. É um processo sem fim.

    Beijo.

  • S.Z

    Caramba!!Me sinto como se tivesse com uma lista de compras nas mãos, e tivesse encontrado todos os itens numa mesma prateleira, sem ficar rodando pelo mercado hehe…me achei em algumas linhas rs…muito legal mesmo o que li até agora, e olha que foram apenas 4 textos, parabéns pelo quase livro rs…vai ser um best seller com certeza…Grande abraço pra vc!!

  • Paco

    Gitti…

    “Se você estiver mesmo querendo transformar as coisas, bem, aí tudo se abre, há várias práticas pra avançar nisso e pessoas que se reúnem só pra isso. É lindo de ver”

    Aonde tem? Aqui em São Paulo – Capital.
    Sugestões.

    Muito Obrigado!

  • Patricia

    Mininu… você é bom. Texto muito bom. Parabéns por fugir dos chavões que ninguém AGUENTA mais e colocar um texto que realmente diz o que deve ser dito. Não há fórmulas que venham de fora.’Num primeiro momento, isso é mais triste, mas depois esse vira o caminho de se responsabilizar pelas atitudes e chegar ao autoconhecimento.
    Muito bem. Chega de textos de mulherzinhas chatas repetindo a exaustão “ele não sabe o que perdeu” “você tem que se valorizar” “ame voce acima de tudo” sério? eu achava que me desvalorizando, chegaria lá.
    Parabéns.

  • Marcus

    Em primeiro lugar, meus parabéns, Gustavo. Aqui está um site ótimo, sem “estereotipação” e abordagens superficiais. É muito bom ver um trabalho sério como este.

    Mas vamos a questão:

    Há mais ou menos atrás conheci uma garota, que está de acordo com tudo o que espero de uma parceira: personalidade, inteligencia, delicadeza e agressividade na medida certa. Além de tudo, conserva alguns principios que estão de acordo com os meus, enfim, pura classe. Ao menos, até onde a conheço, é essa a imagem que tenho, tanto pelo que observo quanto ao que vejo suas atitudes.

    Na época em que nos conhecemos, os dois ficamos muito interessados, porem uma “amiga” dela com quem eu tinha ficado um tempo antes (e que ela mesma tinha se mostrado desinteressada) começou a fazer fofoca, dizer que eu vivia atrás dela e não sei o que. Isso durou umas três semanas, fui lá e esclareci a situação pra menina que me interessava, ela entendeu, disse que não tinha raiva nem nada, que entendia a situação, mas não queria se envolver nisso da maneira como estava. Naturalmente, respeitei.

    Nisso o tempo passou. Ela perdeu contato mais próximo com a menina, eu arrumei uma namorada, me apaixonei de um jeito patético (quando tu começa a perder a razão, ou a lucidez como tanto é mencionado aqui), levei um chute, fiquei um mês péssimo, entrei em depressão, aí passei um mês mal, ai cansei da minha própria paumolecência como homem e comecei a melhorar. Ainda não estou 100%, mas melhorei.

    Comecei a desenvolver um projeto para um amigo, e como precisava de alguem especializado na área, chamei essa garota pela qual havia me apaixonado há um ano atrás, nunca cortamos relações, mas foi tudo sempre muito de longe.

    Eu não a via pessoalmente a mais um menos um ano, mas quando a vi de novo, foi como se os mesmos sentimentos voltassem todos a tona. Não tenho expectativas falsas com ela, não espero que ela seja uma princesa dessas de filme nem nada do tipo. Mas ela simplesmente é a mulher mais atraente que já conheci, muito charmosa, e nunca deixei de pensar isso, mesmo quando namorava, digamos que ela sempre foi “a garota mais foda que já conheci”. Mas já tinha descartado qualquer hipotese de proximidade.

    Nesse jantar, falamos 30% do tempo sobre trabalho, e o restante ficou por assuntos corriqueiros, quase como um encontro. Ela deu abertura enquanto estava lá, não para tomar qualquer atitude alem de conversar, mas ela não estava fechada, conversou sobre tudo, expôs opniões, compartilhamos idéias, rimos, tudo ótimo. Cogitamos a hipotese de ir a um show na sexta daquela semana. Fiquei de ligar. E aqui começam algumas dúvidas.

    Essa menina é meio inacessível, sempre foi, até para amigas, a melhor amiga dela mesma dizia que “tal garota” era muito desligada, as vezes, e quando tinhamos interesse um no outro, por vezes era dificil falar com ela mesmo.

    - Liguei na sexta pra reafirmar o convite do show:
    A irmã atendeu, dizendo que ela havia esquecido o telefone em casa, mas que daria o recado de que liguei.

    - Havia mandado um email um dia antes, passando uns videos que ela tinha me pedido, referente ao projeto que estamos desenvolvendo:
    Não respondeu, já fazem uns dez dias.

    Porem ela acessa a internet diariamente, atualiza suas páginas pessoais e tudo mais.

    A questão é, como conseguiria me aproximar dessa mulher?

    Não quero ser insistente, e minha única vontade real, é de poder conhece-la melhor, saber mais dela, poder compartilhar algumas coisas, qualquer outro nível de relacionamento que possa surgir, é consequencia disso, não tenho desespero nenhum, porém não nego meus sentimentos em relação.

    Não sei se ela está realmente num período de saco cheio e que não se dá muito ao convivio, ainda mais com um cara que ela mal conhece, ou se realmente criou uma barreira e não quer nada e tal.

    Como faço para me aproximar de uma garota assim?

    M.

  • Paula T.

    Tenho lido seu blog e sinto que vc é uma pessoa especial: inteligente, sensível e lúcido. Nunca comentei, mas, depois de ler o comentário da Priscila de 11/02/2010 (com quem me identifiquei em alguns aspectos) e sua resposta, imaginei que você seria uma pessoa com quem valeria a pena conversar sobre uma relação vivida (e sobre qualquer outro assunto!).

    Priscila disse: “Não sou ciumenta e toparia numa boa tentar uma relação mais aberta, incluindo outras pessoas (digo “tentaria” porque ainda não tive a oportunidade)”. A diferença é que eu tive oportunidade, topei e vivi essa relação não-convencional a três (eu, meu marido e um terceiro), durante quase 3 anos e, embora a gente não se arrependa de nada que viveu (foi muito bom!), alguns pontos ficaram “mal resolvidos”.

    Por se tratar de um relacionamento não-convencional, não há muitos espaços para se discutir sobre isso e, como normalmente acontece em famílias convencionais, quem vive uma relação fora do padrão em geral mantém isso em segredo. E com a gente não foi diferente; só nós três sabemos o que rolou entre a gente. Não temos com quem falar sobre isso (e também não faria sentido sair falando com qualquer pessoa; não é esse o caso). E agora que somos só nós dois (eu e meu marido) novamente, eu só posso conversar sobre isso com ele e ele, comigo. Porém, ouvir a experiência de outras pessoas, principalmente de pessoas que demonstram lucidez e sensibilidade como vc, pode ajudar a entender ou enxergar melhor alguns aspectos da relação.

    Não sei se aqui é um lugar apropriado para abordar esse assunto, mas já que se trata de um blog sobre relacionamentos, sugiro que vc trate desse tema quando puder, se é que ainda não o fez em algum outro texto que não li.

    E parabéns! Vc. encontrou um jeito criativo de se expressar e compartilhar o que há de bom dentro de vc. ! Isso é muito positivo!

  • Carla

    Seu texto, e os comentários, me presentearam com um sorriso radiante…

    Estava aflita sobre meu relacionamento, em dúvida sobre como agir, como conviver. Reli as mensagens trocadas no início do namoro, que me faziam brilhar, e vi que eram iguais às de hoje, porque o incômodo agora? Estão aí as respostas, a indicação do caminho para dentro… Substituí uma conversa angustiada amanhã expondo um conflito que ele talvez desconheça por paz comigo e uma mensagem doce de boa noite, seguindo a conquistá-lo diariamente…

    Em parte já sabia ser essa a solução, já estive antes nesse estado de plenitude e me afastei das atividades que me traziam paz e bem-estar. E sabe, vale ressaltar que são simples as coisas que nos fazem feliz com nós mesmos, curtindo o prazer da nossa companhia: meditação, esporte, passeios, viagens, filmes, leituras, música, estar com os amigos, namorar, ficar de bobeira, dedicar tempo a ações, planos e lazeres que consideramos importantes e gostamos. Mesmo quando pareçam simples ou estranhos a outros (Amélie Poulain)

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Como faço para me aproximar de uma garota assim?”

    Avance como avançaria com qualquer mulher. Pare de considerar todos os detalhes como se ela fosse isso ou aquilo. E pare de TENTAR se aproximar ou TENTAR isso ou aquilo. Apenas avance.

  • Ana

    Gosto muito dos seus textos!

  • lindenberg

    olá gustavo tudo bem?

    Bem me chamo lindenberg moraes, e venho atráves dessas palavras agradecer como que, de uma forma meio indireta, pois meus problemas não estavam ligados a somente a um relacionamente que vivo no cotidiano dos meus dias, mas sim para como tomar por lição em tudo que vc faz como ser humano…

    Obrigado pois aprendi, que até a forma de se respirar altera sentimentos indesejáveis,e que a essência de tudo que acontece em nossas vidas está relacionado a forma como analisamos cada situação.

    palavras sabias as suas!
    sem mais para o momento.
    até breve.

  • Allan

    Olá Gustavo,

    comecei a seguir seu blog porque li uma indicação ou um post seu no papodehomem.com.br

    O engraçado é que entrei no outro blog somente no intuito de aprender algumas receitas e toques diferentes para impressionar minha garota com alguns dotes culinários inéditos hehehehe.

    É incrível como, por sorte, achei, não só as receitas, mas uma fonte de conhecimento pra impressioná-la muito maior que uma simples Torta Alemã.

    Depois de alguns relacionamentos mal-sucedidos – e outros nem tanto, já tinha aprendido que somente o desprendimento – seja na conquista ou na manutençao de uma relação – leva à felicidade. Gosto de ver que meu jeito de pensar também é compartilhado, e fico feliz por ver que, mesmo concordando e agindo de maneira muito parecida quase sempre, continuo aprendendo e me surpreendendo com os resultados de toques tirados dos seus textos.

    Sou um moleque ainda – 20 e poucos nas costas – e espero o seguir sempre aprendendo – assim como você o ainda faz, pq aprender nunca é demais – e quem sabe um dia te dar uns toques tomando um chopp por aí!

    Abraço e sucesso!

  • Enny .

    -
    Mt bom o texto e, sinceramente, ele têm razão *-*

  • Thaiane

    Gustavo, seu blog realmente me fez parar pra pensar sobre muitas coisas, atitudes e a forma de encarar a vida… Entretanto mesmo após ler “a resposta padrão…” gostaria de contar minha história. Namoro há 4 anos com um homem que eu amo muito e o relacionamento me faz muito bem. O problema é que de um ano pra cá o sexo é praticamente inexistente e mesmo depois de conversas e tentativas de mudança nada melhorou. Enfim resolvemos terminar nosso namoro. Nós estamos muito tristes pois nos amamos, mas um relacionamento sem sexo vira amizade… ele está muito confuso sobre seus sentimentos e às vezes acho que ele não me vê mais como mulher mas não quer adimitir por medo de não me ter mais na vida dele… Ele diz que me ama, que não vê a vida dele sem mim, mas não sabe o que aconteceu com o lado sexual, do desejo homem-mulher… estou completamente perdida.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Seria ótimo se ele pudesse comer várias e você pudesse dar pra vários. Aí, depois desse processo de renascimento corporal e erótico, vocês podem compartilhar experiências e talvez reconstruir a relação, dessa vez com muita putaria da boa.

    Com o tempo, é muito comum que a gente aprisione o outro numa versão editada, aí o tesão acaba mesmo. O importante não é reintroduzir o sexo, isso é fácil. O importante é você entender como se dá o processo de construção de identidades, como nascemos uns aos outros o tempo inteiro. Só assim você poderá ativamente, lucidamente, aprender a construir os outros de modo positivo, sem aprisioná-lo, sem editá-los, sem reduzi-los, sempre mantendo abertura, generosidade, curiosidade, liberdade na relação.

    É isso, Thaiane.

  • Leo Justi

    “Nosso problema é a insatisfação gerada por colocarmos nossa felicidade, nossa alegria,(…) nossa vida em cima de bases instáveis como um namorado, uma mulher, um apartamento, um emprego, uma conta bancária, UMA IDENTIDADE…”

    Grande Gitti. estava relendo esse texto e lembrar que voce pos IDENTIDADE no meio desses outros elementos foi muito importante. Se apegar ao nosso proprio ‘estilo’ ou ‘jeito de ser’ as vezes soa como ‘ter personalidade ou integridade’, mas as vezes e’ simplesmente teimosia impedindo a felicidade

  • Joana

    Oi Gustavo
    Conheci teu blog por meio de uma amiga e estou lendo ele há alguns dias.
    Assim como a maioria das pessoas que comentaram, eu tambem me senti melhor depois das leituras
    E os próprios comentarios ajudam muito também.
    Mas, ainda não conformada, eu te escrevo, talvez como forma de desabafo, talvez com um pedido de conselho amigo.
    Na noite de Natal terminei meu namoro.
    Passei por umas fases de estresse no trabalho, em casa, crises de TPM, procurei tratamento com calmante natural, mas no fim das contas, o maldito remédio acabou no dia 24/12.
    Nesse mesmo dia descontei td no meu namorado e terminei com ele.
    Só que, ao contrário dos outros ex, ele não me procurou, e os dias foram passando
    e fui sentindo saudades
    resumindo: procurei ele dia 29/12, mas ele pediu até o dia 30/12 para pensar, e a resposta foi que não me queria mais (estranho é que essa resposta foi por telefone, mas qdo nos vimos dia 29, nós fikamos).
    Td ajuda pra fikar mais confuso
    Os dias estão passando e o q recebi foi uma mensagem de ano novo dizendo q eu era especial!
    Desde o dia 30/12 não choro mais tanto, mas continuo confusa.
    Ele argumentou que se anulou durante o namoro, que deixou de fazer muitas coisas
    que não se sentia a vontade para conversar comigo sobre as coisas que incomodavam ele
    que eu não dei essa liberdade pra ele, por ser uma pessoa muito impulsiva e ciumenta.
    mesmo com todas as minhas promessas de mudanças eu não recebi minha 2ª chance
    Então fiko me perguntando se o amor acabou? se tem outra? ou se só precisa mesmo de um tempo pra pensar…
    Sei que eu deveria “aceitar meu caminho”, “aprender a dominar minhas aflições”, “encontrar a felicidade em mim mesma”, e é o que tenho tentado fazer
    não vou procura-lo mais, ele ja sabe o que penso, e se quizer vai me procurar
    se vou voltar ou não é outra história
    só quero saber do agora: o que posso fazer para esquecer o fracasso das minhas expectativas nesse relacionamento e encontrar o que preciso em mim mesma?

  • GdC

    [...] resposta zen de um cara jovem, muito sábio seria mais ou menos assim: “Desejo que você supere isso tudo direto na raiz, que é a mesma para [...]

  • Dra Irresistível

    oi, Gustavo, confesso que ADORO seu blog, adoro o que você escreve. Simples e profundo, verdadeiro pra caramba. Claro, adorei esse post, merce muitas leituras e inúmeras chances de aproveitamento. Essa coisa de ego é complicadíssima. Reconhecer não resolve a questão. Espero, sinceramente, que a meditação ajude…

    Acabo de usar um trechinho, com um link pro post todo, no meu blog “A Gaveta de Calcinha” (http://gavetadecalcinha.wordpress.com/2011/01/06/26/)
    É claro que com um toque pessoal. Se puder, dê uma lida e diga se entendi e “traduzi” mais ou menos direitinho o seu recado. Beijo grande e parabéns, você escreve muito bem, mesmo. Dá gosto de ler!!

  • Fernanda Zimmermann

    Oi Gustavo,
    Hoje descobri tua existência e fico feliz por ela. :)
    Adorei te ler.
    Sou uma loira inteligente (quando penso com a raiz) que trabalha com coaching em Portugal, apesar de ter se formado em design de moda em Curitiba.
    Vivo com meu marido e meu filhote de 9 meses num paraíso com vista mar. Tenho desafios diários e adoro resolve-los. Que bom te encontrar para me desafiar ainda mais! Sériooo! Muito bom! Adorei!
    Bom, seguindo a tua sugestão, vou enriquecer a lista de livros, tá? Sugiro aqui o livro que mudou a minha vida e consequentemente os meus relacionamentos. Não sei se você o conhece…
    Muitos autores o indicam para o desenvolvimento espiritual (entre eles Neale Donald Walsh, Louise Hay, Deepak Chopra, etc). Como você acredita na meditação e na disciplina da mente, dos pensamentos e das emoções, acredito que também vai gostar deste livro.
    Chama-se UM CURSO EM MILAGRES.
    É engraçado porque o livro, assim como o teu post, tem uma resposta padrão para todo relacionamento amoroso – na verdade, ele tem uma ÚNICA resposta para todo problema, porque acredita que só há um ÚNICO problema. ;)
    Ah! E também acredita que só há uma emoção real…
    Espero que goste. E que seja feliz!
    Um beijo e um abraço diretamente de Portugal,
    Fé.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Fernanda,

    Pois é. Pelo que vi nas fotos, o casal e a foto parece aqueles comerciais de margarina. Paraíso. ;-)

    Sobre o livro, conheço, sim. Não curto a abordagem, mas certamente é benéfica para muita gente.

    Divulgue o Não2Não1 para suas amigas portuguesas. Sei que tem uma galerinha nativa daí que acompanha o site.

    Abração.

  • gabriel

    parabens ae pelo site Gustavo boa sorte ae
    eu gostei do site pois é bem dinamico e atual e trata os sexo com clareza e maturidade

  • Alisom

    Eu amo ela demais!!!!

    Ela precisa saber disso, tipo vi em outro tópico… penetrar nela… digo no sentido de se sentir protegida, coisas que eu não fiz ultimamente, sabe curar as feridas da melhor maneira possivel sendo uma pessoa melhor, isto adiantaria, correr atrás agora?? Provar que sou o “macho” dela no sentido homem mesmo.

    Ancioso pela resposta complementei o que escrevi acima.

    Valeu

  • Mácio

    Gustavo,parabéns!Textos maravilhosos,abordagens lúcidas e “sugestões” viáveis.Sou privilegiado por ler tudo isso.Valeu!

  • João

    Gustavo eu li todas as suas dicas e gostaria de uma ajuda sua, eu acabei terminando com a minha namorada no meio de uma discussão pq fiquei extremamente nervoso, dai me arrependi muito agora e queria fazer alguma coisa que realmente surpreendesse ela, gostaria que ela visse o quanto eu a amo, eu não sei o que fazer, eu estou desesperado, se não ficar com ela vou viver infeliz, por favor me ajuda Gustavo.
    abração, o blog detona

  • Keke

    Se você quer mesmo ficar junto com sua mulher, se ela ajuda no seu desenvolvimento e se sua presença é muito benéfica na vida dela, por que raios você acabaria tudo por causa do pau de um zé mané?

    Disse tudo!!!Estou vivendo isso,mas no caso sou casada e me apaixonei por outra pessoa. Mas, nao quero deixar meu marido pois sua presenca eh muito benefica na minha vida…nao estou falando de dinheiro ou status social. Ele realmente me faz muito bem, me dah paz interior. Porem,sinto falta de um sexo mais completo com ele…o “outro” me faz ser eu mesma na cama, me faz entregar por completa.

    Desculpe a falta de acento ortografico

  • Matheus

    Meu amigo, muito obrigado, era tudo que estava precisando.

  • Thais

    Gustavo,

    Descobri o site ontem e fiquei impressionada! Já está nos “meus favoritos”. Achei os textos realmente muito interessantes, com muito conteúdo. Parabéns!
    E olha só a coincidência, estou passando por um momento bem difícil no meu relacionamento! Li alguns textos e me ajudou bastante, principalmente este! Vou até dar uma olhada nos livros indicados.
    Vou continuar acompanhando e espero que surjam novos tópicos em breve!
    Abraço.

  • Aline

    Nossa.. Sério, muito obrigada por esse momento.. essa epifania.. essa catarse.
    Estava ontem mesmo analisando minha vida, ponderando minhas atitudes, considerando possibilidades (inclusive fazer voto de castidade, acreditem meus próximos ou não) tudo parecia bem prático a partir de certas decisões que eu poderia tomar, mas nunca pensei que uma resposta viesse tão rápidamente a meu favor – e a favor do mundo também.
    Meu egocentrismo havia me cegado há tempos e eu nem me toquei de que mesmo admitindo que não sabia nada, estava mergulhando numa ilusão de que sabia tudo por “admitir” não saber nada!
    É foda agora admitir isso e passar a remontar de onde parou a própria vida, foda nada.. é gostoso. É inédito. Parei de ser a pobre coitadinha! Vou por tudo isso aí que você disse em prática.. levará tempo, mas o tempo da vida não é o suficiente pra sempre estar em aprendizado?
    Tudo o que eu precisava (re)aprender no momento era desfocar do motivo principal do meu descontentamento e trazer à superfície o que me ajudará num geral, ir na raiz de tudo…
    Digo reaprender pois tive uma educação baseada numa consciência espiritual diferente de outras pessoas da minha idade… e sempre tive contato com esse tipo de lição, de conselhos mas havia me esquecido da possibilidade de que muitos conselhos grandiosos como esse vieram à mim em momentos que eu não precisava, não poria em prática, não me identificava.. então havia me esquecido do essencial.
    Obrigada por me lembrar disso.
    Ainda assim houveram pontos de vista inéditos e o momento em que essa página veio até mim, por isso agradeço tanto!
    Parabéns pela disposição de disponibilizar isso ao grande público, são iniciativas como essa que faltam na nossa atualidade!

  • KARINA

    Seu BLOG realmente esta me encantando…não por palavras “bonitas”, mas sim por uma verdade não inventada e sim cotidiana…

  • Edu

    Realmente isso é tudo o que todos nós já sabemos mas não admitimos… todos passamos por problemas em relacionamentos, todos temos histórias de algum tipo de sofrimento no amor, de fracasso, perdão, etc… e queremos uma pessoa para nos ajudar a resolver todos os problemas de relacionamentos, um sábio para desvendar os segredos da relação, um mágico pra tirar da cartola a resposta de todos os males… não funciona assim, nao mesmo.

    Eu mesmo estou em uma situação desconfortável com minha namorada, porém, a reflexão, meditação, e o AUTO-CONHECIMENTO, nos mostram os caminhos que não enxergamos.

    Precisamos primeiro nos conhecer; para depois conhecer os outros.

    Lições da vida.

    Obrigado pela ajuda Gustavo, tenho certeza que você fez com que pessoas como eu, melhorem não só suas relações de amor, mas suas valorizações interiores também.

    Abraços

    Edu.

  • A eletricidade natural de estar vivo (parte 1) | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    [...] o corpo, liberar a mente das condições que a asfixiaram – como já escrevi, é justamente essa a melhor saída para qualquer sofrimento.Quanto mais dor, mais colocamos nosso foco no personagem, mais tentamos controlar. O casamento que [...]

  • MANIS

    Encontrei vc ontem… Li.
    Hj terminando de ler esse texto e todos os comentários…
    Esqueci até do problema q me fez procurar o menino da página lilás…
    Bjim.

  • F.M.S.

    Olá!
    Estava (estou?) num momento meio tenso da minha vida, quando resolvi buscar na internet algum texto que me ajudasse ou coisa do tipo. E acabei esbarrando aqui no seu site, e NESSE TEXTO! que achei maravilhoso, e senti que me deu um conforto no momento que li. Fez com que eu abrisse os olhos pra o que realmente era o ‘defeito’ da situação.
    Mas ainda não muito satisfeita, resolvi vir aqui e deixar meu comentário, pedir um ajudinha a mais.
    Eu tive um relacionamento de 6 meses, que foi muito bom, mas acabou de uma maneira meio tensa, meio triste, eu muito magoada e abalada. Isso foi a um ano e meio, e desde então, todos os rapazes com quem eu saia, tinha um casinho, não conseguiam me encantar, despertar um sentimento, ou coisa do tipo em mim, mesmo sendo pessoas muito legais, com bastante coisas em comum comigo…
    Até que na faculdade conheci um rapaz. muito bonito e simpático, por sinal.
    Num certo evento, entre muitos papos, tive o prazer de ser levada pra casa por ele, sem ele nem ao menos tentar algo, nem um beijo.
    Num outro momento, numa festinha de conhecidos, conversamos mais ainda, e ficamos. foi algo muito bom, me senti como não tinha me sentido antes, tão feliz, tão valorizada, tão colocada para cima. O rapaz foi ótimo, me deixou em casa de novo, fez questão de ter meu contato… enfim, as atitudes dele durante a ficada foram ótimas.
    na semana que seguiu, conversamos mais na faculdade, mas nada de mais. no fim de semana ele chegou a dizer que queria estar comigo e tal, mandando msgs… quando chega a segunda feira, e nos vimos, ele comentou da msg, perguntou as coisas da minah vida como sempre fez, continuamos conversando, nos vendo lá, sempre o papo fluindo… mas não passa disso, nenhuma demonstração de uma aproximação maior.
    sei que a carencia, o fato de não ter me encantado por ninguém a tempos e com ele ter sido diferente possa influenciar, mas eu não sei o que fazer… realmente, tneho que me livrar dessa aflição, dessa carencia, que é o que está incomodando minha ‘alma’, mas gostaria também de saber se tenho algo a fazer pra deixar o fato mais claro com ele, pra entender a intenção dele… ou se realmente, ele não quer mais nada, só minha amizade.
    Se vc puder me responder, eu agradeço muito, isso tem martelado minha cabeça a dias, e eu estou um pouco perdida! hehe

    Beijos

  • Liviaa

    Depois de ler esse texto maravilhoso eu estou bem mais leve!

    Hoje mesmo pensei sobre isso, como nesse momento que estou passando, fico querendo encontrar um modo de voltar atrás, de ser como era antes…
    Tenho noção de que o meu real problema é a carência e não o comportamento cafajeste do meu ex ficante.
    Estou intrigada porque o que ele fez foi muito parecido com o que outro ficante anterior fez comigo. Não entendo, porque não sou uma pessoa que suga a energia da outra, não dá espaço, liberdade. Gosto que as coisas fluam naturalmente. Eu achava que tinha aprendido lições com o anterior e que isso não voltaria a acontecer.

    Agora o difícil é aprender a não depositar a nossa felicidade nos outros…

    Nos últimos dias tenho assumido posturas opostas, bem bipolares.
    Por um momento penso que foi a melhor coisa ter terminado com ele, que agora vou seguir em frente e encontrar um cara que seja realmente legal.
    Depois começo a me sentir péssima, sem a concentração que normalmente tenho para os meus estudos, sem vontade de sair, de comer… e o pior, fui eu quem me permiti ficar nessa situação.
    Nesses momentos também sinto que tomo atitudes impulsivas, estando em um estado muito desequilibrado.

    Estou muito cansada, quero superar logo essa desilusão, e voltar ao meu estado de solteira independente, autosuficiente, etc (me pergunto se é só de “fachada”), porque é assim que eu me sinto na maior parte dos dias.

    Vou te falar… Até me deu vontade de fazer meditação, rs.

    Obrigada, Gustavo! Parabéns pelo blog!

  • Rafael

    “O fim da história nós já sabemos e teimamos em ignorar: todos morrem antes de conseguir encontrar o Santo Graal.”

    Aqui você se refere a felicidade absoluta? É isso? Se não seria de um pessimismo.

    Gosto muito do seu blog
    Parabéns
    Abs

  • Rafael

    Tudo bom Gustavo?

    Leio seu blog faz um tempão e até hoje os artigos tem saciado minha curiosidade. Mas hoje me deparei com uma dúvida. É bem verdade que mulheres conseguem fazer tudo ou quase tudo que os homens. É verdade também que muitas ou todas gostam de serem tratadas com gentilezas, vulgo cavalheirismo.

    Se estamos em igualdade, na verdade ainda não em termos profissionais e outros, por que devemos (homens) fazer mais por elas do que igualmente?

    Tentei procurar no Houaiss, mas só tinha Michaelis e Priberam, os resultados mais pertinentes são:
    cavalheiro
    s. m. 1. Homem bem-educado e de bons sentimentos. / 1 Homem de boas ações e sentimentos nobres.

    Vou citar algumas gentilezas:

    O famoso “Primeiro as damas”, mulheres tem prioridade ou mais pressa que os homens?

    Se forem para um lugar ruim e desconfortável, ele fica com o lado pior.

    Na condição que ambos ganham o mesmo salário, eles muitas vezes pagam a conta.

    Mulheres tem entrada na balada de graça ou pela metade, me refiro a discussão da vantagem sem méritos, não da conveniência do estabelecimento em atrair mais homens pagantes.

    Carregar coisas pesadas não conta, homens são mais fortes geralmente.

    —-

    É isso que as fazem se sentirem mais femininas? Ao demonstrar que precisam ser protegidas e bem cuidadas? Serem levadas ao invés de levar? Me parece um tanto desonesto.

    Isso me parece uma convenção de milhões de anos que já está impregnada na cabeça de todos (homens e mulheres) por ter sido passado de geração em geração de que mulheres são frágeis (sentido geral, como capacidade intelectual). Não estou dizendo que sejam, penso o contrário, são tanto quanto os homens.

    Talvez muitas vezes esta é a forma de dizer que as amamos e as desejamos bem, mas nem todos os homens demonstram desta forma, nem todos são iguais aos principes dos filmes. Há vários meios de se demonstrar amor e cada um demonstra da forma que sabe.

    Apesar das gentilezas ou demonstrações de carinho e atenção serem feitas algumas vezes sim e outras não, não quer dizer que não as amamos ou as queiramos bem. Há homens que fazem algumas gentilezas e outras não. Isso é muito justo, o problema é quando exigem que seja sempre e da forma que ela espera que seja.

    Obrigado e abraços
    Rafael

  • Carolina

    Olá, caro Gustavo,

    Agora que eu terminei o meu primeiro curso de meditação e exercícios de respiração eu consigo ler o que vc diz e ver a Verdade por trás e pela frente disso tudo. Porque quando estamos “iluminados”, a Verdade está em tudo, já disse Tantra. Mas, quando não estamos…

    Bom, estou aqui pra te elogiar e pra oferecer outro contato pra quem deseja iniciar uma vida com mais liberdade e espiritualidade, e que tem centros espalhados por todo o Brasil:

    http://www.artedeviver.org.br, Fundação coordenada por Sri Sri Ravi Shankar.

    Sejamos a mudança!

    Obrigada por todas as suas palavras e pela sua vontade de fazer algo pelo próximo. :)

    Beijos e abraços!

  • Renata

    Gustavo
    Conto minha história com um cara que, diferente de ti, tem muita dificuldade de se expressar em palavras, mas que, na vida, faz tantas das coisas bonitas que li aqui, e me ensinou na prática o que é presença.
    Escrevi o blog pra ele, inspirada na sua sugestão, e hoje, relendo, só meu deu uma vontade de vir aqui agradecer. Por poder reler a minha história e minhas ansiedades, por um dia, quem sabe, poder partilhar isso com esse cara que eu gosto tanto… e isso já nem importa tanto quanto importou o processo. Mas especialmente pela generosidade, inclusive dessa resposta que pode parecer um tanto áspera, mas um ano atrás (ou mais) me ajudou a enxergar como minhas expectativas já tinham soterrado pessoas, e o mesmo comigo, também.
    Obrigada pelas palavras cuidadas, pela disponibilidade para a conversa, pela amizade, ainda que não nos conheçamos. Lembrei do querido Guimarães Rosa:

    “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.”

    E por algum motivo que desconheço, gostaria de indicar um filme, como regalo pelas palavras: “The sweetest sound”, de Alan Berliner. Na verdade é por ter a ver com palavras, com nome, e com muito do que você fala sobre possibilidades… ainda que de forma indireta.
    (e não precisa publicar, só não quis encher teu email)

  • Silvio

    Certa vez quando eramos crianças, eu e meu irmão fomos com parentes a uma praça em Curitiba onde tem uns passaros vivendo em cativeiro e que são, logicamente, alimentados pela prefeitura.
    Existem outros passaros livres que pertencem ao ambiente mundo, podem ir a qualquer lugar.
    Identificamos que tanto os passaros que estavam dentro quanto os que estavam fora tinham uma única ambição: trocar de lugar!

    Acredito que a questão nem é o sexo. Na verdade as pessoas estão insatisfeitas, só isso, mas desafio a qualquer um dizer o porquê. Nossos cerebros são bem mais capazes do que os dos passaros (principalmente para pensar besteira), então imagina o dilema entre entrar ou sair da gaiola?

    Mas como tudo tem um preço: capacidade demanda responsabilidade no uso e essas pessoas vão ter que escolher.

    E é a velha lei: “com chifre fere, com chifre será ferido!”. Também tenho um conselho afetivo genérico: – Quer fazer? Beleza! Mas veja se vai aguentar a onda, depois não fique chorando pelos cantos!

  • Silvio

    Em tempo: recomendaria o filme “Amor a toda prova” para os 3 indivíduos http://www.youtube.com/watch?v=WAZOAm3aiVM

  • Gabi

    Se eu ao menos tivesse lido há alguns minutos antes, não teria ligado pra quem eu não deveria, dizer o que não queria e me sentir ridiculamente humilhada agora! Espero aprender com a dor e seguir em frente sem cometer os mesmos erros!
    Abçs!

  • Stella

    Bah… Tu é bom hein! Parabéns pelo raciocínio ;)

  • hverr

    Só não existe aflição se não existir desejo e sem desejo não há prazer. Se você é um ocidental que acredita que a vida é só essa é que depois daqui há o paraíso ou o nada, não faz sentido abrir mão do desejo em nome de uma tranquilidade negadora da vida, já que você só tem essa chance para ser feliz e não há felicidade na ausência do prazer. Tal filosofia só funciona dentro de uma perspectiva oriental da vida como coisa cíclica, de sucessivas reencarnações e afins. Só dentro de uma crença assim, onde nosso tempo é eterno e nossas chances infinitas é que faz sentido essa restrição da vontade em nome da paz interior, afinal de contas não há chances perdidas, não há linha de chegada, não existe urgência.

    No fim, acho que faltou uma perspectiva metafísica aí, Gitti, ou não? De repente estou equivocado e entendi alguma coisa errada também, não sei, mas sempre tive essa grande reserva com relação às filosofias orientais.

  • Aline

    Parabéns pelo trabalho e por este ótimo texto!!!
    Não irei lhe contar minha história rs, até porque de fato é o que você já disse: aflições (ansiedade, carência, medo, raiva, inveja, orgulho etc). Mas sim, aceito de coração suas indicações. Acho que é esse o caminho que procuro. Obrigada!

  • Wallace

    Fodaaa! Ao ler este texto o problema que tinha em minha mente simplesmente summiu!

  • jfp

    Conheci o seu blog a pouco tempo através do meu namorado. Nunca tinha encontrado nada que me fizesse enxergar o quanto sou dominada pelas minhas aflições, e o pior, passeando por alguns outros textos percebi como nós “vendemos” uma imagem nossa que não existe, uma imagem que nós queríamos que fosse a verdade, que desejamos muito ser e que na verdade não somos…
    Nesse momento, estou aguardando pra fazer a prova prática, da conclusão da minha especialização em método pilates. obs: NERVOSAAAAAA… decidi entrar aki pra distrair e mostrar uns textos pra uma amiga, e dou de cara com esse texto… Cara abri minha mente!
    tava tendo alguns problemas com meu atual namorado e tava com o pensamento focado em esquece-lo, e pensava… preciso tirar o foco e conhecer outra pessoa… ou, vou reatar com meu ex pois não quero mais amar e sim amada…
    conclusão:o problema não esta exclusivamente nele ou em qq outra pessoa… mas sim em mim, nas minhas aflições,carências e egoismo…

    continuarei aprendendo e meditando nas suas idéias!!!!