Leia se for a menina linda aí de cima…

“vontade de te pegar no colo”

“vontade de deixar…”

Nossa foto aí em cima, durante toda a semana do Dia dos Namorados, talvez dê a entender que este blog inteiro é um dos meus presentes para você. Cada palavra, cada história, cada cena que me participa, principalmente aquelas anteriores ao show da Renata Rosa, seria dedicada a você, em um oferecimento sem critérios, com problemas e virtudes, tédio e prazer, tudo junto. Se é verdade que nosso passado não é senão aquilo que se faz presente (ainda que como memória), todos os Gustavos que fui até hoje renascem agora, constituindo o corpo do cara que você namora. Estamos todos aqui para seu deleite. ;-)

Um presente desse, entretanto, seria apenas… bobo. Pois o Não2Não1 é um agregado de bits que aparecem como letras e imagens, nada mais. Qual o poder da palavra “beijo” se eu posso ir até aí e te pegar? E as 11 dicas para prolongar o sexo, que são largadas no corredor, uma a uma, esquecidas durante nossas noites? Os ensaios sobre paixão, amor e filosofia com corpo, é possível que eles sirvam apenas para entreter nossos amigos depois da pergunta “E o namoro, como anda?”.

Presente mesmo é dar 5 estimuladores dos sentidos, mas focar nos meus sentidos, não nos seus. Presente é mapear todos os restaurantes de São Paulo que oferecem muitas (não só algumas) opções vegetarianas, de preferência com um ícone luminoso destacando os pratos no menu. Presente é te ligar e falar de todas as perspectivas possíveis, em primeira e terceira pessoa, do passado ao futuro. É fazer maratona de mais de 25h, mais de 25 damascos, mais de 25 itens no nosso TOP TOP… Fora os outros presentes que não dá pra contar – de numerar, digo, não de divulgar (OK, vai, de divulgar também).

Mais do que de você, eu gosto é da gente junto. Você sabe, eu não tenho nada de especial, você também não (OK, você tem sim, mas enfim, é só um argumento para encadear bem o texto). O casal que surge de nós é algo muito bonito para eu te largar. Às vezes não é nada produtivo (exceto quando você vai visitar sua família e me deixa enfim trabalhar, mas não adianta porque você está vendo no que estou perdendo tempo, né?), às vezes é viciante e delicioso. Você é meu vício sem nunca deixar de ser a cura. Acho que foi assim que você me conquistou.

Eu não deveria ter me distraído no show da Renata Rosa. Não deveria ter exigido seu telefone. Poderia ter sido um cafajeste mais cauteloso e te manipulado em vez de cair vítima de minha própria estratégia de sedução. As loirinhas de Floripa, era para elas terem me encantado! O casamento. Foi isso, precipitado, tudo muito cedo. Como alguém convida uma “piriguete” para um casamento? Amadorismo.

E por que fui inventar de escrever aquilo naquele papel? Por que esse lance de começar a namorar com você antes de te avisar? Antes mesmo de te conhecer. Dançar antes de perguntar o nome, isso é perigoso. Por que não parei quando seus emails começaram a ficar mais numerosos e melosos? E a meditação? Qual o sentido de você também acordar cedo no domingo? Meu único refúgio completamente invadido pelo seu cheiro.

Seus brincos na mesa do computador, eu deveria tê-los devolvido a tempo. Enfim, eu errei, é tarde demais, tá tudo perdido, estamos fodidos. Então, what the hell, terça você é minha, ok? ;-)

Agora chega. Isso aqui é texto “pra inglês ver”. Meu texto verdadeiro (sem enfeites, falando a real) é só para você. Abri uma exceção lá no blog que sempre teve uma foto nossa…