“Passa no delivery do McDonald’s e me traz um número 3″ (por Cami)

* Texto de uma amiga. Publico especialmente para os homens. Por favor, leiam e releiam o diálogo que ela cita.
Acho engraçado como existem sites, revistas, livros e afins ensinando como conquistar a mulher ideal em 30 lições, ou como fazer o seu relacionamento fluir mais, guia de sexo lacrado com 987.976 posições para deixar sua mulher maluca (e vice-versa), quando na verdade, em que pesem os esteriótipos e afins, de fato, em alguns quesitos, toda mulher é igual. Seja ela Amélia, inteligente, burra, descolada, independente… todas precisam de atenção. Cada uma do seu jeito.
Eu digo sempre que odeio aquela “FDP” que queimou o soutien. Ela nos deu independência para correr atrás de sonhos, carreira, abrir mão de ter filhos, abrir mão da feminilidade… em troca de quê? De nada. Morro de inveja da minha avó, que na sua simplicidade, ama meu avô até hoje – sendo que ele não “existe” mais há 16 anos!
E qual é o segredo dos casais de velhinhos que se amam e respeitam até hoje, sendo que a tendência futurista é ter tudo mais prático, em menos tempo, e com muito menos trabalho (o que ensejaria em sentir, desejar, amar muito mais rapidamente e intensamente do que antes)? Deve ser isso. Eu observava meus avós, bonitinhos: ele trabalhava o dia inteiro; ela administrava toda a casa para que as coisas se conservassem da melhor forma possível e ficava lá, cheirosa e disposta para quando ele chegasse. Ele? Era um cavalheiro. Fazia questão de agradá-la – e com coisas pequenas. Um gesto de carinho, uma rosa ao menos. Um agrado, levar para jantar, dizer palavras doces… Conto de fadas? Não, verídico. Mas que em muitos mundos não existe mais.
Semana passada fui jantar com um amigo e ele ficou indignado quando soube como vêm agindo os homens de hoje em dia. Consigno que ele não é das antigas, mas ainda assim, achou o fato inconcebível… Visualize o casal “moderno”: estão se conhecendo, ficaram uma vez e resolvem repetir a dose. Diálogo:
Homem: O que você quer fazer hoje?
Mulher: Ah, queria fazer alguma coisa diferente….
Homem: Mas seria melhor você decidir, já que quem quer fazer algo diferente é você.
Mulher: Hum, bem que poderíamos jantar num lugar gostoso, o que acha?
Homem: Pode ser. Aonde você quer ir?
Mulher: Você bem que podia me ajudar a escolher um lugar legal para conversarmos melhor e tal…
Homem: Ué, você não é uma mulher independente, de opinião? Pensei que fosse…
Mulher: … (silêncio eloquente)
Homem: E então?
Mulher: Então passa no delivery do McDonald’s e me traz um número 3. Não precisa nem se arrumar porque depois dessa eu vou ficar em casa curtindo a minha independência… Sem você, por óbvio! Ah! E sem maionese, por favor.
Seria ridículo, se não fosse cômico. Na verdade não sabemos ao certo o que se passa hoje em dia, mas me lembro bem e concordo: esse mesmo amigo me disse que as mulheres, ao contrário dos homens, dependem da estabilidade de seus relacionamentos para estarem bem em todos os outros quesitos da vida. Pode até ser verdade. E se for? Por quê então os homens insistem em não fazer pequenas coisas para conseguirem tudo (ou só aquilo) que querem? Por qual motivo insistem em quebrar a cabeça tentando inverter o jogo e fazer com que as mulheres pensem que não precisam disso, quando na verdade é tão mais fácil dar a elas o que querem?
Se soubessem como é fácil, não existiriam tantas “DRs”, traições, reclamações. Hoje em dia, se existisse um SAC especializado em reclamações femininas, certamente o boom de mensagens e telefonemas seria relacionado ao “por que eles não fazem a mínima questão de demonstrarem atenção/cuidado/carinho?” e variáveis.
Ao menos, pelo que percebo pelas minhas amigas, a maioria dos problemas se resume a isso. E o pior é a conclusão básica que se chega a todo término de relacionamento: “Os homens só dão valor quando perdem”, “Só agora ele fez tudo o que eu sempre quis”, “Sempre pedi isso, mas agora é tarde”.
Não é questão de mundos diferentes. Marte, Vênus… não. Planeta Terra chamando, todo mundo sabe do que uma mulher gosta (ao menos deveria, se escolheu ficar com alguma), e sabe muito bem que se fizesse o que ela quer correria o risco de ser recompensado com ações grau 9 na escala richter. O que pra mim, sinceramente, não é um risco.
E sim. Meus avós, e os seus também, não viviam em contos de fadas, também tinham problemas, falta de grana, TPM, insônia, enxaqueca, mas ainda assim conseguiam conviver com isso sem, no entanto, deixar que a beleza das coisas simples se apagasse com tanta facilidade. Talvez seja a falta de paciência que torne as coisas mais difíceis hoje em dia… mas quem falou que ia ser fácil?
* Se gostou desse texto, deixe um comentário. Isso me facilitará a convencer a Cami a escrever mais.
** Homens, vamos combinar algo bem simples? Daqui em diante, nada de sequer deixá-la pensar em McDonald’s, ok? Se você precisar de uma lista de bons restaurantes em Sampa, me envie um email. Já adianto um (dica da própria Cami): Kabuki, comida japonesa à luz de velas.






Adorei… Simples assim, mas sem perder a complexidade que envolve ;)
Cami, escreva mais por favor!
/
*suspiros*
Por que hoje em dia tudo parece ser tão mais complicado que antigamente, hein hein hein?
Aqui em Belém a dica seria um café no S’il Vous Plaît, na esquina de casa.
Sinceramente… Não gostei.
Pelo simples fato de o texto inteiro ser baseado na velha lenda de que as mulheres são damas (precisam de cuidado e carinho) e os homens devem ser cavalheiros (manter a honra e a dignidade masculina ao respeitar a fragilidade da mulher).
Acontece que essas posições no tabuleiro de xadrez não são biológicas. São culturais. E a cultura mudou. Hoje uma mulher pode sobreviver sozinha. Já está provado empiricamente que a mulher sabe desviar de poças e abrir portas usando nada mais do que o próprio corpo e um pouco de cérebro.
É claro que as pessoas humanas querem companhia, contato, carinho, atenção. É claro que a cultura continua machista, e as mulheres ainda são criadas com bonecas enquanto os meninos brincam de carrinho. Mas o mercado mudou, a educação mudou e hoje só é feliz quem se coloca na posição de pessoa humana, e não só de homem ou mulher. O resto é tudo gente iludida, que faz o que acha que o mundo espera dela.
Meu único namorado sério, de bastante tempo, adorava dar carinho, atenção, andar de mãos dadas pelo shopping, usar aliança de compromisso, me levar pra viajar com os pais dele. Quase morri sufocada. E sou traumatizada até hoje, o único cara que chamei de “namorado” depois dele foi um holandês, que morava na Holanda, com quem eu me envolvi durante uma temporada que passei por lá. Ou seja, não era namoro, mas ele também gostava desse tipo de rótulo e atenção.
Tá bom, eu sei que eu sou minoria no planeta, mas é por isso mesmo que sempre fico contrariada quando alguém vem com a solução derradeira, que simplifica todos os problemas dos relacionamentos entre dois seres humanos.
Nesse caso, acho que é coisa de mulher preguiçosa, que não tem coragem de se expor e de tentar construir uma relação baseada na igualdade e na honestidade. Então fica nesses joguinhos de cada um se colocar no seu papel histórico para depois ser mais fácil achar um culpado se o caso der errado: vai ser quem tentou pisar fora dos limites impostos desde que o homem descobriu que ele também participava da reprodução humana.
Blá blá blá blá
O cara estava certo. Atualmente a mulherada tá cheia de chegar e querer ser independente mas não quer assumir a independência e sinceramente, isso enche o saco.
Umas dizem que homem que gruda enche o saco. As outras dizem que homem não quer relacionamento. Aí tem as que são “bi-just-for-fun” pq não tem homem no mercado e sem falar nas que vivem cantando homem casado pq “eles não querem compromisso”.
Mulheres, decidam-se qual papel vocês querem seguir e usem uma faixa na testa para nos avisar.
e antes que eu me esqueça, MC Donalds engorda.
Acho que delicadeza não tem a ver com ser dama ou cavalheiro. Acho que se você tem como fazer a pessoa ao seu lado se sentir bem, como dizem no texto “sem deixar que a beleza das coisas simples se apague com tanta facilidade.” O que custa? Assim como ela pode fazer algo bonito que faça a história deles ser um pouquinho mais colorida, parecidinha com contos de fadas, às vezes, para terem lembranças bonitas a serem contadas para os filhos e netos. Ah… o que é que tem?
Eu já tive uma história assim, e desde então mal-acostumei-me. Quem vive um conto de fadas com uma duração longa, como a que eu tive, fica com muita dificuldade de se deparar com trogoloditas que estão ao seu lado só para dizer que estão com alguém e não fazem nenhum esforço para criar um clima bacana para ser lembrado docilmente, depois.
Hoje em dia, eu prefiro ficar só do que me meter em relacionamentos assim, sem beleza. Não é idealização, porque já foi vivido. É apenas uma exigência pessoal, de um mínimo de respeito e romantismo.
tenho o mesmo problema da Jazz, já vivi esse conto de fadas e agora to mal acostumada. É um absurdo que as mulheres tenham de fazer papel de homem da relação. Será que os homens estão mais inseguros que antigamente?
Homens, por favor, sejam proativos!
Visualize o casal AMADURECIDO: estão se conhecendo, ficaram uma vez e resolvem repetir a dose. Diálogo:
Homem: O que você quer fazer hoje?
Mulher:(PERCEBENDO, IMEDIATAMENTE, QUE ELE ESTA OFERECENDO A ELA A TAL DA ATENÇAO QUE ELA TANTO DESEJA) Ah, queria fazer alguma coisa diferente….
Homem: Mas seria melhor você decidir, já que quem quer fazer algo diferente é você.
Mulher: Hum, bem que poderíamos jantar num lugar gostoso, o que acha?
Homem: Pode ser. Aonde você quer ir?
Mulher:(CONSTATANDO QUE ESTA FRENTE A FRENTE COM ALGUÉM QUE, POTENCIALMENTE, PODE SER UM EXCELENTE PARCEIRO) NO RESTAURANTE X.
Quanto ao final do diálogo, concordo com as considerações do NINGUÉM QUE VALHA A PENA.
Se eu tivesse que convencer algúém a escrever, conveceria @anarina, que tem uma visão muiiiiiiiiiito mais realista da relação homem/mulher. Parabéns @anarina!
E, finalmente,respondendo a questão:
“Na verdade não sabemos ao certo o que se passa hoje em dia, mas me lembro bem e concordo: esse mesmo amigo me disse que as mulheres, ao contrário dos homens, dependem da estabilidade de seus relacionamentos para estarem bem em todos os outros quesitos da vida. Pode até ser verdade. E se for?
Por quê então os homens insistem em não fazer pequenas coisas para conseguirem tudo (ou só aquilo) que querem?
Os homens vão pirraçar e as mulheres vão reclamar até o dia em que tanto a mulherada, qunto a homaiada entenderem que devemos nos transformar em INDIVIDUO, ou seja, in = não + divi = divisível + duo = dois (ser que não se divide em dois)
[...] li um diálogo no Não2Não1 escrito por Cami e me lembro que já passei por ele incontáveis vezes até que finalmente posso [...]
Mas aí já acho um erro da Jazz e da Maria Thereza em “ficarem mal-acostumadas”. Cada relacionamento é único. Os ex-namorados de vocês, se estiverem com outras hoje, estarão vivendo outros hábitos, porque as outras também não são como vocês. Se não entender isso, ninguém vai conseguir se libertar dessas amarras culturais e finalmente viver o que realmente sentem e pensam.
Existem muitos homens de todos os tipos por aí, não é justo ficar comparando esses com os ex, mas é justamente o que somos treinadas a fazer (além de ficarmos nos comparando com absolutamente todas as mulheres que vemos passar pela frente - nas mais feias adoramos notar todas as imperfeições para aumentar nossa auto-estima, nas mais bonitas espezinhamos até o último detalhe para provar para nós mesmas que elas não são lá tudo isso).
Só quem fica esperando o “príncipe encantado” do “conto de fadas” passa por isso. Vá viver sua vida e conhecer PESSOAS. Respeite-se para poder exigir respeito dos outros, e trate os homens como seres únicos, tentando descobrir o que está por trás da aparência e dos gestos. Sem essa de processo seletivo para ganhar o seu coração.
Ótimo post, Cami. Por favor, continue escrevendo aqui.
Uma outra coisa q deve ser ressaltada é q essa é uma via de duas mãos. As mulheres também precisam se policiar, saber se estao sendo exigentes ou chatas demais, ‘cricri’ demais… hoje em dia o imediatismo e luta por ‘poder’ dentro do proprio relacionamento é q esta estragando tudo. Brigam para terem mais razão q o outro, para ditarem mais as ‘regras’ de um relacionamento, sendo q esse nao é o caminho….
Deixando de lado a conversa sobre damas e cavalheiros, acho que o X da questão está na necessidade que toda e qualquer mulher, (e obviamente o homem também),sente de ser apreciada. Mas não é ser apreciada como uma musa, que fica num pedestal sendo adorada por seus atributos físicos. É ser apreciada, ser vista, ser notada. Todos buscam isso num relacionamento. E apreciar vai além até do amor. Acho que um casal que sabe ficar junto por muito tempo, sabe exercitar essa ‘arte’, saber adicionar outros elementos ao amor. Porque cá entre nós, hoje em dia muitos tem dificuldade de amar alguém por muito tempo. Ás vezes me pergunto até se chegam a amam realmente…
Tomara que ela escreva mais, pois o texto é ótimo!!!
Adoro o blog, sempre passo por aqui para ler os textos, este blog está na lista dos meus preferidos. Um dos textos que eu mais gosto é “Closer”.
Aparece lá: http://minhasmisturas.blogspot.com/
Abraço!!!
Acho que nós, homens, temos que saber dosar o carinho, para não se tornar pegajoso. E, cavalheirismo nunca é demais, eu tento ser.
Ótimo ver um texto com esse posicionamento assinado por uma mulher. Já vi algo assim aqui, mas em comentários.
E, sinceramente, gostei muito mais dos comentários. Especialmente dos da ‘@anarina’ e da ‘Eterna Aprendiz’.
É que me incomoda a postura ‘nostálgica’ das pessoas que parecem achar que vivem na pior época da humanidade: agora. Costumam dizer que na época de nossos avós era muito melhor, como se naquela época fôsse mesmo mais simples. Como se mais simples fôsse melhor…
Apesar da frase que funeraria ( http://twitter.com/funeraria ) mandou no twitter 2 horas atrás dizer que “A nostalgia já não é a mesma” (rsrsr), acredito que seja algo que atrapalha várias culturas de todas épocas a aproveitarem o que tem de melhor ao viver.
As menininhas, muitas vezes, não conseguem perceber o alcance das conquistas do feminismo. Boa parte dos homens ainda não aprendeu a lidar com elas. Mas, ainda é pior ver que algumas menininhas confundem tais conquistas com ‘abrir mão da feminilidade’, como se estabilidade, independência e liderança fôssem caracteríscas masculinas.
Sei sim de várias tradições milenares que ensinam características intrínsecas de energias (sic) masculinas e femininas. Mas, sei também de outras formas de categorizar energias que não são bipolares (muito menos bipolares são a sexualidade e afetividade humanas). Gosto das danças que extrapolam formas/fórmulas pré-fixadas/certas. Como é lindo ver a Mimulus (cia. de Dança daqui de BH) apresentando Tango dançado por casais de três pessoas, casais de damas, casais de cavalheiros, no fantástico ‘De Carne e Sonho’: http://br.youtube.com/watch?v=En917AvmvXU
Enfim, escreva-nos mais, Cami! Escreva mais sobre outras vezes que você tomou rédeas da relação e transformou um potencial parceiro num entregador de McDonalds! :) Só sugiro que o próximo texto seja sobre alguma vez que você fez o mesmo movimento e a ‘dança’ foi mais gostosa: um homem que foi mostrar ser cuidadoso e carinhoso com você dando-te a oportunidade de escolher/decidir e você tenha gostado disso pelo tesão da situação.
E, escreva-nos mais, @anarina e EternaAprendiz, sobre como vocês mergulham na vida, além dos traumas e dos contos de fadas, com rejuvenescida maturidade.
Beijos e abraços!
Concordo tanto com a Cami, quanto com a anarina, e não acho de forma alguma que elas estejam dizendo coisas diferentes.
Concordo com a Cami que hoje em dia se quer tudo muito depressa. As pessoas querem emoções rápidas, sentimentos passageiros, pouco envolvimento. Não se gasta tempo cativando o outro realmente, investindo tempo e energia num relacionamento, e entendendo que os frutos só vêm com a vontade de estar junto.
Mas concordo também com a anarina, no sentido de que esse investimento não precisa ter as formas tradicionais. Nem toda mulher quer um homem “cavalheiro à moda antiga” ao seu lado. A grande questão é exatamente que, até para descobrir isso a respeito da moça, o rapaz em questão precisa se dispor a se envolver de verdade.
Envolvimento não significa necessariamente estar junto o tempo todo, fazer todas as coisas tradicionais, usar aliança de compromisso e almoçar com a família no domingo. Mas significa ouvir o outro, respeitar o seu desejo, e cultivar o amor para que ele dure.
E, é óbvio, o mesmo se aplica ao sexo feminino. Não adianta só esperarmos que o homem faça isso e aquilo, para depois ficarmos reclamando no ouvido, dando chiliques, e não tentando entender o lado deles.
O importante é querer o bem do outro, e continuar cuidando, entendendo que o amor se constrói no tempo, a cada dia.
O texto se resume a carinho, amor e atenção. Só. E quando alguém expõe que isso é sim muito importante, pronto, vira uma celeuma. Parece um atentado à individualidade humana. Uma coisa nada tem a ver com outra. Amar e demonstrar amor vale todos os dias, sempre e para tudo na vida. Se há quem não reconheça isso, é direito de cada um. Mas que deixem os amantes da delicadeza seguirem com suas histórias de afeto. Adorei o texto, Cami, e espero ler outros tantos.
Beijos.
Saí do Google Reader só pra comentar o texto, dizer que tá muito bom. :)
O gesto mais carinhoso da Cami foi compartilhar a história como uma forma de ajudar a nós homens.
Ela fala de que talvez a falta de paciência torne as coisas mais difíceis hoje. E algo como, no diálogo, o homem estaria demonstrando atenção/carinho/cuidado ao sugerir um bom restaurante para irem antes mesmo do silêncio eloquente da mulher.
São lições sim e boas!
Um bom exercício é pensar, na mesma situação do diálogo exemplo, como mulheres e homens pacientes, atenciosos, carinhosos e cuidadosos agiriam.
E agir desta forma, sem muito precisar pensar, das próximas vezes!
mostrei a um amigo, um trecho de nossa conversa:
‘ [S.C.C.P] L e l e diz:
nao estou incluido nesses
‘ [S.C.C.P] L e l e diz:
homens
‘ [S.C.C.P] L e l e diz:
eu sempre procuro dar atençao
‘ [S.C.C.P] L e l e diz:
usar palavras doces
‘ Hitch - Forever young.. diz:
eu também
‘ Hitch - Forever young.. diz:
sempre
‘ Hitch - Forever young.. diz:
e elas não dão valor
‘ Hitch - Forever young.. diz:
=(
‘ [S.C.C.P] L e l e diz:
pq?
‘ [S.C.C.P] L e l e diz:
pq sao VAGABUNDAS
=(
Infelizmente, sou obrigado a concordar com ele.
Palavras bonitas, depoimentos bonitos.. e nada muito meloso ou apaixonado demais, nada que a assuste.. Atenção, carinhos, TUDO.
Mas não é isso o que ela quer. Ela quer um semi-vagabundo que não liga para ela e que quando lembra uma data importante ou manda um sms ela se derrete.
É como um casal que tem dois filhos. Um só tira 10 e outro é um burro que não tira uma nota boa.
Numa prova, o filho que tira 10 tira 8 e o burro tira 7.
Os pais festejam e elogiam o filho burro, dão um presente para ele e o incentivam a continuar assim.
E dão uma bronca no filho que tira 10 pela ‘nota baixa’. É assim que os relacionamentos estão.
Uma pena.
Umas palavrinhas bem idiotas: “O amor é uma florzinha que precisa ser regada todo dia” e “Ninguém gosta de parceiro chiclete”.
Concluindo, como tudo na vida, tudo em excesso acaba deformando a realidade, sufocando relações e diminuindo sentimentos.
Não precisamos ser feministas ou amélias demais, mas os homens também poderiam dosar o cavalheirismo com o carinha divertido que sabe ser ele mesmo sem pisar na parceira.
Tudo dosado, ambos se esforçando, ora um cedendo, ora o outro. Um dia lancha no Mc’Donalds e no outro janta em um belo restaurante. Nada muito simples e nem complicado demais. O importante é estar feliz e não levar tudo tão a sério.
Polêmico texto! Parabéns,Cami.
Bom, acredito sinceramente que não há isso de mulher ser quem precisa de atenção.. Vou além e digo que é cultural sim à medida que todos, homens e mulheres, queiram sim uma atenção especial, mimos e carinhos. Cultural, então, é o fato de as mulheres poderem demonstrar essa necessidade e os homens a camuflarem…
Por isso acredito que vivo um relacionamento ímpar, porque tanto eu quanto ele demonstramos exatamente o que queremos e o que sentimos. Eu o encho de carinho, surpresas, cartas, mimos… E ele faz o mesmo… Prepara jantares, manda cartões, faz massagem… E pq somos assim? Primeiro porque falamos “estou carente hoje, quero dengo”.. E segundo pq eu na posição de mulher não apenas cobro atenção, eu dou e recebo ao mesmo tempo, eu dou para receber, eu recebo e retribuo… Parece que as mulheres esquecem que a vida não é apenas cobrar do outro, é dar tb… tudo é troca…
Enfim… sobre os avós, bom, não posso usar os meus de exemplo… Um casal se divorciou antes de eu nascer, meu avô faleceu 10 anos depois, minha avó foi para Portugal e se casou com outro. Recentemente ficou viúva e já me disse que não usará o luto por muito tempo… E o outro casal permanece junto até hoje, como cão e gato!
Beijos a todos
@thiago
seu amigo tem a mesma ’sorte’ que nós (eu e Maria Thereza). Ele apenas encontrou mulheres erradas (ou como foi dito “vagabundas”).
Para cada tipo de mulher há um tipo de homem. O meu é aquele que se [b]preocupa e cuida[/b] para que a relação seja boa para OS DOIS e não só para si.
Hoje em dia, as relações estão complicadas, [b]egoístas[/b]. É muita sorte achar alguém que seja o seu número e que te faça feliz. Mas não desista!
E sem generalizações, por favor. Quando encontrares, vais ver o quanto é bom viver uma relação de SOMA/MULTIPLICAÇÃO e não de DIVISÃO/DIMINUIÇÃO.
haahah muito bom o texto e o final, sem ser pretencioso… minha noiva deixou de comer Mc Donalds qdo começamos a namorar( ok, ele come a cada 06 meses, mas come)…… mais há um detalhe curioso … ela nunca fica 100% satisfeita com os pratos que escolhe nos restaurantes que vamos, ela sempre acha que o meu ” ta melhor”…
PS: tava faltando isso, uma mulher postando, parabêns e continue.
Bom, eu não me aguentei e fui instigada pelo próprio Gustavo a me manifestar.
Primeiramente, quero deixar claro que em nenhum momento desmereço o conceito de “mulher moderna, independente e decidida” pelo qual tanto se lutou. Pelo contrário, faço parte desse time, muito embora admire muito o outro lado, daí o texto.
Eis a premissa básica: não se pode agradar a todos. Nunca! E isso que é o bom da vida, dos relacionamentos, do dia a dia. Foi bom ver que cada um, à sua maneira, enxergou o texto de uma forma tão diferente.
A polêmica deixada por @anarina foi muito boa e inteligente. Mas me intrigou um momento, no segundo comentário, que peço licença para destacar:
“CADA RELACIONAMENTO É ÚNICO. Os ex-namorados de vocês, se estiverem com outras hoje, estarão vivendo outros hábitos, porque as outras também não são como vocês. Se não entender isso, ninguém vai conseguir se libertar dessas amarras culturais e finalmente viver o que realmente sentem e pensam”.
Sendo que no entanto, no primeiro, o que mais me deixou pensativa foi a frase “Meu único namorado sério, de bastante tempo, adorava dar carinho, atenção, andar de mãos dadas pelo shopping, usar aliança de compromisso, me levar pra viajar com os pais dele. Quase morri sufocada. E SOU TRAUMATIZADA ATÉ HOJE (…)”.
Daí concluo ser inevitável nos deixarmos levar, seja por lembranças boas como as de Jazz e Maria Thereza, seja por lembranças (ou traumas) não tão bons assim.
Somos humanos, e o que temos que aprender, e levar pelas nossas vidas, é sempre o que cada relacionamento nos trouxe de aprendizado, bons momentos, evolução, crescimento.
O texto foi uma “sátira” de como as pessoas esperam a atitude do outro. Houve decepção dos dois lados, com certeza, não só da mulher em questão. Na verdade, as prioridades de hoje se tornaram completamente diferentes do que eram ao tempo dos nossos avós, o que tornam os relacionamentos diferentes, bem como a forma de viver e de pensar.
Evoluímos muito, mas ainda insisto: há de se dar valor às coisas simples e bonitas da vida, a exemplo de um pouco de carinho e atenção. Eu, penso assim. Mas respeito muito quem não pense. Todos conseguimos viver em plena felicidade, ainda que sozinhos. Seja da minha forma de pensar, seja de outra. E é nesse momento que conseguimos ter um relacionamento bom e maduro, com trocas, desafios, sentimentos bons… afinal como o próprio nome do blog nos mostra… não 2…. não 1…
O Mc Donnald’s foi uma brincadeira, por ser exemplo de algo que passa pela cabeça de muita gente que não faz idéia do que comer. Domingo a noite, nenhum restaurante aberto, nada em mente. Há sempre um Mc Donnald’s perto de você. Em que pesem os gostos.
E garanto. Quando se está com a pessoa certa PARA VOCÊ – certa, ao menos, naquele momento - até o yakissoba de rua da Avenida Liberdade é maravilhoso….
Fiquei muito feliz com os comments… mas deixo os posts com o dono do blog, que é muito bom com as palavras, do jeito único dele.
Meus parabéns Cami pelo post, venha sempre por aqui para poder nos presentear com os seus posts, uma visão feminina estava faltando.
Meu marido precisava ler este post. Kkkkkk.
O que foi tentado passar pela autora, nada tem a ver com sexo (feminino, masculino) mas, com o casal em si. Tanto o homem quanto a mulher querem ser tratados com carinho e respeito, querem se sentir amados e respeitados, mesmo que seja respeitar as idéias contrárias, é questão de cumplicidade.
Sobre o exemplo dos avôs, já li uma estória onde a mulher “esculhamba” quem teve a idéia de queimar os sutiens, de direitos iguais, de trabalhar fora, ao invés de ficar só cuidando da casa, tricotando, lendo, cuidando dos filhos, sendo que no primeiro caso é bem mais cansativo. Fiquei por um minuto pensando, mais logo cheguei a conclusão de que é, sim, mais cansativo, pois cuidamos de casa, trabalhamos, cuidamos de filho, marido, ufa. Mais essa é a minha vida, louca, corrida, mais é a vida que amo e não trocaria meu trabalho para ficar em casa por nada deste mundo.
Viva as diferenças e igualdades, viva o passado, o futuro e o presente, VIVA!
@anarina!
adorei teu comentário, concordo contigo. Às vezes gostamos de um telefonema fora de hora, outras vezes a gente já acha meio demais. Coisas da espécie humana, nada disso de “homem” e mulher”. Qualquer pessoa curte uma atenção especial mas um “gelo” também faz bem em alguns momentos.
Bj, bj!
cami, muito bom…adorei também os comentários.
Acho muito interessante como cada pessoa interpretou esse texto de forma bem diferente.
Quem se sente sufocada com muito carinho viu logo um debate sobre independência feminina, que mulher não precisa de carinho hj em dia, e quem sente falta de carinho se sentiu conectado, concordou que falta carinho da parte do homens.
Precisamos ler as coisas e entender que nem sempre são feitas para nós, nem que por ser diferente do que pensamos nos acusam de alguma coisa.
Às vezes são apenas reflexões do autor, externações dos seu sentimentos. E não precisam estar exatamente de acordo com o que nós sentimos. Nós lemos e percebemos que há pessoas que pensam diferentes da gente, apenas isso. Não há que haver um julgamento, mas ficar alerta porque de uma forma ou de outra isso pode nos ajudar em relacionamentos futuros (saber que há pessoas que pensam e anseiam coisas diferentes de nós).
A Cami escreve bem, o texto é gostoso de ler. Acho q até quem não concorda com o que ela diz pode constatar isso.
Eu a incentivo a continuar escrevendo,se expondo, acho corajoso. Como também é corajoso quem discorda.
Aguardo novos textos!
Ia comentar o que a Cami comentou sobe a @anarina, que acabou dizendo coisas opostas a respeito de se influenciar por relacionamentos passados ou não…
As pessoas se assustam com essa coisa de distingüir homens e mulheres… Principalmente se preocupando com a questão da independência e da capacidade da mulher em fazer tudo o que quer ou precisa. Calma, pessoal!
Sempre me lembro daquela propaganda - se não me engano era de uma revista feminina - em que uma mulher, cozinhando, tentava abrir um pote (desses de palmito) meio duro de abrir, e conseguia; no entanto, ela parava, fechava o pote de novo e ia na sala, toda graciosa, pedir para o namorado: “Rô, abre pra mim?”
Ele abria, e ela dava um beijinho nele.
Adorei.
Acho que não é questão de ser CAPAZ!
É questão de dar graça na vida… Essa dança dama-cavalheiro não tem que ser um embate de poderes, de capacidades…
É simplesmente se deixar conduzir pra onde já se quer ir, mas de uma forma que tem mais graça, que é mais bonita, e até mais divertida.
“É simplesmente se deixar conduzir pra onde já se quer ir, mas de uma forma que tem mais graça, que é mais bonita, e até mais divertida.”
Paula, considere-se abraçada, ok?
Tenho um PUTA orgulho de te conhecer e de você me conhecer bem antes desse blog. E quero conhecer essa carinha aí que está fazendo você vir aqui deixar esses comentários tão gostosos.
Bjo.
Peraí, deixa eu citar isso aqui de novo:
“É simplesmente se deixar conduzir pra onde já se quer ir, mas de uma forma que tem mais graça, que é mais bonita, e até mais divertida.”
Eu consigo ver muita beleza em damas se permitindo conduzir seus cavalheiros. E já me diverti muito sendo o cavalheiro brincando de ser conduzido.
Sabe? É nisso que vejo o encaixe que é possível em mundos diferentes: perspectivas diversas que querem se encontrar, construir novos mundos, novas belezas… e se divertir fazendo.
(Tudo deste último parágrafo está acontecendo nestes comentários do texto da Cami)
Parabéns pelo texto. Simples mas muito prático.
Fico apenas com uma dúvida! Na sociedade hoje concordo que os homens respeitam muito a independência feminina, no entanto perdem o bom hábito de trata-las como “mulheres”. Mas entendo que existem duas formas de tratar muito bem uma mulher. Querendo leva-la pra cama ou estando apaixonado por ela.
Mulheres! Infelizmente os homens que querem leva-las pra cama são mais sedutores e mais atraentes para vocês no seu jeito natural de ser, e estes depois de “conquistados” se transformam no que realmente são, por se comportarem em função de uma conquista. No outro caso existem ainda muitos homens capazes de se dedicarem a apenas sua mulher, dando-as o seu melhor, mas também infelizmente estes perdem um pouco algumas características que vocês tanto gostam, no entanto seus gestos são exatamente em função de um sentimento que possuem. Apenas tenho a triste conclusão que esta segunda opção não costumam ser muito valorizados por vocês. Não agravando a todos nem a todas, tudo que se tem muito fácil não costuma ser valorizado. Queria que esta realidade não fosse assim mas… Costumo ficar feliz quando vejo a realidade invertida.
Não sou um frustrado, mas sim um homem que ainda acredita que amar é preciso e faz bem e tenta faze-lo com a sua princesa que no meu entendimento merece de fato o melhor.
Um abraço a todos e me perdoem andar na contra-mão!
“Infelizmente os homens que querem leva-las pra cama são mais sedutores e mais atraentes para vocês no seu jeito natural de ser, e estes depois de “conquistados” se transformam no que realmente são, por se comportarem em função de uma conquista. No outro caso existem ainda muitos homens capazes de se dedicarem a apenas sua mulher, dando-as o seu melhor, mas também infelizmente estes perdem um pouco algumas características que vocês tanto gostam, no entanto seus gestos são exatamente em função de um sentimento que possuem.”
Thiago, isso é uma discussão frequente na comunidade onde posto diariamente. Vou ser sincero: sua justificativa não faz sentido algum.
Se você tem todo esse amor e paixão, não apenas libido (como diz ter os “cafajestes”), você pode ser AINDA MAIS sedutor e atraente que eles, meu caro. Não se afaste dessas características maliciosas, sacanas e da liberdade dissimulada que configura a alma do cafajeste autêntico. Incorpore-as! Use cada uma delas para expressar seu amor.
Não há contra-mão alguma, mas às vezes nossa “princesa” precisa ser domada, invadida, desrespeitada, cortada, interrompida, transgredida. E um cara que pede desculpas não conseguirá fazer isso.
A fraqueza, já dizia Nietzsche, não deveria ser elevada como alguma espécie de bondade. A bondade, de fato, é potente, forte pra caralho e, muitas vezes, cortante e furiosa.
Abração pra ti. Valeu pelo comentário.
(só para esclarecer, por mim a Cami pode escrever sempre… já estou cansada do Gustavo.)
(brincadeira, vá! mas pode escrever sim, eu também gostei do estilo direto e divertido dela)
Pois é Cami, eu sou traumatizada sim, mas é porque eu descobri, com esse relacionamento, que eu não sou mesmo pra ter esse tipo de namoro tradicional, envolvendo famílias, símbolos vazios e obrigações que deveriam, na verdade, ser apenas vontades.
Mas não fico comparando ninguém com o ex. A única coisa que eu faço agora é deixar claro a minha posição e o que eu quero. E quando um engraçadinho aceita pensando “ah, ela não quer namoro mas é porque nunca saiu comigo antes, quando chegar a hora com certeza ela muda de idéia”, ele sempre sai perdendo no final. (e sim, já aconteceu duas vezes)
E, apesar de eu ter cortado todo o contato com o ex, e isso ter demorado à beça, há tempos já percebi que acabei aprendendo muito com ele e vi que, naquele tempo, eu era muito nova para saber exatamente o que queria, então fui me deixando levar. Isso foi um erro da minha parte, porque ele é quem ele é, e hoje está casado e feliz. E eu fico feliz por ele. Eu é que não me encaixava. E, obviamente, sou mais velha e experiente hoje, e não pretendo cometer o mesmo erro novamente, porque aprendi a me respeitar. Justamente por ele ter sido único não comparo nenhum dos que vieram depois a ele.
PS: Até concordo com quem falou lá em cima que eu e a Cami não discordamos. E não fico falando nem pensando sobre mulheres modernas e independentes. Eu falo e penso sempre sobre pessoas e liberdade, acho que essa é a grande diferença (e o grande erro de quem fica me colocando no papel da defensora de mulheres que não precisam de carinho, porque isso é uma enorme bobagem)
Fica tranquilo Gustavo que a discordância é a alma do crescimento.
Sua colocação pra mim seria o que eu chamaria de perfeição.
Vou até me analisar um pouquinho mais!
O problema é que confesso achar que podemos tentar ser diferentes sim mas o que vejo hoje como maioria não é esta “perfeição” que citou.
Daí me sinto as vezes andando na contra-mão sim, muito embora gostaria sim de me comportar diferente em alguns momentos, por isso gosto sempre de estar lendo estes post’s. E aqui fica um parabés por ser muito satisfeito com este blog! Abraço pra ti também!
“E, escreva-nos mais, @anarina e EternaAprendiz, sobre como vocês mergulham na vida, além dos traumas e dos contos de fadas, com rejuvenescida maturidade.”
Daniel,
Viver é uma dádiva incomensurável! Tento não me esquecer de Fernando Pessoa:
“A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para ser completo…”
Posso dizer, meu querido, que alcancei uma capacidade para me alegrar e me bastar coma “espantosa realidade das cousas” bem satisfatória.
Agora, é bom te dizer que já tenho 49 anos e, provavelmente, vou morrer como uma Eterna Aprendiz.
Ou seja, fazendo como você: prestando atenção, percebendo o que tem a ver comigo e apreciando a diversidade.
abraço
EA (resumindo - rsrs),
A realidade não me satisfaz. Eu me lambuzo com o espanto. Como diz outro Fernando Pessoa, o Álvaro:
“…
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
…”
Desse jeito, nós vamos é viver renascendo com mais juventude. Isso sim!
bjo, Eterno Aprendiz.
“Mulheres, decidam-se qual papel vocês querem seguir e usem uma faixa na testa para nos avisar.”
Não queremos nenhum. É um saco ter, a vida toda, que desempenhar um único papel. Cada uma é uma; acabou-se a canja de todas virem com um único manual de instruções.
Daniel,
Serei breve, sabendo que você me entenderá: como dizemos em Minas (também moro em Belo Horizonte) “um gambá cheira o outro.”
Assim tem sido desde os primórdios…
Todos os seres são livres nas profundezas dos seus corações.
Ocorre que, esta liberdade intrínseca precisa ser libertada.
Quando dois gambás, com um relativo grau de liberdade interior, se cheiram, não importa as circunstâncias, eles se reconhecerão e isto acalentará as suas almas. Nem que seja por um breve e fugaz instante.
Farejar alguém capaz de nos entender em profundidade sempre será uma benção.
Só te peço para prestar atenção: não estou falando de um jovem homem que fareja uma mulher quase cinquentona.
Estou falando de dois seres humanos que se identificam na multidão.
Seja feliz na sua caminhada, meu lindo parceirinho.
Depois de 11 anos de casada, aprendi que o segredo, se é que existe um, é o diálogo. Eu já não mais perco meu bom humor fazendo manha com meu marido: não temos tempo a perder com isso. Vamos direto ao ponto e ganhamos em cumplicidade, diversão e qualidade de vida, tudo isso regado a um bom vinho e a brincadeiras com nossos filhos.
É bom ler posts como esse e pensar que as coisas se tornam mais simples com o passar dos anos.
abraço.
Fala xará! Primeira vez que comento no seu blog!
Como já discutimos antes, podemos resumir em uma palavra “condução”.
Não adianta tentar ir contra a água, apenas devemos respeitar seu fluxo e direcioná-la para onde queremos que ela vá. Parece simples, mas na prática é outra história.
Shakti…
(Mas isso é papo para horas em uma mesa de bar. Quem sabe na próxima vez que eu for a Sampa)
Já fui destes “O que você quer fazer hoje, querida? Comida japonesa, barzinho ou pizza? Cinema, teatro ou night?”. Ainda bem que abri meus olhos e mudei minha postura, parei de reagir e passei a agir.
Já estou esperando o próximo post da Cami. Ela sabe movimentar as pessoas. Olhas quantas reagiram!
Grande abraço,
Gus Sousa
Cada vez que leio um texto desse blog, mais me surpreendo com minhas baboseiras e mais aprendo a não fazer mais errado!
Apesar da independência das mulheres, elas precisam de segurança e isso o homem faz sendo o “cabeça” da relação!
Enfim..
Simplicidade é tudo.
Abraço.
Leonnardo,
Realmente, “simplicidade é tudo.” Acontece que, para se alcançar esta essência em uma relação homem / mulher, o entendimento tem que ser de alma e corpo e não apenas de corpo.
Enquanto um dá segurança o outro recebe, independentemente, de quem estar dando a tão desejada segurança ser o homem ou a mulher.
Assim como, a cada instante, quem conduz a relação é o que se mantem com maior intereza, independentemente de ser o homem ou a mulher.
Não sou uma romantica. Sei que estou me referindo a encontros muito raros. Talvez, eles sejam raros porque estejamos sendo induzidos, coletivamente, ao imediatismo.
Um abraço
Oiii!!!
Cami continue escrevendo, por favor!!! Adorei o seu ponto de vista e me vi em situações parecidas. Mas quero tbém dizer que não se trata de cultura, independência ou sei lá mais o quê. Trata-se de ser autêntico e sincero com os próprios anseios. Facilita muito se as pessoas demonstrarem o que sentem. Se quer carinho peça carinho, se quer fazer um programa diferente diga. A maioria dos homens não são videntes. Mas ATENÇÃO HOMENS: Não se assustem com isso!!! O fato de uma mulher te abordar na balada antes que vc chegue nela não quer dizer que ela é grundenta ou que quer casar, ela só está fazendo o que tem vontade. E isso sim é independência!! Fazer o que tem vontade, mesmo que essa vontade seja te ver tomando a iniciativa!!
Bjos Cami, Bjos Gu!!!
Cami escreva mais!!!
E sempre!!!!
Adorei!!!!
Acabo de terminar um relacionamento em que eu sofria por não ter atenção!!! Ai a gente acaba se tornando grudenta, chata ciumenta… Porque quer só um pouquinho de atenção!!!
Não queria competir com os amigos, futebol, televisão… mas acabava me rebaixando a isso por ele nunca me dar atenção!!!!
Sou super independente, adoro decidir as coisas!
mas de vez em quando escutar um “Linda se troca, coloca aquele vestido preto lindo, que vamos sair”
Ele pode até te levar no Mc’ Donalds, mas com certeza vc vai achar que é a noite mais especial do mundo!!!
Porque ele está fazendo tudo aquilo para te agradar e te dar atenção!!!
Camis vc tem mt mt mt razão no que escreveu! Amei…
Bjsssss Gus, Bjssss Camis
achei o text mto bacana!!
mas um conflito permanece… Fazer gentilezas sem que isso seja parte da natureza da pessoa, não criaria um hábito frágil?
Ele pode até tentar, se esforçar para ser um cavalheiro e ganhar pontos com sua mulher; mas uma hora a sua natureza e hábitos tendem a prevalecer, não? E deve ser mto cansativo forçar, forçar coisas sabe… A não ser que ele realmente ache que isso é importante, que isso tenha sido decidido por ele, internamente, e não por ela e por sua carência.
O foda é que, na carência, a gente aceita até uma atitude não-autêntica! Meu Deus… isso é sério…rsrs
Aiiiii…Que vontade de mandar esse texto para meu namorado, quer dizer, meu ex-namorado! Realmente! Eu sempre reclamei das bobagenzinhas do dia-a-dia, enquanto presentea-va-o com bombons em dias bobos (acho q mulher tb deve agir, alem de esperar) e agora pouco depois de terminarmos, insiste em voltar! Ate me deu uma rosa na ultima sexta-feira! Jogo baixo! Ja que eu sou completamente encantada por rosas. (que mulher naum eh?)
Seu texto eh perfeito!
Adoreeeeiii….eh o meu primeiro comentario no blog e digo que amei todos os textos!!!
São todos de ótimo gosto!
Vcs estão de parabens!!!!!!!!!!!
Oi!!!
É um texto completamente perfeito!!!
Ah, Cami… escreve mais!!! Por favor!!!
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