Não Discuta a Relação: como melhorar seu relacionamento sem ter que falar sobre isso

por Gustavo Gitti 18 junho 2007 40 comentários

Além dos ensaios e dicas, vou iniciar uma nova categoria aqui no “Não dois, não um”: indicações de livros. Espero, com isso, contribuir para que insights surjam em algum dos parceiros e os relacionamentos melhorem, fiquem mais vivos e lúcidos. Aliás, eu já tinha indicado um livro genial logo no início deste blog: A Entrega, de Toni Bentley.

Vamos à ficha técnica:

Não Discuta a Relação: Como melhorar seu relacionamento sem ter que falar sobre isso
Autores: Patricia Love e Steven Stosny
Editora: Nova Fronteira
Nº de páginas: 288

Domingo fiquei um tempo lendo este livro com minha namorada na Livraria Cultura (aliás, se você morar em Sampa, vale a pena conferir o novo espaço!). Achei o título genial: How to Improve Your Marriage Without Talking About It: Finding Love Beyond Words (Patricia Love e Steven Stosny). E eu concordo com o mote que o sustenta: “Love is not about better communication. It’s about connection.”

Apesar de ter um excessivo discurso auto-ajuda (principalmente no final o livro se perde), eu achei algumas orientações geniais e right on the spot! O livro não é bom o suficiente para me fazer comprá-lo, mas interessante o suficiente para nos fazer pensar um pouco. Seu grande problema é simples: o título é muito bom em comparação com o conteúdo. Um título desse deveria render um livro mil vezes melhor do que o atual, não um amontoado de siglas, metáforas imbecis e métodos 1-2-3.

Mas vamos ao essencial… Na parte boa do livro, os autores resumem o problema dos relacionamentos em dois processos que afetam a relação. Chamam de vergonha a diminuição da potência masculina e listam inúmeras situações em que isso acontece, muitas delas com uma boa ajuda da parceira. Pelo lado feminino, o problema detectado resume-se em solidão/medo e eles explicam por que a causa disso é muitas vezes o próprio homem.

No limite, tal dinâmica do casal leva a uma sensação de total isolamento na mulher e de fracasso no homem. De fato, um processo alimenta o outro. A insegurança da mulher faz com que o homem sinta vergonha, enquanto que a impotência masculina aumenta a solidão feminina. Isso afasta e irrita ambos. É como se ele desejasse dizer a ela: “Você não confia em mim? Seu medo e insegurança fazem com que eu me sinta um fraco e perdido!”. E ela a ele: “Por que você não se aproxima? Sua depressão e falta de direção me fazem sentir medo, totalmente sozinha em meus sonhos, sozinha em meus mundos”.

As partes mais inovadoras do livro são: “The Worst Thing a Woman Does to a Man: Shaming” e “The Worst Thing a Man Does to a Woman: Leaving Her Alone but Married“. Todos os itens da primeira lista são exemplos de como uma mulher pode assumir a energia masculina da relação e dificultar a condução de seu homem. Os itens da segunda lista possuem também algo em comum: um espírito frágil que não consegue penetrar e conduzir as energias femininas. E não vou citar exemplos porque o mais efetivo é olhar para nossas próprias vidas e revelar os nossos próprios.

A saída recomendada divide-se em quatro focos: toque, rotina, atividades e sexo. Ou seja, nada de conversa, diálogo, emails e bla, bla, bla. Como diz uma amiga, conversa é para amigos. Entre amantes, deve haver tensão e equilíbrio, equilíbrio em cima da tensão e muita tensão embaixo do equilíbrio. Pela tensão, nos transformamos; no equilíbrio, repousamos. Ou, como diz meu mestre, a linguagem na qual o mundo opera é a da energia, não a discursivo-conceitual. Lembro também daquela pesquisa que mostra como homens que tocam nas mulheres desejadas possuem mais chances de conquista do que os que não o fazem. O biólogo Humberto Maturana concorda, ao defender que nenhuma discussão se resolve com argumentos racionais:

“Every rational system has an emotional basis and this explains why it is not possible to convince anyone with a logical argument if an a priori acceptance has not been made beforehand.”

O sentido original da palavra “conversar” vem do latim versare (“virar, dar voltas”) e cum (“junto, com”). Ou seja, conversar é virar junto, como fazemos muito no tango e no bolero. A verdadeira comunicação nunca é semântica, nunca ocorre por signos, símbolos, sons e palavras. Se comunicação é conexão, ela sempre ocorre por contato, condução, dança. Quando falamos algo a alguém, na verdade estamos conduzinho o olhar do outro, interagindo com sua corporalidade, pegando na mão do outro e levando-o para passear. É isso o que acontece quando explicamos uma filosofia, contamos uma história ou simplesmente batemos papo. Eis por que Maturana afirma que a linguagem humana é conotativa, não denotativa. Ela não nos informa ou transmite significados à mente, ela nos orienta, nos conduz por dentro de um universo particular e nos faz ver e tocar com o corpo.

Para entender como isso funciona, experimente resolver um problema com uma conversa estritamente analítica. Sentem-se distantes um do outro e comecem a listar as reclamações, fazer brainstorm de soluções, escrever metas e objetivos rumo a uma conclusão. É fascinante perceber como nenhuma argumentação lógica, ainda que sofisticada e totalmente impecável, consegue dissolver nós emocionais. Sofremos porque paramos de dançar. A solução não é parar a música, sair do salão e começar a discutir. A solução é ouvir a música e voltar a dançar.

Se no início é difícil encontrar um caminho do meio entre discussão e dança, basta tentar algo no outro extremo. No meio do caos, supere seu orgulho e sua raiva (sem isso, você sequer conseguirá sentir tesão, tamanho nosso estreitamento nesses momentos), conecte seu corpo inteiro por meio da respiração e ataque-a! Ela vai resistir, talvez querer voltar para o diálogo, mas se havia raiva, agora há energia, e se há energia basta redirecioná-la. Qualquer casal sabe bem como o makeup sex é talvez o mais delicioso dos prazeres…

Enquanto os homens se esforçam em filosofar e construir prédios, as mulheres – esses seres naturalmente mais sábios – não perdem tempo com as linguagens materiais. Elas ouvem e falam só poesia, aquele perfume inexistente que dá vida a qualquer coisa que faça algum sentido. Ele manda um email, escreve bits, letras no teclado, pensamentos em português. Mas ela não lê os bits. Seus olhos ignoram letras. Seu corpo capta cada pensamento como um som. Não me perguntem como, mas o que ela vê são os gestos de quando ele escrevia, sua mão sobre o teclado, a quantidade de força e suavidade, seus olhos fixos além do monitor, sua respiração, ritmo, os pés, o corpo na cadeira. Ela se interessa pelo movimento, pela condução, pelo cheiro daquilo. Sua comunicação é incorporada. Ela lê com o corpo e para lhe dizer algo basta se conectar e usar palavras como um adorno, assim como a poesia abusa dos poemas. E isso, o email como gesto poético, isso a seduz, isso a convida para dançar. Outro homem poderia replicar os bits e enviar o mesmo email… Nada disso seria lido, não haveria o convite.

Por fim, duas dicas que, em minha visão, também não são bem exploradas no livro:

Para ela: “Let him see you happy. Your man loves to make you happy.”

A potência masculina cresce à medida que ele se sente capaz de fazer uma mulher feliz, de oferecer, de prover. O que o deixa feliz não é tanto o poder que ele sente (ainda que muitos afirmem isso), mas a segurança que ela recebe. Portanto, uma mulher generosa exibirá sua alegria para seu homem e com isso aumentará sua potência, alimentando o ciclo que nutre sua própria felicidade.

Para ele: “Understand the compassion paradox: If it’s available whenever needed, it’s rarely needed.”

Um homem disponível – lúcido e pronto para receber todas as energias femininas – raramente terá uma avalanche de reclamações e pedidos de sua parceira. No entanto, um homem fechado (pouco disponível e autocentrado em suas próprias complicações) receberá pedidos, exigências e reclamações a todo momento! Uma mulher que se sente acolhida (lembrando que não basta você achar que ela é acolhida, ela precisa se sentir acolhida!) pode passar dias longe, feliz, sem desconfianças, andando, se desenvolvendo. Já uma mulher que se sente isolada buscará por contato e segurança a cada instante, testando você, exigindo mais, reclamando de cada detalhe.

Por enquanto, é isso que tenho para compartilhar. Boa leitura. E vocês? Que livros indicam? Deixem comentários!

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40 comentários »

  • Myla

    querido Gustavo, mais uma vez, com poucas e simples palavras, vc disse tudo: right on the spot!

    descobri esse cantinho deliciosamente lúcido qdo pesquisei sobre K Wilber na internet há quase um mês. foi um presentão!!! já te li inteiro, te releio às vezes, qdo dá vontade e, claro, endosso o coro dos fãs.

    acho que não dois, não um deveria ter um doce apelido: orvalho da alma.

    parabééééééns!!!
    abraços de BH,
    myla

  • Gustavo Gitti

    Poxa, Myla, obrigado pelas carinhosas palavras. Não achei seu email para lhe agradecer mais diretamente.

    Um abraço, Gustavo.

  • Natália Felizardo

    Olá! é a primeira vez que faço uma visita ao blog e estou verdadeiramente impressionada, nem eu nos meus poemas conseguiria explicar com tanta maestria o que os meus sentidos disseram quando leram estes posts! É incrívelmente coerente, me deu respostas pra coisas que eu jamais pensei serem explicáveis… Estou de fato impressionada e feliz em saber que agora encontrei um lugar excelente pra passar meu tempo… Acredite, minha alma sente-se renovada e cheia de energia pra terminar este dia! Muito grata por sua sensibilidade em dividir conosco estas palavras.

  • sarah k

    oi Gustavo,
    descobri seu blog passeando pela net e ADOREI!!
    já era prá ter comentado antes, mas a pressa …. vc entende não!

    pois é, agora venho aqui pois te linkei no meu blog para um destaque … seu blog é ótimo!!

    bjs
    ;-)

  • Nícia

    Gustavo, cada vez que passeio por aqui fico mais impressionada com suas reflexões, sua sensibilidade e a forma poética com que descreve o universo feminino (é o que vejo na sua apreciação do livro). A sugestão de “solução” dos dilemas pelo não verbal, mas sim pela energia, pelo encontro, pelos toques é perfeita pra mim. Acredito tanto nisso. A racionalização exacerbada do nosso mundo é uma porcaria e gera um empobrecimento enorme da nossa existência. Ler textos como o seu é um conforto pra minha alma, e reforçam a minha crença na possibilidade de encontros opostos aos “amores liquidos” que às vezes parecem ser a regra no nosso tempo.
    Bjs

  • dan

    Gostaria de saber se vcs tem como mim informar se é normalum homem de 46 anos não ter relações com frequencia e não gostar de fazer sexo oral e de fazer qualquer tipo de preliminar na esposa? estou casada a dois anos e mim sinto muito mal com essa relação por favor mim ajude a entender e ao que fazer?????????

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Dan,

    É muito difícil saber o que fazer. Você mesmo tem essa resposta. Converse com quem conhece seu parceiro, pense em formas de abri-lo, faça uma massagem, convide-o, peça, se ofereça.

    Se fosse eu, gostaria de ouvir você reclamar com todas as sílabas: “quero isso, você não faz isso, nem isso, eu preciso disso”. Melhor ser sincera do que começar a se envolver com outro homem que faça o que você deseja.

    Experimente e depois nos conte aqui os resultados. Boa sorte!

    Gu

  • relacionamentos… « Universo Paralelo

    [...] Se você desejar ler mais sobre isso, clique aqui (reflexão sensacional do Gustavo Gitti sobre os tais relacionamentos). [...]

  • Andrea

    To chocada.

    Bom demais!!!!

    Acho que vou ter que ler mais umas 5 vezes, pelo menos, para assimilar e passar a por em pratica.

    Mulher tem essa mania de querer discutir a relacao e isso nunca funciona! Nao sei porque a gente insiste!!

    Obrigadissima pelas dicas, clarificacoes e insights.

    Li o livro Tantra do Georg Feuerstein ha’ muito tempo atras. Muito bom.

    Estranhei voce nao recomendar “Homens sao de Marte, Mulheres sao de Venus”. E’ bem basico, mas explica coisas obvias que a gente nao percebe. Para mim, foi um otimo “open-eyes” inicial.

    B

  • Andrea

    *Beijo

  • Alessandra

    Este livro só fala bobagens!
    Eu o li brevemente na livraria e não o levei.
    Os casais não podem resumir suas uniões numa relação macho-fêmea.Nem tudo se resolve na cama.
    Companheirismo e amizade também faz parte de um
    relacionamento.No diálogo , desenvolvemos admiração,respeito pelo parceiro.Há o fortalecimento das razões que nos une a um outro alguém.
    Além do mais, num diálogo, sempre nos situamos mais rapidamente se esta pessoa é aquela com quem realmente queremos dividir nossa vida, ou se é melhor para ambos cada um seguir seu rumo.

    Um abraço Gustavo, curto muito seu blog

  • Patrícia

    Nossa !!!
    Gustavo, sem palavras para descrever vc.
    Acho q o sonho de qq mulher…rsrsrsr….não me entenda mal “sou legal, n estou te dando móle!”….rsrsrsr
    Mas sério….sensacional sua forma de escrever e pensar….virei sua fã !!!
    Adoro escrever e ler….virei sua frequentadora assídua !!!

    Abraços..

  • tatiane

    Boa tarde!

    Me mande seu blog.
    Mulher tem essa mania de querer discutir a relacao e isso nunca funciona! Nao sei porque a gente insiste!!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Tatiane, como assim “me mande seu blog”?

  • maria luzia

    Achei a abordagem feita por vc a respeito do livro ” não discuta a relação”, o qual só li um artigo, interessante quando vc fala da linguagem falada. Concordo em alguns ponto com o que disse. Prá que falar com o outro se ás vezes não nos ouvem? Por outro lado, acredito que a estrategica do contato funcionará até enquanto houver algum resquiço de envolvimento, quando não existir o mais viavel é achar uma solução que atenda aos nossos interesses. Essa não é a verdade plena e sim, um ponto de vista.

  • Débora Rangel

    Achei interessante a parte que você cita que o livro recomenda que o segredo se resume em toque, rotina, atividades e sexo, pois é, a malfadada rotina, que tantos reclamam e culpam pelos fins de relacionamentos, mais que você, inclusive, já nos ensinou que a rotina deve ser nossa aliada, o que acabei aprendendo.

    Creio que diálogos, discutir relação, enfim, devem existir sim,em uma certa medida, nada que fique chato e frequente, pois é uma das formas de conhecermos melhor nossos parceiros e de melhorar a relação.

  • Flávio

    Velho, eu quase vomito naquele parágrafo dos dos homens que constroem prédios….
    Vc é filósofo, vc sabe o q condicionamento social é… (espero q saiba)
    Esse negócio de q mulher é uma flor delicada q exala o perfume, e o homem ser outra coisa completamente diferente é total Bullshit.
    Vc já teve atenção suficiente das mulheres não acha não? Agora vc pode escrever sério.

  • Fabi

    Quando postou essa indicação pela primeira vez, tava na maior dor de cotovelo. Comprei o livro, li no avião, achei bem bom.
    Foi um colírio.
    Estou mais atenta a essa dinâmica corrosiva da “reclamona” e do “caladão” –
    Farei o teste final nesse feriadão. A seguir cenas dos próximos capítulos.
    Beijos e feliz 2009, Gustavo!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Flávio, eu também vomitaria, cara, se isso (o lance do email) não tivesse acontecido comigo. Vai entender as mulheres… Eu desisti, agora só me delicio.

  • Flávio

    Q tal dar uma olhada em um filósofo, Owen Cook, que trabalha com condicionamento social e tal.
    Essa magia das mulheres estaria explicada, e quem sabe vc parasse de florear a escrita. Se vc achar q isso não iria atrapalhar o seu “negócio”, seu business aqui do blog.
    Não quero q vc perca clientes, nada disso.
    O trabalho mais importante dele se chama Blueprint Decoded, vale a pena dar uma olhada…
    abraço

  • Gustavo Gitti (autor)

    Owen Cook?

    http://en.wikipedia.org/wiki/Owen_Cook

    http://www.youtube.com/watch?v=KHxIUtau-7I

    http://www.blueprintdecoded.com/

    Owen Cook, filósofo? hahahah… Até aí até eu sou filósofo só porque fiz curso de filosofia. hahahah…

    Cara, eu não sei onde você vê “business” aqui no blog. Um dia a gente toma uma cerveja e eu te conto o que me motiva a continuar com isso aqui.

    E a magia das mulheres nunca será explicada por nenhum filósofo ou cientista social ou pickup artist. Comer mulher é fácil, qualquer homem decente sabe disso, não tem segredo algum. Mas os mais inteligentes sabem que a coisa não pára por aí.

    Espero que tu apareça mais por aqui. Quero ver onde esse diálogo vai dar.

    Abração!

  • Maria

    Não discutir a relação para nós mulheres é algo impossível. Só não entendo o porque dos homens correrem dessa oportunidade.No fundo queremos é saber da importância que temos na vida de nosso homem.

  • Flávio

    Que qualquer homem decente consegue comer mulher eu entendo (confiante pelos valores que possui independente de condicionamento social), mas eu ficava abismado com o pq q os indecentes conseguiam comer também! Hahaha, sem querer julgar. Mulheres não tem escolha, elas simplesmente são atraídas pra quem confia na sua realidade e em quem consegue impor sua realidade frente à dos demais, conseguindo se qualificar, portanto, como “alfa”.
    A questão do business é pelos banners do site, e eu vejo que tem um livro não 2 não 1 q tá 69% escrito e que essas gatinhas tão loucas pra verem escrito. E vc não vai querer quebrar o magic mist. Ei man,só brincadeira, leva a sério não.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Qualquer homem decente é indecente. ;-)

    Os banners aqui são do Google. É uma renda ridícula, mas melhor que nada. O livro é uma brincadeira, mas é assim que todas as coisas começam, não? A gente brinca, alguém leva a sério…

    Ah, e existem outras lógicas e universos além de “gatinhas loucas” e “magic mist”.

    Abraço pra ti.

  • Ju

    Eu acho é engraçado quando oa homens ficam putos com vc, mas em parte entendo, mesmo as mulheres às vezes se sentem assim.
    É um dom escrever e tocar as pessoas, seja lá como for…

    Continua de parabéns!

    Sobre o post, estava mesmo curiosa sobre o livro e pela sua janela de indicações ficava me perguntando o que você havia considerado interessante uma vez que o título, de cara, já me causava estranhamento.
    Realmente mulheres tendem a ser mais comunicativas, umas mais tagarelas que as outras. Bom ver sua crítica, no fim, acho que essa carga de “auto-ajuda” incomoda os que realmente estão buscando um caminho mais autônomo e crítico de construção das próprias opiniões. O tanto de “dicas” no faz parecer idiotas porque tem muita coisa óbvia e generalizada, mas no fim te falo que fico curiosa pra ver o que tem nesses livros tão vendidos.

    No mais é isso. É sempre bom ler coisas diferentes, pra concordar ou discordar, não?

    ps: e o post que sugeri??…esqueci não hein? :-D

  • Flávio

    Ah, e existem outras lógicas e universos além de “gatinhas loucas” e “magic mist”.

    Hehehe, ou vc persegue o magic mist ou ele te persegue.
    Um não consegue abandonar o outro!

  • Conversar, discutir e melhorar a comunicação é realmente o segredo de um bom relacionamento? | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    [...] uma hipótese. Penso que o criador das famosas DRs (discussões de relacionamento) foi Sócrates. Até hoje praticamos, em formas variadas, a maiêutica socrática. A tradição [...]

  • Ricardo Monjardim

    Tenho, hoje, 55 anos e sou jovem. Também escrevi um livro sobre este assunto, pois me preocupo muito com esse desequilíbrio e essa diferença de frequências no relacionamento entre homens e mulheres. Acho que os homens, apesar da excessiva permissão e liberdade com que foram criados, no passado (hoje não há mais muita diferença entre os sexos), carrearam para si um paradigma de comportamento, nefasto, que os definia como lobos protetores de “mulheres indefesas”, devendo separá-las em duas categorias: a das “meninas de família” e das “meninas largadas”. Esse modelo prejudicou bastante a adoção de relacionamentos mais espontâneos e naturais com quaisquer tipos de mulheres, pois elas eram logo rotuladas. Dessa forma, não se permitiu que os enamorados pudessem ir se descobrindo aos poucos, durante seu relacionamento, dando mais consistência e valor a cada nova descoberta do outro e no outro. As cabecinhas dos homens, entupidas de cobranças (como é? não vai sair com uma mulher?) frases feitas, ouvidas de pais, tios ou avôs machistas preocupados com a opção sexual de seus adolescentes machos, não lhes davam espaço para serem simplesmente o que eram: Pessoas que sentiam e que tinham curiosidade com relação à forma de pensar, aos sentimentos e ao corpo do outro. O sexo, quando se configurava, passava a ser uma competição dele com ele mesmo. As mulheres se liberaram e cresceram, mas infelizmente perderam as marcas sutis da feminilidade, que àquela época falavam em silêncio da sua sensualidade e incitavam nos machos o aumento de testosterona. O que se observa hoje, é que, mais de 50 anos depois, os espécimes machos ainda professam valores do “machismo” exacerbado e descartador de mulheres. Não há como discutir relação, se a proposta começa com a palvra DISCUSSÃO. O que se deve é tentar INTEGRAR uma relação. Olhar o outro com a mente limpa, com mais curiosidade e tolerância. Essa comunhão divina entre o sexo e a mulher deve ser explorada pelos homens em todas as suas formas de expressão, e é fundamental para uma integração perfeita e para a descoberta e experimentação de prazeres mais intensos, diversificados em suas fontes e com maior tempo de duração. Meu livro foi escrito, principalmente, para aqueles homens que não só gostam de sexo com mulheres, como também gostam de mulheres. Sabemos que nem todos conjugam muito bem esses dois fatores. Para esses que não entenderam ou que acharam ridículo o que acabaram de ler, e que ainda estão resistentes a essa proposta, recomendo, de coração, que acredite, aceite minha orientação e comecem a praticar “apreciar e gostar de mulheres”, diariamente, em todos os sentidos e formas, até que, em algum momento, atinjam essa faculdade sem maiores esforços. Se você se dedicar e praticar diariamente, essa transformação ocorrerá sem lhe avisar e sem que você se aperceba dela. Quando isso acontecer, você estará autorizado a entrar num mundo muito mais amplo da sensualidade e da sexualidade feminina. Para ilustrar e dar maior realidade e consistência a esse discurso, posso lhe afirmar, categoricamente, que se você não for portador de doenças que levem à impotência sexual, parcial ou total, o fantasma da broxura, além dos ofensores externos – muita bebida, muita droga, muito estresse e muita preocupação, cuja opção de emburacar, na maioria das vezes é só sua, é resultante, principalmente, de excesso de auto-cobrança machista no desempenho sexual, de parcialidade em seu posicionamento na vida amorosa, e do medo de se integrar com uma mulher. Integrar-se, relaxar e deixar fluir, é o SILDENAFIL natural. Você vai se surpreender com você mesmo. Resumindo, se você, qualquer que seja a sua idade, é um homem saudável, autêntico com você mesmo e com os outros, sem muitas aporrinhações na vida, e sabe ou quer aprender como integrar-se com uma mulher, a impotência jamais fará parte de suas experiências sexuais ou de suas preocupações. As chaves para vivenciar e saborear sensações de prazer jamais conhecidas, e experimentar sentimentos indescritíveis de êxtase e felicidade, estão na flexibilização do ego, na rendição e entrega incondicional, e na integração com cada mulher que, por uma razão ou outra, venha a tornar-se especial para você. Renda-se a ela, e as portas do paraíso abrir-se-ão para você.

  • Gustavo… há dias venho lendo seus textos… são simplesmente fantásticos!
    Refletem justamente os pontos que geram as ansiedades e dúvidas na condução de uma relação! Nos fazem muitas vezes refletir aquilo que fazem parte do dia a dia das pessoas que de alguma forma se relacionam ou querem se relacionar!
    Parabéns… parabéns por sua sensibilidade!

  • An

    Seu texto me deixou intrigada ,é boa a percepção de que existem homens capazes de interpretar e enxergar um pouco de como as mulheres são diferentes dos homens até na forma de encarar alguns problemas consjugaise como são complementares ambos os dois.
    Agora uma pergunta , isto funciona quando o homem tem a minima percepção de como precisa atuar em um relacionamento. Mas e quando ele é um muleque e desiste facilmente ? Pode uma pessoa só salvar um relacionamento por ambas ?
    Sei que pode parecer meio boba a pergunta e talves até possua um tom meio desesperador , mas sempre me pergunto isso….Namoro a 5 anos e nestes cinco anos nunca ficamos mais de 2 meses juntos , é engraçado pq por mais que mudam os problemas este mecanismo descrito ao longo do seu texto sempre ocorre e na hora que eu estou triste e recolhida e ele com a sensação de que não me faz feliz a gente desiste e vai cada um para o seu lado sofrer sozinho.

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Mas e quando ele é um muleque e desiste facilmente ? Pode uma pessoa só salvar um relacionamento por ambas?”

    Você pode praticar lucidez, amor e profundidade unidirecionalmente. O outro naturalmente será convidado a fazer o mesmo. Você não precisa ficar dando conselho, por exemplo, é melhor ser o exemplo.

    Se não funciona, você pode se distanciar, alterar a estrutura da relação (acabar o namoro, por exemplo). O lance é continuar praticando e oferecendo seu melhor, seja com essa pessoa ou com outra.

    Foque na qualidade da relação. Se está ruim para ambos e vocês não visualizam modos de transformação, não percam tempo. A vida é preciosa. A morte está logo aí.

    Bjo.

  • An

    O tom salvar foi meio dramático , na verdade me sinto responsável por sempre transmitir um certo otimismo. No começo são feitas juras e promessas de mudanças que funcionam mas depois acabam por se tornar esquecidas ao longo do tempo . No entanto, quando me sinto livre e estou só , ele volta , vem atras e me passa novamente a sensação de que tudo será diferente. Realmente o é se condiderarmos apenas as partes ,mas há algo em dado momento do tempo que faz as coisas no geral pareçam iguais. Talves o mecanismo e a estrutura de uma relação tão sedimentada e cheia de vícios não se altere. Acabar inumeras vezes acabamos, porém dificil mesmo é não voltar, pois ambos sentimos a falata um do outro. A diferença é que depois de me ter ele esquece a importancia disso ….

  • Mila

    É incrível como não reparamos em coisas tão obvias… essa ultima colocação, então, revelandoq ue uma mulher bem acolhida vive tanquila é como se explicasse muita coisa! Já me senti nos dois lados, tanto bem acolhida, como mal acolhida (enquanto ele achava que me acolhia bem, e sei bemc omo me senti em cada uma. QUando bem acolhida, eu mesma fazia questão de deixar meu namorado da época em total liberdade. Simplesmente não me abalava, mesmo que ele dissesse que ia deixar de me ver pra fazer qualquer outra coisa. Eu so queria vê-lo feliz. E isso nos fazia feliz. Hoje sou totalment einsegura. Me culpei demais por isso, e meu namorado atual reforça. Mas percebo, aos poucos, que apesar da minha parcela de culpa, ele contribui bastante par aisso. Mesmo presente, o sinto distante, e por consequência me sinto largada, mesmoq ue fiquemos 24h grudados… percebo muito mais no seu olhar… enfim.

    Parabéns!

  • andrezha

    bom, Gustavo ..as veses eu e o meu namorado brigamos muito,.,so q não confio mas nele…desde o dia que eu descobrir que ele me traiu!
    bom sei q foi culpa minha, pq ele tbem tinha descobrido q eu tinha traido ele..e ele disse q so tinha me traido por causa q eu tinha traido ele…amo ele d+…so q a minha confiança não é mas a mesma…eu sei q ele me ama.,ja me deu bastante prova disso mas naum sei oq faser,,, a minha disconfiança fala mas alto ,,do q o amor que eu sinto por ele,!!!!
    PS:amei seu blog é d+
    bjus!

  • mônica

    Pois é, Gustavo,
    eu fiz a mesma coisa que você: li o livro numa livraria, achando que era “interessante o suficiente para ler mas não para comprar”. E eu concordo: não é lá estas coisas, mas ajuda a pensar de forma diferente sobre alguns de nossos hábitos. O diálogo, por exemplo. Parece que tem sempre alguém nos dizendo que para um relacionamento ir bem é preciso falar o que sentimos e o que queremos. Mas, pensando bem, será que um abraço apertado na hora de dormir não é mais eficaz para expressar amor? O que mais me marcou neste livro foi lembrar, sempre que tivermos raiva, do que foi que nos atraiu no outro. Naquela hora em que queremos soltar os cachorros, parar dois segundos e ver novamente naquela pessoa o que nos despertou afeto é um truque simples e fácil. E nos ajuda a ver a relação como algo maior, além dos pequenos problemas que nos incomodam. Funciona.

  • Alessandra

    Olá achei interessante acredito que você não tenha compreendido algumas coisas justamente por causa disso:

    “Enquanto os homens se esforçam em filosofar e construir prédios, as mulheres – esses seres naturalmente mais sábios – não perdem tempo com as linguagens materiais. Elas ouvem e falam só poesia, aquele perfume inexistente que dá vida a qualquer coisa que faça algum sentido.”

    Mas como fui casada por 20 anos e sei o que é um relacionamento você pode ter certeza as duas dicas é a melhor solução basta compreender, por que é examentemente assim.
    Por fim você pode trocar de homem ou de mulher mas os problemas serão os mesmos. Defeitos todos temos.
    Mas devo adimitir que fico feliz que possa existir homens que se preocupam com isso mesmo não compreendendo nós MULHERES , por que na verdade nós entendemos voceis…HOMENS

  • ca*

    muito boa essa matéria, meu namorado que deveria ler isso…
    e na minha opinião, isso na verdade é pouco, deveriam aprofundar mais, se aprofundasse mais ajudariam muito relacionamentos como o meu, me ajudou a pensar um pouco esse texto, mas se aprofundassem mais iria ajudar MUITO mais, boom… o jeito é ver o livro e esperar que ele realmente ajude…

  • ca*

    fiquei pensando em tudo isso que li e resolvi pedir sua ajuda Gustavo.
    Às vezes temos a simples mania de querer resolver tudo na base da conversa, não vemos que nós podemos estar errando, muitas mulheres desconfiam do marido, do namorado, ficam pensando mil coisas, mas agora eu sei o porque de tanta mulher reclamar que seu homem não à satisfaz… será esse um problema do homem estar tão ‘longe’ assim?
    eu mesma por exemplo, no começo do namoro era tudo mil maravilhas (sempre dizem isso, mas eu ainda penso que podem mudar essa teoria), e eu,como desconfiada por natureza, comecei a fazer cobranças, sempre querer estar conversando, sei que conversa faz parte de qualquer relacionamento, mas eu e ele tem DR’s em quase todos nossos encontros e a maioria das vezes é por causa de desconfianças e cobranças minhas, por isso ele mudou um pouco, parece que está mais impaciente, até na nossa intimidade mudou um pouco, sempre falo que vou mudar, mas não sei o que acontece comigo, desconfio de tudo e de todos… sabe, depois que li sobre isso mudei meu jeito de pensar, sei que devo mudar, só não sei por onde começar, vou conversar com ele, estamos juntos à pouco tempo, isso não deveria acontecer, pois quero curtir o namoro ao máximo, não quero viver só de briguinhas bobas e sem sentindo, e o que mais me deixa pensativa é o fato de eu ser desconfiada e ele ter confiança em mim, e eu só posso estar louca, mas até isso causa desconfiança em mim rsrs…(sinceramente não sei o que fazer), pois da parte dele tudo está ótimo, a única coisa que temos, ou melhor que EU tenho que corrigir, são essas desconfianças bobas… tem até uma parte de um de seus textos que me deixou muito pensativa:
    ” A insegurança da mulher faz com que o homem sinta vergonha, enquanto que a impotência masculina aumenta a solidão feminina. Isso afasta e irrita ambos. É como se ele desejasse dizer a ela: “Você não confia em mim? Seu medo e insegurança fazem com que eu me sinta um fraco e perdido!”. E ela a ele: “Por que você não se aproxima? Sua depressão e falta de direção me fazem sentir medo, totalmente sozinha em meus sonhos, sozinha em meus mundos”.
    Essa parte me deixou inquieta aqui, quero conversar com ele, quero mudar, mas sou muito orgulhosa, sei que o problema é comigo mas sempre dou um jeito de empurrar para ele… e isso acaba tendo briguinhas sem sentido… isso acaba diminuindo o ‘apetite’ sexual, pois sempre que nos encontramos e conversamos sem brigas e sem cobranças o resultado na hora H é outro ( e muito bom), por isso a partir de hoje quero mudar, mas não quero mudar só hoje… quero mudar pra sempre, sabe…é a primeira vez que tô vendo seu blog, achei por acaso na net, e pode ter certeza que agora sou sua leitora fiel, e se você puder me indicar mais textos, me ajudar… porque como é a primeira vez que estou aqui, ainda estou meio ‘perdida’ rsrs.
    Muito Obrigada pela atenção, e parabéns pelos seus textos!

  • Cris

    Olá! Boa noite!! Em primeiro, parabenizo vc pelo blog suuuper atrativo e inteligente… passeei a tarde aqui! Encontrei-o enquanto buscava entender o que está acontecendo no meu relacionamento e realmente foi muito importante. Não que tenha resolvido (claro), mas me ajudou a perceber que posso estar sufocando meu namorado pelo fato dele estar muito distante, frio comigo. O último parágrafo desse texto foi genial! É bem assim que me sinto e acabo exigindo respostas: ‘isolada buscará por contato e segurança a cada instante, testando você, exigindo mais, reclamando de cada detalhe.’ Obrigada por ter me ajudado!! Desejo sucesso e que vc continue nos fornecendo essas palavrinhas de apóio sempre :) Abraços!

  • Karolina

    Blog de cabeceira…rs Parabéns mais uma vez!