Mulheres que me dão tesão (3) - Maitê Proença (comente e concorra a um livro autografado!)
A Maitê Proença é linda e eu casaria com ela. Ponto. Como as pessoas esperam mais do que uma simples frase para um post, eu continuo. ;-)
Ela é uma das poucas atrizes brasileiras que admiro (a Bruna Lombardi é outra). Sua carreira é invejável, ok, ela é uma das apresentadoras do programa Saia Justa na GNT, já posou nua para a Playboy, escreveu crônicas para a revista Época e lançou um livro, Entre Ossos e a Escrita. No entanto, isso tudo é bastante comum e não é o motivo de minha paixão.
Maitê é mulher com M, expressão da vida, imersa em espiritualidade. Ela personifica uma jornada comum a todas as mulheres: deixar de viver para ser vida, parar de tocar a natureza para se tornar a natureza, abandonar o anseio por amor para se tornar amor.
O primeiro gancho de minha conexão com ela, lembro bem, foi um chá alucinógeno chamado ayahuasca, conhecido em alguns locais como Santo Daime. Tomei 4 vezes e na época vibrei: “Ela tomou também!”. Além de sua história que conheci essa semana: perdeu os pais quando menina (eu não perdi, mas sofri com a separação), começou a escrever por causa de um grande amor, adora entrar em vários mundos sem nunca pertencer a nenhum…
Semana passada recebi, por cortesia, dois exemplares de seu segundo livro, que será lançado essa semana em São Paulo:
Uma Vida Inventada: memórias trocadas e outras histórias | Maitê Proença
Editora: Agir (Grupo Ediouro)
Páginas: 224
Preço: R$ 29,90
Compre online!
Um deles eu li inteiro (coisa rara hoje em dia, ainda mais com livros desse tipo), outro deixei guardado para uma leitora sortuda do Não2Não1. Para concorrer, basta deixar um comentário (preencha todos os campos, principalmente o email) respondendo à pergunta: “Descreva o momento em que você virou MULHER ou o que falta para isso”. Essa proposta é inspirada por um dos trechos do livro, o primeiro dos citados abaixo. A mulher com o comentário mais gostoso-apetitoso-tudo-de-bom ganhará um livro autografado pela Maitê.
Além de algumas crônicas, eu nunca tinha lido nada da Maitê. Confesso que fui surpreendido por esse segundo livro. Em vários trechos, pensei: “Preciso dar esse livro para…”. Se seguisse cada um desses pensamentos, teria comprado uns 20 livros para as mulheres que habitam minha mente.
Maitê transborda o feminino, tem umas confusões deliciosas e umas frases ótimas que saem sem querer. Parece uma criança muitas vezes. Como mulher, pode ser chuva, trovão, mar ou areia. Viajou o mundo, sorveu cada minuto e, ainda assim, somente se realizou quando foi mãe.
Em vez de ficar falando, vou abrir o livro aqui e compartilhar algumas coisas com vocês.
Gestos da Maitê
Sobre a experiência com ayahuasca
“Meu mergulho foi fundo, foi denso, e foi bom. O entulho que sufocava , retirei de cima de mim. Chorei oceanos, rompi os diques de minhas represas, caminhei por tempestades de areia. Depois, sentada sobre as dunas que se formaram, lá do alto, presenciei belezas transcendentais. Mais do que tudo, coisas simples, virei mulher. Eu era um ser híbrido com medo da fêmea sentimental, intuitiva, e por função parideira, que existia em mim – era um amontoado de fazeres e aconteceres. Naquele divisor de águas, em que eu antes era levada pela corrente, mas depois virei a própria corrente que levava, pude conciliar-me com um aspecto muito feminino de meu ser e, assim, preparar-me passivamente para a concepção. E, ao realizar algo tão prosaico para tantas, mas que para mim, com dez ano de tentativas malsucedidas, não parecia possível, tornei-me igual à vaca, à cabra, à girafa, à lesma. E, irmanada à criação, senti o círculo se fechar em completude.”
Sobre as confusões do feminino
“Faço refeições em torno da mesa, oração às seis da tarde, nado mil metros todos os dias, tenho um bom trabalho, um bom dinheiro, a filha perfeita, amigos de trinta anos e um homem que me ama. Contudo, muitas vezes me sinto perdida numa desestrutura abissal! Não me lembro de terem me avisado que precisaria lidar com tantas verdades incongruentes se confrontando dentro de mim.”
Sobre ser mulher
“Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só, o sangue me corre quente, sou da briga e quero brigar, dou risada alto, falo baixo, tenho explosões de alegria e fico muito, muito triste.”
Agora, me diz, como não amar as mulheres?
Sobre viver intensamente
“Deixei de ser uma pessoa assustada e defendida, para aprender que não se morre de intensidade. Morre-se, ao contrário, pelo embrutecimento. Deve ser por isso que hoje a medida das coisas muitas vezes me escapa. Quando a gente perde a delicadeza de se deixar mobilizar pelo entorno e recupera isso depois, o valor dos sentimentos se eleva. E pega-se gosto na brincadeira – já que não mata, quero despencar em vertigem de dor até o fundo do poço, e quero subir gargalhando até o infinito supremo, e quero me largar nesse amor feito uma canoa no mar, e quero e quero e quero mais. [...] Quando o mundo fica bobo, não é nada mal se entregar assim. Sensações podem ser prazerosas ou ruins e fazem a gente palpitar, mas elas vêm de fora, e por isso os sentimentos a meu ver lhes são superiores, brotam por dentro, e não há um igual a outro.”
“Neste mundo não há saída: há os que assistem, entediados, ao tempo passar da janela, e há os afoitos, que agarram a vida pelo colarinho. Carimbada de hematomas, reconheço, sou do segundo time.”
Sobre sexo
“A gente gasta um tempo danado seduzindo os outros. É uma espécie de vício que se aprende quando criança e que vamos sofisticando ao longo da vida. Verdade que nem sempre resulta em sexo, e muitas vezes nem é por ele que seduzimos, mas para sermos apreciados no ser que quer que seja.”
“Não considero sexo fundamental. Sexo é apenas delicioso.”
Sobre transcendência
“Quando tiver me livrado de mim, talvez eu consiga escrever sobre os não-mim que há em mim e por toda parte.”
“É duro ter que viver dia após dia consigo mesmo: o grande cansaço é de si próprio.”
Sobre a paz (paradoxal) que vem da paixão
“Só sei viver um amor se antes passar pela cegueira da paixão. Não entregaria minha vida a outro de caso pensado, sou defendida e controladora demais. [...] Ou seja, pelo intelecto a coisa não vai. Só mesmo a paixão, que é do reino da loucura, me põe entregue e besta, com as patas arriadas no chão. E eis a contradição outra vez: nada me descansa mais que um amor insensato – quanta paz e conforto há naquele punhado de instantes em que se vislumbra o paraíso!”
Sobre o presente
“Renunciando ao agora e desistindo do ócio criamos uma civilização de prazeres adiados em nome de um porvir que não chega nunca. O lado bom dessa busca é o encontro com o novo e sensação do renascer, pois o preço pago pelas tribos de ócio foi a ausência de desenvolvimento e cultura. Mas o preço pago pela civilização é o enquadramento do espírito, a correria e a falta de paz.”
Lançamento do livro em SP
Eu tentarei ir. Se puder, apareça. Se não puder, comente abaixo e concorra a um exemplar, cortesia desse blog querido aqui. ;-)
São Paulo - Livraria da Vila (2 de abril, quarta, às 19h)
Leitura com participação afetiva de Irene Ravache
Rua Fradique Coutinho, 915 - Vl Madalena
Tel: (11) 381405811
Comente e concorra a um livro!
Descreva o momento em que você virou MULHER ou o que falta para isso. Ganha quem deixar o comentário mais rico e delicioso (não necessariamente o mais longo). Pode ser o relato de uma noite em que você foi mulher, do período em que você se formou mulher, da fase em que mais você expressou o feminino, etc. Homens, eu não quero saber quando vocês viraram mulher, ok? ;-)
Quem não ganhar pode comprar on-line.
Espero poder fazer muitas outras promoções assim aqui do Não2Não1. Vocês também não acham uma ótima?
P.S.: Esse não é um post patrocinado. Não recebi nada de grana para fazê-l0, apenas dois livros de cortesia. Como gostei muito, é um prazer pode oferecer um deles para uma leitora.
Update: Leia entrevista com Maitê na Folha Online e no Caderno 2 do Estadão (essa matéria ficou excelente!).







Gu, incrível como seus elogios às mulheres sempre soam verdadeiros desabafos! Este livro também está soando verdadeiro para mim, como no geral a Maitê pareceu em toda sua vida pública. Absolutamente linda e real, o que me faz admira-la. Ontem comentei en passent esta habilidade dela de se mostrar humana numa citação ao Saia Justa.
Sam
a vida como a vida quer
O meu lado mais fêmeo foi aflorado ,quando descobri o que era essa coisa de amar …descobri que o amor é um sapo!…de papo gordo livre de dietas.Como o sapo comelão é uma mulher que ama,ela tem coração largo independente da forma de amor.
Soaria meio lésbico eu dizer que a Maitê é deliciosamente feminina. Acho que você pode dizer isso, Gustavo … e mais um monte de homens.
Concordo em total e absoluto com a Maitê que sexo é delicioso apenas, não essencial.
Nada mais interessante que reconhecer no outro a própria profundidade, renomar os próprios desejos.
Parece ser um livro bem interessante.
Obrigada pela dica!
Cris, você não quer ganhar o livro, não??? Ou não leu o post?
“Só sei viver um amor se antes passar pela cegueira da paixão. Não entregaria minha vida a outro de caso pensado, sou defendida e controladora demais. […] Ou seja, pelo intelecto a coisa não vai. Só mesmo a paixão, que é do reino da loucura, me põe entregue e besta, com as patas arriadas no chão.”
A primeira vez que pensei comigo mesma: “agora sou uma mulher!” foi quando comecei a racionalizar os sentimentos. Quando achei que a capacidade de colocar os prós e contras na balança seria o ponto de equilíbrio necessário para ter controle e ser feliz (ou simplesmente não sofrer).
Acontece que não há medida para o amor. O amor, creio eu, há de ser essencialmente desmedido, justamente porque “passa pela cegueira da paixão”. E não importa que não seja eterno. Basta que seja intensamente, loucamente, profundamente vivido.
Controle? Controlar é uma merda; ser controlado, pior ainda.
Hoje quero alguém que me tire as rédeas das mãos, me ponha sentada no colo e me diga que vai me levar não-importa-pra-onde.
E foi quando eu decidi que embarcaria nessa viagem qualquer, que percebi que sou mulher.
É preciso muito mais força pra se deixar guiar… não é?
Comecei a virar mulher quando a filhinha do meu ex, em nosso segundo final de semana juntas, disparou: “te amo Fran”. O pai dela levaria mais um mês para fazê-lo, mas as crianças tem uma espécie de amor assim, avassalador. Continuei parindo minha mulher interna quando pouco tempo depois ela deixaria escapar: “minha outra mãe” e imaginei que se acostumar à maternidade em 9 meses devia causar menos frio na barriga do que assim, de sopetão… Quando pensei que a mulher que trazia à tona estava no seu auge, ganhei dela flor no dia das mães. E fiquei dividida entre a sem gracice e o orgulho, mas definitivamente mulher e “mãe de mentirinha” quando ouvi as amiguinhas comentando no aniversário da pequena: “ela fala que você é mais legal que a mãe dela”… Meses e meses sem poder vê-la geraram uma carta que tem cara de livro. Uma dor do parto da filha que não tive e quase ganhei. Um quase aborto. Uma cicatriz que sempre ameaça abrir. Cresci de sopetão e me descobri mulher.
De filha, passei direto para o ranking de “esposa”. Sempre confusa, muda sobrenome, domicílio e, sem querer, muda de amor.
Eu me senti mulher pela primeira vez através da dor - quando assinei minha separação.
Naquele momento eu não sabia se chorava por insegurança, vulnerabilidade, ou por alegria mesmo.
Alegria por poder ser só Louise.
Decepcionando alguém que eu amei. E que ainda amo, de outras maneiras.
Mas me libertando de expectativas para poder, enfim, me descobrir como uma pessoa autônoma, cheia de defeitos e mais ainda, qualidades; uma mulher que, mesmo sem filhos (ainda!), se espanta, diariamente, por saber que pode fazer suas próprias escolhas.
Hum … logicamente li o post … mas por hoje só comentário.
;)
Maitê é espantosa. Bela, inteligente, profunda, competente, dedicada, sensível… Soa quase perfeita, e eu, que não acredito em prefeição, fico aqui matutando…
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Eu não creio que a gente vire mulher, existe uma mulher dentro da gente, desde que nascemos e ela vai brotando, desabrochando, florescendo devagar e sempre.
Brinca de casinha, de boneca, de médico. Rouba as roupas, sapatos, enfeites e batons da mãe e se projeta lúdica, diante do espelho, curiosa premeditando o futuro.
Se espanta diante das transformações que o tempo vai imprimindo no seu corpo, os pêlos, as protuberâncias, os fluxos. Perplexa diante descoberta das paixões, e das próprias contradições; do ritmo confuso dos hormônios que por diversas vezes comandam implacavelmante, noutras os sentimentos à flor da pele que deságuam sem nenhum aviso prévio.
Dores e delícias, ventre sagrado, coração imenso, um campo farto de amores: filiais, fraternos, maternais, românticos… A garra e a sensibilidade sempre juntas, uma força sutil e pujante, a insegurança e o medo convivendo o tempo todo com a confiança.
Me faço mulher todo dia, assim, aos poucos, as vezes lenta, noutra intensa; mas sempre permeada pela minha imperfeição, esse liame que deseja ser imperceptível, e que no fundo é a causa mais forte da minha (in)completude.
É assim Gustavo, que me torno mulher dia após dia.
;-)
Como diz uma amiga minha, pertenço ao rol das mulheres fálicas, isto é, daquelas que tem uma porção masculina bem aflorada. Sou assim mesmo e desde sempre. Fui criada para me virar sozinha nesta vida. Sempre trabalhei com homens. Sou muito respeitada por amigos e clientes. Sou excessivamente dura comigo e com as pessoas em geral. Sou mãe linha dura. Era uma esposa que mandava em casa e na vida conjugal. Sempre dividi as contas. Quer saber quando me senti mulher? Quando um homem me tratou como mulher e ponto. Ele era um estranho, isto é, não sabia deste meu histórico “fálico”. Ele me conduziu entre os lugares. Decidiu por nós. Mandou. E eu achei deliciosamente bom estar entregue àquele homem.
Bruno, primão, me diz que foi tua mina ou tua mãe que escreveu esse comment, por favor! ;-)
Me torno mulher a cada vez que me apaixono.
Sou mais mulher quando me vejo completamente irracional. Sonhando colorido, rindo pro nada e achando o mundo rosa.
Viro mulher quando quero que ele me leve pro seu mundo, me fale que sou fundamental na vida dele e que me quer sempre ao seu lado, mesmo sabendo que isso não vai acontecer.
Viro mulher a cada vez que vejo um conto de fadas, e sei que quero ser só isso, uma princesa pra alguém.
Me sinto mulher quando percebo meu coração disparando só de pensar em receber um “Alô” dele, e depois perceber que ele dispara ainda mais, quando não obtenho este “Alô”.
Me sinto mulher quando vejo que não posso me controlar, me entender, e me racionalizar.
Quando simplesmente abraço esta confusão de sensações e sentimentos.
E sorrio! Sempre!
Meninas, leiam matéria na Folha e no Estadão (essa é excelente, capa do Caderno 2), eis os links:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u388120.shtml
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080402/not_imp149810,0.php
Difícil dizer quando foi que virei mulher, porque a verdade é que ainda estou virando. Mulher é coisa inventada. Nem Freud entendeu, nem Lacan, porque eles eram homens.
Mulher não tem signo, nem símbolo. A gente não sabe exatamente o que é que nos torna o que somos. O que é que dá a pitada final naquele caldo de emoções conflitantes.
Acho que me tornei mulher no dia em que parei de achar que precisava fingir ser alguma coisa. Quando me senti segura o suficiente pra ser mulher do meu jeito.
Eu não sou uma pessoa super vaidosa, não gosto de florzinhas, nem de babados, sou fisicamente forte, prezo minha independência. E isso tudo é mulher.
Tornei-me mulher quando entendi que podia ser forte, mas não precisava ter medo de ser frágil. Quando aprendi que podia carregar o mundo nas costas, mas chorar porque estava pesado. Senti-me mulher a cada vez que senti uma vontade louca de cuidar, e também quando confiei o suficiente para me entregar aos cuidados alheios.
Pode ser que tenha havido um momento, um instante, uma fração de segundo em que tudo isso se operou, em que saí da indefinição da adolescência e aprendi a ser o que sou. Mas é como tentar saber em que momento exato o rio se torna mar.
Oi Gustavo. Vim lá do PdH comentar (e concorrer) aqui rsrs.
O que falta para eu me tornar MULHER? Já amei demais, já fui amada. Tive dias felizes, tive dias tristes. Sou boa filha, boa amiga, boa companheira. Terminei o colégio e a faculdade. Tenho um emprego. Mas o que ainda falta é a magia da maternidade. Isso é o que vai me completar como mulher. Amo crianças, e fico imaginando eu olhar pra uma criança linda e pensar “Meu Deus, fui eu quem fiz, eu quem eduquei”. Acho que uma mulher não é completa sem um filho.
Tenho esse sonho desde os meus 15 anos. Se eu puder, vou ter uns 5 filhos rsrs.
“Quando aprendi que podia carregar o mundo nas costas, mas chorar porque estava pesado.”
To pendendo a dar o livro só por causa dessa frase… Mas a coisa ainda está aberta. ;-)
eu me descobri mulher qdo percebi que não só é muito bom estar apaixonada,mas SER apaixonante também.Faz tempo que descobri isto mas todo dia eu me lembro disto pra mim mesma e percebo que não tem beleza igual ao sorriso sincero de al´guém q
foi quando eu descobri que não só é bom estar apaixonada como também SER apaixonante,SER amada,gente,eu valorizo cada sorriso espontâneo pra mim de alguém que eu sei que me ama,cada fala,cada pedido,tudo,até os ranços dela pra com ela mesma pois as pessoas em seu crescimento e descobertas têm suas crises,como eu também tenho as minhas,mas eu aprendi isto e isto muda o sentido da vida,desde eu me cuidar(saúde,dieta,perfume,comprar um sapato que EU gosto)ser Mulher em todo a sua essência,ser normal,gordinha,chata às vezes,mas alguém GOSTA de mim,por isso eu devo ME gostar também!
Gustavo, que coincidência boa e ruim ver este post. Boa porque li hoje sobre este livro e também sobre algumas agruras enfrentadas pela Maitê (embora a maioria eu já conhecesse, superficialmente). E ruim por saber que o lançamento foi - está sendo ainda, talvez? - há poucas horas e num lugar que eu adoro.
Eu sou muito fã da Maitê também. E lia as crônicas dela na Época e adorava. Ria quando na seção de cartas chegava alguém colocando em xeque o talento dela como cronista, sempre - óbvio, e que triste, e que clichê - dizendo que certamente foi chamada por ser atriz da Globo, por ser famosa, por ser isto, por ser aquilo. Nunca, nunca admitiam que alguém pode ter TUDO isso e AINDA ASSIM ter talento. Imagina, na cabeça deles não existe isso. O estilo dela é muito bom, é leve, espirituoso e denso ao mesmo tempo. Tem humor, tem verve, inspiração. E escrevia de uma forma feminina sem ser maçante ou sexista.
Vou escrever aqui não só pela possibilidade de ganhar o livro mas também porque o tema proposto por você me agradou. :-)
Eu não sei exatamente quando me tornei mulher. Talvez este dia nem tenha acontecido, já que me sinto tão criança às vezes. Tão sonhadora, pueril, Pollyana.
Pode ser que me sinta mulher quando tiver filhos - mas e se nunca os tiver?
Pode ser que isso se dê quando o emprego dos sonhos aparecer - e se ele ficar mesmo no campo onírico pra sempre?
Pode ser que me sinta mulher quando um homem me pedir em casamento - e se algo assim for um desejo infantil plantado numa tenra idade em mim pelo Walt Disney, e jamais homem algum quiser isso comigo?
Pode ser que aconteça quando algum projeto meu grandioso um dia for aprovado. Pode ser que seja quando pegue meu diploma de jornalista. Pode ser que aconteça amanhã, pode ser que seja em 2026. Pode ser que seja algo post mortem, quando alguém cismar de tecer algumas palavras bonitas no meu velório: “E estamos aqui para dar o Adeus à Patrícia Carvoeiro, mulher que isso e que aquilo”, fazendo com que eu mesma, a poucos metros dali, talvez me surpreenda e ria.
Pode ser que eu seja mulher desde sempre e até hoje tenha escamoteado tanta coisa.
O quê faz de mim mulher? Meu hímen? Meus seios? Os grandes e pequenos lábios? Útero? Gerar um ser humano? (Neste ponto me estaco, lembrando dos cavalos-marinhos), ter menos neurônios, menos percepção espacial, mais capacidade de conversar, mais resistência à dor?
Eu ainda não descobri em que ponto da minha trajetória eu estou, mas me sinto mulher tanto quanto me sinto menina, criança e - por quê não, homem. Choro muito, sou sensível, emotiva, mas já segurei barras (psicológicas e de força física até) em que muito marmanjo teria pedido água. Neste mixed emotions, fico mesmo achando que sou apenas humana.
Boa pergunta!
Antes de tudo quando descobri que não fazia xixi em pé. Poxa, seria tão mais prático!
Mas, nessa época, óbvio, não poderia compreender quão grandioso é ser mulher. Mas percebi que já existiam diferenças veementes.
O tempo foi passando e descobri os eletrodomésticos…e percebi que eles faziam barulho demais. Poluiam minhas idéias e meus esboços de vida futura. Algo parecido com casar, ter uma casa, um jardim e filhos para se sujar (por que isso faz bem).
Comecei a descobrir a ansiedade e a ebulição emocional que todo mundo fala. Mulher chora, fica estressada, tem TPM e sente vontade de beijar na boca. E precisa de dinheiro! Dinheiro pra tudo! Pra ficar bonita, pra não depender do sexo oposto, pra cair na balada, mas, principalmente, para entender que há de mais belo em uma mulher é sua inteligência.
E acho que foi quando compreendi isso que descobri que estava me tornando uma mulher de verdade. Bonita, gostosa e INTELIGENTE! Que valoriza sutileza, lealdade, bom-humor e amor de verdade.
Hoje, no estágio que estou, pra ser 100% mulher preciso apenas descobrir o homem que irá reconhecer todas essas qualidades e se apaixonará. Claro que ele tem que se apaixonar primeiro. E muito! Mimar! Conquistar! Seduzir!
Pra que eu possa doar esse poço sem fundo de generosidade ao meu protegido…
Falta pouco!
Conseguirei!
Descobri que virei mulher exatamente no mesmo contexto da frase que você citou: “Quando aprendi que podia carregar o mundo nas costas, mas chorar porque estava pesado.”
Foi quando me lembrei que nasci no outono, e que por isso não sou fria nem quente. Foi quando me descobri como uma flor do cerrado: delicada, mas ao mesmo tempo forte.
Sem concorrer e sem responder a pergunta, que acho muito simplista, apenas coloco um ponto de vista bem particular. Não imagino como podemos congelar um momento de se tornar mulher. Como podemos saber o que falta e se soubermos de que adianta? Somos feitas de argila, sendo moldadas por tantas e tantas circunstâncias, variações, tempo, enfim tantas energias se movendo… Como conta a linda Maitê.
Quando eu percebi que podia carregar um peso e que podia chorar por isso me descobri mais humana. Mulher somos, nascemos, e seguimos cada qual com suas sutilezas.
Mas se a gente falar em descobrir o feminino, isso é delicioso…o feminino vai nascendo pouco a pouco, pra mim é uma energia do ser mulher, é muito sutil. No meu caso começou com um movimento arredondado de quadril, um girar delicado de punhos, um abrir os braços, uma doação. E uma vez iniciado, prossegue em seu tempo, fluindo sem meu menor controle. E se um outro vem para compartilhar, ele não me faz mais ou menos feminina (ou até mulher), ele comunga dessa energia, comigo, naquele momento.
Gustavo, obrigada pelo elogio! Mesmo que eu não ganhe o livro, acredite, já fiquei feliz o suficiente…
Alê, eu concordo com você que não é possível identificar um momento, uma fração de segundo em que nos tornamos mulheres. E é o que eu disse no meu comentário, é como tentar definir em que ponto exato um rio se torna mar. Não há nada de polêmico nisso, a feminilidade se constrói, se vivencia, não surge de repente.
A grande dificuldade, eu penso, seja definir o que é mulher. Mulher é quem tem vagina? Mulher é quem tem os cromossomos XX? Mulher é quem dá à luz? Será que só isso é mulher, será que isso tudo é mulher?
Penso que exista algo de muito subjetivo, aí, muito mais do que o simples nascer mulher.
Oi Deborah,
Longe de mim criar polêmica! rs Apenas fui sincera e como disse coloquei um ponto de vista muito particular. Pra mim o Ser mulher é muito mais subjetivo sim e sua forma mais sublime é essa energia que chamo feminino, inerente a mulher, e na minha experiência de vida é a grande descoberta.
Não tinha lido nenhum comentário antes para não influenciar o meu, mas agora li o seu e acho que falamos, de certa forma a mesma coisa, de modo diferente.
Estou contigo, o que é ser mulher? Essa talvez seria a grande questão!
bjs
Acho que ssó de discutir em o que é ser mulher já podemos dizer que somos isso.
Homem não discute este tipo de coisa.
Mulher que pensa demais, que analisa e considera..
Mulher é esta confusão toda, que quando se depara com uma pergunta de sua própria essência, não sabe bem o que é. Aí define em um pequeno quadro, ou mantem a dúvida, dependendo do momento.
Qualquer uma de nós pode descrever linhas e linhas, de quadros que mostram o quanto somos mulheres, e também escrever outras tantas linhas de questões a respeito do que é isso.
E assim vamos levando. Sendo energia feminina, mulheres e meninas. Sentindo isto tudo que qualquer MUlher sabe o que é!!
Beijos garotas
Oi,Gitti,o meu rascunho saiu acima do meu comentário e ficou inacabado,como meu pc tinha feito ele sumir,não vi que ele foi postado,se vc puder apagar vai ser melhor senão fica confuso o meu texto,brigada,beijos,Clau(nunaina)
Ah Gitti, que pergunta difícil essa… Fui mãe cedo, mãe-menina, não mãe-mulher. Não acho que parir, necessariamente nos torne mulheres… Pra mim, tornar-se mulher, é reconhecer a natureza instintiva que vem lá de dentro, olhar pra ela, e decidir se atirar no precipício ou não.
Ser mulher é uma coisa que vem e que vai, e um outro mistério do feminino é essa oscilação entre ser várias coisas diferentíssimas. Mulher, menina, mãe, ‘o homem da casa’ em todas as combinações possíveis…
Exemplifico, pra ficar mais fácil.
Vivi, só agora há pouco, coisa de 2 anos atrás, um final de relacionamento que doeu. Os outros todos não tinham me feito descer do salto; duas ou três semaninhas chorando e pluft! Renascia pronta pra outra. Fui atropelada por um caminhão e durante um tempo nem queria ouvir falar de relacionamento na minha vida. Aí, de repente, sem regra, sem aviso, você sente aquela taquicardia. Não não é o ideal, não não é o que eu queria. É, isso tem chance de dar errado. Quer saber? Eu sobrevivo! E vai lá e mete os peitos assim mesmo.
Ser mulher é ter vontade de chorar loucamente quando a sua filha diz que ficou menstruada pela primeira vez [pensando, puxa, cadê o meu 'bebezinho'?] e levar ela pra tomar um sorvete, dar os parabéns, comemorar e conversar aquelas coisas todas e depois enfiar a cabeça no travesseiro e chorar até as penas de ganso dele estarem completamente molhadas…
Affe, fiz uma confusão danada, não sei se me fiz entender, mas é isso aí. Mesmo não valendo o livro me fez um bem danado comentar esse negócio. Hehe. A Maitê deveria te dar uma comissão porque com essa propaganda você vai fazer muita gente comprar o tal.
Bezzos querido, como sempre ótimas dicas.
Oi menino, quero concorrer também, mas tá acirrado! rs. Bem,
Viro mulher todos os dias quando durmo só e acordo molhada de sonhos indizíveis, pulo os brinquedos pra beijar meu guri, vou pro trabalho cantando com o rádio, chamo meu chefe de meu bem por força de outros hábitos, corro pra casa e faço supermercado na hora do almoço, levo carro pra revisão, pago as contas, levo trabalho pra casa, busco filho na escola, leio o Borges, mando presentes pelo correio para gente querida. Viro mulher sempre que posso, quando esqueço de tudo e me deixo levar pela onda que abraça a mim e ao homem que move o meu desejo.
Pra algumas de nos acho que demora pra cair um pouco mais a ficha de q sim, sou mulher.
Fui criada numa familia onde as mulheres comandam, rodeada de mulheres, ainda que tenha um pai maravilhoso que sempre me apoiou.
Fui criada p ser independente, pra lutar por tudo que eu quisesse e q tudo era possivel.
E cresci buscando essa independencia.
E nessa independencia toda eu fui fugindo de relacionamentos.
Ate o dia q eu descobri que eu podia ter minha vida, meus amores e ainda ser mulher.
Quando eu me permiti me apaixonar, me entregar, mesmo que nao fosse correspondida.
Me dei ao direito de sorrir qdo tinha email dele, qdo me ligava, de sentir completamente todas aquelas borboletas voando no estômago. E que sensação boa!
Durou pouco, mas foi uma sensação libertadora. De que sou mesmo mulher, e como tal tenho direito a todas as lágrimas que me vierem aos olhos. Seja por um amor perdido, saudade de um amigo ou simplesmente porque a mocinha do filme também esta chorando.
Não estou mais chorona do que antes, mas agora deixo as lagriamas cairem, e nao mais disfarço como se fosse um cisco.
Chorar pode ser libertador e muitas vezes mais que necessário.
Me dou o direito de ser mulher, e como tal querer ser protegida, mimada, amada.
(sei q nao vou ganhar, mas esse post como todos os q vc escreve me fez pensar sobre a avalanche de sentimentos pela qual passei no ultimo ano, e quis dividir isso um pouco.
Adoro tudo que vc escreve, adoro mais ainda o fato de vc nos colocar p pensar sobre nossos sentimentos e atos. Beijo gde)
Oi Gustavo,
Olha lendo os trechos do livro fiquei intrigada em saber quando realmente me tornei mulher.
Mas o delicioso de tudo é que retornei aos meus 19 anos quando por fim o esperado chegou, o dia em que me entreguei, por livre e espontâneo desejo. Nada programado e nem esperado, a mil e uma trocas de carinhos na durante a noite se estenderam pela madrugada, em uma rede na varanda da casa do sortudo…rs
O tempo estava de chuva e ótimo para se ficar coladinho, e de repente ao som de The Cranberries, abriu-se uma porta nova pra mim, me sentir mulher durante, decidida e feliz, sabia o que queria, sentir o esperado, não me frustrei, não me decepcionei, falando mesmo, eu gozei na minha primeira vez, e isso pra mim foi tão importante que se reflete na minha vida sexual.
Mas também se tem um ou outro fato que me está tornando uma outra mulher, forte e lutadora, pronta para reconstruir, me sinto muito mais poderosa e sex, sinto-me digna e feliz. Devo isso a minha separação, pela coragem de tomar uma decisão determinante em um casamento onde não mais existia amor e nem atitudes conjugais, me forcei a enxergar que não adiantava lutar, por que eu não mais o amava, mas as vitórias ainda estão chegando, a maior delas e saber que estou me tornando Mulher forte e determinada a seguir meu caminho em meio às dificuldades e ao preconceito, retornando minha vida e minha carreira, crescendo em continuo caminhar, me sentindo menina, moça, mãe e mulher.
Não sei bem se era isso que queria ouvir, mas que foi bom escrever e mostrar onde pra mim foi o ponto da importância em me tornar mulher eu adorei, talvez não ganhe o livro, mas to torcendo por isso….rss
e digo que ainda tenho muito a caminhar para ser uma “mulher”, ainda existem muitas experiências a serem passadas e superadas e quem sabe tenhamos mais algumas histórias pela frente, estou nova, no inicio do meu caminhar e com muito para desvendar.
Um beijo e estou amando o não2não1, me divirto e me surpreendo com as coisas que você nos descreve.
Porra, é um relato melhor que o outro! Vou dar uma semana pra quem mais quiser comentar e então escolho a ganhadora.
Aproveito para convidá-las aos workshops onde estarei em todos os fds de Abril. Infos abaixo. Consigo 50% de desconto para vocês.
TAKETINA é uma prática que mudou minha vida.
http://www.revistamusica.net/noticias/workshop-de-taketina/
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Abraços!
11 de setembro de 2001. com as malas prontas pra acompanhar a cirurgia da minha mãe aqui em brasília, vejo na CNN o avião caindo. morava em manhattan, nova york. não cheguei a tempo para a cirurgia, mas encontrei minha mãe ainda na UTI, no dia 15 de setembro - eu te amo - foi a única coisa que ela me disse. a ficha ainda está caindo, depois de tantos anos. mas a intensidade dos eventos me deixou super humana, super mulher, e ao mesmo tempo, muito frágil, muito serena, muito insana! eu tinha 29 anos. eu tinha um casamento, um emprego, uma vida. mas eu não ME tinha. eu o mundo precisou quase acabar pra eu me ACHAR mulher!
ps- gustavo, estive em sampa e quase fui no templo budista que vc deixa um link aqui…mas não fui, rs…
Me tornei mulher quando descobri que não sabia quem eu era. Quando percebi que as coisas, pessoas e situações que desejei por todo o tempo poderiam me ser boas na teoria, mas não na prática. Quando abri mão das minhas infalíveis certezas por um mundo menos certo, porém mais colorido. Quando aceitei que posso ser boa, muito boa, mas que isso nunca vai ser o suficiente. As mulheres de verdade são dessa natureza insatisfeita. Me tornei mulher um dia desses qualquer, quando levantei pela manhã, abri a janela do quarto, senti o Sol no rosto e pensei, sem mais nem menos: “Hoje é um bom dia para ser feliz”. E foi assim.
No meu primeiro blog eu tinha uma sessão “100 mulheres que eu queria comer, mas elas nem sabem que eu existo”, legal achar algo parecido :P
Respondendo, uma vez uma bebada muito feia começou a se chegar em mim, querendo me agarrar de todo jeito, como não tinha para onde correr a primeira coisa que me veio a cabeça foi “eu gosto de homem também”, ela ainda insistiu, mas eu também insisti. E escapei dragão :D
Como dizer quando me tornei mulher? Ou o que falta para eu ser? Já fui mulher, voltei a ser menina, fui homem… Mulher pode ser macho pra caramba.
Pra mim mulher é exatamente ter a capacidade de se adaptar a quantos papéis forem necessários, por que o mundo exige, ou porque nosso interior exige. E fazê-los com perfeição. Melhor, com intensidade. Nesse sentido, sou mulher desde que me lembro por gente, apaixonada pelas brincadeiras de rua quando estava mais sociável, e capaz de um isolamento enorme, sem sofrer, a espreitar a vida de cima das árvores quando era isso que eu queria. Mas no que se considera comumente como feminino, fui mulher quando me apaixonei por meu pai, quando criança. Quando depois da separação dos meus pais, passei a negar essa paixão, era como negar o feminino em mim. Fui mulher sempre que me apaixonei, sempre que me senti tocada de alguma forma, pelo masculino. Deixava de ser quando esse mesmo masculino não sabia me conduzir, e eu assumia minha porção máscula, como aprendi bem a fazer pela sobrevivência. Fui muito mulher, e acho que foi aí que tive a real consciência disso, ao descobrir que estava grávida, em condições adversas e naquele momento, pisei firme como nunca na terra, e decidi que ia ter o filho. Várias vezes na gravidez revivi o sentimento, de conexão com a natureza, mais até, eu me sentia rainha na Terra, dona do poder sobre a vida e a morte, e fazendo a escolha do coração, independente de todos os problemas que eu enfrentava no mundo, sentindo a força maior da vida gritar em mim. Foi a experiência mais dolorosa e maravilhosa da minha vida. No parto também, a feminilidade exalava por todos os poros, literalmente. Momentos como esse nos ligam à todas as mulheres que vieram antes de nós, e eu sentia que todas as minhas antepassadas estavam ali comigo, parindo. No posterior casamento com o pai do meu filho, apesar de apaixonada, não existia o toque que fizesse a paixão aflorar, ela morria dentro de mim, levando a mulher junto. Quando decidi que iria levar a relação insustentável até o fim, me senti muito mulher. Não havia o que fazer, era um protelar uma decisão já tomada, mas era necessário esperar o tempo certo. Apesar de extremamente racional, foi uma decisão muito feminina no meu sentir. Porque mulher também é racional, e pensa em razões maiores que seu ego. Pensa global. Como era um momento delicado para meu filho, protelei, e me senti mulher como aquelas de antigamente, que na nossa imaginação tinham casamentos infelizes mas eram obrigadas a agüentar. Me obriguei a agüentar, e foi extremamente fácil, e essa força me surpreendeu.
Acho que isso, tudo isso, me faz mulher, mesmo quando eu deixo de ser. Faz parte.
Ola…
put’s, gostei daqui!!!
Por ser extremamente paradoxal, contraditoria, as vezes inconstante, cada dia…uma nova mulher!
Hoje eu acredito que ser mulher,eh assumir todos os meus lados, todas as minhas formas, todos os meu jeitos, desejos, anseios, temores, amores…Eh nao precisar de aprovaçao alheia pra ser toda amor e paixao…
Bjao!!!
Num sábado de faxina dura, molhada dos pés à cabeça, a menina da roça, com 11 anos recém completados, sente um líquido espesso, quente, escorrer pernas abaixo. Foge da mãe, se esgueira até o banheiro tosco e corre a mão pela coxa: o sangue que vê é como um batismo.Orgulhosa de si, banha-se, perfuma-se, coloca uma saia bem branquinha e sai para passear. Nesse dia a menina despertou a mulher que havia em mim. Bj
Meninas mulheres, o resultado sai hoje. Ainda dá tempo de comentar…
Beijo
Obaaaa!!!!
estou aguardando ansiosa por esse resultado….
bjos e boa noite!!!!!
[...] num comentário que fiz outro dia neste post no blog do Gustavo [...]
De todas as coisas,das mais belas que há,jamais pensei que uma delas seria me encontrar,saber separar a menina da mulher que dento de mim está,saber por que sorri e chorar,saber quando ir em frente e quando ter que esperar,me encontrar na vida da minha vida,por mais dolorida ou feliz que possa ser e assim me tornar mulher,esse momento aconteceu quando descobri que tinha que seguir meu caminho, escolher o que queria pra mim , pro meu futuro,e assumir minhas derrotas por mais difíceis que fosse de suportar e saber dar valor as minhas vitórias mesmo sendo as menores que há!!!
Estou ansiosa pra saber o resultado, sou fã da Maitê Proênça, e ganhar um livro outografado por ela e de sua autoria seria ótimo,seria maravilhoso!!!
Gustavo…
cadê o resultado homem…ou saiu e eu ñ vi…rsrsrsrs
Bjosssss
PS:mulher ansioso é um perigo heim…kkk
bjos
[...] ao que interessa. O post sobre o livro da Maitê Proença gerou 44 comentários. Antes de revelar a ganhadora, vou citar o que considero os principais [...]
Maite eh uma pessoa completada, inteleigente , bonita e principalmente tem um pézinho delicioso!!!!!!
Meninas, nova promoção rolando:
http://nao2nao1.com.br/promocao-venha-comigo-ao-brastemp-gourmet-2008/
E eu juro que envio o livro da Maitê pra vcs duas, Amarílis e Deborah. Desisti de esperar pelo livro autografado! Vai o normal mesmo, ok?
Bjo!
Já estava ficando preocupada de o pacote ter extraviado, Gustavo… rsrsrs
Pena que a nova promoção seja só para as meninas de São Paulo!
Deborah, sim, mas conte sua história por lá. Fantasia ou realidade.
Bjo!
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