Meu corpo sobre a beleza (ou breve ensaio sobre a estética nos relacionamentos) – Parte 1

por Gustavo Gitti 5 October 2008 49 comentários

Olhos bem fechados

E se, em vez de pensar ou teorizar, deitássemos nosso corpo sobre a beleza e os cinco sentidos? Além de reflexão ou idéia, como seria esse toque? Melhor do que uma abordagem intelectual, que tal uma encoxada na estética dos relacionamentos?

Crítica à supremacia da visão

Vivemos imersos em uma cultura da visualidade. É o excesso do sentido da visão, mais do que qualquer outro, que define a relação de nosso corpo com o mundo. Se uma empresa quer fazer aparecer seu produto (ainda que ele seja direcionado ao nosso paladar, como um chocolate), ela prepara um comercial na TV para ser visto – não ouvido, cheirado, tocado ou degustado. Publicitários sabem que é a força da imagem que movimenta nosso desejo.

Por tal supervalorização, a visão é nosso sentido mais desenvolvido e aquele que retiraria de nós a maior porção de mundo em caso de perda. Sem qual sentido você viveria melhor? Visão ou olfato? Em qual dos cinco sentidos sua namorada é mais presente para você? Por qual sentido seu marido a ama mais? Quando você lembra de alguém, qual o sentido predominante?

Em um treinamento do SESC SP, o professor Norval Baitello (doutor em comunicação e semiótica pela Universidade de Berlim) falou de outras culturas em que o sentido predominante não é a visão. Em uma delas, o cumprimento “Tudo bem com você?” significa algo assim: “Como está seu cheiro hoje?”. Para ele, visão e audição são os sentidos da distância, enquanto tato, gustação e olfato são os sentidos da proximidade, da intimidade.

De fato, para um relacionamento, cheirar é muito mais importante do que ver, pois podemos ver qualquer um, mas cheirar apenas aquele que nos é próximo. A visão não define amor algum: vemos bundas na Playboy, decotes à distância, mulheres na webcam, homens estranhos ao redor. Se a visão predomina, é porque não há relação íntima. A audição também: conversamos por telefone ou Skype, ouvimos milhares de vozes estranhas em um bar… Nossa visão e audição são preenchidas por muitos com os quais não temos quase nenhuma relação.

Com nosso parceiro amoroso, no entanto, a visão e audição perdem poder. O outro está perto demais para ser visto, silencioso demais para ser ouvido. Antes ela era um quadril perfeito, costas lindas, ombros, colo e cabelos inebriantes. Sua beleza estava nos traços. Agora, no escuro do quarto, seus limites se misturam e é precisamente isto que a faz bonita. Seu quadril não é mais visto. É tocado, cheirado, empurrado, puxado, lambido, mordido. Antes ele se destacava por estar separado, pela impositiva linguagem visual, das costas e das pernas. Agora, o quadril se desdobra e nos leva às pernas e às costas. Ele é um prolongamento do prolongamento. Antes, o corpo tinha começo e fim, dos pés à cabeça, distinto do chão e do local onde se movia. Agora, o corpo é infinito: assim que o entendemos, assim que o capturamos 100%, ele muda de posição e logo o perdemos novamente. Sua mulher se estende diagonalmente na cama, você se deita em cima, tenta envolvê-la com seu corpo e descobre que, sem a visão, é impossível tocar de uma só vez a extensão completa de seu corpo. Na verdade, nem a visão consegue isso, já que é impossível ter uma perspectiva de 360º.

No dia seguinte, ela não nos parecerá bela por imagens na memória. Sua beleza estará no cheiro dos dedos e unhas (aquele que o sabonete parece ignorar e você quer que ele continue ignorando), no relevo da língua, no gosto alterado da saliva, na lembrança de como o corpo dela deslizava pelo seu – sabe aquela aura que o outro deixa a um centímetro de nossa pele?

Se nós, como sociedade, escolhemos colocar o sentido da visão acima de todos os outros, não deveríamos reclamar da falta de profundidade e criatividade em incontáveis relacionamentos. Ora, o sentido que mais estimulamos, a capacidade que mais treinamos, é justamente aquela que usamos apenas até o ponto em que tocamos nosso parceiro, até o ponto em que a relação começa.

Mais ainda, a visão é sentido da dualidade: sujeito aqui, objeto lá; olhos de um lado, paisagem de outra. Em todos os outros, objeto e sujeito se confundem. Onde está mesmo o som dessa música? Aqui dentro ou fora? Enquanto você coloca sua mão em mim, que parte do toque é sua e que parte é minha? Com um morango na boca, sou capaz de saber o que é morango, o que é língua e o que é gosto de morango? Seu cheiro é isso que vem de você ou isso que parece que brota de dentro de mim? Na verdade, a visão também funciona de modo não-dual, mas por ela é muito mais complicado vivenciar a não-dualidade. Sua ilusão de dualidade (a sensação de que o mundo está lá fora), é tão persistente que nos leva a acreditar que a cor, por exemplo, é uma propriedade dos objetos.

A visão é também o sentido pelo qual medimos a beleza: o outro é belo ou não na medida em que sua imagem é bela. Nossa experiência estética do mundo, originalmente ampla e proporcionada por cinco vias, se restringiu de tal forma que atualmente sequer usamos nariz, pele, ouvido e língua para responder à pergunta “E aí? Bonito ele?”. Usamos apenas os olhos! Esquecemos que aquele homem que parece belo aos nossos olhos talvez nos pareça horrível pelo nariz, pele, ouvido e língua. E aquela mulher que nos excita pela visão talvez não seja aprovada por nossa pele.

Uma venda vermelha

De olhos bem fechados. Para as melhores sensações da vida, cerramos as pálpebras, puxamos o ar e abrimos os poros. Não sei se isso vale para uma viagem ao templo Angkor Wat, mas para a beleza do amor a visão é secundária. Se pudéssemos guardar algo de nosso parceiro, escolheríamos um cheiro, toque ou gosto, não algo que pudesse estar disponível no Flickr ou no YouTube.

No meio de um bar, de olhos abertos, tudo o que você vê é um bar. De olhos fechados, pode imaginar o céu acima, a rua que leva para a casa dela, a casa dela, o perfume dela, ela sem perfume, a textura da pele, o gosto da brisa do céu acima da casa dela… De olhos fechados, você não tem só um bar, você tem o mundo.

No canto da cama, de olhos abertos, você vê a boca dela vindo até a sua, armários ao fundo, teto, luminária, paredes e um quadro. De olhos bem fechados, o quarto inteiro é a boca dela, o mundo são lábios que o envolvem por completo. Você esquece que tem pés e pernas. Você não vê uma cama em um quarto em uma cidade em um país em um planeta… De olhos fechados, só há o beijo. Eis por que o amor é cego (uma venda vermelha, mais precisamente) e não deveria ser de outra forma.

Continua…

P.S.: Se quiser contribuir para a construção de uma sociedade menos imagética, ame alguém. Você naturalmente será menos refém de sua visão e vai treinar muito mais os outros quatro sentidos. O mundo se expande e as imagens se empalidecem diante das belezas cheiradas, tocadas, degustadas e ouvidas.

Blog Widget by LinkWithin

Para transformar nossas relações

Há algum tempo parei de escrever no Não2Não1 e comecei a agir de modo mais coletivo, visando transformações mais efetivas e mais a longo prazo. Para aprofundar nosso desenvolvimento em qualquer âmbito da vida (corpo, mente, relacionamentos, trabalho...), abrimos um espaço que oferece artigos de visão, práticas e treinamentos sugeridos, encontros presenciais e um fórum online com conversas diárias. Você está convidado.



Receba o próximo texto

49 comentários »

  • Carol

    Gitti,

    Sempre leio mas nunca comento.

    Seus textos são demais. Lindos, profundos, bem escitos.
    Os leio e sinto uma vontade imensa de conversar com você e olhar em seus olhos. Você deve ser uma pessoa muito envolvente.

    Beijos de uma fã.

  • Carol

    Ainda pensando sobre o que você escreveu….

  • Debbie

    E por esse texto dá pra perceber porque escrever dá tesão ;)

  • Carolina Vianna

    Ah, vai, não despreze o primeiro dos sentidos! Sem ele a gente não se imaginaria cheirando, mordendo, pegando… pra logo em seguida cheirar, morder, pegar… Ou o Dr. Gustavo já saiu por aí de olhos vendados e conheceu alguém assim? Seria incrível, né?

  • Jazz

    No meio de um bar, de olhos abertos, tudo o que você vê é um bar. De olhos fechados, pode imaginar o céu acima, a rua que leva para a casa dela, a casa dela, o perfume dela, ela sem perfume, a textura da pele, o gosto da brisa do céu acima da casa dela… De olhos fechados, você não tem só um bar, você tem o mundo.

    É como fechar os olhos em uma balada e dançar com quem você quiser e como você quiser.

  • Carolina Vianna

    (escrevi esquisito =/)

  • ...

    Gustavo,

    Ainda não conheci nenhum homem igual a vc….
    Isso é uma personagem? uma visão do ideal? ou vc eh assim mesmo?
    Caso a opção seja a última, casa comigo (olha que essa é a segunda vez que te proponho…rs)
    Ps Ando pela rua, procurando por voce, acreditando que irá virá na próxima esquina….aiai

  • Bel

    Mais uma vez, excelente texto!
    O livro sai dos 73%?????

  • Ana

    Gustavinho fazendo as meninas pirarem!

    Carol Vianna, você sempre escreve esquisito. E eu curto.

    Só tenho um ponto de discordância:

    “Por tal supervalorização, a visão é nosso sentido mais desenvolvido e aquele que retiraria de nós a maior porção de mundo em caso de perda.”

    Acho que a visão é supervalorizada, entre outras razões, porque já é o nosso sentido mais desenvolvido. Cegos desenvolvem mais os outros sentidos justamente pela falta desse “primeiro sentido”, como bem disse nossa amiga da escrita esquisita.

    De resto, concordo. É difícil resistir a um sorriso lindo mesmo se o papo for murcho, ou relevar o fato de alguém muito interessante ter dentes tortos, por exemplo. Mas a sociedade nos faz seres acomodados, mal-acostumados, individualistas, imediatistas. Libertar-se de tudo isso leva tempo e esforço. Esse texto foi um bom primeiro passo.

  • Eterna Aprendiz

    Querido Gitti,

    Quem pode nos treinar para a maestria da visão não é a mídia. É a arte!
    Assista o filme de Meirelles “O ensaio sobre a cegueira” . Leia o livro do visionário Saramago.
    E, siga o conselho de Rilke, em “Cartas a um jovem poeta “:

    “Busque o âmago das coisas, aonde a ironia nunca desce; e, ao sentir-se destarte como que à beira do grandioso, examine ao mesmo tempo se essa concepção das coisas deriva de uma necessidade de seu ser”

    Segundo Saramago, “estamos cegos, cegos que vêem, cegos que, vendo não vêem.”
    E, na minha opinião, seria uma pena se você parasse com este assunto por aqui.

  • Ana Maia

    Ahh o amor!

    Eu quero viver essa sensação de novo!!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Eterna, o “Ensaio…” foi o único que li do Saramago há um tempão (adorei) e vi o filme logo que estreou. Acho que quem leu vai gostar muito mais. A cena final, por exemplo, é exatamente como eu tinha imaginado. E já ouvi o mesmo de amigos… Meu, o que é aquela cena das mulheres com saquinhos de água limpando o corpo morto??? Aqui é O FEMININO. Aquilo é vida. O resto é enrolação.

    Gosto muito de Rilke também. Tenho um livro com as melhores cartas dele. Um primor. O cara praticamente viveu escrevendo cartas… tá louco.

    Abração pra ti.

  • fabi

    Exatamente.
    Não há nada pior que trocar olhares com alguém na noite, e a figura chegar pertinho e o cheiro, o som da voz, sei lá…não bater!
    Olhar é bom, mas fechar os olhos, é muito melhor!

  • Deborah

    Eita, que esse texto bate direitinho com o que andei pensando essa semana lá no meu canto:

    http://arealidadeelouca.blogspot.com/2008/10/sentidos.html

    É impressionante como o amor aflora a sensualidade – no sentido amplo, de tudo aquilo que diz respeito aos sentidos. Não tem coisa melhor que o cheiro de quem a gente ama, o gosto do beijo, o toque, o som da voz. O visual acaba até sendo menos importante, tanto que a percepção de beleza fica meio “embaçada” (“quem ama o feio, bonito lhe parece”, já dizia o ditado).

    Já participei de um curso de Orientação e Mobilidade no Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, e tive a oportunidade de ter os olhos vendados e tentar me orientar de bengala pelas ruas (com uma “babá” do lado, claro). No começo, é desesperador. Mas depois que começamos a confiar mais nos outros sentidos, a nos entregar às percepções do corpo, vamos percebendo quantos sinais do mundo são deixados de lado em privilégio do que vemos.

  • Daniel

    (Ótimo texto!)³

    Fiquei imaginando uma segunda ou terceira parte desta série versando sobre deitar nosso corpo com os cinco sentidos em um equilíbrio móvel. Algo como ver as cores de cada cheiro… o gosto misturado com a textura na língua. Os dez sentidos se abraçando e criando novos sentidos pra cada sensação.

    Será que ver além do que a gente olha é uma boa pedida também? Depois de ‘ver’ de olhos bem fechados, como diz o texto – o céu acima do teto do bar, o mundo -, é possível ver tudo isso de olhos bem abertos também? Degustar a beleza na visão e no que não se vê, junto com os cheiros, sabores e tudo mais. Mesmo com os olhos abertos!

    Agora, e uma pessoa que não consegue abrir seus olhos por três dias seguidos para depois não conseguir fechá-los nos próximos 3? Pelo menos isso foi notícia domingo passado. Dizem que é o que acontece com Natalie Adler, de Melbourne, há quatro anos. A vida é bizarra às vezes. Independente do que esteja acontecendo com essa moça, sua relação com o mundo deve ser bem interessante.

    Valeu pelo post. Eu fiquei me lembrando das vezes que fiquei com cheiros da mulher amada colados na minha pele e outras impressões digitais! E, como disse a Déh, deu pra entender pq vc twitou que escrever dá tesão. rs

    ……. @Carolina Vianna, ou melhor, Carol,

    Só quero te lembrar que os cegos também amam! :)
    Mesmo essas pessoas nunca viram, ‘imaginam’ a pessoa amada. Lembram das texturas, dos cheiros…

  • Debbie

    Relendo esse post, lembrei de uma frase que se encaixa bem em tudo que você escreveu aqui…
    “Close your eyes, open your heart”
    Do filme The Science of Sleep

  • Bia Amorim

    só um suspiro…..

  • Vanessa

    Incrível como me identifiquei com o seu Blog!incrível!
    Parece que estou vendo o Fabrício (meu noivo há um ano) escrevendo essas descobertas do amor, sexo. Que até então eram novidades para mim.
    Na nossa primeira noite de amor ele me pediu para cheirar minhas axilas. Fiquei vermelha feito um tomate, comecei a transpirar desenfreadamente, fazendo com que minhas axilas transpirassem junto. Me deixando com medo de que aquele suor me deixasse com algum odor ruim em minhas axilas.
    Foi a melhor sensação que sentí em minha vida. Eu levantei os meus braços, passei minha mão por sua cabeça, de um jeito que ele se encaixou perfeitamente dando a leveza de um abraço, entende? Ele respirou fundo, me fazendo cócegas com sua barba(excitante), olhou em meus olhos e me disse:
    – Mas que mulher cheirosa!!!!
    Depois disso tivemos várias noites incríveis de amor.
    Ele sempre me surpreende. Um dia desses ele pediu para eu tomar banho e não passar nenhum perfume só para eu ficar com o meu próprio cheiro no corpo. Disse que é afrodisíaco o meu cheiro natural, afirmou ele.
    Sabe assim..
    “Pequenos detalhes que fazem a diferença”.
    Então, foi uma demonstração de afeto, de carinho ele cheirar de baixo do meu braço naquela noite tão especial para nós. Fiquei com isso comigo, quando o vejo minha reação é dizer:
    – Deixa eu cheirar o seu suvaco tbm!
    Gente vcs precisam ver como é gostoso!!!É uma mistura de suor com desodorante, uma loucuraa! E cada um tem o seu. Sinta o do seu amor hoje!! :)
    Até eu depois fui cheirar as minhas para ver se realmente ele estava falando a verdade. E não é que minhas axilas cheiram agradavelmente bem assim como as dele!?
    “O mundo se expande e as imagens se empalidecem diante das belezas cheiradas, tocadas, degustadas e ouvidas.”
    Vc simplesmente disse tudo o que faço na prática e me sinto muito amada e feliz. Parabens pelo seu blog. Por falar o que nós, mulheres adoramos ouvir, aprender..
    Parabens!
    Um bjoo enorme
    Vanessa

  • Nati

    Tinha tempo que eu não gostava de um texto seu.

    Este me inspirou novamente. Gosto de idéias, coisas concretas que acontecem e não percebemos..

    Adorei este texto..

    Beijo Gu

  • Divergente

    Experiências sensoriais são sempre fascinantes, ainda mais vindas de quem se gosta.
    Porém, também não há nada mais instigante que aquela troca de olhar… na minha opinião os olhos são as janelas da alma.
    Com os olhos não temos apenas a percepção física do mundo que nos cerca, mas toda uma comunicação subjetiva e trocas afetivas.

  • Ana

    Gustavo,

    a medida que acompanho o seu blog, me supreendo mais. Parabéns pela clareza dos seus relatos! Agradeço pela simplicidade dos mesmos, que fazem com que a leitura seja puro prazer. Sempre indico o seu blog aos amigos e todos adoram e muitos já me disseram que o indicaram a outros amigos!! Um dia destes estava assistindo ao programa da Marília Gabriela e ela disse a um entrvistado que está escrevendo um livro sobre o amor e relacionamentos. Desejaria ter o contato dela para apresentá-la ao seu trabalho. Tenho certeza que ela adoraria conhecê-lo.

    Continue escrevendo. A leitura do seu blog é hoje um dos meus passatempos prediletos.

    Parabéns!

    Ana

  • Jane Murback

    Sempre venho aqui, mas nunca comentei.

    Adorei o texto, como sempre!
    Também concordo com o Divergente.
    Os olhos são mesmo a janela da alma e a partir deles se estabelece o desejo por explorar todos os outros sentidos, que não podem nem devem ser deixados de lado, ao contrário.
    Afinal, como vc disse “talvez nos pareça horrível pelo nariz, pele, ouvido e língua”.

  • angie

    Gustavo, seria muito bom um post sobre “por que escrever dá tesão?”.
    Tenho um amigo para o qual escrevo e de vez em quando, geralmente qdo o papo estica mais um pouco e vamos nos abrindo mais, a gente comenta isso um com o outro: escrever dá tesão mesmo! rs
    Taí uma dica de afrodisíaco. rs

  • Lilian Fernandes

    Delicioso texto… e inevitável lembrar do episódio do Victoria´s Secret… ;-)

  • Paula A.

    Que texto lindo!
    Nossa Gutti…Lindo!
    Acho que dizer da minha própria experiência, que concorda com tudo isso, seria repetir o que você disse com um texto mais simplezinho… Não precisa! hahahaah
    Beijos

  • Filó

    Bem, nem sei como vim parar aqui, coisas da blogosfera…

    Gostei muito do seu discurso por aqui, claro e bacana, sem didatismo chato, falando de coisa séria de modo leve.

    O mais importante em todo o recado que a página passa é o fundamental: muito melhor do que teorizar é fazer!

    Um abraço,

    Filosofa Teresa

  • Fuerza Bruta: visceral, umbilical e urgente | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    […] estão no varal. Meu corpo está molhado e pretendo escrever enquanto ele ainda está assim. No meu último post, falei dos cinco sentidos. Pois não há continuação melhor (a parte 2 que espere) do que relatar […]

  • Nathanie

    Você existe mesmo??? Tá muito bom pra ser verdade…
    Excelente reflexão!
    Também acho que a imagem é mais valorizada do que deveria.
    Beijos

  • Vanessa Morais

    Oi Gu!!!

    Como a maioria das mulheres que comentaram esse texto eu estou extasiada!!! Primeiro pelo fato de que nós mulheres sempre nos achamos muito gordas, muito magras… Mas na hora H é o que menos importa. Segundo porque a cabeça gira e o coração acelera com a lembrança do toque, do cheiro, do gosto de alguém que foi especial. E o terceiro motivo é a esperança crescente de que tenha mais homens que pensem como vc!!!

    P.S. Vc faz minha imaginação ficar a mil!!

    Bjos!!!!

  • Meiri

    Gitti,
    É um prazer descobrir vida inteligente no planeta, parabéns.

    Muito bom lembrar dos sentidos “esquecidos”, assim como são esquecidas as delicadesas da intimidade.

    Como animais, é lógico que a visão é o que nos chama a atenção. Geralmente são os olhares que iniciam a corte. Mas a manutenção da proximida, a intimidade, ah.. não tem como um bom cheirinho … os toques e por ai vai.

    Pena que essas coisas não se ensina na escola.

  • Lorenna

    “De olhos fechados, só há o beijo.”
    Definição perfeita… arranca suspiros…

  • Carla Matias

    Ainda sobre “O ensaio sobre a cegueira”, onde os personagens não têm nomes; onde sexo e até estupro não acontecem por um desejo gerado pela visão, e sim pelo instinto; onde o amor fica acima de tudo: tato, visão, audição, olfato e paladar…
    Fazia tempo que não lia seus textos, Gustavo. Mas mais uma vez, consigo me surpreender…
    Bjôooooo

  • J.V.B

    Ja cheguei a pensar, que eu fosse a unica pessoa no mundo que amasse “namorar” de olhos fechados…
    é maravilhoso aguçar outros sentidos,que não a visão…

  • Bruno

    Muito foda!! Pena que não existe mais mulheres que conseguem ter tamanha sensibilidade. Azar dos feios (como eu)!

  • futilidades « louca.mente

    […] eu li um texto muito interessante falando sobre deixarmos a imagem de lado na hora da conquista e prestarmos mais […]

  • Patrick

    Parabens pelo blog sensacional!!
    Eu tenho apenas 17 anos !!
    Mas ja admiro muitu seus textos e modo que ve o mundo!
    Parabens!

  • Renata

    Você existe? Ou é pura imaginação? Sinceramente, prefiro acreditar na segunda opção. Continue, que eu estou amando!!!

  • Anna

    Muito bom seu texto! depois que achei esse blog por acaso, venho sempre aqui ler, é incrivel ter gente pensando assim,e conseguindo por em palavras coisas que a gente até pensa, mas não sabe exprimir, e outras que a gente nunca havia parado pra analisar, meio que da um choque na gente.

    virei fã sua, beijos e continue com esses textos muito bons!

  • kerlley

    vim hoje pela 1º vez..e sinceramente estou amando ..
    é como se eu estivesse lendo o que preciso e nao o que eu qro ler
    parabéns !!
    você é espetacular em seus textos

  • Tâmara

    Queria estar apaixonada/amando pra viver tudo isso que está no texto. perfeito!

  • Cleide

    Olá Gustavo!

    Já acompanho o não2não1 há um tempo, gosto muito da lucidez com que você escreve sobre relacionamentos.

    Esse seu post me tocou especialmente hoje, por dois motivos… eu escrevia sobre a supervalorização da “inveja” na sociedade da imagem, e como as pessoas usam sites de relacionamento para se promover e buscarem ser invejadas para se sentirem “alguém”. E como o “parecer” se confunde com o “ser” especialmente na pós modernidade.

    Tendo escrito sobre o assunto, inspirada especialmente por Lipovetsky em “A Felicidade Paradoxal”, vim “passear” pelo seu blog e achei esse texto, e como você coloca o amor e um relacionamento pleno, como antídoto para esse mal da supervalorização da imagem.

    O outro motivo é o fato, de como essa lógica da aparência nos deixa – nós as simples mortais – inseguras. Eu sempre me encontro angustiada, pensando que o amado pode encontrar alguém mais bonita e optar por isso, pelo padrão de beleza midiático… é como se todas as qualidades fossem insuficientes perante a absoluta beleza física e não valesse a inteligência, personalidade, afeição, entrega. Esse seu texto foi um lenitivo para meu coração!

    Muito obrigada, ler o que você escreve alimenta minhas esperanças em relacionamentos verdadeiros e uma sociedade mais amorosa…

    Se você não se importa, referenciei seu texto no meu blog.

    Grande abraço!

  • Priscila

    Texto maravilhoso! Sei mto bem o que é ser julgado só pelo que enxergam de você. Fui aquela adolescente feiosa e sofri ao ser rejeitada somente pelo que viam,e não pelo que eu sou… E até hoje fico incomodada ao perceber que sou tratada muito melhor hoje do que antigamente, sendo que sou a mesma pessoa de antes… E odeio que falem que fulano é feio, ciclano é gordo, etc… Você não aprecia a pessoa em sua plenitude, enquanto ser humano, cheio de belezas e potencialidades, e já rotula, isto é triste… É a famosa “ditadura das aparências” na qual vivemos, que não nos permite sentir as “belezas cheiradas, tocadas, degustadas e ouvidas”, e que nos faz “descartar” o outro e não conhecer plenamente o amor. Parabéns pela bela reflexão.

  • Mah Lima

    Incrível…

  • A sensualidade GG - e as insuportáveis regras de moda para quem é "diferente" | A Vida Como A Vida Quer

    […] Gordinhas Assumidas na Cama e Mulheres gordinhas e a sensualidade. E uma opinião masculina no Não2Não1 que fala que a visão é supervalorizada, sendo que é um sentido da distância e afirma que […]

  • Daniel

    O conteúdo que tu compartilha aqui é precioso. E acolho tudo o que sinto ser bom, ruim, incrível ou desafiador: sigo em frente com a sensação de ser um homem atrás de experiências, atrás de (uma inconstante) qualidade e vivência. Muito afudê.

    Continua com tua escrita e com tua simplicidade. Uma é a chave para a outra funcionar.

    Abração

  • 10 perfumes para andar bem nas noites de verão | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

    […] eles perdem fácil para o olfato quando o objetivo é o tato e a gustação do outro – três sentidos da proximidade, da intimidade, da […]

  • paulino

    a beleza da vida está nas nossos meios de vida…