A logística do amor

por Gustavo Gitti 7 julho 2010 168 comentários


Os detalhes técnicos da relação são muito mais importantes do que pensamos…

Ele chegava cansado. Lavava louça enquanto preparava o jantar com ela. Comiam. Ele deitava no sofá para descansar um pouco ou ficava respondendo emails. Ela tomava banho e voltava para beijá-lo. Ele se sentia sujo e não queria nada antes de tomar banho. Ele sempre se demorava e ela dormia antes. Depois de um tempo, isso os destruiu. Tivesse ele tomado banho antes…

Parece um detalhe insignificante? Não é.

A cegueira do amor romântico

Nossa mania de basear a relação no amor romântico, nos sentimentos, ofusca a importância de outros aspectos mais técnicos, frios, funcionais, como a logística, o workflow, o controle de estoque da coisa. Tendo amor e paixão, de que importam rotinas, hábitos, trabalhos, deslocamentos e os mil processos de nossas vidas? Assim pensamos, iludidos.

Por que você acha que os casamentos arranjados davam certo? Ora, quando a logística é bem estruturada, amor é o de menos. Com o tempo, aprendemos a cuidar, sentir tesão, transar, amar, admirar, se apaixonar. Ao ouvir isso, sentimos uma certa aversão à ideia de “aprender a sentir tesão”, não é mesmo? Somos fascinados pela paixão súbita, pela química inexplicável, pelo amor que parece vir de uma vida passada. É o espírito fast food nos relacionamentos: queremos tudo pronto, do nada, agora.

Admiro o arquétipo da relação Romeu e Julieta pelo aspecto libertário, mas sempre achei esse modelo adolescente demais, mimado demais. É uma das fundações do amor moderno e se atualiza sempre que uma relação começa com um “Eu gosto dele, ele me faz bem, eu sinto um frio no peito” e fica só nisso, sem olhar o mundo inteiro do outro. Se é para fazer amor, vamos dar, penetrar, meter no mundo inteiro um do outro. E muito desse amor se faz com coisas das quais não gostamos.

Nós, Romeus e Julietas, precisamos crescer e aprender a fazer o que precisa ser feito, para além de nossas teimosias, birras e manhas. Aprender a reconhecer e lidar com a logística do amor com a mesma frequência com que olhamos para nossos sentimentos.

Um homem alérgico a cortinas

Pensamos que sabemos a origem de nossos problemas, mas não sabemos. Com perturbações fisiológicas, o diagnóstico não é fácil, imagine com as emocionais e relacionais.

Somos como um homem alérgico e apaixonado por cortinas. Ele não desconfia de sua alergia, age movido por “gosto / não gosto” e sempre compra mais uma cortina, até para onde não tem janela. Como está sempre espirrando, troca todos os móveis, muda de casa, muda de cidade, rejeita amigos e namoradas, briga com a família, mas nunca abandona as cortinas. Ele vai a psicólogos, cria teorias sobre por que espirra na frente de tal e tal pessoa, lista os problemas dos outros pelos quais teria aversão, compra livros do tipo “Como interpretar seus espirros”…

Focamos tanto em nossa subjetividade, nas emoções, no amor romântico, na paixão, em nossos desejos e mimos, que esquecemos do mundo, dos processos, das coisas, da logística. Bastaria a esse homem jogar fora as cortinas para ser feliz em qualquer casa.

Se tal metáfora lhe parece muito distante e caricata, imagine uma pessoa que, por algum motivo, para de trabalhar, tem sua carência potencializada pelo tempo livre, e começa a encontrar problemas na relação, se sentir insatisfeita com a ausência do parceiro, reclamar, brigar, até terminar a relação com uma lista de coisas que o outro não faz, que o outro não é. Tivesse ela voltado a trabalhar…

Nossa mente é relacional

O que alimenta esse processo é nosso autocentramento e a ilusão de que existe uma mente fechada dentro de nossa cabeça, em vez de pensamentos e emoções que existem de modo impessoal flutuando como possibilidades por aí, que podem ser incorporadas ou apenas passear livres no espaço que somos. Nossa mente é relacional, ela se expande entre as pessoas, para dentro delas, entre locais e objetos.

Quando surge um problema, temos certeza de que ele é nosso ou do outro, que está dentro de alguma mente, não no chão, na cortina, no espaço entre pessoas e coisas. Como nos levamos a sério, vivemos emoções de modo pessoal e usamos nossos dramas para dar sentido à vida, é muito difícil admitir que a maioria dos nossos problemas mais sérios e gigantescos são frutos de detalhes (como uma cortina) e poderiam ser transformados com mudanças simples de logística.

Nossa mente não tem nada dentro. Ela é um olho que se posiciona aqui ou ali – aqui, vê uma perspectiva; ali enxerga outro universo. É por isso que uma cortina pode mudar nossa vida.

Entre um mendigo jogado na rua e eu, a única diferença é de posição, não de conteúdo mental ou “personalidade”. Em menos de uma semana passando frio, sem comer, eu teria os mesmíssimos pensamentos, o mesmo mundo emocional, a mesma personalidade. Possivelmente roubaria ou mataria alguém.

A logística de minha vida, minha rotina, meu trabalho, minhas roupas, meu apartamento, meus deslocamentos, tudo aquilo que penso não ser eu é muito mais responsável por minhas experiências do que consigo imaginar. Assim como meu namoro, que não é o laço entre duas subjetividades, mas a interface entre céus, chãos, armários, paredes, computadores, trabalhos, camas, agendas, futuros, passados, famílias, restaurantes, sonhos, banheiros, supermercados, carros, trejeitos, vassouras, panelas, livros, manias, escovas de dente…

* Crédito da imagem acima: James Jean, “Wave II” (2009).

Como namorar com pausas de 2 dias por semana

O casal que já superou a necessidade excessiva por paixão e romantismo pode focar mais livremente nos recursos e nos fluxos que, de fato, possibilitam que a relação avance. Se ambos ainda estão preocupados com “Você gosta de mim? Você me ama? Você me deseja?”, uma conversa sobre morar em casas separadas é inviável. A ironia é que justamente essas mudanças logísticas, que podem provocar insegurança, salvam muitas relações – e, a longo prazo, só aumentam a confiança.

No filme Sex and the city 2 (que assisti para comprovar uma ideia que publicarei no PapodeHomem), consegui encontrar uma questão interessante: o marido da personagem principal propõe uma pausa semanal no casamento, 2 dias em que eles ficam em apartamentos diferentes, sem se ligar, fazendo o que quiserem – pelo que entendi, eles tem de se manter fieis, mas não vejo problema em adaptar essa regra. ;-)


“E aí, querida, saiu com alguém ontem? Comprovou que eu sou melhor ou vai continuar procurando?”

Basta questionar um pouco as convenções naturalizadas, basta quebrar processos automatizados, reconhecer e mexer na logística, para se surpreender com novos fluxos do amor, novos olhares de desejo, interfaces e toques que nunca foram explorados porque não havia suporte, horário, transporte, cama pra isso.

Casar e morar em casas separadas: “Você vem jantar e dormir aqui hoje?”. Ou dormir em quartos diferentes com duas camas de casal, sendo que às vezes uma delas fica vazia à noite toda. Não criar uma conta conjunta. Não casar, apenas morar junto. Casar e ficar solteiro, sem bloquear novas relações. Fazer regras por brincadeira e não fazer disso mais uma regra (nem dessa frase e nem desse parênteses). Ou fazer e esquecer, como dois caretas convencionais, por que não?

Mais do que isso, em cada detalhe, podemos olhar para as questões logísticas da relação, detectar obstruções e brincar de mover o sofá na nossa sala para ver em que parte do chão ainda não transamos. Aliás, isso de mover juntos o sofá é tão importante quanto transar no chão.

Enfim, possibilidades e mais possibilidades para quem não confia no amor e sabe que o horário do banho pode acabar com um relacionamento.

Qual sua experiência com essa logística do amor?

Eu tenho muita curiosidade em saber se vocês já viveram isso. Qual foi o seu “horário do banho”? Já viveu  um relacionamento que deu muito certo ou muito errado por causa de um simples detalhe logístico? Já fez alguma mudança simples que alterou todo o curso da relação? Quais “sofás” mudou de lugar?

Deixe sua visão, conte sua história e seguimos a conversa nos comentários aqui.

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Para transformar nossas relações

Há algum tempo parei de escrever no Não2Não1 e comecei a agir de modo mais coletivo, visando transformações mais efetivas e mais a longo prazo. Para aprofundar nosso desenvolvimento em qualquer âmbito da vida (corpo, mente, relacionamentos, trabalho...), abrimos um espaço que oferece artigos de visão, práticas e treinamentos sugeridos, encontros presenciais e um fórum online com conversas diárias. Você está convidado.



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168 comentários »

  • Katy

    Achei o texto interessantíssimo….estou processando as informações e tentanto aplicar/lembrar das minhas relações…..rsrs….
    …qualquer coisa eu volto!

    Beijos.

  • Duda

    Já aconteceu sim, mas comigo e com minha mãe.rs
    Eu costumava deixar meu chinelo na beira da cama e toda vez que minha mãe ia no meu quarto ela tropeçava nele e vinha brava e dava aquele mesmo sermão, pra eu guardar o chinelo, que ia me deixar de castigo etc etc.E isso foi piorando cada vez mais,primeiro porque era fora de mão eu guardá-lo no guarda roupa,chinelo se usa a toda hora e eu queria evitar a “fadiga” e segundo que eu me irritava extremamente com a “falação” de mamãe e então brigávamos feio.
    Até que um belo dia peguei o chinelo e tirei ele do caminho, simplesmente ajeitei ele ao lado do criado-mudo.
    Foi cômodo pra mim e foi o fim dos tropeços e também das brigas(daquelas pelo menos rs)

  • Lua

    Sempre leio os seus textos e cada vez mais fico fã da sua escrita. O mundo seria muito mais feliz se deixássemos de tentar complicar as coisas o tempo todo, certo?
    Acredito que estou vivendo um momento deste que vc citou no texto. estou cheia de crises na relação devido ao meu parceiro ter se mudado para outro estado há 8 meses.A resposta para os nossos problemas é mto fácil, precisamos nos ver ou ele voltar, mas ele não consegue aceitar isso…então vamos seguindo em discussões cada vez mais sem nexo.
    fazer o que né?!
    bjo!

  • Milene

    A única coisa que lembro é o do “horário do banho”. Uma mania de toda sexta feira ter que ir jantar no mesmo restaurante. No começo gostei, não sou muito boa de rotina. Depois de um tempo cansei, precisa mudar de lugar. Propus que a cada quinze dias jantassemos em outro lugar, então virou uma sexta em um, outra no outro. Não era isto o que eu queria. É pequeno, parece nao ser nada, mas foi motivo de muita briga, pois vira mais que apenas o restaurante, vira, “só fazemos o que você quer…”. Fica maior do que é.

  • George

    Gostei bastante Gustavo.
    Principalmente, não sei se vai concordar, mas esse conjunto de pequenos detalhes, às vezes justamente por serem simples e (cof, cof) detalhes, acabam sendo tratados como se fossem irrelevantes (ou como uma manifestação de “compreensão” do parceiro sobre uma determinada situação).
    Sabe, aquele grão de areia vai formando um montinho, mais um grão ali, outro aqui, no final você tem uma montanha que não é sólida. E, um determinado momento, alguém liga o ventilador e a montanha vira pó, marcas, sofrimento e tudo mais que você deixe que aconteça com você.
    Infelizmente (ou felizmente), esses detalhes precisam de um certo feeling, tempo, experiência e mais algo que esqueci para que sejam percebidos no ar (já que ninguém vai acabar se pronunciando sobre algo tão “pequeno”). Daí, temos aquela sensação de que o último grão foi o único culpado de todo o monte formado, mas basta ampliar o campo de visão pra perceber (cof, cof) que aquela idéia maravilhosa de trabalhar ($$) até tarde para levar ela até aquele lugar X que ela sempre sonhou foi uma péssima idéia.

  • Anita

    Sou leitora de seu blog e admiro muitos de seus textos, mas me senti um pouco perdida neste post. Acho que não entendi o problema/objetivo levantado aqui.
    O exemplo da cortina ficou claro, mas não podemos esquecer de que uma cortina é um ser inanimado e não possui sentimentos.
    Já no exemplo do banho, imagino que uma mulher que sente-se insatisfeita por não ter a cia do marido na hora de deitar vá buscar um diálogo em que possa expor seus sentimentos e insatisfações. Sendo assim, a “culpa” não é da logística, mas da falta de comunicação entre o casal.
    E se depois desse diálogo nada mudar, ainda acho que a “culpa” não é da logística, mas do cara que ou é muito insensível ou é muito broxa. Veremos então uma mulher insatisfeita até o dia em que ela tenha coragem de pedir o divórcio.
    Se temos que nos adaptar a logística do outro, temos o direito de reclamar se nos sentirmos insatisfeitos? Percebe a contradição?
    Enfim, não acredito em relações profundas sem amor, cumplicidade, respeito e mais do que tudo lealdade. E só a partir de então as pessoas podem adaptar suas vidas umas as outras, pensando numa logística que seja consequênca das necessidades da relação.
    Caso contrário, sempre existirão pessoas insatisfeitas, culpando umas as outras (um por ser alienado da relação, outra por não ter a iniciativa de questionar os motivos de tal alienação)e assim, ninguém assume a propria responsabilidade na relação.

  • Maíra Matos

    Anita, na verdade o fato de você reclamar da instaisfação tem a ver com a logística de que o Gitti fala, ou seja, da organização que cada um fez para o dia a dia. Quando você vai lá e fala

    “po, joão, a gente nunca fica junto, não conversa, não troca carinho, porque VOCÊ FICA NO COMPUTADOR E DEPOIS BLA BLA…”

    Po, não é falta de noção. A pessoa só vai entender que aquela organização é um problema quando você “reclamar”.

    E o exemplo do mendigo clarifica muito o tema: Eu e você mudaríamos completamente se virássemos mendigas, porque aquilo que nos organiza e que nos dá substrato pra viver mantém nossa cabeça (e corpo) funcionando.

    Eu resumiria assim: sua sanidade mental e consciência (e, consequentemente sua felicidade e sua noção do que isso significa) não são compostas só pela sua psiquê e inteligência. Grande parte de você é feito daquilo que te permite se organizar, trabalhar, comer. Só que sempre achamos que isso não é relevante, e o “amor” (aquele inexplicável e baseado em sensações gostosas) resolve tudo. Não é que uma emoção ou sensação não seja importante, mas esquecemos que nossa vida emocional e racional dependem de um mundo material, do tempo e do espaço, e que aí as vezes (mais do que imaginamos) residem os impecilhos, e frequentemente permitem a formação de uma bola de neve que não se sabe como começou.

    Eu particularmente tenho outra visão do que chamo de amor, o que é bem parecido com o que o Gitti discute em incontáveis textos (aprender a gostar a partir de coisas que têm significados claros, filosofias, valores, etc), e por isso você não deve ter entendido quando ele critica o amor romântico. Não é que ele ache que o amor é desnecessário ou ruim, é que a concepção geral de amor é algo nonsense e desconectado de qualquer reflexão, como se fosse uma névoa que de repente te envolve.

    Gitti, desculpa tentar explicar isso antes de você, mas não consigo resistir a uma discussão :)

    E, só para acrescentar, é engraçado como discutir estes detalhes logísticos as vezes causam mais constrangimento do que conversar sobre sentimentos e sensações (as quais pensamos que são a fonte dos problemas). É como se estivéssemos tirando a magia das coisas. Mas, de fato, é fundamental aprender tratar deste aspecto.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Exato, Lua. Às vezes questões logísticas, como a distância, fazem surgir coisas que, de fato, não pertencem à relação, mas são obstáculos próprios de uma configuração específica. Se o casal não tem isso claro, um acaba matando o outro. Se tem, é o melhor jeito de superar esses obstáculos e saber lidar com, nesse caso, a distância.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Valeu, Maíra, é bem isso mesmo.

    Oi Anita,

    “me senti um pouco perdida neste post.”

    Na verdade, eu estou na contra mão de todo o discurso convencional que se encontra por aí, com foco na psicologia, na importância do sentimento, bla bla blá. Se você não estivesse perdida, eu revisaria o texto. ;-)

    “O exemplo da cortina ficou claro, mas não podemos esquecer de que uma cortina é um ser inanimado e não possui sentimentos.”

    Por isso escolhi a cortina, por ser inanimado. Estou falando de logística, não de psicologia.

    “imagino que uma mulher que sente-se insatisfeita por não ter a cia do marido na hora de deitar vá buscar um diálogo em que possa expor seus sentimentos e insatisfações. Sendo assim, a “culpa” não é da logística, mas da falta de comunicação entre o casal. E se depois desse diálogo nada mudar, ainda acho que a “culpa” não é da logística, mas do cara que ou é muito insensível ou é muito broxa. Veremos então uma mulher insatisfeita até o dia em que ela tenha coragem de pedir o divórcio.”

    Meu texto critica justamente tudo isso que você abordou. Imagine um casal que dialoga bem, sendo que o cara não é insensível nem impotente. Se esse cara tiver uma organização que impossibilite alguns encaixes com sua esposa e não perceber que o problema é de logística, não de sentimento / comunicação / qualidades subjetivas, é bem possível que o casal brigue e até se separe (estou sendo caricato pelo argumento rápido) por uma questão simples como o horário do banho. Qual mulher vai apontar isso claramente? Não, ela não vai se sentir desejada, vai ficar insatisfeita, depois vai reclamar de outra coisa, ele vai focar em outra coisa e tudo vai rodopiar para além da logística, igual no exemplo da cortina que dei.

    É claro que muitas vezes essa logística (onde ambos moram no começo do namoro, por exemplo) traz desafios e ativa aflições nossas, algo que é excelente para quem deseja aprofundar a relação. É claro que tudo se mistura, mas meu ponto aqui é mostrar esse lado que passa batido na maioria das vezes. Às vezes, o problema não é falta de comunicação, às vezes o problema é que ele não pode mesmo ligar para você durante o dia por causa do trabalho dele. Ponto. Problema logístico, não psicológico.

    Nossa cegueira romântica faz com que tudo seja um problema de amor presente ou ausente. Mas não é assim. Às vezes o cara não sabe se organizar e, mesmo amando sua mulher, não consegue dar seguimento à relação em alguns pontos. Se isso ficar claro, em vez de descambar para questões nada a ver, é bem melhor para ambos lidarem com o problema.

    Tem homem, por exemplo, que ama, quer bem, mas não tem recurso, não sabe os restaurantes bons da cidade, é pão duro, não tem boas ideias do que fazer, tem uma rotina cansativa… O amor está lá, mas a logística não ajuda. Se a mulher mistura tudo, muito difícil do cara entender como melhorar a situação. ;-)

    “Enfim, não acredito em relações profundas sem amor, cumplicidade, respeito e mais do que tudo lealdade. E só a partir de então as pessoas podem adaptar suas vidas umas as outras, pensando numa logística que seja consequênca das necessidades da relação.”

    Sim, no mundo das fadas, é assim mesmo. No mundo real, o que acontece é um embate de mundos. Se dependermos de respeito, amor, lealdade, e não tivemos uma inteligência em relação à logística, bem, não tem milagre para viver uma boa relação.

    Um exemplo prático: imagine um cara que mora sozinho e esteja sempre com tudo sujo e bagunçado porque não conseguiu arrumar uma faxineira semanal. Esse cara pode passar um ano namorando uma mulher e sofrendo os problemas de não ter um apê bacana. No ano seguinte, a nova namorada pode já chegar com o contato de uma faxineira e fazer o namoro ser diferente por causa desse único fato. O cara nunca tomava café com a namorada antes, agora toma porque a cozinha está arrumada. E mil outras coisas… O cara é o mesmo, continua desorganizado, mas agora tem faxineira. Mudança logística, mudança na relação. Sem um pingo de mudança psicológica, apenas um telefone que foi passado.

    Temos mil desses entraves logísticos e não percebemos. Minha sugestão é apenas abrir esse olho. Só isso.

    Abraços.

  • Reginaldo

    Poxa Gitti, vc demonstrou que tudo que converso e discuto com minha namorada é a pura verdade, ache4i que era louco por pensar assim…rsrs
    Estou tentando mostrar para ela que basta “tirar as cortinas”.

    Grande abraço

  • Mateus Darach

    Taí um texto muito bom do Gustavo! XD Não gosto de todos não, mas muitos acertam em cheio!
    Cara, eu nem tive tempo de fazer essa logística, meu relacionamento mais longo foi de 10 meses e vivendo em cidades distantes uma da outra. ¬¬ Mas eu concordo muito com você, e aproveito para abrir um outro assunto, se me é permitido: quanta gente se baseia tanto nas emoções, no subjetivo e no pseudo-romantismo e esquece que o futuro vai ser de rotina? Acho que muita gente esquece que num relacionamento importa muito a amizade, o companheirismo e a correspondência de idéias, ideais, assuntos, pensamentos… Pessoas acabam relacionamentos no primeiro problema sem lida com ele, simplesmente desistindo, e esquecem que o futuro poderia ser muito bom.
    Fica aí meu pitaco paralelo! XD Aberto a conversar sempre, via email ( mateus_darach@yahoo.com.br ) ou por aqui, ou por qualquer outra via. Abraços!

  • Branca

    Gustavo,
    Sinto muito, mas não concordo com sua forma de pensar. Acho que o que falta hoje em muitos casais é um pouquinho de romantismo. Um pouquinho já bastaria para que houvesse felicidade de ambas as partes. Mas, claro, sem esquecer a “logística” de nossas vidas, mesmo porque ela está presente em cada minuto de nossas vidas. Mas acho que o romantismo é o que faz a vida valer a pena porque, nos dias em que essa “logística” se torna um pouco difícil, a gente consegue se lembrar do quanto é amada e tudo fica mais fácil. É assim que meu casamento já dura 23 anos e somos completamente apaixonados um pelo outro, com declarações de amor todos os dias, sem medo de se entregar ao amor e ser feliz. É assim que eu penso, mas respeito sua opinião. Sei que os homens têm um pouco de dificuldade em se entregar ou, talvez para eles, o romantismo não seja tão importante. Apenas acho que cada um é cada um e o respeito e um pouco de compreensão também são muito importantes na relação. Eu diria determinantes, porque sem respeito e compreensão sobre o que o outro sente, é difícil uma relação se sustentar. É tentar se colocar no lugar do outro o tempo todo. E isso envolve não só logística, mas muito sentimento. Abraços a todos.

  • lililili

    Li esta reportagem e de certa maneira ela influi na minha vida… estou prestes a me separar… estou casada a dois anos e desde o começo meu relacionamento e muito frio, meu marido se parece com essa hora do banho…eu sempre estou toda acessa procurando ele, fazendo carinhos e ele nunca esta para mim, sempre me rejeita, diz que nao gosta dessa pegação de carinho, que sente cocegas… e alem do mais nao me procura na cama e quando eu procuro ele sempre esta com dor de cabeça dor no corpo e por ai vai, ta sempre doente… sendo assim quando me relaciono com ele da uma media de uma vez por mês… sem contar que nao passa do velho papai e mamae que nao causa nenhum tesão… ja tentei muito, mas estou chegando a uma conclusão de que ele nao me ama….
    obrigada por me ouvir
    beijos86

  • Zombie

    De fato, esse problema com a logística é minha maior trava para com o meu atual namoro.
    Mudei de emprego, de uma relação que nós se viamos todo dia, vai cair bastante. Para quem sabe 1 vez por semana…
    Vou tentar “dar meus pulos” para vê-la mais vezes, se manter presente mesmo distante, esse tipo de coisa.

    Que dicas você daria para um mancebo na minha situação?

    Abraço.

  • Liane

    Amei!!! ha tempos reflito essa questao do amor romantico.. essa busca por um amor que so existe na fantasia e que se tentado colocar em pratica, bate em questoes simples!!! hoje em dia luto por um relacionamento aberto, onde cada um tem a liberdade de fazer o que quiser na hora que bem entender… ja tive brigas porque acordava mau humorada e nao consiguia dar “bom dia” ao meu companheiro! hoje em dia ainda acordo mau humorada, so que a diferenca é que nao preciso dar bom dia a ninguem… nao há brigas! talvez o aspecto que levantei aqui nao tenha nada a ver com o texto, mas gostaria de deixar claro com minhas palavras, que baseada nos meus relacionamentos aprendi a respeitar as escolhas de cada um. se o outro quer tomar banho tarde e eu ja quiser ir dormir, entao porque eu vou me estressar e criar caso por isso… acho que o que falta pra muitas pessoas é entender que apesar de formar um casal com outra pessoa, continuam sendo um ser individual, que tem o direito de viver de acordo com suas possibilidades!! querer mudar o outro é ilusao… se quisermos mudar algo, que seja nossa postura e nada alem disso!!!
    (desculpa, acho que perdi o foco no assunto, mas gostaria de saber o que vcs pensam sobre isso)

    Abcs

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Branca,

    Antes de concordar ou não (nosso impulso mais básico em relação às coisas, muitas vezes até antes de ouvir), leia outros textos do Não2Não1 e me diga se concorda ou não. ;-)

  • Rodrigo

    No caso de uma relação aberta, não corre-se o risco de um um envolvimento maior, inclusive em detalhes patrimoniais e financeiros, gerando um imbróglio tão intrincado a ponto de ruir as bases de ambas as relações e também do indivíduo?

  • Rafael

    Gustavo, muito bom seu texto. Não conhecia seu trabalho, mas gostei da forma como coloca as coisas.

    Eu sempre fui bastante sentimental, digamos. Me identifiquei quando disse que somos fascinados pela paixão súbita e pela química inexplicável. De um tempo pra cá tenho tentado mudar minha forma de pensar, e acredito realmente que o ideal em um casamento é cada um ter seu próprio quarto e principalmente seu próprio banheiro! Pra mim, o problema no “juntar as escovas de dentes” é justamente juntar as escovas de dentes.

    Mas devo perguntar: você não acha que essa vida organizada também tem um quê de conto de fadas?
    Hoje em dia é complicado..a questão do desempregado, por exemplo, muitas vezes não é uma opção do cara. É uma logística errada, porém “imposta” pela situação da pessoa que simplesmente não consegue arrumar trabalho.
    Situações em que um dos dois trabalha de madrugada, ou em fins de semana também são comuns. Aí me vem à cabeça algo do tipo: “tá, vocês se amam, mas infelizmente assim não vão conseguir viver em paz”. Pra quem ama é difícil aceitar isso.

    O que diria de situações assim?

    Abraços!

  • Angel

    Olá Gustavo essa foi a primeira vez que li um texto seu, gostei muito!
    Talvez por que eu tenha vivido algo bem parecido. Dois loucos apaixonados resolvem largar tudo e morar juntos, o romantismo é uma delícia, mas precisa de um pouco de racionalidade para que esse amor sobreviva, precisamos ser práticos, perceber o que acontece no dia a dia.
    Atitudes aparentemente bobas, como: “Anaum vamos assitir esse filme primeiro depois fazemos sexo”, vou ali primeiro depois conversamos, ficar deitados no chão parecendo 2 morgados assistindo Tv, e por ai vai, atitudes que aparentemente eram normais, mas vão se tornando rotina, achamos que está tudo bem, até algo desabar, o que é muito bom, pois acordamos pra vida e estamos aptos a cometer erros novos, mas não os mesmos. Quando nós 2 tomamos a atitude de ficarmos um tempo separados foi muito interessante pois aquele amor reacendeu, mas percebi que de forma menos melosa, e mais prática, mais dia a dia, entendendo que o outro tem uma vida, uma familia, um passado, opiniões e experiências de vida diferentes, o que contribui sem dúvida nenhuma para um relacionamento saúdavel.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Rodrigo,

    Toda relação é aberta, mesmo quando não é um “relacionamento aberto”. Ou seja, mesmo a monogamia tem abertura. É só olhar a quantidade de relações paralelas que surgem. As famosas “traições”.

    “Um imbróglio tão intrincado a ponto de ruir as bases de ambas as relações e também do indivíduo”. Isso pode ser a descrição de um relacionamento aberto que se deu mal ou de um casamento que acabou em uma separação dolorosa, não é mesmo?

    De qualquer modo, vou falar em detalhe sobre isso em breve por aqui.

    Abração.

  • Simone

    Esse post veio no momento exato.
    Perfeito.
    Obrigada!

  • Felipe

    Achei o texto de pouco valor.

    Tem ares pretensiosos de modernismos e inovações nos relacionamentos mas, na minha modesta opinião, as ideias apresentadas não chegam a ser suficientemente convincentes de que a dita “mudança de logística” (ou mesmo a “existência de alguma logística”) possa trazer resultados benéficos ao casal.

  • Liane

    com “relacionamento aberto” nao quis dizer Poligamia… mas sim, no sentido de relacao aberta (citando o Gustavo)… me refiro a liberdade que temos como seres individuais, a qual precisa ser preservada dentro de uma relacao conjugal!!!

  • Johnny

    Mais um texto fora do comum! Conheci e venho acompanhando seu trabalho aqui e no PdH há uns três meses, e posso dizer que estou com a mente mais aberta pra muitas questões que antes eu achava muito complicado e dava muito mais importância do que realmente deveria, hoje em dia posso dizer que estou vendo a vida com outros olhos.
    Parabéns pelo seu trabalho !!!

    Respondendo ao post. essa parte de mudar móveis de lugar é muito interessante, eu com minha ex noiva depois de anos de namoro ja tinhamos feito amor em quase todos os comodos da casa dela menos no que ficava o quarto da mãe dela, nós rimos e convesamos sobre isso e depois de uns meses ela chegou pra mim e disse que tinha dado a ideia a mãe dela de trocar de quarto pois o dela era muito maior e como a irmã dela tinha casado não fazia sentido ela continuar com aquele quarto sozinha, a mudança foi feita e qnd estava tudo pronto na nossa primeira transa no novo quarto ela sussurrou no meu ouvido pronto agora já fizemos amor na casa toda !

  • Geisa

    Gustavo,
    Você é perfeito nas suas reflexões.
    Estou num relacionamento delicioso há dois anos,exatamente assim, livre.
    Parabéns,continue inspirando seus internautas!!!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Rafael!

    “você não acha que essa vida organizada também tem um quê de conto de fadas?”

    Se eu propus uma vida encaixotada e toda programada, me enganei. Minha motivação com o texto foi só abrir esse olho da logística e mostrar que muitos de nossos problemas não são questões subjetivas, mas concretas, materiais, de gerenciamento de tempo, de espaço. O extremo disso é achar que tudo pode ser resolvido de modo logístico: “Estão brigando por causa do carro? Compre mais um carro! Estão brigando por causa da louca? Compre uma lava-louça!”. ;-)

    Isso é tão imbecil quanto achar que tudo é problema de comunicação e amor, até porque na maioria dos outros textos eu defendo que, não importa a condição (a logística), podemos agir com liberdade, ludicidade, bla-bla-blá.

    “Situações em que um dos dois trabalha de madrugada, ou em fins de semana também são comuns. Aí me vem à cabeça algo do tipo: “tá, vocês se amam, mas infelizmente assim não vão conseguir viver em paz”. Pra quem ama é difícil aceitar isso.”

    Com certeza. E pior ainda numa sociedade que valoriza o amor romântico e não tanto outros fatores, como a facilidade de conviver e o quanto um beneficia o outro.

    Um exemplo: o cara vê a esposa 1 fim de semana por mês, por causa do trabalho em outro Estado (isso acontece mais do que imaginamos). Eles se amam, são apaixonados, ok. Não há problema algum nesse modelo e é possível ser feliz assim, sem dúvidas. Porém, muitas vezes a mulher quer mais, fica insatisfeita, mas reprime tudo porque tem o amor na jogada e seu peso é maior do que todo o resto junto. A solução pra isso poderia ser algo sem mágica alguma: “Olha, eu te amo, mas eu preciso de um marido presente pra cuidar dos filhos, pra dormir junto, pra brigar e não apenas ficar fazendo sexo mensal”. E o inverso vale também, no caso do marido de uma mulher que viaja sem parar, por exemplo.

    De novo: é possível enfrentar tudo isso, mas nem todos estão dispostos a isso. O drama da coisa é a pessoa que não quer certa logística, que sofre, mas não muda por causa da dependência do tal do amor, como se ele fosse uma droga mesmo.

    O que as pessoas não percebem é que é MUITO mais fácil se apaixonar e amar outro do que conviver adequadamente de modo logístico com outro. Ou seja, resolver essas compatibilidades que tornam a relação possível é muito mais raro e complicado do que amar, cuidar, admirar, transar, namorar. Você pode amar garotas de qualquer país, mas não dá pra casar com uma garota da China sem mudar completamente sua vida. Você pode amar e ser feliz com garota numa cadeira de rodas, mas isso envolve não mais fazer certas coisas, como sair pra dançar salsa. Sendo menos caricato, você pode amar e ser feliz com uma garota de outra cidade, mas, se pudesse escolher, você ficaria com uma de sua cidade. Entende meu ponto?

    Se o amor fosse mais difícil que a logística, a probabilidade de pessoas da mesma cidade se apaixonarem seria muito menor. Sem saber, escolhemos a logística primeiro, muito antes do amor. E só então, quando estamos amando, achamos que a logística é uma questão secundária. Não é nem nunca foi, claro.

    Abração.

  • Bruno

    Esse texto é muito legal, porque mostra como nós, homens tentamos de todas as maneiras dissimular a “vontade de sermos nomades” num mundo dos relacionamentos. Você provavelmente deve ser um cara bem frustrado emocionalmente e que não entende que há aspectos na vida, e eu digo que são 2 que você não pode estruturar para racionalizá-los, o amor e o trabalho. Quando você descobre o amor, descobre o quanto é gratificante e enaltecedor se doar e eventualmente receber em troca, descobre também a não olhar para o seu próprio umbigo e a amar o outro como um todo, porém não como esse seu olhar que você propõe.
    Casamento arranjado?! Aff cara se liga esse é um dos comentários mais machistas e idiotas que eu lí nos últimos tempos. Os casamentos arranjados não faziam as pessoas se respeitarem, se amarem ou sentirem tesão, eram uma prisão para as mulheres e uma forma de manutenção de poder para os homens.
    Você usa como exemplo o filme “sex and the city 2″ mas distorce os fatos e ignora que essa necessidade de ter dias de folga se apresenta exatamente por um sentimento interno, individual, egoista e mesquinho. “Big” o personagem do filme está muito pouco a fim de incluir sua nova esposa na vida dele, então ela simplesmente circula o mundo dele, sem realmente entrar. E quando ele sente que a perda dela é uma possibilidade real, ele manda pro espaço a idéia de ficar longe, ele volta a cuidar dela e ser 100% para ela.
    Enquanto muitos olham para Sartre e dizem olha lá, que exemplo a ser seguido, uma grande mulher ao lado apoiando a forma madura de amor a distancia, respeitando a individualidade, mas quando olhamos para Simone, vemos uma mulher aflita, que aceita o que aceitou por amor incidicional a um homem idiota e egoista. (grande nome do pensamento da nossa época mas era simplesmente um homem comum com relação ao amor.)
    E essas suas “idéias geniais” nada mais são do que a velha “grande idéia” do homem, quando o cara tá cansado no relacionamento, já não curte mais a mulher como antes e vem com idéias totalmente idiotas, que no final são egoistas e favorecem somente a ele. Embrulha tudo numa idéia que não parece tão mal assim já que ela geralmente é entregue com sorrisos amáveis e palavras de amor, mas que no fundo nada mais é do que um jogo sujo e dissimulado que nós homens sabemos fazer como ninguém.
    Enfim, não falo de você como pessoa porque não te conheço, mas seu texto é bem idiota e superficial.
    E eu digo isso com propriedade, já fui parecido com você, já pratiquei swing com uma ex namorada tentando “explorar nossas individualidades” sentir a “liberdade de escolha” o “voltar consciente” e na verdade tudo se resumia a uma única coisa. O amor já havia acabado e tudo aquilo era um reflexo da falta de coragem de nós dois de terminarmos.
    É isso que acontece na verdade, quando um para de ligar para o outro, quando coisas pequenas acabam entrando na frente, atrapalhando o “work flow” ir tomar banho depois da outra pessoa, a outra ir dormir, são reflexos da fuga, do desapego, de algo muito maior no interior dessas pessoas que já não se sentem tão relacionadas com seus parceiros. Devemos olhar não para os detalhes tecnicos, já que eles são reflexos de algo interno muito maior.
    Poucas pessoas tem coragem de olhar para dentro e realmente admitir que o amor acabou ou que era só paixão, então eles prolongam relacionamentos mornos, resquentados com sexos sem graça e idéias idiotas como essas desse post.
    Aí a gente vê um monte de mulheres pensando realmente a respeito desse post, caindo na armadilha do homem e de suas “grandes idéias”

  • Psic Marcelo Quirino

    Amor é questão de boa-vontade. De investimento. Mas alguns tratam-o como conteúdo a ser recebido quando o pote está vazio. O mais importante no amor é a forma e a sua criação, mais do que sua substância e permuta.

    Amor é uma forma de vida. Devemos ter por forma subjetiva amar a vida e tudo ao nosso redor. Para esses é mais fácil amar, pois eles irradiam amor e atraem. Não ficam à espera de serem amados. Assim, criam amor, pois ‘não sentem’ carência crônica, o que sempre impede o amor verdadeiro. O carente no sentido generalizado (sexo, amor, carinho, atenção, etc) não consegue amar e nem ser amado. Tudo que lhe importa é seu buraco afetivo. Centrado nisso, não vê o outro e sua essência, não ama e será portanto sempre carente.

    Quando nossa subjetividade acha que o mais importante no amor é a substância, pensamos que só poderemos amar se amados, como moeda de troca. Só dou e consigo dar se receber e por aí vai.

    Amor se cria. É investimento. Isso significa passar por cima das nossas necessidades, como o exemplo deste post de tomar banho depois, para amar. Amar é violentar nossos desejos, na proporção do asseguramento da própria identidade, para violentar o desejo do outro através da satisfação incompleta, para que o desejo do outro por nós sempre ressurja a partir da ausência/presença que evita o enjoo e a chatice da rotina…

  • Cogito Ergo Sum

    Já vou logo avisando: o que segue é uma crítica. Desculpe se parecer ácida (minha característica pessoal) mas, sinceramente, espero que a leve de maneira construtiva. Eu concordo com várias afirmações suas, algumas realmente brilhantes (como sobre a cegueira do amor romântico) mas não posso deixar de comentar sobre outras que considero um tanto equivocadas.

    Comecei a ler o texto e considerei sua premissa válida. Isto é, concordei com sua lógica até o ponto em que apareceram idéias e raciocínios totalmente equivocados, na minha visão. Não concordo com a idéia de que as “convenções” (i.e., o casamento) são culpadas pelo fracasso das relações amorosas.

    “Nossa mente não tem nada dentro. Ela é um olho que se posiciona aqui ou ali – aqui, vê uma perspectiva; ali enxerga outro universo. É por isso que uma cortina pode mudar nossa vida.”

    - A metáfora da cortina foi brilhante, e é válida até certo ponto. Porém, uma cortina não pode mudar nossa vida SEMPRE, caro amigo. Num campo de concentração como o de Auschwitz uma cortina não mudaria nossa vida. O que quero dizer é que em certas circunstâncias não adianta o que fizermos, mudanças estão além do nosso controle. Além disso, nossa mente não é nosso olho. É verdade que vemos com nossa mente no sentido de que interpretamos o que vemos por meio dela, mas dizer que “nossa mente não tem nada dentro” contradiz justamente o que você afirma depois, que ela é um “olho que se posiciona aqui ou ali”, ou INTERPRETA o que vê justamente por não ser vazia, por ser possuidora de experiências e características únicas, o que é responsável, justamente, pela maneira única como cada um de nós enxerga a realidade que nos cerca. Nossa mente, na verdade, é a lente pela qual vemos o mundo ao nosso redor. E cada um de nós nasce com uma lente com características inerentes únicas.

    “Em menos de uma semana passando frio, sem comer, eu teria os mesmíssimos pensamentos, o mesmo mundo emocional, a mesma personalidade. Possivelmente roubaria ou mataria alguém.”

    - Novamente, um raciocínio muito simplista para uma situação complexa. Primeiramente, a generalização de que todo mendigo é um assassino é totalmente descabida. Além disso, o ambiente realmente nos influencia para o bem ou para o mal, mas dizer que alguém “teria os mesmíssimos pensamentos… a mesma personalidade. Possivelmente roubaria ou mataria alguém” só porque ficou “menos de uma semana passando frio, sem comer” só pode ter sido escrito por alguém que nunca ficou uma semana passando frio e sem comer. Cada pessoa reage a situações (mesmo as mais extremas) de maneira diferente. Algumas podem se tornar pessoas piores, outras pessoas melhores, justamente por causa de sofrimentos extremos. Caro cronista: essa foi uma falácia por demais simplista e maniqueísta; ninguém se torna assassino por esses motivos (mesmo em se tratando de uma hipérbole, não faz sentido).

    “Enfim, possibilidades e mais possibilidades para quem não confia no amor e sabe que o horário do banho pode acabar com um relacionamento”.

    - Você, assim como a grande maioria das pessoas, não sabe o que é o amor, por isso “não confia nele”. “Amor” não é esse sentimento restritivo como aqui classificado, nem descartável como você idealiza; porque para o amor verdadeiro o horário de banho não tem nenhuma importância. Talvez você responda dizendo que eu não entendi o que quis dizer, ou que estou iludido com a idéia de amor idealizado, eu sei. Mas meu objetivo não é explicar que amor é esse, porque não seria possível num espaço tão exíguo. Só quero dizer: você está errado, porque não sabe o que significa a palavra “amor”, ok?

    “Casar e morar em casas separadas: ‘Você vem jantar e dormir aqui hoje?’. Ou dormir em quartos diferentes com duas camas de casal, sendo que às vezes uma delas fica vazia à noite toda. Não criar uma conta conjunta. Não casar, apenas morar junto. Casar e ficar solteiro, sem bloquear novas relações. Fazer regras por brincadeira e não fazer disso mais uma regra (nem dessa frase e nem desse parênteses). Ou fazer e esquecer, como dois caretas convencionais, por que não?”

    - Aqui fica claro o objetivo do texto: mais um gênio que descobriu que as convenções da sociedade são culpadas pela infelicidade das pessoas e que se agirmos de modo contrário a elas e suas instituições (notadamente, o casamento) seremos pessoas mais “livres” e, consequentemente, mais felizes. Caracteristicamente influenciado pela sociedade individualista na qual vivemos. Raciocínio equivocado porque fundamenta-se na idéia de que regras como “é proibido proibir” ou “ninguém é de ninguém” garantem uma existência verdadeiramente plena. Para sua informação: TODOS SOMOS EGOÍSTAS; essa é, basicamente, a causa dos problemas da humanidade, e por extensão, dos relacionamentos afetivos. Você identifica erradamente as “convenções” como causa dos problemas, entendeu? É mais ou menos como dizer que a vida em sociedade não funciona não por causa dos crimes mas porque existem leis que proíbem os crimes; acabando-se com as leis, acaba-se com os crimes, então poderemos todos viver felizes para sempre. Na verdade, como a causa é outra (como eu disse, o egoísmo) se alguém viver seguindo “seu manual de instruções” será IGUALMENTE INFELIZ porque continuará vivendo sem lutar contra a verdadeira causa de sua infelicidade afetiva.

    Caro autor, você é extremamente inteligente, e usa um raciocínio muito rico. Todavia percebi que “forçou a barra” pra tentar defender uma tese pessoal. Novamente peço para não levar a mal meu comentário. Até porque, se me dei ao trabalho de produzí-lo, foi porque seu texto teve algum mérito; se não, nem responderia (afinal de contas, não se bate em cachorro morto, não? hehehe).

    Só uma observação: notei como várias pessoas, notadamente mulheres, surpreendentemente concordaram com sua visão de amor “livre e sem compromissos”. Se esse é mesmo seu objetivo, isto é, tirar da cabeça delas essa idéia idiota de amor romântico, fidelidade e casamento, parabéns!

    Continue assim! Quem sabe um dia você consegue…

  • Psic Marcelo Quirino

    Esqueci… em clínica identifica-se nos carentes fortes pulsões egoísticas… Coincidência? Você quer uma relação de amor com um egoísta? São pessoas centradas no ego. Ou narcisistas querendo mostrar o que pensam ter de diferente, ou deprimidas porque não tem o objeto de tamponamento desejado, ou ansiosas devido à falta. O mundo subjetivo tende a ser o umbigo machucado.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Bruno,

    Se eu fosse fazer uma crítica ao meu texto (usando até mesmo outros textos do Não2Não1 como referência), seria algo parecido com esse comentário seu.

    Quanto ao personagem Mr. Bi, do “Sex and the city 2″, com certeza, o cara é lastimável, patético. Não vi a série nem o primeiro filme, mas a pose dele já entrega tudo.

    Porém, o texto não é uma apologia do relacionamento aberto ou dessa ideia da pausa. Eu apenas citei isso como possibilidades, até porque eu mesmo não vivo isso no meu namoro.

    Em relação ao fato de que os aspectos logísticos refletem condições internas, sim, sem dúvidas, mas lembre-se que configurações externas ativam aspectos internos também, como no exemplo que dei do mendigo. Ou seja, meu texto é também uma crítica ao seu comentário assim como seu comentário é uma crítica ao meu texto. ;-)

    Abraço.

  • Vivi

    Gustavo Gitti, muito inteligente seu texto…acredito que se as pessoas pudessem conhecer a logística do relacionamento, que foi brilhantemente abordagem em seu texto, muitos divórcios seriam evitados….Parabéns pela sua inteligencia muito bem fundamentada…o exemplo do mendigo foi fantástico!!!

  • Daniele

    Olá….adorei o seu texto…inicio meio e fim..ótimo para mim!rsrsrsrrs
    Estou iniciando um novo relacionamento agora,fiquei só por mais de dois anos após um casamento bem conturbado,tive bastante tempo para analizar os meus erros e acertos, me senti pronta para namorar novamente! Lendo oque você escreveu, me senti mais ainda no caminho certo das minhas idéias…chega de prender, de se sentir dona da pessoa,hoje eu quero liberdade e quero dar essa liberdade a outra pessoa,tudo fica mais leve, a vida fica mais leve.De certa maneira, essa é a logistica das minhas intenções! rsrsrsrsrsrrs
    Beijo grande!

  • amour

    Gostara de saber qual a formação e o conhecimento dessa “incrivel pessoa” {rsrsr}, pois a mesma faz uma teoria da mente (uma das coisas mais discutidas nos dias de hoje por gente muito seria) do nada a la E. Husserl e sabe-se lá quem mais pode estar envolvido – quanta irresponsabilidade: “Nossa mente não tem nada dentro. Ela é um olho que se posiciona aqui ou ali – aqui, vê uma perspectiva; ali enxerga outro universo. É por isso que uma cortina pode mudar nossa vida.

    Depois dá uma de Deus, dizendo saber o que fariamos ou nao em tal situação: “Entre um mendigo jogado na rua e eu, a única diferença é de posição, não de conteúdo mental ou “personalidade”. Em menos de uma semana passando frio, sem comer, eu teria os mesmíssimos pensamentos, o mesmo mundo emocional, a mesma personalidade. Possivelmente roubaria ou mataria alguém.” – “acabando” por assim dzer com a nossa responsabilidade, personalidade e liberdade sem dize mais;assim poderiamos dar credito ao que diz “esse Deus”.

    E, como se nao bastasse tais absurdos ainda erra coisas basicas como logica: “Fazer regras por brincadeira e não fazer disso mais uma regra (nem dessa frase e nem desse parênteses)”. E, poderiamos acrescentar: assim até o infinito… Definitivamente nao sabe o que diz.

  • Carla Palmieri

    Gostei muito do texto, não concordo com tudo, é óbvio, mas achei bem interessante. Me preocupo muito com a logística do relacionamento e não acho isso falta de romantismo, acho que é ser prático, objetivo. Tive um relacionamento que durou muito pouco exatamente por isso. O rapaz bagunçava minha casa toda e me deixava louca, no início achei que eram bobagens, depois vi que fazia toda diferença, pois simplesmente virei uma “megera”, ditando regras e repreendendo o tempo todo, passei a não me suportar, odiava ser assim, mas era isso ou a minha casa transformada num caos, parecia mãe, não namorada. Terminei o namoro e agora ser organizado é pré-requisito para o cargo de namorado.

  • Cássio

    Entendo o que você quis dizer. E impressionante como sua visão se aplica logo nos comentários. Bastou falar que muitos de nós, às vezes, não nos damos conta de que o problema muitas vezes se encontra na logística da coisa para chegar alguém e comentar que isso não está certo, que o mais aceitável seria confiar na boa relação, lealdade, conversa etc. Um verdadeiro conto de fadas, como você mesmo bem colocou.

    Quem sabe, muito provavelmente, pessoas com tais reações não passem por esses problemas de pura visão e logística, e que, de olhos vendados, não conseguem aceitar que a solução é assim, simples.

    Gostei de sua visão, Gustavo! Fez abrir os olhos até de quem, como eu, pensa que sabe quase tudo sobre sua relação.
    Um abraço.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Amour,

    Qualquer um pode sacar que esse não é um texto filosófico, mas um post num blog sobre relacionamentos. Nada além disso. Não tem teoria da mente alguma aí. Até tem, se alguém se dispuser a ler todos os textos e perguntar por minhas referências, por exemplo, mas não é essa minha proposta ou motivação.

    Sobre o exemplo do mendigo, eu disse que EU faria e EU roubaria. Não tem “God’s eye” algum no lance. E digo isso porque recentemente tive uma experiência de passar muita fome e ficar fraco (depois de uma trilha) e comi pão com ovo num estado deplorável, sem dignidade alguma, aí brincamos entre amigos (com seriedade por trás): “Em uma semana sem comida, estaríamos todos se matando”. E, de fato, com toda sinceridade, eu acredito que facilmente roubaria e mataria se estivesse perdido, abandonado, sem casa, comida, relações e dinheiro.

    Abraço.

  • Edson

    Vamos fazer uma coisa? Bruno,manda o post e nosso caro Gitti comenta…
    De minha parte, só ratifico que o exemplo do casamentos arranjados é de fato péssimo: tantos adultérios, tantas mentiras, violência doméstica, assassinato, sequestro da subjetividade e individualidade, tantos crimes contra a dignidade humana, e da mulher, foram feitos no seio desses casamentos arranjados. Emma Bovary c’e moi!!!
    abçs

  • Alexandre

    Fantástico o texto! Estava precisando mesmo de um sacode desses!!! Concordo com quase tudo, mas já refleti várias vezes acerca do sucesso do casamento arranjado, mas sempre me “contra-respondia” dizendo: o sucesso não residia na submissão da mulher ao seu marido? ao medo da rejeição social em caso de separação?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Cogito!

    Enumero minhas observações:

    1. Se lemos um texto sem dar créditos, ou seja, sem generosidade, qualquer crítica é possível. Então vou ignorar todas as críticas com essa base, como por exemplo seu argumento de que nem todo mendigo é ladrão e assassino. Ora, eu disse que EU roubaria e mataria na condição de mendigo. Eu.

    2. Sim, eu estou errado porque não sei o que significa a palavra amor. OK. Não tenho problema em estar errado e nem em não saber significado de palavras. E desconfio muito de quem se coloca nessa posição de saber. Espero que não seja esse seu caso e que tenha escrito o comentário de modo lúdico, não realmente levando tudo isso a sério.

    3. Eu não tenho tese pessoal e não forcei nenhuma barra. Meu texto não é uma crítica às convenções, até porque eu vivo um namoro bem convencional e careta. Mas entendo sua revolta. Só saiba que ela não se direciona a mim. ;-)

    4. Você critica a metáfora da cortina usando o argumento do “sempre”. Ou seja, você joga a coisa num extremo antes de abordá-la, portanto sua crítica se dá a uma ideia que você mesmo inventou, não ao meu texto.

    Em geral, criticamos o que nós mesmos projetamos. As boas críticas são aquelas que enxergam um obstáculo no outro e então se colocam como críticas na motivação de ajudar o outro a ampliar a visão. Nunca há verdadeira oposição numa boa crítica, mesmo quando ela se usa de muita oposição. Estamos sempre a favor do outro. Portanto, é preciso de muita sabedoria para usar ironia com essa motivação. Caso contrário, vira pura agressão sem sentido.

    Como não tenho uma visão de amor livre de compromissos, novamente digo que entendo sua ironia final, mas que ela se dirige a não sei quem, talvez a você mesmo, para ajudar a sustentar suas próprias crenças. Digo isso porque uso minhas críticas mais duras para ajudar a sustentar minhas visões e a combater visões passadas minhas, a superar quem eu já fui. É um processo natural. Bonito de se ver, mas que pode gerar confusão se não temos consciência de que estamos fazendo isso.

    Abração, velho.

  • Alexandre

    Gustavo,

    Achei o texto interessantíssimo, é para se pensar mesmo! Sempre me questionei acerca do casamento arranjado, do seu sucesso, mas qual seria o seu ponto forte, qual seria a graxa que funcionar bem a engrenagem? Seria mesmo a logística? Poderíamos chamar de logística a submissão da mulher ao marido? o temor da rejeição social de uma mulher separada? São algumas dúvidas que sempre me pertubavam?
    Quero deixar claro que minhas indagações não se consubstanciam de qualquer rancor ou desaprovação como o fez a(o) “AMOUR”, que a propósito deveria ler o livro ” O caso dos exploradores de caverna” que fala de forma muito intrigante e chocante da transformação humana a que você se referiu de forma simples, porém, inteligível, como reclama o meio e sua pretensão!

    Um abraço!

  • Jacque

    Nossa! Adorei. Estou passando por um momento bem dificil com meu marido justamente devido a distância e outros fatores. Ontem mesmo discutimos. E lendo este artigo fica mais fácil assimilar que um casal necessita de apoio e comprensão um do outro para seguirem juntos, mesmo que distantes. Amor, respeito, compreensão e apoio, taí algumas palavrinhas mágicas que nos ajudam com nossos relacionamento.Mas para lhe dar com a distancia haja coração e paciência.

  • Cassio Nery

    Poxa Gustavo, quando vi o título, gostei e entrei pra ler; é perfeito!
    Só tem um detalhe que você não citou, lógico que já estarei entrando na psicologia, que não é o caso no seu texto. Mas ainda temos aqueles parceiros(as), que não tem coragem de findar os seus relacionamentos e ficam criando situações chatas, tipo arrumando motivos e procurando problemas ou defeitos no companheiro, aguardando assim alguma atitude do mesmo, causando ainda mais sofrimento e perda de tempo aos dois. Estes são os piores…

  • Lara

    Pra mim, está cada vez mais claro que a logística é sim importante. E olha, não vejo como falta de romantismo e magia não, pelo contrário, é prova prática de zelo, apreço e cuidado com o outro e, sobretudo, com a relacionamento.

    Não adianta achar que racionalizações são outro departamento que não o da magia do amor. Eles fazem intersecção o tempo todo, gente!
    Para quem está há anos numa relação, a logística pode operar pequenas grandes mudanças, tal como aquela pedrinha pequena que se encaixa numa calçada a deixando inteiramente firme de novo pela coesão que proporcionou no encaixe das outras pedras, sabe?

    Enfim tenho vários exemplos, vou citar 2: Meu trabalho exige pontualidade máxima e preparação prévia todo dia antes de começar. Ocorre que todas as manhãs era um sofrimento e desgaste pq além de me arrumar, arrumar minha filha, a deixava na escola. Um dia, eu fiz o café eqto meu marido preparava a pequena. Ele então resolveu levá-la a escola para que eu pudesse tomar café sentada.. rs. Bingo! Tomar um simples café com calma e chegar ao trabalho em tempo hábil, me deixou bem mais tranquila.

    E outro exemplo: Meu marido trabalha em Sp de quinta a sábado, geralmente. E chegava aos domingos, no fim da tarde. A sensação que eu tinha era de apenas um resto de tempo para estarmos em família, pois logo anoitecia e estava na hora de colocar a pequena dormir e começar tudo de novo. Mas então ele resolveu, ao invés de sair do trabalho e ir descansar na casa do amigo pra depois vir pra casa, vir direto pra casa e dormir aqui. Com isso, qdo é hora da soneca da nossa filha, nós invadimos a cama e dormimos com ele, num momento mto gostoso. E mesmo que eu não durma e ele sim, a sensação dele estar em casa já é diferente, não sei explicar… É apenas uma mudança de cama, mas isso contribui pra nossa ligação familiar.

    E, sobre quartos e casas separadas: quartos separados é um objetivo para mim e casas separadas tbm, quem sabe qdo as condições $$$ forem favoráveis. Acho super positiva essa idéia! Acredito que, principalmente depois de já ter dividido o mesmo teto, isso abra mais espaço, em todos os sentidos, para a relação se expandir.

    abração Gitti!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Edson!

    “tantos adultérios, tantas mentiras, violência doméstica, assassinato, sequestro da subjetividade e individualidade, tantos crimes contra a dignidade humana, e da mulher”

    Você viu que resumiu boa parte dos casamentos atuais motivados pelo suposto livre-arbítrio e pelo amor romântico? ;-)

    Meu exemplo é funcional: de fato, os casamento arranjados tinham aspectos positivos e mostram essa questão da logística. Eu admiro um casamento arranjado no sentido de que pessoas mimadas (“Eu quero assim, isso, do meu jeito”) têm de aprender a viver com o diferente e aprender a fazer algo que elas não querem, como uma criança que come brócolis não porque quer, mas porque a mãe mandou. O problema do casamento arranjado vem do mesmo ponto: a família mandou.

    O maior dilema não é entre servidão e liberdade, mas no que é ser livre. Ter autonomia ou ser escravo de nossos impulsos e preferências? Definimos ambos com a palavra “liberdade”, mas liberdade é não ser mimado, é agir pra além de “gosto / não gosto”. Pra criticar isso, toco na ferida e falo que admiro os casamentos arranjados, principalmente hoje em dia, no mundo das prateleiras, do mercado do amor, do “Escolho esse ou aquele?”.

    Às vezes, ser livre é fazer o que o outro quer, não porque queremos, mas justamente porque vai contra o que queremos. Se somos capazes de não seguir nossos impulsos, não somos reféns, somos livres. O mesmo vale para quando não fazemos o que o outro quer. É o mesmo processo: dentro ou fora. O que muda é se há liberdade ou não e isso é um critério sutil. Podemos ser escravos de nós mesmos ou dos outros, assim como podemos ser livres dentro de um casamento arranjado.

    Hoje em dia, chamamos de liberdade a escravidão a si mesmo. Preferimos nossas próprias crenças limitadas só porque temos a ilusão de ser nossas. Isso foi bom por um momento, mas hoje virou um processo extremo e cego, naturalizado. Somos vítimas da prisão mais sofisticada: aquela que oculta a si mesmo sob o nome de liberdade.

    Quando digo que admiro uma mãe mandando o filho comer brocólis ou um casamento arranjado, é isso que tenho em mente: essa liberdade verdadeira de nem sempre seguir nossos impulsos. Se uma criança só seguir seus impulsos, ela não vai durar muito.

    Nesse sentido, somos todos crianças, com a diferença de que a solução não é arranjar uma mãe, mas sermos nossos próprios pais, agirmos para além de nossas preferências pessoais, mimos, vontades, identidades. Somos crianças órfãs e o único jeito de praticar liberdade é tirar a chupeta e a fralda que nós mesmos queremos usar. E isso, nós bem sabemos, não é nada fácil.

    Por isso sempre falo aqui no Não2Não1 de uma relação em que um tira a chupeta do outro. Facilita quando temos uma mulher que nos desafia ao nosso lado. ;-)

    Dito tudo isso, é claro que sou contra a ideia de casamento arranjado, exceto quando isso é uma prática comum na comunidade. Mas gosto da ideia de uma relação que se arranja a si própria, quando ambos vão se escolhendo e se construindo, sabendo disso, sem depender de uma explosão passional que vem do nada.

    Parece sem magia essa visão, mas quando vivida por dentro, ela é muito mais poética, passional e insana do que alguns imaginam, justamente porque ambos sabem que aquilo é uma alucinação deles, uma loucura compartilhada, algo construído, não coisa de vidas passadas sob o qual ambos não tem controle.

    Abração.

  • lucas

    babaquice pra boi dormir!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Porra, Lara, exemplos perfeitos!!!

    É justamente disso que estou falando.

    E eu também já morei junto e pretendo experimentar quartos e talvez casas separadas. Acho fundamental essa logística para deixar claro que existem duas vidas rolando sempre, não uma só, do casal. Nossa vida é bem mais ampla que um relacionamento, mas às vezes a estrutura da coisa impede esse fluxo. Basta olhar para os casais que criam um email só para o casal, colocam fotos de dos dois em perfis na web, juntam tudo e quase morrem sem ar quando o casal se separa. ;-)

    Abração.

  • Branca

    Bruno,
    Acho que sua frase a seguir resume o que eu quis dizer:

    “Quando você descobre o amor, descobre o quanto é gratificante e enaltecedor se doar e eventualmente receber em troca, descobre também a não olhar para o seu próprio umbigo e a amar o outro como um todo”

    É a questão do amor aliado à compreensão das coisas que são importantes para um e para o outro.

    Sim ao romantismo, ele ainda está em alta!!!!!!!!!!
    Abraços.

  • Liv

    Pois é! Há tempos acompanho aqui, há tempos indico o “Não um Não dois” para os amigos, há tempos essas reflexões e indagações têm me feito um super bem e me libertado de alguns paradigmas que vamos criando.

    No início, eu lia seus textos, relia, anotava algumas coisas na agenda, refletia e alguns eu voltava em outros dias para reler novamente. Mas hoje eu vou comentar e também parabenizá-lo pelas brilhantes idéias e argumentações.

    Sobre mim, minhas experiências, o que posso dizer é que desde o final do ano passado (quando cheguei aqui pela primeira vez) estou vivendo uma redescoberta de mim mesma, do que quero, do que não quero, de como estou e etc e tal! Mas assim, eu sinto que o amor é uma coisa muito complexa quando criamos expectativas que não condizem com a realidade. Concordo que ele não está no outro, mas em nós mesmo, o resto é projeção. Mas ele é um sentimento abstrato e nós vivemos em uma sociedade que nos empurra o tempo inteiro para corrermos incessantemente e ainda que corrermos muito não nos sentimos chegar a lugar algum, como o Atila disse no “Papo de Homem” “aqui neste país Alice, você precisa correr o máximo que puder para permanecer no lugar”. Ou o Arnaldo Jabor que questionou “Funcionar é preciso; viver não é preciso. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde, para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo”. E ainda, “O ritmo do tempo atual acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que amamos, temos medo de nos perder no amor e fracassar no mercado. O amor pode atrapalhar a produção”.

    O que sinto é que: Ou viveremos nessa busca pela adrenalina plena e nos perdemos nos labirintos da liberdade e nos paradoxos que envolvem esse desejo enorme de sentir o corpo tremer e desatinar que a paixão (provoca e vicia) e assim nos prendemos às relações passageiras que duram apenas os seus quentes efeitos. Ou aprendemos de uma vez por todas que nenhum relacionamento será quente o tempo inteiro e que o movimento fará muito bem para o casal ir se redescobrindo e se reascendendo. Como você disse em outro texto “ou vai indo e ficando e se fudendo de todo jeito!” Nós criamos muitas fantasias e esperamos sempre que nossa felicidade esteja em “bases instáveis” e não dentro de nós. Parece que sempre nos esquecemos do principal, que a grande beleza da vida está no imprevisível e na instabilidade. Só podemos contar com o agora e com os passos que vamos seguindo na caminhada. E o final será sempre um último suspiro!!

    “O segredo está escondido onde menos se espera. Que é só descobrir” Clarice Lispector.

  • Cogito Ergo Sum

    Gustavo, meu maninho…

    Eu tinha um professor de Geografia, na (antiga) oitava série, que fazia exatamente o que eu fiz, só pra “botar fogo” num debate….

    Meu caro, só quis botar fogo no debate porque sabia que debater com você valeria a pena (de novo, não se bate em cachorro morto).

    Não atribuo má-fé à sua argumentação. Só a considero equivocada, em alguns aspectos. Provavelmente falta um pouco mais de maturidade a você ou a mim, ou a ambos…

    Na verdade, admiro a metáfora da cortina, como afirmei. Só não concordo com algumas conclusões posteriores.

    Existem sutilezas e ironias tanto no seu texto como na minha resposta que podem passar despercebidas ou ser mal-interpretadas à primeira vista. Respeito sua opinião, só tenho um ponto de vista diferente, em alguns aspectos somente.

    No final das contas, ninguém tem uma resposta definitiva sobre nada mesmo. Só acho importante não confundir a causa com o efeito, nem a doença com o sintoma…

    Eu avisei que minha crítica era ácida, hehehe… Mas tive o objetivo de ampliar o debate, se não nem escreveria. E… mais uma vez afirmo: você escreve muito bem mesmo, e tem idéias muito interessantes.

    Um grande abraço!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Pois é. Eu acho que poderíamos sempre dispensar esse lance de “concordo / discordo”. Todos nós concordamos e discordamos, isso não deveria ser um ponto de debate. O importante é como isso tudo se faz possível, como seguimos juntos e, mais ainda, se estamos de olhos abertos ou não.

    Você, claro, não botou fogo e não soltou acidez alguma. Fica devendo pra um próximo texto, ok?

    A argumentação desse texto é equivocada, sim. Estava até falando ontem com minha namorada: “Certeza que esse texto vai causar confusão porque tive de dar pulos muito grandes pra deixar o texto curto”. Mas até todos os meus textos são mais ou menos assim e minha proposta é escrever cada vez mais solto e fácil, mas nunca facilitando demais a compreensão. Vamos ver o que vai sair disso.

    Abração e valeu pelo comentário.

  • Mizé

    Adorei!

    Entendo as críticas das outras pessoas.
    Mas, eu entendo também que o teu objetivo não é fazer com que possamos pensar que o amor, romantismo não valem.

    Vc é um cara muito inteligente, é dos meus.
    Apenas tentou mostrar a realidade de alguns fatos.
    Precisamos ser racionais.

    O amor é lindo, o romantismo é muito bom. Mas não podemos ser cegos, a cegueira dá cabo do nosso amor.

    A logística é muito importante para que possamos dar continuidade ao amor. Muitas vezes não se trata de falta de amor a causa das separações, mas sim o talento para gerenciar os problemas.
    Problemas vão nos acompanhar para o resto da vida, só temos que saber garenciá-los.

    Beijos

  • Lucinda

    Oie, Gitti,

    Como sempre gostei do seu texto, que timming incrível, estava justamente falando sobre isso com meu namorado, não dessa forma mas sobre nossas escolhas, seu texto me faz pensar que a rotina realmente é parte importante dos relacionamentos…. que tudo que está em volta influencia e muito, esse meu namorado que se declarou pra mim por aqui, ele e eu fomos fortemente mudados pela rotina, e pelo meio, explico. Começo de namoro tudo certo … aquele lovezinho né!, então nunca brigamos, nunca discutimos (só quando se tratava de assuntos jurídicos, dai o quebra pau.. rolava e era uma delícia)….dai ele surgiu uma vaga aqui no escritório em que trabalho, (que só tem homens sou a única mulher), e ele prontamente fez de tudo para que pudesse vir pra cá, acontecesse que por antiguidade eu me tornei “chefe” dele, e muitas das vezes agente ia embora do escritório falando dos problemas ou dos clientes, e nos esqueciamos de nós, iamos jantar com clientes, saimos em shows com o pessoal do escritório e suas respectivas, todo esse contato diário que não deixava nehum espaço para a saudade, começava a atraplhar a minha relação melhor amiga e namorada, nossa cumplicidade de todos os dias, estava se perdendo no dia a dia… isso levando em conta que moramos em casas separadas então era o unico momento que ficavamos afastados, chegou uma hora que agente nem queria sair de noite pq estava meio “cheio” um do outro, tivemos que terminar, dar um tempo, e repensar em como fariamos dar certo já que gostamos tanto um do outro.
    Ai que entra a racionalização que você citou, pensei até em mudar de trabalho , em trocar meus cursos, não sabia como, mas ai achamos uma solução que foi, parar de trabalhar junto, não eu não mudei nem ele mudou de escritório, só mudamos de parceiros, aqui cada um tem um parceiro de trabalho, e nos apoiamos em tudo, só de mudar isso já melhorou, tivemos que nos policiar nas conversas, deixar o trabalho no trabalho e param de nos ver um pouquinho… quando planejamos melhor nosso dia a dia , um pouco mais separados, foi ai que ficamos mais juntos ainda…. repensando em tudo aquilo, reorganizando pequenas coisas estamos indo… num amor não digno de shakespeare… porém muito mais real

  • Mari

    Oi Gustavo

    muito bom o texto.

    estou até agora pensando qual rotina devo deletar e qual iserir para fazer duas pessoas diferentes serem felizes juntas!
    da trabalho, se não desse não seria tão bom, mas acho que a grande dificuldade de todos é respeitar sua liberdade, a liberdade do companheiro, e ainda assim conseguir ser apenas um.
    é, tem vezes que o casal precisa ser um, mesmo quando são muito diferentes!
    por exemplo: as vezes combinam um cinema, está implícito no convite roupa informal calça jeans, camiseta…
    e se a mulher aperece deslumbrante num vestido longo…e agora?
    agora meu filho…pega essa mulher que está tão diferente e faz ela ficar igual! como?
    ficando nus os dois!

    não sei se consegui…mas a minha idéia é procurar sempre elementos que façam as individualidades convergirem para o comum!

    abraços

  • Gustavo Gitti (autor)

    É isso aí, Lucinda.

    A outra possibilidade de uma história assim é eu receber um email do tipo: “Gustavo, eu não aguento mais, a gente trabalha junto, ele faz isso, eu faço isso, acho que não vai dar certo, falta amor, o sexo está ruim…”. ;-)

    Como os sentimentos são o grande critério para nós, ficamos cegos e, depois de um ponto, fica difícil sacar que o problema é logístico, estrutural, pois aí de fato muita coisa foi ativada, mexida, remexida… Antes que isso tudo surja, às vezes basta mudar alguma coisa no trabalho e pronto. Não é uma questão de “amor”.

    Por outro lado, claro, é maravilhoso quando esses acertos logísticos não são possíveis e temos de lidar com os obstáculos diretamente. Aí sim o bicho pega e novamente o amor romântico em nada resolve. ;-) Sexo resolve até mais nesses casos. O irônico disso é que essa é uma crítica a mim mesmo, que sempre dar uma romantizada nas coisas…

    Beijo.

  • Joaquim

    Nao acredito que perdi tanto tempo em tantas besteiras….

  • Isabella

    É engraçado ver como tocar nestas questões “amorosas” mexe tanto com as pessoas.

    Eu entendo porque eu acho o texto ótimo, mas teria dificuldades em aceitar outro apartamento na história, trocar as cortinas, admitir uma vida própria.

    Crescemos com o “felizes para sempre”. E na história das princesas, ninguém disse que poderia existir um “talvez” depois do amor consolidado.

    Acho que nunca pensei na logística do amor, mas com certeza esta já entrou no meu namoro. E fez meu namorado mudar os sofás de lugar.

    Agora é a minha vez.

  • Juliana

    Vou começar a tirar as cortinas…

  • Wall

    O interessante disso tudo, é que eu pensava assim e não me dava conta!
    Terminei com o meu namorado, apesar de ainda gostar muito dele, justamente por essa falta de logística. Eu não gosto de brigar, de reclamar, então sempre sugeria, “meu bem, quem sabe fazemos assim, pra dar certo?” Ele, infelizmente, ou não entendia, ou achava que era bobagem, como tu mesmo disse, e tudo virou uma grande bola de neve, da qual não aguentei mais.
    No final, ele percebeu que ainda gosta de mim, e eu dele, mas que se voltarmos, teremo que fazer alguns acertos práticos, senão, sem recomeços!!!
    A parte boa de ler teus textos há um tempo, é perceber a minha própria evolução. Mesmo assim, erro muito! rs
    Há um tempo atrás discutiu-se por aqui sobre os meios hábeis em um relacionamento. Te lembra que comentei que um dos meus meios hábeis era escrever um e-mail dizendo tudo que pensava e não enviá-lo? Foi uma coisa que adotei com o meu ex, pois ele achava que eu falava muito sem pensar. Comecei a fazer isso, então quando ia conversar com ele, a coisa era bem mais objetiva e sem choros, porque era algo que ele não entendia…

    Mais uma vez, obrigada por colocar aquilo que sentimos em palavras!!!

  • PB

    Gustavo,

    É a primeira vez que leio um texto seu. No início da leitura fiquei um pouco confusa e passei a lê-lo mais detidamente e assim tive condições de compreender exatamente do que se tratava, o que por sinal me agradou muito!
    Bom, o fato é que é interessantíssima a ideia ou a proposta de um amor logístico. Acho mesmo que a lógica deve estar presente em nossas vidas, seja em que prisma for. Tal texto me fez lembrar de meses atras quando passei a estudar a matéria: Racioncício Lógico” e o assunto em questão, ao meu ver, é exatamente este, ou seja, pois quanto a matéria Raciocínio Lógico não se trata de uma lógica corriqueira, habital e ou cotidiana, não é essa lógica comum, mas que dificilmente conseguimos enxergar! E aí fiquei fazendo anologia disso com a logística do amor, visto que, não fomos estimulados a contruir relaçoes lógicas e sim bastante românticas, apesar de crer piamente que o amor tem que estar presente, mas se aliado à lógica, ACHO que é melhor ainda! Digo, ACHO, porque na verdade, como fui “moldada” pela cultura romântica ando buscando horizontes diferentes dentro do amor e por isso acredito que a logística seja algo bem interessante para tanto!!
    Amei o texto! Pretendo continuar colocando em prática! Espero êxito e mais algumas “dicas” suas, Gustavo!

    Carinhosamente. PB

  • Capitão Óbvio

    Você escreve, o Capitão Óbvio comenta.
    (ou “A arte de tocar lenha na fogueira”)

    “Se é para fazer amor, vamos dar, penetrar, meter no mundo inteiro um do outro. E muito desse amor se faz com coisas das quais não gostamos.”

    Então o negócio é “não gostar do amor”… maneiro!

    “Por que você acha que os casamentos arranjados davam certo?”

    Davam? Não sei muito sobre isso… minha avó sabia, mas morreu espancada pelo marido.

    “Pensamos que sabemos a origem de nossos problemas, mas não sabemos.”

    Quanta originalidade! Nunca li nada parecido.

    “Bastaria a esse homem jogar fora as cortinas para ser feliz em qualquer casa.”

    Para os homens, o melhor é ser feliz em VÁRIAS casas…

    “É por isso que uma cortina pode mudar nossa vida.”

    Poético!

    “Entre um mendigo jogado na rua e eu, a única diferença é de posição”

    Sim, ele estará geralmente deitado e bêbado e você estará de pé – e talvez bêbado.

    “No filme Sex and the city 2 (que assisti para…”

    Parei de ler a frase aqui, não há motivos justificáveis para se assistir a esse filme – exceto, talvez, a Kim Cattrall.

    “Ou dormir em quartos diferentes com duas camas de casal, sendo que às vezes uma delas fica vazia à noite toda.”

    Poderia acusar o erro de acentuação em “à noite toda”, mas não o farei. Ops, já fiz…

    “Aliás, isso de mover juntos o sofá é tão importante quanto transar no chão.”

    Claro, transar no sofá, movendo-o, é tão importante quanto transar no chão.

    “Enfim, possibilidades e mais possibilidades para quem não confia no amor e sabe que o horário do banho pode acabar com um relacionamento.”

    Aqui, em uma finalização de tirar o fôlego, o genial autor revela o real motivo do fim dos relacionamentos: O HORÁRIO DO BANHO! É por isso que na França os casamentos dão certo… banho só de sábado = mais tempo para o relacionamento = casamentos sólidos e estáveis.

  • Joana

    Gustavo,

    Gostei muito do texto, faz muito sentido a abordagem.

    Muitas vezes quando realmente gostamos de alguem ou algo, abrimos os olhos e resolvemos esses problemas de logística “tirar as pedras do caminho ou contornando elas”, e alcançamos um bem maior.

    Porém não podemos deixar de observar a importancia de um conjunto de outros fatores para o sucesso de um relacionamento. Eu acredito que os mais importantes desses é a logística ” a qual não denominava dessa forma” e o respeito, que não são só importantes nos relacionamentos.

    Gostei muito do seu texto e gostaria de ver mais. PARABÉNS!!!

    Abs,
    Joana

  • Rafael

    Problemas logísticos podem destruir não só um relacionamento, mas tudo na vida da gente. Meus pais sempre me disseram que amar é bom, casamento é bom, mas tudo isso sem dinheiro não dura. Mas logística vai além de dinheiro. Sou formado em logística hehe, a idéia principal da mesma é unir a disponibilidade com a necessidade, na quantidade certa, na hora certa, no custo certo, e blá blá blá, mais conceitos de faculdade…

    Exemplo, namorei uma menina que trabalhava em eventos sábado e domingo, mas tinha a semana praticamente livre, eu era o contrário, trabalhava e estudava durante a semana, e tinha os finais de semana livre, ambos tínhamos necessidade um do outro, mas nos faltava a disponibilidade na hora certa, o relacionamento não durou, acabamos nos tornando apenas amigos.
    Outra coisa é que as necessidades nem sempre são tão claras quanto pensamos, tem dias que queremos algo que nem nós sabemos, e se o outro não nos dá, ficamos insatisfeitos, e muitas vezes projetamos essa insatisfação na namorada(o) e afins. Haja paciência, ai entra o amor consciente, saber que existe um mundo interno, e um mundo externo, separados pela nossa personalidade, que é uma via da mão dupla, e que precisamos cuidar dos dois lados.

  • Douglas

    Caro Gustavo Gitti…adoro seus textos e estou sempre tentando evoluir como homem, amante e namorado. Com relação ao tema do seu texto, eu me identifiquie muito com ele…estou tendo um problema de logistica sério dentro do meu relacionamento. Minha namorada faz Fisioterapia e eu mestrado em Engenharia Elétrica. Nossas vidas são muito corridas, ambas as nossas casas são de dificil acesso…tanto para o casal quanto para outras pessoas nos visitarem. No caso da minha casa não chega a ser tanto…mas ela mora num lugar dificil de chegar quando você não tem carro. Ela e eu somos espíritas e todo sabado nos reunimos com nossos colegas do grupo de estudos. Tem o estudo e após, uma reunião do povo. Essas reuniões vão até tarde e ela não abre mão.Durante a semana ela gosta de dormir no màximo as 22:30 da noite e precisa se acordar cedo para a aula. Ela também tem amigas de um curso de magia (sim, ela é algo semelhante a wicca e espirita) e fica envolvida com cursos sobre terapia floral, reiki, etc uns 4 ou 5 dias por mês que incluem um findi. E disso ela não abre mão. Ela não vai muito lá em casa, nem eu na dela. O problema, enfim, é que nossos encontros se dão quase todos em locais publicos. Assim, acabamos transando quando muito uma vez por mês. Gostaria de sugestões…Obrigado

  • Cris

    No meu caso a logística deu errado antes de começar. A cena é inusitada. Eu, vendedora de um apartamento. Ele, o comprador. Mas a relação foi além dos limites puramente comerciais.Telefonemas diários e quando vi, duas semanas depois, estava de acompanhante do moço num hospital para uma cirurgia. Levei, busquei, dei comidinha na boca, fiquei de mãos dadas o tempo todo, vi as partes íntimas, . Vi tudo antes. vimos tv juntos, ele roncou, levei pro banho, vi tudo e mais um pouco com um nível de intimidade mais íntimo que muitos casais. Mas nem beijo demos. E já estava ali, parecendo a esposa de dez anos. Enfim…acabou junto com a saída do hospital, quando ele resolveu atacar de meu mardio. Me dizer o que fazer e como fazer. Eu, independente, separada, dona do meu nariz aprendi a dar conta de mim. Ele, separado, independente e dono do seu nariz decidiu que queria cuidar de mim. Brigamos. E brigamos comercialmente também. Decidimos que o corretor intermediaria a efetivação da venda. Mas hoje não resisti, liguei pra saber como estava. Ele soltou: tava com saudade de você. Eu disse, se não tivesse plantão te chamava pra ir pra praia. E assim foi.Apenas isso. Relação fast food.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Capitão!

    Porra, pena que a maioria que me critica nunca expõe seu nome. Coisa estranha essa de não assinar com o próprio nome…

    Cara, quando eu tiro sarro de mim mesmo, dos meus textos e falas, sigo essa linha aí do seu comentário, só que com muito mais acidez e crueldade, sem dó alguma. Já pensei até em publicar algo assim aqui mesmo, talvez role em breve.

    E valeu pela correção. Vou tirar a crase.

    Abração.

  • Mona

    Olá Gitti,

    Faz 3 meses que venho acompanhando o seu trabalho aqui, e digo que estou adorando os seus textos e pensamentos. Estou impressionada como você consegue colocar em palavras sentimentos, sensações, pensamentos e tudo mais que está ligado ao nosso dia-a-dia num relacionamento. Parabéns!

    Também gostaria de dizer de como você tem me ajudado a refletir, ver melhor as coisas e de tentar me tornar uma pessoa melhor, abrindo mais a minha mente em várias questões sobre relacionamentos.

    Bom, com relação ao tema em discussão, este veio em boa hora, pois hoje terminei um relacionamento que tinha tudo para dar certo, mas por questão de “logística” (horário de trabalho, plantões,…) tornou-se inviável, apesar de ter tentado de tudo para resolver este problema, mas que Ele não viu ou não quis ver. Foi e está sendo muito difícil ter tomado esta decisão, pois sei o quanto seríamos felizes se conseguíssemos superar este obstáculo, além de amá-lo muito ainda…

    E a vida segue né…

    Bjos.

  • Kati

    É um alerta, mas buscar perfeição em todos os detalhes do relacionamento é muito chato. Quem não se dá o direito de errar, não testa o seu amor. Um amor destruído por um problema de logística sempre esteve fadado ao insucesso. Um amor construído e solidificado apesar da vida, é inabalável. Só não pode faltar lealdade e cumplicidade. ;)

  • Links em TPM |

    [...] A logística do amor [...]

  • Maíra Matos

    Gitti, você gosta de dar a cara a tapa, né… Só de sacanagem falou que admira os casamentos arranjados. Você sabe muito bem que 5% das pessoas vai entender isso de uma forma restrita e específica, e a maioria vai cair em cima de você hahahahaha

    Sabendo disto, queria comentar sobre a liberdade:

    Fiz um trabalho sobre Autoridade e Educação há um ano atrás, e grande parte da questão girava em torno da concepção de que liberdade não existe por si própria. Ela é parte de um par, liberdade-responsabilidade. a idéia era de que liberdade/autonomia é algo conquistado através do aprendizado dos limites e da responsabilidade sobre as coisas. Primeiro nossos pais e professores impões limites, mas não para que sejâmos submissos, mas sim para que aprendamos a importância de impor limites a nós mesmos. Além disso conquistar autonomia também passa pela idéia de saber que suas ações afetam o mundo e as pessoas ao seu redor, e que, por isso, é preciso assumir a responsabilidade sobre várias coisas.

    Então, a partir desse ponto de vista, compreende-se de uma forma positiva coisas que não começam pela paixão (seja um relacionamento, profissão, atividade, etc), porque. A construção de algo faz muito mais sentido do que a espera de algo. Isso para qualquer coisa na vida. Por isso que acredito que o amor não é nenhum extremo de sentimentalismo, tão pouco um extremo do casamento arranjado, pois os dois limitam o processo de construção do par liberdade/responsabilidade, que é um processo crítico.

    É importante aprendermos ao longo do tempo que temos que impor limites a nós mesmos perante a sociedade (não matar, não roubar, não ir pelado pra escola, não estuprar, não meter a porrada no primeiro que aparecer…). Mas aprender porque não devemos fazer estas coisas não é simplesmente saber que se fizermos podemos ser punidos. Se essa é a única razão para estes limites, não houve sucesso na formação do indivíduo, pois tais limites deveriam ser construídos a partir da reflexão sobre ética e valores individuais e coletivos.

    Porque disse isso? Porque nós deveríamos passar por esse processo de reflexão também para aprender a lidar com relacionamentos interpessoais. É preciso saber que limites devemos nos impor quando se trata de desejos, necessidades, paixão, etc, e que aspectos da autonomia devo conservar. Óbvio que não seremos perfeitos, mas é um esforço que deve acontecer até morrermos, se acreditamos que o mundo deve ser bom e justo para todos, não só para você. Enquanto houver um “outro” este processo deve ser uma constante, buscando sempre um equilíbrio.

    Ser livre, para mim, não é não ter rédeas; tampouco dar as rédeas sempre na mão de alguém; nem mesmo é ter as rédeas somente na sua mão o tempo todo.

    A liberdade é saber que se tem as rédeas na mão mas também saber quando compartilhá-las.

    Por isso é importante concebermos o amor TAMBÉM como um esforço de adaptação, de mudança, de reflexão e de responsabilidade

  • Paula A.

    O texto começa com uma cena EXATA da minha vida.
    ONTEM aconteceu isso e eu fui dormir puta da vida com ele.

    “Sem saber, escolhemos a logística primeiro, muito antes do amor. E só então, quando estamos amando, achamos que a logística é uma questão secundária.”
    putaqueopariuexcelente!

    O problema é que insisto em sofrer pelos questionamentos do amor romântico. Acho que se tento resolver qualquer problema logístico, isso tem que ter uma profundidade psicológica incrível!
    Se tenho que pedir para ele vir dormir antes é porque ele não me quer como eu o quero…e coisas assim. Apesar de que, hoje especificamente, tentei brincar com a coisa e colocá-la em termos práticos, quase comerciais: mandei uma mensagem dizendo que ele vai ser castigado com abstinência por não ter me aproveitado toda disposta pra ele ontem. Bom… Acho até legal sendo brincadeira, porque se for levada dessa maneira, ele vai desrespeitar o decreto e quebrar o castigo. Vamos transar lindamente e vai ser ótimo. Mas se levar a sério, COMO EU FAÇO, encarando tudo pela profundidade sentimental da coisa,vai ser tudo péssimo e vamos ficar sem sexo e eu vou ficar toda sofredora, me sentindo rejeitada. Olha a merda! Essa coisa do amor romântico é quase uma histeria se for levada da maneira como foi criada para ser…
    Engraçado que às vezes penso, lá no fundo, que o que resolveria muitas das minhas questões seria que o namorado não fosse ele, tal como ele é.
    Mas ser alguém que pensa nessa logística dessa maneira é algo que assusta. É uma idéia repulsiva de imediato. Afinal, o amor romântico que predomina diz que pensar nessas coisas é ser frio e calculista.
    E é claro que não estou dizendo que fiz a descoberta do século agora, e que o certo é ser regido pelas questões práticas e dispensar qualquer complicação proveniente de gostar de alguém.
    A questão é que, dentre outras coisas que venho pensando, ler esse texto só me fez pensar que a minha liberdade ainda está muito condicionada a refutar, com vigor, a idéia de encarar a logística do meu relacionamento pelo que ela é, sem grandes sentimentos por detrás, subentendidos, nas entrelinhas…
    Ai ai…

  • Katia

    Gustavo,

    Sem saber eu estava em um casamento sem chão, sem céu, sem cor, sem janelas…quando estava prestes a revelar-se isso os Querubins vieram ao resgate, e eu fiquei legal, por um tempo, até que minha cabeça começou a pirar, eu não queria aceitar, não me conformava, e a gente fica repetitiva, quase uma obsessão… e ia morrendo dias e noites em um abismo sem fim…me sentindo uma pedra indo, indo, foram 20 anos,
    De quem eu queria respostas não vinha, e não veio, nada coerente…eu estava desistindo de mim, calada analisava a minha sepultura…
    Através do google busquei temas tipo: casar por amor…
    E,conheci seu blog, seus textos… foi como tomar Red Bull, rsrsrs
    Resgatei minha alma adolescente, a coragem, a esperança de viver de bem comigo e com o mundo, sou livre!!!
    Sim, falta de cumplicidade, comprometimento, sem aliança.

    Sonhei que meu olho direito girava horizontalmente 360º, e eu dizia a mim mesma: “OLHE!”

    e demorei uns dias pra entender o sonho, que tudo é uma questão de perspectiva.

    Precisando de toda ajuda espiritual, virtual e surreal, para lembrar-me que somos capaz de navegar em equipe bem como nadar sozinhos, mas não contra a maré.

    Muito obrigada

    Simplesmente Te Amo

  • Henrique

    Quer falar de logística?

    Namorei uma moça de outra cidade, cadeirante.

    Não me arrependo de nada e foi ótimo por 1 ano. Infelizmente acho que toda a “logística” necessária atrapalhou e fez perder o encanto pro lado dela. Na época, estudava e trabalhava, só podia encontrar nos fins de semana. Muitos lugares tinha que se planejar antes de sair por conta de acesso a cadeirantes, a cidade dela não tinha muitas opções. Ela morava com os pais e eu precisava dormir junto também.

    Realmente isso atrapalha e acho que acaba matando o encanto de qualquer relação.

    Queria ter outra chance no entanto, assim que tivesse melhores condições. Tenho um carinho muito grande por ela.

  • Leonora

    Confesso que ao terminar de ler o texto, ia fazer um comentário bem na linha do que o que o Cogito fez, mas após reler o texto, e ver os comentários da grande maioria, mais suas respostas, vou ao que penso particularmente.

    Vou evitar falar em linhas do “relacionamento dar certo ou errado”, mas pessoalmente, acredito que amor, paixão, tesão, toda esta parte emocional, é tão importante quanto a parte da logística. Acredito que ambos sejam de fundamental importância no caminhar da relação, não tanto um, ou o outro.

    Mas como já falaram aqui (eu acho), a impressão que você passou, intencionalmente ou não, com o texto foi justamente de ir contra o convencionalismo com o qual se aborda os relacionamentos hoje em dia, mas fazendo uso meio que de terapia de choque, na falta de uma melhor expressão ^^’… Especialmente quando se mostrou favorável aos casamentos arranjados, e a idéia de casas separadas (idéias que dentro dos moldes convencionais de hoje em dia, que muitas pessoas se enquadram, eu inclusa, assusta, soa estranho, até ‘errado’). Acho que, não foi tanto contra o romantismo, mas talvez uma crítica ao modo exagerado pelo qual o vemos, tornando-o o fator fundamental para o relacionamento, e por causa disto, muitas vezes ignoramos detalhes mais práticos, pequenos, mas que em conjunto podem fazer toda a diferença, talvez até mais do que uma paixão desmedida e incontrolável.

    Acho que se o seu objetivo com o texto era nos atentar não somente para esta cegueira, mas para uma visão além dela, diferenciada do que temos como ‘correto’ em termos de relacionamento (não é pensar que esta outra visão é certa ou errada, mas somente enxergar outras possibilidades de se relacionar com o outro, diferentes daquelas mais pregadas de forma geral culturalmente), só tenho a lhe parabenizar, pois com certeza você atingiu seu objetivo, e o texto foi muito bom :). Só acho pessoalmente, que se você tivesse deixado mais claro no texto o que pensa realmente sobre tais pontos, não teria gerado tanta confusão na interpretação de quem lê… Mas talvez assim, não haveria gerado também todo este debate :).

    Beijos.

  • Ingrid

    Terminei o namoro. A ausência de obrigações, cobranças, expectativas tornou tudo melhor, mais fácil, mais leve e solto…

    Deixei de vê-lo porque TINHA QUE, e passei a encontrá-lo porque QUERIA mesmo… O sexo melhorou, as risadas voltaram, o tempo passado juntos era melhor, tudo mais divertido…

  • Milla

    Achei super interessante o texto. Uma coisa óbvia que nem sempre paramos para pensar. É meio cruel, mesmo, quando alguém nos fala de algo mais racional quando o que queremos é o amor romântico. Eu digo porque me arrepio se tô com meu namorado e chega alguém junto contando (creio que frustrações comandam nesse momento)coisas ruins sobre o romantismo, ou coisas do tipo: “isso é pq é começo, espera quando casar”. Fico puta da cara! É diferente de um comentário mais “frio”, porém, de bom senso. Explico: O que o Gitti diz seria um comentário inteligente, de bom senso, o oposto de dizer isso que as pessoas frustradas dizem quando têm muito tempo de relacionamento e não entendem que paixão não dura e generalizam afirmando que relacionamentos longos são uma droga e sem graça. A relação de “paixão cega” não dura. Fato! Você pode trocar mil vezes de parceiro, a menos que seja uma relação que a vida não permita “levar adiante” (ficando aquele gostinho de “concluir” sem poder), vocÊ não viverá de paixão química durante muitos anos. Mas o amor, sim, ele pode se adaptar e durar a vida terrena inteira. Então, nesse caso, a logística ajuda muito. Digo porque eu sempre fui uma dessas “apaixonadas convictas” até namorar por mais de 4 anos e enxergar as coisas diferentes. Amo meu namorado, sei que ele me ama. Mas sei que as coisas ficam mornas em relação a certos pontos. Aí entra, além da logística, o que a Branca falou. Achei muito legal o comentário dela.
    Bom, eu confesso que sinto falta de “coisinhas” românticas. Mas daí é o caso de ele, meu namorado, perceber que isso pode ser resolvido com a logística. Gitti, corrija-me se entendi errado no comentário que segue: NO caso, sinto falta de certas “coisinhas”. Se converso abertamente com meu namorado sobre isto, sobre o que são essas “coisinhas”, se descubro que ele não sabia que eu sentia falta delas e que pra ele não é mal algum fazer ou prestar atenção nestas “coisinhas”; se ele passa a fazer estas coisas… por consequência eu fico mais tranquila, não me aborreço à toa nem aborreço ele. Está resolvido o romantismo pela logística, não? Aí vc pode dizer, Gitti, mais simples seria você parar de querer estas “coisinhas” percebendo que elas não são indícios de amor. Ok, mas não vem ao caso. COloco em questão apenas a primeira situação.

    Bom, me estendi, desculpem se não fui clara, mas… é isso. Legal teu blog, adoro quando chegam no meu e-mail novidades daqui…

    Abraços

  • Daniela

    Ólá, monsieur!

    PROTESTO!!! Eu tinha projetos pra escrever ontem, aulas pra elaborar e mil outras coisas e NAO-CON-SE-GUI-PA-RAR-DE-LER-SEU BLOG!!!!
    Ele gerou, inclusive um pedido de casamento que fiz por email(!sim, não aguentei esperar!) pro meu namorado à ‘La Gitti’: “sinto-lhe informar, mas você vai se casar comigo!”

    Outro ponto: “SOBRE A QUESTÃO LOGÍSTICA E A MÍDIA” – acrescentei a mídia, em especial a publicidade ou as novelas por um ponto em especial: SOMOS BOMBARDEADOS POR IMAGENS, CENAS E FILMES QUE IGNORAM A LOGÍSTICA. O que vemos é apenas o resultado final de muuuuita logísitca e PHOTOSHOP. O PHOTOSHOP É O SÍMBOLO PÓS-MODERNO MAIS AGUDO DE QUE IGNORAMOS A LOGÍSTICA. Acabamos acreditando que as imagens que nos penetram (mais num sentido de estupro mesmo) sobre mulheres, homens, sobre a ‘realidade’ nascem perfeitas tais como nos ‘ofertam’. O ser e a cena real e crú que realmente existem pro trás do photoshop não interessa, sao reais demais.. Por isso que filme de arte é tão pouco entendido e desejado… (Ler a violência das imagens no site de Maria Rita Khel!FUNDAMENTAL! )

    NA PAIXÃO VAMOS DORMIR COM UM SONHO RETOCADO PELO PHOTOSHOP (da mídia, das nossas fantasias, dos padrões que nos são ofertados, da visão hegemônica de beleza, felicidade e casamento, da visão hegemônica do que é um bom parceiro) E ACORDAMOS COM A REALIDADE! (um ser incompleto como nós! e como ousa ser incompleto? Não só destrói meu sonho sobre você mesmo, como destrói meu sonho sobre a minha completude! isso é odioso para os românticos)

    Vejam o filme da Dove self steem institute mostrando pq. nossa noção de beleza está distorcida!

    http://www.youtube.com/watch?v=7rSjh52fGTg

    bOM, VOU PARANDO POR AQUI PQ ESTOU APAIXONADA DEMAIS POR ESSE BLOG E ESTOU PARANDO DE TARBALAHR PRA LER TUDO QUE TEM AQUI!!!! RSRS

    Ah, depois eu conto se meu namô aceitou o pedido de casamento (mas se ele NÃO aceitar sei que não é pq não me deseja ou não me ama, ele é bem realista e Gittiano…rsrs Se ele não aceitar continuarei com nosso casamento atual…rsrs)

  • Acaz

    INTERESSANTE: “Entre um mendigo jogado na rua e eu, a única diferença é de posição, não de conteúdo mental ou “personalidade”. Em menos de uma semana passando frio, sem comer, eu teria os mesmíssimos pensamentos, o mesmo mundo emocional, a mesma personalidade. Possivelmente roubaria ou mataria alguém.”

  • Mister M

    Achei o texto muito bom. E estou rindo muito com o comentário do Capitão Óbvio uhahuahuahuahuahu

    Também acho que a logística influi bastante no relacionamento. Vou observar mais o meu pra comprovar ou não isso.

    Agora, Gitti, uma questão (não precisa responder se não quiser). Você “move” tantas pessoas com seus textos, faz a gente refletir, gera mudanças nas vidas de muitos aqui, então porque você não segue muito isso tudo que você “prega” (não sei se essa seria a melhor palavra)? Nos comentários você disse que seu relacionamento é convencional e careta. Agora fiquei curioso hehe

    Abração!

  • Mister M

    Ah e muitos “revoltados” pelo post do Gustavo não perceberam que ele não quis dizer que amor/paixão/semtimento não são importantes. Claro que são. Mas em vários (NÃO TODOS!) casos o problema não é esse, é de logística. “Só” temos que estar atentos. Pelo menos foi o que eu entendi.

  • Mister M

    aaaiii… sentimento com N, mal ae! ahaha

  • Kati

    Só acho que um GRANDE problema de logística não consegue se mascarar como uma questão de sentimento/amor de forma tal que um relacionamento – que realmente poderia dar certo – acabe ruindo por um problema logístico, mas apontado como um problema de “incompatibilidade de almas”. As pessoas não são tão alienadas assim… ou são?
    Exemplo, eu não acho que o problema da distância física seja realmente importante para duas pessoas que se amam (falo isso por experiência própria, já que estou há 2500 km do meu namorado e não temos qualquer mácula no nosso relacionamento); se não valesse a pena, não seria de verdade. E se você já passou da fase do “Você gosta de mim? Você me ama? Você me deseja?”, estará mais propenso a pensar que um problema que eventualmente surja no relacionamento não acontece por falta de amor; naturalmente o amor vai se tomando mais racional, mais estável e maior também, não se abalaria por qualquer coisa.
    De toda forma, o texto é um alerta para mulheres que procuram pelo em ovo (o de galinha, rsrs) e uma sacada para homens-rodo justificarem suas ausências com um belo de um “eu te amo, mas temos um problema logístico que faz você desconfiar de mim que sou um SANTO”. hehehe

    =D

  • Fabi

    POis é…Gostei do texto…interessante o uso de termos administrativos para tratar de relacionamentos, que vamos combinar: é administraçãp pura de sentimentos, emoções, lugares,espaços, vontades e algumas muitas coisitas mais.
    Mas não podemos esquecer da logística reversa para que a relação não fique baseada somente em uma pessoa mas sim nas duas.
    Vamos trocar as cortinas da sala…mas vamos fazer isso juntos!
    Bjinhus

  • Ayala

    Pena que a gente só enxerga certas coisas como “Tivesse ele tomado banho antes…” depois que a situação não nos envolve mais. Oh well.

  • Israel Oliveira

    “Se tal metáfora lhe parece muito distante e caricata, imagine uma pessoa que, por algum motivo, para de trabalhar…”
    Esse parágrafo resume o que aconteceu comigo, onde terminei um namoro de quase cinco anos: um ano juntos e quatro a distância. Eu tinha mais tempo livre que ela e foi exatamente isso que o Gitti fala nesse parágrafo que aconteceu comigo.
    Hoje, depois de seis meses ainda estive com outra mulher mas estou buscando novas experiências… algumas foram até inusitadas rsrsrs.
    É isso, vivendo e aprendendo errando e se f****do.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Hilário seu comentário, Daniela.

    Fico muito feliz com tudo isso hahaha

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sim, Milla, muitas vezes o cara altera um pouco seu comportamento, sem aumentar sua paixão por você nem nada disso, e pronto, você se sente mais amada.

    É claro que não podemos depender disso, mas ter esse olho é ótimo, pois algumas coisas podem ser rearranjadas, sim.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Henrique, isso sim é experiência. Você deveria ter escrito esse texto, não eu. ;-)

    Valeu por compartilhar, cara. Não consigo imaginar o que é namorar uma pessoa que vive em uma cadeira de rodas.

    Abraço.

  • Ana Serena

    Acho engraçado como as pessoas se sentem atingidas quando alguem ousa a falar que não basta o amor para um relacionamento dar certo.
    Alias, o que é amor? O que é uma (boa) relação se não um grande amontoado de bons encontros. Logico que tem os momentos nem tão bons, mas eles nunca podem ser mais frequentes do que os momentos leves, aqueles que valem a pena. E a logistica, por mais mundana que seja, é um dos fatores que mais facilita os bons encontros.
    Não compreendo as relações feita de desencontros, seja na cama ao deitar, na visão de mundo, na distância fisica ou na ética de cada um. Aquelas relações que mais se chora de decepção, insegurança, ou saudade do que se sorri por palavras, gestos ou o sol batendo no rosto. Ah, mas tem o amor que segura (?!?!). POxa, então recuso esse tipo de amor que justifica as pessoas suprimindo a essencia do outro.
    Gitti, mais uma vez, obrigado por ampliar e complexificar as questões por tras da dificil arte de se relacionar.
    E viva os bons encontros!

  • Daniel

    “Te amo muito, és o amor da minha existência; porém não aparecerei aí hoje porque _____________”.

    É interessante analisar como facilmente nos prendemos aos sentimentos românticos e esquecemos o quão importante é materializá-los. O nosso interno é o conjunto de tudo que é externo e relaciona-se conosco. A logística faz, sim, toda a diferença.

  • Daniel

    Em breve um artigo teu que envolve Sex and the City 2 no PdH? Aguardemos. Quero ver o que vem por aí.

    Abraço

  • Gustavo Gitti (autor)

    Daniel, sim, sobre a imagem da mulher, referenciais pobres para as mulheres e sobre o machismo que ninguém vê.

    Talvez eu escreva com minha namorada, já fiz o convite (várias vezes), vamos ver.

    Abraço.

  • Em Busca...

    Oi Gitti,

    Estou passando por algumas situações e gostaria que você pudesse abordar o assunto. Estive olhando o seu Blog como um todo e encontrei várias matérias interessantes e uma delas prendeu a minha atenção que foi: “O que faz um homem se afastar” e logo em seguida li também “Como fazer para esquecer um Homem”, pois bem dentro do segundo texto você informa que: “Ao olhar para ele, experimente ignorar aquele que se esquiva. Veja nele o homem que quer o mesmo que você. Fale com esse homem, chame-o, convide-o para a dança que tem em mente. Nenhum homem resiste a uma mulher entregue. No entanto, essa entrega não move um passo. Ela não dá em cima, não é fácil nem disponível. É ele que tem de dar o passo. Para ajudá-lo, aprenda com as sereias: cante de longe. Cantada de perto é coisa de homem. Mulher faz melhor, mulher é ser sereia.”
    Apesar da minha idade (28 anos), eu confesso para você que eu ainda não vivi uma relação de verdade, digamos assim, como ter um namorado, alguém disposto a amar comigo, não sei se talvez eu tenha errado em muito do meu caminho na busca de um AMOR, mesmo que eu ainda esteja desacreditada de que o AMOR realmente não existe, no fundo do meu coração, diz que existe sim, e eu faço um enorme esforço para acreditar na segunda opção, porém não tenho acertado o passo para encontrar ele… E na sua citação você informa que devemos ter cantada de sereia, você poderia nos explicar o que seria essa cantada??? Eu realmente não sei nada sobre conquistas, ou sobre a informação da sua citação, li e reli o assunto e ainda não consegui entender o verdadeiro significado da sua frase.
    Ficarei muito agradecida se puder me ajudar, abordando este assunto. Creio que muitas também não sabe e seria uma ótima maneira de nos ajudar.
    Obrigada!

  • Paulo

    CARA
    LENDO ESTE TEXTO EU DEFINITIVAMENTE PAREI DE ME ACHAR UM ET….A POUCO MAIS DE UMA ANO SAÍ DE UM CASAMENTO DE SETE ANOS (ONDE TRABALHAMOS, NOS GRADUAMOS, COMPRAMOS CASA), E QUANDO FINALMENTE TINHAMOS MAIS TEMPO PARA FICARMOS JUNTOS TODOS ESTES DETALHES RUIRAM NOSSA RELAÇÃO (UM ANO DEPOIS)…..EU ERA O TÍPICO CARA DO BANHO….E NEM EU NEM ELA TIVEMOS A MATURIDADE PARA VER QUE ESTAS QUESTÕES LOGÍSTICAS SÃO TÃO ESSÊNCIAIS….FICAMOS PRESOS NESSA BALELA DE ROMEU E JULIETA E SAÍMOS A PROCURA DE UM NOVO GRANDE AMOR ALÉM DA VIDA…..MUITO BOM LER ESTE TEXTO E VER QUE MEUS ERROS FORAM BEM MAIS COMUNS QUE EU IMAGINAVA….
    JÁ TINHA CHEGADO A TODOAS ESSAS CONCLUSÕES ANTES DE LER O TEXTO…E AGORA LENDO ELE…. EU VEJO O QUANTO SOMOS IMATUROS E ACHAMOS QUE NOSSAS RELAÇÕES SÃO DIFERENTES E MELHORES DO QUE AS OUTRAS….DAÍ VEM O GITTI…ESCREVE UM TEXTO E TE MOSTRA QUE VC É UM OTÁRIO IGUAL A TODO MUNDO…..RSRSRSRSRSRS……MUITO BOM TEXTO CARA. PARABÉNS!

  • Bárbara

    Olá, Gustavo. Frequento há alguns meses seu blog e hj é a primeira vez que comento. Vc não faz idéia de quanto seus conselhos e os do Dr. Love (é, acompanho o papo de homem tb, pois instruir-se sobre vcs nunca é demais) tem mudado vários dos meus pontos de vista sobre meu relacionamento e meu namorado. Quando entendemos porque o outro age dessa ou daquela maneira, fica muito mais fácil aceitar e perdoar, por exemplo.

    Constantemente copio partes dos seus textos e envio para ele por e-mail, já que ele se diz muito ocupado e sem tempo para acompanhar um blog.

    Sobre o texto de hj, queria deixar uma outra opção para o horário do banho: Porque os dois não aproveitavam para tomar banho juntos??
    Sexo quando começa no banho também é uma delícia… Concorda??

    Já tive problemas de logística em meu 1º casamento, talvez até tão banais quanto o que vc relatou aqui hj, e advinha . . . Nos separamos.

    Realmente, muitas vezes não damos a atenção devida aos pequenos detalhes, e um dia percebemos que o detalhe virou um problema enorme e sem solução.

    Hj namorando novamente, tento não mais errar ou me acomodar como fiz em relacionamentos anteriores, e uma das maneiras que encontrei, foi
    acompanhar seus textos, idéias e sugestões, e tentar crescer dia após dia como pessoa e como mulher para me satisfazer e ser feliz por minha simples existência.

    Agradeço de coração por todas as preciosas dicas encontradas aqui.

    Bjão.

  • renata

    Já viu o filme “Separados pelo Casamento”? É um bom exemplo de como a logística do casamento pode minar a relação. Recomendo.

  • Paula

    “…imagine uma pessoa que, por algum motivo, para de trabalhar, tem sua carência potencializada pelo tempo livre, e começa a encontrar problemas na relação, se sentir insatisfeita com a ausência do parceiro, reclamar, brigar, até terminar a relação com uma lista de coisas que o outro não faz, que o outro não é. Tivesse ela voltado a trabalhar…”

    Muito prazer, eu sou exatamente essa mulher que parou de trabalhar… Mas entrou no novo emprego solteira! Afundei meu relacionamento por excesso de tempo livre. Achei cabelo em ovo, virei a pessoa mais chata que se pode imaginar.
    Não fiz nada para mudar, não via o que estava fazendo. Só percebi quando ele acabou tudo. Eu o amo até hoje, já tem dois anos e meio isso, ele namora outra pessoa já faz algum tempo. Aprendi muito com isso, mas foi tarde.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Com certeza, Bárbara, mas não usei esse exemplo pois não estou comparando uma ação rotineira (tomar banho) com outra sexual / amorosa (tomar banho junto). Estou comparando horários de banho mesmo, pura logística. ;-)

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Em busca”,

    Quer conquistar os homens? Aprenda a viver sem eles. Seja uma grande mulher, abra-se, desenvolva suas qualidades, aumenta sua presença no mundo, seu brilho. Não precisa de cantada alguma, esqueça meu texto.

    Abraço.

  • Ana

    Olha, a meses acompanho seu site e sempre me identifico, ams hoje foi surreal. Adorei a abordagem e hoje sou namorada do meu ex-marido. Temos 24 anos( os dois) e passamos 2 anom morando juntos num “casamento sem papel” e nos faltou estrutura e a logística acabou com nossos “dias felizes”. Com a diversão de fato e os planos que tínhamos começaram a se chocar e conversando decidimos nos separar. Em nenhum moment da separação em si falamos e falta de amor ou algo parecido, o que faltou foi estrutura, logística, nos separamos conscientes que nós amávamos mas era a melhor escolha a fazer. Escolher estudar e um futuro e não acabar com nosso respeito e amor por falta dessas coisas. Passamos 4 meses separados e descansando a cabeça da vida de casados e não aguentando mais de saudade voltamos e estamos a 6 meses felizes e muito mais proximos e unidos do que antes. Foi a melhor escolha que poderiamos ter feito e foi racional. Claro que o pé com pé faz falta, mas sempre dá-se um jeito quando nos organizamos direitinho!

    Até o proximo texto =*

  • Lis

    Adorei o texto! Faz pensar… será que quando o cara não toma banho antes ele só sentiu preguiça de tomar banho ou de ficar limpo logo?
    Acho difícil dissociar nossos atos de sentimentos.

    Sempre tive namoros grude. Já “morei junto” muitas vezes. E sempre com o mesmo fim trágico: o sufocamento.

    Mudei (não tão de repente assim…). Apaixonei-me pela idéia de casas separadas, de espaços respeitados, individualidade preservada, etc.
    Nas primeiras tentativas me vi traindo minhas idéias e quando menos esperava estava dormindo junto todos os dias.

    Na última deu certo, o cara tinha os mesmos pensamentos, então foi natural, nada de pressionar o outro.

    Mas a logística… o romantismo não se perdeu, pelo contrário, não tinha conchinha todo dia, mas o sexo era bem mais frequente que nos outros relacionamentos. Mais quente, mais sexo e menos “amorzinho” (não que o amor não estive presente, estava mais que nunca). Essa “distancia” ajuda nisso, acredito.

    Ajuda também a não criar briguinhas e implicancias como o a da toalha molhada na cama, a da tampa da privada levantada ou a do tubo de pasta de dente espremido ao meio.

    Tudo ia bem, mas terminou.

    Isso de casas separadas, não fez o carinho acabar diretamente, como disse, até incentivou o desejo pelo outro, e supervalorizou o dia-a-dia (de maneira até um pouco cansativa, pois o outro sempre era um pouco visita): fiz um jantar especial, preparei a banheira pra gente, comprei um cobertor novo…

    Mas como efeito contrário, iniciou um modo prático de vida (e o que não deixou de ser uma rotina):
    “Tá com sono, dorme lá (na sua casa) hoje”, ou “Tô com sono, vou dormir aqui (em casa)”. Tem que acordar cedo, dorme lá. Acabou o pão, toma café lá, eu tomo no trabalho. O sabonete tá no fim, esqueci de trazer o meu, ok, tomo banho lá, amanhã compro outro pra gente.

    Tudo Ok, sem problemas, nem encanações. Vivendo o respeito e a libertade. Contemplando os momentos juntos com intensidade.

    E assim acabou. Sem briga, sem marcas, sem pão, sem sabonete. Sem adeus. Como uma visita que se foi e demora a voltar.

    Um vez ele chegou a cogitar: Será que não é melhor morarmos juntos de vez?
    o que foi imediatamente tomado como uma piada. Demos risada. E ainda falamos: Ah, era só o que faltava!

  • Henrique

    É como disse John Nash, numa das frases mais lindas e verdadeiras que li:
    “É nas misteriosas equações do amor que alguma lógica real pode ser encontrada”.

    abraço a todos

  • Maicon

    Mais um ótimo post. A observação sobre o mendigo merece ainda mais elogios.

  • PV Masculino

    Sem querer ser reducionista, mas o que o Gitti diz nesse texto é no fundo simples.

    Nenhum relacionamento vive só de amor, de paixão, de carinho, etc. Sem dúvida que são pressupostos, mas não suficientes.

    Considerando que a relação acontece no mundo real, está sujeito às mesmas regras do trabalho e do convívio social, pelo menos em parte.

    É necessário empenho para atingir e manter o objetivo (sustentar a relação saudavelmente), sendo que adaptar a rotina, estar atento às necessidades do outro e buscar ativamente a criação de envolvimento e ludismo fazem parte disso.

    Sem os acertos na “logística” essas coisas simplesmente não fluem a contento, não obstante todo o amor e carinho que possam existir.

  • Duna

    Publiquei um link para este texto em todas as redes sociais possíveis, para ver se o meu namorado lia e percebia o “chacoalhão”, mas o sujeito estava mais interessado em jogar FarmVille.
    Então o avisei, pedi para ler. Ele falou para eu mandar por e-mail. Mandei, nada.
    Relembrei uma semana depois, falando que era importante, que era sobre a gente. Nada.
    Agora não sei se mando de novo ou se desisto.
    Seria bem mais interessante se eu não precisasse imprimir e esfregar na cara dele, mas se eu precisar chegar a esse ponto não vai fazer mais sentido.

  • Candi

    Olá Gustavo, tudo bem?

    Achei legal seu texto e confesso que passei por alguns problemas de logistica no meu último relacionamento. Mas acho que não é apenas problema de logistica e sim de comprometimento com a relação, ou seja, até que ponto você está dispoto a fazer determinada mudança em benefício de seu relacionamento.

    Certa vez tive uma briga enorme que me fez sair de casa…o motivo? um sofá, isso mesmo um maldito sofá. O sofá na verdade desencadeou uma conversa que estava sendo adiada e me fez perceber até que ponto meu namorado estava disposto a abrir mão do seu espaço, das suas coisas pessoais, para iniciar uma a vida a dois e não apenas eu morando na casa dele, entende?

    Bom a história é longa, mas foi muito significativa naquele momento.

    Acho que a logistica é importante, mas a partir dela pode-se observar até que ponto o casal está disposto a superar juntos a aquela situação.

    Foi o primeiro texto que li…vou fuçar um pouquinho mais.

  • Gustavo Gitti (autor)

    PV Masculino,

    Se existe algum texto do Não2Não1 que não seja simples, bem, digamos que eu errei. ;-)

    Abraço.

  • Diego

    Eae, gitti,blz!

    Bom como minha menina já escreveu por aqui, tenho que comentar, o que aconteceu por aqui, tenho um caso sério na minha frente, de menina idependente, linda, educada, aquela pra casar sabe?!, mas ela jurava pra mim que não era romantica que tudo aquilo ela bobagem, ela sempre falava que o romantismo das coisas não está nas coisas forçadas e nas declarações de amor, mas sim está nas pequenas coisas da vida, quando passei a trabalhar todos os dias com ela, foi ai que a merda começou, cara tu não tem idpeia que é essa mulher defendendo uma opinião, e eu acho tão lindo quando ela se irrita tentando provar um argumento que ficava provocando somente para ver aquela carinha, o foda era que ficar todos os dias, e todas as horas dos dias com ela pra mim era uma delicia mas começou realmente a ficar desgastante, agente tentou de tudo como você falou sexo, saídas diferentes, viagens nada funcionava, na pressão descobri que minha namorada ela é uma mulher muito romântica, apesar de negar, ela sempre apelou para o coração e por trás daquela independência e atitude a princesinha estava lá e isso me fez gostar mais ainda e dar uma chance ao nosso sentimento tentando novamente, fomos para pratica, colocamos prós e contras o que podíamos melhorar e apuramos exatamente pequenas coisas que podíamos fazer pra dar certo, é acho que mudança da nossa cortina realmente foi essencial para nós, só não esquecendo de usar o espaço para dizer pra ela que só ela sabe o qnto e o q.

  • Lucinda

    Critíca a si mesmo… boa… sabe que assisti um show de uma banda muito doida ” Oa pullovers” essa semana que tem uma musica que tem um refrão sensacional;;; eles dizem ” Peguei na mão dela, cansei de esperar, abri a janela pra chuva entrar… o amor verdadeiro não tem vista para o mar”… dentre varias coisas que diz na música isso dai é marcante, fala muito do que conversamos e do que te disse no meu comentário quem quiser conhecer a banda tah ai o link da canção ” o Amor verdadeiro não tem vista para o mar” http://www.youtube.com/watch?v=wPMVAldfwF4
    bjo

  • Cleyton Cabral

    Que blog incrível. Adoreiiiiiiiii. Abs,
    Cleyton.

  • Khandinho

    O engraçado que eu semrpe disse aos meu amigos, quer amor? quer ter uma vida? quer ser feliz? TENHA A PORRA DA LOGÍSTICA.

    Principal Criatividade
    1 carro
    2 lugar
    3 dinheiro
    4 movimento
    5 amigos
    6 mulheres

    Neguinho ria da palavra “logística hauhauhua, vc é um comédia!”

    Eu aprendi esse lance da logística no mystery method.

    Você é puaaaa, somos puas caretas e fiéis, mas somos…

    Um dia eu ainda entro na cabana pra sacar qual é a da galera.

    Abração, ótimo texto!

  • Natalia

    Oi Gitti, fantástico texto! Mas no meu caso, o que funcionou foi desestruturar a logística!
    Eu moro sozinha e o meu namorado mora com os amigos. De uns meses pra cá ele (não-oficialmente) se mudou pra minha casa. Desenvolvemos naturalmente uma logistíca impecável. Trabalho – academia – casa – Jantar –banho – TV – cama. Meus dias estavam totalmente preenchidos.
    Até que uma bela noite, movido pelo coletivo masculino, eu vi meu namorido se tranformar num completo babaca e, pela primeira vez em meses, dormi sozinha. No dia seguinte acordei triste, tomei café e fui tomar conta da minha vida. Fiz tudo que a tempos queria fazer, mas nao dava pra fazer com ele – compras, salão, unhas, pilates, caminhada no parque, faxina, TV (o pragrama de minha escolha), internet…
    Moral da história – um dia sem ele me fez perceber que nós havíamos caído no mar da solidão a dois. Quando o namorado arrependido apareceu eu já estava com a cabeça fria o suficiente pra perceber que ele havia agido como um babaca sim, mas isso me magoou muito mais porque minha vida estava girando em torno dele. Percebi que ele precisa do espaço dele pra ser um ogro junto com os amigos, e que eu tenho um milhão de coisas pra fazer além da minha pré estabelcida rotina de casal.
    A soluçao perfeita pra nós foi desacelar no “casamento”. Ele voltou pra casa dele e nós passamos a nos ver com menos frequencia. Faço o que quero das minhas noites, parei com a apurrinhaçao de planejar o menu da semana, arrumo só a minha bagunça, lavo só as minhas roupas… As noites que passamos juntos são muito mais bem aproveitadas… enfim, voltamos a namorar, e estamos felizes assim!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Belo relato, Natalia. Valeu!

  • Deia_BSB

    KKKKKKKKK! Pura verdade!!! Já me relacionei com uma pessoa noturna que resolvia “brincar” muito tarde, quando eu já estava embarcando nos sonhos! KKKKKK E já aconteceu o contrário tb! De estar com alguém tão diferente de mim, que eu queria “brincar” e ele queria ver TV! rsss

    Acredito que isso, seja uma questão de falta de sincronismo…

    Por isso, sou contra aquela história de que os opostos se atraem! rsss Temos é que nos relacionar com pessoas que tenham várias semelhanças conosco, para termos uma relação mais saudável!

    Para se manter um relacionamento dá trabalho! Há a necessidade de uma certa dedicação, principalmente para atender a individualidade de cada um, senão, não dá!

  • Carol Souza

    Ufa… terminei. Li tudim.

    Só um ponto que eu queria que vc abordasse, Gitti – e no estilo Não2…

    Como nós (seres muito imperfeitos) não conseguimos quase nunca viver num equilíbrio, tendemos a extremar tudo (opiniões, paixões, discussões e relacionamentos). Lendo o texto, os coments e tendo vivido isso em algumas situações, acho que às vezes é fácil cair na cilada do “eu resolvo”.

    Exemplificando, seria a mulher que lê o seu texto e acha que “sacou”. Ao invés de ficar puta porque o cara não tomou banho com ela, ela senta com ele, conversa e resolve não mais dormir cedo, ‘troca a cortina’, ‘passa uma semana sem comer’, e quando se dá conta, está fazendo tudo o que ELA mesma não gostaria. Ou seja, na tentativa de se livrar do problema, acaba aceitando mais do que resolvendo. Quando se dá conta está na mesma armadilha da qual tentou escapar.

    Sempre acho que o mais difícil é se manter em equilibrio. Em dois então… é um puxando e outro empurrando. Se não virar dança os dois caem de cara.

    Bjins,

    Carol

    PS: desisto de esperar seu texto conjunto com a namorada. rs

  • Gustavo Gitti (autor)

    Carol,

    Sim, esse extremo é muito comum. A gente faz de tudo pra resolver e acaba fodendo tudo, fechando até mesmo as possibilidades de mudança do outro.

    Às vezes é mais compassivo reclamar do que engolir. Aliás, “engolir” é péssimo. O único sentido bom é o sexual. ;-)

    Beijo.

  • Ricardo

    Gitti, belo texto assim como os demais. Impressionante seu raciocínio a respeito de certas coisas, e com relação a logística então… Putz!
    No meu caso, acertou na lata.
    Estou a 1 mes separado dela após um relacionamento de 3 anos. Em meio a conflitos e pazes, agora noto que deixei de fazer quando precisava e fiz coisas que não precisavam… Talvez tenha perdido a chance com uma pessoa muito querida a qual não dei valor.
    Se tivesse lido esse texto antes, e dado um pouco mais de importância a logística…creio que seria diferente.
    Valeu.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ricardo,

    Sei bem da sua dor, já passei por isso, mas não se iluda, cara.

    Sempre que algo dá merda, a gente tem a tendência de achar que errou em algo. O melhor que você pode fazer nessa situação é mudar de uma perspectiva pessoal (“Eu fiz algo errado”) para uma impessoal (“Há estruturas que estão sujeitas à impermanência e a sofrimentos de todos os tipos”).

    Se você pudesse voltar e escolhesse 3 coisas para consertar, você se surpreenderia em ver como sua relação talvez tivesse acabado até antes!

    O sofrimento não vem porque fizemos algo de errado, mas porque estamos operando dentro de uma estrutura que sempre culmina em sofrimento. Mas dá pra viver livre dessas estruturas. E há métodos formais para cultivarmos essa mente e esse corpo livre.

    Abração.

  • Ricardo

    Caramba! Não esperava uma réplica tão rápida! rsrs
    Gostei de sua observação. Uma coisa que se faz muito importante nesse lance todo é a percepção. Se percebemos que há algo que não anda bem ou que existe algo em que possa me aperfeiçoar, mãos a obra.

    “…estrutura que sempre culmina em sofrimento..” Ao que você se refere? Que tipos de estruturas? E quais métodos? Poderia me explicar se não for demais?

    “mode aprendiz on” :)

    Valeu.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ricardo,

    Procure por “resposta padrão” no Google ou aqui na busca.

    Explicar os métodos é o de menos. O lance é testá-los, experimentá-los, botá-los em prática e observar quais mudanças efetivamente acontecem. Ou não acontecem. ;-)

    Abraço.

  • Fagner

    Sou de Porto Alegre
    Parabéns pelo blog.
    Sempre quando eu posso eu volto aqui.
    Abraços

  • arie

    Bom até o momento a logistica ta me ajudando, rs.
    A verdade que meus relacionamentos anteriores foram realmente as paixoes fast-food. Seja por atração ao rapaz mais bonito, mais chamoso, mais e mais….
    A existencia de seleção natural auxilia isto. Enfim. relacionamentos que duraram enquanto a paixão permitia e a paciência de um apaixonado.
    Diante do passado, comecei a fazer o que gostava e “dei um dane-se”. Nessa epoca acabou que conheci uma pessoa, cujo os esteriotipos e paixoes arrebatadoras estavam fora de cogitação. Gostavamos de muita coisa igual, pensamentos parecidos e objetivos mais ainda. Sim como todas as pessoas, a existencia da tal outra metade da laranja sempre houve. Mas o mesmo lado da laranja resolveu juntar-se. Ate o momento estamos nos dando bem. E realmente o amor foi surgindo, o tesao, a cumplicidade. Sem esperar algo. Tudo tem funcionado. Cada um com seu espaco, sua cama e ora um na casa do outro

  • Cristiane

    Eu sou casada a quase 5 anos e não temos filhos, sou uma pessoa demasiadamente neurótica com arrumação e o meu marido é a pessoa mais bagunceira que conheço! No começo tenho certeza que eu relevava esse “detalhe” do comportamento dele por achar que “o nosso amor era mais importante do que brigar por bobeiras”, mas com o tempo percebi que não me importar com o jeito bagunceiro dele foi uma forma de fazer o nosso casamento dar certo. Entendi que estava sendo mais racional do que amorosa….. e assim estamos juntos por tanto tempo sendo teoricamente “imcompatíveis”.

  • Larissa

    “Achei que o texto realmente faz sentido, é bem interessante analisar o lado racional de uma relação.”
    Há oito meses, tenho um relacionamento a distancia com uma pessoa que fala e age como pensa independente do que eu vá sentir ou não… Isso fez com que eu tivesse a liberdade de agir da mesma maneira com ele… Isso com certeza foi despertando (em nós) um interesse maior sobre um relacionamento “oficial” (no caso o namoro, pois até hoje ainda não desistimos um do outro, rs).
    Acredito que por fazermos realmente o que queremos, falar o que temos vontade é uma grande conseqüência de ainda estarmos juntos, pois a distancia é grande, apesar de nos falarmos sempre, nos vemos muito pouco. Eu já conheci nesse tempo outros homens, acredito que ele também outras mulheres, mas algo realmente nos une e acredito que seja o lado racional do amor, (não temos nada de amorzinho daqui, ou de lá) e mesmo assim, sentimos e sabemos que a nossa afinidade é grande, e que enfim podemos dar certo…
    Ficamos nessa incerteza, pois enquanto não pudermos nos ver com muita freqüência, não temos como oficializar e nem a certeza de nada… Eu gosto disso e acredito que para uma relação dar certo não necessitamos de certos clichês sobre o amor, nem de regras ou que as coisas tem que acontecer numa determinada ordem… E sim que quando gostamos é pelo simples fato de gostar, é saber lidar com a maneira, que cada um vive a sua vida, tornando isso uma admiração a mais à pessoa.

  • Cardoso

    Cara, concordo que o amor tem logistica e que os casamentos arranjados dão mais certo que os que tentamos, porque não sei explicar, o fato é que mulheres tendem em acreditar em amor romantico/sexual, uma qualidade especifica para dizer que o homem é bonito ou feio, tem até um teste no blog do silviokoerich, e é algo da propria natureza da mulher, é dificil mudar, mas não impossivel, elas é que estam completamente erradas, sobre homem digo por mim mesmo, e eu namoro antes e depois decido se vale a pena, o casamento é algo muito importante, e de companherismo que talvez sejá o maior investimento que a pessoa faz na vida, porisso muito cuidado, digo tambem que as mulheres não querem casamentos arranjados, ou que não lhe der algo em troca, ela não que correr risco, nem que trabalhar para consolidar uma relação, quer tudo na boca, e erram novamente.

  • Sônia Alves Marinho

    Sempre achei que meu casamento não deu certo por algo que ainda não conseguia identificar. Depois dese texto encontrei o caminho das pedaras.

  • Ricardo

    Colocar em pratica com a pessoa que convivemos? Claro que sim, quando as pessoas querem se dar uma chance. Agora quando ha muita magoa e orgulho envolvidos, fica um pouco dificil. Penso que a distancia é o melhor a ser feito. Se bem que a mesma distancia que pode ajudar a clarear idéias e reaproximar, também pode afastar definitivamente…
    Buenas!

  • Adriana

    É o que eu sempre digo: nem só de amor vive uma relação!
    Acho que é por isso que muitos relacionamentos não dão certo hoje em dia. Principalmente algumas de nós mulheres, ficam preocupadas com detalhes insignificantes como a obrigação de se ver todos os dias, o preço da aliança que ele vai te dar e por ai vai. Já os homens, acredito eu, que sejam mais desprendidos disso. Ai a gente pira: significa que ele não nos ama, não sente desejo pela gente e bla bla bla…
    Pra falar a verdade, não acho que ninguém AME de verdade: os homens querem sexo e as mulheres querem atenção. Nada mais que isso.
    Texto perfeito, parabéns!

  • sam

    Caro Gustavo, seu texto é ótimo.
    Tive um relacionamento que durou dez anos. Nos primeiros dois anos, havia traição(não explícita) e ciúme por parte dele. Já, por minha parte,havia ciúme, mas também tinha muita paixão, tesão. Ele uma pessoa de bom coração, ótimo caráter,trabalhador, que buscava seus sonhos, me encantava. Tinhamos características diferentes: eu muito séria e ele brincalhão, aprendi a ser um pouco brincalhona; ele aventureiro e eu cheia de regras, aprendi a arriscar um pouco. Aprendi muito com ele. Durante os quatro anos seguintes, apesar de muitas brigas,por motivo de ciúme e da possessividade dele, éramos muito felizes. Tinha orgulho em ser a namorada dele e me sentia especial.Os últimos quatro anos, foram de decadência: Entraram novas pessoas nos círculo de amizade dele, inclusive uma mulher que contribuiu para o início do fim do nosso relacionamento. Ele tinha alguns problemas relacionado a saúde de um familiar, o qual deixou-o transtornado. Ao invés de buscar ajuda com a família e comigo, foi procurar estar na presença de pessoas que não tinha tanta afinidade. Assim, foi se afastando da família e de mim , até que o fim desse relacionamento chegou. Eu pensava assim: apesar da situação financeira boa e promissora, se não tivesse amor fiel , eu não conseguiria mais me relacionar com ele.Não conseguiria viver assim o resto da minha vida. Passei a ter nojo em beijá-lo, pois sabia , por todos os indícios, que ele estava se relacionando com outra mulher. Ele já não tinha os mesmos cuidados comigo, o mesmo carinho, o mesmo olhar. Apesar da minha grande dedicação.
    Hoje, vejo que é muito importante analisar também o lado financeiro, pois só paixão (cega) não pospera nenhum relacionamento. Precisa-se de uma vida financeiramente estável,pois isso significa ter acesso a uma vida melhor e propiciar melhor qualidade de vida para os filhos.
    Tenho que aprender a priorizar a razão, para não virar vítima da emoção. Isso para mim, será uma batalha, muito difícil. Principalmente, porque ainda carrego um vazio, depois desse fim de relacionamento.

  • Josy

    Não li todos os comentários, mas gostarias de deixar o meu, com algumas idéias soltas.

    Amor romantico, crescemos assistindos histórias da Disney, em que somos princesas, devemos procurar um principe e sempre tem uma bruxa má (“piriguetes”) que quer a todo custo impedir nossa felicidade. A historia termina bem na hora em que devia começar. E fica com ideia de “felizes para sempre”. Não mostra a princesa com TPM, o principe com problemas no trabalho ou voltando sujo do futebol de domingo.
    Por isso, quando se trata de historia de amor, gosto mais de um Shrek da vida. Onde podemos sobreviver (e gostar mto) com um amor mais real. Que tem remela, arrota, tem problemas, um amor que sai do casal, e se mostra nas interfaces das relações, com amigos chatos (burro) e meio interesseiros (gato de botas). Fora a familia, né. Que não aceita que você não é a princesinha perfeita deles e quer casar quase que com o Lobo Mau, que te ouve melhor, que te vê melhor e ainda te come. rsrs.
    Assim que temos que sair da ideia ilusória de que tudo é ou deveria ser perfeito e parar de procurar essa perfeição e se martirizar por não consegui-la. Ir mais além dessa suposta perfeição e brincar de imperfeição, brincar de ser real. Sei lá…
    Sempre que leio um texto seu, Gitti, tenho a sensação de estar a 30cm do chão. Como se viver fosse flutuar em meio a tudo isso que chamamos de vida e de viver. Fico mais leve, literalmente.

    Desde meu primeiro relacionamento bato nessa tecla de casar sem casar, de morar junto em quartos separados, de respeitar a individualidade do outro. Acho um tiro no pé e atestado de fim de relacionamento qdo vejo um recem casal lindo e feliz que junta perfis no orkut. Sem exceção, vi todos eles terminando de maneiras bem dolorosas.

    Essa ideia de logistica clarifica mais algumas ideias soltas que tinha e não saberia botar no papel tão bem como você.
    Obrigada.

    Tu é o cara! rsrs ;-P

  • Raphaella

    Boa tarde!

    Realmente devemos jogar algumas coisas fora, esquecer-mos do amor platônico e vivermos um relacionamento.
    O problema que somos envolvidos por emoções, essas que surgem através das reações.
    Seria muito bom, se houvesse o respeito, tranquilidade e uma boa conversa, mas desde o momento que há a convivência há discórdia e muitas pessoas não sabem como lidar com isso, muitas apelam achando que não há mais amor. Mas antes não havia amor e sim empolgação, um sentimento que nos leva a cometer loucuras viver excessivamente para o outro.
    Acredito que um relacionamento para dar certo, o primeiro sentimento a surgir é a amizade e a confissão, esses sentimentos que solidificarão a relação.
    Devemos entender que vivemos com alguém e não pra alguém, construir dentro do relacionamento um espaço para a conversa.
    “Talvez o homem sente necessidade em chegar a casa, e checar a caixa de e-mails e mulher precisa se levantar no dia seguinte bem cedo”.
    Contudo, acredito que com jeito e conversa, haverá tempo para tudo, o problema que quando um dos dois procura o seu momento o outro leva para o lado pessoal.
    Lógico que deve haver também maturidade de ambas as partes, algo que nem sempre acontece.
    Então.. Viver .. é compartilhar, interagir, dar.. mas principalmente respeitar sem respeito não há relacionamento.
    O negócio e estar perto, mas não ser intruso, a ponto de sufocar o outro.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Josy,

    Também acho patético quem cria um perfil para o casal. Deve haver casos em que isso não significa nada, apenas um descaso pela presença online individual, mas na maioria dos casos eu acho que isso significa um excesso de dependência na vida também.

    Beijo.

  • Cynthia Vaz

    Ola Gitti..
    Gostei muito de seu texto.É a primeira vez que leio um texto seu e achei muito interessante e veio a calhar.
    Tenho um relacionamento a 2 anos e moramos na mesma cidade.Mas como faço trabalho de e faço faculdade, só nos vemos sexta, sabado e domingo.
    Vivo brigando e reclamando com ele, que ás vezes ele nao vem na sexta,só que sei que ele trabalha muito e tem uma rotina cansativa(mas nunca quis dar o braço a torcer rsrs), ai começo aquele papo chato “vc nao gosta mais de mim”, mas como vc disse, tudo é uma questao de logistica.
    Ele me liga todos os dias, antes das aulas e no intervalo, porem nunca manda mensagens ou torpedos e isso serve para mais brigas.Ele diz que nao é muito bom pra escrever, e eu brigo até…Mas ja percebi que isso nao muda..Gosto demais dele, pois é mto carinhoso, atencioso e como ninguem é perfeito, possui estes “probleminhas”… Depois que li seu texto, pretendo parar de encher o saco dele e me concentrar nas coisas boas do nosso namoro e ver as coisas com uma logistica diferente. Claro que sem passar por cima de meus valores,ou seja, vou procurar ver as coisas do meu ponto de vista e do ponto de vista dele..
    Como ja diziam..’Cada ponto de vista, é a vista de ponto”..
    Acho que andava meio míope..kkkk
    abraços!!!
    até +!!!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Cynthia,

    Ele não manda SMS? Brinque com isso em vez de brigar, é bem mais divertido.

    Manda um SMS, depois manda outro com a resposta DELE (inventada, claro), sacou? Eu já fiz isso, é hilário.

    Já mandei SMS como sendo ela mesma, como sendo informe da Claro, como sendo eu no futuro, eu no passado, como se eu tivesse escrito pra um amigo e foi sem querer pra ela, como se fosse pra “minha amante”, como se fosse do amante dela (do tipo: “E aí? Já se livrou desse chato? Te pego às 20h hoje, gatinha.”, fiz isso uma vez quando fui no banheiro do restaurante onde estávamos)… Enfim, não custa nada, não é algo “romântico” com esforço. Leva menos de um minuto pra escrever, o mesmo tanto como se fosse você mesmo escrevendo.

    Adoro brincar com perspectivas. Essas brincadeiras acabam revelando muitas coisas.

  • marleny coelho

    Estou vivendo essa situação, e vejo o quanto é dificil, amar uma pessoa e não poder dormir e acordar ao lado dela…
    Não sou casada com ele, mas namoro a algum tempo…
    Um Abraço…

  • Maçã

    Branca, tenho certeza que seu casamento de 23 anos foi construído a partir de uma logística impecável.

  • Juliana R.

    Estava a procura de outro post…quando me deparo com o seu Gitti.

    Depois de quase 2 anos demos um fim no namoro, isso faz uns 5 meses,
    Os motivos vão de futeis a estranhos, mais que no final levou o esquecimento de um gostar muito do outro, se respeitar e etc. Foi um final estranho: amigavel, demos risadas, conversamos como se fosse apenas mais um encontro, ate cada um respira fundo e segui seu caminho.

    Agora, voltamos a nos falar, “tentar de novo, mas com mudanças”, sempre parece que estamos procurando o que deu errado da outra vez.

    Ele adoraria ver seu post, de certa forma é exatamente o que ele tenta dizer pra mim a cada conversa.

    Ele é calmo, faria a mesma coisa pro resto da vida, já eu não me dou bem com rotinas, além de ser …mimada, ele não tem essa coisa de pensar em programas, fazer ligaçoes, fazer surpresas, talvez uma vez a cada seculo…mas vi que ele é assim ate com amigos.
    Ele topa qualquer programa, sempre está dispotos, mas sempre sou eu, isso me cançava, então já virava questao de “sera q ainda gosta?” “será q só esta comigo por comodismo?”, e ai coisas que nem nos eram importes, como sair com amigos sem o outro, viro motivos pra indiretas malvadas e por fim brigas, é como muitos ele estresso com as reclamaçoes.

    Ele sempre é amigo, tem muita paciencia, ate conta demais sobre o que faz ou deixo de fazer no dia, na semana, no mês…resumimdo, no fundo, na vida real, não tem muito o que reclamar.

    É um relacionamento bem maduro pela idade, pensamos que temos experiencias e historias o suficiente pra saber o que queremos ou não em uma relação, na vida, sem conto de fadas… somos inteligentes o bastante. (rsrsrsrs)

    Ate por estarmos em cidades difentes, nos vemos bem pouco mas sempre nos falamos quando possivel, normalmente eu quem vou, ele prefere nao sai do ambiente dele, só quando ele que mudar a rotina por um tempinho Quando voltei a morar por lá, a coisa se perdeu de vez, agora voltei para São Paulo, sempre pesamos na distancia como…temporario ou fase da vida e etc, mas não uma coisa ruim.

    Ele é consciente sobre esse jeito dele, nao mente, parece que ele ja tem logistica… é bem pratico no que se trata de disponibilidade e o que se dá pra faze ou não em um relacionamento.

    Pode ser que não tenha dado certo por falta de… logistica (???), da mnha parte… quem sabe dessa vez…!

    Sempre procuramos um motivo, certo?

    Bjos & Abraços!

  • Nicole

    Oi, Gustavo! Eu achei interessante, mas nao sei se concordo. Tudo bem que a logística é de fato relevante, mas daí a ser definidora de personalidades, já nao sei. Será que vc como mendigo realmente mataria? As pessoas sao influenciadas pelo meio, ou logística, mas tb pulsam por certa natureza. Ou não? Sei la.. qq vc pensa disso? Beijos

  • Gustavo Gitti (autor)

    Essa de fazer contabilidade da relação é uma péssima ideia.

    Resposta mais sábia pra um fim de namoro, na minha opinião: “Por que acabou? Não faço a mínima ideia”.

    Nunca tem motivos. Ou melhor, se queremos motivos, vamos achar. Eu, se quiser, acabo meu namoro hoje. Minha namorada idem.

    Por outro lado, eu, se quiser, peço ela em casamento hoje. Motivos não faltam, pra qualquer lado.

    Beijo.

  • Teka

    Oi Gitti,
    li seu texto pela primeira vez e achei o máximo. Temos a mania de achar que só nossos companheiros são Narcisos e que só os nossos olham para seus umbigos. A logística com meu marido não funcionou. Mas pelo que entendi a maioria dos homens são Narcisos. Terminei um casamento de 25 anos por vários grãos de areia que acumulei. E um deles foi justamente a hora do banho, mais precisamente “o tempo que o banho a dois demorava”, estava se tornando um banho caro. Acredito mto no amor romantico, mas ele precisa das duas partes para continuar, e ele morre se não for regado. E agora depois de três anos sozinha, reencontrei uma pessoa que mora em outra cidade, e é simplesmente delicioso. Sempre nos falamos por telefone, emails, msg no celular. Mando emails picantes falando o que gostaria de estar fazendo com ele e qdo nos encontramos, é como se fosse a nossa primeira vez. Nos encontramos em minha casa, e qdo meu filho está, vamos para um Motel, e o mais gostoso de tudo é que temos vários temas para escolhermos e fantasiar. É simplesmente maravilhoso.
    Bjus,

  • Consuelo

    Olá Gustavo, primeiro quero agradecer a Deus a “coincidência”. Meu namorado é de Portugal, mas trabalha na França, vai tirar férias em setembro, até lá nos falamos pelo MSN ou telefone, me liga todos os dias e vive dizendo que me ama, no PC não é diferente. Sempre tenho algo a fazer e concilio nosso “namoro virtual”, pois ficamos até 14horas conectados, pudera tenho meus afazeres. Um detalhe: os horários são diferentes (5h). Hoje como todos os dias cheguei, liguei o PC e pedi para que ele esperasse 10min., como por lá já era meia-noite, ele estava cansado e precisava dormir, mas eu insisti no meu banho, quando voltei ele havia desligado, fiquei muito chateada, não custava pra ele esperar.
    Aí entra nosso papo aqui, depois que ele desligou, deixei um recado em off e desliguei o PC, mas como aqui são 5h menos que lá, vim verificar meus e-mails e pra minha surpresa vi a matéria. Foi tão simples e eu compliquei não me custaria nada abrir mão do banho naquele momento e namorar um pouco, mesmo porque o PC ainda não tem a tecnologia de transmitir que está na hora do banho. Olha a frase: “o horário do banho pode acabar com um relacionamento”. Aprendi a lição, mesmo porque quantas e quantas vezes tomei a meia noite. Enfim nada é por acaso.
    Psiu: Preciso de vocês e vou deixá-los antenados, vou me casar em dezembro e conheci meu namorado pela internet. Eu amo aquele Portuga impaciente, somos a tampa e o balaio.
    Beijos!!!!

  • Triste

    Boa noite Gustavo….

    Amei seu texto e penso que seja importante para a construção de uma ótima base de relacionamento.

    Estou casada há um ano, mas ainda há muito o que mudar. Nossas diferenças ainda estão muito necessitadas de um belo polimento. Mas acho que uma das coisas que mais tem me afligido é a questão da nossa semelhança:
    Somos muito “estourados” um para com o outro. Ele não consegue deixar de fazer as cosias para a família dele. Ele chega do trabalho e nem TOMA BANHO. Sabe para onde ele vai? PARA O VÍDEO GAME!!!!!!Eu realmente não sei o que se passa na cabeça dele. Pois quando eu reclamo ele diz que a única forma de entretenimento dele é isso ou o computador. Quando eu o chamo pra dormir ele quase nunca quer. Ele dorme tarde e eu tenho problemas para conseguir “pegar no sono”, mas ele não entende isso.
    Talvez se ele fosse dormir junto comigo fosse mais rápido para o sono chegar. Estou me sentindo infeliz. Não tenho mais vontade de fazer amor com ele, por causa desses detalhes que para mim já são imensos.
    E o pior de tudo é que eu não quero que ele fique sem o entretenimento dele,mas eu gostaria de fazer parte desse entretenimento, como fazer coisas diferentes, sair para o shopping, cinema, restaurantes….mas ele é um mão de vaca!!!!Ele não quer isso..
    Todo homem é podre assim?
    As vezes penso que isso não compensa pra mim…Eu queria um algo mais.

    No que devo mudar para melhorar em qualquer aspecto?
    Preciso de uma dica de quem entende, mas definitivamente de um homem que entende como você.

  • Viviane

    Boa noite. Também concordo com a opnião do Felipe:” Achei o texto de pouco valor.”
    Com todo respeito, na minha opnião, a maneira como a tal “logística” foi exposta mais me pareceu um postulado, daí a pretensão: parece mais uma “receita do que deve ser feito/adotado para que um relacionamento dê certo ou não, ou pelo menos seja satisfatório, tenha alguma graça”. Achei o texto pobre de espírito – utiliza-se de comparações aqui e ali para justificar a falta de compreensão de si mesmo, de envolvimento com o outro e o vazio do ser humano “maquinizado” da “vida moderna”. “Nossa mente é relacional./Nossa mente não tem nada dentro”- meio contraditório,não acha?Já li muitos outros posts seus e achei mais úteis e interessantes.

  • Ivo

    Eu sai de um relacionamento todo corrompido, quando leio os seus posts, o do Dr. Love, bate aquele momento de :” Nossa, como eu fui tão idiota ”, agi errado em horas erradas, me doei muito mais pensando que ela iria fazer o mesmo, meio que abandonei o meu modo para satisfaze-la … Entre outras, e outras coisas… Hoje, somos ” amigos ” foi o meu primeiro relacionamento, tento me descobrir mais, a cada dia me valorizar . Mas do nada, eu fico pensando nos tais momentos, foda, primeiro namoro . Até que a vida de solteiro está boa, mas sinto aquele vazio que nossa . Bate uma carencia as vezes né. Lendo os posts, até que eu venho amadurecendo bastante. Mas fico em duvida em uma coisa, como ter uma enorme base para um próximo relacionamento?

    Abração \o

  • Amanda

    ADOREI!!! É ISSO MESMO! PURA VERDADE! SALVOU MEU CASAMENTO!

  • Marize

    To de passagem, li e achei que poderia comentar rsrs, nao li os outros comments, mas acho que o mundo atual pede revisão de alguns conceitos convencionais, algo que as minhas amigas discordam de mim sempre que digo. Mas acho que os seres humanos, nao sendo ‘naturalmente’ monogâmigos’, carecem de novos olhares sobre as relações homem/mulher, mulher/mulher, homem/homem, enfim, uma renovação nas relações mais, por assim dizer, intimas. Sair do que sempre ouvimos – a minha cara metade – minha cara é inteira, não falta nada rsrs. Da idéia de que alguém nasceu exclusicvamente para mim. Não falo de abrir mão de buscar a felicidade ao lado de uma única pessoa, mas que isso seja natural, sem forçação de barra, sem fazer o outro e a mim mesma infelizes. Acho que talvez houvesse menos separações, brigas, mortes, sei lá. :). É isso, to indo pro trabalhooooooo

  • fernando

    boa tarde a todos!
    Parabéns pelo seu texto Gustavo. Eu, às vezes, fico observando os relacionamentos e vendo a falta de criatividade, a falta de um “desconfiômetro” por um detalhe simples, como o horário do banho, citado no exemplo acima. Vou ler, ver e aprender para não cometer os erros que já vi, e, procurar desconfiar para não cometer erros que ainda não vi, quando estiver casado.
    Mais uma vez parabéns pelo texto.
    abçs
    Fernando

  • Marcelo

    É a instauração da cornice geral e irrestrita. Coisa de homossexual.

  • Janaina

    Cheguei aqui atrasada, por acaso, oriunda de um link no Twitter. Mas sabe, amei seu texto! Eu o li boquiaberta, tamanhas as coincidências com o meu relacionamento, com o meu dia a dia, com as minhas idéias e teorias, com a minha vida.
    Namoro há dois anos um homem que mora em outra cidade e a distância é um problema entre nós, porque, eqto ele trabalha somente alguns dias da semana, eu trabalho feito um cachorro 12 horas por dia de segunda à sexta – ou seja, eqto ele tem muito tempo para encher a cabeça de bobagens e me culpar por coisas que nunca fiz, eu tenho pouquíssimo tempo para aproveitar a companhia dele, o que acaba se tornando inviável pelo tanto de lamúrias que tenho que rebater quando nos vemos.
    Nós sempre voltamos às boas, mas é uma situação desgastante que só vai acabar quando estivermos na mesma cidade e com preocupações parecidas, porque aí sim poderemos entender de fato a “logística” um do outro de modo a acabar com os problemas.
    Bom, fora isso, podem jogar pedras, mas também acho que na época dos casamentos arranjados, por mais que no início parecesse um transtorno, no decorrer do tempo a maioria se revelada um bom e duradouro negócio para ambos, que aprendiam a amar e respeitar uma pessoa como ela era, sem maquiagem nenhuma. E os problemas relatados em alguns comentários anteriores acontecem também em casamentos de hoje em dia – violência, traição, discriminação com a mulher separada, infelicidade. Isso é culpa das pessoas, não da instituição casamento (por mais que eu não goste dela).

  • Laura

    A logísitica é tão importante quanto todos os outros detalhes da relação, e influencia todos eles. To tendo um problema de logística no meu relacionamento, moramos em cidades distantes, temos que nos programar pra nos ver com antecedência e não dá pra ter aquele abraço gostoso nos dias de frio, ou carência qdo se está na tpm. rs
    Mas como adultos vindos de outros longos relacionamentos, decidimos fazer dar certo organizando nosso tempo juntos pra que seja o melhor possível. Até podermos estar juntos na mesma cidade, nos vemos de 15 em 15 dias. E sim, mudamos nosso “sofá” de lugar e isso é muito importante. ÔÔÔh saudade…

  • EasyGirl

    Acabo de descobrir seu site e já me apaixonei.
    O tema abordado aqui de fato é impressionante, pois a maioria, ou melhor, grande maioria das pessoas estão mais preocupadas com elas próprias, em se sentirem amadas, desejadas etc etc etc a qualquer custo, e não observam que isso é consequencia de toda essa logistica.
    Muito bom.
    Atualmente vivo um relacionamento totalmente fora do convencional, começou como uma aventura, se tornou algo serio e hoje tem sido um tanto um pouco perturbador. E o que atou os nossos laços foram exatamente essas coisas, pequenas grandes coisas do dia a dia, com uma pitada de desejo de ficar juntos com preciso ficar só.

    Entrei nesse site procurando uma resposta para uma questão que não sai da minha cabeça. Talvez você tenha algo sobre isso. Por que os homens quando vêem que perdeu uma mulher, lhe compram uma aliança?

    Parabens. Já esta salvo em meus favoritos.

  • mariwell

    Você é muito jovem pra ser tão sábio. Onde você aprendeu?

  • Laura

    Essa história do banho é fato!
    Cansei de pedir pra ele fazer a barba e tomar banho logo.
    Deixava de ganhar meus carinhos por preferir demorar um tempão pra descansar ao invés de tomar banho primeiro e descansar melhor depois. Desisti.

  • Flavia

    Eu tinha uma dinâmica com meu ex-marido. Acho que não é uma novidade, no sentido que todos formamos nossas rotinas enquanto casais ou indivíduos. Eu chegava em casa e faza um jantar (virei uma cozinheira respeitável, rs…) organizava a casa para quando ele chegasse. De fato eu trabalhava a cinco min. a pé de casa, então podeia me dar esses luxos. Ele saía mais cedo para trabalhar então colocava a mesa do caf;e da manhã para mim todos os dias. A noite depois do jantar, lavávamos a louça juntos, el na pia e eu sentada no chão da cozinha contando do meu dia. Depois de um tempao íamos para cama, e era lá que ele gostava mesmo de papear. As vezes por horas. Mas eu senpre tive muito sono. Dizia que queria dormir e virava de costas para ele me abraçar. Mas ele acabava se roçando em mim e ficando com tesão. Era ótimo saber que ele sempre tinha tesão (eu tbem tinha), mas o sono era mais forte. No começo houveram brigas, mas depois ele muito safado e sabido, me deixava dormir por algumas horas e me acordava de madrugada para transar, rs…
    A logística atrapalha se a gente não tenta se entender… é uma pena que ela não é tudo. Tive um casamento muito feliz, deu muito certo pelo tempo que durou. As vezes é uma pena pensar que a vida acontece assim ou assado com a gente, e, o que é bom no momento não será necessariamente suficiente. O que a gente pensa que sabe, muda de figura na próxima esquina.
    Meu namorado novo e eu ainda não conseguimos nos acertar logísticamente, mas se a realidade é nossa construção, somos deuses da nossa prórpia vida certo? Temos todo o potencial de levar a coisa para o lado que desejarmos, se o outro quiser o mesmo destino então é um pedaço de perfeição. Mesmo que não seja infito… a vida é boa assim mesmo.
    Bjos Gitti.

  • Carol

    obrigada!
    tivesse eu lido isso antes…
    for the record: preciso tomar banho primeiro e botar a pequena pra dormir às 8…
    P.S. sabía q vc tinha assistido sex and the city!

  • Luiz B

    Oi Gustavo..

    Ai vai uma boa história daquelas que não devem ser contadas em quadrilhos e sim representadas em alguns desses realit show.
    Minha namorada é uma pessoa completamente diferente de mim hoje o exemplo maior motivador de escrever esse comentário foi o fato de ela tentar me enganar pra sair, disse-me que iriamos a um fast foot e quando em sua mente e em seu celular ja havia varias ligações para amigos seus ( deixando claro, apenas dela)onde ja haviam marcado para sair a um bar, a diferença do programa não é o problema e sim o ato de mentir que me incomoda. Fui duro e disse que não iria não por capricho ou coisa assim mais pelo fato de não estar afim de sair vcs que lerem podem dizer que o fato é porque não gosto de sair, mais estão enganados sairmos quarta feira e sexta e hoje é sabádo.. seria uma intolerância minha ou algo como as cortinas que deveria ter sido enchergada antes.. preciso de ajuda !!!

  • sovack

    gustavo,

    seria legal vc comentar o livro “sexo” do gikovate…

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sovack, especificamente quais ideias do livro você tinha em mente quando pensou que seria legal eu comentá-lo? Prefiro conversar sobre isso do que ler o livro e comentar de modo teórico.

  • Katita

    Gustavo,

    Fiquei muito curiosa sobre o seu comentário sobre fidelidade. Você realmente acredita que é possível uma relação duradoura e saudável quando um casal não pratica a monogamia nesta sociedade?

    Me parece bastante inovadora essa idéia. Minha mãe já dizia e eu sempre desconfiei que o ser humano não é monogâmico por natureza.

    Eu confesso que cansei de tentar controlar meus namorados e os meus anseios, então acredito estar começando a acreditar que a idéia de “fazer o que der na telha” seja algo muito proveitoso numa relação boa, saudável de verdade.

    Eu tenho conhecido homens bastante convencionais e fico temerosa de suas concepções mais “machistas” e até perversas quanto a esta crença de não exclusividade por parte das mulheres.

    Seu texto me agradou bastante, mas me pareceu ideal demais. Sei que paradigmas podem ser alterados, mas será que este tema deveria?

    Grande abraço,

    Parabéns pelo Blog!

  • Michele

    Olá Gustavo!!

    Vc arrasou com suas ideias bem conectadas com a realidade de um casal. Estou passando por um problema logístico (sim, adotei o termo porque para mim fez total sentido) no meu namoro e estou ainda mais disposta, depois de ler o seu texto, que muita coisa melhora se tivermos essa lucidez, tomarmos atitudes e assim não dar espaço para o amor dramatizado.

    Acabo de me tornar sua fã. Grande abraço!

  • Giselle

    Olá a todos,

    O engraçado é que o texto do Gustavo lança a polêmica e depois quando ele responde às criticas aí é que o negócio fica interessante. O incrível é ele dizer que se passasse frio e fome com certeza mataria e roubaria; faltou a humildade de pensar em apenas PEDIR AJUDA nessa situação, simples assim, pode não parecer mas há pessoas que fazem caridade e ajudam sem olhar a quem é só pedirem…daí a gente vê a evolução moral das pessoas como anda.

    Abços

  • AnaQui

    Pois é….esse lance de logística do amor é séria. Estou passando por isso atualmente. Estava namorando um cara extraordinário, num relacionamento super afinado, mas por causa dos planos dele de ter um filho no futuro e eu nao querer mais, terminei o namoro. Infelizmente, nem tudo pode ser resolvido ou superado…

  • Fabiano Proença

    Entendi muito bem a sugestão, porém não concordo com a tentativa de insistência no erro, entendo que se o amor acabar, é hora de terminar!

    Creio que o amor verdadeiro (aquele dos contos de fadas, que você zuou em um comentário acima) existe, mesmo que seja respostas de estímulos. E quem discorda é mal amado.

    Parabéns pelo post e instigar a discussão!

    Como diz você…
    Abração!

  • Regiane

    Muito verdadeira essa questão da logística, quando você cita no início: “Tivesse ele tomado banho antes……”, são pequenos detalhes que muitas vezes por birra/teimosia, as pessoas não querem mudar em nada para agradar o outro. Elas não percebem que uma atitude assim pode melhorar um relacionamento para ambas as partes. Assim como na questão das cortinas, muitas vezes achamos que o problema é no outro, não em nós mesmos, e que nós temos que mudar em algo para que tudo melhore.

    Descobri esse site hoje, mas já me tornei fã.

  • Felipe

    Poutz! Isso é lindo!
    Cara antes do meu comentário preciso deixar claro o quanto admiro e valorizo sua produção textual Gitti. Seus texto são verdadeiros quias em minha vida, posso dizer q diversas vezes as direções de minha vida foram afetadas pelo que li aqui!

    Mas este termo “logistitica” me soou mecanicista ao extremo! É interessante ver a produção “filosófica” de nosso tempo com reflexos tão evidentes dos traços “pós-industriais” de nossa sociedade! Espero ver em breve reflexões sobre o Toyotismo e como “maximizar os resultados” dos nossos relacionamentos interpessoais!

  • Daniel

    Concordo. Vejo o quanto a logística é basilar num relacionamento. Distância, horários, limitações – tais como a falta de carro, casa, noites dormidas juntos – implicam pra cacete.

    É engraçado que eu já li esse texto há um tempão. Comentei também. E somente agora que vivencio o problema, compreendo.

  • Mel

    Geralmente concordo com vc, Gitti, mas desta vez não. Se ele não tomava banho cedo, é porque a estava evitando – ou, no mínimo, não dava importância. Se o cara não percebia que as cortinas – o vilão óbvio – estavam causando a alergia, ele tinha alguma fixação por cortinas que merece investigação psicológica. Se o Duda não quisesse irritar a mãe, não deixaria os chinelos onde ela tropessasse. Não é só o que se faz, mas por que se faz.

  • Danylo

    Quase sempre discuto com minha namorada qdo ela vai me ver depois do trabalho. Trabalhamos no msm local so q em horários diferentes, eu entro mais cedo e saio mais cedo, ela mais tarde.Qdo vai me ver, estamos em ritmos diferentes e acabamos discutindo. Ja percebemos isto e colocamos uma regra de que não deveriamos nos ver nestas circunstancias. So que de vez em qdo quebramos a regra, e, de vez em quando, acabamos brigando. Vai entender…rs