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Linguagens do amor (1) - O toque passional

por Gustavo Gitti 10 July 2008 34 comentários



Toque passional

No primeiro post dessa série, expliquei a abordagem, listei as várias linguagens e pedi a mão das mulheres. Ainda não recebi fotos para todos os tipos de toques. Meninas, colaborem (instruções aqui)! A imagem acima foi gentilmente enviada por uma das leitoras do Não2Não1.

Grandes histórias de amor começam com o toque passional, que depois dá espaço a todos os outros. Então é por ele que vamos começar. Antes de ler, abra outra aba e deixei rolando isso aqui: Tori Amos - Sweet the Sting.

A ação passional do amor

Durante a paixão, acompanhamos, atentos, cada gesto do outro. Sentimos a respiração, antecipamos movimentos, perguntamos, olhamos. Há um genuíno interesse, uma espécie de curiosidade que se empalidece com o tempo. Sem falar na generosidade… Somos capazes de ouvir histórias que duram horas, ir buscá-la em outra cidade, esperar. Tudo sem hesitação, com toda a energia e estabilidade do mundo. A paixão nos deixa vivos, nos acorda, faz brotar o melhor de nós.

Ultimamente venho pensando se a paixão não nos ensina mais sobre o amor incondicional do que o chamado “amor puro”. A paixão nos tira de nós mesmos, quebra nossa rotina, direciona nossa energia à felicidade do outro e ainda nos deixa com todo o ânimo do mundo. Se liberada do apego, ela não seria o melhor que o amor pode ser?

(Trecho de “Feast of Love: o fim já está desde sempre no começo”)

A paixão é uma das linguagens do amor. Ela não é algo diferente, conforme dita nosso imaginário coletivo; pelo contrário, ela expressa o amor. Alguns mestres budistas definem o amor como a capacidade de ver qualidades positivas nos outros e agir para elas floresçam. Não vejo diferença para a concepção de Espinosa, para citar só um exemplo da filosofia ocidental, que vê no amor a ação que aumenta a potência vital do outro, que o faz ser mais. Ora, o que é a paixão senão a encenação que nos leva a ir aos extremos do amor? Movidos por uma paixão, vemos não só qualidades positivas, mas até mesmo o que o outro ainda não é. O outro brilha para nós, fica mais bonito a cada dia que o conhecemos, revela gestos e ângulos que nos fascinam. Através de nossos olhos, ele nasce para si mesmo, novo, fresco, como nunca foi.

O problema não está propriamente na paixão tanto quanto no fato desse processo acontecer sem autonomia, sem que lucidamente nos vejamos como construtores, em vez de vítimas, do envolvimento. Por não sabermos a origem (”Que delícia! Do nada, rolou química e agora estou louco por ele!”), não sabemos o fim (”Ele tem uns hábitos que me irritam, não consigo mais ficar perto dele”). Sem saber, no início, nossos olhos focaram qualidades positivas e construíram um princípe, uma deusa. Igualmente sem saber, não demorou para que nossos olhos, de modo ativo, iluminassem características negativas, criando um monstro à nossa frente.

Se a paixão for vista como uma linguagem do amor, como um dos modos de expandir o corpo e a mente do outro, será mais fácil entendermos que podemos construi-la, em vez de deixá-la na mão da “química”. Por que isso é tão importante? Dou um exemplo: em um relacionamento de 6 anos, com seus hábitos e vícios, se nenhum dos amantes souber usar o toque passional, será bastante arriscado depender do retorno da insondável “química”.

Você não sabe por que e não lembra quando deixou de gostar dele. Isso não deveria ser surpresa, afinal você sabe por que ou se lembra quando começou a gostar de pizza de palmito? Tudo aquilo que não construímos de modo autônomo (da paixão com uma mulher a nossos projetos profissionais) vai se virar contra nós em algum momento ou, sem aviso, nos abandonar. Ainda que essa seja nossa sensação, eis o que de fato acontece: somos o tempo todo livres e nunca paramos de construir mundos, mas, como não sabemos disso, construímos experiências positivas (que parecem vir do nada, a tal da “química”) e, do nada, passamos a construir experiências negativas e extremamente dolorosas.

Somente se a paixão for uma ação do amor, livre de carência ou desejo de poder, é que teremos alguma chance de construir relacionamentos lúcidos. Daí a importância de aprender essa linguagem e saber movimentar nossa mão de modo autônomo. Realmente tocar, em vez de só ser tocado.

Envolver e excitar: os dois toques da paixão

Linguagem passionalVocê deixa um sabonete de chocolate com maracujá no banheiro dela. Envia músicas e poemas por email, SMS de madrugada, flores para o escritório onde ela trabalha. Você limpa a sala, acende velas, coloca Norah Jones para tocar. Cria todo um ambiente amoroso em torno da vida do outro, expande sua presença, tinge momentos e paredes. O toque passional envolve o outro.

Dentro do ambiente que você criou, o outro relaxa. Vocês dançam, se abraçam e outro toque começa a dominar. Sua língua percorre o queixo, o pescoço, o colo. Sua boca assume diversas posições. A mão não pára. Os dentes, os olhos, as pernas… Você testa pressões, movimentos, circulações, respirações. Puxa, arrasta, desliza, esconde, resvala, treme, esfrega, arranha o outro. O toque passional excita.

Enquanto a excitação é o estímulo de um ponto específico (seja o clitóris ou a glande, a orelha ou a parte atrás dos joelhos), a sedução se dá pelo envolvimento de todos os pontos da realidade do outro. Sem envolvimento, a excitação machuca, vira estupro. Sem excitação, o envolvimento perde o sentido, nunca se completa – desejo sem gozo. A paixão se faz quando os dois toques se unem, quando você dá um tapa na cara à luz de velas.

Trilha sonora

Observando letra e melodia, escolhi 3 músicas que expressam a linguagem passional. Cada uma delas ativa nosso corpo na direção da paixão. Assim que sentimos a batida, relaxamos o abdômen, encaixamos o quadril, dobramos levemente os joelhos, soltamos os ombros e abrimos a mão. Faça o teste. Elas nos tiram a rigidez e injetam malícia. São um longo carinho, toque contínuo, ora sacana e excitante, ora profundo e envolvente. Uma ótima trilha sonora para noites de sexo irrestrito.

Para uma massagem passional

Estou usando aqui uma concepção mais ampla de “massagem”. Quando eu tratar de “massagem lúdica”, por exemplo, ficará claro que me refiro ao modo pelo qual surgimos ao outro, ao jeito que o tocamos com todas as nossas ações, à textura de nossa pele, interface da relação.

Refletir sobre o toque pode levar a percepções inusitadas. O que diferencia o toque de um e de outro? A mão pode ser parecida, mesma textura e temperatura, o movimento também, o ritmo… Tem algo, contudo, que sempre é diferente. É como se o outro não nos tocasse com a pele, mas com todo o seu mundo, suas visões, emoções e experiências passadas. É ele inteiro que nos toca. Em relações desgastadas, por exemplo, ambos ficam anestesiados e nenhum toque consegue provocar algo. Isto porque o toque nada tem a ver com mãos e peles.

Desse modo, em vez de listar técnicas de imposição das mãos, óleos de massagem ou artimanhas de sedução, prefiro tratar da postura, do posicionamento corporal que dá vazão à paixão. Em uma relação longa, por exemplo, para envolver e excitar, é preciso, no mínimo, cultivar curiosidade, generosidade e malícia:

Curiosidade: Recentemente, conheci uma pessoa que sempre tem uma história para contar sobre qualquer assunto imaginável. Viagens, noitadas, família, amores… Ela se delicia falando de si mesma. No entanto, não demonstra interesse algum pela minha vida. Sou só eu quem faz as perguntas, não há troca. Recomenda mil músicas, mas as que eu indico ela não ouve. Infelizmente muitas vezes somos assim com quem amamos. Após alguns anos (ou meses) de relação, é natural que o outro comece a habitar locais que desconhecemos, a incorporar identidades que ainda não tocamos. Para evitar que ele suma completamente, ouça as músicas que ele ouve. A curiosidade tem de ser prática diária. É preciso olhar com interesse para cada cantinho escondido nas vidas ao nosso redor. Ir atrás dos outros.

Generosidade: Com a prática da curiosidade, chegamos até o outro, vemos onde ele mora. E então podemos talvez pintar uma parede, trocar o CD e pedir uma pizza. De dentro da casa do outro, vamos oferecer experiências, sensações e sabores. Descobrimos onde é o banheiro e deixamos ali o tal do sabonete de chocolate com maracujá. Vamos envolvê-lo. A generosidade surge naturalmente quando vemos que proporcionar alegria aos outros é o modo mais inteligente de ser feliz.

Malícia: Deixar o sabonete no banheiro não basta: o outro vai gostar, mas depois de uma semana seu banho voltará ao normal. Para continuar a abri-lo, para deixá-lo vivo, vamos ter de ser mais ousados. Vamos abrir a porta do banheiro e surpreendê-lo. Muitas vezes precisamos quebrar coerências, transgredir regras, desrespeitar os outros. Nosso objetivo é abri-los, não agradá-los. Tal liberdade é um dos aspectos do que chamamos de malícia. O outro é a leveza: não dar solidez às coisas, não levar nada muito a sério, ser flexível em relação a todas as significações e contextos. Quando ela diz “Não faça isso, não quero, não gosto”, ele a desrespeita e faz com toda a intensidade até que ela admita: “Eu nunca vivi isso antes… Sempre quis algo assim”. A sensibilidade dele supera até mesmo o entendimento que ela tem de si mesma.

Malícia é plasticidade. Como já escrevi antes, eis por que as mulheres adoram homens que as fazem rir. Da primeira gargalhada até o orgasmo, o processo é o mesmo. A malícia faz o trabalho completo: envolve e excita.

* Dedicado aos casais que há tempos não se olham com curiosidade, generosidade ou malícia. Àqueles que se esqueceram de se envolver e excitar. Que todos possamos perceber que o outro não precisa despertar paixão em nós. Basta irmos atrás dele e criarmos paixão com nossos dedos.

Perdi meu tempo.Você tem 12 anos?Tá frio hj, né?Quando sai o livro?Deu uma vontade de fumar... (12 votos | gostou do post?)
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34 comentários »

  • Jazz disse:

    texto excitante.

  • Daniel disse:

    Mais um exemplar de textos primorosos!
    Tocou o mundo de forma apaixonante.

    Muito obrigado.

  • Carolina Vianna disse:

    Aaai, ai…. acho que nem tenho o que dizer! Amei!

  • Nati disse:

    Pensar em criai paixão é algo quenão pensamos normalmente. Ser vítima de nossos próprios “desejos” é muito mais comodo que pensar que você deve e pode fazer algo.

    Uma coisa legal de se fazer, quando você já perdeu um pouco o brilho no olhar pelo seu parceiro. Tem a ver com um Meio Hábil tb.

    Em algum lugar público, ou então dentro de casa mesmo, num dia normal e ao fazer coisas corriqueiras, se afaste dele(a). Olhe-o (a) de fora, como se ele não fosse seu, (de fato ele não é). Olhe-o (a) como se não conhecesse sua voz, seu gosto. Olhe sua mãe, como se movimenta, como se veste. Veja como ele (a) é lindo.. e lembre-se ou sinta de novo, porque você se interessou e se apaixonou por ele.

    =D

    Que tenhamos capacidade de sair de nosso comodismo, e de nosso medo, para envolver o outro. Desrespeitá-lo em suas próprias convcções e amá-lo cada vez mais irrestritamente.

  • Maria Thereza disse:

    esse toque já começou relacionamentos meus… do tipo que no começo eu achava o cara até sem graça, mas depois de sentir o toque me apaixonei. espero que mais homens leiam esse texto (e seu blog todo) para aprender algumas coisas!

    beijo

  • Gustavo Gitti disse:

    NATI, valeu por compartilhar essa prática. Às vezes fazia isso sem pensar em alguma festa: “Olha aquela menina ali. Será que ela se interessaria por mim? Como seria seu beijo? Como ela seria na cama? Que delícia se eu pudesse passar a noite toda com ela… Opa, espera aí, eu posso!”. ;-)

    MARIA THEREZA, gostei do seu blog! Sim, acho que todos os relacionamentos começam com esse toque, mas isso que você falou é bem verdade (principalmente com mulheres): o cara parece sem graça e de repente surge como um Deus na sua frente.

    Algumas mulheres já me contaram que às vezes o cara parece “crescer” (o cara inteiro, não uma parte dele… rs…), fica maior, na cama ou em alguns momentos. É a sensação feminina, dependendo da presença do cara. O contrário também acontece: um altão às vezes fica menor, um menininho.

    Rola isso contigo também?

  • Nati disse:

    Sim, Gustavo, pude ver (Oo) isso.. O cara simplesmente toma muito mais espaço e parece ser mais forte, maior, mais…

    Bom viu!! rs

  • Gabi disse:

    “Que todos possamos perceber que o outro não precisa despertar paixão em nós. Basta irmos atrás dele e criarmos paixão com nossos dedos.”

    Não preciso comentar nada. Essa frase diz tudo.

    bjo

  • Srta. Rosa disse:

    Compre já Histórias de Mulheres da Rosa Montero, acho que você é um dos poucos espécimes do sexo masculino que entenderá. Muito bom.

    Bezzos, Gitti, como sempre, excelente post. Me deu até vontade de fumar, hehe.

  • Gustavo Gitti disse:

    Srta. Rosa, ganhei esse livro de cortesia e já estou lendo. Comecei pela Simone de Beauvoir, claro. Sai essa semana ainda um post sobre o livro. ;-)

  • P. disse:

    Texto muito bom!
    Seria otimo que antes de começarem um relacionamento, as pessoas tenham consciência disso. Olha…porque sinceramente acho muito dificil reerguer uma relação que era tão boa, mas que ja morreu, não tem mais toque, não tem mais olhar, troca… Mesmo sabendo que podemos criar paixão com os nossos dedos. O problema eh não ter vontade disso. Triste demais! Espero conseguir colocar em pratica tudo isso em futuras relações…

  • Jazz disse:

    Como dizia Caio no texto da cidade dos entretons (não me lembro direito o nome): “quanto mais não-dita, melhor a paixão”.

    Interligando este e o texto anterior… O que são palavras, perto do que há por detrás delas?

    E, para quê desapaixonar-se, quando apaixonar-se é tão bom? ;)

    (este blog é um tanto acolhedor)

  • Gustavo Gitti disse:

    Jazz, não há nada de abstrato nas palavras. Mesmo elas são toque, ensina Maturana. O problema é quando o toque não existe. Aí não só as palavras são estéreis, mas a própria mão, o abraço, o olhar. Sem toque, tudo se perde, mesmo o corpo.

    E não acho que haja algo por trás das palavras. Elas, nelas mesmas, contém o não-dito. O silêncio não está por trás das notas. O silêncio existe como a própria substância que as sustenta. Mas aí chegamos no bla, bla, bla… Tocando fica mais fácil. Digo, tocando uma bateria, um piano, uma guitarra, uma mulher, fica mais fácil entender esse lance do silêncio.

    E quem mandou você ficar me seguindo no twitter? ;-)

  • Jazz disse:

    LÊ isso
    http://www.tatibernardi.com.br/artigos.php?y=2008

    love is in the air…

  • daia disse:

    Texto de leitura obrigatória!
    Em particular à curiosidade, não há nada mais estimulante do que ser surpreendida. Os homens deveriam saber disso (ou se lembrar disso). Há algum tempo tive um namorado que chegou à minha casa às 7h da manhã e me ligou. Atendi o celular, morrendo de sono, com um alô grosso da manhã e sem referências de espaço. Ele riu e disse: “é hora de acordar”. Eu respondi um “arrãm” quase desligando. Ele retrucou: “e acorda logo que eu tô aqui na frente da sua casa esperando vc abrir o portão pra mim”. Sabe isso? Alguém que mora DO OUTRO LADO DA CIDADE e vai à sua casa NO MEIO DA SEMANA, sete da manhã, te acordar pra vc não perder a hora de ir ao trabalho? O tempo passou e nossas diferenças nos separaram, mas sinto falta de atitudes assim hoje em dia.
    Parabéns pelo blog.
    Beijo!

  • Gustavo Gitti disse:

    Daia, você acabou de me dar uma idéia. Alguém vai dizer um “arrãm” sonolento essa semana… ;-) Obrigado. Beijo!

  • Daia disse:

    ótimo, mas agora apague esse comentário, tem que ser surpresa!

  • Dany disse:

    Humm…nos falamos outro dia aqui através do seu site…e torno a te dizer..agente é carenteeeeeeee destes pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Coisas que vão além do toque no corpo…me refiro a coisas que toquem a alma…como este que a Daia acabou de dizer…
    Aiaiai Gustavo mamãe te fez e jogou a forma fora???? rs
    Adoro teu jeito de falar de sentimentos e vivências tuas…alias que de tão suas acabaram sendo nossas neh rs…Passo hrs aqui devorando teus textos…
    Parabénsss mocinho…
    bjks

  • Lyn Monroe disse:

    Esse post ja foi tao lindamente comentado q sobrou muito pouco p te dizer.
    Mas te digo q é um post perfeito, q todos deveriamos ler e por em pratica, todos os dias.
    As vezes da quase p imaginar q vc nao existe, de como um homem consegue pensar em tudo isso..
    mas sei q é possivel, pena q pra tao poucos.
    espero q eles deem atençao as suas dicas.
    Beijos!

  • Juliana disse:

    Tem outra música que acho que se encaixaria bem nas noites de sexo irrestrito - “You do something to me” do Paul Weller! Conhece?
    Belíssimo texto! Parabéns!
    Beijos!

  • Gustavo Gitti disse:

    Juliana, não conheço. Vou baixar. E você? Conhecia as que sugeri?

    Bjo em vc tb.

  • Juliana disse:

    Já conhecia a da Céu (e concordo plenamente). Ontem baixei a do Dave Matthews e adorei! Só falta a da Tori, mas já tô baixando ;) Espero que goste da música do Paul Weller…parece-me que ele tá vindo pro Tim Festival!
    Beijos!

  • Andreia disse:

    gustavo ….

    nuss…nem precisava dizer muita coisa ne…

    sensibilidade e tudo em um relacionamento …

    uma vez meu gatinho sugeriu q fizemos um amor diferente …de olhos vendados…

    foi magico ..sentir cada toque sem saber onde seria..ouvir cada respiraçao…enfim …foi inesquecivel…

    o que estraga a convivencia a longo prazo e q as pessoas acabam se acostumando com a presença da outra …e se acomodam…
    ai julgam nao ser mais necessario a conquista …pq o outro ja esta ali…e acreditam q sempre estara …mas o sucesso da convivencia esta em se conquistar a pessoa amada todos os dias…e nao precisa ser com grandes coisas…pequenos gestos falam por si oq o coraçao sente…

    adorei seu post..

    bjim

  • Flavio disse:

    O Gustavo….por acaso vc e do signo de cancer? Ou peixes?
    Nao e por nada nao homem,mas….vc tem muita sensibilidade com as palavras…rsrs…sei que soou gay…mas e verdade…..mais uma vez….parabens pelo seu blog……tenho indicado pra um monte de amiga minha…..
    Agora..posso te dizer….nao ha nenhuma novidade nas coisas q vc diz….no fundo..todo homem sabe disso….mas…mutas vezes nao quer por em pratica….
    Mas e bom ficar sempre atualizado..heheheh.
    Outra coisa….vc se tornara responsavel pela multidao de Don Juans que se formarao nessa sua universidade da seducao….rsrs…
    Abracos….e abracos pra todas vcs mulheres que enriquecem ainda mais esse blog com suas opinioes, sugestoes e visoes. Afinal…nao fosse or vcs……nao haveria beleza no mundo…

  • Flavio disse:

    ….ah…detalhe….na linha 3 do meu comment eu disse …SOOU…mesmo viu….com dois Os…heheheh….

  • Jazz disse:

    quando demoras pra postar, eu sinto falta :P

  • Flávia disse:

    há realmente algo que seja mais eloquente que a carícia de um toque?

    E preciso, preciso saber (rs): vc é canceriano?

    Beijão ;)

  • Gustavo Gitti disse:

    Oi Flávia, sou leonino. Ascendente em capricórnio.

  • Como deixar ousada até a mais santinha - Parte II — A Revista Papo de Homem - Lifestyle Magazine disse:

    [...] dançar com ela, pegá-la colo, enchê-la de si mesma. Fazer do seu carinho uma miríade de toques que vai desde o leve tangenciar (meio centímetro de distância da pele) até um tapa [...]

  • Carolina Vianna disse:

    mudando mt de assunto, já ouviu o b-sides da tori?

  • Ju Dacoregio disse:

    Gostei muito desse texto. Nunca tinha parado para pensar na paixão como uma expressão do amor incondicional. Gostei especialmente do trecho que você fala em surpreender sem ficar se preocupando se o outro vai gostar ou não, se é a atitude certa. Isso me fez pensar que às vezes planejamos para fazer “aquela” surpresa, mas deixamos passar os momentos simples que poderiam se tornar memoráveis se apenas esquecessemos de esperar a hora e o dia ideais.

  • Ju Dacoregio disse:

    Meu namorado já fez algo parecido com aquilo que a Daia descreveu. Também atendi com um “arrãn” sonolento e entediado que depois se transformou em pura alegria quando ele falou, “então tá, agora abre o portão pra mim”! Detalhe, ele mora a uns 300 e tantos quilômetros de distância! Foi lindo!
    E agora fiquei feliz de ter parado um pouquinho para ler os comentários porque acabei lembrando desse momento tão gostoso.

  • Gustavo Gitti disse:

    Ju, não é só você que nunca relacionou paixão e amor. É todo um imaginário social e cultural que criou essa separação: amor é puro, branco e bla bla bla, paixão é vermelha, intensa e bla bla bla.

    Para mim, coisa que lentamente vou explorar aqui no blog, temos de aprender a CONSTRUIR nossas paixões (sem ser escravos da “química”, por um lado, e sem abandonar a intensidade, por outro) como uma forma de amar o outro. Amor é prática, ação, não é algo que acontece conosco ou um sentimento que surge em nós (isso você encontra em David Deida).

    Carolina, sim, Tori é uma delícia por completa, especialmente por trás, digo, virada do outro lado, quero dizer, pelo lado B.

  • Sááh disse:

    Uiaa.. nunka tinha lido algo assim; ee é realmente assim.. as questões dos toques !

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