Homem de respeito: nem príncipe sensível nem ogro machão

por Gustavo Gitti 12 fevereiro 2009 96 comentários

Gustavo Gitti mostra que o homem do século 21 começa a construir relações baseadas na transcendência de seus próprios paradigmas masculinos, integrando o envolvimento e a compreensão do tipo sensível com a condução e a firmeza do machão

Eis a chamada da matéria de capa da Revista Bem-Estar que saiu no Diário da Região, domingo, dia 25 de janeiro, em São José do Rio Preto – SP, com uma longa entrevista na qual critico a postura do metrossexual, elogio nossos avôs e trabalho (como já fiz no texto “Entre o machão e o sensível: para um novo tipo de homem”) com as imagens caricaturais do sensível e do machão.

A jornalista Ariana Pereira, toda atenciosa, fez algumas perguntas e (para minha surpresa) publicou todas as respostas sem edição alguma! Não cortaram um trecho sequer. Se soubesse que seria na íntegra e na capa, teria me dedicado mais. Ainda que de modo superficial e caricato, creio que consegui abordar algumas idéias com que trabalho de modo mais aprofundado aqui no Não2Não1 e na Cabana PdH. You tell me: leia e comente abaixo (já que a versão online do jornal não tem sistema de comentários).

O título da capa foi “Homem de respeito” (imagem acima), mas o título interno da entrevista saiu como “O novo sexo frágil”, totalmente incongruente com minha fala. Eu não penso nem na mulher como o sexo frágil, muito menos no homem! Outra coisa estranha foi a edição da minha foto. Acho que o cara que usou Photoshop para branquear meus dentes não leu a entrevista! Homens não brilham. Ponto.

A Liliana, do blog Poderosa Afrodite, resumiu muito bem a diferença entre o sensível e o machão:

Um fala que você é especial, que tem certos sentimentos por você, que está torturado, que não consegue dormir. Está confuso.

O outro diz que gosta de você e quer te comer. Vem e come. E não fala mais nada. E dorme te abraçando a noite toda.

A situação está tão grave que esses dias vi um cara que se autodenomina cafajeste relatar o seguinte: “A garota tem a pegada e ainda sabia me elogiar”. Estranho, eu sou apenas um pouco mais velho do que ele, mas ainda sou do tempo em que “pegada” e elogios eram coisas importantes para mulheres. Não me lembro de nenhum amigo falando que sua mulher teve pegada e o elogiou, pelo contrário: adoramos quando elas se rendem à nossa pegada e se abrem com nossos elogios.

Enfim, com a entrevista, fiquei feliz por ter contribuído, de algum modo, para dissolver a idéia de que há “uma nova realidade masculina” exterior à nossa própria construção desse tal do “homem do século 21″ e também por criticar a suposição de que as mulheres buscam homens sensíveis, machões ou uma mistura de ambos. Além de, como sempre, deixar meu recado para os homens de plantão: conduza sua relação; não pergunte, ofereça; não tenha medo, avance sobre o feminino.

Leia a entrevista online na íntegra.

* Dedico a entrevista ao meu primo: um brutamonte de 17 anos que em breve fará sua primeira aula de dança de salão. Quer melhor imagem para o homem do século 21? Entre não dançar ou dançar sozinho, ele escolhe dançar com uma mulher. ;-)

** A imagem de capa mostra um homem de terno recolhendo pétalas de rosa do chão. Penso, contudo, que, se há um novo homem, ele não vem de um resgate das qualidades femininas (não, esse é o metrossexual sensível), mas de um resgate do masculino, agora sem a repressão e a cegueira que o acompanhava no passado. Ou seja, temos muito mais a aprender com o machão do que com o sensível.

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96 comentários »

  • Letícia

    Eu gostei, muito. Esse jeito leve de abordar temas que serão eternamente discutidos é muito gostoso de ler.
    Concordo com as confusões citadas, hehe e mais, acho que é esse o ponto: saber conduzir com carinho, é só isso! =)

  • lovecode/olhosbrilhantes

    Gostei, ficou bem legal.

    E, se pah, me ajudou com algo que tenho a resolver hoje. :]

    Ah, hoje tem jogo do SP. Só resolverei amanhã. O amor pode esperar!

  • Letícia

    Ei, olhos brilhantes, eu sou a favor de vc resolver isso hoje!

  • Lara

    Excelente! Não contive o sorriso durante toda a leitura; misto de satisfação ao reconhecer a coerência de tudo e esperança de que possamos prestigiar uma postura tão livre e libertadora assim…
    Vou repassar o link para amigos, claro. ;-)

  • Rafaella

    Gustavo,
    Acredito que assim como a mulher do século XXI tem novos sonhos e objetivos o homem contemporâneo segue na mesma linha.
    As pessoas estão mais interessadas em fazer o que gostam, com paixão, menos preconceito, pois tudo é possível independente de sexo, cor ou religião.
    Acho quadrado de mais a pessoa nascer e morrer do mesmo jeito, sem se reinventar, experimentar, se permitir…
    Sobre os dentes brancos, achei o legal, pois ela deve ter te deixado mais bonito e sem esforço algum, pois acabei de fazer um tratamento de clareamento chato e caríssimo.
    Adorei o trecho da dança e também sei que um homem para dançar tem que ser corajoso, pois não é para qualquer um… A música e a dança nos transformam nos integra, nos permite, satisfaz nossa alma. Sorte de quem é corajoso.

  • Maria Eduarda

    Segundo a revista nova, o Ubersexual.

  • Ick

    Uauu, entrevista maravilhosa, é um belo norteador, parabéns Gustavo!

    “Em vez de levá-la para jantar, ele pergunta se ela quer jantar, qual restaurante quer, oferece mil opções, tenta uma certa democracia medrosa em vez de oferecer um presente: “Ei, fique linda hoje à noite. Nós vamos em um lugar maravilhoso”. Toda mulher adora simplesmente ser mulher, ser rendida, ficar entregue e ser conduzida. Não ter de se preocupar com nada além de brilhar, dançar, sorrir e se abrir. Principalmente as mais independentes: elas querem chegar em casa e não ter de tomar decisão alguma!”

    É extremamente difícil agir desta maneira, queremos agradar, dar atenção e acabamos fazendo errado, dando margem a escolhas e escolhas.. ahh! Como isso é difícil, pois assim o faço por ser gentil, respeitar o espaço da mulher e agradar, pensando eu que assim estaria rendendo-a e permitindo que ela veja que não sou um típico ‘machão”.. Difícil isso hein!

  • Liliana

    Querido Gustavo,
    Muito obrigada.
    Beijos!

  • Letícia

    Ick, eu acho que é tudo uma questão de medida! Nem sempre precisa ser assim, mas uma surpresa desse tipo, vai agradar, com certeza! ;)

  • Melissa Slaviero

    Oi, Gustavo! Eu achei a entrevista interessante, mas ressaltaria alguns pontos de discussão… Acho generalizar sempre muito complicado e confesso que não me reconheci em algumas coisas, assim como não reconheci algumas amigas em certas idéias. Vamos lá:
    “Toda mulher adora simplesmente ser mulher, ser rendida, ficar entregue e ser conduzida”. Eu não gosto de ser conduzida. Já gostei, confesso, mas não pq gostasse disso em si, mas por pura carência, quase um complexo de electra. Com o tempo eu aprendi que um relacionamento bom, pelo menos pra mim, é aquele que as pessoas conduzem suas próprias vidas e entram em acordo sobre as coisas. Homem que marca SEMPRE o restaurante e toma SEMPRE a iniciativa é chato. Eu gosto de decidir o q fazer, aonde ir e etc.

    “Como qualquer animal, buscamos parceiros com os quais teremos mais chances de procriar filhotes de qualidade, fortes, saudáveis e com grande poder de seguir com nossa espécie, ou seja, se reproduzir.” Essa teoria é antiga e não tem mais nexo, pelo menos no meu caso. Só recentemente eu descobri que se alguma vez pensei em filhos foi por pura pressão social e não por desejo próprio. Agora já aceitei o fato de que não quero ser mãe e pronto. Quando entro num relacionamento busco parceiros que me falam crescer como pessoa e isso não tem a ver com procriação.

    “O que mais se reproduziu foram os genes do homem cafajeste”. Não acredito em teoria genética sobre comportamento, sério. Acho limitador demais e conheço vários exemplos que contestam isso.

    Tem um livro interessante, chama-se “A identidade cultural na pós-modernidade” e agora não vou me lembrar o autor… Ele fala justamente dessa abertura de possibilidades que a vida moderna oferece, a identificação com várias referências. Acho q isso, no fim das contas, vai além até da questão homem-mulher. Nós estamos nos recriando como pessoas. Beijos

  • Gabi

    Carambinha…. seus dentes estão brilhando MESMO!
    Parabéns pela matéria!
    Beijos beijos

  • jazz

    /Adoro essa revista. Parabéns pela entrevista.
    Sorte de mulheres que o encontram (o macho com pegada e que resgata a feminilidade da mulher e a respeita acima e apesar de tudo) e sabem-no valorizar como devem ser valorizados.

    Beijos Jazz.
    PS: acho que você é a fim de pegar o cafa…

  • Bia

    Adorei a entrevista! Pena que tem poucos homens assim ainda…Conheço os machões e os sensíveis… os que transcendem, só vc mesmo rsrs. Mas entre os dois primeiros eu fico com os machões. De sensível, basta eu.
    bjs

    P.S. Ver o cafa ser chamado de mulherzinha não tem preço! rsrsrs

  • Eterna apaixonada

    Valeu, Gustavo.

    Respostas fortes e sensatas!!
    Gostaria de destacar alguns pontos:
    - “Elas desejam uma energia masculina que libera sua energia feminina. Cada uma delas deseja um homem que a faça mulher.”

    - “Toda mulher adora simplesmente ser mulher, ser rendida, ficar entregue e ser conduzida. Não ter de se preocupar com nada além de brilhar, dançar, sorrir e se abrir. Principalmente as mais independentes: elas querem chegar em casa e não ter de tomar decisão alguma!”

    Perfeição com as palavras!!!

    Ah…e claro que adorei a parte “Ou seja, o novo homem bate na cara dela, a desrespeita, mas sem agressão alguma”

    Esse negócio de tapa na cara ainda vai pegar. Você deveria fazer uma campanha: Bata na cara da sua namorada/amante/parceira!!
    Eu queria mesmo era ver a cara da repórter depois que ela ouviu isso. Conta pra gente!!

    Beijos,

  • Flávia

    Ótimo!
    Esse trecho ilustra muito bem a situação de hoje entre homens e mulheres:
    “Em vez de levá-la para jantar, ele pergunta se ela quer jantar, qual restaurante quer, oferece mil opções, tenta uma certa democracia medrosa em vez de oferecer um presente: “Ei, fique linda hoje à noite. Nós vamos em um lugar maravilhoso”.
    Você, os que já sabem… deviam sair explicando, gritando aos quatro ventos:
    “Em vez de levá-la para jantar, ele pergunta se ela quer jantar, qual restaurante quer, oferece mil opções, tenta uma certa democracia medrosa em vez de oferecer um presente: “Ei, fique linda hoje à noite. Nós vamos em um lugar maravilhoso”. Toda mulher adora simplesmente ser mulher, ser rendida, ficar entregue e ser conduzida. Não ter de se preocupar com nada além de brilhar, dançar, sorrir e se abrir.”
    Homens também são incríveis, todos… e nós queremos conhecê-los, amá-los e fazê-los

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Melissa,

    Eu concordo com tudo o que você disse, mas veja: minha fala na entrevista é para mulheres e homens que estão buscando algo além dessa perspectiva ampla que você ofereceu.

    Ou seja, sim, nós estamos nos recriando como pessoas, sim, já superamos a carência e não queremos ninguém nos conduzindo, sim, já somos capazes de tomar decisões de modo autônomo, mas ainda assim alguns de nós tem pau e outros buceta. Fui claro? ;-)

    “Eu não gosto de ser conduzida. Já gostei, confesso, mas não pq gostasse disso em si, mas por pura carência, quase um complexo de electra.”

    Tem a mulher antiga que gosta porque não sabe. Tem a mulher nova que sabe conduzir e não precisa de homem. E tem a mulher sábia que joga pelo prazer da coisa: “Eu sei ir até lá, mas você bem que poderia pegar na minha mão e me levar, né?”. Eu quero ver essa mulher florescer, entendeu?

    Homens e mulheres não precisam uns dos outros. Mas estamos aqui um do lado do outro. Por que não brincar? E como a mulher brinca? Ela aceita a dança e faz o passo que o cara conduz. Como o homem brinca? Ele a convida para dançar e a conduz pelo salão.

    Isso não significa um cara chato que SEMPRE toma decisões. Claro que não! Significa apenas um cara que sabe jogar como HOMEM quando a polaridade feminino/masculino toma forma em uma situação.

    Um casal pode decidir democraticamente a compra de uma casa, de igual pra igual, sem polaridade. Mas, depois de comprada, talvez o cara prepare o quarto e a surpreenda, talvez ele a pegue no colo (ser pega no colo é o maior exemplo de entrega pois você anda com os pés do outro), talvez ele a domine e a conduza para orgasmos e sorrisos.

    Eu poderia ser filosoficamente rigoroso na entrevista e sequer falar em termos de homem/mulher, apenas em “seres” e “pessoas”. Mas não há pessoas, há sempre um homem ou uma mulher. E é isso que me interessa: o lado mais pragmático da coisa, não se minha teoria está correta ou não, mas o efeito que as palavras fazem no homem que a lê e depois encontra sua mulher.

    Eu busco contribuir para que os casais vivam de modo mais livre, lúdico, ousado e criativo, sem tanta dor, sofrimento e confusão. Eu não busco uma teoria sobre relacionamentos. Se buscasse, teria de abordar as coisas como você bem explicou, mas tal leitura não causaria a transformação que desejo ver nos olhos de meus amigos e nos meus também.

    Se as mulheres sentem que meu discurso trata o feminino como sendo inferior ou sem capacidade de autonomia (o que de fato não faz, mesmo como discurso), isso não me interessa. Pois o cara que ler e aplicar vai tratá-la de um modo que a arrebatará e a fará abandonar essas distinções todas. Ele vai elevá-la, valorizar seu feminino e realmente causar o inverso do que ela sentiu ao me ler. É isso o que importa. É isso que me deixa feliz.

    Ah, e quanto a você não gostar de ser conduzida, como você faz quando alguém te convida para uma salsa ou para um tango?

    Abração pra ti.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Eterna apaixonada,

    “Eu queria mesmo era ver a cara da repórter depois que ela ouviu isso. Conta pra gente!!”

    Ela me disse que adorou e que todas as suas amigas na redação também gostaram muito e ficaram felizes com a publicação.

    O lance do tapa na cara é um movimento secreto, não dá pra fazer campanha.

    HAHAHAHA

  • Liah

    Gustavo,

    Estou adorando ler seus textos, é impressionante a forma que você entende as mulheres.Eu sempre acabo concordando com você quando fala sobre o que queremos em um relacionamento.
    “Um dos grandes erros que os homens cometem é não conduzir uma relação. Em vez de levá-la para jantar, ele pergunta se ela quer jantar, qual restaurante quer, oferece mil opções, tenta uma certa democracia medrosa em vez de oferecer um presente: “Ei, fique linda hoje à noite. Nós vamos em um lugar maravilhoso”. Toda mulher adora simplesmente ser mulher, ser rendida, ficar entregue e ser conduzida. Não ter de se preocupar com nada além de brilhar, dançar, sorrir e se abrir. Principalmente as mais independentes: elas querem chegar em casa e não ter de tomar decisão alguma!”
    Como você consegue entender tudo q passa aqui dentro heim ?!!rs..
    BjOoO

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Como você consegue entender tudo q passa aqui dentro heim ?!!rs..”

    Liah, é porque as jogadoras do teu time não sabem guardar segredo.

    Basta uma noite de dança de salão e outra com um puta jantar para qualquer uma sair falando tudo sobre as táticas secretas do time feminino.

    Ainda bem que nosso time não quer ganhar o jogo. A gente só quer trapacear, jogar sujo e ver a carinha de vocês. Só isso. ;-)

  • mikavirkki

    Essa discussão me lembra de um livro escrito pelo Robert Bly, inspirado num conto dos Grimm, “Iron John”. É um dos melhores livros que li sobre esse tema.

  • liviaborges

    “Homens não brilham. Ponto.” Equivalente a dizer que homem tem que ter uma barriguinha…rsrs Adorei!

  • Liah

    Gustavo,

    Concordo com você.Realmente não guardamos segredos.Ora damos um toque, ora falamos abertamente o que queremos, mas nem todos conseguem entender com clareza todas essas informações que passamos.
    Quanto a trapacear e jogar sujo …que maldade heim.rsrs
    BjOoOo

    obs:Faz pouco tempo que conheço esse blog, estou devorando ele aos poucos e adorando cada post.Parabéns !

  • Binha

    Amei…………. simplesmente sem palavras.
    Realmente diz tudo e um pouco mais que uma mulher quer.Do início ao fim vc foi d+, poxa me vi feminina e conheci meu lado masculino, lendo detalhes que eu mesma temia e agora me rendi. Você escreve com seu lado masculino que melhor conhece o feminino forte de toda mulher que se nega a sua fragilidade, tentando ser uma Maria João como dizem por ai… encontramos mulheres escondidas em trages e atitudes masculas.

    “ser pega no colo é o maior exemplo de entrega pois você anda com os pés do outro” Que mulher não se permite ser feliz, tendo um homem ao seu lado, compreendendo que todos são inteiros que se completam e não metades que se juntam.

    Bjos

  • lis

    Nossa!!!

    Tô apaixonada,

    Encantada!!!!

    Adorei saber que esse homem que tanto procuro já existe
    e principalmente, existem homens caridosos q divulgam tal forma de agir!!!

    Já estou repassando a entrevista para todos os meus amigos, como vc não posso deixar esse pensamento com poucos, assim só poucas podem aproveitar tal bem. rsrs…

    ps.: adorei as comparações com a dança e principalmente o jogo sujo!!! rsrs…

  • Henrique Zanon

    Sempre aprecio a rara experiência de ter contato com vida inteligente. Este é um destes casos.
    Com palavras precisas e objetivas, o conceito foi claramente transmitido de modo que não agride o leitor e ao mesmo tempo não deixa de argumentar sem perder o foco ou fazer demagogia.
    Quanto ao que foi dito, concordo em gênero, número e grau. A sociedade cria mitos e analogias que, com o tempo, mal podem ser debatidos. O pior disso tudo é que essas ideologias circulam livremente e, não necessariamente, estão corretas. Pior, quase sempre são idéias distorcidas da realidade.
    O conceito do homem sensível, que para mim, particularmente, é um gay que não se descobriu, soa como uma “lenda urbana”. Não que a sensibilidade seja ruim, pelo contrário, a sensibilidade é que nos faz perceber que as coisas estão erradas, sem, no entanto, nos tirar a visão e nos tornar cegos.
    Meus parabéns ao Gustavo, de coração!

  • Rafaelle

    Olá Gustavo!

    Tudo bem?
    Gostei muito da sua matéria! Mas, eu, como uma mulher independente, tenho um comentário a fazer em relação à sua afirmação abaixo:

    “Toda mulher adora simplesmente ser mulher, ser rendida, ficar entregue e ser conduzida. Não ter de se preocupar com nada além de brilhar, dançar, sorrir e se abrir. Principalmente as mais independentes: elas querem chegar em casa e não ter de tomar decisão alguma!”

    Discordo quando você diz que “a mulher adora simplesmente ser TAMBÉM conduzida… Principalmente as mais independentes.”
    Conduzida??? Eu, particularmente, não gosto de ser SEMPRE conduzida. Muitas vezes gosto de conduzir a relação e as ações do casal, também. Acho que deve ter um equilíbrio entre as duas partes, em relação a essa questão de condução. Pois creio que isso leva ao controle.

    No mais, aqui vão os meus parabéns à você, porque é muitíssimo difícil encontrar um homem a fim de abordar sobre relacionamentos. O grande X da questão, no quesito convivência harmoniosa, hoje em dia.

  • PRB

    (primeira vez por aki)
    oia, gostei mto do texto, da entrevista..
    nao vi nada significante em q discordo..
    mas com tranqüilidade eu digo:
    nao há (generalizando)homens q superam a linha de sensíveis e machões.. ou eles sao sensíveis bobos ou sao machões idiotas e normalmente esse ultimo costuma fazer mais o papel do “nao-culto”…
    fico feliz por textos assim.. qnto mais informaçao dessa especie.. levantando essa bandeira.. mais mudança haverá … pois “o conhecimento eh libertador”…
    enqnto issu espero a mudança, rsrsrs

    parte q resolveria 90% dos problemas: “Se eles prestarem atenção no que elas dizem e tentarem argumentar, terão problemas. Se focarem no que elas sentem e em como se comportam, eles pegarão em suas mãos e tudo ficará bem.”

  • Silvana

    Então…não é a toa q dizem q mulheres são de marte e homens são de venus! Fala sério!! Eterna discussão!
    Beeeeijo pessoas

  • mimi

    Olá, Adorei a matéria, e dx aqui minha opinião: Gosto dos machões q são sensíveis, enfrim 1 misto dessa mistura é td de bom….

  • sandra

    Adorei a matéria, estamos a procura de homens com 50% de alma feminina

  • carlos magno

    Sensacional sua reportagem (mensagem). Sim dançar é bom, não importa se a pessoa dança muito bem ou não. Dançar sózinho. Dançar acompanhado
    mesmo que separado. Só que dançar agarradinho tem sabor diferente. Quanto a sua opinião de que o homem é que tem que ter pegada e a mulher sentir-se dominada e entregar-se, ora é mesmo que a flor do jardim quando é colhida por um jardineiro que sabe como tratá-la. Ele (jardineiro) tem zelo, tem cuidado, ama seu perfume, acaricia suas pétalas macias e sedosas, sabe que alí há espinhos, mas nem por isto deixa de admirá-la. É isto.

  • Lívia

    olá gustavo!

    adorei a entrevista, mas o que, na minha opinião, acho mais engraçado nos homens é a necessidade de mostrar superioridade quando o assunto é sexo.

    não sei se vou conseguir me fazer entender, mas vocês admitem perder o conforto de não ter que cozinhar/lavar/passar/cuidar das crianças, uma vaga de emprego, um melhor salário, perder nas decisões de qual casa, ou até mesmo qual carro comprar, entre outros… mas jamais admitem perder o controle…

    o que os homens consideram um grande trunfo é o que você mesmo disse “A gente só quer trapacear, jogar sujo e ver a carinha de vocês. Só isso. ;-)”

    A satisfação do homem em “jogar sujo/trapacear” para fazer uma mulher se abrir é incompreendida e até repudiada pela maioria das mesmas.

    Parece que o apse masculino é quando o cara vê a mulher perdendo o controle nas mãos dele… devido a “pegada”, a potência, a qualidade ou coisa que o valha, que ele proporcionou…

    O homem é tão vidrado nisso, que não se permite perder o controle nas mãos de uma mulher.. se o homem curtisse o sexo sem essa preocupação, veria que a sensação é melhor do que a patológica necessidade de inflar o ego vendo que ela gozou porque você é “bonzão”..

    o dia que os homens colocarem isso em prática, estarão se encontrando no séc XXI!

    beijos!

  • Silvio

    Como sempre, um texto idiota escrito por um idiota para tratar de um assunto muito sério. Parece que a idiotice toma conta da população brasileira. Mas também não é de se espantar, todos assistem BBB 9, quer coisa mais idiota (o BBB9 e quem assiste)? Mas voltando ao tema central, as pessoas são o que são. Quem disse que se deve ser assim ou não assim. Quem autorizou esse cara a traçar o perfil do que é certo, do homem certo? Ainda bem que existe a praia de Ipanema (Rio de Janeiro) onde todas as tribos convivem sem problemas, meu refúgio a tanta besteira, como essas “ditas” por esse bobão. Aliás, Brasília só é a capital política, pois a intelectual, a formadora de opinião está no Rio de Janeiro (para nós, Rio). Somos um país cercado de “sub-pensantes” (desrespeitando mesmo as novas regras) por isso somos subdesenvolvidos.

  • caio

    Olha, o Gitti já tá até dando entrevista em revista feminina.
    O novo homem hoje é mais dissimulado que as mulheres, tudo é muito bem estudado e planejado.
    Eu sei de caras que ficam discutindo qual o melhor restaurante e ou programa pra conseguir deixar a mulher mais apaixonada por ele.

    Esses homens de hoje em dia são grandississimos filhos da puta isso sim haha.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Livia, é isso mesmo!

    Estou escrevendo um texto sobre impotência masculina (em todos os âmbitos) e vou falar sobre a relação do homem com o feminino, sobre o fato da maioria de nós não conseguir realmente relaxar no feminino, receber uma longa massagem, respirar fundo, repousar e se entregar, ou seja, algo que não abordei na entrevista.

    Posso usar seu comentário anonimamente?

  • Ana Cláudia

    Não creio que os machões tem seu lugar no século XVI, pelo menos não no meu caso, eu saio correndo de perto deles. Fico apenas com os que são dignos de serem chamados de homens, fico com os DRURYS da vida e os sensíveis, os que não precisam mostrar nada para ninguém devido a alto-confiança que carregam com si próprios. Prefiro meu amigo gay que come outro amigo, a um homem que come como um gay uma mulher. Acho que disse tudo. Afinal o mundo eh de canos sujos também.

  • PAULO CHAVES

    Achei muito legal esta matéria,pois sempre acreditei que um homem necessariamente não precisa ser um troglodita para ser homem, hoje em dia com toda a liberação feminina,internet e globalização nos rondando fazendo o mundo estar a um click de vç é muito importante que todos tenhamos novas posturas diante destas mudanças,mas sem esquecermos que HOMENS e MULHERES possuem diferenças em vários aspectos e se bem trabalhadas podemos viver em perfeita Harmonia e talvez assim os casamentos possam durar mais pois com estas mudanças de ambos os sexos ao nos adaptarmos e respeitarmos estas evoluções com certeza fica mais fácil vivermos felizes e que sabe até para sempre.

  • Verônica Glix

    Gustavo,

    Acho que realmente você tem uma boa leitura da alma feminina… Nada melhor do que um homem com jeito (gosto e cheiro) de homem, que conduza as situações com segurança e desenvoltura, e que ao mesmo tempo tenha o tom certo para fazer com que a mulher se entregue sem se sentir violada no sentido mais amplo do termo.

    Vou colocar um post para você no meu blog (www.veronicaglix.blogspot.com) assim que der.

    Beijos,

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Quem autorizou esse cara a traçar o perfil do que é certo, do homem certo?”

    Foram os homens que não aguentam mais ouvir seus amigos reclamando, sofrendo, se confundindo, batendo cabeça.

    Os próprios homens que batem cabeça, como eu.

    E as mulheres que estão cansadas de suas relações mornas, sem criatividade, sem direcionamento, sem condução lúdica, com o cara em cima do muro ou simplesmente jogando o videogame e vendo a vida passar.

    Se eu acerto ou não na abordagem, não sei. Mas minha motivação é fazer algo. Não se trata de traçar o perfil, nem do que é certo, mas de apontar possibilidades, só isso.

    E você? O que tem a dizer a tais mulheres e homens cansados? Adoraria saber seus pensamentos.

    Abraço pra ti.

  • Leonardo

    Não, não e não. Não me venham com essas tretas de que as mulheres gostam disso ou daquilo. As mulheres não sabem o que querem e ponto final. Por isso estamos nessa confusão. Elas querem o homem perfeito mas a idéia delas de “homem perfeito” muda a cada 5 minutos…

  • Gustavo Gitti (autor)

    Leonardo, acho que não estamos convivendo com as mesmas mulheres. Sério que acha isso?

    As que conheço já desistiram da idéia de “homem perfeito” (ok, algumas carregam um pouco dessa esperança), sabem muito bem o que querem num homem e sabem reconhecer (e recompensar… hahahah) quando encontram.

  • Carlos Alvares

    PRB e outras,

    Na verdade a maioria absoluta das mulheres NÃO CONHECE O HOMEM E em muitos casos elas mesmas. Daí é possível verificar onde vai parar.

    O homem em regra é objetivo e a mulher subjetiva. Portanto esta história de querer que o homem perceba que você está QUERENDO it em tal lugar é coisa de filme de ficção com telepatia. Esqueçam, o homem não tem bola de cristal. VOCÊ PRECISA SIM FALAR O QUE SENTE E O QUE QUER. Se a mulher que em rregra é subjetiva e não PERCEBE UM PINGO SEQUER DAS NECESSIDADES (sim, nós TAMBÉM temos várias necessidades. Vocês sabem quais???) DOS HOMENS, querem que nós advinhammos o que você pensa a noite antes de dormir ou diz em segredo para sua amiga. NÃO, não vamos descobrir.

    Não existe receita, cada mulher é de um jeito.

    Mas sempre digo, se você quer conhecer um homem, “ESTUDE-O”. Ficar ac reditando em sua amiga e no que ela diz é equivocado. ELA, SUA AMIGA, sabe tanto de homem quanto você, ou seja, praticamente NADA. Então na dúvida sobre homem fale com um HOMEM (coloquei em maiúsculo pq não é para perdir opinião de moleque e sim de cara maduro).

    Engraçado quantas vezes quis conversar sobre algum problema da relação e algumas mulheres não quisseram. Então, na minha opinião, esta conversa de o homem não gosta de falar sobre relação (e a mulher sim.rsss), sentimentos não é absoluto. Tem homens que gostam de conversar e mulher que não e vice versa.

    Detalhe, homem também gosta de ser seduzido. EXPLICO, seduzido não no sentido de conhecer o cara hoje e convidar ele para ir ao motel. NÃO!!!. Isso não é sedução.

    A grande questão é que a maioria das mulheres não foram “”treinadas”" para seduzir. NÃO SABEM FAZER ISTO. E tem vergonha, pq acreditam que o cara vai pensar isso ou aquilo dela. NÃO VAI PAENSAR NADA se você seduzí-lo. Lembre-se, convidar nós para irmos ao motel no primeiro encontro, NÃO É SEDUÇÃO.

    Para terminar a um probleminha no meio do caminho da mulher. OPS, na verdade, UM PROBLEMÃO difícil de equacionar. A CARÊNCIA AFETIVA, SEXUAL, DE ATENÇÃO, ENFIM CARÊNCIA EMOCIONAL. Esta, só com anos de terapia ou com o passar de muitos anos de amadurecimento. Conheço muitas mulheres, inteligentes, bonitas, interessantes, mas com baixa auto-estima e EXTREMAMENTE CARENTES. Isso faz com que elas sofram e muito. Perdem o controle e descambam para o ridículo ou são daquelas que não conseguem VIVER SEM HOMEM. Estas são presas fáceis para os babacas de plantão.

    Abçs

    Carlos
    berodriguess@yahoo.com.br

  • A LM A

    “Ser um Homem feminino, não fere o meu lado Masculino.”
    (Doce Caetano)
    É isso! queremos homens que nos realcem o brilho dos olhos, dos labios, de nossa aura.
    Falo do “Homem de respeito. nem principe sensivel, nem Ogro machão.

    50% da pra cada. É Tudo!!!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Carlos, acho estranho colocar o par subjetivo/objetivo em relação com feminino/masculino. Muito estranho.

    “VOCÊ PRECISA SIM FALAR O QUE SENTE E O QUE QUER.”

    Esqueça. Isso não vai acontecer e nem precisa. Cabe a você estabelecer outra comunicação que não a discursiva. Aí você vai ouvir sem que ela fale. Venho falando muito disso por aqui.

    “A grande questão é que a maioria das mulheres não foram “”treinadas”” para seduzir. NÃO SABEM FAZER ISTO.”

    Não sei com quais mulheres você se relaciona. Eu acho que, exceto as mulheres que se fecharam à vida e perderam o brilho, todas as mulheres nos seduzem naturalmente.

    Às vezes elas estão apenas com dor no pescoço, viram a cabeça de lado, cerram os olhos e pronto, a gente é fisgado, sem que elas percebam. Tudo muito natural, sem esforço. Ou quando dançam, meu deus! O que é uma mulher dançando nos nossos braços, me diz?

    Carência é problema de homens e mulheres. Não só das mulheres.

    Abração pra ti. Obrigado pelo comentário.

  • Tati

    Olá Gustavo!

    Acredito que matérias como essa deveriam ser publicadas mais vezes, assim nos ajudam a tentar melhorar pelo menos os homens que adoram ler!

    Hoje em dia é muito dificil achar homens meio termo, nem tanto o Céu e nem tanto a Terra…rs

    Acredito que nem todas as mulheres estão exigentes assim, mas está cada vez mais dificil encontrar homens legais.

    Adorei a matéria!

  • Gustavo Gitti (autor)

    “As mulheres não sabem o que querem e ponto final.”

    Leonardo, esqueci de complementar: às vezes elas fingem indecisão em relação a que prato escolher no restaurante ou a que rumo tomar na vida.

    Essa indecisão não é problema, é manha, é charme. Em vez de se irritar ou reclamar, apenas se divirta, se delicie.

    Entrega e condução é jogo, é ação lúdica, é prazer, é brincadeira entre adultos. Não significa perda de autonomia, submissão, nada disso. Elas fingem indecisão, a gente sugere algo e elas topam. Quem manda? Quem decide? Ninguém ou ambos, mas na verdade é o mistério que faz com que um esbarre no outro e dias depois coloca os dois nus, suados, um em cima do outro. Quem decide é o mistério, sempre. E ele parece ser bem sacana e irônico. ;-)

  • Cintia

    De acordo com o exposto pelo Sr. Silvio:

    “Como sempre, um texto idiota escrito por um idiota para tratar de um assunto muito sério. Parece que a idiotice toma conta da população brasileira. Mas também não é de se espantar, todos assistem BBB 9, quer coisa mais idiota (o BBB9 e quem assiste)?… Ainda bem que existe a praia de Ipanema (Rio de Janeiro) onde todas as tribos convivem sem problemas, meu refúgio a tanta besteira, como essas “ditas” por esse bobão. Aliás, Brasília só é a capital política, pois a intelectual, a formadora de opinião está no Rio de Janeiro (para nós, Rio)“.

    O que dizer quanto a idiotice de alguém que se contradiz ao bater no peito em afirmar que a capital intelectual está no Rio, formadores de opinião, quando o próprio BBB é campeã de audiência e toma palco nesta cidade “tão intelectualizada“? Quem autorizou esse cara a tal afirmação, heim?!?!

    O sábio não é aquele que nos fornece respostas verdadeiras, o sábio é aquele que nos oferece perguntas verdadeiras. – Lévi Strauss

    O sábio reage com inteligência a tratamentos não inteligentes – Lao Tsé

    Tolice não é confrontar um idiota; tolice é deixá-lo à vontade para espalhar a sua `idiotice`. – Eu mesma!

  • Cintia

    MULHER DE RESPEITO: NEM PRINCESA, NEM BRUXA DE VASSOURA.

    MULHER, jamais permita…

    Jamais permita que algum homem te escravize,
    você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.

    Jamais permita que o teu coração sofra em nome do amor,
    amar é um ato de felicidade, por que sofrer?

    Jamais permita que teus olhos derramem lágrimas,
    por alguém que nunca te fará sorrir!

    Jamais permita que teu corpo seja usado em abuso,
    saiba que o teu corpo é a moradia do espírito,
    por que mantê-lo aprisionado?

    Jamais permita ficar horas esperando por alguém,
    que nunca virá, mesmo tendo prometido!

    Jamais permita que o teu nome seja pronunciado em vão
    por um homem que nem sabe se tem nome!

    Jamais permita que o teu tempo seja desperdiçado,
    por alguém que nunca terá tempo para você!

    Jamais permita ouvir gritos em teus ouvidos,
    o amor é o único que pode falar mais alto!

    Jamais permita que paixões desenfreadas,
    tirem você de um mundo real, para outro que nunca existiu!

    Jamais permita que os outros sonhos desvirtuem os seus,
    fazendo-os virar um grande pesadelo!

    Jamais acredite que alguém possa voltar,
    quando nunca esteve presente!
    Jamais permita emprestar teu útero,
    para gerar um filho que nunca terá um pai!

    Jamais permita viver na dependência de um homem,
    fazendo crer que você nasceu inválida!

    Jamais permita que você fique linda e maravilhosa,
    para esperar um homem que não tenha olhos para te admirar!!!

    Jamais permita que teus pés caminhem
    em direção de um homem, que só foge de você!

    Jamais permita dor, tristeza, solidão,
    ódio, ressentimento, ciúme, remorso,
    e tudo que possa tirar o brilho dos teus olhos,
    fazendo enfraquecer a força que existe dentro de você!

    Jamais permita que você mesma
    perca a dignidade de ser MULHER,
    e acima de tudo, a dignidade de SER HUMANO!!!

    Contos de fada já não nos convencem mais.

    Mas, vamos dar um desconto pra nós mulheres. Esses contos de fada não foram frutos da nossa imaginação, mas histórias que foram incutidas nas nossas cabecinhas ingênuas desde que éramos as princesinhas-do-papai. Que mundo vamos criar nas nossas lindas cabecinhas vendo a Gata Borralheira, Branca de Neve, Chiquititas, e quem diria, até nos dias de hoje esses filminhos da Xuxa em Sonho de Menina… quanta idiotice que enfiam nas nossas pobres cabecinhas, quanta fantasia de faz-de-conta, quanta cultura inútil, pra não dizer negativa e prejudicial à uma boa formação psicológica das mocinhas.

    Qual de nós não ouviu desde menininha: se vc não for boazinha, papai e mamãe não vão gostar de vc… se vc não for uma menina ajeitadinha, não vai arrumar namorado… se vc não se comportar, vai ficar mal falada e ninguém vai te querer… se vc não for uma moça atraente vai ficar encalhada… se vc não souber segurar seu marido, vai levar chifre… e depois de levar tudo isto ao pé-da-letra, somos usadas e abusadas, ruem-se os castelos, desfazem-se os sonhos.

    Olha só o caso do Principe Charles, de onde ele possui algo de principesco? Porisso, Lady Di, admirável mulher, despertou do seu encanto e preferiu um simples mortal do Dodi Al Fayed, tão mortal que morreram juntos em 31 de agosto de 1997 : em uma de suas cartas que foram apresentadas ao tribuna que investigava o acidente, Diana escreve “Escrevo com todo o amor do mundo e como sempre cheia de gratidão por trazer tanta alegria ao meu coração e à minha vida”. Qual homem será que ela se referia: ao príncipe des-encantado ou ao simples plebeu mortal?

    Mas falemos de coisas agradáveis, não de príncipes ou ogros, mas desses homens notáveis, sabidamente maduros, experientes, vividos, resolvidos, que sabem o que querem, de onde vieram, onde estão e pra onde vão, justamente por saber que é mortal, e porisso trata de viver de forma autêntica, plena e verdadeira… fazem suas escolhas e assumem o que fazem!!!

    O homem sabidamente maduro é aquele que tem consciência do seu charme mas sabe que não precisa usar os outros para se auto-afirmar, sabe ser forte e também ser sensível. É esperto, sabe bem o que dizer, o que fazer, a hora certa de dizer, quando calar, tem a sua eloquência e tem paciência. Sabe cativar, sabe conquistar sabe ser presente sem precisar se mostrar. Troca a quantidade pela qualidade o que, cá para nós, sai ganhando de longe!

    A mulher que conseguir conhecer e reconhecer o homem maduro, terá ao seu lado um companheiro de todas as horas, um apaixonado romântico, um amante paciente e eficiente, um amigo, um confidente, um homem cheio de surpresas, que pode chorar junto de um filme triste, como pode chorar ao reconhecer sua culpa por uma decisão errada. Sabe ser humilde ao pedir perdão, mas também sabe fazer por merecer e não mais trair a nossa confiança.

    Príncipe nunca mais; eu quero mais é um simples mortal que sabe como ser encantador! Somos nós mulheres, demasiadamente exigentes? Uma vez, eu mesma recebi esta crítica do meu, na época, marido de 21 anos. Ao que respondi: não exijo nada além daquilo que vc próprio cobre de mim…

    Sábia colocação do nosso autor Gustavo Gitti:
    As que conheço já desistiram da idéia de “homem perfeito” (ok, algumas carregam um pouco dessa esperança), sabem muito bem o que querem num homem e sabem reconhecer (e recompensar… hahahah) quando encontram.

    Eu comigo aqui, privilegiada em ter uma vista panorâmica daqui do alto dos meus 50 anos de idade, digo-lhes a todos, a toda essa geração de homens e mulheres de hoje:

    - MULHERES DE RESPEITO: busquem sim, a igualdade de direitos (eu disse de direitos e não de inversão de valores), mas sem jamais perderem sua dignidade de MULHER!

    - HOMENS DE RESPEITO: é muito simples… respeitem suas mulheres, e… enfatizando o nosso Gustavo, serão recompensados!

    8 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER

    Objetivo da Data
    Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

    Conquista das mulheres:

    - O direito ao trabalho fora do lar;
    - O direito ao voto (1932);
    - Nos esportes (1924);
    - Entrar no mercado de trabalho;
    - Poder matricular-se em curso Superior
    - Poder ser eleita para o governo;
    - Evitar a gravidez (com contraceptivos);
    - A mulher casada passa a ter os mesmos direitos do marido no mundo civil;
    - É livre para adotar ou não o sobrenome do marido;
    - Divórcio!

    Com toda essa história de luta e conquista, no entanto, não podemos esquecer que o coração de uma mulher é o que faz o mundo continuar girando!

    São as mulheres que geram a vida, não à toa que são elas que dão à luz. Têm grande compaixão mas lutam por seus ideais. São maternas e são fraternas. As mulheres são admiráveis, e se têm um defeito, é que tendem a esquecer-se de si mesmas em benefício dos que amam. Seu coração é do tamanho do seu amor. Não obstante a todas as agruras de sua condição sempre sofrida, sempre desfavorável, sua capacidade de amar e acreditar na vida é continuamente renovada… PQ AFINAL DE CONTAS, SABEM QUE UM DIA SERÃO RECOMPENSADAS.

  • Paula

    “Eu sei ir até lá, mas você bem que poderia pegar na minha mão e me levar, né?”.

    PERFEITO!
    Queremos mesmo um homem que aja como homem! Sabemos como fazer, mas gostamos de ser cuidadas. Não tratadas como incapazes e sim tratadas com carinho e respeito. No texto ficou MUITO CLARO que agir como homem não é agir como um brutamontes. Pelo menos ficou claro pra mim.

    “Como qualquer animal, buscamos parceiros com os quais teremos mais chances de procriar filhotes de qualidade, fortes, saudáveis e com grande poder de seguir com nossa espécie, ou seja, se reproduzir.”

    É EXATAMENTE ISSO!

    Ainda que inconscientemente, buscamos escolher os melhores parceiros de acordo com a nossa representação da realidade e do que é “ser melhor”.

    Neste caso o mais forte não significa necessariamente músculos. Significa o mais adaptado às condições do ambiente. Se um ambiente é uma academia de jiu-jistu POR EXEMPLO, o mais adaptado não é o nerd magrelo que nunca deu um soco na vida.

    Se uma mulher gosta de dominar (e aí concordo que estará exercendo o papel do masculino), o mais adaptado para ela será um homem passivo e submisso (que irá exercer o papel do feminino)… Isso está CRISTALINO no texto e no blog todo praticamente!

    Ah, mas e o meio termo? E os direitos iguais? Blábláblá…..Bullshit!
    No final das contas, uns continuam com pênis e outras com vaginas (plagiando o Gustavo, mas sendo um pouco mais feminina e comportada…rs*). Não dá pra ser igual!

    E mais uma vez, NÃO É REGRA! Em alguns momentos é até divertido inverter o jogo, um assume o papel do outro. Mas no fim das contas… queremos ser femininas e queremos um homem masculino ao nosso lado!

    P.S. O “carioca” Silvio foi muito infeliz nas colocações. Só quero deixar claro que nem todos são assim aqui no Rio.

  • Taylor

    Qual é o tipo ideal?

    Ser romantico no jantar puxando-lhe a cadeira para que se sente, abrindo-lhe a porta para descer do carro não é nada dificil e na maior parte das vezes muito agradavel.
    Decidir um bom lugar para jantar é algo importantissimo. Um lugar bom não é aquele que tens que comer utilizando uma série de utensilhos mas aquele que respeite a pessoa que estás convidando. Um lugar que não cause constragimento nem a você não a mulher convidada.
    Dançar é algo fantastico mesmo que não saiba acompanhar todos os passos. Dominar e ser dominado é o ponto mais importante.

    Terminar uma noite de encontro é sair sutilmente ao tipo gentleman e incorporar o garanhão. Essa é uma das formas de fazer com que sua parceira se sinta a vontade e possa sentir-se amada, mulher de verdade e colocando em ti toda sua confiança.

    Qual é o tipo ideal?

    Ser romantico no jantar puxando-lhe a cadeira para que se sente, abrindo-lhe a porta para descer do carro não é nada dificil e na maior parte das vezes muito agradavel.
    Decidir um bom lugar para jantar é algo importantissimo. Um lugar bom não é aquele que tens que comer utilizando uma série de utensilhos mas aquele que respeite a pessoa que estás convidando. Um lugar que não cause constragimento nem a você não a mulher convidada.
    Dançar é algo fantastico mesmo que não saiba acompanhar todos os passos. Dominar e ser dominado é o ponto mais importante.

    Terminar uma noite de encontro é sair sutilmente ao tipo gentlman e incorporar o garanhão. Essa é uma das formas de fazer com que sua parceira se sinta a vontade e possa sentir-se amada, mulher de verdade e colocar em ti toda sua confiança.

    Tão importante quanto as preliminares e uma ótima noite juntos são os momentos após, onde devemos deixar o tipo garanhão o incorpara novamente o gentleman.

    Assim como o Gustavo, acreditem. Podemos e devemos adotar os dois tipos de comportamento.

    Abraços,
    Maykon

  • fernando

    Gustavo,

    Muito bom o texto, e, na verdade, perturbador, pois coloca aos homens o desafio de entender a alma feminina… Bom, melhor encarar este desafio de forma positiva.

    Um ponto em que não concordo (se entendi certo): As mulheres não querem um homem que decida, mas que proponha, e que mostre poder decisão, QUANDO ela não quer decidir… mas elas querem ter sempre o direito a veto.

    O jogo da sedução, na maioria das vezes, consiste basicamente em um homem insistindo e uma mulher dizendo não. Uma mulher não quer escolher o restaurante, mas quer que o homem proponha, para ela poder dizer “ah, este não.” :) Isso pode ser muito irritante para um homem, a menos que, como você mesmo disse, com outras palavras, vejamos isso como um jogo. Também é frustrante para uma mulher quando o homem pergunta a ela o que ela quer. Ela quer que ele advinhe! É isso mesmo!

    (Colega de gênero: Experimentem com uma amiga ou pretendente deixar elas escolherem, e vejam a aflição dela, seguida de alívio, quando você propôe, mesmo se ela não gostar da sugestão.)

    Eu sei que o cenário acima é uma caricatura, um estereótipo, uma generalização, mas acho que dá para ilustrar o que acontece a maioria das vezes…

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fernando,

    Obrigado! Você explicou MUITO melhor do que eu. Vou usar essa abordagem daqui pra frente.

    Quanto comecei a falar em condução na Cabana PdH, de modo mais aprofundado e com práticas específicas, muita gente achou que eu estava falando de CONTROLE. Mas é exatamente o que você disse: propor dentro do jogo amoroso.

    A condução na dança de salão não é o controle, é a SUGESTÃO. Você levanta o braço sugerindo que ela gire, você empurra levemente a mão sugerindo que ela mova o corpo todo. É sutil e cabe a ela o movimento, nunca a você.

    Há muitas situações que não exigem a polaridade feminino/masculino, mas sofremos quando ela se impõe e nós nos confundimos ou nos irritamos ou nos deprimimos com a posição feminina em vez de atuarmos a partir da posição masculina.

    O segredo, sempre enfatizo isso na Cabana PdH, é se DELICIAR com as movimentações de uma mulher. Quando ela vem gritando em dia de TPM ou quando ela vem engatinhando durante um striptease, não somos fisgados, apenas sorrimos por dentro (ou por fora também) e nos deliciamos com o que ela nos oferece, respiramos aquilo com um olhar malicioso, impassíveis – seja a emoção que for, qualquer energia, qualquer som ou gesto.

    Isto desarma todas as mulheres. Não resolve nada, mas retira o sofrimento desnecessário no qual muitas vezes caímos sem querer.

    Abração pra ti e obrigado!

  • lis

    Gustavo, você existe???

    Estou sinceramenrte desconfiada q vc é uma criação de um grupo de pessoas, ong ou qq coisa do tipo para fazer com que os homens se joguem cada vez mais nos relacionamentos e se reconheçam nessa nova realidade social. E q as mulheres possam se descobrir, se “libertar” se sentindo cada vez mais radiantes.

    Não estou brincado!! Falo sério cada comentário, cada resposta sua faz minha desconfiança almentar. Como pode um cara da sua idade, sim pq vc é relativamente novo, conhecer tanto da alma feminina????

    De qualquer forma a conspiração que te criou(juntando como um mosaico os mocinhos mais cafajestes, sedutores e inteligentes de comédia romantica) está fazendo um bem na divulgação da discuberta da alma faminina.

    bjs, lis.

  • Gustavo Gitti (autor)

    HAHAHAHHHAHAHHA

    Ri alto aqui agora!

    Sim, Lis, somos 54 pessoas agora.

    Na verdade, é uma seita religiosa. Queremos a iluminação e sabemos que as mulheres são o teste último.

    Então, quando um homem vem querendo comer muita mulher, o instruímos a meditar e a fazer algumas práticas de transformação. Com uma motivação errada, ela começa a fazer, mas em pouco tempo a motivação muda, o foco nas mulheres deixa de ser prioridade nº1 e ele passa a ser um homem quase iluminado.

    Mulheres são Buddhas vivos. Elas nos fisgam como ninguém. Nos atraem como nenhum outro ser ou objeto conseguiria. E podem nos fazer sofrer como nunca.

    Ainda não sei se o teste último será 24h de sexo com incontáveis mulheres (reagiu, perdeu a liberdade, foi fisgado, gozou, já era) ou se será uma traição daquelas além de toda crueldade, sua mulher tendo um filho com seu melhor amigo ou algo do tipo.

    Mas não conta isso pra ninguém, ok?

    hahahahah

    Beijo.

  • lis

    Eu sabia!!! rsrsrs….

    MAs tudo bem, consigo gurdar segredos!
    ;)

  • caio

    @lis
    Até que enfim alguem parece que me entendeu.
    eu tenho dado inúmeras dicas de que somos todos os novos cafajestes.
    mas vocês meninas estão mais preocupadas em admirar algumas palavra do que em ver o todo.

  • caio

    Esse aqui é só pra receber os coments por e-mail.

  • Michelle Machado

    Olá Gustavo!
    Meu nome é Michelle. Sou uma recém Bióloga, faltando pouco para formar em Design de Ambientes. Mineirinha, de 26 anos.
    Navegando pela net, deparei-me com sua entrevista e fiquei extremamente comovida!
    Você conseguiu dizer tudo que pensava mas não conseguia verbalizar, sobre homens e mulheres…Me vi “desnuda” em cada palavra, e quando mais lia no blog, mais esse sentimento se agigantava…
    Um HOMEM, falando de alma feminina???
    E pior (ou melhor), com maestria…
    Surpreendente…surpreendente!
    Um grande abraço!
    Michelle

    Obs: Adorei as dicas musicais!!! :-)

  • Letícia

    heheh É engraçado que desde que o mundo é mundo, os homens são cafajestes e as mulheres são “enganadas” por eles!

    É parte do jogo deixá-los acreditar que são os mestres da situação, enquanto o poder de decisão é sempre da mulher. Sempre.

    Sabemos que os homens são cafajestes, mas gostamos de nos fazer de desentendidas! ;)

  • Taylor

    Oi Leticia

    Acredite, não todos os homens são cafajestes.

    Reflita sobre minha história.
    Aos 14 anos de idade me apaixonei por uma garota 12 anos (minha esposa), na qual não pude namorar até que ela completasse seus dezessete.
    Neste meio tempo, não rolou nada pois eu era amigo de seus pais e prezava muito sua confiança.

    Vivia cada dia contando cada segundo, esperando cada momento só para poder vela em sua varanda e no colégio onde era o unico lugar que conseguiamos falar de nossos sentimentos.

    Casei me com ela aos 20 anos depois de 2 anos 1/2 de namoro.

    Hoje aos 25 anos sou pai de meu primeiro filho que encheu de alegria meu coração.

    Tenho tudo que um homem possa ter desejo de adquirir em sua vida. Carro importado, casa própria, saúde e acima de tudo minhas preciosidades ” minha esposa e meu filho”.

    Acredite, existem homens assim como mulheres que sentem ainda amor.

    Abraços
    Taylor

  • Taylor

    Corrigindo.

    Ela tinha dezesseis……

    Abraços,

  • Letícia

    Mas eu nunca duvidei disso, aliás, tenho certeza! :)

    Quando eu disse cafajeste, não foi no sentido “todo ruim” da palavra, me referi ao jogo da conquista, como disse o Caio: “tenho dado inúmeras dicas de que somos todos os novos cafajestes”, got it? Por isso nos fazemos de desentendidas…

    Que bom que o amor sorriu pra vc assim, de primeira!

  • Alessander Guerra

    Gitti a entrevista ficou muito boa! Você mandou bem e creia que se dedicou, sim.

    Para mim a palavra respeito é que norteará esses novos rumos. Enquanto o ser humano (masculino ou feminino) não respeitar o outro com todas as suas diferenças – e pelos comentários de vários blogs vejo muitas grosserias e ataques entre ambos os sexos – será impossível uma convivência e todos continuaremos perdidos.

    abs e parabéns
    Alessander Guerra
    http://www.cuecasnacozinha.com

  • Taylor

    Oi Leticia.

    Obrigado por comentar.

    Sobre o amor sorrir de primeira “risos” a coisa não é bem assim sabemos.
    Não foi nada fácil esperar um tempãooooo para conseguir o que eu desejava. Háviam muitos competidodores.
    Acredito que temos o que desejamos. Se desejasse sair com muitas mulheres, sairía. Se eu desejasse torrar toda a grana com baladas, talvéz estaría passando um sufoco danado.
    Mas vendo no sentido positivo da coisa, fui cafajeste também, pois tive que ficar prometendo um montão de coisas que nem sabia se ia cumprir. Ainda bem que consegui.

    Abraços,

  • Gilda Hayworth

    “A condução na dança de salão não é o controle, é a SUGESTÃO. Você levanta o braço sugerindo que ela gire, você empurra levemente a mão sugerindo que ela mova o corpo todo. É sutil e cabe a ela o movimento, nunca a você.”

    Que lindo Gustavo!
    É perfeito. (E responde a qualquer discurso sexista barato defendido por aí…)

  • Carla

    Olha, faz um tempo que tenho lido seus textos e não sei… nunca concordo com eles. Pelo que entendi (e me corrija se eu estiver errada), você encara a relação homem-mulher como um jogo, mas nem sempre isso é verdade. Muitos relacionamentos até podem ser mesmo um jogo, mas não acho que se pode generalizar. Se você e muitos outros homens gostam de mulheres que se rendem e se vocês gostam de dominar, sim há muitas mulheres e homens que são assim mesmo. Mas há muitas outras que não são assim. E mesmo aquelas que se rendem, não se rendem de forma igual e em todos os aspectos da relação, assim como nem todos os homens que dominam o fazem da mesma forma e em todos os aspectos.

    Talvez eu não tenha compreendido seus textos, mas a impressão que ficou foi essa.

    Beijos

  • Gustavo Gitti (autor)

    Carla, eu não vejo um jogo de modo negativo. Tem um texto (“Meios hábeis do amor 3″) no qual explico que não há relação sem jogo. Mesmo quem se diz “além de joguinhos” (e eu sou um desses caras) jogam o tempo todo.

    Há diferentes jogos, isso sim. E eu me interesso na dinâmica entre o feminino e o masculino, sendo que um homem muitas vezes incorpora o feminino e a mulher o masculino. Ou seja, não entendo onde você discorda. Se puder explicar, agradeço.

    Beijo em você.

  • Paula

    É chover no molhado dizer que: “não se pode generalizar”.
    Em se tratando de indivíduos NUNCA podemos generalizar. É por isso que se chamam INDIVÍDUOS. Agora, que existem padrões dominantes na população… ah existe!

    Só nos resta lançar hipóteses a partir do maior número de evidências possíveis e esperar que estejam o mais próximo da realidade quanto for possível.
    Quem não for contemplado tem que continuar buscando outras hipóteses pra compreender seu padrão de comportamento (se tiver interesse, lógico… pq não podemos generalizar e dizer que todos buscam o autoconhecimento).

    De qualquer forma, sempre haverá aquele que vai dizer: “isso não funciona pra mim”! Mas isso por acaso invalida o fato de funcionar para n outras pessoas???

  • Lilla

    Paula, seguindo a linha de raciocínio da Carla, pelo que se pode perceber, ela diz que “nem sempre isso é verdade”. Em se tratando de relacionamentos, existe algo mais impermanente do que a verdade? Carregamos várias faces em nós mesmas. Dependerá das circunstâncias ou do observador qual delas irá se revelar. Então, a abordagem da Carla não tem nada de contraditória, apenas sugere mais moldes ou faces a serem exploradas. “O maior número possíveis de evidências” é usado em pesquisas de caráter empírico e como, relacionamentos fazem parte das áreas de filosofia ou psicologia, não precisamos nos prender totalmente à estatísticas que revelem um padrão “dominante”. Só isso. Apenas outro enfoque. Lembrando sempre “que o Todo sem as partes, não é Todo”.

  • Lilla

    Ops. Perdão pelo uso errado da crase.

  • Paula

    Pois é Lilla… pra variar, é mesmo questão de opinião :)

    Eu insisto num padrão de comportamento comum à maioria e digo mais, é aprendido desde a infância… desde quando começamos a tomar consciência do que nos torna “meninas” ou “meninos”. E isso vai muito além da anatomia.

    Por isso não é tão estranho tomar uma abordagem generalista. É por isso que a maioria dos comentários geralmente se identifica com os posts. Por isso em conversa com amigas/amigos vc frequentemente encontra os mesmos problemas. E até mesmo mudando de “observador”, por muitas vezes cometemos os mesmos erros, reagimos da mesma forma… (infelizmente, pq o correto seria aprender a fazer diferente, né?! rs*)

    Concordo que cada individuo é um universo em si mesmo… Concordo que as relações humanas não sejam cartesianas.

    Mas se relativizarmos tudo e todos não sairemos do lugar!
    Há de se manter uma abordagem generalista para buscar elementos que se apliquem a maioria dos indivíduos.

    Ou melhor ainda, há de se desenvolver uma abordagem generalista a partir de elementos comuns à maioria. Assim pode-se traçar um perfil predominante num grupo e penso que tenha sido esse o objetivo da entrevista/post. Enfim, talvez não sejamos tão diferentes quanto gostamos de acreditar. Pelo menos a maioria de nós.

    Em tempo: Por que não tratar de forma estatística os relatos que ouvimos por aí?! Não seria relevante? Se houver um resultado estatísticamente relevante, certamente ajudará mais pessoas do que basear toda uma pesquisa num estudo de caso, por exemplo.

    P.S. lembrei de um comentário que o Gustavo fez em algum outro post… algo sobre os homens serem uma mistura de Charlie Harper e Hank Moody… Essa generalização SIM me assustou… Deus me livre se todos os homens forem essa mistura aí…rsss*

  • Lilla

    Eu concordo contigo quanto “ao padrão de comportamento comum à maioria”. Seria ilógico desmerecer este critério. Entendo, que esta “abordagem generalista” é o pressuposto que serve de ponto de partida para um estudo, contudo, ao se desenvolver a idéia como um todo, não sejam descartados outros enfoques, porque mesmo sendo exceções eles afetam a regra.
    Tentando ilustrar!!! a teoria Evolucionista de Darwin continua sendo “Teoria”, justamente por não contemplar todas as situações com a mesma regra, embora comtemple a maioria ou seja “dominante”. Nem por isso, ela deixa de ser verdadeira ao mesmo tempo que é falsa. Esse é o caráter relativístico do observador que eu tentei repassar.

    Esse enfoque de equilíbrio entre idéias antagônicas usado pelo Gustavo, é o que me atrai aos textos dele. Ele traçou um perfil de um machão e de um sensível, aglutinou alguns elementos de um e de outro e criou um modelo novo, sem rechaçar os dois polos anteriores, ao mesmo tempo que os transcendia.

    Viu só como um mesmo texto contempla várias interpretações devido ao caráter subjetivo do mesmo??? Da mesma forma, cada um que lê os posts se identifica com aquilo que lhe é inerente.

    Quanto a tratar de “forma estatística os relatos”, acredito que seja apenas uma ferramenta. Ao passo que o próprio Gustavo demonstrou não ser muito apreciador de estatísticas, na forma como respondeu a pergunta da entrevistadora sobre pesquisas a respeito das preferências femininas.
    Ou será que entendi errado, Gustavo?

  • Paula

    “Viu só como um mesmo texto contempla várias interpretações devido ao caráter subjetivo do mesmo???”

    Ah sim, concordo. Cada um enxerga o que quer ou pode enxergar de acordo com suas representações da realidade. E também concordo que se há exceção, esta deve ser reportada.
    A menos que seu objetivo seja tratar de generalizações e aí não é o enfoque da interpretação, é o enfoque da abordagem que você quer dar. A interpretação está fora do seu controle… o enfoque, não.

    “aglutinou alguns elementos de um e de outro e criou um modelo novo, sem rechaçar os dois polos anteriores, ao mesmo tempo que os transcendia.”

    Esse papo de não fazer nada ao mesmo tempo em que faz tudo (e muito mais) ainda é demais pra minha cabeça! rsss*

    De qualquer forma, quando perguntei dos tratamentos estatísticos dos dados/observações não me referia à abordagem do Gustavo e sim à abordagem da filosofia e psicologia. Admito minha ignorância acerca do método de trabalho dessas áreas.

    P.S.: Uma teoria científica (como a Darwinista ou a teoria da relatividade, por exemplo) é algo que chega o mais próximo de explicar um fenômeno e ainda pode prever como/onde esse fenômeno ocorre. Isto deveria incluir todos os fenômenos conhecidos ou futuros. No entanto, se novas observações refutarem a teoria, esta deixa de ser teoria e pode se limitar a uma lei, por exemplo.
    E Darwin não conseguiu explicar “como” ocorria a seleção natural, embora sua teoria valesse para diversos experimentos e pudesse ser previsto. De qquer forma o “como” foi antes da descoberta da mutação e da variabilidade genética. Agora já se sabe “como”.

    Normalmente no senso comum a gente usa teoria para algo não comprovado, ao contrário das ciências. Embora em ciência tudo é “comprovado” até que se prove o contrário, né?! Então as teorias não necessariamente são eternas, mas são as mais válidas no momento.

  • Lilla

    Minhas considerações finais: Oba! Chegamos a um denominador comum! “Embora em ciência tudo é ‘comprovado’ até que se prove o contrário, né? Então as teorias não necessariamente são eternas, mas são válidas no momento.” O momento é aquele fator impermanente que foge ao controle da lógica dual de certo ou errado.

  • Alessander Guerra

    Achei a entrevista muito boa! Parabéns

    As pessoas podem até não concordar com você em tudo o que diz – e isso é, certamente, saudável – mas, a convicção com que defende suas posições e os argumentos que constrói são impressionantes.

    abs
    Alessander Guerra
    http://www.cuecasnacozinha.com

  • christiana

    Adorei a entrevista, ótima reflexão, e bem oportuna.
    Ainda bem que você me achou, virei freguesa :)
    bjo

  • Mateus

    gustavo, explica “Homens não brilham” não entendi.

  • Fabiana de Melo.

    Gustavo conhece o mapa da alma feminina e sai sem sangrar.

    “Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.”

  • Ariana Pereira

    Olá, Gustavo!
    Vi só hj que você colocou a entrevista aqui! Que legal a repercussão! Parabéns pelo site e pelo seu trabalho e obrigada pela entrevista, mais uma vez!
    Abração!

  • Gustavo Gitti (autor)

    “explica “Homens não brilham” não entendi.”

    Mateus, é simples: ao falar sobre por que estão apaixonados(as), mulheres dizem “The way he looks at me” e homens dizem “The way she looks”.

    É isso.

  • Carol

    Olá, Gustavo!

    Acredito que o resgate do feminino é bastante discutido e explorado. E fico muito feliz quando vejo o masculino sendo redescoberto e analisado. Acredito que essa busca do feminino e masculino seja praticamente universal, mas raramente é consciente. É muito reconfortante vê-la sendo realizada com tamanha consciência.

    Adorei o conceito “Tapa da Cara”. É muito amplo e elucida bem a dinâmica saudável entre feminino/masculino. Porém, se olhado por uma perspectiva dual e retrógrada, causará desconforto a qualquer mortal. Bate de frente com crenças instaladas e inconscientes, em especial de imposições do movimento “feminista” (que acredito ter sofrido distorções e se distanciado muito do propósito de valorização do feminino).

    Procuro vivenciar o masculino e feminino de uma maneira una, total, horizontal, onde são energias complementares e não opostas, ambíguas ou contrárias. Sem “melhor/pior”, “certo/errado”, “bom/mau”… Reconheço a energia feminina e masculina em mim, num equilíbrio dinâmico em todos os âmbitos da minha vida. Mas num relacionamento sexual procuro me permitir ser MULHER. E penso que isso é um grande desafio para a mulher do século XXI.

    Mesmo atenta e consciente de tudo isso, às vezes me vejo seqüestrada por crenças antigas. E me flagrei numa situação dessas lendo seus textos… Como sempre adoro o que escreve, me vi toda entusiasmada e seduzida. Apesar de me sentir confortável e bem, me questionei por alguns segundos se não estava me deixando levar, sendo fraca e volúvel. Parei por um segundo, dei um passo atrás e minha observadora passiva entrou em ação. Calei o ego por um instante e reconheci meu feminino em cena, que se sente protegida e amparada (e não ameaçada) pela condução do masculino. Dualidade posta de lado, relaxei e aproveitei cada palavrinha dos seus textos…

    Muito obrigada por compartilhar suas idéias tão ricas. Mas confesso que preciso restringir minhas visitas ao blog. O teor altamente reflexivo dos seus textos é alimento para minha mente, que fica frenética e insaciável! E como a teorização desenfreada é minha zona de conforto, preciso me controlar… Com tanto estímulo, não há técnica de meditação que silencie minha mente por um instante sequer. Meu desafio é vivenciar, experimentar!

    Que a manifestação do meu feminino abra espaço para o masculino do outro. E vice-versa. Amém! Hahahaha

    Beijo!

  • Carol

    Mais um pouquinho de masturbação mental…

    “eu não vejo um jogo de modo negativo… não há relação sem jogo. Mesmo quem se diz “além de joguinhos” (e eu sou um desses caras) jogam o tempo todo.”

    Acredito que haja uma conotação negativa em “JOGO”, pois neste subentende-se a famigerada dualidade. No jogo há sempre vencedor/perdedor, certo/errado, bom/ruim, vítima/algoz, dominador/dominado. É uma relação vertical: um está acima, o outro abaixo.

    Numa interação harmônica entre masculino e feminino a dinâmica é horizontal, onde as partes estão lado a lado, complementando-se. Como você costuma colocar, é uma DANÇA. Cada um no seu papel (de cada vez).

    Por questão meramente denominativa… Que tal trocar “jogo de sedução” por “dança do acasalamento”? hahahaha

    Mais um beijo.

    PS: Depois dessa, me pus oficialmente de castigo. Sem visitar o blog por 3 dias! :P

  • Mateus

    Eii, vou comprar seu livro ctza.
    Essa resposta que vc deu faz todo sentido, mas nao vejo como verdade absoluta.

  • Lilla

    Carol, amei teu comentário! Equilibrada e coerente, mostrou uma certa subjetividade das mulheres que procuram resgatar dentro de si o Feminino das Antigas Sociedades que o cultuavam como Sagrado e o alçavam a um patamar de equilíbrio com o princípio Masculino. Este conceito está ilustrado nos papéis que as Divindades, tanto Feminina quanto Masculina, desempenhavam na cultura celta (a dança do acasalamento). Valeu amiga.
    Eu também fico embevecida com os textos do Gustavo. Eles não envolvem apenas, mas conseguem atiçar o Feminino em cada uma de nós de uma maneira peculiar e sutil, nos confrontando com nossos mistérios e segredos, deixando-nos…enfeitiçadas pelo blog.

  • Arnaldo

    Esse site é bem fraquinho ! Perdí tempo, só !

  • Fique por dentro Homem » Blog Archive » Homem de respeito: nem príncipe sensível nem ogro machão | Não …

    [...] sobre um novo tipo de homem para além do príncipe sensível eo do ogro machão. fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  • Dieguito

    @Gitti, gosto muito dos seus textos, mas citar o Cafa como o fez foi birra sua com ele, a frase está fora de contexto. Não posso falar por todos, mas gosto de ser “elogiado” também (posso imaginar que tipo de elogio foi este), e conforme ele disse, isto aumenta o tesão na hora. Não gostamos de uma mulher dama na sociedade e safada na cama? Então, parece ser este o caso. Estou sabendo que vocês tem opiniões diferentes sobre mulheres e relacionamentos e já tiveram suas encrencas no passado.

  • Natasha

    Caríssimo Gustavo,

    Sem querer ofender a ninguém, menos ainda aos homens, que tanto aprecio por várias razões, devo dizer que há muito tempo não ouço coisas tão interessantes sobre homens e mulheres. Não sei se a palavra é exatamente essa. Acho que é mais do que interessante: acho que alia inteligência e sensibilidade, numa demonstração bastante rara de vigor e autenticidade de idéias. Calma, não estou te seduzindo… (ainda). Não, é sério. Gostei muito da sua entrevista. Não sei se vejo, como você, esse homem se “reconstruindo” ou, mais ainda se “construindo”, se “inventando”. Acho que eles (e aqui falo de um modo universal, homens e mulheres) ainda estão mais perdidos do que se achando ou se inventando. De fato, penso que os seres humanos nunca estiveram tão perdidos em termos de valores, parâmetros. Nietzsche já havia anunciado que isso aconteceria. Era inexorável. E o existencialismo, que segue de algum modo os passos dele (mas com menos potência, eu acho), está certo quando diz que “a existência precede a essência”. Nesse ponto, nossa essência se constrói no tempo e no espaço e, mais do que isso, se os caminhos estão todos abertos é mais provável que não cheguemos a um tipo de homem específico, mas a muitos tipos de homens e mulheres, embora eu esteja convencida de que os mais medrosos continuarão buscando as velhas fórmulas. Por outro lado, partilho com você desse namoro com a natureza. Digo isso porque você falou como Schopenhauer, você praticamente reduziu o encontro amoroso a um mero instinto de procriação. Mas quer saber: é um pouco isso mesmo. A paixão, no fundo, é a paixão pela continuidade, pela eternidade. E quando ela bate, sai de baixo. Bem, não vou me estender demais, mas devo dizer que sua descrição do feminino ou da mulher é muito próxima do que penso. Para mim, a mulher bem resolvida sexualmente e afetivamente, é exatamente aquela que não tem medo de ser conduzida pelo homem, mas, ao contrário, espera por isso, não da maneira antiga e vulgar, machista e castradora, mas se ela é mesmo uma “fêmea” autêntica (uma mulher de verdade), ela sabe que sua força é ilimitada, de conquista, de embate (já viu como uma fêmea encara um macho na floresta para proteger sua cria?), ela não tem medo da entrega. E ela gosta de se entregar a um homem que saiba o que fazer com isso. Mas o homem também precisa se entregar, fazer seu papel e assim o encaixe é perfeito. Nós, homens e mulheres, nos completamos, não somos iguais, jamais… e ainda bem que não somos.

    Bem, é isso! Parabéns! Gostei de te conhecer e foi assim, meio por acaso, enquanto estava buscando um texto na internet. Mas a vida é assim, não é mesmo?

    Um beijo!

  • Olavo

    Cara, depois de avaliar muito, cheguei a conclusão que as mulheres preferem os cretinos. Ela querem casar com os otários, mas a atração é pelos cafajestes mesmo. Talvez porque eles sejam mais atraentes do ponto de vista instintivo, não? Homem bonzinho só se ferra. O mesmo vale para os homens. Eles querem casar com as bobinhas, mas adoram as galinhas. O buraco é mais embaixo. Ser humano é doido, perdeu a razão das coisas. É suicida. Mas valeu. Temos que encontrar uma saída para as releções. Você, pelo menos, está tentando. Valeu!

  • Homem com pegada: força ou precisão? | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    [...] escrevi na Cabana PdH, onde estamos colocando em prática o que eu já apontei aqui no Não2Não1 (“Homem de respeito: nem príncipe sensível nem ogro machão”): “Se há um novo homem, ele não vem de um resgate das qualidades femininas (não, esse é o [...]

  • Ale

    Parabéns Gustavo! Primeira vez que entro aqui e gostei das tuas idéias e forma leve de escrever. Conseguiu até fazer um plantão de sabado à noite ficar divertido! Enfim, como aprendi com a minha sábia mãe: “não existe viola que não dê música, mas existe homem que não sabe tocar nem muito menos afinar viola”. O mundo mudou, mas existem algumas coisas na relação feminino/masculino que são eternas… Uma delas é homem conduzir; entender que DR não é um convite para ficar conversando, mas talvez uma forma da mulher convidar para ir p cama, jantar, dançar, enfim, está faltando algo que ela não sabe dizer exatamente o que é, mas que com certeza não são palavras e conversas, mas atitudes (no geral é cama mesmo!); que quem paga a conta é homem (mulher independente sabe retribuir com presentes ou uma viagem surpresa depois), que grandes decisões são tomadas por homens e as pequenas pelas mulheres (apesar de no geral uma relação duradoura como a dos meus avós e dos meus pais não ter tido nenhuma grande decisão); que homem é força e mulher é resistência (homem tem que ter força para carregar a mulher e o filho no colo, mas é a mulher que tem resistência para ficar o dia todo em função de um bebê} e mais várias idéias que dizem mais ou menos a mesma coisa me passam na cabeça…Mas por observação própria e de outras mulheres, o que encontramos de opções de homem: os sensíveis (ninguém merece), cafa que da na cara que é cafa e aí tá tudo bem, os que querem ter o perfil que tu passas mas na verdade não passam de caras auto centrados que tentam conquistar uma mulher dando a impressão que olham p ela mas só se preocupam com suas vaidades de conquista (mas esse na cama a máscara cai) e alguns poucos que conseguem saber o que é ser Homem… Por favor, Gustavo, continue descobrindo os “segredos” do que uma Mulher deseja e gosta (nós entregamos de bandeja sempre para vcs estes segredos, o que acontece em geral é que mulher fala demais que nem eu estou fazendo aqui e aí homem acaba não escutando nada…aí tu escuta e traduz para a tua turma em palavras de impacto e curtos textos…rsrsrs) e divulgue muuuuito!!!!! bjo

  • Abrahão

    Parabéns!!

    Homem tem que ter pegada Macho .

  • Fernando

    Muito legais esses temas parabéns. Pela minha experiência pessoal…mulher gosta de educação e de ternura sim. Mas tem que temperar com uma pegada mais firme e vice versa. Acho q não se trata de não ser nem sensível e nem machão mas sim…de ser as duas coisas! Aí sim poderemos ser seres íntegros e completos!

  • Marcelo Quirino

    Os homens não podem se confundir. Na transformação da mulher desde os anos 70, também houve uma produção de um novo homem. A sociedade o quis mais sensível. Mas houve um equívoco, e isso acabou com sua macheza.

    Precisamos saber que a sensibilidade masculina nada tem a ver com modo de ser, mas com percepção, capacidade de sentir nuances do feminino e capturá-lo. Apenas.

    Isso é uma práxis contínua, na qual não existe formação completa e muita das vezes acontecerão erros. Pois como bem diz o ET Gitti, elas são nuvens…

  • Marcelo Quirino

    Uma boa metáfora: o machão é cego. O homem sensível, é o machão provido de óculos para enxergar melhor o feminino. Sem a ânsia de capturar alguma identidade, mas apenas a de observador de tempestades. Perante uma tempestade, paramos, observamos e esperamos passar, não nos alteramos.

  • Leonardo

    Cara, estou gostando muito do teu blog. Vejo as datas das postagens que eram de 2008, 2007 talvez até antes. O que tenho a dizer é… eu queria ter lido esses seus textos antes, talvez eu seria uma pessoa diferente agora. Bom continuo lendo e compreendendo muito mais do universo feminino, pois eu vejo que eu não conhecia nada. Uma coisa tenho certeza, colocaram muita merda na minha cabeça desde criança, talvez herança do machismo. Inclusive acho que sou mais vítima do machismo do que qualquer outra mulher. Lendo esses blogs como o seu, o PdH, o CSV e etc, eu vou aprendendo e expandindo minha mente. Pelo menos uma vantagem que (acho que) tenho é que eu gosto de aprender e de usar o cérebro.

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