Entrevista sobre o Não2Não1 (e relacionamentos, pra variar)

por Gustavo Gitti 28 julho 2010 49 comentários

A Aline Molica me entrevistou para o site Plano Feminino. Respondi com prazer, ainda que sem entender qual é o plano delas. ;-)

Como o site é em flash e o design não facilita a participação nos comentários (eu gosto das conversas que surgem), publico também aqui minhas respostas.

Aproveitei e complementei alguns trechos. Corrijam eventuais besteiras nos comentários. Eu agradeço.

1. Como você define um relacionamento lúcido?

Eu evito essa definição porque nossa reação imediata é tentar viver de acordo com modelos e ideais. Mesmo quando são boas referências, essa tendência de comparar o que surge com um modelo de sucesso só traz confusão e sofrimento. Por outro lado, não ter referenciais é igualmente frustrante, especialmente hoje, num momento em que os casais em evidência não oferecem grandes exemplos do que pode ser um relacionamento profundo.

Com isso em mente, podemos descrever algumas qualidades possíveis para qualquer casal incorporar em sua própria história, no encaixe que der, do jeito que der tesão para ambos.

Uma dessas qualidades é a generosidade, no espaço ocupado normalmente pela carência. Em vez de exigir, esperar, cobrar ou pedir (seja no começo, no meio, no fim ou após o fim da relação), oferecer. Em vez de olhar como o outro pode nos fazer feliz, descobrir como podemos fazê-lo feliz e sentir como isso nos deixa muito bem, como isso dá sentido para nossa vida, dá brilho no olho, energia, potência.

Outra qualidade de um relacionamento exemplar (que inspira outros casais) é a ludicidade, a capacidade de enxergar todas as coisas como construções, encenações, sonhos, filmes. Tirar a solidez daquela situação angustiante, se fazer de palhaço no meio de uma briga seríssima, beijar do nada, sorrir para os problemas, inventar mitologias, surrealidades próprias, e sempre lembrar que o casamento, por mais sólido que seja, é apenas uma aura projetada, um filme que criamos e decidimos seguir vivendo, não uma realidade imutável.

O outro é sempre livre e mantém uma vida pulsante e misteriosa para além das identidades construídas em sua relação conosco. A mulher é sempre maior que a esposa. O homem pode deixar de ser o marido a qualquer momento.

Perceber isso antes que a identidade se dissolva, antes da crise, antes do fim, perceber isso durante a encenação é o que confere essa qualidade lúdica e mágica para a relação se aprofundar e para ambos sempre se surpreenderem com essa loucura que se apresenta como o cotidiano natural, essa alucinação que parece muito real, como um jogo delicioso de criança.

Um terceiro aspecto é a abertura, no sentido de não criar regras e não se afastar do outro, mesmo quando estamos distantes. Ou seja, manter o espaço aberto, manter a comunicação mesmo quando dói, mesmo quando tudo nos leva à defesa, ao fechamento. Isso é crucial e raríssimo nos casais. Por exemplo, quando surge ciúme, essa aflição atua como um agente infiltrado que joga um contra o outro: um enxerga o outro como inimigo, como sendo o responsável pelo problema, pelas emoções, pensamentos e sensações negativas que surgem.

Alguns pensam que comunicação é “DR” (discutir a relação), mas na maioria dessas conversas só apontamos um para o outro, não para os verdadeiros obstáculos. Manter a comunicação quando tudo vai mal é saber ficar junto no meio da dor, da confusão, da incerteza, da insatisfação. Poucos são os casais que exploram esses terrenos mais escuros. A maioria espana nessa hora – ou, pior, aguenta encarando tudo como um peso, não como um desafio.

Quando há abertura, o ciúme não tem paredes para se esconder, então ambos olham o verdadeiro inimigo: a aflição, o ciúme. E eles se unem ainda mais para superá-lo. É como detectar um câncer na relação. O que é melhor: tratar o câncer brigando ou se cuidando? É assim que poderíamos nos relacionar com todos os obstáculos que surgem na relação, venha de onde vier, não importa: do banco, da família, da garagem, da UTI, da pia da cozinha, do homem, da mulher, de um terceiro, de um quarto… ;-)

2. Seu blog “Não Um, Não Dois” está se tornando um livro? Ele será um compilado do blog? Se não, qual será a abordagem?

Sim, já estou em negociação com uma grande editora.

Ele trará textos do site www.nao2nao1.com.br, artigos e práticas da Cabana PapodeHomem e material inédito. A abordagem é a mesma do site, ou seja, ensaios que abordam todos os momentos e todos os aspectos de um relacionamento amoroso, com a motivação de ajudar as pessoas a cultivarem mais liberdade, presença, ludicidade, potência, generosidade, destemor em suas relações.

A linguagem vai misturar ensaios mais longos e críticos com dicas simples, meios hábeis, ideias práticas, possibilidades.

3. Você acredita em fórmulas para que uma relação dê certo? Comente um pouco sobre estas “regras” das quais muitos falam sobre o que fazer e o que não fazer…

Não acredito em fórmulas e não faço desse ceticismo outra fórmula. É por isso que, mesmo sem acreditar em fórmulas, eu ofereço o que as pessoas chamam de “dicas” ou “conselhos”, mas que sempre vejo como possibilidades. É simples: se vemos um casal amigo fazer ou se vemos algo legal num filme, pronto, aquele universo se abre, aquilo se torna possível. Não são fórmulas, mas mundos possíveis.

Quanto maior o nosso mundo, maiores as possibilidades de encaixe, mais pessoas podemos amar, mais pessoas se apaixonam por nós, mais presentes temos a oferecer, mais possibilidades temos na cama e na vida. Temos flexibilidade para ser vários e então não ficamos carentes, esperando que alguém apareça e se encaixe em nós.

Se é para falar em regra, deixo uma: não tente controlar e não lute com o que aparece pela frente. Nosso maior sofrimento nas relações vem de tentarmos controlar as situações e controlar o outro, seja durante a conquista (mexendo na cabeça do outro para que se apaixone por nós) ou no meio do relacionamento, evitando situações que gerem ciúme (em nós ou no outro), raiva, medo, culpa… Tentamos controlar, mas nunca dá certo. Quando surge o que não esperávamos ou não queríamos, lutamos contra a vida, nos debatemos em vez de lidar com o que se fez presente, assim como veio. O problema não é tanto o fracasso, mas a energia que gastamos nesse processo e a ansiedade que cultivamos, antes e depois de cada fenômeno.

Quanto mais tentamos controlar as situações ou diretamente o outro, mais nos fechamos à vida que surge. Ficamos mais mimados, precisamos que as coisas sejam de tal e tal modo para sermos felizes ou para sentirmos prazer no sexo ou para sorrirmos. Resultado: nossa capacidade de amar diminui, somos menos felizes, nos perturbamos mais facilmente.

Quando nosso amor diminui, a sensação de ser amado diminui. Na verdade, a sensação de ser amado não depende de quanto o outro nos ama ou demonstra esse amor, mas de quanto nós amamos. Essa sensação que tanto buscamos é efeito de nossa ação, da prática, do oferecimento, do nosso amor. Ela não tem nada a ver com o outro, tampouco com o que chamamos de “amor próprio” (peço desculpas aos gurus autoajuda que insistem em falar que a pessoa tem de, primeiro, “amar a si mesma”… tsc, tsc).

Tal independência parece ser ruim, mas ela é nossa salvação, fonte de autonomia e liberdade. Seremos felizes na relação se formos capazes de ser feliz sem depender dos movimentos do outro. Curiosamente, é por essa independência de energia que podemos nos conectar ainda mais uns aos outros.

Quando casais me perguntam como melhorar a relação ou como transformar o sexo, eu costumo sugerir que eles esqueçam a relação, o sexo, e procurem melhorar suas próprias vidas, seus caminhos que não passam pelo namoro ou casamento. Se eles forem felizes e tiverem energia na vida, pronto, é essa felicidade que eles vão oferecer um ao outro. Caso contrário, eles vão exigir essa felicidade um do outro, vão se culpar, vão se odiar, eventualmente. :-)

4. Pode-se dizer que se tornou um consultor amoroso? Como é isso para você?

Não sou um consultor amoroso. Eu tenho apenas um conselho para todo e qualquer problema amoroso. É isso. Só isso. É um texto aberto: pedi aos leitores que enviem para amigos necessitados, só mudando os detalhes, e que me avisem se algo não fizer sentido para ajustarmos a resposta padrão.

Nunca encontrei um caso, nunca ouvi uma história para a qual essa resposta não serviu, a começar pelos meus próprios problemas.

5. Na sua opinião, do que as mulheres gostam?

Elas gostam de ter o que não conseguem alcançar sozinhas, assim como acontece com os homens. Não tem segredo. É uma questão que se mostra até mesmo na anatomia… ;-)

A mulher firme e independente gosta de ser mandada, conduzida, rendida, desafiada, desarmada. A mulher carente gosta de descobrir o tesão que é dar, fazer alguém feliz, cuidar. A mulher generosa gosta de se fazer de carente. A mulher orgulhosa gosta de ser entendida e desafiada por um homem orgulhoso do mesmo nível. Ou de aprender com um homem que desconhece o que é orgulho. Essas mulheres todas podem estar na mulher aí do lado… Mais ainda, elas gostam do homem que sabe penetrar para além dessas características todas.

Penetrar é um verbo mal utilizado. O sexo é uma parte ínfima de seu verdadeiro significado. E essa penetração verdadeira em todos os níveis, essa capacidade de avançar (sobre uma mulher e sobre a vida), atravessar, adentrar, percorrer, conduzir, sem medo, sem hesitação, sem se perturbar, é isso que excita uma mulher, é pra isso que ela se entrega, é isso que abre uma mulher.

Pense, a característica mais evidente de um pau ereto durante um boquete é sua imobilidade e sua potência. Enquanto ela rodopia ao redor, ele fica, impassível, vigoroso, imperturbável. Esse é um bom pau, esse é um bom homem.

Normalmente, ou o homem fica, mas sem potência, ou ele não aguenta e cede. Na vida, nas relações, isso acontece direto. Os homens não aguentam as crises, não aguentam o impacto feminino: brocham (se deprimem) ou ficam meia-boca, sem potência, opacos, mornos, apáticos. Sem falar quando ejaculam logo de cara: surtam, piram, reagem, berram, choram, se movimentam ainda mais que suas parceiras.

Do que elas gostam? Sim. Elas gostam e aproveitam o sexo muito mais do que os homens, certamente, não apenas pelo corpo mais infinito que o nosso, mas pela mente, pelas fantasias e pelo envolvimento todo. Ser penetrada é muito diferente do que penetrar. Muito mais do que um homem imagina. Nós comemos duas mulheres mais ou menos do mesmo jeito, variando um pouco de acordo com a entrega feminina, mas isso nem se compara ao que é, para uma mulher, ir para cama com um homem e depois com outro. São mundos diferentes.

A mulher gosta disso, desse mundo, não exatamente do pênis, não exatamente nem mesmo do homem. É o mundo, o modo com que o cara a movimenta dentro e fora, é isso que faz a diferença. Por isso, homens com presença são os melhores. Homens com brilho no olho, energia constante, disponibilidade, direcionamento, estabilidade, sorriso malicioso e uma base misteriosa, algo insondável para a mulher. Isso a mantém fisgada pois o jogo feminino é ser desejada por essa liberdade.

O aspecto insondável de um homem irresistível se dá justamente em manter uma vida na qual ele poderia ter todas (ou seja, ser um homem que faz as pessoas felizes, que enriquece o mundo) e na qual ele escolhe uma mulher para fazer feliz – ou duas, ou três. Durante anos, a cada mínimo olhar desejante que recebe, a mulher se pergunta: “Por que raios ele está comigo?”. Ao fazer essa pergunta, ela descobre suas próprias qualidades, ela se torna ainda mais mulher, mais feliz, mais completa. O fato de ser mais feliz ao lado dele só prolonga e aprofunda a relação.

O homem se torna ainda mais magnético porque faz bem para ela, o que também funciona para deixá-lo mais atraído, já que ela não só se torna cada vez mais aberta, feliz, inteligente, bonita e livre, como deixa claro que ele é muito responsável por isso. Na verdade, não é bem ele o responsável, claro, mas o jogo amoroso assim se dá. E nós gostamos.

6. Quais as dúvidas mais comuns que você encontra na Cabana do Papo de Homem? Fale um pouco deste espaço tão exclusivo para homens…

O que posso dizer é que muitos homens estão se transformando e se ajudando mutuamente. Todos nós crescemos juntos e compartilhamos experiências, relatamos o que acontece em uma noite, o que rola em nossas relações, no trabalho, na vida toda. Cada um que entra lá vira mestre e aprendiz, a um só tempo.

Mais do que dúvidas, o que me impressiona lá é a sabedoria que todos já tinham, mas não havia um espaço elevado no qual ela poderia se manifestar, seja dando conselho para um cara mais velho ou mesmo relatando algo de sua própria vida em um contexto além das visões convencionais. Normalmente, em papo de bar com os amigos, isso não acontece.

Por incrível que pareça, os homens precisam cada vez mais de contato autêntico com outros homens que os desafiem. Muita gente já não tem isso do pai, nem do avô, muito menos dos amigos que são mais confusos ou, se estão bem, não ligam, de fato, para suas histórias, seus caminhos e obstáculos na vida.

Além do espaço online (com desafios, práticas, artigos, relatos, discussões e indicações), já fizemos um encontro nacional e vários regionais. Em um deles, além de beber e conversar muito, fizemos meditação e eu conduzi um workshop de polirritmia para eles (de TaKeTiNa, uma técnica que usa o ritmo no corpo para desenvolvimento da mente). Minha intenção é que esses encontros se tornem cada vez mais frequentes.

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Para transformar nossas relações

Há algum tempo parei de escrever no Não2Não1 e comecei a agir de modo mais coletivo, visando transformações mais efetivas e mais a longo prazo. Para aprofundar nosso desenvolvimento em qualquer âmbito da vida (corpo, mente, relacionamentos, trabalho...), abrimos um espaço que oferece artigos de visão, práticas e treinamentos sugeridos, encontros presenciais e um fórum online com conversas diárias. Você está convidado.



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49 comentários »

  • Mister M

    Boa entrevista! É meio que um resumão do site. Gostei.

  • Sady Alexandre

    Excelente entrevista. Como o amigo ai comentou, um resumo direto e descomplicado do site.
    Show de bola!

  • Marisa

    Oi Gustavo,
    concordo com tudo que você fala e me impressiona a lucidez do seu texto. Eu escuto os pedidos de conselhos todo dia..até porque trabalho com isso..haha…mas é claro que também não os dou…mas penso que talvez um dos grandes problemas humanos é que queremos pular etapas, pular a parte do sofrimento..para relacionar-se é preciso fazer esforço..nesta época de fast food de relacionamentos não dá tempo de desenvolver e construir os vínculos. as pessoas reclamam de solidão, mas tem uma enorme dificuldade de sair de suas situações confortáveis, mesmo que dolorosas, e começar uma história nova. E o pior de tudo é que saber disso do ponto de vista racional é mais simples do que viver e agir. Muitas vezes sabemos qual o caminho mais sensato, mas segui-lo é outra conversa. E se você consegue fazer tudo isso no seu namoro, a sua namorada precisa te guardar a sete chaves…hahaha….
    Parabéns pelos textos e mais que tudo, pela capacidade de pensar!!
    abraços,

  • Duda

    Ótimo.
    Mas gostaria de saber sob seu olhar Gustavo, mais sobre adultério, traição.O que é isso pra você?O que é ou qual o lugar da traição, se é que ela existe, nessa visão de relacionamento lúdico?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Duda,

    Tenho certeza que vai dar a maior discussão quando eu escrever sobre isso (só pelo que já vi em comentários no PapodeHomem).

    Estou com um rascunho gigantesco, mas preciso editá-lo com calma, pois é muito fácil deixar a linguagem dizer algo que eu não penso. ;-)

    Mas já adianto que não vou me posicionar do modo como vemos por aí: o cara que curte relacionamento aberto e vale-tudo, o cara que acha que traição é um pecado mortal…

    Beijo.

  • Fernando

    OI Gustavo…
    Adorei seu texto…porém, tenho algumas perguntas para lhe fazer.

    (…Essa sensação que tanto buscamos é efeito de nossa ação, da prática, do oferecimento, do nosso amor. Ela não tem nada a ver com o outro, tampouco com o que chamamos de “amor próprio”…)
    Cara, o que seria para você, esse sentimento de AMAR A SI MESMO, de o QUANTO NOS AMAMOS?

    Agradeço desde já, e te parabenizo pelo belo Post.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Fernando!

    Pra ser bem claro:

    1. Eu sou contra a expressão “amor próprio”, “self-love”. Acho isso totalmente nonsense.

    2. É claro que existem patologias, pessoas que fazem muito mal a si mesmas e não se valorizam, não olham de modo elevado para suas próprias identidades e seus potenciais, ok, mas quando isso não existe, não vejo “amor próprio”. E também não vejo o tal do “amor próprio” como saída pra essas pessoas definidas como “com baixa autoestima”.

    3. Eu não tenho esse sentimento e não saberia definir o que é “amor próprio”. Eu amo minha namorada, por exemplo, mas não saberia projetar isso a mim mesmo.

    4. O que existe, sim (e muito), é AUTOCENTRAMENTO. E nesse sentido, aí sim, eu diria que existe “amor próprio”. Portanto, esse único sentido que vejo pra essa ideia é totalmente negativo. Amor próprio seria algo prejudicial, maléfico, ruim.

    E você?

  • Fernando

    HUM…

    até então vejo que o 1º passo para poder oferecer, dar amor, amar, sentir-se amado, é se conhecer, saber quem tu és, para mim, apesar da minha pouca idade, criar uma identidade, uma postura, metas, sonhos, sempre deram bons alicerces para ótimos ( poucos ) relacionamentos, todas as vezes que eu me deparei com um relacionamento ou observei algum relacionamento de amigos ou amigas onde eu estava ou outras pessoas estavam sem saber o que queriam, sem metas, sem sonhos, sem identidades, o desfecho era sempre péssimo. Acredito que antes do casal vem sempre o individuo, antes de se formar uma família existem sempre pessoas por trás, cada um com os seus sonhos,com suas vontades, desejos…

    Enquanto refletia sobre isso…sua resposta, me veio uma outra pergunta, que uma amiga me fez a algumas semanas.

    Existira alguém que possa BATER NO PEITO E DIZER QUE É REALIZADO AMOROSAMENTE ? ou isso é algo totalmente mutável, pois cada relacionamento é um relacionamento e até mesmo dentro do relacionamento existem vários momentos, descobertas que podem mudar aquilo que acreditamos ser o certo e o verdadeiro ou que nós fazem felizes e realizados ?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fernando,

    Eu posso bater no peito. Você pode. E amanhã nos fodemos bonito.

    Acho muito bobo pensar nesses termos. Pra que bater no peito, me diz? Se quiser, bata, mas isso não importa em nada.

    Se você se relacionar pra se realizar (como muitos fazem no trabalho, “pra se realizar profissionalmente”), bom, você provavelmente perderá o melhor dos relacionamentos, que é justamente realizar… o outro.

  • Lucinda

    Como sempre parabens, mas tenho alguns comentários a fazer… como sempre adoro escrever e comentar seus textos, tinha feito uma lista numerada das frases que mais gostei, porém, achei melhor mudar, e falar só uma frase que li do grande Mário Quintana em ” A vca e o hipogrifo”

    “Um bom poema é aquele que nos dá a impressão
    de que está lendo a gente … e não a gente a ele! ”

    É isso que sinto com seus textos…parece que estou sendo lida, não ao contrário

    bjo l.

  • Aline Molica

    Gustavo, adorei sua entrevista…
    Acho que conseguiu condensar um pouco dos muitos assuntos que trata aqui no blog.
    Do todo, o que mais gostei foi quando fala sobre a questão do controle. É um erro muito corriqueiro nos relacionamentos e no fim das contas não impede que algo que você não quer, aconteça…

  • Lucas

    Duas considerações:

    1. Suas respostas são muito mais complexas do que propriamente a entrevista propôs.
    2. Eu tenho vontade de participar da cabana, mas acho que não vai abrir pra novos membros nunca; Pena :-/

  • Liane

    é isso aí Lucinda!! concordo plenamente contigo! Bjo

  • Kati

    Concordo com o Mister M e a Lucinda.

    Gustavo, em alguns pontos tenho opiniões diferentes das suas, mas os seus ensaios quase sempre me passam exatamente a impressão mencionada pela Lucinda: que estou sendo lida!
    Parabéns por cultivar e nos desenhar suas visões sempre dotadas de muita profundidade e lucidez!

    Abraço.

  • Marcus Vinícius

    Justamente o que eu precisava ler nessa manha de sexta-feira.
    Obrigado por compartilhar suas experiencias e pontos de vista conosco.

    Abraço.

  • Diego

    Cara, entrevista du caralho, meio que um resumo mesmo de tudo que já li seu por aqui, como você mesmo falou não vou ter ciúmes da minha gata, falando bem de você, hahaha, ela é assim mesmo, e gosta tanto quanto eu dos teus textos. Realmente, gostaria de saber por em prática tudo isso que tu falou, é foda confesso, mas estamos no caminho certo, eu acredito. Agente analísa tudo e tenta ver os erros e os acertos, bem objetivamente. Quando for casar com ela (hahaha), eu te chamo.

    abcs

    Diego

  • Paty Kinomoto

    Eu passei exatamente oito horas e quarenta e um minutos lendo seu blog! rsrs
    Deprimente? Muito. Enriquecedor? Sem dúvida.
    Acho engraçado os posts de ‘aah, seu lindo, perfeito! Casa comigo hoje?’ kkkk…
    Engraçado que durante todas essas horas que passei lendo, em momento algum pensei ‘ele é perfeito e conhece as mulheres como ninguém’, porque sei que o assunto que mais ‘dominamos’ ou nos sentimos um pouco ‘seguros’ para falar é sempre aquele onde mais erramos, mais sofremos e aprendemos todos os dias com lágrimas e sorrisos.
    Você parece ser apenas uma pessoa que não teve medo da dor, nem de aprender dos erros e acertos na vida. Alguém que reflite e busca a melhora.
    Acho isso sinceramente notável e esta é a razão de ter passado tanto tempo aqui lendo teu blog.
    Todos nós erramos, alguns resolvem aprender com isso, alguns fazem ainda melhor: aprendem e dividem com aqueles que não tiveram a mesma lucidez.
    Se mais pessoas deixassem o orgulho de lado e tirassem um pouco do seu tempo para pensar, expor, discutir e compartilhar o que vivem, o que erram e acertam, talvez no futuro errassem com menor intensidade.
    Virei leitora assídua e sempre que eu puder contribuir com algo relevante, o farei. (Afinal, esse não seria um conceito simples de humanidade? rs)

    Parabéns pelo trabalho!
    Grande abraço, de coração.

  • Gabriel

    Aloha Gustavo.. Bom eu jah venho lendo seus texto a algum tempo, sempre acho muito bons, mais mesmo assim ainda encontro duvidas,
    Tipo porque temos sempre que fazer de conta que não ligamos pra elas para que elas realmente deem o verdadeiro valor a nos ?

    Vlw.. Ti cuida..
    Mahalo!

  • Daniel

    O que eu acho mais divertido é que algumas perguntas têm um leve tom de autoajuda, e tu pega o desvio e explica que tua abordagem não segue esse caminho; são conselhos, não fórmulas.

    Abraço

  • Adriana Mangabeira

    É verdade… Gustavo Gitti é meu guru. Não pq eu repito em meus Posts muito do q ele diz, mas pq, primeiro, eu apliquei muito do q ele diz, me tornei mais feliz, mais fluída e aberta às relações, para depois, compartilhar nos meus Posts, com a minha experiência individual. De qualquer forma, uma visão masculina é sempre mais gostosa e objetiva. A entrevista com ele abaixo é quase um Guia Prático de Sucesso nas Relações, adoro a visão dele de q a resposta é sempre padrão para todo e qq problema, aprendi isso com ele e levei isso pra vida, pro consultório (sou terapeuta)e pra ajudar as amigas. Todas respostas sao incríveis, mas gostei muito especialmente da 3ª. Gustavo, parabéns mais uma vez, voce é incrível. Se der, dá uma olhada no meu Blog, sua opniao seria mto valiosa. Um beijo!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Daniel, eu tenho uma puta aversão à abordagem autoajuda, mas reconheço que as pessoas são fisgadas por isso, então flerto direto com essa linguagem mais ingênua e cheia de certezas.

  • Sol

    “bom, você provavelmente perderá o melhor dos relacionamentos, que é justamente realizar… o outro”

    Gustavo, realizar o outro num relacionamento não vai de encontro ao que você já comentou em outros posts, de que a nossa realização e felicidade não vem do “outro”?

    Obrigada

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Gustavo, realizar o outro num relacionamento não vai de encontro ao que você já comentou em outros posts, de que a nossa realização e felicidade não vem do “outro”?”

    Sol, eu não sei por que as pessoas criam teorias em cima dos meus textos. Não tem teoria nenhuma aí. Basta começar a viver pra perceber que a felicidade do outro é inseparável da sua felicidade pois FELICIDADE não é algo pessoal e não tem centro, não tem causa, não vem de lugar nenhum.

    Aliás, a melhor generosidade é aquela que não tem recipiente, nem conteúdo, tampouco doador. É aquela que não tem ninguém ajudando ninguém. É aquela que ocorre com essa visão não-dual de eu/outro. Irônico, né?

    Basta estar presente e já ajudamos MUITO os outros. Basta isso, estar presente com os dois olhos abertos, sem esforço algum de fazê-lo feliz ou ajudá-lo, satisfazê-lo…

    Agora, o que não dá é ficar tentando encontrar uma lógica teórica pra essas coisas todas.

    Abraço.

  • Val

    Adorei seu texto.

  • alessandra

    Muito bom Gustavo, muito bacana acompanhar suas visões cada vez mais maduras, claras, simples.
    Compartilho de várias, pricipalmente essa da ludicidade e cada vez mais de ao invés de esperar do outro, SER o que se espera, ter sua vida, seu caminho próprio, enriquecê-lo e isso vem bem disso que vc diz, ampliar visões e espaços para compartilhar cada vez com mais pessoas essa felicidade que não nos pertence, ela está ai disponível em muitas possibilidades.
    Pra citar um filme, é como no Caos Calmo (acho que vc tb escreveu sobre ele), estar ali, disponível a oferecer, sem grandes pretensões, estar simplesmente presente.

    abraço!

  • Sol

    Gustavo, obrigada pela resposta. Não tentei criar nenhuma teoria acerca do que você escreve. Observe bem: fiz apenas uma pergunta. Não sabia que você teria essa postura com pitada de hostilidade diante de uma atitude que visava unicamente a reflexão.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sol,

    Eu não me referi a você, mas à pergunta, exatamente. E minha linguagem parece hostil mesmo, você tem razão. Ainda não consigo dialogar na web do jeito que eu gostaria, talvez quando houver um sistema que grave nossa expressão em vídeo enquanto escrevemos. ;-)

    Dito isso, digo de novo: perguntas assim surgem de uma tendência que temos (eu tenho igualzinho!) de achar uma lógica por trás das coisas. Aí lemos dois textos da mesma pessoa que dizem coisas opostas e surge naturalmente a dúvida: “Peraí, qual afirmação tá valendo?”.

    É isso que lhe disse: ambas valem, igualmente. E nenhuma vale, igualmente. É por isso que uma hora se diz uma coisa, e outra hora se diz outra coisa. Como poderia ser diferente? ;-)

    Um beijo cheio de hostilidade em você.

  • Fernando

    GUSTAVO…Na sua opinião porque sempre necessitamos encontrar uma lógica para tudo?

    INCLUSIVE agora…porque necessitamos de uma lógica ATÉÉÉ, para saber o porque sempre buscamos ela?

  • Jônata Marcelino

    Caro Gustavo Gitti,

    Despretensiosamente acabei conhecendo o seu blog, e o que encontrei por aqui foi algo do qual eu vinha há tempos procurando, que são palavras descomplicadas, objetivas e “lúcidas” sobre relacionamento, e dessa forma compreender e acrescentar gotas de felicidade numa relação. Como você próprio retratou na entrevista, é importante saber que existem leitores(as) que te ajudam a deixar este blog mais maduro. Dessa forma agradeço a você pela genialidade de demonstrar por meio de palavras o reconhecimento do íntimo de cada pessoa, como eu.

  • Jéssica

    Gustavo, eu agradeço sinceramente, porque tenho a impressão de ter aberto os olhos depois de muito tempo procurando coisas no escuro.

    Sabe quando o cara é “o mais incrível do mundo” no começo do namoro e, aos poucos, isso vai sumindo? E eu fiz com que brigássemos por essas coisas muitas vezes, porque eu quero que ele DEMONSTRE o amor que ele diz ter. Eu sou muito insegura e a mudança dele pra mim era falta de amor.

    Foi lendo seus textos que eu percebi que to errada. Indo pelo caminho errado, pelo menos. EU, primeiramente, tenho que demonstrar meu amor. E para de cobrar de alguém que essa pessoa seja o que eu não sou pra ele. Quero muito salvar meu relacionamento.

    Obrigada mesmo, agora entendi que tenho que ser pra ele a pessoa que eu queria que ele fosse para mim, e fazê-lo feliz me fará feliz. E se for diferente, não era pra ser.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Jéssica,

    Minha visão por cima sobre o que você falou e sobre o que vejo por aí:

    Negrite mentalmente as seguintes expressões “Não era pra ser”, “Quero que ele DEMONSTRE o amor”, “Tenho que demonstrar meu amor”, “Quero muito salvar meu relacionamento”.

    Veja, eu acho que sofremos muito por causa dessas noções, não tanto pela relação em si. Se a relação não faz com que ambos avancem na vida, se não é um espaço para ambos cultivarem virtudes, para ambos viverem de modo mais profundo, então ela não é uma boa relação, não tem nada pra salvar ou demonstrar.

    O que “era pra ser”? Porra nenhuma. Ou tudo. Então não faz sentido falar em “Não era pra ser”. Foi? Tá sendo? Então era pra ser. Vai terminar? Sim, tudo termina. Às vezes na grande morte, às vezes antes, numa morte menor.

    Se você sustenta uma visão que descreve sua relação com essas expressões, bem, antes da relação ter algum problema, é essa visão o grande problema.

    Se você pensa em “Salvar”, é porque parte de sua vida está em jogo ali, então foque em cultivar uma vida que não dependa tanto de uma só relação. Ou seja, crie relações positivas em todas as direções com todos os seres que encontrar por aí. Só isso já sustenta uma rede sutil que fará o medo do fim diminuir. Por que salvar se às vezes é melhor, mesmo, dar fim?

    Por outro lado, se há material para continuar, ainda assim, não é necessário pensar em “salvar a relação” nem em “demonstrar” porra nenhuma. Basta olhar para o outro sem congelá-lo nas identidades atuais. E fazer o mesmo consigo.

    Fazê-lo feliz te fará feliz? Não necessariamente, ou melhor, não se fizer isso para ter algum tipo de recompensa. Não é bem essa expressão. É que quando nos posicionamos a favor da felicidade dos outros (não só de uma pessoa), nossa mente se estabiliza mais facilmente e nosso corpo tem mais energia do que quando nos posicionamos para receber algo.

    Não é porque o outro fica feliz que ficamos felizes. É porque, ao agir para beneficiar os outros, nós ficamos felizes, damos sentido à vida, ganhamos direcionamento, não importa se isso tem resultados imediatos ou não, se o outro fica feliz ou se surta diante de nós.

    Se precisamos fazer alguém feliz para ficarmos felizes, pronto, seremos refém, nossa felicidade sempre será condicionada.

    O ponto é que essa transformação é unilateral e impessoal. Não importa a reação do outro e não é bem algo que diz respeito a algo dentro de você, mas a como você se posiciona. Se ficar aqui, você é tímida. Se for um pouco pra lá, pronto, você não é mais tímida. Timidez não é algo que está dentro, assim como a felicidade e qualquer outra qualidade positiva ou negativa. São todas qualidades impessoais.

    Quanto a demonstrar, nunca há a necessidade disso, ainda que o outro nos cobre. Naturalmente demonstramos o que rola apenas por viver de modo autêntico. Ou mesmo quando vivemos sem autenticidade.

    Aquele que mente fala a verdade, sem saber, pois sua verdade é: “Eu estou mentindo”. Se ele dissesse a verdade, não teríamos sua verdade, que é o processo da mentira. Ou seja, até mesmo aquele que dissimula está, sempre, demonstrando algo, se revelando, se expondo.

    Estamos sempre nus, não dá pra escapar desse processo. Mas dá pra saber olhar em vez de ficar de olhos fechados pedindo aos outros que demonstrem algo.

    Abraço.

  • Eterna Aprendiz

    Gitti,

    Se fechamos os olhos e pedimos ao outro que demonstre algo, não enchergaremos sua nudez, mas, antes, apenas a sua encenação.
    Se mentimos para o outro ou, muito pior, para nós mesmos, corremos o enorme perigo de desconectarmos do nosso desejo. Aí o preço pode ser alto. È assim que percebo as relações.

    abraço.

  • Ralfie

    Gitti, suas abordagens são sensacionais!
    Primeira vez que entro aqui, mas sempre leio no PdH tudo (ou quase tudo) que tem seu nome!
    Me identifiquei, quando você falou sobre tentar controlar pessoas/coisas. Em suas palavras: “Nossa capacidade de amar diminui, somos menos felizes, nos perturbamos mais facilmente.” E é exatamente assim! É exatamente assim que me sinto muitas vezes! E bom, com suas idéias, acabo de me abrir a novas possibilidades! E também, fiquei extremamente satisfeita quando você fala que a seu modo, todos demonstram alguma coisa, sempre!

    Quanto ao comentário da Jéssica, não acho válida essa história de “eu tenho que ser o que quero que ele seja pra mim”. Primeiro porque, possivelmente, o desfecho torna-se frustrante: Expectativas SÃO frustrantes, então não deve-se esperar nada de ninguém! Acho sim, que pra fazer o outro feliz, você tem que ser feliz individualmente e então compartilhar desta, de forma que bem estar, bom humor e alegria, são contagiantes! As pessoas precisam aprender a serem felizes por si só, sem achar que a própria felicidade depende do outro; Segundo porque, certo como o ar que respiramos, todo relacionamento é só maravilha no início, até porque, imagine passar por turbulências desde o início? Quem gostaria? Mas, as pessoas tem o direito (e porque não, dever) de mudar em todos os aspectos e de crescer. A solução simples e objetiva é aprender a lidar com a nova fase, não que seja fácil! As pessoas mudam por si e não por outra pessoa. Meu namorado por exemplo, nunca vai mudar, se for por uma vontade minha… mas será capaz de mudar, a partir do momento que ele entender e assimilar que precisa existir um consenso entre nós, para que o relacionamento continue saudável e agradável!

    Pra finalizar, Gustavo, quando eu crescer, quero ser igual a você! Sou sua mais nova Wannabe!

  • Eva

    Gitti,

    Vi você no Login e te achei simplesmente lindo e simpático, infelizmente peguei apenas o fim do programa. Vou começar uma campanha no Login para que você volte e fale do “NãoNnão1″, já que salvo engano, te apresentaram apenas como integrante do Papo de Homem que eu adorooo tb !!

    BjOoOoOo

  • Gustavo Gitti (autor)

    Eva,

    O programa está online na íntegra aqui: http://www.tvcultura.com.br/login/videos/naintegra/2010-08-09

    Só falta o bloco 1, mas você pode escrever pra eles pedindo. ;-)

  • Antonio Nunes

    Gustavo Gitti, Viadinho você!!!! Fanfarrão!!!! Zé Bunda!!!! Se acha pra pouca merda!!!

  • Jheff

    Cara, esse artigo e foda… Falou muito!!

  • Alice

    Falou tudo…
    Realmente me vejo em muito do que você disse!!!
    Ler esse artigo pode daqui pra frente me ajudar a curar minhas inseguranças e medos.

  • ADLA

    “É isso que lhe disse: ambas valem, igualmente. E nenhuma vale, igualmente. É por isso que uma hora se diz uma coisa, e outra hora se diz outra coisa. Como poderia ser diferente?”

    Vixi…
    Tô é viajando…
    A complexidade de relacionamento me dá nó no estômago às vezes… Fico sem saber por onde andar, parece uma densa e virgem floresta sem direção certa a seguir. Se for para um lado da trilha acabo em um precipício em meio à selva onde não dá para continuar. Se vou para outro lado rodo dias sem me encontrar. Certo sei, dizem alguns que o importante é a caminhada, mas tenho urgência em chegar a algum lugar, porque se fosse o contrário para quê caminhar? Fico queito me meu canto que certamente algo acontecerá. De um jeito ou de outro… Penso que as coisas são mais simples. Ó, mas entendo que é simples assim… Eu amo minha gata, mas não preciso de fazê-la feliz para eu ser feliz, na outra ponta, vê-la feliz me apraz, me trás satisfação. Deito na cama e velo o seu sono, namoro-a como se fosse uma poesia com o detalhe; Ler um bom livro no meio de uma roseira porque amo o cheirinho dela, e muito além do contato sexual, faço amor com ela também neste momentos.
    PS> Apesar de “trepar nela” todo dia (se puder)!!! Isto é um puta relacionamento.

  • Jonathan

    Legal a entrevista.

    Gitti, procurei no seu blog algo sobre o medo das mulheres em envelhecerem e ficarem solteiras. Conheço algumas mulheres que estão entrando em estado de desespero conforme a idade chega, se prendendo a relacionamentos ruins ou a relacionamentos potencialmente arriscados (ex. homens casados com filhos com diferentes mulheres). Acho que é um assunto interessante.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Jonathan,

    Todo relacionamento é “potencialmente arriscado”, cara.

    E todo relacionamento surge de uma forma de desespero. ;-) Ou melhor, a maioria.

    Mas tu tens razão: há esse medo, sim. Em homens e mulheres.

  • Lulu

    “Quando nosso amor diminui, a sensação de ser amado diminui. Na verdade, a sensação de ser amado não depende de quanto o outro nos ama ou demonstra esse amor, MAS DO QUANTO NOS AMAMOS. Essa sensação que tanto buscamos é efeito de nossa ação, da prática, do oferecimento, do nosso amor. Ela não tem nada a ver com o outro, tampouco com o que chamamos de “amor próprio” (peço desculpas aos gurus autoajuda que insistem em falar que a pessoa tem de, primeiro, “amar a si mesma”… tsc, tsc).

    Se esse amor depende do quanto nos amamos, como não chamá-lo de amor próprio?! Eis que a idéia do amor próprio parte do pressuposto de estarmos bem com nós mesmo e partindo dai estar bem com o outro, se aplicando perfeitamente( no sentido da minha recepção a sua afirmação)ao que você vem afirmando no trecho anterior.

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Se esse amor depende do quanto nos amamos, como não chamá-lo de amor próprio?”

    No texto, eu digo “quanto nós amamos”, não “nos amamos”. Isso faz TODA a diferença.

    Essa visão de amor próprio é, no mínimo, uma piada.

  • Blanca Huff

    Legal a entrevista.Gitti, procurei no seu blog algo sobre o medo das mulheres em envelhecerem e ficarem solteiras. Conheço algumas mulheres que estão entrando em estado de desespero conforme a idade chega, se prendendo a relacionamentos ruins ou a relacionamentos potencialmente arriscados (ex. homens casados com filhos com diferentes mulheres). Acho que é um assunto interessante.

  • Poeta

    Gitti, vc disse que:

    Uma dessas qualidades é a generosidade, no espaço ocupado normalmente pela carência. Em vez de exigir, esperar, cobrar ou pedir (seja no começo, no meio, no fim ou após o fim da relação), oferecer. Em vez de olhar como o outro pode nos fazer feliz, descobrir como podemos fazê-lo feliz e sentir como isso nos deixa muito bem, como isso dá sentido para nossa vida, dá brilho no olho, energia, potência.

    E logo depois disse tb respondendo ao comentário do Fernando que:
    Se você se relacionar pra se realizar (como muitos fazem no trabalho, “pra se realizar profissionalmente”), bom, você provavelmente perderá o melhor dos relacionamentos, que é justamente realizar… o outro.

    Agora me diga uma coisa:
    Existe alguém que consegue ser feliz somente oferecendo, dando, contribuíndo e etc e não ter o mesmo retorno?

    Cara, da mesma forma que vc se entrega, se dedica, faz, muda tudo e as vezes quase dá sua vida pra fazer o outro feliz, vc espera que sua parceira tb o faça por vc.
    É maravilhoso se sentir amado, desejado e etc e quando n se tem isso, de certa forma vc fica frustrado.
    Acho que todos desejam e adoram se sentir assim.
    Certa vez lí: Quando vc ama, n deve exigir que o outro mude, vc apenas o completa.
    Muito bonito, muito legal mas quando é vc quem é cobrado.
    Pergunto novamente: E quem me completa? E se pra mim é importante ouvir um eu te amo, estou com saudades e etc?
    Relacionamento é de dois e se somente um está feliz, n tá completo.
    Vc até pdoe dizer: Ahhh fazendo isso, com o tempo as coisas se ajeitam e sua parceira será como vc deseja…
    E qual é o limite? Falo por experiência…Até quando esperar?
    O que fazer para ter essa liberdade e n depender dos outros pra sermos um pouquinho felizes?
    Se vc namora, casa ou qq coisa do tipo é pq vc em primeiro lugar tem um sentimento forte pela pessoa e quer completar e ser completo.
    Ai volta no que perguntei, vc se dedica, entrega, comleta e etc e quem te completa?
    Abraços

  • Thamar

    Gustavo, ótimo! Sem besteiras eventuais. ;)
    Para quem já conhece o que você sente-e-pensa em movimento, foi como bater um papo perfeito com um velho amigo que amamos, e ao terminar, ter um sorriso radiante por todo o corpo e rua.

  • ALICINHA

    Saudede! deste comentarios que soma na vida da gente … e vc Gustavo continua um Gato. Abraço.

  • ALICINHA

    Maravilho! E assim mesmo que os amores da vida funciona… Digo para as mulheradas não corra atraz de alguém, que não corre atraz de de você … Mas!! Dê noticias sua há eles.. Homens gosta de saber noticias de mulheres feliz, realizada… que se amam.. tenta sentir esta sensação.. Abraço para Todos…

  • Laura'Laurinha

    Dei boas risadas ao ler seu site . . . e cheguei a conclusão que nesta vida de fato ninguém ensina ninguém a conviver com o fracasso,a dor,a separação,a traição,a pobreza,a riqueza e a tudo mais.Somos programados para errar e acertar por conta própria,em tempos modernos buscamos por meio de linhas escritas e desenhadas, novas formas de pensamentos . . . para uma nova postura diante da vida,que por si só já dá um trablhão danado.
    Parabéns por este espaço,
    Beijos na Alma!!!
    Laura’Laurinha / Pelotas-RS-Brasil.