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Entrevista com Marina e Ian - Série “Conversas de travesseiro” (1)

por Gustavo Gitti 13 January 2008 22 comentários



Ian e Marina

Já aviso: este é, de longe, o melhor post do Não2Não1 e o que está me dando o maior prazer em publicar. Ian e Marina são um dos motivos deste blog continuar sendo atualizado. Do pouco que conheço da história deles, posso afirmar: eles têm algo ali. Receberam meu convite ano passado e, aparentemente, tiveram de casar antes de me enviar as respostas. ;-) Essa entrevista é meu jeito de desejar longa vida a essa relação.

Eles foram orientados a responder todas as perguntas cada um no seu canto, a seu tempo. Só viram as respostas um do outro no fim do processo. Ao ler respostas tão alinhadas, você pode achar que eles me enganaram, mas tenho certeza de que fizeram, sim. Ian fala sobre liberdade, sensibilidade sem viadagem e manutenção do tesão. Marina fala sobre entrega, olhar de descoberta e ondulações do feminino. Homens e mulheres, aprendam!

Para ler com trilha sonora, sugiro essa aqui do Smashing Pumpkins (uma das faixas do álbum da vida deles).

Dedico esse post a todos os casais que estão brigando constantemente.

Está aberta a série “Conversas de travesseiro”, um espaço para ouvirmos histórias e ensinamentos dos mais variados casais. Se você for ou conhecer um casal com algo de bom para contar, entre em contato comigo. O anonimato (sem nomes, sem fotos) é possível.

Perfil

Ian e MarinaNome: Ian Black
Site: www.interney.net/blogs/enloucrescendo
Idade: 30
Cidade: São Paulo - SP

Nome: Marina Santa Helena
Site: www.chiqueirochique.com
Idade: 24
Cidade: São Paulo - SP

Quantos anos de relação?
Treze meses.

Namorando, morando juntos ou casados?
Casados desde o primeiro instante.

Entrevista

1. Qual casal fictício (cinema, literatura, música, pintura…) foi praticamente baseado em você com ela(e)?

Ele: Jesse & Celine, de Antes do Amanhecer / Antes do Pôr-do-sol. São duas pessoas fisicamente distantes, mas que desde primeiro encontro percebem-se como o resultado daquilo que suas vidas os fizeram querer e precisar. Seus diálogos são os mais próximos do real (a nossa realidade) que eu já constatei num filme, além de ter uma das músicas que fazem parte da nossa trilha sonora: “Come Here”, da Kath Bloom (There’s wind that blows in from the North / And it says that loving takes this course / Come here Come here.). Curiosamente, a Marina morava na região norte, e foi com ela que eu percebi que eu realmente poderia ser lucidamente feliz com uma mulher.

Ela: Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy), dos filmes Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-sol. Eles se encontraram por acaso em um trem e se apaixonaram completamente, mas logo tiveram que se confrontar com a distância. Nossa história foi muito parecida com essa, pois também nos encontramos por acaso e logo tivemos certeza de que queríamos passar o resto da vida juntos. Só que existiam milhares de quilômetros entre essa vontade e a realidade.

2. Qual casal real (famoso ou não) você admira?

Ele: Eu até que pensei em casais próximos, mas não encontrei nada próximo do que foram David Gedge & Sally Murrell. Juntos, eles formaram o Cinerama, uma das melhores bandas inglesas de todos os tempos. Das que falam sobre relacionamentos, não há nenhuma outra com letras tão apropriadas. As cançõess que David Gedge compôs enquanto esteve ao lado de Murrel conseguem enxergar todas as possibilidades de duas pessoas. Que outra pessoa gravou, num mesmo álbum, uma canção na qual um homem lamenta a nova “velha amizade” de sua namorada, seguida de uma na qual ele exulta-se na dúvida entre duas mulheres?

Ela: Admiro todos os velhinhos que vejo de mãos dadas, sorrindo pelas ruas. Não deve ser fácil chegar a esse ponto, mas é algo que almejo do fundo do coração.

3. Qual a essência do feminino? O que faz uma mulher ser mulher?

Ele: A liberdade. Não existe nada mais perfeito do que uma mulher livre. E entendamos por isso aquela que tem a consciência da sua existência e de suas possibilidades, sabendo exercê-las e ainda se fazendo desejada por isso.

Ela: Uma mulher está sempre pronta para se doar completamente e é capaz de mover montanhas para atingir seus objetivos. Sofre, chora, enlouquece, se preocupa, grita, e depois tudo passa, como se nunca tivesse acontecido. Mulheres precisam de muito cuidado e proteção, mas é só ouvir alguém dizendo “Eu tenho um problema”, que já viram as mãezonas e querem ajudar a resolver. A gente chora assistindo comercial de margarina ou quando o arroz queima, sim, mas consegue ter forças quase sobrenaturais para driblar as dificuldades.

4. Qual a essência do masculino? O que em um homem o faz homem?

Ele: É a velha e boa sensibilidade sem viadagem, que permite conhecer o poder feminino, respeitando, desejando e amando seu caráter libertário. E ainda assim, manter-se firme em seu papel de homem. É ser machão sem opressão.

Ela: Um homem de verdade deve ter sensibilidade sem melindres, deve ter segurança para conduzir uma mulher, tem que nos levar a sério nos momentos certos, sem se magoar com tudo o que dizemos (muitas vezes é só TPM), mas também tem que se permitir pedir colo de vez em quando. Homens de verdade sabem o momento certo de interferir ou de sair de cena.

5. Qual o grande obstáculo que você enfrenta em seu relacionamento com ele(a)?

Ele: Ter mais tempo sem preocupações. Os melhores momentos que eu vivi e vivo com a Marina são aqueles nos quais não temos que trabalhar no outro dia. Só que, por outro lado, nunca trabalhei (e me preocupei) tanto desde que me casei. Conseguir conciliar trabalho e relacionamento é talvez o maior desafio que eu já enfrentei.

Ela: Os atrasos. Eu sou muito agitada e ele é bem tranqüilo com tudo. Toda vez que escuto coisas como “Vou chegar dentro de meia hora” ou “Tô saindo”, sei que devo relevar, fingir que não ouvi, acrescentar uns 20 minutos a mais… Mas eu sempre acredito. E admito que beiro a histeria quando algo sai de controle por causa disso. Estamos tentando melhorar, eu tento relaxar mais e ele tenta manter o foco, porém considero isso algo que atrapalha bastante

6. Quais equívocos você vê freqüentemente nos casais amigos e nos relacionamentos em geral? Onde erramos e como poderíamos acertar?

Ele: Enxergo comumente dois problemas, que servem como base para a ruína a curto ou longo prazo: A primeira é opressão, imputando moldes inadequados ao parceiro. A outra é a falta de empenho, que com o passar dos tempos aflige quase todo casal. Vamos esquecendo a importância do desenvolvimento de mecanismos para a conquista constante, a manutenção que traz tesão pelo amor que um sente pelo outro. Saber das armadilhas da rotina e como driblá-las é algo que o Não2Não1 faz muito bem, prestando um serviço sem igual, do qual já aproveitei muita coisa boa, percebendo e corrigindo muitos e evitando tantos outros, além do melhor de tudo: praticar constantemente os acertos.

Ela: Acho que a maioria dos casais vive em uma eterna disputa. O mundo anda tão competitivo que as pessoas não conseguem conviver em harmonia sem fazer comparações. Conheço muitos casais que se separaram porque um não conseguia conviver com o sucesso do outro. E aí começa aquela coisa de colocar para baixo.

A mulher se vestiu toda linda para sair? O marido diz que ela está vulgar. O namorado conseguiu uma promoção? A namorada fala que o dinheiro que ele vai ganhar não é suficiente. Relacionamentos acabam o tempo todo por causa de coisas assim. Pessoas incapazes de elogiar, de falar de coisas boas, de ver qualidades no outro.

Outro problema que vejo muito é a insegurança, que tem sintomas parecidos com o da disputa. Quando alguém está inseguro dentro de um relacionamento acaba jogando o outro para baixo para tentar se sobressair.

Esse tipo de erro poderia muito bem ser atenuado se as pessoas olhassem mais para o outro com o olhar puro. Por olhar puro, quero dizer aquele olhar de descoberta, de quem vê algo pela primeira vez. Se cada um olhasse para ou outro e procurasse ver as qualidades que sempre estiveram lá, mas que por algum motivo estão ocultas, as coisas seriam muito mais fáceis.

7. Qual o mínimo e quase imperceptível detalhe que você ama nele(a)? Algo no corpo, um jeito específico de fazer ou falar, qualquer coisa vale.

Ele: Ao acordar, faço questão de enchê-la de beijos nas costas, pescoço, braços… Mais do que o gosto e o cheiro dela pela manhã, o que me garante um bom dia desde os primeiros minutos são os sorrisos que ela dá a cada beijo. Seu rosto fica de lado, seus lábios alargam-se, me dando a certeza de que eu quero fazer aquilo pra sempre.

Ela: Tenho uma relação de amor e ódio com o otimismo dele. Às vezes quero matá-lo por ser sempre tão confiante, mas no final das contas é justamente aquele olhar de “eu sei o que estou fazendo e tudo vai ficar bem” que faz com que eu feche os olhos e me entregue completamente nas mãos dele, amando-o cada vez mais.

8. Qual o mito que resume a história de você com ele(a)? Vocês são Bonnie e Clyde, Lóri e Ulisses, Barbie e Ken, Sansão e Dalila, Shakti e Shiva, Shrek e Fiona… Ou qual outro?

Ele: Modéstia à parte, acredito que somos um casal digno de figurar entre os acima. Somos capazes de legitimar as nossas aspirações, e temos uma história fantástica.

Ela: Essa pergunta está sendo uma das mais difíceis de responder. É que poderíamos ser tanta coisa, pois a cada momento estamos em transformação. Supergêmeos, A Dama e o Vagabundo, Maga e Horácio (de O Jogo da Amarelinha), Holly Golightly e Paul Varjak, ou mesmo o casal transatlanticista no clipe de A movie script ending… Bem que nos encaixaríamos em qualquer um desses, mas os mitos são inertes e nós nos reconstruímos a cada dia. Então, prefiro que sejamos apenas Ian e Marina.

9. O que ele (a) viu em você, quando nem você via, e hoje constitui totalmente seu ser?

Ele: Há uma passagem no clássico dos quadrinhos “O Cavaleiro das Trevas” em que um aposentado comissário Gordon, ao ser surpreendido por um bandido, adolescente, não hesita em puxar o gatilho, não sem antes emitir o célebre pensamento “eu penso em Sarah, o resto é fácil”. Comigo é assim desde que ela apareceu na minha vida “eu penso em Marina, o resto é fácil”. Desde que ela apareceu na minha vida, as coisas têm evoluído de maneira surpreendente. Eu penso na minha vida com ela, e como tudo é muito bom e pode ficar ainda melhor, e isso me dá a força que eu nunca tive nesses quase trinta anos de vida.

Ela: Descobri, através dele, que preciso de proteção, de um guia, que tenho direito de errar. Em outros relacionamentos sempre achava que preciava ser uma super-mulher, quando o homem fazia algo eu precisava fazer também, só que mais e melhor. E ficava naquela espécie de disputa infundada, da qual sempre saía um perdedor. Hoje me permito ser uma mulher feita ou uma criança dependendo da situação.

10. Descreva o momento de maior abertura, felicidade e transcendência que você já viveu com ele(a).

Ele: Curiosamente, é o motivo que, posteriormente, me levou até tu e teu blog, Gustavo. No começo de Dezembro eu estive em Belém para encontrar a Marina pela primeira vez, e lá passamos oito dias inesquecíveis. Mas nessa época do ano a cidade está sempre com o céu nublado, o que nos impediu de contemplar um pôr-do-sol juntos. Isso só foi acontecer no dia 26 de Dezembro, quando Marina já estava na minha casa, em São Paulo. No final de uma tarde ensolarada, resolvemos subir no telhado de casa para fumarmos. Na metade do nosso cigarro, uma chuva nos surpreendeu, mas continuamos ali, sentados, até que o céu se abriu, com uma variação de cores que saltavam aos olhos, assim como as casas ao nosso redor. No alto, dois arcos-íris apareceram e o sol enfim pôde ir embora como merecíamos. Foi um dos nossos maiores Holy Moments (cuja melhor comunidade no Orkut sobre o assunto te pertence).

Ela: Ele foi me visitar pela primeira vez, na cidade em que eu morava. Foi nosso primeiro encontro fora do mundo virtual, finalmente teríamos 10 dias para colocar em prática todos os exercícios amorosos que até então tínhamos somente imaginado. Em um desses dias, saímos para tentar ver o pôr do sol, mas estava nublado. Não tinha problema. Nada importava, além do fato de estarmos ali, lado a lado. De repente começou a cair uma chuva torrencial e tivemos que correr. Corremos e corremos e corremos, tanto. Quando paramos só conseguíamos rir, e ficamos parados, nos beijando na chuva, por apenas alguns minutos, mas que pareceram horas. Uma verdadeira cena de filme. Até que ouvimos palmas, assovios e gente gritando “Ohhhh”….e voltamos a correr.

11. Pergunte algo para ele(a) e escreva aqui a resposta. E vice-versa.

Ian e MarinaEle: Por que somos um casal tão especial?
Ela: Porque o que sentimos transcende o “amor romântico” e nos permite experimentar múltiplas formas de relacionamento.

Ela: O que você pretende fazer para tudo continuar assim? Para o amor não acabar?
Ele: Continuar sendo um safado. Sempre.

Perdi meu tempo.Você tem 12 anos?Tá frio hj, né?Quando sai o livro?Deu uma vontade de fumar... (1 votos | gostou do post?)
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22 comentários »

  • Poetriz disse:

    Uma graça de entrevista mesmo.
    Assim dá até vontade de acreditar novamente no amor…

    Vida longa ao casal!
    “Que seja eterno enquanto dure”

  • cybele disse:

    Ver ou ler sobre pessoas apaixonadas é sempre uma renovação. É o unico exercicio no qual excedemos todos os nossos limites e não colocamos barreiras em nada.Quem ama em partes, não ama, testa o proprio ego. Ontem, terminei de ler o livro do meu amigo Alcione onde ele cita uma frase que fica na entrada do Buda Bar-”Aquilo que dá sentido a nosa vida e nos traz felicidade está sempre a uma volta de distância de nossos olhos. Você já olhou direito?”.Bjs para vocês.

  • myla disse:

    uaaauuu: ma.ra.vi.lho.so!!!!

  • Thiago Mobilon disse:

    “Ela: O que você pretende fazer para tudo continuar assim? Para o amor não acabar?
    Ele: Continuar sendo um safado. Sempre.”

    HUAHuahuHAUhuahuHAUHua

    A sintonia dos dois me surpreende cada vez mais. É de encher os olhos.

    Certamente um dos textos mais inspiradores aqui do Não2Nã1.

    Meus parabéns aos recém casados =D

  • camilo vitorino disse:

    Muito legal a intrevista. A trilha sonora também não deixou nada a desejar!

    muita felicidade pra vocês!!

  • B - A Vida Secreta disse:

    Sincronicidade… Esta é a impressão que se tem do casal durante toda a entrevista. Bem legal!

  • Quéren Hapuque Gite disse:

    Ameii…
    Entrevista muito boa…mostra a sintonia entre o casal….

  • Xpock.com.br - Vídeos, humor, curiosidades, webcam e imagens. disse:

    [...] do buraco tudo é bêra Qual será o segredo do CCAA? WOW, isso sim que é um mergulho insano! Conversa de travesseiro, uma lição para casais. Preta Gil leva ‘caldo’ em Ipanema Atores brasileiros antes e hoje. Photoshopada mal feita [...]

  • Adriana disse:

    “Não existe nada mais perfeito do que uma mulher livre. E entendamos por isso aquela que tem a consciência da sua existência e de suas possibilidades, sabendo exercê-las e ainda se fazendo desejada por isso”.
    Certa vez, uma atriz comentou na TV algo parecido com isso: “Se você deseja um príncipe, transforme-se na princesa dele”. Eu diria o seguinte: “Seja o príncipe/a princesa de si mesmo(a)”. À medida que uma pessoa se sente explorando cada vez mais seu potencial espiritual, profissional, afetivo, criativo, etc., estas realizações preenchem-na de tal forma que ela passa a ser um foco de interesse para os outros e um estímulo crescente para si mesma.

  • Vanilda disse:

    Coisa boa de se ler!!!
    Dizem que podemos aprender com os erros de outras pessoas, mais prefiro acreditar que aprendemos muito mais observando o amor a nossa volta.

    Uau, show essa entrevista!!!

    Até,
    Vanilda

  • Bilu disse:

    É a minha Shimal?!?! Meu Deus como cresceu essa menina!!! É linda, forte, decidida, livre, amada….é A mulher!

  • Polly disse:

    Concordo com o Ian e tb com o comentário da Adriana, pois a mulher (e o homem tb!) que tem consciência de sua existência e de suas possibilidades e busca sempre caminhar pra frente, se entregando à vida e se desenvolvendo espiritual, critiva e emocionalmente irradia beleza, propósito, simpatia, carrega um imã dentro de si e consegue encantar o seu cônjuge naturalmente. Se a gente busca ser mais conectado com as possibilidades do mundo, isso com certeza irá encantar a todos em volta.
    Eu gostei tanto dessa série “conversas de travesseiro” q me inspirei a escrever em meu blog sobre a temática desse blog aqui, os relacinamentos lúcidos, sobre a mulher de hoje na minha visão… Quem se habilitar a ler…
    http://www.pollyfonica.blogspot.com

  • Gustavo Gitti disse:

    Polly, adorei seu post. Fico MUITO feliz em estar nisso junto contigo.

    Abração!

  • George Nadal disse:

    Que porre ein?
    Já dizia o Pardal: “Como é ridículo o amor alheio.”
    O estômago até embrulha.
    Esta sensibiliade só existe no cinema, no teatro, na literatura.
    É claro que é uma fantasia bonita mas na prática é tão improvável que só se materializa na imaginação ou nos blogs de solitários.

  • Gustavo Gitti disse:

    Então, George, tem um post sobre inveja aqui no blog… ;-)

    Dei risada com sua brincadeira. Agora, sério: gostou da entrevista, então?

  • Thiago disse:

    Excelente entrevista, meus parabéns.

    Quase fiquei com inveja.

  • Pedro Lockmann disse:

    Pô… gostei do q eu li… Isso é raro nos dias de hoje! Contos de Fada são realmente possíveis!! já vivi coisa parecida, porém num curto espaço de tempo, quando acabou,me senti vazio… Mas “the dream is not over”… Recentemente conheci uma guria q é o meu número… É o começo de um novo Conto de Fadas!!! Sempre digo, “nunca desistam, afinal, o FIM não existe não existe, o que existe é o COMEÇO DE OUTRA COISA!!!! Abraço pra todos!!

  • Matt. disse:

    A entrevista é legal. O casal também.
    Porém… não sei…

    Quero dizer: no início de uma relação tudo é sempre cor-de-rosa. Eles estão juntos há 13 meses. Nada demais. O primeiro ano de meus relacionamentos sempre foi ótimo…

    Entenda bem: não estou criticando. Se durar, ótimo. E pode ser o caso. Eles podem representar o casal perfeito, a perfeita união de 2 pessoas complementares. Mas nem sempre isso basta. É necessário um esforço constante, ser honesta sobre seus pensamentos, e estar pronto para mudar. Porque ninguem fica eternamente sem mudar, por causa da vida, do trabalho, de outros encontros.

    O mais difícil não é encontrar a pessoa certa, mas fazer o máximo para que cada um continue a pessoa certa do outro.

    Meu conselho para esse casal - de experiência, e se quiserem aceitá-lo - é o seguinte: coloquem na mesa tudo o que você gosta em você, no outro, e tudo o que você não gosta em você e no outro. Usem diplomacia, tudo nem é sempre bom para dizer, mas é melhor dizê-lo logo de início que daqui a alguns anos. E conversem sobre até que ponto vocês estão capaz de mudar.

    O primeiro casamento - e as relações anteriores - não deram certo por eu não ter feito isso, achando que detalhes insignificantes sumiriam… Não fiz esse erro com meu casamento atual, e acho que está dando certo: eu mudei comportamentos meus que ela não gostava muito e provavelmente iriam ser problemas um dia ou um outro, e ela mudou também algumas coisas. Não vou dizer que tudo é perfeito, porque acho que a perfeição não existe. Mas até agora passaram 5 anos, e eu gosto continuo gostando dela mais a cada dia.

    Agora, terá sempre alguem visitando meu blog e dizendo: você não é fiel, você pensa em coisas fora do casamento… você falta algumas coisas… Sim, sem dúvida. Mas isso é não ser fiel? Quando você conversa com alguem na rua ou no café, que não tem a sua opinião ou a do seu parceiro, é trair alguem? Somos adultos. Me lembra o que meus pais sempre diziam quando a gente entrava nas lojas: “se olha com os olhos, não com as mãos”…

    Bom, estou me afastando do assunto. Tudo o que quero dizer, é que não basta ter “sincronia” no casal, e sim: perseverança, esforço, auto-escuta. e conversas honestas e abertas. Aí sim, vai dar.

    Abraços,
    Matt.

  • fabiana disse:

    pôxa, que lindo!
    quando a gente vê gente feliz, dá a maior vontade de ser feliz também, né?
    de verdade, obrigada por dividirem com a gente esse pedacinho de vocês!

  • Gustavo Gitti disse:

    Matt, meus primeiros anos também foram uma maravilha, sem brigas, etc.

    Mas tempo não é nada e não podemos fazer julgamentos desse tipo. Às vezes 13 meses são 5 anos, por que não?

    Sobre seu conselho, essa é a visão masculina. Discutir, conversar, catalogar. Eu digo que isso não movimenta energia, não nos leva à transformação.

    Além dessa questão racional, sou contra a idéia como um todo de tratar a relação como um negócio: “eu exijo mudanças suas, você pode exigir mudanças minhas”.

    Essa lógica diplomática é totalmente furada. Uma boa base para a relação é: “eu te amo e naturalmente vou me transformar mais e mais para você, sem exigir nada em troca”. Se um falar isso sem falar e o outro também falar isso sem falar, pronto, aí sim.

    Eu falo mais sobre isso nesse post aqui:

    http://nao2nao1.com.br/amor-de-conveniencia-e-amor-de-transformacao/

    Tome muito cuidado ao sair dando conselhos baseados na sua própria visão. Os melhores conselhos são aqueles que partem de dentro do outro, quando abandonamos nossos próprios referenciais e vemos de dentro do mundo do outro.

    Se há um esforço, é esse: quando adentrar outro mundo (como o desse casal aí em cima), tente realmente escutar em vez de ouvir seu próprio diálogo interno.

    Abração!

  • Jazz disse:

    O mais legal é que eles acreditaram nisso, mesmo com a distância. Enquanto tem muita gente que EVITA isso.

  • Jeane disse:

    Gostei da sua lucidez Gustavo!

  • Geraldo Protta disse:

    Goste muito da sensibilidade e sinceridade com que os dois tratam a relação e o assunto. Bonito mesmo!
    Realmente desejo aos dois, muita felicidade, e que continuem sendo exemplo.
    Espero ve-los velhinhos de mãos dadas. =)

    Abraço

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