Entrevista com Sarah – Série “Mulheres por elas mesmas” (6)

por Gustavo Gitti 12 fevereiro 2008 29 comentários
  

Picasso - Girl Qual o lance com as mulheres? Quais as matizes do feminino?

A série “Mulheres por elas mesmas” continua, como uma celebração do feminino em toda a sua diversidade. A sexta entrevistada (leia outras entrevistas) é uma blogueira de primeira. Em um blog trata de variedades com um toque ecológico, em outro se delicia com contos eróticos.

Ela disse algumas coisas que chamaram a minha atenção: “os homens são muito mais acomodados que as mulheres, morrem de medo de romper ou mesmo modificar o estabelecido”; “o modelo tradicional de casamento não funciona bem comigo”; “e depois daqui, quando tudo acabar para onde iremos?”. Compartilho dessas 3 visões: a impotência masculina, a falência do casamento e o assombro existencial diante da morte.

Sem mais comentários, deixo vocês com Sarah.

Se quiser participar ou indicar alguém (homem, mulher ou casal), entre em contato comigo. O anonimato é uma opção.

Perfil

Nome: Sarah K
Cidade: Salvador – BA
Idade: 40 anos
Blogs: Idéias despedaçadas | Eroticidades

Entrevista

1. Qual é a personagem (cinema, literatura, música, pintura…) que mais retrata e expressa o feminino para você? E qual a mulher (famosa ou não) que mais encarna a essência feminina?

Frida KahloAntes de tudo quero dizer que não acredito que exista personagem ou mulher que sintetize a essência feminina. Mas se é para citar algum onde percebo traços desta essência, digo que é Capitu de Machado de Assis, que no meu ponto de vista, encarna uma das mais fortes características femininas – a complexidade.

E a mulher real, qual seria? Não tenho opinião formada desde sempre, mas agora pensando no assunto me veio à cabeça Frida Kahlo e sua força insuperável, sua aparente fragilidade física, sua fibra indefectível, sua sensibilidade e suas dores.

2. Que homem conseguiu entender a alma das mulheres?

Será que existiu algum? Quem sou eu para falar, alguém que vive a menos de meio século nesse mundo tão velho…?

A B. e o Alex falaram de Vinicius. Será que tem de ser poeta para entender nossas almas? Acho que estou concordando com eles, sobre a poesia, pois meu escolhido é o Chico Buarque. Não ouso afirmar que entendeu completamente nossa alma, mas tentou brilhantemente em muitos momentos como: “A mais bonita”, “Teresinha”, “Alumbramento”, “Folhetim”, “Deixe a menina”, “Mil perdões”, “Sentimental”, “Você vai me seguir”, “Tatuagem” e outros que não lembro agora.

3. Quais equívocos você vê frequentemente em suas amigas ou em mulheres em geral? Onde elas erram e como poderiam acertar?

São tantos… Mas vou me ater ao mais despropositado e tolo de todos: acreditar que podem mudar o parceiro porque lhes parece ingenuamente mais fácil acabar com o incômodo do que investir na compreensão, na cooperação, na construção de uma parceria de opostos. Porque muitas vezes é deveras difícil praticar a tolerância e cultivar o respeito pela individualidade do outro. Ouço alguns homens queixarem-se de suas parceiras que insistem em mudar determinados comportamentos que fazem parte da sua essência pessoal, ou até mesmo interferirem em sua maneira de obter satisfação ou em suas preferências mais básicas.

Uma coisa que poderia ajudar muito é conhecer o espírito masculino, como eles pensam, agem, reagem; parar de fantasiar, de cobrar em excesso e respeitar seus momentos de reclusão e silêncio.

4. Quais confusões você observa em seus amigos ou parceiros? Onde eles erram e como poderiam acertar?

Geralmente não conseguem ser sinceros, externar algo que lhes incomode, assumir sentimentos e interferências externas, ou mesmo quando, incapazes de assumir desinteresse, preferem sumir a dar explicações.

Essa falta de objetividade e dificuldade para “discutir a relação” cria muitas vezes sérios problemas que podem minar o entendimento. É nessa hora que entra o medo. Medo de desagradar, medo de destruir um falso conforto, medo de ser mal interpretado, medo de perder, medo de ouvir.

Os homens precisam ser mais honestos e assumir de peito aberto suas inseguranças e insatisfações. Nesse sentido vejo que eles são muito mais acomodados que as mulheres, morrem de medo de romper ou mesmo modificar o estabelecido. É necessário perceber que relações são dinâmicas, vão sempre estar crescendo, se transformando. Desta forma aparece outra questão, o investimento, e este é um desafio para os dois. Nós, homens e mulheres, precisamos ter em mente que nenhuma relação é estável ou está pronta, ela é construída a cada dia, precisa ser regada, alimentada como qualquer coisa viva.

5. Amor eterno e casamento; amor líquido e morar junto; ou paixão intensa e solteirice sem fim? Com um homem machão e rico; sensível e inteligente; ou profundo e cortante?

Parafraseando o poeta, “que seja eterno enquanto dure”. Não acredito em contratos dentro das relações amorosas. Já passei por 2 relacionamentos estáveis (?), morando junto. Tenho 2 filhas, atualmente estou solteira e para o próximo relacionamento quero adotar o estilo cada-um-em-sua-casa. Descobri, com experiências anteriores, que o modelo tradicional de casamento não funciona bem comigo (não nego, entretanto, que funcione muito bem para diversas pessoas). Detesto a rotina, a acomodação, o desgaste e o excesso de intimidade que infelizmente ele proporciona.

Quanto aos homens, não desisto dos sensíveis, bem humorados, maduros, honestos, charmosos, nem dos inteligentes, óbvio! Não precisam ser ricos, mas que persigam a felicidade, engajados nos seus projetos de vida.

6. Qual a sua arte? No que você é realmente boa? Se pudesse oferecer algo ao homem de seus sonhos, qual seria seu presente?

(Risos) Me lembrei agora da resposta da Renata, porque me identifiquei totalmente com ela. Se tem uma coisa que faço bem é encontrar a felicidade na simplicidade das pequenas coisas: praia, boteco, cerveja gelada, banho de cachoeira, jogar conversa fora, comer pipoca no cinema, percorrer trilhas a pé, tudo sempre acompanhado de muito riso solto e bom humor. E para completar, sexo com naturalidade e sem falsos pudores, isso faço bem, principalmente quando estou apaixonada.

Para o homem dos meus sonhos, daria uma noite de puro prazer: massagem para provocar os sentidos, sexo picante e para finalizar uma comidinha daquelas feitas carinhosamente para depois do amor.

7. O que faz você gozar? Fale sobre posições, fantasias, pegadas, jeitos, toques e andamentos.

Química, cumplicidade e admiração são os afrodisíacos que disparam meu tesão e me fazem gozar fácil, os melhores caminhos quando a cabeça está leve e livre de preocupações.

Gosto de troca, de intensidade, do contato, pressão de corpos, pele com pele, suor, ver o tesão no olhar, cheiros, sabores, mordidas de leve, ouvir e falar coisas picantes, pequenas pirraças, gemidos, chupar, beijar na boca, sexo oral sem moderação, o roçar da barba por fazer, meu gosto e cheiro na boca dele, os pêlos, as veias saltadas sobre a pele, a expressão de desejo, sentir o gozo dele chegando…

8. Quais os pequenos detalhes que te fazem mulher? Seus braceletes, sua poesia, seu jeito de se sentar na sala do cinema… o quê?

Quando faço meus rituais de beleza, cremes, máscaras, hidratações. Tudo isto em casa porque odeio salões de beleza, nisso concordo com Zeca Baleiro: “há menos beleza no salão de beleza”. Quando experimento uma nova lingerie diante do espelho imaginando seus efeitos incendiários. Quando escrevo meus contos e poesias no Eroti-cidades. Quando vejo a expressão de admiração nos olhos do meu homem.

Não sou nada perua, meu visual é bem básico e descontraído, mas sem meu baton, meu perfume e um brinco na orelha me sinto nua, só os dispenso quando realmente devo ficar assim.

9. Qual é a grande história da sua vida? Para além de fatos brutos, em qual enredo mitológico você vive? Você é Cinderela, La Loba, Tara, Lilith, quem? Qual seu mito?

ArtemisSinto-me meio Ártemis, a deusa grega da natureza. Apesar de viver bem no meio urbano, percebo as cidades como lugares inóspitos, violentos e injustos e, não nego, neste sentido, sou idealista e sonho com um mundo onde as injustiças se reduzam, onde o homem aprenda a respeitar e conviver em maior harmonia com a natureza, onde a paz possa encontrar espaço. Assim como ela, cultivo a simplicidade, uma atitude jovial e descontraída. Assim como ela, que é deusa da caça e ao mesmo tempo protetora dos animais, carrego em mim enormes contradições, sou doce e emotiva, mas posso tornar-me a mais fria das criaturas quando sou ferida no meu íntimo. Não me vingo, mas perco a compaixão.

No tarot é associada à carta da Lua, cuja mensagem é não ter medo de dirigir-nos ao desconhecido, de encarar nossos medos e erros e nem temer a sombra que levamos dentro de nós, ao contrário, decifrá-la – o mito do auto-conhecimento. Sinto-me assim, uma caçadora de mim.
Misturado a tudo isso, tenho umas pitadas de Afrodite fazendo o contra-ponto.

10. Descreva o momento de maior abertura, felicidade e transcendência que você já viveu.

Quando minhas filhas nasceram experimentei a sensação mais impressionante de minha vida, algo tão forte que fica difícil expressar em palavras. A primeira vez, era ainda quase uma criança e toda emoção ficou meio embaralhada diante da minha imaturidade e despreparo. Contudo, a segunda experiência foi algo marcante, aquele momento ficou gravado a ferro e fogo em minha memória: um ser pequenino e frágil, nutrido e elaborado por mim, agora deitado sobre minha barriga, com apenas um olhinho aberto, me olhava e sorria como se me conhecesse há muito, muito tempo. Chorei.

11. Escreva aqui a pergunta que gostaria de receber e trate de respondê-la! Pode ser algo que sempre desejou que um homem lhe perguntasse ou apenas algo que você queira dizer.

O que mais te aflige?

Uma noite, deitada em minha cama, pré-adolescente, ainda uma criança, me perguntei: e depois daqui, quando tudo acabar para onde iremos? As árvores, os rios, as pessoas, o vento, as casas, o sol, os sorrisos, a chuva, os abraços, as estrelas, a alegria, eu? Nesta noite quase não dormi, acordava volta-e-meia, sobressaltada diante da pergunta sem resposta.

Desconhecer ou não ter controle sobre algo ou algum fato me oprime o peito. Quando penso nisto, me vêm à cabeça a morte e a angústia que sinto diante desta realidade inexorável. Nessa hora minha formação católica não me livra dos medos, me sinto tão cética…

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29 comentários »

  • srta. rosa

    Poxa, ficou fantástica essa entrevista. Amei.
    Clap-clap-clap.

    Bjzj

  • enterrado « **idéias despedaçadas**

    [...] ** Gente, estou participando da série MULHERES POR ELAS MESMAS no blog  Não 2, Não 1 do Gustavo Gitti, quem quiser pode conferir a ENTREVISTA  [...]

  • Marcelo

    Eita coisa boa…bacana…mulher inteligente é mil papos – eu acho! li a Sarah adorei…lí até a sexta resposta….volto e leio as demais!!!!

    bjs

  • Sarah K

    Oi Gu!

    Ficou ótima sua introdução .. adorei saber desta partilha, mas fiquei surpresa com vc … tão novo e já com esta imagem do casamento. De qualquer forma, penso que te entendo, pois percebo a complexidade de tua personalidade, tua maturidade, a clareza das tuas idéias.

    Valeu demais a experiência que vc me proporcionou.
    E prá quem leu e gostou, obrigada!

    ;-)

  • B.

    Eu li, eu li, eu li!!!! E gostei moça.

    “E para completar, sexo com naturalidade e sem falsos pudores, isso faço bem, principalmente quando estou apaixonada.”

    Isso que é simplificar e descomplicar! Apaixonada é tudo de bom.

    Adorei!

  • Eraldo Rosa

    Grande Sara! sarapeando por aqui também, uma ótima entrevista :)

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sarah, eu sou totalmente a favor de experimentar ao máximo todos os tipos de conexões entre homem e mulher. Então mergulho mesmo, quis morar junto (morei 3 anos com minha ex), desafiar a rotina, etc, mas creio que o casamento como modelo e estrutura de relação JÁ ERA.

    Ele não mais dá conta e as pessoas estão explodindo ali dentro. A sociedade atual oferece espaço para múltiplas histórias e identidades e o casamento foi feito para outro tipo de sociedade, aquela na qual tínhamos duas identidades (no trabalho e na família) e poucos mundos acessíveis.

    Traições, divórcios, um monte de putaria… Muito difícil achar um casal que se adeque ao modelo clássico de casamento.

    O casamento como modelo implica nisso: promessa de amor eterno e monogamia. Se não há isso, não podemos chamar de casamento. Essas novas construções híbridas muito me interessam.

    Ah, e minha personalidade não é complexa não. Sou só um menino. ;-)

    Abração e obrigado pela entrevista!

  • João

    Uma das melhores entrevistas com mulheres nesse blog ;)
    Meus parabéns Sarah, tá 10

  • AD

    Muito, mas muito boa mesmo , essa entrevista!!!
    Parabéns!!!SARAH!!!
    Uma mulher pra lá de interessante….e solteira???POde????Esses homens…precisam aprender a se pegar nos detalhes….detalhes…homens ABRAM os olhos!!!!

    Bjs

  • Sarah k

    Gustavo,
    uma visão contemporânea sobre casamento a sua, da qual compartilho absolutamente. Os modelos de relação baseados nessa instituição estão geralmente fadados à falência.

    Joâo,
    bom saber que vc gostou…
    ;-)

    AD,
    Rsss … valeu, e tomara que os homens aprendam a enxergar detalhes … vai ser bom!
    ;-)

  • Sarah k

    Eraldo, rs
    que bom ver vc aqui curtinho a entrevista! :-)

    B,
    tento descomplicar as coisas, ser leve sempre que posso. Brigadinho pelo carinho!
    bjs

  • Thiago dos Reis

    É.. é a vida.

    curti a entrevista, muito boa.

    todas as pessoas quando entrevistadas aqui parecem sábias e entendidas… seus medos, inseguranças, seus defeitos ficam ‘ocultos’.

    e dessas pessoas ?talvez? sábias, vc me pareceu a mais.

    muito bom.

    bj

  • Eterna aprendiz

    Ainda sou muito jovem (quase 49 anos), portanto tenho muiiiiiiiiiiiiiiiiita coisa para aprender e para viver. Agradeço a todos vocês por compartilharem, com intenções tão puras, a própria experiência. Lá no fundo, imagino que quem lê, se prestar bastante atenção, descobrirá, que há neste compartilhamento um pedido de amor. Pedindo/recebendo e, concomitantemente, doando/desapegando, o AMOR circula. É isto que eu tô achando o máximo. Estou captando bem a licão???meus queridos professores…

  • cy

    Gustavo, não vejo o casamento dentro deste padrão, até por que seria impossível por sermos seres em constante processo de aprendizado.
    O que eu posso te dizer , da minha pouquíssima experiência, é que existe um exercício constante de cumplicidade e consciência dos nossos pontos fracos e fortes, virtudes e fraquezas. O outro não é seu, nem é parte de você. Ele está com você, é uma caminhada. Este ver, sentir, possuir, doar,se entregar despudoradamente dentro da relação é um desafio difícil, por que o Amor é simples e o ser humano precisa sempre ficar na defensiva. Posso te garantir que, entre altos e baixos, tombos e capotagens, vale a pena. O que eu concordo com você é que este modelo burocratizado e sufocante é que não funciona mais. Agora vou ler o texto da Sarah, eu adoro esta série.
    bjus

  • cy

    Sarah, como é bom sentir e ser levada por essa leveza. bjs

  • Gustavo Gitti (autor)

    “não vejo o casamento dentro deste padrão”

    Cy, concordo contigo. Só diria assim: “não vejo A RELAÇÃO dentro deste padrão”. Podemos dar o sentido que quisermos para a palavra “casamento”, mas minha crítica é em relação ao casamento clássico, como fundação e estrutura adotada há muito tempo pela humanidade.

    É essa estrutura que está falida na minha opinião, não as relações monôgamicas ou de qualquer tipo.

    O modelo clássico de casamento ao qual a maioria dos casais se submete e depois implode não contempla sequer a idéia de que “o outro não nos pertence”, como você afirmou. É por isso que penso que devemos descartá-lo e começar a construir relações que não precisem se enquadrar em tais modelos para ganhar validação social.

    Morar junto, celebrar a união com uma festa, etc, etc, tudo isso pode ser feito sem existir “o casamento”. Podemos até chamar isso de “casamento”, se quisermos, tamanha a nossa liberdade.

    Abração!

  • Luiselza Pinto

    A eterna mutação da vida pressupõe (Ao menos teoricamente.) que os parceiros estejam dispostos a essa mudança, na convergência do relacionamento se, de fato, desejem mesmo seguir juntos. Esse ir na mesma direção sempre, ao menos em algumas coisas, é que são elas. Longe disso não há o viver e crescer juntos, e sim o desagregar antes que um ou outro se torne um sugador total; ninguém mais suporta ser estraçalhado no seu EU.

  • cy

    rsrsr…você está certo. É o vicio recorrente , afinal usamos o termo há milênios e é uma instituição religiosa, certo? Portanto, deve ser remodelado, eu concordo com você.Nem vejo necessidade de criar padrões ou modelos, é uma construção sem planta acabada. Cada etapa é única e gera outras que também serão únicas, e assim vai.Tenho aprendido muito aqui,bjão pra ti tb.

  • Sarah k

    Gente…
    Estou achando ótima a discussão que a entrevista gerou.

    Vi a colocação da Cy e voltei para escrever qdo vi o comentário do Gu… parece que ele tirou as palavras da minha boca. É isso aí, ‘casamento’ é uma palavra, vamos mudar na prática o sentido, o funcionamento dessa palavra nas nossas relações… Morar junto ou não, seja como for, o importante é partilhar, ser companheiro, ter sua individualidade respeitada, construir e vivenciar uma relação de parceria.

  • Sarah k

    Ah Thiago, qto ao que vd falou dos medos, defeitos e inseguranças dos entrevistados … nãi sei dos outros, mas qto a mim, sobre como e o que escrevi… reflete apenas minha bagagem de vida e lógico que tenho meus medos, inseguranças que encaro de frente, vou superando à medida que surgem né, porque a vida é um eterno desafio. E pode ter certeza que tenho inúmeros defeitos … aliás sou humana, rs.

    bjs
    ;-)

  • Girassol

    Gostei de te conhecer Sarah. Linda entrevista, compartilho diversas visões, mas já que o casamento está em questão…
    Eu também acho que esse modelo clássico não é muito, digamos, humano, ergonômico, orgânico. rs
    Como qualquer modelo cristalizado é como um monolito, que está lá há anos e não sabemos bem porque mas implodi-lo pode ser uma heresia sem tamanho rs.

    Gu, eu acho que a putaria está meio que generalizada, não é privilégio dos casamentos. E o divórcio é foda como um rompimento qualquer. Os papéis não ajudam um casamento a ficar melhor e nem o divórcio a ser pior.

    Agora, tenho essa visão pq já experimentei o casamento clássico, quis fazer dele um modelo vintage mas não rolou. E porque cosmopolita que sou, moro sozinha… rs
    Hoje percebo que meus modelos cairam por terra e minha alma quer algo mais humano, mais fluido, com mais espaço pra brilhar.
    Como seria essa relação eu não sei, mas definitivamente dar mais importância ao que se sente e menos as instituições, rótulos e fórmulas talvez seja um bom caminho…

    bjs

    Alê

  • Sarah K

    Ah, esqueci de dizer que adorei o comentário da Eterna aprendiz, da parte em que ela fala que o amor circula nessa série de entrevistas .. sim, eu percebo isto!

    Cy e Alê, obrigada pela presença.
    ;-)

  • Thaíse

    Adorei a entrevista.
    Tão bom poder entrar no universo de uma outra mulher, com vivências totalmente diferenciadas das minhas. Torna-se ainda mais interessante vista sob as lentes das questões de um homem,e do Gustavo, de quem já virei fã!

    Mais!

  • icommercepage

    Muito boa a entrevista, melhor ainda é a idéia de deixar as mulheres falarem por elas mesmas. Acho que com o tempo dá para aprofundar mais em temas polêmicos, melhorando um pouquinho da visão do mundo na mente masculina, conhecendo mais a alma das mulheres. Vallew!

  • Meu Google Reader (11/02 - 20/02) | 30 & Alguns

    [...] – Comunicadores de Plantão Nana’ Hayne…uma blogueira fazendo sucesso! – Pensieri e Parole  Entrevista com Sarah – Série “Mulheres por elas mesmas” (6) – Não Dois, Não UM Podsemfio n.58 e Código Livre n. 65 – Garota sem Fio Entrevista com Vinicius [...]

  • Lidiane

    Sara, adorei a entrevista.
    As imagens. As reflexões.
    Já esperava gostar, em se tratando de você, isso não é novidade. ;)

    Um beijo.

  • Poeta

    Uia@

    Foi muito bom saber mais de vc! Desculpa a demora em aparecer, mas eu tava meio sumido…

    Parabéns, vejo que não me enganei no que pensava sobre você..

    Abraços

  • Sarah K

    Gentem,
    só agora que vi os novos comentários!
    Brigadinha Lidi e Poeta, vcs são uns fofos … pois é, umas amigas leram a entrevista e vieram comentar comigo que ficou minha cara, rs … Amei!

    Thaíse e ‘icommercepage’ obrigada pelos elogios, adorei, rs!!

    ;-)

  • Meu Google Reader (11/02 - 20/02) | 30 & Alguns

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