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Entrevista com Rachel - Série “Mulheres por elas mesmas” (8)

por Gustavo Gitti 10 March 2008 15 comentários



Picasso - Girl O que as mulheres querem? Quais os anseios do feminino?

A oitava entrevistada da série “Mulheres por elas mesmas” (leia outras entrevistas) foi absurdamente generosa ao se dedicar em cada pergunta. Ela se vê na famosa Rachel da série Friends, prefere incontáveis paixões a um longo casamento, é fã de abraços, gosta de enrolar o cabelo, odeia homens que têm pressa no sexo… e escreve de um modo delicioso.

Obrigado, Rachel!

Se quiser participar ou indicar alguém (homem, mulher ou casal), entre em contato comigo.

Perfil

Nome: Rachel Juraski
Idade: 24 anos
Cidade: Ribeirão Preto / São Carlos - SP
Blog: Eu gosto de uma coisa errada

Entrevista

1. Qual é a personagem (cinema, literatura, música, pintura…) que mais retrata e expressa o feminino para você? E qual a mulher (famosa ou não) que mais encarna a essência feminina?

Rachel Green - FriendsTive grande dificuldade de encontrar uma personagem que se enquadrasse na idéia que faço das mulheres em geral. Na concepção que tenho de mim mesma, na verdade. Apelei para minha irmã e discutimos acaloradamente quem mereceria esse posto.

Não faltaram opções. Lembramos de dezenas de filmes, livros, garotas que conhecemos, nomes das artes, e nada. De repente, um clique: Rachel Karen Green, do extinto seriado Friends. Antes que me atirem pedras, permitam uma explicação.

Quem assistia a série certamente se lembrará da Rachel, a personagem levemente desmiolada; talvez “desmiolada” seja um exagero, ela era avoada, na verdade. Sabe, meio relapsa? Mas de um jeito encantador. Largou o noivo esperando no altar, literalmente. Tinha quase trinta anos e ainda dependia financeiramente do pai. Não encontrava um emprego decente e apesar disso gastava os tubos com roupas e outras futilidades imprescindíveis.

Tinha os piores relacionamentos que se pode imaginar e também desperdiçou chances com caras incríveis, tudo ao mesmo tempo e misturado. Namorou o irmão da melhor amiga, o Ross, num esquema ioiô-professional: namoravam, terminavam e então voltavam, diversas vezes, até o dia em que se casaram. Detalhe: completamente bêbados. Em Las Vegas. O casamento foi anulado mas pouco depois ela ficou grávida do Ross e foi morar com ele, mesmo sem sequer terem um relacionamento oficial.

Começou a trabalhar com moda, um emprego realmente interessante e que a agradava, porém teve problemas com a chefe. E com o chefe da chefe. Tinha uma família pirada e irmãs totalmente abusadas. Mudou o cabelo incontáveis vezes. Chorou pelas mancadas de vários namorados e mandou um sem-número de outros para aquele lugar. Entrava em parafuso com cada quilo extra acusado pela balança. E mesmo com esses solavancos, Rachel terminou a série com o Ross, uma filhinha fofa e um emprego invejável. Muito mais madura, muito mais responsável.

É impossível não fazer um paralelo das histórias da Rachel com as nossas próprias. Quantas mulheres trabalham num serviço detestável, lutando para conseguir o emprego dos sonhos? Quais de nós tivemos uma recaída desastrosa com um ex-rolo? Quem nunca se deixou levar por uma liquidação daquela loja imperdível mesmo sabendo que precisaria esconder o cartão de crédito nas semanas seguintes?

Rachel Green é um resumo da mulher moderna, com todas aquelas dúvidas, inseguranças, besteiras e encantos que inegavelmente trazemos em porções moderadas. Ela é muito do que eu e você e a sua vizinha somos um pouco.

2. Que homem conseguiu entender a alma das mulheres?

Mas será que alguém realmente conhece a própria alma? Estamos acostumados a interpretar dezenas de papéis de acordo com as platéias: sou a filha mais velha de um casal separado, mas também sou a vizinha barulhenta do prédio, a aluna mais nova da turma do MBA, a garota do terceiro andar que trabalha com o cara maluco da exportação, a corinthiana fanática que adora ficar em meio à Gaviões nos estádios… Se posso ser tantas, quem ousaria dizer que conhece de verdade a Rachel primordial que existe no âmago dessas numerosas personagens?

E qual pessoa poderia dizer que conhece a “alma” alheia? Me parece que nem casais que passaram toda a vida juntos, acordando e dormindo na mesma cama por 60, 70 anos, que dividem o cotidiano de rotinas, problemas e alegrias podem conhecer a “alma” um do outro. “Alma” talvez seja profundo demais. E particular, também: será que de fato existe uma alma compartilhada por todas as mulheres do mundo? Sinceramente, acho que não. Espero que não! Gosto de acreditar que podemos parecer indistingüíveis a olhos pouco hábeis, mas que no fundo somos como as listras das zebras e as impressões em alto-relevo na palma da sua mão: únicas, incopiáveis, irreproduzíveis. Inigualáveis.

Apesar de tudo isso, é engraçado perceber que mulheres de qualquer idade, quando apaixonadas, exibem o mesmo brilho magnético inexplicável. Não sei descrever objetivamente do que se trata, mas é algo visível no sorriso, nos olhos, nos movimentos, como se todas as suas porções assumissem um significado maior; um viço essencialmente feminino que nenhuma tecnologia cosmética será capaz de recriar.

Chico BuarqueChico Buarque conseguiu desnudar a intensidade da paixão nos nossos suspiros. Quando o eu-lírico feminino de Chico Buarque diz que quer ficar no corpo do homem amado como uma tatuagem, só posso desconfiar que foi uma garota como eu, totalmente enlouquecida de apaixonada, quem escreveu o verso. Chico Buarque pode ter nascido homem, mas tem aquela inconfundível essência de mulher.

3. Quais equívocos você vê frequentemente em suas amigas ou em mulheres em geral? Onde elas erram e como poderiam acertar?

Acho cansativo tentar ser igual aos homens ou melhor que eles. Desde os anos 60 e o lançamento do tal feminismo foi travada uma batalha aparentemente interminável entre homens e mulheres, e não me parece que estamos ganhando. Ao invés de reafirmar nossas capacidades, as bandeiras do feminismo querem banir a figura masculina das nossas vidas, fazendo-nos radicalmente independentes de todo e qualquer cara.

Admitamos: quem não comemora e faz gracejos ridículos a cada descoberta da ciência aproximando a humanidade da concepção sem espermatozóides? Ou daquelas reportagens estúpidas de 8 de março mostrando mulheres na construção civil, vestidas e trabalhando como peão de obra? Em algum momento da marcha perdemos o foco. Matérias especiais do Dia das Mulheres deveriam apresentar engenheiras diretoras de produção em fábricas de automóveis, ocupando funções importantes, e não a coitada da Maria de Fátima, única motorista de caminhão da empresa que transporta carga radioativa e que tem que tomar “bolinha” para cumprir data. Cadê a grande vitória disso?

Acredito piamente que podemos fazer absolutamente tudo o que um homem faz. Mas o que ganhamos? Não temos mais respeito deles, visto a quantidade atroz de mulheres espancadas e abusadas a cada dia. Na verdade, não conquistamos maior respeito nem de nós mesmas: faça uma viagem de carro num grupo misto e pergunte quem irá dirigir durante a maior parte do percurso – senão todo ele. Até as mulheres votarão num homem para guiar o veículo. Ou então veja o que acham suas amigas daquela colega que sai toda semana com um cara diferente; certamente a garota coleciona adjetivos do mesmo naipe de “vadia” e “vagabunda”. Já o cara que pega uma menina por semana…

Não ganhamos o mesmo salário que eles, não conseguimos mais respeito, não estamos em postos estratégicos de trabalho, nossa “liberdade sexual” ainda hoje me enche de dúvidas e aflição. Enfim, o que conseguimos, objetivamente? E o que estamos conseguindo com essa luta encarniçada para ser mais masculinas?

Vejo esse comportamento em todas as mulheres da minha família (uma legião de desquitadas, separadas e divorciadas, diga-se de passagem) e em minhas amigas. Admito que muitas vezes enxergo em mim mesma essa tentativa de acomodar num cérebro e corpo femininos atitudes masculinas pintadas como ideais. E, na realidade, queria apenas discutir futebol e não ouvir comentários jocosos de que “mulher não manja nem de impedimento”. Ter o direito de não entender lhufas de mecânica de carros e elétrica de chuveiros sem receber olhares de piedade como se fosse uma retardada mental. E no final da noite ir para a cama com o cara que escolhesse despreocupada com comentários alheios. Coisas simples que o feminismo não me deu.

4. Quais confusões você observa em seus amigos ou parceiros? Onde eles erram e como poderiam acertar?

Uma das minhas (poucas) crenças é que homem é uma criatura muito, mas muito simples. Não há grandes segredos no universo masculino: ou nós já os desvendamos ou eles próprios, na sua característica indiscrição, já os revelaram para a gente.

Homem é ação-reação no modelo Pavloviano: fazem o que estão condicionados a fazer, sem grandes firulas, reagindo ao que foram submetidos. O grande problema somos nós. Mulher diz “sim” quando significa “não”, deixa sem deixar e enche os coitados de perguntas retóricas. Falta-nos simplicidade e objetividade. No dia em que incorporarmos essas duas características ao nosso estilo, acabar-se-ão todas as discussões de relacionamento. E toda a graça de ser mulher, conseqüentemente.

Enfim, não acho que os homens erram demasiado. Nós, mulheres, é que passamos a mensagem errada. Não dá para se fazer de independente para o cara e cobrar dele uma postura romântica tradicional. Fazendo o jogo linha-dura 24 horas por dia, 7 dias por semana, homem nenhum vai achar que você prefere dramalhão água-com-açúcar no cinema a filme do Vin Diesel.

O que tem faltado um pouco aos homens é noção de afeto. Veja bem: eu não disse “amor”, “carinho”, mas afeto. Afeto é aquela voz receptiva ao celular quando ela ligar; é segurar a mão dela pelos dedinhos durante o filme (do Vin Diesel ou não); é falar que ela está linda sem que seja necessário; é perguntar se quer que você a acompanhe numa ida ao mecânico; é se oferecer para comprar antitérmico quando a coitada está com gripe. Não é muito e a gente adora.

5. Amor eterno e casamento; amor líquido e morar junto; ou paixão intensa e solteirice sem fim? Com um homem machão e rico; sensível e inteligente; ou profundo e cortante?

Paixão, paixões, centenas delas, intensas, levinhas, passageiras, duradouras, pelo mesmo homem e por incontáveis e diferentes caras.

Se pudesse fazer um pedido seria exatamente esse: a vida inteira a sofrer com aquele arrepio espinha acima, sorriso bobo grudado na cara, olhos cintilando, longos suspiros cortando o dia…

Não tenho nada contra casamentos nem amores para a vida toda; só acredito que não servem para mim. Uma amiga, certa vez, descreveu o relacionamento que teve com dois caras. Com o namorado, ela conseguiu tranqüilidade e paz de espírito, a segurança inabalável de saber que ele estava ali. Com o outro viveu um “inferninho” por um mês (palavras da própria), sem nunca saber o que esperar, o que aconteceria em seguida, como poderia passar o dia seguinte. Observei nos dois casos a descrição perfeita de duas sensações tão comuns: amor e paixão.

Pois eu quero o arrebatamento, a fúria insaciável a me consumir, a descortinar meus sentidos sem que se tenha controle algum. Quero paixões a me esgotar, nua e cruamente, sempre.

6. Qual a sua arte? No que você é realmente boa? Se pudesse oferecer algo ao homem de seus sonhos, qual seria seu presente?

Sou uma pessoa de abraços. Acho um contato muito intenso, quase íntimo. Tenho memória de alguns abraços inesquecíveis que me entorpeceram com uma energia muito forte. Mais que beijos, mais que sexo; no meu caso, foram abraços que me marcaram demais.

Assim, se pudesse, daria meu melhor abraço no homem por quem estivesse apaixonada. Um daqueles em que o nariz se enterra no ombro ou no pescoço do cara e os olhos se fecham, os cílios tocando a pele, os braços numa confusão de corpos, a respiração alheia na minha pele, aquele calor emanando de todos os poros… ai-que-delícia…

7. O que faz você gozar? Fale sobre posições, fantasias, pegadas, jeitos, toques e andamentos.

Gosto de homens que não têm pressa ao fazer sexo. Não há coisa mais broxante que caras que estabelecem o orgasmo como objetivo da relação, parece que não sabem que a graça da coisa está em percorrer o caminho, não só chegar ao destino. Até porque muitas vezes nós, mulheres, não atingimos o orgasmo e nem por isso o sexo foi ruim.

Também acho um clichê idiota dizer que é melhor transar com alguém que se ama. Sexo pode ser bom de tantas maneiras distintas que generalizar assim exclui possibilidades incríveis. Muito além de posições performáticas, locais inusitados e roteiros de filme pornô, há fatores mais importantes para uma transa de categoria. Trepar, pode-se trepar com qualquer um. Agora, sexo… as pessoas têm que estar conectadas, ligadas mesmo, de alguma forma. Transar com quem se tem cumplicidade é muito mais gostoso, rola mais naturalmente e com maior intimidade.

E também é preciso que haja atração física. Acho a atração física um ingrediente fundamental para que qualquer relacionamento funcione. Preciso me sentir atraída pelo cara com quem estou, ter vontade de beijar, de ficar pele com pele. Sem não existe isso, não tem como haver sexo de qualidade. Daí é só mais uma trepada inútil.

8. Quais os pequenos detalhes que te fazem mulher? Seus braceletes, sua poesia, seu jeito de se sentar na sala do cinema… o quê?

Tenho duas manias bem particulares e próprias de garotas: fico brincando com o lóbulo da orelha, geralmente a esquerda. Não sei quando começou, talvez quando furei as orelhas.

A segunda mania parece com a primeira: enrolar uma ponta no cabelo no dedo, por horas a fio. Mesmo quando está preso num rabo-de-cavalo procuro uma mecha para brincar com as pontas.

E, segundo um ex-namorado, eu “falo” com os olhos. Devo fazer os olhares mais expressivos do mundo, porque não foi a única pessoa a comentar o fato, mas adoro essa frase e sempre me lembro dela.

9. Qual é a grande história da sua vida? Para além de fatos brutos, em qual enredo mitológico você vive? Você é Cinderela, La Loba, Tara, Lilith, quem? Qual seu mito?

Jacob RachelAinda quando estava grávida, minha mãe já sabia qual nome dar ao bebê. Desde pequena ouça as versões bíblica e da Torah sobre Rachel, que se casa com Jacob e origina o povo de Israel.

Raquel pertencia a uma rica família de pastores que acreditava na prosperidade como fruto de trabalho e dedicação. Era filha de Labão e irmã mais nova de Leia. Em vários relatos hebreus e mesmo na Bíblia aparece descrita como uma moça lindíssima.

Rebeca, tia de Raquel, teve dois filhos gêmeos, Esaú e Jacó. Por ter sido retirado primeiro do ventre da mãe, Esaú era considerado o primogênito e seria o herdeiro de toda a fortuna de Isaque, seu pai. Esaú era forte e um exímio caçador, e sabia-se o filho predileto de Isaque. Jacó, em compensação, era um rapaz caseiro e estudioso da palavra de Deus, sempre mais frágil e fraco que o irmão. Rebeca tinha o caçula como filho favorito e, no dia em que Isaque daria sua bênção especial ao primogênito para que este recebesse sua herança, vestiu Jacó em peles de cordeiro, fazendo-o se passar por Esaú. Enganado, Isaque abençoou o filho mais novo. Para reaver a primogenitura, Esaú teria que matar o irmão.

Rebeca percebe o perigo que Jacó corre e o manda para a Mesopotâmia, para a casa de seu irmão Labão. Lá chegando, Jacó conhece a prima Raquel e se apaixona perdidamente. Sem condições de pagar o dote exigido para o casamento, Jacó se compromete a trabalhar para Labão por sete anos e se casar com Raquel ao final desse tempo.

Após os sete anos, é chegado o dia do matrimônio. A noiva é coberta por um véu que só pode ser retirado na manhã seguinte à noite de núpcias. Para a surpresa de Jacó, ao acordar no dia seguinte à cerimônia percebe que havia se casado com Leia, irmã de Raquel. Para aplacar a fúria do genro, Labão explica que o costume manda que as filhas mais velhas se casem primeiro, e oferece Raquel como noiva ao final de outros sete anos de trabalho.

Jacó aceita e após outros setes anos casa-se com Raquel também, que se torna sua preferida desde o primeiro momento. Além de não haver escolhido Leia para esposa, Jacó se ressentia com ela pelo engano que o fizera passar. Entretanto, apesar de rejeitada, Leia teve quatro filhos enquanto a irmã seguia estéril. Desesperada, Raquel entrega uma de suas servas a Jacó, para que tenha filhos considerados seus. Bila, a escrava, tem então dois filhos. Leia faz o mesmo e entrega sua serva Zilpa, que também engravida duas vezes. Mais tarde Leia tem outras 3 crianças de Jacó.

Quando já não havia mais esperança, Raquel fica grávida e nasce José, o filho mais querido do marido. Ela morre de parto e os 12 descendentes de Jacó dão origem às 12 tribos de Israel.

10. Descreva o momento de maior abertura, felicidade e transcendência que você já viveu.

Num fim de tarde do ano passado, estava viajando de carro. A estrada estava tranqüila e me acompanhava a música do iPod e aquele cenário alaranjado tropical do interior de São Paulo – um dos meus prediletos. Acho o pôr-do-sol ainda mais lindo que o nascer; os tons de azul e lilás colorindo tudo, com salpicos de rosa, o escuro tomando o lado contrário… o famoso ‘céu de baunilha’ que Monet também amava.

Eu não estava apaixonada, não trabalhava em algo que realmente gostasse, não tinha recebido nenhuma notícia inesquecível. Apenas tinha 24 anos, minha família estava bem (na medida em que isso é possível), podia contar com vários amigos, dezenas de colegas e milhares de boas lembranças. Não estava sozinha. Sentia que o mundo se abria ali em incontáveis caminhos e que eu poderia escolher qualquer um. Tive uma sensação quase palpável do que é liberdade.

11. Escreva aqui a pergunta que gostaria de receber e trate de respondê-la! Pode ser algo que sempre desejou que um homem lhe perguntasse ou apenas algo que você queira dizer.

“Quer falar sobre isso?”

Geralmente nós falamos, falamos, falamos e eles só querem que a gente se cale por um momento ou dois. Reclamam que somos matracas. Que não ficamos quietas. No dia em que um homem perceber que sim, eu PRECISO falar para organizar os pensamentos, para desabafar, para sentir o peso derretendo de cima das minhas costas, e incentivar essa atitude, esse cara terá me compreendido, enfim.

Perdi meu tempo.Você tem 12 anos?Tá frio hj, né?Quando sai o livro?Deu uma vontade de fumar... (1 votos | gostou do post?)
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15 comentários »

  • Fabricio disse:

    “O movimento mais importante das mulheres é o movimento dos quadris.”

  • srta. rosa disse:

    Mmmm… interessantes as respostas. Não 2 Não 1 e Rachel também são cultura!

    Bezzos,

  • Giovanny disse:

    Virei fã do blog! Inteligentíssimo!

    Abraços

  • Nati disse:

    Adorei, sincero, cheio de dúvidas, como todas nós.

    Muito bacana mesmo!

  • Sarah K disse:

    Rachel,
    adorei a entrevista.
    Tantas coisas em comum achei entre nós, rs. Na minha entrevista se vc for conferir, eu tb falo do Chico como o homem que entendeu mais a alma feminina.
    E o lance de enrolar o cabelo, rs, tb faço, rs.

    Sensível demais o seu olhar sobre o mundo … gostei!

    ;-)

  • Rachel disse:

    Nossa, pessoal, estou comovida. Obrigada pelos elogios, sério msm.

    Sarah, depois que respondi minha entrevista vi as respostas da sua e lembrei que tb gostava de Chico. Ele é realmente um mágico com as palavras…

    Bjs a todos

  • Ju disse:

    Adorei a entrevista, Rachel!

    Você se expressa muito bem, deu até pra imaginar você falando tudo isso. Muito boa, adorei!!!

    Beijo

  • AD disse:

    Rachel,

    ADOREI!!
    Simples assim….se as pessoas não complicassem tanto…principalmente nós, mulheres…A vida seria assim….SIMPLES!!
    Parabéns!!!

    Abraços

  • Sandra disse:

    Ele se chama Chico.
    Deliciosamente, Chico!
    É incrível a capacidade que tem de [en]cantar as mulheres, quase sempre cantando como uma mulher cantaria, desejaria, pensaria…
    Nada caricato. É sedutor, é interessante, inteligente, bem humorado e ainda continua destruindo todos os corações femininos.
    [En]canta a alma feminina.
    Boa entrevista, excelente blog

  • Louise disse:

    ai, up! up!
    Já deu essa Rachel aí… chatice!
    Gitti, “vamo escrevÊ” coisa legal!

  • Thaíse disse:

    Oba, Rachel, bacaaaana!
    Bastante sinceridade e descomplicação. As coisas já têm cada uma seu nível de “complexidade” próprio.

    Abaixo os homens que fazem sexo com pressa (isso me lembrou que fui uma mulher de sorte: meu primeiro moço realmente não tinha pressa, e por muito tempo achei que a duração “normal” da coisa era aquela… pobre menina iludida!)

    Beijos!

  • Chris disse:

    Inspiradora a entrevista da Rachel. Há respostas com as quais concordo em gênero, número e grau. outras nem tanto. Mas realmente, como vc introduziu a entrevista, ela se inspirou e se dedicou ao respondê-las. Ainda estou precisando parar um pouco para responder a minha. Adorei. Rachel um beijo para você.

  • 30 & Alguns » Blog Archive » Meu Google Reader (09/03 - 17/03) disse:

    [...] - Libellus Podcaster uní-vos - Sergio Blog 2.4 Podcast # 7 - Post Pago - Blog de Guerrilha  Entrevista com Rachel - Série “Mulheres por elas mesmas” (8) - Não Dois, Não Um Paulino Michelazzo - Programador - [...]

  • De onde eu tiro as idéias para este blog (ou porque eu escrevo aqui) | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos disse:

    [...] Rachel (já entrevistada aqui), do blog Eu Gosto de uma Coisa Errada, pediu que eu contasse de onde tiro as idéias para o [...]

  • jeferson juraski disse:

    parabens.!! bonito e interesasante seu blog…mais ainda seu sobrenome”juraski”

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