Entrevista com Alê - Série “Mulheres por elas mesmas” (5)
O que excita uma mulher? Como entender a mente feminina?
A quinta entrevistada da série “Mulheres por elas mesmas” (leia outras entrevistas) é a primeira que já conheço pessoalmente.
Ela enviou várias vezes sua entrevista. Tudo por causa da pergunta 9 sobre nossos mitos: “Gu, estou lendo um livro sobre mitologia e quero responder de novo, você deixa?”. Achei interessante ela se identificar com dois mitos masculinos…
No fim, assim como a Lunna, ela deixou um convite para homens corajosos de sabem dançar. Alguém se habilita? ;-)
Se quiser participar ou indicar alguém (homem, mulher ou casal), entre em contato comigo. O anonimato é uma opção.
Perfil
Nome: Alê
Idade: 32
Cidade: São Paulo - SP
Site: Transmutando
Entrevista
1. Qual é a personagem (cinema, literatura, música, pintura…) que mais retrata e expressa o feminino para você? E qual a mulher (famosa ou não) que mais encarna a essência feminina?
Me identifico com a personagem Beatrix Kiddo (Uma Thurman), em Kill Bill. Um misto dessa energia mais yang (Vol.1) – mais ação e guerreira – com a energia yin (Vol.2), a mulher/mãe, sensível, solitária, frágil, que mata seu maior “inimigo” de uma forma tão sutil… com as pontas dos dedos.
Em contrapartida, a personagem que mais expresa a essência do feminino a meu ver, é Sayuri, de Memórias de uma Gueixa. Ela tem uma personalidade forte e determinada mas usa de muita delicadeza, sutileza, intuição para seguir em seus objetivos. Tem a força e suavidade da água. Sabe se conter e se expressar com a mesma intensidade e sensibilidade. Uma mulher que com um olhar faz um homem cair da bicicleta.
2. Que homem conseguiu entender a alma das mulheres?
Eu não penso num homem que “entenda a alma” e sim que faça conexão com a energia feminina. E isso acontence na vivência de cada um. Já que falamos em personagens, posso ilustrar com imagens de filmes que me marcaram:
- Em Minha Vida sem Mim, na cena da lavanderia em que Lee apenas assiste Ann dormir, ele se conectou com aquela mulher.
- Em Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, na cena final quando Clementine tenta desencorajar Joel a reatar o relacionamento enumerando seus defeitos (“I’m not a concept. I’m just a fucked up girl trying to find peace of mind”) e ele diz: “OK”. Com certeza, ele conectou-se com o feminino dela.
- E em Big Fish quando Edward Bloom enche a porta da casa da sua amada Sandra com flores e, com muita determinação e delicadeza, tenta chegar a sua alma com incríveis demonstrações de amor. Ele estava conectado ao feminino.
Cada vez que um homem chegou a minha alma com a aceitação e contemplação do que sou como Ser, ele conectou com meu feminino.
3. Quais equívocos você vê frequentemente em suas amigas ou em mulheres em geral? Onde elas erram e como poderiam acertar?
Dar muita vazão à carência. Carência alimentada por um monte de convenções que as mulheres muitas vezes não questionam e a qual apenas se rendem. Dessa forma, não conseguem ficar sozinhas, ficam reféns dos apelos e caem nos estereótipos (”Preciso me casar”, “Estou ficando velha para ter filhos”, “Vou ser uma solteirona”, etc). Acabam se machucando cada vez mais, não apenas por atrairem tipos estranhos mas por se enrolarem numa teia da qual não conseguem se libertar! E as relações acabam se baseando no externo, na competição, na conquista por conquista pra suprir lacunas, sem direção e escolha.
A idealização. Nessa me incluí diversas vezes até entender que as pessoas são como são e é isso que as deixa fascinantes. Crenças antigas, culturais e familiares levam a mulher a ter uma forte tendência de idealizar relações e pessoas.
Outro erro: conhecer claramente um homem de um jeito e achar que você é quem vai transformá-lo (na maioria das vezes no que você mesma idealizou). Conheço muitas mulheres que caíram nessa armadilha e passaram por muito sofrimento, porque a frustração é inevitável. Normalmente são relações que se esticam por um bom tempo e, sem saber onde começou, vão minando a auto-estima delas. Pois no final das contas ou o cara vira o vilão, ou elas as incompetentes que não fizeram o suficiente e têm algo de errado.
Enfim, a falta de auto-conhecimento, encaixota as pessoas em universos limitados e vazios. Aí, não conseguem estar sós, nem experimentar o silêncio. Acho que a gente acerta mais no caminho da autenticidade e sinceridade. Como o preço é alto, nem sempre é encarado. Essa última parte se aplica também a pergunta seguinte.
4. Quais confusões você observa em seus amigos ou parceiros? Onde eles erram e como poderiam acertar?
Insegurança travestida de ego inflado e muita auto-afirmação. Querer mostrar ser o modelo do que o senso comum vê como masculino, a virilidade superficial e seus símbolos: poder, status, quantidade de conquistas, machismos. Ele fica parecendo uma coisa de plástico, que não emana nada, não transmite nada. Uma estátua rígida em vaidade e egoísmo.
Se vocês homens soubessem como é precioso ter contato com suas fragilidades, com a sua humanidade, e o quanto isso é atraente, vocês não teriam tanto medo de expô-las.
Falta de atitude: não sabe se vai ou se fica, se aparece ou some, manda mil mensagens contraditórias que não dizem o que realmente quer. Expressem o que vocês querem, com corpo, coração e mente. Não há nada mais viril do que esse homem de presença.
Medo da profundidade: Acho que essa é a fonte dos itens anteriores. É mais fácil viver os rótulos, os estereótipos do que encarar desafios de uma relação de verdade, as suas oscilações e nuances. São poucos os homens que conheço que querem realmente ir a fundo, em si mesmos e nas relações. E essa maioria não sabe o que está perdendo.
O acerto pra mim é o mesmo da pergunta anterior: auto-conhecimento. Um pouco se solidão e silêncio de vez em quando rapazes, para autenticidade e sinceridade brotarem naturalmente em vocês. E deixem brilhar suas essências, por favor.
5. Amor eterno e casamento; amor líquido e morar junto; ou paixão intensa e solteirice sem fim? Com um homem machão e rico; sensível e inteligente; ou profundo e cortante?
Amor, seja como for. “Toda forma de amor vale a pena, toda forma de amor vale amar”. Eterno, porque vivido e intenso, mas não por questão de tempo. Casamento, só se for de almas. Pode haver um ritual, gosto deles desde que dentro de um contexto.
Solterice não, liberdade sim, aí é bom que seja sem fim! Com pitadas de paixão intensa, sem isso, é morno mas só isso, esvazia.
Quanto ao com quem… Com um guerreiro forte em seus princípios e sensível. Inteligente sem dúvida, mas principalmente com inteligência emocional. Machão nem pensar, viril é bom. Um homem consciente de sua missão e trabalhando pra isso, seja rico ou não. Profundo, cortantemente profundo, a ponto de rasgar todas as minhas resistências.
6. Qual a sua arte? No que você é realmente boa? Se pudesse oferecer algo ao homem de seus sonhos, qual seria seu presente?
Adoro escrever, como é muito prazeroso pra mim pode ser que eu seja boa nisso. Gosto muito de conversar horas com pessoas interessantes, de estar em contato com gente de verdade, acho que sou boa em tagarelar e em ouvir também… rs…
Adoro apertar a mão, abraçar e olhar no olho. Isso me ilumina e me faz muito sentido. Tudo que faço com a alma é o meu melhor. Eu ofereço a profundidade do meu Ser a quem amo e isso as vezes pode não ser muito fácil pra ele… mas até pra receber um presente a gente precisa saber o que fazer com ele não é? ;-)
Gostaria de oferecer um acesso verdadeiro a esse lugar secreto, cheio de surpresas que penso que só um homem dos sonhos vai conseguir penetrar e apreciar. Concretamente, ofereceria uma dança feita por mim, numa aura bem mágica. Mas o maior presente que poderia dar a um homem, seria um filho.
7. O que faz você gozar? Fale sobre posições, fantasias, pegadas, jeitos, toques e andamentos.
Atitude. Tudo começa com um olhar forte, depois uma pegada firme misturada a toques suaves, cheiros, sabores, texturas, palavras… As posições acontecem naturalmente, às vezes o que é bom com um pode não ser com outro, então não me fixo a isso.
Fantasias não são meu grande barato no sentido daquela coisa de roupas, lugares, etc. Espontaneidade é minha fantasia, o inesperado é uma grande fantasia pra mim, se eu não espero e flui, rende imaginação pra caramba! rs… Meu êxtase vem do jogo de sutileza/força e muita conexão.
8. Quais os pequenos detalhes que te fazem mulher? Seus braceletes, sua poesia, seu jeito de se sentar na sala do cinema… o quê?
Meu olhar para vida, olhar que vê detalhes, além; minha sensibilidade, sinto demais a energia, tenho muitas sensações. A forma como cuido, adoro cuidar, do gato, das plantas, das flores, do lar, de mim e dele. E, ao mesmo tempo, minha praticidade, objetividade e a capacidade de pensar e resolver muitas coisas diferentes ao mesmo tempo.
9. Qual é a grande história da sua vida? Para além de fatos brutos, em qual enredo mitológico você vive? Você é Cinderela, La Loba, Tara, Lilith, quem? Qual seu mito?
Cinderela eu já fui. Quando não acreditava no meu brilho e deixava a “madrasta” me apagar. E quando idealizava um príncipe que colocaria o sapatinho de cristal e enfim me tornaria uma princesa. Na grande história da minha vida posso dizer que isso aconteceu, um príncipe realmente me salvou com um sapatinho de cristal. Mas essa epopéia teve muitas nuances, isso daria um capítulo à parte. Meus relacionamentos, assim como eu, são um patchwork de mitos. rs…
Mas animicamente me identifico com dois mitos masculinos: Prometeu e Quíron.
Prometeu foi acorrentado por não cair na armadilha que Zeus armou por ter roubado o fogo divino. Assim ficou com uma águia a comer um pedacinho de seu fígado por dia, até que Hércules, grande guerreiro, o resgatou. (Ele guarda certa semelhança com Lilith, por ter desafiado os deuses, pela impetuosidade e não submissão. Ela também paga um preço dolorido).
Prometeu acorrentado, de Ésquilo, apresenta-o como um rebelde contra a injustiça e a onipotência divina, a encarnação da liberdade humana, que leva o homem a enfrentar com orgulho seu destino. Prometeu significa etimologicamente “o que é previdente”.
Quíron guarda semelhança com Tara Verde, pois ela representa compaixão na ação. Por isso sua perna direita está ligeiramente adiante indicando que ela está pronta para a ação, a qualquer momento, para nos ajudar. A perna esquerda recolhida indica sua renúncia as paixões mundanas.
Quíron representa o curador, o agressor , o ferido, a independência folosófica, a compaixão diante do sofrimento, o processo de aprendizagem para chegarmos a confiar no mestre ou no guia interno (muitas dualidades).
Quíron, o Centauro, com corpo e pernas de cavalo e torso e braços de homem. Quíron é abandonado e mais tarde encontrado por Apolo, que assume o papel de pai adotivo e, como mentor, transmite-lhe muitos ensinamentos. Apolo era deus da música, profecia, poesia, medicina, bem como modelo de juventude, beleza, sabedoria e justiça. Nunca foi um deus vingativo e redimia os homens de suas culpas e transgressões.
Quíron tornou-se homem sábio, profeta, médico, professor e músico. A capacidade de Quíron de ferir é sua potencialidade para curar.
“Os Centauros representam a metade inferior de Quíron e Hércules a metade superior. A ferida de Quíron carregamos também conosco, como legado de séculos e séculos de conflito entre o Self Instintual e o Mundo Superior - e prenuncia uma possível conciliação das partes do Humano, quais sejam: o Eu Superior e o Eu Animal.” –Marilena Angeli (texto na íntegra)
Acho que assim posso resumir meu enredo mitológico.
10. Descreva o momento de maior abertura, felicidade e transcendência que você já viveu.
O maior momento de transcendência foi quando aprendi a andar mais com minhas próprias pernas e aí realmente peguei gosto por isso. Nesse momento, senti o vento de ganhar o mundo bater no rosto, tudo era possível.
A maior abertura foi quando deixei que a energia de um homem me penetrasse profundamente a ponto de me render. Sou feliz por tudo de mágico que já tive o privilégio de viver nessa vida, as transcendências, os saltos, as aberturas, as entregas. E porque há muito mais por vir que nem posso imaginar…
11. Escreva aqui a pergunta que gostaria de receber e trate de respondê-la! Pode ser algo que sempre desejou que um homem lhe perguntasse ou apenas algo que você queira dizer.
“Quer dançar comigo?”
A resposta é com um olhar, ok? rs…






Adorei e admirei!
Mulher é mesmo um bicho incrível…
Gostei d dessa entrevista. Vou reler várias vezes… ;)
Obrigada! Fico muito contente que tenham gostado pois foi um grande desafio pra mim!
bjs
Alê
oi Alê: shoooow d bola!!!
gostei muito d várias passagens, principalmente no desejar d deixar suas resistências ao convite d um homem profundo, resolvido.
parabéns, moça!
Obrigada Myla!
Acho que é isso que todas nós desejamos, não é? Ao menos acho que é o que merecemos!
bjs
[...] Afins: Entrevista com Luide - Série “Homens sem segredos” (5) ; Entrevista com Alê - Série “Mulheres por elas mesmas” (5) - Não Dois, Não [...]
Alê,
Fecho com vc nas respostas 3 e 4. Alias, me identifiquei muito com sua forma de pensar “Solterice não, liberdade sim, aí é bom que seja sem fim! Com pitadas de paixão intensa, sem isso, é morno mas só isso, esvazia.” Perfect !!
Bj e parabens !
Obrigada Lunna!
Também me identifiquei muito com a sua entrevista, muito boa essa troca!
bjs
Vc é muito bonitinha, né Alê!!
Às vezes, dá uma vontade de largar tudo!! Mas lendo sua entrevista me dei conta que pensar em largar tudo já nos custa muito caro. Viver fora da caverna é um desafio. E este é o alimento da vida.
bjs
Alê,
Por que mulheres assim, como você ou a Lunna, não aparecem na minha vida? Mulheres (ao meu ver) decididas, resolvidas, que sabem do que precisam, o que querem e como querem… Mulheres dispostas a viver sem medo de se entregar, de ser feliz, de descobrir novas formas de viver e amar… Mulheres que buscam relações profundas, intensas, verdadeiras, eternas, sem no entanto abdicar de sua liberdade ou exigir isso do seu parceiro… Mulheres fortes, sensíveis, bonitas, inteligentes, complexas, randiantes, espirituais, femininas, únicas e tantas outras “cositas mas” que me faltam adjetivos… =D
Respondendo sua pergunta (11):
Se nossos olhos pudessem conversar, meu olhar não apenas responderia “SIM”, como cantaria a música que acompanharia nossa dança.
Oi Wagner,
Na verdade nós aparecemos na sua vida! Estamos todos aqui compartilhando nesse espaço dito virtual!
Essas duas palavras que vc cita, disposição e busca são chaves na minha vida, mas quem me dera ser tudo isso que vc descreveu! rs
Nossa, faço tanta besteira, cometo erros primários, as vezes fico complexa demais, mas sinceramente não desisto. Nem de mim mesma nem das relações. E como todo mundo apenas tento viver e ser melhor.
De qualquer forma agradeço seu olhar, se ele viu o potencial então ele existe.
Gostei da resposta, homem corajoso, foi o único que respondeu!
Gosto disso.
bjs
Alê
Wagner querido,
Que coisa boa receber elogios tão eloquentes de carona na entrevista da Alê ! E olha, ela tem toda a rezão…estamos aqui na net, na sua faculdade, no seu trabalho, somos apenas mulheres tentando aprender com os proprios erros e buscando incessantemente sermos pessoas melhores. (Desculpe Alê se falo pelas duas, mas foi oque pude sentir na sua entrevista).
Bjs
Me identifiquei muito com as respostas 3, 4, 5 e 7;;; e engraçado, como percebo na maioria dos entrevistados muito em comum nesses temas (3 e 4). Legal isso, dá prá perceber o que realmente não anda funcionando bem, as mancadas que homens e mulheres vivem dando…
Gostei muito Alê!
E sobre o melhor presente, vc foi brilhante… sim, é mesmo, é algo sublime ser pai ou mãe … Fazer um filho com alguém é união prá vida toda, mesmo que não se continue junto.
;-)
bjs
A entrevista está excelente porém prefiro a com os homens. Não me vejam como machista mas…. eles falam menos!
mulheres enrolam. falam muito. as respostas da Alê estão impecáveis mas assim como todas as outras mulheres, escreveu muito e quase não tive paciência pra ler. os homens respondem em 3,4 linhas e puf!
:)
Oi Thiago
Legal sua sinceridade!
Acho que esse é um ponto bem bacana de aprendizado entre homens e mulheres: saber a hora de falar mais e falar menos. Mas o importante é dizer alguma coisa sempre, seja verbalmente ou não.Eu como sou tagarela, falo muito mesmo. E olha que tentei ser objetiva na entrevista!rs
Até comentei com o Gu, gostaria que mais homens comentassem as entrevistas femininas. Fico contente que vc tenha se dado ao trabalho de ler a minha e que tenha comentado, obrigada!
bjs
Oi Alê,
é, na verdade foi uma crítica meio machista pq os homens costumam dizer menos pq são mais fechados ou pq são objetivos (até demais às vezes). eu gosto pq no trabalho tenho pouco tempo pra ler e aí jáviu né.. se o texto for grande, salci fufu hehehe!
Ah, vc escreve muito bem. Alias, o nível de intelectualidade de todos os entrevistados parece fora dos padrões reais. Todos são inteligentes demais, falam sobre coisas as quais dificilmente leio.
Excelente, parabéns!
Ale,
Fantástico. Realmente a maneira que trabalha com as palavras me deixou com vontade de dançar contigo.Na Grécia!! rsrs
Beijão!!
Maxx
Obrigada Maxx.
Dançar na Grécia…hmmm tentador!
bjs
Olá Alê! Gostei muito de sua entrevista. Sensibilidade aflorada com uma dose exata de iniciativa. Combinação perfeita para agradar um homem que realmente goste de mulher (não apenas do seu corpo mas também dos seus encantos e confusões…rs). Sou novo nesses sites de relacionamento mas tenho ultimamente lido sempre. Me responde só uma perguntinha se for possível. Como mudar um relacionamento que se desenvolveu de maneira superficial com uma pessoa muito profunda e que estou louco pra conseguir colocar tudo que tenho tentado mudar pra fora? Quando as coisas são iniciadas são mais fáceis, porém as mudanças em meio a algo já construído acho bem mais complicado. Você é uma mulher que chamaria de “muito interessante”. Dá pra se interessar ( com respeito que sou comprometido ) sem ao menos ver. Basta apenas conversar… Um grande abraço…
Ah sem esquecer! A forma de te chamar para dançar seria também com um olhar, sem ao menos abrir a boca, mas te dando toda a segurança que seria um momento maravilhoso…
Alessandra, a sua entrevista desperta grandes vontades.
Um beijão no coração.
Edu
Hahhahahhaha, que bom Edu!
Obrigada pelo comentário em off (podia ter postado né? Fiquei emocionada) vc é muito querido.
Oi Thiago,
Obrigada pelas palavras. Bom ouvir isso, adorei seu comentário.
Putz, não sou muito boa nessa coisa de aconselhar, ainda mais sem te conhecer mas vou tentar colocar um pouquinho do meu ponto de vista, já que tenho idéia do que vc está falando.
Pra mim esse é um momento mágico. Quando a superficialidade não tem mais espaço e vem o momento do salto. Pois bem, dê o salto! Ponha pra fora, manifeste sua essência, de corpo,coração e mente! Sinta, perceba, os sinais da sua mulher para que vocês comecem ou recomencem uma dança. Tudo no começo é mais fácil porque é começo. Mas essa é a grande sacada dos grandes realcionamentos, saber transformar, continuar a dança fase a fase. Pratique auto conhecimento e assim vc conhecerá mais sua parceira e a relação. Se posso ter a pretensão de aconselhar, é isso que tenho a dizer. E depois se vc descobrir como se faz tudo isso que você me perguntou me conte, também quero saber!
Bjs
Alê
P.S: Esse jeito que vc descreveu é um convite e tanto para uma dança! Coloque em prática!
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