“Dicas infalíveis de sedução” e mais 4 respostas aos leitores

por Gustavo Gitti 10 maio 2010 144 comentários

kramerTodos os seus atributos pessoais e seu leque de estratégias. Nada disso interessa para seduzir alguém.

Depois de falar sobre a relação entre pagar a conta e sexo oral e comentar o vídeo da Fernanda Lima com o marido, continuo com nossa série sobre o “Antes”. Lembro que vocês podem deixar perguntas sobre o próximo texto no espaço ao lado. No fim deste post, comento algumas questões que já recebi sobre sedução e conto qual será o tema seguinte.

A ideia de escrever sobre sedução surgiu com esse comentário ao texto “Como trair sua mulher… com ela mesma”:

“Gustavo, queria ver um texto seu sobre sedução e conquista com este método filosófico e inteligente que lhe é característico, visto que os textos sobre isto por aí são todos do tipo “Dicas infalíveis”. –Mario de Souza

Dentre várias coisas, abaixo vou falar sobre a relação entre o orgasmo feminino e doce de mãe. E como não é tão fácil assim conquistar um homem.

Escolhi o grande Cosmo Kramer como representante da arte de sedução sem estratégias. Daí as várias fotos ao longo do post.

Sedução em relacionamentos longos

Antes de criticar nossa esperança por “dicas infalíveis”, quero explicitar minha abordagem aqui. Em geral, quando falamos em conquista ou sedução, pensamos no universo dos solteiros e dos recém-namorados. Ou, se o discurso se destina a casais mais antigos, toda a abordagem se resume a resgatar a paixão inicial, “apimentar a relação”, voltar ao mundo de possibilidades dos recém-namorados. Pois bem, isso não me interessa já que tal abordagem ignora a realidade presente do casal. E mais: mesmo entre os solteiros, ela é ingênua e pouco eficaz, como vou explicar adiante.

Nossa própria definição de “sedução” é restrita e enviesada, só contemplando o que acontece no começo, não no meio. Como se daria a sedução entre duas pessoas casadas há 20 anos ou 30 anos? E como essa perspectiva poderia aprofundar a dinâmica da sedução entre solteiros?

Solteiros e casados (ou namorados)

kramer5Solteiros e solteiras, olhem bem para os casados. Observem a naturalidade do homem ao tratá-la como sua e a a confiança dela em se mover pra todo lado sem precisar ser o centro das atenções do parceiro o tempo todo enquanto estão juntos. E então experimentem oferecer a mesma naturalidade e confiança logo no primeiro encontro com qualquer pessoa, afinal essa estranha seria sua mulher por uma noite, esse desconhecido será seu homem por algumas horas.

Casados, olhem para os solteiros. Ignorem a paixão inicial, aquela coisa de não se desgrudar e se perder em deslumbramento. Notem, porém, a curiosidade de um pelo outro. E então experimentem não saber e se surpreender com o outro e consigo mesmo.

Reparem também na necessidade dos solteiros em conhecer, saber de tudo do parceiro e, por outro lado, no impulso de se descrever e contar todo o passado um para o outro. E se vocês invertessem esse movimento? E se começassem a se desconhecer? Eis um caminho quase impossível ao solteiro pois ele encontra prazer no sucessivo conhecer…

Desconhecer, não saber, não antecipar, não prever as ações do outro. Perguntar sobre o futuro, contar sonhos e vontades, abrir espaço para aquilo que o outro sempre quis ser. E quando essas mudanças ocorrerem (da primeira gravidez ao alzheimer), contemplar aquilo que segue intacto.

Se a sedução inicial está mais ligada ao impulso de agarrar e conquistar (o corpo, a mente, o mundo do outro), a sedução mais experiente é uma espécie de magnetismo, um mistério que faz com que ambos sigam juntos e não se afastem como amigos que passam anos distantes. Uma atração que existe desde o começo, confundida com sexo e paixão, e depois de algum tempo pode ser vivida mais diretamente como apenas uma motivação para ficar junto.

Ora, é essa motivação o Santo Graal de qualquer bom Don Juan. Não uma noite de sexo, mas total entrega. Não algo pontual, mas o desejo de ficar junto. O que mais queremos, desde a primeira noite, não é provocar tesão, paixão, prazer, admiração, nada disso. É criar magnetismo, a ponto do outro vir em nossa direção mesmo quando não fazemos esforço algum.

Magnetismo entre o que exatamente?

speedatingÉ aí que a coisa fica interessante. As pessoas não são atraídas por características pessoais e por coisas que fazemos para seduzir. Pelo contrário, quanto mais fizermos e quanto mais características tivermos, menor será a atração. Explico.

Nós pensamos que nosso maior diferencial, o que realmente temos a oferecer, são as características que nos diferenciam dos outros. Tudo aquilo que é pessoal, nossas preferências, gostos, jeitos. Acredite, se fôssemos apenas essas identidades, ninguém ficaria mais do que algumas semanas ao nosso lado. Somos chatos, previsíveis, bobos. Somos aquele nerd numa mesa de speed dating falando de sua vida por 10 minutos. Ninguém se interessa!

Nossa sorte é que, além dos aspectos mais pessoais, nós podemos ser o espaço para qualidades impessoais, podemos encarná-las, dar vida a elas quando não perdemos tempo focando em nossas coisinhas. Quando um homem dança salsa com uma mulher, nada ali é pessoal. Tudo pode ser reproduzido em outro casal porque a energia daquilo é algo sempre disponível, não é algo que eles estão inventando ali. E dançar salsa com uma mulher é uma das maiores sacanagens, jogo sujo, quando o assunto é sedução.

Do mesmo modo, as qualidades que atraem uma mulher são impessoais: generosidade, destemor, estabilidade, ousadia, inteligência, paciência, bom humor. E as que fazem pirar os homens também: liberdade, entrega, brilho, energia, inteligência, alegria… São qualidades impessoais disponíveis para homens e mulheres.

Quanto mais pessoais tentamos ser e quanto mais tentamos criar vida e construir momentos e emoções, menos deixamos que a vida aconteça e que as qualidades impessoais sejam incorporadas. Pois é entre tais qualidades maiores do que nós que se dá o magnetismo. Entre condução e entrega, bom humor e alegria, liberdade e brilho, destemor e inteligência. Não entre pessoas, não entre eu e você. Apenas duas pessoas e seus gostos similares não conseguem criar energia, magnetismo, tesão, vontade de arrancar as roupas um do outro no meio de um bar.

Parece um milagre, então, o fato de que as pessoas fiquem tanto tempo juntas, mas não tem nada de milagre. Ainda que possamos amar muitos, é inviável sempre começar do zero. Muitas qualidades encontram um solo muito mais fértil e contínuo num casal que avança junto do que em trinta que sempre começam.

Ao vivermos de modo mais impessoal, passamos a amar aquilo que o outro ainda não é. Amamos a liberdade do outro de ser e, a partir disso, nos alegramos com cada uma das identidades transitórias que nascem. Amamos o ser futuro, em antecipação. Ora, quem não quer ficar ao lado de alguém que o estimula a mudar e crescer? Eis um dos melhores jeitos de conquistar alguém: agir a favor e se alegrar com a felicidade do outro, principalmente quando ela não tem nada a ver conosco.

Sem estratégias

kramer-pirar-na-vidaDiante desse magnetismo impessoal, todos os métodos de sedução (PuA e afins) perdem o sentido. E, sim, minha motivação aqui é ajudar as pessoas a parar de gastar dinheiro com workshops e cursos desse tipo.

O método supremo de sedução se resume a não ter estratégias. Esse é o golpe mais baixo que você pode usar com uma mulher. Vá a um encontro sem estratégias, sem esperar sexo, sem tentar beijar, sem tentar alegrá-la, sem se mostrar perfeito, sem tentar nada, sem esforço.

O homem que faz isso sabe que ele não tem poder de criar tesão, amor, paixão, felicidade… Ele sabe que o magnetismo ocorre naturalmente, como que vindo do céu ou da terra. Basta que ele não obstrua esse fluxo com suas tentativas de conseguir algo.

Então ele apenas fica lá e vive, lidando com cada coisa que surge. Se surge timidez, ótimo. A timidez não é problema algum pois ele não está tentando nada. Então ele pode até confessar sua timidez, rir dela com a mulher, fazer um brinde à timidez e então abrir espaço para que outras coisas surjam no lugar da timidez. Não há oposição, luta, desconforto ou ansiedade de mudar, ingredientes que fariam a timidez crescer e imperar.

Ele vai sem a pretensão de fazer a diferença na vida da mulher. É por isso que às vezes as pessoas dizem: “Não dê a mínima, não ligue, não mostre que está interessado, aí sim elas ficam loucas”. Não é bem a indiferença ou a sensação de que algo mais precisa ser feito para fisgá-lo (ainda que isso exista na superfície), mas é a leveza de ter alguém ao seu lado que não precisa de você e de quem você não precisa. Isso é muito mais excitante do que imaginamos. No fundo, odiamos quando alguém precisa de nós e não suportamos quando precisamos de alguém porque sentimos que estamos sendo um incômodo. Desejamos apenas estar, sem nada puxando (de dentro ou de fora). É assim que começa uma boa relação.

Desistir da responsabilidade pela felicidade dos outros. E não só da felicidade. O mesmo processo se aplica ao prazer sexual…

“Como dar prazer a uma mulher?”

kramer3Pergunta que recebi no widget lá de cima:

“Como saber como acariciar uma mulher na cintura, seio, pescoço, orelha ou em outro lugar sem ser a vagina ou o clitóris, deixando-lhe louca?”

Parece meio maluco isso, mas o grande segredo pra dar prazer a uma mulher é não se preocupar em dar prazer a ela. ;-)

Lembre-se de sua mãe lhe oferecendo aquele doce que ela passou a semana fazendo. Ela corta para você, lhe entrega o prato, senta do seu lado e fica olhando sem piscar enquanto você come. Um inferno, não? Agora lembre como era gostoso pegar esse mesmo doce de madrugada na geladeira. Prazer bom é aquele que surge, não o esperado, planejado, tentado. Não aquele que vem com esforço, necessidade, ansiedade e expectativa.

Cara, as mulheres já são loucas! Você não tem chance alguma se quiser deixá-las loucas. Você não tem esse poder, desista.

Em relação ao toque, lembre-se de você, de braços esticados, cheio de tensão, quando tocava o peito dela meio que à distância em suas primeiras transas. Pegava na bunda como se fosse algo alienígena. Ou ela que tocava seu pau e não sabia o que fazer. Depois você começou a tocar o corpo inteiro, não apenas o peito, mas tudo, passando pelo peito, claro, não apenas a bunda, mas o corpo. Sem distância, sem medo, relaxado.

Se comparar, o toque é o mesmo, o que muda é nossa presença interna. Pois é isso: aprender massagem e saber como usar K-Y com propriedade bem antes da penetração é ótimo, mas o que faz a diferença é o que você oferece internamente com seu toque. E o melhor que você pode oferecer é um amplo espaço, uma abertura relaxada, para que o prazer se instale. Ou seja, quanto mais prazer você estiver sentindo, maior a abertura que vai oferecer para que o prazer surja nela também.

Você não tem o poder de dar prazer pra ninguém, meu caro.

“Como conquistar um homem?”

kramer2Outra pergunta que recebi pelo novo widget aqui do blog:

“Gostaria de saber dicas para reconquistar a cada dia mais e mais meu namorado. Em todos os aspectos e não apenas na cama.”

Pois saiba que a cama é essencial, muito essencial, não pelo sexo ou pelo prazer, mas pelos reflexos na vida. Quando você ajuda seu parceiro a ser homem na cama, a expressar toda a sua potência, liberdade, criatividade, ele ganha mais confiança para fazer isso na vida. São processos inseparáveis.

Entrega, movimento e liberdade. Na cama e na vida. O melhor jeito de conquistar um homem não é fazer algo, mas se abrir, perder restrições e rigidez. É claro que avançar é bom, propor, ir pra cima. Mas há um processo interno que realmente nos atrai. Listo alguns dos aspectos em formas imperativas, de conselhos mesmo:

1. Cresça na vida para além de sua relação. Não coloque sua felicidade nas mãos dele. Fazendo isso, cultivando energia autônoma, você não terá tanta insegurança, não fará tantas checagens e vai se entregar com mais confiança. E ele não precisará gastar tempo fazendo você feliz, vai crescer em sua própria vida também e oferecer mais presença quando vocês estiverem juntos. Resumo: ele a fará ainda mais feliz. ;-)

2. Manifeste, do seu jeito, as qualidades do feminino. Descrever quais elas são seria limitá-las, mas explore movimentos, gestos, pensamentos, ideias, formas e sons. Participe de um grupo só com mulheres, integre-se de algum modo à natureza, perca-se em seus próprios rituais, flerte com a arte, brinque, solte-se, mexa os pés de outros jeitos, dance.

3. Contemple a estabilidade que existe no meio de suas oscilações. Não descarte as oscilações, mas contemple a luminosidade incessante de seus movimentos. Fazendo isso, você poderá oscilar ainda mais, usar fúria ou molecagem, sem sofrer e se confundir tanto.

“Como melhorar o sexo depois de anos de relacionamento?”

seinfled6

“Namoro há quase cinco anos e o sexo entre nós perdeu muito do fogo que tínhamos no início. Entendo que isso seja normal, coisas de convivência. Eu estou certa? É assim que de fato acontece? O tempo dita o ritmo e a coisa esfria? O que fazer para esquentar sem parecer clichê?”

Três ideias pra você:

1. Sinta essa ansiedade, essa necessidade de mudar, esse desconforto com a situação presente. Veja que é só uma insatisfação, um monte de pensamentos e emoções, uma espécie de luta interna que contrai nosso corpo e trava nossa respiração. Observe que não tem nada de errado nessa situação e que nada precisa ser alterado. Se você não observar essa ansiedade e se deixar mover por essa insatisfação, pode esperar muito mais sofrimento pela frente. Se você aprender a repousar, relaxar e respirar, sem tanta urgência em mudar, terá mais nitidez para explorar outros caminhos, ou seja, mudar. ;-)

2. Não tenha medo do clichê. Nós já somos clichês ambulantes, relaxe.

3. Não foque no sexo. Se quer mudar o sexo, transforme tudo ao seu redor. Mude sua experiência do mundo e do próprio corpo, sua vida, sua visão, suas dinâmicas internas, seu olhar. E deixe que o sexo surja de outro modo quando ele tiver de surgir. Não force ou tente nada.

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Para transformar nossas relações

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144 comentários »

  • Jorge Maluf

    O título é apelativo, mas quem lê o conteúdo aprova:

    Durante alguns anos participei de toda a máfia dos PUAs, junto com muitos colegas das antigas, desde antes de ClubeAlpha e afins, que você conhece. Acredito que muitos dos meus amigos passaram por aquela fase com sucesso e hoje em dia evoluíram para tudo está escrito nesse texto.

    Eu concordo com tudo. Não existe técnica, não existe dicas de melhor ou pior, não existe manha para a sedução. O que existe é exatamente o que está escrito aí em cima.

    É como eu sempre digo. TUDO que a gente fica encanado, acaba se tornando um pesadelo e deixa de ser prazer. O segredo é nunca encanar e sim levar com a maior naturalidade possível.

    É simples como voar.

    Grande Abraço. ^^

  • Tweets that mention Dicas INFALÍVEIS de sedução (versão Não2Não1 inspirada por Cosmo Kramer): -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Gustavo Gitti. Gustavo Gitti said: Dicas INFALÍVEIS de sedução (versão Não2Não1 inspirada por Cosmo Kramer): http://bit.ly/94jvwf [...]

  • Pago Bem!

    É interessante como tudo se resolve quando as pessoas estão focadas no presente.

    A sedução é mais forte se sedutor e seduzido estão “presentes” na situação, não pensando em técnicas de PUAs ou naquele “charminho necessário”.

    Li 1001 textos sobre dedicação, técnicas e coisas afins, de como manter um relacionamento ou iniciar uma atração.

    A única coisa que funciona é a dedicação (estar presente no presente).

    Para conquistar e durante o sexo.

    Dedique-se ao corpo dela. Dedique-se à situação… vá explorando aos poucos, curtindo relaxado… ela vai se entregando, mostrando uma nova mulher… descubra e explore essa nova mulher… e assim vá indo…

    Sua namorada hoje, deitada na cama agora, não é a mesma de ontem… e não será igual amanhã.

  • Giovanna

    Realmente excelente.

    Tudo que eu sei e às vezes ignoro e volto aos instintivos meios humanos possessivos e carentes…

    Adorei! Exatamente a sacudida que eu precisava.

  • Hérica Rocha

    Gitti, obrigada.
    Perfeito.

  • Robson

    Cara, texto muito bom! mas não sei se consigo ser tão “Jedi” assim, ao ponto de ficar quase apático(eu sei que você não usou essa palavra) em relação a um encontro,eu me preocupo sim! com o que ela vai pensar e como fazer para tornar o momento mais confortavel para ambos, sou totalmente a favor de sempre ser você mesmo, mas não sei o que acontece e sempre fico com a impressão que isso não funciona tão bem assim na vida real!

    Agir com naturalidade sem grandes expectativas eu classifico como básico! e também acho que a melhor sedução é “não seduzir” mas sempre acabo me perguntando se não seria melhor fazer gênero? enfim, não sei! acho que estou sozinho justamente por não fazer “tipo” e acho que vai depender muito da pessoa que está ao seu lado.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Robson!

    “Cara, texto muito bom! mas não sei se consigo ser tão “Jedi” assim, ao ponto de ficar quase apático(eu sei que você não usou essa palavra) em relação a um encontro,eu me preocupo sim! com o que ela vai pensar e como fazer para tornar o momento mais confortavel para ambos”

    Não tem nada de apático. Pelo contrário, apático é o cara que fica cheio de preocupações.

    Eu também me preocupo. E muito. Sou orgulhoso pra caralho, adoro controlar o que passa dentro da mente das pessoas, provocar imagens, conduzir de um lado pro outro.

    O que propus no texto é LIDAR diretamente com isso em vez de ser refém desse processo. Ou seja, se surge essa preocupação, ok, você lida com isso dentro de uma postura mais ampla, um espaço sem estratégias. É claro que há todo um treinamento pra CULTIVAR esse espaço, pois não adianta usar essa abordagem como mais uma estratégia. Tentar fingir que não tem aflições não funciona.

    Quanto à sedução, uma vez que você não tem estratégias, pronto, você pode brincar com todas as estratégias do mundo, mas aí não tem algo por trás, isso é escancarado, as mulheres veem que você está fazendo mas ver o truque não impede da mágica acontecer nesse caso.

    Aí você seduz pra valer, usa mil jogos e elas adoram, gostam, entram nos jogos, se deixam levar…

    Abraço.

  • sandra coelho

    Gustavo Gitti !

    “…apático é o cara que fica cheio de preocupações.”

    Não entendi. Sério. Me explica ?

    Obrigada.

    Sandra Coelho

  • Gustavo Gitti (autor)

    Você já saiu com um cara que estava passando por muitos problemas na empresa e ficou sem energia? Excesso de pendências = apatia.

    Você já saiu com um cara meio travado (por causa de um excesso de preocupação em agradar) que não conseguiu se soltar completamente a noite inteira? Excesso de entraves + preocupações = apatia (ou aparência de apatia).

    Mas conte sua experiência. Isso aqui não é um debate teórico. ;-) Eu, por exemplo, nunca “saí com um cara”, então você deve saber disso melhor do que eu. hahha

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ah, Sandra, tenho uma amiga que chama de APÁTICO também aquele homem que fica esperando um OK da mulher, que não consegue propor muita coisa sacana, que tem medo ou respeita demais.

    Aí, quando rola sexo, esse cara não consegue elevar a energia do lance, não consegue explodir. É como se ele não sentisse tanto prazer e, com isso, ela não consegue pirar, enlouquecer.

    Ela diz que rola um lance morno, um sexo em fogo baixo, que só cozinha, cozinha, cozinha até o fim… ;-)

  • Mona

    Texto bárbaro, de desconstrução do óbvio, aliás como muitos que tenho encontrado por aqui. O que se torna difícil muitas vezes é internalizar as idéias, posto que estamos acostumados a nos portar de exatamente de forma contrária ao que está escrito aqui. Mas valeu!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Mona,

    Seu comentário me deixa muito feliz e só reforça minha motivação de continuar com esse projeto aqui.

    Valeu!

  • lucas touro

    gitti, você já leu os livros do Carlos Castaneda? (Erva do Diado e sgts.) Suas idéias de liberdade, luminosidade, etc. são muito parecidas com as dele. =) aguardo a resposta

    ps.; pura curiosidade

  • Gustavo Gitti (autor)

    Lucas, claro, cara, li TODOS do Castaneda e até cheguei a participar de umas 3 práticas de Tensegridade (passes mágicos) antes de descobrir me focar no budismo.

    O que me fez abandonar esse caminho do xamanismo foi a ausência de um professor qualificado. Só encontrei pseudo-xamãs na época e seguir uma prática solitária é inviável na minha opinião. Só conheci gente perdida assim. Pessoas de 40-50 anos que tinham feito uma salada espiritual tão grande que não chegaram a lugar algum pra além de um monte de crenças pessoais e uma certa solidão, uma falta de linguagem e uma sensação de ficarem incompreendidos. Não queria isso pra mim.

    Certamente o Castaneda tinha alguma realização. E o Don Juan muito mais, claro. Na minha viagem pro treinamento de TaKeTina, tive a chance de encontrar com uma mulher (formada em TaKeTiNa já) que foi aluna do Castaneda por um tempo. Ela disse que quando o conheceu ele já tinha abandonado o caminho mais cognitivo e focava só em práticas corporais. Ele dizia que vivíamos muito dentro de nossas cabeças. ;-)

    Mas não sei se essa linhagem dos toltecas vai seguir. Não sei se existem seres tão realizados como os primeiros. No Budismo, sinto que é mais fácil de encontrar ensinamentos desse tipo e outros mais ainda diretos e elevados, como o Prajnaparamita, algo que não existe de modo estruturado nos livros do Castaneda, por exemplo.

    E você? Mantém alguma prática? Segue algum caminho específico?

    Abraço!

  • Lucas

    Gitti, e como consigo me libertar de todos esses preconceitos?
    Eu tento, mas é realmente dificil mudar! Toda essa espondaneidade não vem de uma hora para outra, não é?
    A meditação ensina caminhos para isso? Lógico, considerando todo o amplo campo do assunto, seria possível traçar algumas dicas e jeitos de se treinar simplesmente ser você mesmo e ao mesmo tempo ser o homem que conduz, cerca, seduz?

    Para variar, seus textos mexem com minha cabeça, e cada vez mais tiram meu chão. Acho que é por isso que sempre volto aqui. Vivendo, lendo e aprendendo. Obrigado por ter vontade de fazer textos como este! Ainda estou esperando o seu livro, ;-) Porque o do papodehomem ficou muito bom!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ih, cara, eu NÃO SEI. ;-)

    O que sei é que essa aspiração de chegar em uma identidade vencedora (esse “homem perfeito” aí que você tentou descrever) não leva a lugar nenhum. Essa identidade não existe. Todas são falhas. “Ser você mesmo” não é algo bom, não é o estado final, não é um objetivo interessante. Nós já somos nós mesmos e isso não resolve nada nossas complicações.

    O que recomendo, de coração mesmo, é você encontrar alguém que tenha feito esse caminho e viva só com o objetivo de ajudar outros. Há gente que passa décadas só fazendo isso, sem outra profissão, sem férias, manja?

    Por exemplo, agora estou editando infos e ouvindo ensinamentos do Lama Padma Samten. Se puder, vá conhecê-lo em alguma palestra. E, quando tiver curiosidade para meditar, procure um centro bom no http://www.cebb.org.br ou no http://www.dharmanet.com.br

    E mesmo isso não vai lhe dar respostas para essas perguntas, simplesmente porque essas perguntas são equivocadas. O ponto é: a saída não está bem onde achamos que ela está ou esperamos que ela esteja. A saída é uma coisa que, no fundo, nossas identidades não querem. hahaahah

    Abraço!

  • Ruryk

    Ótimo texto (para variar…)

    Algumas das coisas que li me lembraram bastante do wu-wei taoísta; seguindo o “não-agir” é que de fato estaremos agindo.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ruryk,

    Vamos escrever O TAO DA SEDUÇÃO. ;-)

    Se não tiver aqui, lançado pela Gente ou qualquer editora de auto-ajuda, deve ter algo assim nos EUA com certeza.

    Já imaginou o que um mestre taoista autêntico acharia de um tópico como “Como usar o princípio do wu-wei a seu favor numa balada”? ;-)

  • Lucas

    Entendi seu ponto. sério

    A resposta da minha pergunta está no fundo, dentro de mim mesmo, então.
    Buscar a espontaneidade não me levará a ela, e sim a somente outra identidade forjada por mim mesmo.

    E aí fica por isso mesmo? Espera acontecer nossa transformação interna por ela mesma?

    Só mais uma coisa: Concordo plenamente que o homem deva conduzir o relacionamento. Mas o que fazer quando a mulher não quer ser conduzida? (e quando digo não quer, é não quer MESMO, não aceita, não se trata de uma mera impotência do homem de guiá-la).
    Já tive experiências anteriores que me mostraram outro tipo de mulher, sem ser a que exatamente é descrita em seus textos; Afinal, caracterizar uma mulher é impossível, não é mesmo? Dado todas suas multi-faces e inconstâncias. Ela é uma dança por si só.

    Desculpa a insistência, é que tento constantemente procurar uma lógica, mesmo sabendo que ela não existe.

    Valeu ;)

  • Mister M

    Bravo! Bravo! Bravo!

  • Ruryk

    Considerando que qualquer coisa que apresente ínfima ligação com o “desconhecido” oriente rende bons lucros, daria pra ganhar uma grana com isso. Melhor, dava até para expandir para algo como “O Misticismo Oriental Te Ajudando a Pegar Geral” (chamativo e ainda rima!). Se bem que não duvido que algum desses PUA já tenha inventado algo do tipo e esteja vendendo seu livro que mudará nossas vidas por R$49,90.

    Piadas à parte, devo admitir que não conheço muito do taoísmo (apenas o básico, que estou lendo para desenvolver meu TCC em história), mas creio que uma analogia (com várias aspas inclusas) é possível com a parte do “Sem Estratégias” do texto.

  • sandra coelho

    Gustavo Gitti,

    Obrigada por responder tão prontamente minha indagação.

    Concordo com APARÊNCIA de apatia.

    Apatia é a ausência de conteúdo/energia psíquica para tomar uma atitude ou resolver conflitos (problemas). É o VAZIO psíquico/intelectual.

    Diante de um problema, o indivíduo apático nem enfrenta e nem foge. Não esboça qualquer reação.

    Vejo o seguinte para os exemplos que voce citou:

    1-) Excesso de pendências: o rapaz fica cheio de preocupações, tensões.

    2-) Excesso de entraves + preocupações: o rapaz fica cheio de preocupações e/ou inseguranças que podem deixá-lo nervoso e tenso.

    3-) Homem que fica esperando um OK da mulher, que não consegue propor muita coisa sacana, que tem medo ou respeita demais: o rapaz está cheio de insegurança, tenso.

    Não consegui identificar, em nenhum desses casos, a ausência de conteúdo, o vazio. Por isso não entendi quando voce usou o termo apatia. Já a aparência de apatia é cabível admitindo-se que a pessoa que assisti a cena não é capaz de ler a mente do rapaz e portanto não poderá garantir se ela está VAZIA ou CHEIA. Essa capacidade de leitura também é relativa ao tempo de convivência.

    Quanto à minha experiência, consegui ganhar na loteria às avessas.

    Tive um longo relacionamento com uma pessoa que reunia todas essas situações: 1, 2 e 3 e mais outras de “brinde”.

    Só queria deixar um alerta: garotas, fiquem de olho com atitudes de respeito DEMAIS, às vezes, isso não é respeito e sim AUSÊNCIA DE VONTADE.

    Abraço.

  • Cinthia

    Antes de ler, tentei postar no widget acima e deu erro. Por gentileza, não publique. É apenas uma reclamação/desabafo.

    Gitti, admiro muito (e sempre) o seu ponto de vista!
    Sigo seus textos quase que em tempo real, mas nunca me manifestei.
    Este seu texto me comoveu! Sempre acreditei que a leveza fosse, realmente, imprescindível para manter uma boa relação. Pena que para mim, no momento, só tem funcionado na teoria. Acontece que, há tempos, tive um relacionamento que durou anos. Fomos felizes. Terminamos, ele casou-se, e eu continuei minha vida,(na verdade, tentei…) sem esquecê-lo, até porque, ele se fazia presente. Resisti o máximo que pude e depois de alguns anos, me rendi aos ‘sentimentos’ que mantive vivo dentro de mim, pois nunca deixei de compará-lo com os novos possíveis namorados. Acontece que, ao levar essa história adiante, tenho me sentido cada vez mais vazia e intocada. Mesmo interpretando uma puta e satisfazendo todas as vontades reprimidas dele.
    Na verdade, acredito que estou vivendo de ilusão, presa a uma história que apenas me traz dor e solidão. Olho para trás e percebo que me afundo em algo superficial e, ao mesmo tempo, não tenho forças (ou não sei o que fazer) para mudar o rumo dessa história. Como me livrar dessas amarras para permitir a chegada na plenitude do sentir? Para me abrir verdadeiramente à essa leveza tão almejada? Como deixar de ser uma ‘puta de luxo’ para poder ser apenas o que eu quiser? A sensação é a de estar com as mãos atadas………e por pura falta de coragem minha. Só de escrever tudo isso já me trouxe um certo conforto. Agradeço por toda sabedoria compartilhada. Você é especial. Obrigada!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sandra,

    Você tem razão. Eu usei no sentido errado mesmo. Troque por outra palavra, mas a ideia é essa: alguma merda acontece. ;-)

    Pelo que vejo em relatos e emails que recebo, muitos caras simplesmente não sentem prazer, libido, desejo, vontade, fúria. E eles interpretam tudo como se fosse a mulher que não sentisse desejo. Aí dizem: “Eu queria, mas não surgiu o momento pro beijo”. E coisas assim. ;-)

    Do outro lado, a mulher diz o mesmo: “Eu queria, mas ele não veio com tudo!”. hahaha

    Beijo, valeu pelo comentário.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Obrigado por contar sua história, Cinthia.

    Já leu isso aqui? http://nao2nao1.com.br/resposta-padrao-para-qualquer-problema-de-relacionamento-amoroso/

    É tudo o que tenho a lhe dizer.

  • Zombie

    “E mesmo isso não vai lhe dar respostas para essas perguntas, simplesmente porque essas perguntas são equivocadas. O ponto é: a saída não está bem onde achamos que ela está ou esperamos que ela esteja. A saída é uma coisa que, no fundo, nossas identidades não querem.”

    Essa afirmação me fez pensar.
    Andava pensando nessas coisas de querer/deixar de querer/o que querer/o que perguntar.

    Acho que tudo que nossas identidades não querem, é deixar de desejar e deixar de se auto-afirmar.

    Me parece que a coisa toda se reside no ego e no apego que temos com ele.
    Mas vou viver mais um pouquinho, jajá eu volto dar a resposta. Isto é, se eu achar resposta. ahahahaha

    Abraço!

  • Tássio

    E aí Gustavo!
    Muito bom o post!

    Lembrei do livro do David Deita, que vc recomenda, quando ele diz que um homem superior é aquele que já está completo e não depende do trabalho, não depende da mulher, e vê nestes uma forma de se entregar e entregar sua energia positiva.
    Que um homem deve procurar ser o próprio Shiva.

    Basicamente, se a fonte da sua felicidade não está focada no outro, vc pode agir com mais espontaneidade, não é?

    Talvez isso esteja relacionado a se estabilizar em sua natureza ilimitada, evitando a roda da vida?

    Abraços!

  • Tássio

    Errata: hahah acho que eu falei David Deita. E é David Deida! Fail aqui

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Talvez isso esteja relacionado a se estabilizar em sua natureza ilimitada, evitando a roda da vida?”

    Você pratica budismo, Tássio?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Zombie!

    “Mas vou viver mais um pouquinho, jajá eu volto dar a resposta. Isto é, se eu achar resposta.”

    Na minha experiência, é preciso algum treinamento, algum meio formal de cultivar uma mente estável e livre. Ouvir alguém que tenha feito esse treinamento e então praticar.

    Só confiar no curso da vida, na minha visão, é ser MUITO otimista.

  • Sher

    Sempre ótimos! Parabéns!!! Se soubesses como ajuda a tirar, ou pelo menos descansar, as minhocas de nossas cabeças femininas com seus textos… =) grata!

  • Tássio

    Oi Gustavo, não pratico budismo não..

    Já li alguns ensinamentos, e to começando a pegar alguns vídeos do Lama Padma Samten! (Liberaram uns ontem né!) Estou entrando nesse mundo ainda! Torcendo pra que o Lama venha dar umas palestras logo no Rio!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ótimo. Ele vai direto pro Rio, fora que tem o CEBB Niteroi (www.niteroi.cebb.org.br) e o CEBB Rio (www.rio.cebb.org.br), onde você pode meditar e estudar quando quiser. Tenho vários amigos e amigas praticantes de lá.

    Abraço.

  • Eder

    Olá Gustavo,
    um tópico interessante que você poderia cobrir é justamente essa dualidade que um homem deve ter.
    Por um lado, ele deve ser completo e não precisar de algo externo, como daquela mulher específica, ou aquele emprego específico.
    Por outro lado, como ter a devida motivação e empenho de conquistar aquele emprego ou aquela mulher fantástica se você não precisa deles? Como ter a motivação de querer saber sobre aquela mulher já que você não necessita dela?

    Além desses pontos, uma coisa que eu gostaria de saber por exemplo é o seguinte: vc tá no meio de 4 amigos e 1 menina gata que vcs todos conheceram há pouco tempo. Vc conversa um pouco com ela, fala algo interessante, mas vc quer ser independente, quer mostrar que não precisa dela (aliás, de fato, vc não quer precisar dela). Então às vezes o papo flui, às vezes vc se distancia, como que vc vai mandar bem assim?

  • Ricardo Love

    Parabéns pelo post de hoje! Está cada vez melhor!

    Eu entendo esse ideal de manter o fluxo das coisas acontecendo, e não forçar a obtenção ou a doação de prazer. Mas e quando a mulher fica meses sem querer sexo, às vezes até por motivos psicológicos ou sei lá? Quando por mais que o cara seja independente, tenha um bom papel masculino, nada adiante? Não dá pra se manter indiferente a uma mulher com falta de sexo!! Como fazer diante disso?

    Obrigado!

  • Victor Hugo

    O texto está excelente, Gustavo! Parabéns!
    Mas estou fazendo uma pequena confusão, a seguir:

    “Desistir da responsabilidade pela felicidade dos outros. E não só da felicidade. O mesmo processo se aplica ao prazer sexual…”

    Beleza, concordo que assim retiraríamos um grande peso dos ombros. Mas, devemos realmente deixar de tentar trazer felicidade para outras pessoas? Não soa egoísta demais? Não só para esse caso em particular, mas para todas as relações. Se alguém se fodeu em alguma coisa, não deveríamos tentar animá-las?

    Se entendi bem, esquecer desse “compromisso” de trazer a felicidade nos faria mais felizes e, por nos tornarmos mais espontâneos, poderíamos trazer mais felicidade para as pessoas? Mas, ainda assim manteríamos a vontade de ajudar outrem a encontrar a felicidade?

    A maior felicidade que podemos encontrar não é trazendo felicidade a outras pessoas?

    Abraços!

  • Gera

    Gitti, uma coisa que você disse:

    3″. Não foque no sexo. Se quer mudar o sexo, transforme tudo ao seu redor. Mude sua experiência do mundo e do próprio corpo, sua vida, sua visão, suas dinâmicas internas, seu olhar. E deixe que o sexo surja de outro modo quando ele tiver de surgir. Não force ou tente nada.”

    Eu posso dizer, é totalmente real.

    Namorei durante 4 anos, e tinha milhões de queixas sobre minha ex, a falta de atitude dela, o por que dela não se esforçar, dentre outras coisas. Mas eu nunca vi que o problema, na verdade era EU.
    Era muito inseguro, volúvel, não sabia o que queria da vida, e nada tinha a oferecer a ela(claro que tinha, mas na época, achava que não), queria sempre agradar, quase de uma maneira submissa, dentre outras coisas, e o principal, me faltava atitude de homem perante o mundo.

    Terminamos. E a partir da dor do termino, eu pude tirar boas lições. Mudei minha atitude em relação a tudo isso. Passei a ver o mundo com outros olhos, e agir de outros modos, tirando do caminho tudo aquilo que me impedia de agir como homem. Tomei a responsabilidade da minha vida, pra mim mesmo.

    Em relação as mulheres, deixei de olhar pra elas como pedaço de carne. Parei de focar o SEXO, quando saia com alguma guria, e isso criava um brilho no olhar, totalmente diferente daquilo que eu já tinha experimentado em relação de mulheres. Quase como se ela pensasse “porra, eu to aqui com ele, e ele não quer me comer? Como assim?”
    Impressionante como isso mexe com a cabeça delas.

    Depois de alguns meses, minha ex e eu, voltamos a nos ver, e a primeira coisa que ela percebeu, foi essa mudança de postura. E QUE EFEITO ISSO TEVE.

    Já que o tema da frase é cama…

    Ela disse que essa mudança de atitude minha, passava segurança a ela, que isso permitia a ela se abrir, e SE ENTREGAR a mim, como jamais tinha se entregado. Sem cobrança de mudança na cama, sem reclamação daquilo que foi ou não foi feito, fodas históricas aconteceram.
    Tudo aquilo que eu reclamava sobre ela, era somente reflexo da minha falta de atitude de homem.

  • Van

    galera, o texto é incrivel, mas em um ponto mentiroso….sou casada a 11 anos e garanto que nem com estrategias e nem deixando rolar o negocio nao flui……..é dificil, complicado e revoltante,,mas c tiver amor entre o casal conforme o tempo tudo fica lindo e mais nada……….mais nada….acostumen-se…a vida é uma rotina dolorosa e cruel, ou vc tem muita grana pra inventar moteis e saidas diferentes todo fds ou vc c fode!!!!! essa é a verdade!!!!

  • Bia

    “Parece meio maluco isso, mas o grande segredo pra dar prazer a uma mulher é não se preocupar em dar prazer a ela.”
    Parece maluco, sim, mas é a pura verdade! E é muito difícil para certos homens entenderem isso. Tive um namorado que se preocupava tanto em me dar prazer, em tocar aqui ou ali, em fazer isso ou aquilo, que eu percebia que esquecia de si próprio. O efeito era contrário. Tudo parecia artificial, frio,robótico. Por mais que eu explicasse, ele não entendia. Sei que me amava e que gostava de estar comigo, mas era estranho. É bom sentir verdadeiramente desajada. Sentir-se tocada porque a pessoa te deseja. É uma troca.
    Parabéns pelo texto.

  • Vanessa

    Ameeei!

    Concordei com td!

    Salsa é jogo sujo, mas pra alguém que não chama muita atenção visualmente, a dança pode abrir as portas pra que os outros o conheçam melhor e surja um relacionamento.

    Sempre imagino como a pessoa é e crio uma imagem superestimada dela. isso me prejudica.

  • Garota

    Adorei o texto, mas concordo com o carinha que disse que ás vezes as mulheres não querem ser conduzidas. Nenhuma mulher já chegou em vcs? Suas amigas nunca chegaram em alguém? Parece que a discussão trata da apatia feminina em decidir, que basta não se preocupar em conquistar e pronto! Tem a garota na mão!Mulheres são inconstantes. Se não quiserem beijar ninguém na noite, não adianta que você seja o Richard Geere (sei lá como se escreve isso, mas a comunicação tá valendo) com a flor na mão naquela escada rolante para entregar à esposa no filme… De qualquer forma, acredito que o primeiro encontro é uma das conquistas mais fáceis que um homem pode ter em relação a mulher, se o vetor da relação for este. O que “pega” é o dia-a-dia. Se vc falou rios e fundos para a mulher no primeiro encontro, e vc não é isso no 1578º encontro, a química, a pegada, ou o que quer que seja “vai pro saco”. Uma dica importante: uma relação real entre duas pessoas não se baseia só no amor. Há muitas outras coisas que só se descobre ou se constrói no dia-a-dia de uma relação. E é aí que o bixo pega! Boa sorte aos cuecas de plantão.

  • Mateus Darach

    Muito interessante mesmo, esse post. Gustavo, me desculpe, mas quando fiz o exercício de quebra de paradigmas (dos sexuais e religosos até os de necessidade de boa argumentação) de ler o post “como trair sua mulher com ela mesma”, achei que o artigo foi, essencialmente, bobo. Não sei se vou gostar de ler ele de novo, mas reconheço que estava cheio dessa sensação que você retrata bem neste post aqui de se sentir responsável pela felicidade (sexual ou não) da parceira. Lendo esse post, entendi bem melhor os aspectos negativos desse tipo de pensamento.
    by Mona:
    “Texto bárbaro, de desconstrução do óbvio. (…) difícil muitas vezes é internalizar as idéias, posto que estamos acostumados a nos portar de exatamente de forma contrária ao que está escrito aqui.”
    Concordo plenamente. ( E que moça de palavreado rebuscado! x) )
    “Desconstrução do óbvio” é realmente uma ótima definição, e olha que acho que nunca vi tantos “óbvios” diferentes – e conflitantes, e debatidos – serem descontruídos ao mesmo tempo! XD
    Enfim, concordando com você ou não, agradeço por fazer um esforço que considero de extrema importância para a evolução das pessoas da sociedade: discutir, abertamente, o sexo e etc. Como seria bom ver isso em outros círulos também! Igrejas, escolas, rodas de velhinhos na praça… Quem foi que mentiu pra todo mundo que o sexo é pra ser um assunto-tabu?

  • Guilherme

    Enquanto seu pau estiver duro, sempre haverá uma mulher que você pode divertir.
    Quando você tá com muita fome, vai arranjar um jeito de comer. É instintivo. Desejo sexual de verdade é assim mesmo, te ataca como a fome.
    Técnica de sedução é atestado de broxa.

  • Isabella

    Sou suspeita, adoro o que você escreve, mas este é um dos melhores dos últimos tempos.

    Digo assim, rápido, para não me atrever e citar outros 347 “melhores textos dos últimos tempos”.

    Você escreve muito bem, com conteúdo delicioso.

    Sempre.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Bingo.

    Valeu por contar sua história, Gera!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Victor, você confunde isso porque está comparando teorias. Na prática, isso faz todo o sentido.

    Na verdade, trazer benefícios aos outros é algo natural, você não faz como um peso, esperando algo ou tentando ser bem sucedido. Você não tenta fazer, não há esse objetivo, é apenas sua ação natural.

    E qual é nossa ação natural? Nos mantermos presentes, treinarmos estabilidade e desejar a felicidade de todos, desejar que todos se liberem de seus obstáculos e aflições.

    Aí, quando alguém chega na sua frente, você não tem a sensação de estar ajudando a pessoa, como se ela precisasse de ajuda. Você apenas se relaciona com a liberdade dela, com aquilo nela que NUNCA precisa de ajuda. Como muitos não tem isso nítido, você usa meios hábeis: acolhe, estimula, estrutura, corta, libera. E isso é o que chamamos de ajudar alguém. ;-)

    Mas eu entendo sua dúvida. E acho legal você levá-la pra vida e ver o que rola.

    Abraço!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ricardo, estimular a energia dela FORA da cama é uma bela saída. Dance com ela, leve-a para comer num restaurante foda, vá andar de bicicleta, fazer trilha, sei lá, qualquer coisa que movimente energia.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Eder, não tem dualidade, cara. Se você está bem (mente estável, corpo vivo, olhos brilhando, vida alinhada, feliz, com propósito), pronto, você sai por aí oferecendo isso para as mulheres e para empresas (ou para projetos, sonhos e pessoas, se montar uma empresa ou organização, por exemplo).

    Sobre o exemplo que você deu: se você quer mostrar algo, pronto, você está fodido. E outra: qual o problema quando o papo não flui, me diz? Você tem alguma obrigação de fazer o papo fluir? Se quer algo com a menina e tem 4 amigos seus na roda, chame-a pra dançar ou marque outro encontro a sós, não tem segredo.

    Abraço.

  • José

    Cara.
    Fantástico.
    Há mtos anos esperei alguém que tivesse a coragem, a inteligência e a propriedade de dizer isso. Qdo mais jovem brincava com amigos dizendo que essa técnica funcionava e que a chamava de “tática do cachorro morto”. Óbvio que era brincadeira, mas na verdade expressava a necessidade de sermos quem a gente é, sem máscaras, fantasias. Pena que a sociedade nos empurra para algo que é exatamente o contrário. Vendem-nos imagnes prontas de como “deveríamos” ser. Consumismo, consumismo, consumismo.
    Cara. Vc foi brilhante. Continue divulgando esta ideia. Tem tudo a ver.
    Abraço
    José

  • Vicente

    Oi, bom texto, no principio parecia um pouco fraco, mas como todo transmite a ideia de que sem planos, sem necessidade do outro (pelo menos aparente), o reconhecer que me da prazer é bom, etc… a ideia acho que seja correta, já que as relações que comecei sem nenhum propósito(no sentido vamos ver no que vai dar) foram as que no fundo mais valeram a pena, e curiosamente tb foram as que as amigas mais me procuravam e quizas me mimavam(como mamãe)… um abraço.

  • Vânia

    Tu escreveste exatamente o que eu penso sobre as relações homem x mulher… não só como penso, mas como ajo de uns anos pra cá, sempre buscando fugir dos artifícios de conquista (do mesmo homem há 28 anos) e, considerando a energia que nos faz próximos, funciona muito bem.

    Quando tu falas das qualidades que atraem uma mulher – generosidade, destemor, estabilidade, ousadia, inteligência, paciência, bom humor – são exatamente as que admiro e busco num homem. E quando falas nas que fazem os homens pirar também – liberdade, entrega, brilho, energia, inteligência, alegria – são as que procuro disponibilizar na relação.

    Mas eu penso que a mais importante de todas elas é a tal liberdade… até mesmo para amar a mesma pessoa por uma vida inteira, para morar em casas separadas e, mesmo assim, continuar querendo, desejando estar junto, e sempre que isso acontece é sempre bom, gostoso, aconchegante, prazeroso… é uma forma de manter a individualidade e, pra mim, é isso que faz um seduzir o outro; é a possibilidade de não saber tudo, de sempre ter uma novidade pra contar, de compartilhar momentos que não se tornarão uma rotina diária ou até mesmo previsível.

    É uma pena que as pessoas não se deem conta do momento em que devem se “individualizar” do outro para salvar ou melhorar suas relações ou até mesmo para salvar ou melhorar suas próprias vidas.

    Foi um grande prazer ter iniciado o meu dia lendo o teu artigo.

    Parabéns pelo texto e pela autenticidade.

  • Tatiana Moura

    Adorei sua abordagem e acho que consegui visualizar a profundidade de uma postura como essa (tanto do homem quanto da mulher). Apenas ser, sem grandes expaectativas, sem modelos prontos, sem protocolos! Mas confesso que, na minha opinião, para assumir uma postura como essa é preciso uma segurança interna muito grande pois senão acabamos sendo massacrados pelos anseios dos resultados – se dar bem na balada, conhecer alguém bacana, alguém bacana se interessar pela gente… Enfim, encontrar alguém com esse perfil despojado, livre, alegre deve ser uma aventura incrível!!!
    E que os corações se abram para apenas VIVER!!!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Vânia,

    Concordo muito com você, ainda que meu uso pra “liberdade” não seja individualidade, mas a prática de não ser arrastado por movimentos internos (impulsos, emoções) ou externos (pessoas, situações) e poder lidar diretamente com as coisas, sem tantos condicionamentos e padrões ocultos.

    Mas é isso: se sua vida se resumir à relação, não haverá mais nada a trazer ao outro, a oferecer.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Tatiana,

    Eu não gosto de achar que isso é para poucos. Isso é pra qualquer um.

    E mais: podemos ativar isso no outro a qualquer momento, basta darmos o exemplo vivo.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Isabella,

    “mas este é um dos melhores dos últimos tempos.”

    É que os últimos tempos estão muito bons… Muito bons de escrever e muito bons de não perder tempo escrevendo.

    Você não acha? ;-)

  • Eterna Aprendiz

    Cecilia Meireles arrasou:

    Tu Tens um Medo
    Acabar.
    Não vês que acabas todo o dia.
    Que morres no amor.
    Na tristeza.
    Na dúvida.
    No desejo.
    Que te renovas todo dia.
    No amor.
    Na tristeza
    Na dúvida.
    No desejo.
    Que és sempre outro.
    Que és sempre o mesmo.
    Que morrerás por idades imensas.
    Até não teres medo de morrer.
    E então serás eterno.
    Não ames como os homens amam.
    Não ames com amor.
    Ama sem amor.
    Ama sem querer.
    Ama sem sentir.
    Ama como se fosses outro.
    Como se fosses amar.
    Sem esperar.
    Tão separado do que ama, em ti,
    Que não te inquiete
    Se o amor leva à felicidade,
    Se leva à morte,
    Se leva a algum destino.
    Se te leva.
    E se vai, ele mesmo…
    Não faças de ti
    Um sonho a realizar.
    Vai.
    Sem caminho marcado.
    Tu és o de todos os caminhos.
    Sê apenas uma presença.
    Invisível presença silenciosa.
    Todas as coisas esperam a luz,
    Sem dizerem que a esperam.
    Sem saberem que existe.
    Todas as coisas esperarão por ti,
    Sem te falarem.
    Sem lhes falares.
    Sê o que renuncia
    Altamente:
    Sem tristeza da tua renúncia!
    Sem orgulho da tua renúncia!
    Abre as tuas mãos sobre o infinito.
    E não deixes ficar de ti
    Nem esse último gesto!
    O que tu viste amargo,
    Doloroso,
    Difícil,
    O que tu viste inútil
    Foi o que viram os teus olhos
    Humanos,
    Esquecidos…
    Enganados…
    No momento da tua renúncia
    Estende sobre a vida
    Os teus olhos
    E tu verás o que vias:
    Mas tu verás melhor…
    … E tudo que era efêmero
    se desfez.
    E ficaste só tu, que é eterno.

  • Junior

    bom só discordo do que vc falou dos PUAS sobre estratégias para conquistar, discordo pq, existem pessoas que são naturais e tem coragem de ir atrás do que elas querem sem nunca terem levado um empurrão de ninguem, sabem como fazer, como atrair e como manter a atração, e tem outras pessoas que simplismente não sabem.

    Oque os PUAS fazem(salve Mystery) é dar nome as suas tecnicas, como uma Ciência, Neg, Qualificação, Rapport, Push and Pull, C&F, ETC…

    eu ja me dava bem com as mulheres mas tinha um problema as tratava com um prêmio como um pedestal e corria atrás dela, e no final acabava não dando certo ou elas não queriam namorar ou me usavam e depois ficavam falando de mim

    hj as mulheres com que fico, elas ligam pra mim, elas perguntam onde estou pra onde vou! coisa que antigamente com o meu jeito eu não faria!!!

    e devo confessar no começo vc parece um robo, pq vc fica pensando no que dizer no que fazer, mas acredite depois de um tempo se torna natural pq vc assimila oque combina com vc e oque não combina!!!

    bom essa é a minha opinião

  • Pedro

    Paixão,sexo,desejos tudo isso esta em mente se tenha uma boa capacidade de controlá-la de maneira adquada e sem estresse do serviço e do dia a dia tudo ocorre de maneira correta.

  • Camila

    Acredito que essa postura de agir sem basear nossas ações no intuito de agradar ou conquistar pessoas é uma característica da infância, qualidade que maioria das crianças tem (e se não têm, é por culpa dos pais e dos péssimos estímulos de hoje em dia). E deve ser por isso que maioria delas nos encanta, porque não estão buscando um propósito por meio de suas ações.
    Apesar de concordar plenamente com teu ponto de vista, Guilherme, e lutar pra isso, muitas vezes me pego no esforço de arquitetar meus movimentos, simplesmente por querer algo de alguém ou simplesmente pra conquistar, ou agradar, Enfim, acabo estabelecendo uma intimidade que é falsa.
    Confesso que ao mesmo tempo que desejo conquistar o alguém, também desejo me resguardar. Fico nessa vontade de querer ter sem precisar me importar, pra evitar frustrações. Daí essa “atriz” dentro de mim fica criando essa intimidade fake, porque assim, distanciada, vou sofrendo menos e ainda tirando vantagens disso.
    Eu sinceramente acho que é um dos sintomas da modernidade. E é um sentimento horrível… tenho tentado mudar, por mim mesmo. As pessoas pensam que ao assumir essa posição elas estão sendo fortes, mas pelo contrário, elas fraquejam. Tenho pensado bastante nisso…
    Vale a pena lembrar que de todos os meus relacionamentos, os que perduram até hoje e que foram realmente inesquecíveis não se basearam nesse propósito. Nem se desenvolveram com ações para isso, nem da minha parte nem da parte do outro, apenas aconteceram. E são os que até hoje me trazem boas lembranças e bons momentos!

  • Ana

    lindo!

  • Octavius Augustus

    Agora eu entendo pq meu amigo que nao fazia absolutamente NADA conseguia pegar um monte de mulher e eu que ficava me debatendo que nem louco, não.

  • dayvisson

    MTO BOM ESSE ARTIGO!! PARABÉNS GITTI!!!!

    GOSTARIA QUE VC FALASSE SOBRE UM TEMA QUE ME ENCUCA A MUITO…E ACHO QUE A MAIS GENTE!

    PORQUE AS MULHERES SENTEM MTA ATRAÇÃO POR “GAYS”…AS VEZES SAIO COM AMIGOS MEUS GAYS..E ELES SEMPRE RECEBEM CANTADAS DE VARIAS MULHERES!!

  • Cinthia

    Gitti, voltei para agradecer!
    E dizer que, realmente, o problema se esconde na própria pergunta!
    Partirei em buscar de me livrar daquilo que impede e obstrui minha natureza livre.
    Eternamente grata!
    Beijos!

  • Marcelo

    Parabéns. Muito instigantes as tuas colocações. Faz com que a gente reflita sobre nossos padrões comportamentais. Mas gostaria de comentar. Na verdade, creio que o homem que está preocupado com essas tais “técnicas de sedução”, quer é conquistar o maior número de mulheres possíveis. Ate aí, tudo bem. Isso é explicado biologicamente. Também não sou exceção. Penso que se elas fossem usadas para o “bem”, (digamos assim: para conquistar a mulher da vida do cara), seriam melhor empregadas. O problema é: que quem as detém, quer mesmo é usar e abusar delas (nos dois sentidos). E quem não as têm, (como eu e a grande maioria), fica à mercê de fórmulas e clichês.

  • Gustavo Maldonado

    Oi Gustavo xará! Excelente post! As perguntas e respostas nessa página de comentários são por vezes muito enriquecedoras também.

    Gostaria de sugerir aqui um tópico sobre o qual você pudesse falar um pouco. Muitos homens têm uma(s) fase(s) onde eles não conseguem achar o propósito de suas vidas e isso os faz entrar em uma certa crise, os enfraquecendo, pois os deixa cheios de dúvidas e indecisões.
    Há alguma maneira de superar esse obstáculo com uma leveza ou um direcionamento melhor? No meu caso, por exemplo, acabei de terminar minha graduação, e me sinto exatamente assim. Não sei o que fazer da vida, o que eu quero, e como reagir em relação a isso. Imagino que isso aconteça com muitos que estejam na mesma situação, o que deve incluir alguns dos seus ávidos leitores ;)

    Abração!

  • JÚLIO CAMPOS

    cada vez que leio essa coluna me acabo de rir e continuo com a máxima;

    “PARA OS MAUS TREPADORES, ATÉ OS CULHÕES ATRAPALHAM E NAS MULHERES É O TAL DO PERÍNEO.

  • TaNoEmailAbaixo

    Boa-tarde Gitti, eu como sempre, leio o texto e algumas mensagens que outras pessoas escrevem, sempre acompanhei o site nao2nao1 e o PdH, mas hoje me vejo em uma situação que creio não tem mais salvação (eu acho né).
    Há uma semana terminei meu namoro (qse 7anos) , história longa coisa que na minha idade (1986) é raro acontecer.
    Já tinha feito de tudo e um pouco mais para não deixar que isso acontecesse, mas aconteceu.
    Bom, como ja tentei de tudo quanto foi jeito e vi que não estava mais agradando, acho que fiz certo, mas ainda não sei se fiz certo (entende?), bom vou resumir, para ver se consigo uma resposta.
    Tudo começou em 02/11/2003, mulherengo, era como quiabo, escorregava nas mãos de quase todas as mulheres que me enteressava, mas um certo dia (de finados, rs)recebi uma mensagem no meu cel. de uma menina que eu não conhecia bem, no caso confundir a mesma com uma conhecida e marquei um encontro. como ela tava estudando p vestibular da UEG-Formosa, nao tive muito tempo p tentar consquista-la, minha intenção era só mais um transa e acabasse por ai. Mas algum tempo depois, duas semanas fui em uma festa de aniversário de um amigo, e lá estava ela, muito mais bonita q quando a conheci, como ja tinha rolado variás vezes, pq não mais uma… foi então que dessa festa em diante começamos a nos encontrar com mais frequência, ela morando em uma cidade a quase 60km da minha casa, ficava meio dificil de nos encontrarmos todo dia, como eu tinha mais liberdade em casa, ela vinha passar os fds comigo, com o passar dos anos, eu resolvir morar sozinho foi uma discurssão mas ela cedeu, e com passar de tres anos, nossa relação estava quente como no dia em que nos conhecemos, passamos por altos de baixos, coisa que eu não esperava, aconteceu… rs… terminamos pela primeira vez, eu com a kbça quente e não tendo opção de tentar outra coisa, fui p praia. chegando la, primeira coisa que fiz, depois de me acomodar, foi beber, nossa nunca tinha tomado um porre, ainda mais quando vc ta com vontade de beber, e ficava o tempo todo pensando no que fazer com o celular na minha frente, mandei uma mensagem p ela perguntando se tava tudo bem, mas ela não respondeu, blz fui dormir… fiquei uns 5 dias assim, voltei p minha cidade, arrumei minha casa já que era eu tava solteiro, e não tinha nada p fazer, fui p uma festa na mesma casa onde conheci ela, chegando lá, fiquei coisa de 40min e me sentindo ainda a falta dela, voltei p casa. chegando em casa lá estava ela, e eu sem entender parei e fiquei olhando aquela cena, não sabia o que fazer, entao como não tinha saida, sentamos ali mesmo na escada e conversamos, conversamos e voltamos, coisa boa e voltar e ter aquele fogo todo… e logo após alguns anos, veio a monotonia por ambas as partes, ai voltei a acessar os sites nao2nao1 e o PdH, peguei algumas dicas e li bastante tbm, tentei reativar tudo como se fosse a primeira vez, funcionou por uns 4 meses, mas enfim eu cedi e parei de ficar tentando salvar o namoro, coisa que não sabia como fazer mais, unica coisa foi dar um tempo, passados cerca de 15 dias, no celular dela não adiantava ligar mais, entao cheguei nao casa dela e cheguei a esse ponto de não querer salvar o que ja morreu.

    pronto contei uma resenha de cerca de quase 7 anos de namoro, então venho aqui perguntar, como prosseguir de agora em diante, sendo que pouca coisa que sei pode me ajudar, mas fico com a kbça nas nuvens o tempo todo pensando em como prosseguir sem que ela saiba o que ando fazendo e tals… sei que estou um pouco deprimido, mas continuo a vida, passo a passo, não no mesmo ritmo que eu tinha há 8 anos, mas parei p pensar e refleti se é isso mesmo que eu quero, seguir a vida e tentar com outra pessoa, ou tentar novamente quem sabe fazer diferente, agradar, sei que posso, mas não quero mais viver no mundinho fechado, quero ser livre, mas quero ser livre ao lado de alguem que pense como eu e que saiba agir como eu agiria… sei la, nem sei mais o que escrever… mas ta ai, queria uma resposta se possivel no meu email

    sei não, mas acho que ando muito confuso, nao sei mais o que fazer, e nem com quem conversar, pois esse tempo todo fui me afastando de muita pessoas e algumas pessoas que eu queria conversar pedir uma opnião ou ate mesmo esclarecer algumas coisas, acabei me retirando de cena p ficar um pouco só, ficar só é ate bom, parei p pensar em muita coisa que não sei o que é direito se to muito confuso, se to falando coisa com coisa.

    mas é isso, vou tentar seduzir qualquer uma hoje em uma comemoração lá da academia só por sexo mesmo, amanha volto e conto o resultado, e vejo se ja vai estar aqui a resposta e confirmo se os metodos citados acima funcionam, vou tentar com 6 mulheres diferentes, amanhã conto o resultado

    Brasília,16:48hrs

  • Lívia

    E qual a “solução” para o homem apatico dentro do q já foi discutido aqui …. to sentindo muito isso com a pessoa q eu to ficando… rsrs!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Lívia, eu sempre faço para minhas amigas jogarem sujo e direto.

    Exemplos:

    1. Quando ele agir meio fraco e não vier pra cima, você vai do lado ele (como se fosse uma terceira pessoa) e sussurra: “Seguinte, agora ela quer que você faça isso”. Brinque com essa possibilidade de falar com ele sem ser você mesma. Aí você volta pra sua posição como se nada tivesse acontecido.

    2. Vá pra cima. Jogue-o na cama com tudo, chupe-o como se não houvesse amanhã, enfim, pire. Mostre que você tem um potencial infinito aí dentro e que ele está perdendo tempo…

    3. Provoque-o de tudo que é jeito, explore os limites e reações dele, ative a energia dele que está bloqueada. Surte, grite, bata, belisque, empurre, dê em cima de outros, seduza, teste, provoque, instigue, minta, brinque, encene, sorria, faça uma massagem, coloque comida na boca dele, faça-o entrar em contato com os 5 sentidos, realmente ative o corpo dele e tire-o de dentro da cabeça.

    Se não der certo e você sumir do mapa, isso também o ajudará a mudar e se abrir mais à vida, então está tudo em casa. ;-)

    Beijo.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Cid, não li seu relato. Aqui não é espaço pra isso.

    A única coisa que tenho a dizer sobre QUALQUER história (incluindo as minhas e de pessoas conhecidas) é: http://nao2nao1.com.br/resposta-padrao-para-qualquer-problema-de-relacionamento-amoroso/

    Abração.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Não tem manual pra isso. Eu acho legal passar por períodos de limbo de vez em quando. Sem foco, sem energia, sem caminho certo. É se perdendo numa cidade que encontramos lugares por onde nunca passaríamos se sempre tivéssemos um roteiro seguro e exato.

    No entanto, ter um direcionamento por trás de todas as oscilações de nossa vida é essencial. Ache uma motivação bem ampla que não seja apenas um trabalho, um projeto, uma função. Exemplo: superar as aflições e beneficiar os outros. Eis uma bela motivação pra viver, não importa como.

    E contemple suas próprias qualidades. Veja o que você tem a oferecer. Saber o que você tem a oferecer é essencial pra saber onde você precisa treinar (pra amplificar seus potenciais), quem precisa de você (pessoas, locais, empresas, projetos) e como você pode atuar no mundo de modo positivo utilizando suas habilidades, sua energia, seu tempo, suas conexões para concretizar sua motivação.

    É assim que vejo o lance.

    E você?

    Abraço.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Pergunta pra elas, ué.

  • Ana

    “Ora, quem não quer ficar ao lado de alguém que o estimula a mudar e crescer? Eis um dos melhores jeitos de conquistar alguém: agir a favor e se alegrar com a felicidade do outro, principalmente quando ela não tem nada a ver conosco.”

    Você é genial!

    E não é tudo o que procuramos…um cumplice, um amigo, um companheiro e um delicioso beijo na boca?

    Beijo.

  • N.

    Posso estar enganada, mas acho que essa pergunta sobre conquistar o namorado foi obra minha há algum tempo por aqui, quando comecei a acomopanhar o blog.
    E não poderia imaginar uma resposta melhor! Fico feliz pela qualidade e intensidade com que escreve esses textos incríveis que nos faz refletir sobre nossas atitudes!
    Obrigada, Gitti!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ana,

    Essa ideia não é minha, como todas no Não2Não1. Ouvi isso mais de uma mais vez (em contextos bem mais amplos, nada a ver com sedução) do Lama Padma Samten: http://www.cebb.org.br | http://www.bodisatva.org

    Se eu fosse citar a fonte de tudo o que escrevo aqui… hahaha Ficaria uma lista de livros, momentos, pessoas, conversas, filmes e músicas ao fim de cada post. É inviável.

    Beijo.

  • Gustavo Gitti (autor)

    N, a pergunta veio semana passada pelo widget da K-Y mesmo.

    Eu normalmente não respondo perguntas. Acho isso complicado, mas estou fazendo nesses 4 textos sobre o “Antes”.

  • Gustavo Maldonado

    Oi Gustavo, vc perguntou o que eu acho sobre o assunto do direcionamento e motivação na vida.

    Então, é muito nobre ter uma motivação do tipo “superar as aflições e beneficiar os outros”, mas é uma coisa tão genérica, serve tanto pra todo mundo, serve pra mim mas tbm é a motivação de uma freira ou de um monge.
    Será que não existe uma motivação ampla assim mas que seja específica pra cada um? será que eu não encontro alguma motivação nobre assim mas que tenha alguma característica minha? (eu sei que vc não pode me dar uma motivação com uma característica minha, a questão é: é possível encontrar uma assim?)

    “E contemple suas próprias qualidades” isso é uma coisa que eu não tinha pensado muito. A gente costuma tanto pensar no que nos falta, e não no que já temos né. Mas boa, vou procurar me lembrar disso que vc disse no meu dia-a-dia.

    Esse lance de ficar sem caminho as vezes pode ser bom, ou talvez seja bom depois que passou.

    Porque no meu caso, já tô há 5 meses perdido nessa “cidade”(formei! e agora?), e de vez em quando é desesperador. A impressão que dá é “não importa o que eu faça, nunca vou escolher um caminho, no fim das contas tanto faz”(também conhecido como baitolagem-mor).

    Acho que pra pessoa que passa por esse período no limbo, é difícil não saber quando é que o limbo vai acabar

  • maria paty

    lindo texto… inteligente, instigante, apaixonante… e didático/reflexivo,

    Gostaria de pedir um texto: Sobre Confiança.. se ja tem em algum lugar me indique, pois gostaria muito de ler sobre isso !
    parabens
    espero o texto ou a dica!
    uma resposta …

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sim, Gustavo, é uma motivação ampla e justamente por isso é perfeita: não é pessoal.

    No entanto, concordo contigo, temos de agir de modo mais pessoal, então por isso é importante reconhecermos nossas qualidades. Vou dar meu exemplo: hoje trabalho em 3 frentes.

    1. CEBB: além de ter feitos os sites e gerenciar toda essa parte de web, eu conduzo 2 práticas na quinta aqui no CEBB SP, com muita perspectiva de ajudar ainda mais.

    2. Web: escrevo no Não2Não1, no PapodeHomem e na Cabana PdH. Mesmo quando não produzo, sempre foco em publicar textos de formação e evitar entretenimento apenas.

    3. TaKeTiNa: estou fazendo o treinamento para poder dar workshops aqui na América do Sul dessa técnica que usa o ritmo para desenvolvimento pessoal, sempre coletivamente, em uma roda com muitas pessoas.

    Então é isso: meditação, relacionamentos e ritmo.

    Situações desesperadoras são boas. E 5 meses não é nada. Eu fiquei assim (ou pior) dos 17 aos 22… ;-)

  • Gustavo Maldonado

    Haha ok man. Eu fiquei 5 meses, vc ficou 5 anos. Acho que vou sobreviver então eim.. xP

    Com esse papo, fiquei um pouco mais motivado. Por saber que vc passou por isso e agora tá bem, levando 3 linhas de frente com determinação e sucesso.

    Achei que poderia ser um evento isolado que te causasse essa revolução. Por exemplo: quando vc fez 22 anos, vc conheceu o CEBB e plim, tudo resolvido. Mas pelo que a gente tem conversado, parece que foi algo gradual né..

    abração!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Gustavo, é melhor que seja gradual, como um rio, mas há avanços que surgem de um dia pra outro, só que você não percebe como uma explosão, apenas com um quase sorriso, como nada demais.

    Não sei explicar, mas acho que não cheguei a passar por nenhuma transformação profunda ainda. Sinto que o caldeirão está esquentando, muitas coisas girando ao mesmo tempo, uma preparação, mas sempre com a sensação de que há algo debaixo do meu nariz que eu não estou vendo. ;-)

    E não estou bem, não. Tenho mil aflições, fora as pendências na vida que nunca cessam. A única coisa que decidi fazer (isso em 2006, por aí) foi NÃO ESPERAR ficar bem pra poder viver bem e ajudar os outros como der.

    Não esperar ter 40 anos, de férias em Buenos Aires, pra aprender tango, sendo que sempre tem algum professor bom por perto.

    Não esperar ter tempo livre pra começar alguma prática espiritual.

    Não esperar pela mulher perfeita pra ir com tudo como se ela fosse perfeita, a mulher da sua vida.

    Não esperar ganhar muita grana pra jantar num restaurante caro ou fazer uma viagem legal.

    Não esperar ter todas as respostas para responder algumas perguntas.

    Não esperar o dia em que vai ser melhor porque… hum, ele nunca chegará. A situação atual é o que temos, ainda que pareça insuficiente. Se não soubermos vivê-la, não vamos conseguir viver mais nada, mesmo a mais perfeita das situações.

    Só fazendo isso (que não é nada perto do nosso potencial), já brota energia pra seguir na vida sem tanta hesitação, confusão e impotência.

    Abraço!

  • Marcelo Quirino

    Relacionamento é Jogo e Malícia: para entender melhor Gitti

    Vejo muitos criticarem Gitti. Críticas são bem-vindas. Ainda mais se forem para apontar crescimento. Algumas são negativas e não há problema nisso. Não há que se concordar, mas é dever entender. O problema sempre advém da restrição perceptiva de alguns que elaboram ‘críticas’, pois são elaborações feitas sem a necessária desconstrução que se é preciso para ler a forma de escrita de Gitti.

    Gitti transcende a formação que tem. O que ele propõe é um modo de captura das relações. Esse modo de captura é impessoal. Tal modo de captura é uma máquina de ver que transcende as suas duas formações. É embasada sobre a forma de funcionamento psicológico do feminino e do masculino. Não é uma máquina de captura descompromissado com a psique, pelo contrário, captura a forma da psique. É psicologia. Sua escrita sai da e volta para a Psicologia.

    Para ler Gitti, você tem que desnaturalizar as palavras. Ler com malícia, mas não com maldade, com complexidade e não simplicidade, com possibilidades e não reducionismos morais.

    Palavras como ‘jogo’, ‘sexo’, ‘beijo’, ‘desrespeitar’, ‘invasão’, dentre outras possuem um outro campo semântico que não o natural. Gitti desnaturaliza, assim como sempre faz um filósofo. O resultado dessa desnaturalização é a forma pura, impessoal, informe sobre relacionamentos. Não leia Gitti pensando que se trata de defender o machão ou o sensibilizado. Ele tenta transcender. O chamo de ET porque é justamente isso que tenta fazer. Se distanciar para falar um pouco melhor ao não olhar da Terra. Dizer que não existe beijo e nem sexo é genial. Poucos conseguem ajustar as lentes e ver isso. Lacan já dissera “não existe relação”. Pense bem: tudo é fluxo, até mesmo as posições sexuais: por isso se propõe a emenda sem tirar.

    Quem lê livros de autoajuda ou guias para a sedução vai achar que tudo tem um início ou um fim. Assim perde o romantismo, a naturalidade, e assim lá se vai o espontâneo para ceder ao comportamento fragmentado, descolado do coração, da subjetividade do indivíduo. O que ele propõe é não propor para não impor e assim permitir o pôr-se de cada um, sempre natural, humano.

    Desconstrua sua visão de jogo nos relacionamentos e torne informe seus conceitos para ler melhor. A malícia e o jogo são necessários ao humano. São conceitos que apontam para um significado distante da submissão feminina. O que se propõe na verdade é uma liberação do feminino frente ao imóvel-coeso-reteso do masculino. Não há sedução e nem relacionamento sem jogo. Como não há música sem silêncio. Sem jogo e malícia só resta a separação e a estagnação no relacionamento de qualquer um, pode crer.

    Distanciar é o que sempre faz Lacan com seus conceitos, mas sem comparações, claro. Por isso muitos não entendem Lacan, pois se quer pôr óculos de sol na chuva. Tais formas de ver o relacionamento e os modos de atualização do masculino e do feminino se assemelham muito com Freud e Lacan. Psicanálise pura. Gitti não fala de um ponto de vista pessoal. Por que o espanto ao ler Gitti? Ele não está sozinho nessa estrada. No seu descompromisso com a escrita, se encontra com a ciência e a atravessa.

    Aproximar-se de Freud e de Lacan no instante em que pergunta o que quer uma mulher e no momento em que aponta: o gozo (no sentido psicológico) feminino é sempre disperso, é fluxo, vem como ondas, sempre intervalado e informe como nuvem. Assim cria um modo de captura natural tanto do feminino quanto do masculino.

    Por isso, ao ler Gitti, desnaturalize, desconstrua. Só desconstruindo podemos escapar das formas prontas de subjetividade que sempre nos é imposta e que nos desnaturalizam. Ser humano é ser um natural desnaturalizado. Leia aberto, sem preconceitos. Palavras são convenção e não objetos concretos.

    Pois como a Psicologia diz: o sintoma é sempre um fechamento da mente para novas possibilidades criativas de existência do humano frente ao mundo. Portanto, abra-se, deixe-se violentar por novas possibilidades que desconstroem seu modo de ver os relacionamentos.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Marcelo,

    Por essa eu não esperava! Muito engraçado ser tratado academicamente como um autor. Só faltou me citar usando “(Gitti; 2010)”. ;-) Pensando agora, deve ser engraçado a vida de um intelectual bastante citado…

    Porém, tirando o “academiquês”, não é que concordo com o que disse? Melhor: eu acho que, pra chegar nesse ponto, eu ainda preciso de muito chão lapidando a linguagem e deixando a visão mais nítida, sempre alimentado pelas experiências cruas da vida, igual foi desde o começo do Não2Não1.

    O desafio é fazer isso e manter a relação com o mundo, sem gerar uma visão hermética, sem brilho, com textos que ninguém vai ler e portanto não vão servir à minha motivação. É por isso que uso títulos meio bobos. “Vacuidade e impermanência nas relações” (um texto mais antigo)… Quantos parariam para ler? Agora, “Dicas infalíveis de sedução”, com imagem de destaque na capa do Yahoo! Brasil, aí sim. ;-)

    O mundo é meio maluco, então a gente pode ser flexível e entrar nesse jogo. O mesmo acontece com o livro. A editora não quer nem pensar num “Não2Não1: ensaios sobre relacionamentos lúcidos”. ;-) Então estou fritando a cabeça pra ver se sai um título mais charmoso.

    Valeu pelo longo comentário e por sua presença. Vou responder seu email e seguimos.

    Abraço!

  • Róger M.B

    Concordo com muitas das coisas que você escreve. Você é um ótimo escritor e segundo minha opinião seu texto sobre Dinheiro, beleza, inteligência… O que atrai as mulheres em um homem? foi um dos melhores que você já escreveu, ficou muito bom mesmo. Já com relação a este, tive um ponto de vista um pouco diferente do seu. Posso estar errado e frequentemente estou…
    Faz mais ou menos uns 3 anos que leio tudo o que encontro sobre sedução e quando você falou que a mesma acontece naturalmente pensei.. acontece caso o homem tenha características atraentes como por exemplo ser ousado, ter atitude, confiança, amor próprio uma vez que se o mesmo for inseguro e sem amor próprio será difícil desse magnetismo ocorrer naturalmente. Logo depois me veio outro pensamento… e a questão da condução, provocar imagens, isso são algumas estratégias…
    Como faço administração de empresas e adoro desenvolver pessoas, outra dúvida veio em minha mente… O desconforto com a mudança é algo natural. Para evoluirmos, mudar comportamentos, adquirir bons hábitos precisamos praticar o novo comportamento durante 21 dias ininterruptos sendo que nos primeiros a sensação será de desconforto, sendo a persistência algo fundamental nesse período.
    Eu acredito que “buscar estratégias“ ou seja ler a respeito sobre relacionamento e sedução tem muito a acrescentar. Quando li Homens são de Marte Mulheres são de Vênus muitas discussões foram compreendidas e solucionadas com minha ex namorada. Já quando li Rafael Correa usei muitas das suas estratégias dos livros Segredos da Confiança Inabalável e do livro Sedução Avançada de forma muito eficiente.
    Assim acredito que buscar estratégias é fundamental e que no início precisamos pensar nelas sim para praticarmos durante os 21 dias, assim passaremos a ter uma competência inconsciente ou seja não precisaremos pensar nas mesmas, viveremos o momento e aplicaremos de forma natural. Penso que é nesse estágio em que surge um grande magnetismo .

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Roger!

    Claro, você não está errado, mas minha abordagem nesse texto é mostrar como esse caminho não tem fim e não leva a lugar algum. O máximo que você consegue é um pouco mais de esperteza e sensação de controle, só isso. Você ter condicionamentos positivos é algo ótimo (bem melhor do que ter condicionamentos negativos), mas, no fundo, eles são condicionamentos ainda, são uma espécie de couraça que o afasta da experiência direta como se você não pudesse vivê-la por puro medo de abandonar o controle.

    Por isso, eu falo tanto para quem está tentando começar quanto para quem já “se deu bem” com estratégias. É melhor nem começar nesse caminho e ir direto ao ponto: abandonar o controle. O universo das estratégias de sedução gira em torno de controle, poder, orgulho, hedonismo e imagem, escondendo carência, medo, insegurança, inveja, ansiedade e apego.

    É uma troca que funciona, sim: você troca insegurança por orgulho, você esconde o apego com uma noite de mil prazeres, converte medo em sensação de poder/controle e assim vai. Mas isso tem limite. Uma hora a estratégia para de dar certo e você é jogado de volta à carência, ao medo, à insegurança… Eu vejo isso direto, em mim e nos outros.

    E não só com homens envolvidos em PuA, mas com mulheres também.

    Lidar diretamente com carência, medo, inveja, apego, ansiedade e levar tudo isso para o primeiro encontro. É isso que sugiro. Mais ainda: oferecer isso junto com vinho e ver como a outra pessoa se sente livre para colocar tudo em cima da mesa também. E explorar a possibilidade de transar em cima dessa mesa. De amar com tudo isso exposto ludicamente. De abdicar do controle, ainda que o medo se torne algo diário, como seu chuveiro ou sua escova de dente, sempre olhando pra você.

    Criar uma relação com essa base é algo que, por si só, nos deixa muito felizes, pois fica claro o caminho que podemos percorrer e passamos a nos divertir no meio do processo, mesmo quando tudo fica meio torto e dá errado. Aliás, as coisas só dão errado quando estávamos querendo que elas dessem certo. Se começarmos a ficar curiosos em relação aos movimentos da vida, nos surpreendendo com nós mesmos também, não há como as coisas darem errado.

    Eu, por exemplo, passei 2 anos sofrendo por causa de um movimento desses (minha ex indo embora) e hoje percebo que sofri muito mais por lutar contra a vida do que pelo fato em si. Tanto é que, quando parei de lutar, vi que o próprio movimento que a levou embora me jogou numa posição MUITO melhor na vida. Ou seja, eu estava suando pra evitar algo que me beneficiaria. ;-)

    Abração!

  • Iago

    Acho que o que está aí no texto é um ponto de vista que é tratado muito bem um filme que eu considero muito bom.A Verdade Nua e Crua.É do que o texto trata.Da impessoalidade, da ”bobeira” em relação às mulheres, que acaba sendo magnética, sedutora, que é o real objetivo, eu acho…Tem que ser simples, relaxado, e não ter vergonha de falar coisas que jamais seriam ditas no papo entre um homem e uma mulher.Sei lá, é meio complicado, mas é a verdade…!

  • Marcelo Quirino

    Colé, po, tá coloquialês…. haha

    Deve ser meu estilo…. rs

  • Iago S.

    O texto trata do assunto que é muito bem tratado em um filme que considero muito bom.A Verdade Nua e Crua.Mostra ,justamente, a ”bobeira” em relação às mulheres, que acaba sendo magnética, sedutora, atrativa.Mostra que tem que ser simples, tem que agir sem paranoia, que se rolar um papo que, numa conversa entre os homens e as mulheres, geralmente, não se fala, fique tranquilo e haja como você agiria em qualquer outro assunto.Sei lá, ainda é meio difícil e complicado falar sobre isso, mas é o que nós precisamos tentar fazer para conquistar ou seduzir alguém.

  • Ana

    Mesmo não sendo uma ideia sua, você continua genial, pois conseguiu encaixá-la perfeitamente num texto brilhante.
    E o que seria das boas ideias, bons livros, filmes, músicas, se não pudessem ser compartilhados?
    Posso aguardar a lista de livros, músicas e filmes? Seria mesmo inviável?
    Beijo.

  • Robert Veras

    Oi, Gustavo!

    Gostaria de comentar duas coisas da sua fala a respeito dos seus textos presente na resposta à “análise acadêmica” do Marcelo:

    1) “É por isso que uso títulos meio bobos. “Vacuidade e impermanência nas relações” (um texto mais antigo)… Quantos parariam para ler?”

    Desde que não comprometa a essência dos textos, é compreensível preocupar-se com uma roupagem mais acessível, mas me pergunto se eu teria me aproximado deles se cem por cento das vezes eles se apresentassem como “Dicas infalíveis de sedução”! Digo isso porque foi o caráter desconhecido ou pouco usual de termos “bobos” como “vacuidade”, “meios hábeis” ou um clássico “relação abismal” o que me fez há alguns anos parar para lê-los. É claro que linguagem e dilemas da vida cotidiana que permeiam desde o princípio esses textos nos convidam por identificação a um mergulho, mas você sempre conseguiu fazer esse convite sem subestimar a inteligência de ninguém, ora descontruindo o vocabulário conhecido, ora apresentando-nos esse palavreado “bobo”.

    2) “A editora não quer nem pensar num “Não2Não1: ensaios sobre relacionamentos lúcidos”. ;-) Então estou fritando a cabeça pra ver se sai um título mais charmoso.”

    Mais charmoso que “Não2Não1″ eu acho difícil! Não sei se cabe a associação, mas lembrei-me da Tori contando que a gravadora, no início dos anos 90, queria que todos os solos de piano em “Precious Things” fossem regravados por uma guitarra, em prol de uma roupagem sonora mais “acessível”. Leonina teimosa, ela desenvolve no depoimento sua luta para se manter fiel a uma “audição interior” e como “Precious Things” é hoje uma das canções mais representativas de sua carreira. Cabe ponderar que às vezes um dado elemento singular funciona não como algo que afasta o outro, mas que atrai ou desperta a curiosidade.

    No mais, aproveito a oportunidade pra dizer que sou grato por esse seu portal que entre outras coisas levou-me à “Alegria de Viver” de Mingyur Rinpoche e ao meu primeiro retiro que veio a se dar há alguns meses no CEBB Darmata!

    Abraço!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sensacional, Roberto. Muito bom mesmo saber que você fez um retiro no CEBB Darmata. Eu quero muito conhecer lá. Sempre vejo fotos.

    Acho que o João me falou de você: “Ah, veio um cara indicado pelo seu site”. hahahah

    É muito legal acompanhar essas histórias. Em SP acontece às vezes. Fico bem feliz.

    Bom, quanto à Tori, eu sou de Leão também, então veremos. O foda é que terei de bater o pé pois eles colocam como uma barreira intransponível: “Sem chance, não vamos publicar com esse nome”. ;-)

    E, sim, quanto à linguagem, concordo contigo. Eu mesmo nunca leria textos com títulos apelativos, por isso tento dar uma variada. Ao mesmo tempo, gosto MUITO de fazer pegadinhas e fisgar uma pessoa que vem esperando uma coisa e recebe outra, igual faço direto com o público no PapodeHomem.

    Abração!!!

  • Khandinho

    GITTI, Eu sou um Pua, e confesso que vc está tratando a todos nós da mesma maneira, tecnicas, artimanhas, falácias? Nem todos usam disso. Muitos nem chegam perto de workshops e etc…

    Vc pode muito bem ser um homem muito melhor se souber o que uma mulher quer de vc.

    Poucas atitudes transformam um homem sem brilho algum a uma chama que exerce sua luz sobre todo o ambiente.

    vc deixa rolar é o melhor conselho (como vc escreveu)… MAS É FATO QUE, EU SOU HOMEM —> Lógicamente eu quero a mulher cujo tenho interesse… e se eu a quero PAU NA MESA, eu vou, eu faço, eu tenho que fazer, é isso que os homens fazem, eles constroem coisas, eles brigam, eles fodem, eles dominam e muitas outras vezes se ferram por justamente serem… (adoro essa expressão que aprendi por aqui mesmo hauhua)

    O melhor caminho seria o caminho natural, mas aquele que em que existe percepção, estamos atentos ao que está acontecendo, se algo acontecer…Bom! se não acontecer Bom também!

    Vc escreveu: “O método supremo de sedução se resume a não ter estratégias. Esse é o golpe mais baixo que você pode usar com uma mulher. Vá a um encontro sem estratégias, sem esperar sexo, sem tentar beijar, sem tentar alegrá-la, sem se mostrar perfeito, sem tentar nada, sem esforço.”

    Poderia explicitar encontro?

    Vou partir de dois pressupostos

    1) O cara ja tem um encontro, ou seja ele ja conseguiu de certa forma “seduzir” a mulher.

    2) é a primeira vez que o cara encontra a mulher na vida, e vai até ela…Se vc vai ao encontro de uma mulher sem nada, sem intenção, sem masculinidade, sem vontade… a mulher vai com certeza te achar no mínimo um cara sem graça, sem pimenta (talvez ela se pergunte…”De onde surgiu esse zé mané?”)

    Vc mesmo cai de certa forma em contradição com este texto. Em outros textos (que por sinal são ótimos) vc demonstra certas atitudes, certos comportamentos… para se tornar mais sedutor/atraente… ou seja vc demonstra que tb é um Pua

    Eu comecei a ler o não2não1 justamente por ser um infeliz se tratando do mundo feminino, logo pensei, esse cara sabe mais que eu… vamos aprender algo (aprendi muito e continuo aprendendo… e não me canso de agradecer por ter entrado em contato com o livro do Deida, ele me ajudou muito, e de certa forma ajuda meus amigos e amigas, pois graças a algumas expêriencias eu aprendi um pouco, pouco o suficiente pra tornar as coisas mais lúcidas, para mim e para meus próximos)
    Sou grande fan dos seus textos, eu ja li seu blog inteiro, ja li vários textos por mais de uma vez (alguns estão salvos no meu pc) e uma coisa que ainda não te agradeci, foi a inclusão dos ensinamentos do Lama Padma Santem em minha vida (ja tenho vários videos dele do youtube salvos aqui)

    Em suma, eu só queria tentar de certa forma, te mostrar que nem todos os workshops são uma merda, e nem todas as “tecnicas” são perda de tempo, no fundo eu sei que vc sabe disso…

    E Para os caras que quizerem melhorar suas vidas.

    PAU NA MESA! Sem papinho furado…

    HOMENS!!! Seu corpo, sua voz, suas atitudes, seus hobbies… Eles demosntram masculinidade, então… façam um favor… quando forem abordar as mulheres, sejam audivéis, sejam interessantes (vc não vai querer interrogar vai? “Qual seu nome?” “O que vc faz?” “do que vc gosta?” sem essa ok!) sejam don juans, Tyler Durdens, Casanovas,James Bonds… Tenham um corpo que “exala” masculinidade. De fato vc não precisa ser isso ou aquilo, mas seja algo quando a encontrar, seja o dançarino, seja o sedutor, seja o romantico, seja o que vc quiser… mas seja com intenção, seja com vontade, seja vc mesmo! Uma versão melhorada de vc!
    1)Conheça o mundo feminino

    2)Seja homem, se vc não for ela terá que ser…

    3)Tenha confiança em si mesmo, se vc não tiver, faça a mesma coisa até que adquira competência, com competência surge confiança!

    4)Mulheres são emocionais, mexa o mundo delas, brinque com elas, ame-as, foda com elas, faça tudo que puder, mas faça com emoção, seja homem!

    5) Seja o melhor que vc pode ser, não tema, não seja previsivel, seja sociavel, conheça pessoas, deixe que as pessoas te conheçam!

    6)”NÃO SE APEGUE AOS RESULTADOS” (Vc é Pua Gitti, só não gosta de dizer que é um!)

    Um grande Abraço. Aguardo o proximo texto!

  • Khandinho

    GITTI, Eu sou um Pua, e confesso que vc está tratando a todos nós da mesma maneira, tecnicas, artimanhas, falácias? Nem todos usam disso. Muitos nem chegam perto de workshops e etc…

    Vc pode muito bem ser um homem muito melhor se souber o que uma mulher quer de vc.

    Poucas atitudes transformam um homem sem brilho algum a uma chama que exerce sua luz sobre todo o ambiente.

    vc deixa rolar é o melhor conselho (como vc escreveu)… MAS É FATO QUE, EU SOU HOMEM —> Lógicamente eu quero a mulher cujo tenho interesse… e se eu a quero PAU NA MESA, eu vou, eu faço, eu tenho que fazer, é isso que os homens fazem, eles constroem coisas, eles brigam, eles fodem, eles dominam e muitas outras vezes se ferram por justamente serem… (adoro essa expressão que aprendi por aqui mesmo hauhua)

    O melhor caminho seria o caminho natural, mas aquele que em que existe percepção, estamos atentos ao que está acontecendo, se algo acontecer…Bom! se não acontecer Bom também!

    Vc escreveu: “O método supremo de sedução se resume a não ter estratégias. Esse é o golpe mais baixo que você pode usar com uma mulher. Vá a um encontro sem estratégias, sem esperar sexo, sem tentar beijar, sem tentar alegrá-la, sem se mostrar perfeito, sem tentar nada, sem esforço.”

    Poderia explicitar encontro?

    Vou partir de dois pressupostos

    1) O cara ja tem um encontro, ou seja ele ja conseguiu de certa forma “seduzir” a mulher.

    2) é a primeira vez que o cara encontra a mulher na vida, e vai até ela…Se vc vai ao encontro de uma mulher sem nada, sem intenção, sem masculinidade, sem vontade… a mulher vai com certeza te achar no mínimo um cara sem graça, sem pimenta (talvez ela se pergunte…”De onde surgiu esse zé mané?”)

    Vc mesmo cai de certa forma em contradição com este texto. Em outros textos (que por sinal são ótimos) vc demonstra certas atitudes, certos comportamentos… para se tornar mais sedutor/atraente… ou seja vc demonstra que tb é um Pua

    Eu comecei a ler o não2não1 justamente por ser um infeliz se tratando do mundo feminino, logo pensei, esse cara sabe mais que eu… vamos aprender algo (aprendi muito e continuo aprendendo… e não me canso de agradecer por ter entrado em contato com o livro do Deida, ele me ajudou muito, e de certa forma ajuda meus amigos e amigas, pois graças a algumas expêriencias eu aprendi um pouco, pouco o suficiente pra tornar as coisas mais lúcidas, para mim e para meus próximos)
    Sou grande fan dos seus textos, eu ja li seu blog inteiro, ja li vários textos por mais de uma vez (alguns estão salvos no meu pc) e uma coisa que ainda não te agradeci, foi a inclusão dos ensinamentos do Lama Padma Santem em minha vida (ja tenho vários videos dele do youtube salvos aqui)

    Em suma, eu só queria tentar de certa forma, te mostrar que nem todos os workshops são uma merda, e nem todas as “tecnicas” são perda de tempo, no fundo eu sei que vc sabe disso…

  • Khandinho

    E Para os caras que quizerem melhorar suas vidas.

    PAU NA MESA! Sem papinho furado…

    HOMENS!!! Seu corpo, sua voz, suas atitudes, seus hobbies… Eles demosntram masculinidade, então… façam um favor… quando forem abordar as mulheres, sejam audivéis, sejam interessantes (vc não vai querer interrogar vai? “Qual seu nome?” “O que vc faz?” “do que vc gosta?” sem essa ok!) sejam don juans, Tyler Durdens, Casanovas,James Bonds… Tenham um corpo que “exala” masculinidade. De fato vc não precisa ser isso ou aquilo, mas seja algo quando a encontrar, seja o dançarino, seja o sedutor, seja o romantico, seja o que vc quiser… mas seja com intenção, seja com vontade, seja vc mesmo! Uma versão melhorada de vc!
    1)Conheça o mundo feminino

    2)Seja homem, se vc não for ela terá que ser…

    3)Tenha confiança em si mesmo, se vc não tiver, faça a mesma coisa até que adquira competência, com competência surge confiança!

    4)Mulheres são emocionais, mexa o mundo delas, brinque com elas, ame-as, foda com elas, faça tudo que puder, mas faça com emoção, seja homem!

    5) Seja o melhor que vc pode ser, não tema, não seja previsivel, seja sociavel, conheça pessoas, deixe que as pessoas te conheçam!

    6)”NÃO SE APEGUE AOS RESULTADOS” (Vc é Pua Gitti, só não gosta de dizer que é um!)

    Um grande Abraço. Aguardo o proximo texto!

  • Marcelo Quirino

    Em relação a Veras,

    Vejo a escrita como um veículo que nos levam a pessoas. Devemos nos perguntar: aonde vc quer ir com ela? Ao formatar um texto de tal ou qual forma ‘violentamos’ o estilo para dar não somente forma, mas também direção.

  • Marcelo Quirino

    Vc escreveu: “O método supremo de sedução se resume a não ter estratégias. Esse é o golpe mais baixo que você pode usar com uma mulher. Vá a um encontro sem estratégias, sem esperar sexo, sem tentar beijar, sem tentar alegrá-la, sem se mostrar perfeito, sem tentar nada, sem esforço.”

    Em ralação a Khandinho:
    Sem estratégia:
    Ao se dizer isso não se diz que não se quer sexo, nem beijo, nem alegria, mas apenas que a naturalidade dá conta de fazer isso surgir. A naturalidade e a espontaneidade traz tudo isso colado ao corpo sem artificialidade. O que se propõe não é um fim, é o método de trazer o encontro… apenas…

  • Gustavo Gitti (autor)

    Khandinho,

    Se um cara seguir isso (“Seja homem, tenha confiança, não seja previsíveil”), ele deixará de vivenciar (e oferecer pra sua mulher) uma das possibilidades mais interessantes num encontro amoroso: o erro e o brincar de não ser nada disso.

    Lembro bem de brincar muito com isso: “Ah, não, eu sou só um menino. E esse lance de sexo, hiper orgasmos… Acho cansativo, sei lá. Sabe, ter de fazer a mulher gozar, saber do ponto G, saber estimular o clitoris… Muita coisa, prefiro ficar na minha e só escrever sobre relacionamentos, mais fácil”. E quanto mais real eu parecia em minha afirmação, mais elas queriam provar que aquilo não era verdade, que eu não podia não gostar de sexo. ;-)

    Outra coisa que eu fazia logo no primeiro encontro: “Seguinte: eu sei que nossa sociedade valorizar o sexo, o beijo, mas vou logo avisando que acho tudo isso uma perda de tempo. A gente sua por horas e não sai do lugar, não faz nada de produtivo e ainda corre o risco de pegar alguma doença ou de pegar o próprio filho no colo depois de 9 meses”. É hilário brincar diretamente com as expectativas que normalmente ficam por baixo do pano: “Será que vai rolar sexo com ele hoje, logo de cara?” / “Será que ela vai dar pra mim logo na primeira noite?”. Você pega isso e joga na mesa. E ambos riem.

    Além desse brincar, o ERRO mesmo, pra valer, sem encenação, é maravilhoso. Quando você se mostra inseguro, quando faz algo inadmissível no manual para homens, quando enfraquece… O modo com que você permite espaço pra isso acontecer e como lida com isso sem se justificar, sem camuflar, sem tentar parecer outra coisa, completamente exposto, bem, isso pra mim é ser muito mais homem do que um cara que fica tentando ser homem, como se “ser homem” e “ser mulher” fossem alguma coisa específica.

    Na Cabana PdH, nosso treinamento é esse. E vejo belos exemplos por lá de que isso é um caminho muito mais profundo do que seguir manuais de sedução (e que usa os relacionamentos para melhorar a vida como um todo).

    Abração!

  • sandra coelho

    Oi Gitti,

    Há algum tempo, tive o seguinte diálogo com um rapaz:

    Ele: “Eaí…quando vai ser esse barzinho?”
    Eu: “… na sexta-feira um happy hour com musica ao vivo…”

    Ele: “KKKKKKK…acho que vc não quer me encontrar mesmo…sexta-feira nesse horário estarei na faculdade fazendo prova…”

    Eu:” Voce tem TODA RAZAO em achar isso.”
    “REALMENTE, essa MINHA proposta foi, no minimo, IDIOTA, INFANTIL e INDESCENTE.”
    “Tenho curiosidade em conhecer voce,”
    “Tenho vontade de conhecer voce.”
    “Mas também tenho medo de me encontrar sozinha com voce, pois até hoje, todas as pessoas que conheci sempre me foram apresentadas por alguem que eu já conhecia.”
    “Por isso todas as minhas propostas envolviam pessoas e ambiente que me eram familiar.”

    Ele: “Rsrsrsrsrsrs…vc deve ser muito engraçada…calma…eu entendo perfeitamente…isso também é estranho pra mim…”
    “posso encontrar vc em um local extremamente público local X, já ouviu falar?”

    Eu: “HAHAHA……seria cômico se não fosse trágico !”
    “Local X, conheço. É um bom local.”
    ———————————————————————-
    Nos meus relacionamentos, praticamente todas as vezes em que eu assumia o meu erro (enfraqueci, me mostrei insegura, não me justifiquei, não camuflei, não tentei parecer outra coisa, enfim, completamente exposta) era muito bom para ambos.

    Geralmente, ríamos do ocorrido. O rapaz passava a se sentir mais à vontade e assumia os erros dele também. E tudo fluía com mais naturalidade.

    Quando assumimos o erro, retiramos o controle das mãos do personagem e o devolvemos a nós mesmos. A partir desse momento, estamos livres para brincar da forma que quisermos, pois seremos nós a comandar o personagem.

    Beijo.

  • Mario de Souza

    Que bom que meu comentário deu a ideia para você fazer este ótimo artigo.Estou orgulhoso hehe ;)

    A grande sacada do artigo foi usar o Kramer como referencial.Ele exemplifica muito bem! haha
    Além dele, o Hank Moody é um ótimo exemplo.

  • J. Soares

    Gitti,

    Gostaria primeiramente, e principalmente, parabenizá-lo pelo seu trabalho aqui no blog e no pdh. Seus textos são MUITO bons.

    Antes de conhecer seu blog meu relacionamento quase foi pro ralo. Eu e minha noiva nos gostamos muito, mas não nos endentiamos na cama.
    Eu sempre tive uma formação religiosa (católica) muito forte, e achava que sexo e espiritualidade eram coisas imcompatíveis. E por isso as coisas não iam bem nem no sexo nem na espiritualidade.
    Seus textos, e também o livro do Deida, me ajudaram bastante a compreender melhor e acertar as coisas. Espero poder continurar acompanhando ainda por muito tempo seus escritos.

    Se me permite, gostaria de fazer uma observação com relação ao livro do Não2Não1 que você está preparando.
    Li o livro do PdH (que ficou muito bom) e senti falta das imagens que tem no blog. Elas ajudam a interpretar e discontrair a leitura. Se possível, inclua imagens em seu livro que ele ficará ainda mais agradável.

    Abraço!

  • Gustavo Gitti (autor)

    J. Soares,

    Que bom que sua relação mudou.

    Sobre o livro: não tínhamos como manter as imagens (por questão de direitos autorais) e não havia verba nem tempo para produzir imagens para todos os posts, via fotografia ou ilustração.

    Para o livro do Não2Não1, não haverá imagens nos textos, apenas arte de capa e talvez em seções, entendeu? Eu gosto de valorizar o texto mesmo, igual um livro tradicional. Curto muito texto puro sem firula. Por mim os textos no PapodeHomem seriam todos em TXT hahahaha Mas a galera gosta desse entretenimento e leitura agradável. ;-)

    Quando comecei o Não2Não1, era assim também, sem imagem alguma. Hoje sinto falta daquilo, meio que sou obrigado a colocar imagens e fazer chamadas. Gosto da ideia de apenas haver um título e o texto, meio que sem restringir ou direcionar a leitura com uma imagem ou outra, o que sempre acontece.

    Abração.

  • Revista Student – do seu jeito. » Blog Archive » A primeira intenção do Homem

    [...] e damos maior atenção para as bonitas e atraentes, afinal é com elas que despejamos todo o arsenal de olhares e indiretas, depois de tudo escasso e quando sem sucesso, ainda resta como única alternativa a amizade [...]

  • Dyana

    Olá Gustavo,

    Muito bom o texto, como todos os outros!

    Obrigada pela indicação do livro “Mulheres que correm com os Lobos”. Agora estou querendo comprar outro livro por vc indicado: The Way of the Superior Man – David Deida. Por favor, responda-me se há tradução em português.

    Grata!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Dyana,

    Tem um grupo aqui trabalhando na tradução (e o pessoal da Cabana está ajudando), mas ainda não temos nada.

    Mais do que todos, eu indico o livro INTIMATE COMMUNION, do David Deida.

    Biejo.

  • JP Scorálick

    Gustavo, às vezes eu quero recomendar seu blog (MUITO BOM, por sinal!) a alguns amigos e não sei se eu pronuncio Gustavo “Guitti” ou Gustavo “Jitti”, como é a pronúncia?
    abç!

  • Gustavo Gitti (autor)

    JP, é Gustavo Gitti, não Guitti.

    A pronúncia não tem segredo. É igual gilette, giz, gil, giro…

    Eu ainda não entendo a lógica pela qual as pessoas leem Gitti e pronunciam Guitti. Seria como ler Gilberto e falar Guilberto. ;-)

  • Lara

    Aiai… é com esse suspiro de relaxamento e tranquilidade que termino de ler mais um texto e todos os comentários.

    Caras e caros, eu ADORO estar aqui e adoro muito essa perspectiva toda de ver a vida e as relações.

    É incível! Tudo tão simples, tudo tão profundo – não necessariamente fácil, claro – aliás, mais pra difícil do que pra fácil: desenrolar o novelo que a gente mesmo (pessoalmente, culturalmente, historicamente, biologicamente..socorro!!!!) emaranhou e tecer as coisas “descompromissadamente”, não no sentido de menosprezo, de não-coprometimento, mas de lançar as sementes e não ficar conferindo se brotou, o que brotou, qdo brotou (tipo feijão no algodão qdo criança né?).
    A gente tá + acostumado, consciente ou incoscientemente, com o atalho do que com o peito aberto na estrada.
    Tô lendo um livro em que o autor coloca O MEDO como extremo oposto DO AMOR.
    E onde estão plantadas nossas tensões? No MEDO.
    Os textos têm feito mto bem para mim, tenho notado minha abertura; meu casamento agradece, obrigada. :-P

  • Uma mulher e suas áreas intocadas | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    [...] de falar do “antes do antes” e da sedução impessoal sem estratégias, vamos agora explorar como nossa imaginação pode moldar nossos corpos e como nosso prazer é [...]

  • Winfred Kwabla

    Cara, vc acha normal um cara gostar de ver vídeos de gangbang e coisas do tipo? um cara ter essas taras?

    É um pouco assustador, por que eu tenho namorada mas não quero isso pra ela.

  • sandra coelho

    Lara,

    “Tô lendo um livro em que o autor coloca O MEDO como extremo oposto DO AMOR.
    E onde estão plantadas nossas tensões? No MEDO.”

    Fiquei interessada em ler esse livro.

    Qual título desse livro ? Qual o autor ?

    Obrigada !

    Abraço.

    Sandra Coelho

  • Gustavo Gitti (autor)

    Pessoal,

    Já está no ar mais um texto da série sobre o “Antes” do sexo:

    http://nao2nao1.com.br/uma-mulher-e-suas-areas-intocadas/

  • Lara

    Sandra, é o popular “Conversando com Deus”, por Neale Donald Walsch. São 3 livros, I,II e III. O que me referi é o I.
    Não há uma parte específica sobre Amor e Medo, é uma elucidação que ele (ou Ele) faz já no início do livro.

    abraço!

  • sandra coelho

    Lara,

    Suas informações e observações foram devidamente anotadas.

    Muito obrigada !

    Abraço !

    Sandra Coelho.

  • Vontisse

    Nossa, que texto ótimo!! *suspira*
    Obrigadapor compartilhar!
    É a minha primeira vez nesse site, e li não só o texto como também todos os comentários. Comentários com tanto conteúdo quanto o texto.^^

    E sim Lara, esse livro “Conversando com Deus” é o MRLHOR LIVRO QUE EU JÁ LI. Realmente é algo quase inacreditável.
    Recomendo a todos e se pudesse daria uma cópia para cada pessoa que eu conheço.

    Beijos!

  • Mel

    Muito bom o texto, Gitti. Muito bom meeesmo!

    Já te leio há mais de 1 ano e confesso que tenho trabalhado em mim, de forma honesta, alguns aspectos que você continuamente aborda. Tenho tentado internalizar uma linha de comportamento, que você bem descreve, problematiza, fala sobre.

    Mas, na vida, nos encontros, nas minhas vivências é como se eu fosse uma espécie de exceção. Eu fujo dos joguinhos, e tu não sabe o quanto me faz bem isso… mas o 1º cara bacana que me aparece, quer que eu jogue o joguinho da paquera, da conquista. “Mina” completamente a minha linha, isso porque eu de fato estou interessada pela pessoas, mas como não sigo “as regras”, acaba por não dar certo.

    O que você me diz? :)

  • Gustavo Gitti (autor)

    Mel,

    Essa aversão por joguinhos só traz mais fechamento. Abra-se a eles. Entre no mundo das pessoas, sinta a alegria que vem em falar a língua da pessoa que está à sua frente mesmo quando é uma língua feia, restrita. E depois sinta como é ensinar outras linguagens a ela, como ela fica feliz com isso.

    Fugir do contato, fugir dos jogos, fugir das regras e das convenções só nos deixa fechados, sozinhos, infelizes. Melhor é ser livre e avançar sobre tudo com um sorriso no rosto, ativando essa liberdade nos outros também, sem nunca achar que há alguém que não esteja nesse mesmo barco, querendo a mesma coisa, com igual potencial de profundidade. Desse modo, seu tesão só vai aumentar e você não vai se sentir “minada”.

    Beijo.

  • A verdadeira impotência sexual masculina | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    [...] conversamos sobre contas afrodisíacas, “dicas infalíveis” de sedução e posições sexuais internas. Agora o tema é impotência, considerando homens que não sofrem de [...]

  • Lucinda

    Gitti,

    Estou lendo seus textos a alguns dias, mas como á disse em outros comentários em seus post hoje… li varios… me emocionei muito e aprendi tambem.
    Bom como diria o grande Daishonin “”Ensinar as pessoas significa lubrificar as rodas para que as mesmas possam girar; ou fazer flutuar um navio para que o mesmo possa ser movimentado facilmente.” …..
    Quando vi o título do seu texto somado com a foto do Grande Krameer não sabia o que esperar… seria uma grande brincadeira ou vc estaria partindo para uma escrita um tanto auto-ajuda. Você sempre ensina mesmo comentando, mesmo sem querer, é algo muito presente nos seus textos, eu penso.
    Mas não como sempre usou do seu gittianismo (é classifiquei vc assim akak), que tanto me encanta e encanta todo esse pessoal que te lê.
    Posso te dizer que por caracteristtica sempre fui alguem que sempre teve muito amigos (a maioria homens), eles sempre foram sinceros comigo, algumas coisas que voce falou acima já houvi deles, porem a maioria fala mas não aplica esses pensamento,eu era muito adepta a fugir de tudo aquilo que a mel falou acima, depois do lovecode, mudei realmente incrivel mas mudei, agora sou mais relaxada nesses assuntos de sedução e tenho a tendencia a me entegar não me preocupo muito com o amanhã, pois já vivo em uma profissão extremamente recional então… algo tem q ser do jeito que gosto neh … livre acho que é nova paralvra importante pra mim..

  • Paula Teixeira

    Ei Gustavo …
    Eu sofro muito no amor. Tenho 25 anos e, até hoje, não estabeleci relacionamento sério com ninguém … o maior durou apenas 2 meses … levei um pé na bunda “do nada” !!!

    Sou do tipo pessoa correta … gosto tudo preto no branco, trabalhadora … enfim … tenho qualidades impessoais valorizadas e que admiro também … Peco pois fico muito tímida e ríspida com os homens por medo de ser rejeitada … porque normalmente é isso que acontece quando me interesso por alguém … desde os meus 13 anos é assim … um fora atrás do outro.

    Viajando, vi os casais casados … mulheres pouco femininas … sem aquela beleza … pelo contrário .. homens simpáticos … homens feios com bonitas mulheres … enfim … uma mistura e fico pensando o que falta em mim? o que tenho de tão errado? Sinto dentro de mim que sempre serei sozinha … e pra completar sou filha única … nem pra titia vou ficar …
    Me sinto só ..co. menor. Tento realçar a beleza física que falam que tenho … mas ninguém liga … invisto no meu caráter … nos meus estudos … ninguém liga …

    E vejo mulheres burras, pouco informadas, trapaceiras … com vários homens aos seus pés … gostaria de saber por que você acha que isso acontece …

    Quanto a mim … tenho que voltar pra terapia.

  • Leonardo Costa

    Mais um belo texto e esse especialmente tem me ajudado muito a lidar com as coisas que surgem, sejam boas ou ruins.

    Vi que o meu principal problema com as mulheres não é a timidez e sim a agitação de tentar algo. Sempre que relaxei, sem tentar agradar, as coisas rolaram, sem esforço. Espero superar os meus obstáculos e poder ajudar os outros tbm.

    uma sugestão sobre o nome do livro:

    Não2Não1: “Relacionamentos mais vivos e contagiantes”

  • Victor Hugo

    Para ler ouvindo “Free Bird”, do Lynyrd Skynyrd. Estava ouvindo a música e lembrei deste texto. Abraços!

  • Eduarda

    Bomm, eu gostei muito do texto. O que acontece comigo, é que eu terminei um relacionamento de 1 ano.. eu ainda estou muito apegada a isso tudo, não me acostumei com a falta.
    Nem sei se sei seduzir ainda.. rsrsrs.. mais serviu de incentivo pra saber que não existe formula secreta pra voltar a vida de solteira e aprender a seduzir dinovu, devagar, tenho certeza que vai ser uma delicia de experiencia novamente!

  • marco aurelio

    Realmente o fato de nao se preocupar no primeiro encontro é interessante, pois quando conheci minha mulher eu sai direto do serviço, com uma roupa desmazelada, nao tinha nem como tomar banho antes, pois ela ja estava me esperando no centro e tinha que ser naquele dia e naquela hora, pois era dificil para ela poder vir novamente ao centro de curitiba, ja que ela morava em outra cidade proxima, entao, vai assim mesmo eu pensei e seja o que Deus quiser, rsrsrs,
    mas foi sem neura, sem me preocupar em fazer algo para conquista-la ou para agrada-la, tipo como um engodo, fui o mais natural possivel, sem forçar nada e sem nenhuma situaçao a vista, apenas para conhece-la pessoalmente, sem compromisso, se pintasse algo melhor, se nao….
    e acho que foi isso que vc escreveu acima que rolou, o fato de eu ser e estar o meu mais natural possivel.
    mas as outras dicas sao mto bem vindas, pois conquistar uma mulher para sempre nao é uma das tarefas mais faceis nao, pois a cada dia e a cada coisa que a gente faça pode por tudo a perder ou tudo a ganhar, depende de como
    costumo sempre falar em todas as coisas que a gente faça, o que conta é “o como” e nao “o que” a gente faz,
    valeu

  • Maria

    ola eu sou ha maria e tenho 18 anos gostei muito de saber de algumas dicas para cunquestrar um homem realmente estou ha percisar muito de concelhos …. mas tenho uma pequena duvida eu tive um acto sexual com o meu namorado nu dia 11 desre mesmo mes sera que estou gravida porque nesse acto pela primeira ocorreu um corrimento de sangue mas sim eu tomo ha pirula logo nu dia 18 estava fazendo ha pausa para vir ha mentruacao e ate agora ainda n deu sinais nenhuns o que devo fazer ? alguem me ajuda brigado pela atencao abraco

  • Eduardo Thomé

    Pois é, Gitti, acredito de verdade no que foi dito sobre PuA’s. O efeito PuA pode até dar certo, como de fato mostrou acontecer com os famosos Don Juans de Hollywood ou Tocantins =).
    Mas pelo contrário do que os homens querer, acredito eu que a gente ruma pra um caminho sem saída. Ou os caras querem viver de conquistar e viver uma vida medíocre de sexo e ego inflando mais e mais?!

    E, dessa vez eu admito, estupenda a forma como colocou. É a tão e velha sacada dificuldade em lidar com nossos Sentimentos: “É uma troca que funciona, sim: você troca insegurança por orgulho, você esconde o apego com uma noite de mil prazeres, converte medo em sensação de poder/controle e assim vai. Mas isso tem limite.”
    O limite disso é o preço mais caro que se pode pagar ao se querer tapear antes dos outros , a sí mesmo.

    Acho que se tivermos um pouquinho de Amor, e ainda um amor Próprio, a gente é capaz de nos entregar como A melhor Pessoa na Terra. De maneira espontânea sem estratégias ou camuflar alguma coisa, é que a gente vive a realidade, a forma como ela é.

    Eu mesmo vivo a obssessão de viver sob o meu controle, controle das situações, pra nao perder a cabeça, de ser uma pessoa certa ou ser bem visto. São as minhas máscaras. Mas e se eu tirasse? Por 5 minutos.. será que ainda sim continuaria respirando?!! que sufoco cara!!!!!!!!!

    Um abraço no coração

    ar

  • Cris Rodrigues

    Cara!!!!! Adorei seus textos! São excelentes.
    Sem muitos comentários porque tô doida pra ler o restante sr sr sr sr

  • 7 perfumes para jogar sujo com as mulheres | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

    [...] nunca entende exatamente qual é sua principal arma de sedução. Se soubesse explicar, se tivesse truques específicos e replicáveis, seria previsível, não teria tanta força.Sendo assim, listamos sete perfumes noturnos para os [...]

  • deborah

    eu não entendi muito bem esses dois pontos.. teria como me explicar de outra forma:
    2. Manifeste, do seu jeito, as qualidades do feminino. Descrever quais elas são seria limitá-las, mas explore movimentos, gestos, pensamentos, ideias, formas e sons. Participe de um grupo só com mulheres, integre-se de algum modo à natureza, perca-se em seus próprios rituais, flerte com a arte, brinque, solte-se, mexa os pés de outros jeitos, dance.

    3. Contemple a estabilidade que existe no meio de suas oscilações. Não descarte as oscilações, mas contemple a luminosidade incessante de seus movimentos. Fazendo isso, você poderá oscilar ainda mais, usar fúria ou molecagem, sem sofrer e se confundir tanto.

  • Sr. Zé

    Olá Gitti!

    Cara Perfeito Seu texto, você me fez ver algo que realmente não enxergava.
    Eu estou passando por um momento, muito difícil e estranho.
    Tenho um relacionamente de 2 anos, que vão se completar semana que vem, minha namora é um espetáculo de mulher, inteligente, livre, linda….
    Ao ver de todos, eu sou perfeito para ela, atencioso, romantico, dedicado. Mas de uns tempos para cá ela parece ter morrido, não encontro mais a namorada que tinha, pouco romantica, poucas vontades, fria, distante.
    A uns meses percebi que só tenho bombardeado seus ouvidos com meus problemas pessoias, familiares, quando saimos fazemos algo que poderia ser especial, tento programar tudo e vejo que não foi 100%, ao ponto dela falar para mim após uma ida ao Motel ” Você fala tanto que tá com saudade e não parece quando estamos só eu e você”. Acho que essa de querer fazer tudo muito programado, nada espontâneo, está afastando cada vez mais o espetáculo de mulher que eu sempre tive. Estou ficando louco, pois já chegou ao ponto dela fala que não sabe mais se quer namorar, olha onde isso foi parar.
    Acho que esse texto me fez enxergar uma retomada, trazer o magnetismo para nossa relação novamente. Com tudo isso você sugere algo?, fico um pouco confuso com medo, como surpreende-la sem prever nada?
    Sei que é possível, mas na minha cabeça fica muito difícil.
    Será que nosso aniversário de namoro, seria uma boa data para o novo?

    Obrigadoo, seus textos são ótimos!

    Abraços!

  • josué

    Parabéns ótimas DICAS,valeu.

  • Felipe Celline

    Gitti! Esses teus ensinamentos me tiram de cada buraco. Hahaha’

    Mas fiquei com algo na cabeça: Como sair desse joguinho do “eu não tô nem aí pra você”? Por exemplo, a mulher percebeu sua atração por ela e – misteriosamente – começa a ficar distante, estranha. E aí bate aquele desespero.

    O que fazer quando cair nesse jogo? Não agir? Esperar? Dói tanto, cara!

    Abraço!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Felipe,

    O problema não é o jogo existir, mas ele ser a única opção, a base da relação e dos seus movimentos. Se você não tem essa base, o jogo é ótimo, ele fica engraçado, dá para entrar e sair, dá para brincar com ele em vez de ser movido e sofrer.

    O importante é usar as experiências para lidar com medo, rejeição, abandono, carência. Não tentar se dar bem ou vencer, mas tomar tudo como oportunidade para liberar essas estruturas de sofrimento e confusão.

  • Maira

    Posso dizer a todos voces com convicção que o mais importante para um bom relacionamento sexual é a necessidade do casal conversar sobre o que cada um gosta que seja feito durante o sexo e acima de tudo é preciso conhecer um ao outro. Tenho um relacionamento desde os 15 anos.Apenas transei com meu atual marido e no meio do casamento tivemos problemas procuramos uma psicologa que éra muito ruim, depois outra, até que pensamos que nosso problema era sexual e entao encontramos uma profissional que era terapeuta sexual de casal. Começamos a fazer terapia e durante muito tempo não falamos sobre sexo, nos discubrimos de forma individual e conjunta e automaticamente nosssa relação sexual foi evoluindo muito bem . Hoje estamos bem, sentimos muita vontade de fazer sexo. É preciso conversar sobre tudo até o que não gostamos e temos vergonha de falar. Isso reslve e muito

  • Belasco

    Irado o Texto Gitti. E te digo + …veio em boa hora. Abraço.

  • Rafael

    Olá Gustavo

    estava lendo esse texto e um comentário me chamou atenção que seria esse ”que não consegue propor muita coisa sacana, que tem medo ou respeita demais.

    Aí, quando rola sexo, esse cara não consegue elevar a energia do lance, não consegue explodir. É como se ele não sentisse tanto prazer e, com isso, ela não consegue pirar, enlouquecer.”

    bom eu tenho 19 anos e ainda sou virgem e tenho duvidas mais não tenho com quem conversa e gostaria de saber como posso me tornar uma pessoa mais espontânea pq quando estou em um encontro eu fico assim preocupado se a pessoa está gostando e quando rola o beijo e eu fico não sei se é medo ou respeito mais eu travo e acabo ficando só nos beijos sem saber onde até onde posso avançar!

  • Shayana

    Nossa estou impressionada com tanta clareza mental. Realmente tudo que você disse corresponde muito com o que acontece, com como devemos agir. Sábias palavras. Sem contar que o look do texto ficou show. Parabéns!

  • Luz

    “Ou seja, quanto mais prazer você estiver sentindo, maior a abertura que vai oferecer para que o prazer surja nela também.”

    Qd transo, sinto prazer com o prazer do outro. Certa vez meu namorado perguntou o porquê de fazer sexo anal se eu ainda sentia dor e respondi dizendo que o meu prazer era proporcionado pelo prazer que tudo aquilo provocava nele.

    Isso tem relação com o que vc mencionou acima ou eu tô misturando tudo aqui? rsrs

    Abração Gustavo!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sim, Luz, essa é uma das consequências e provas do que afirmei (nada de novo, coisa que qualquer psicanalista sabe faz tempo).

  • Paulo

    Excelente texto, cara!

    um raciocínio muito claro e direto. gostei bastante do trecho sobre coisas “impessoais” e “pessoais”, meu relacionamento está meio que esfriando e eu notei que foi exatamente por falta dessa parte impessoal. acho que sem isso o relacionamento perde muito daquela coisa leve e tranquila de se gostar de alguém…

  • Magno

    Gênio!

  • Thais

    Nossa, só li hj este texto e adorei!!
    Já saí com um cara que não conseguia fazer nada de tão travado de “medo” que ele estava, de eu não gostar do que ele estava fazendo…
    Já meu ex-namorado era muito seguro de si e não se importava comigo….
    Agora vou te falar.. este meu namorado é o máximo, mas tem hr que cai na rotina.. O que fiz?! Me fantasiei!! Ele?? Amou!!
    Foi super gostoso e divertido e o melhor: saiu da rotina e o relacionamento voltou a tona, com os desejos e fantasias do começo!!

    Bjs!

  • Dinis

    Não vou dizer que não gostei do seu texto. A ideia que o titulo dá, ou ao menos, deu a mim, foi que trarias algo relacionado com a sedução a uma desconhecida. Ou a alguém que tendencialmente, não tá nem aí pra ti, ainda que te conheça.

    Há várias situações que acho necessárias retratar nesse campo da sedução. A sedução: na Discoteca (viu gostou e seduziu. Não tem, necessariamente, que levar a cama, mas se sim, melhor); A sedução da colega de trabalho (aquela boazona, que não tá casada, apresenta sempre um ar fresco de quem está feliz, tem uma data de homens a tentá-la e para piorar, jura que não se mete com colegas); Sedução na rua (voçe está numa avenida, vê uma mulher de matar e sabe que se não for agora, jamais a verá, pois a cidade é vasta); Sedução no restaurante (uma mulher independente, está almoçando sozinha, e você sabe que não é piranha não. Como chegar a ela e criar o interesse? Receber seu telefone e ter algo depois).

    Enfim, são várias e uma delas seria, também, como vencer o medo (aquela dor no estomago, aquele medo da rejeição). Há homens que parece que já sabem como conversar com qualquer mulher. Será que existe a “conversa ideal”?

    E para finalizar, a outra resposta que esperava ver e não a vi é aquela da meia sedução. Você se encanta com ela e ela também. Mas, ao saírem e no meio do processo, tudo morre. Ela já não está encantada! Porquê? Que fizestes?

    Uiiii… O comentário foi meio longo. Mas, acho que vale a pena. Mas, deixou a vocês o “julgamento final”.

    Acho que

  • Jose de Moura

    Coerente.

    Me lembra a técnica de Kung-fu: “Do Bebado”, que é quando agente aproveita a ação para uma reação. é uma forma de lutar expontânea e de auto nível de eficiência.

  • Lost

    Curti muito o texto, algo diferente do que encontramos nesses “manuais da sedução”. Gostei do “não seduzir” pois já observei muitos casos em que tirei aquele olhar de te quero de mulheres que não tinha minima intenção em querer, apenas conversando naturalmente, sendo totalmente natural ao ponto de ficar totalmente relaxado e ser sincero expondo detalhes e coisa engraças da minha vida que não falaria a uma mulher q estivesse afim, com receio do que a pessoa vai achar.

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