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Da poética feminina (dedicado a blogueiras, mulheres e ela)

por Gustavo Gitti 8 October 2007 32 comentários



Finding reason in beautyToda mulher é livro de filosofia francesa e corpo de gostosa de TV: nós nunca sabemos por onde começar…

A chave da porta de minha ex-casa começou a não virar, mesmo depois de lubrificarmos a fechadura com grafite e óleo. O mesmo movimento que travava, de repente enfim girava. Um dia, ela chegou e eu estava ali, tentando. Olhei de perto e disse: “Tem de haver uma lógica”. Ela pegou a chave e pediu licença falando: “Deixa eu sentir”.

Convidei-a ontem a postar aqui no blog (seria uma contribuição eventual). Ela negou, alegando não saber o que ou como escrever. Listei temas e algumas abordagens que eu não saberia levar adiante. No meio da argumentação, soltei: “Aí eu ajudo você a montar o texto, talvez com uns tópicos…”. Ela rapidamente atacou: “Não é assim comigo”. Claro, Gustavo, não é assim com ela!

Quando abro blogs, livros ou mentes de mulheres, minha primeira sensação é de desordem: “Por onde começar?”. É como filosofia francesa: você tenta uma leitura rápida, busca por tópicos, itálicos e negritos, varre o sumário, vê se alguma página tem um esquema ilustrativo, e nada. Só resta ler os últimos parágrafos, esperando pela conclusão para decidir se o livro vale a pena ser lido. A vida também. Se tivéssemos visto os últimos momentos ou apenas os highlights, não teríamos escolhido pela existência. E não é que eu sempre acabo comprando o tal livro? Talvez porque “Por onde começar” é também o primeiro pensamento diante de um corpo feminino deitado…

Homens buscam estruturas, modelos, paradigmas. Já viu quantos palestrantes alardeando sobre o último modelo mental para resolver todos os seus problemas? Ou quantos livros sobre o novo paradigma? Quando não se é rio, preocupa-se com barragem. Homens fazem instrumentos de análise, códigos de automação, redes de comunicação. Quando não se é rio, preocupa-se com usina hidrelétrica. Homens são conhecidos pelas invenções tecnológicas: gadgets para facilitar ações, engrenagens para acelerar movimentos, artefatos para navegar a vida. Quando não se é rio, preocupa-se com barco. Homem faz mapa, rafting (fiz 2 vezes), mergulho. Quando não se é rio, preocupa-se com travessia… Mulher é rio, é vida, é aquilo que tentamos conter, navegar, acelerar, atravessar, calar, automatizar, reter, conectar, ativar, gozar.

Se elas já são movimento, a única ação possível não vem de fora – é o próprio movimento. Imanência é o nome para isso: aquilo que permanece no interior. A única ação possível do feminino é aquela totalmente descartável, pois é adicional àquilo que já segue, já anda por si só. Utilidade significa causalidade, aquilo que sai do interior, que abandona o princípio e nos leva adiante. Ações úteis e efetivas são barco, usina, travessia, barragem. Quando olhamos para algo e não fazemos nada com aquilo, isso tem outro nome: poesia. Da cachoeira, só vem cachoeira. Olhamos porque é, antes e além de tudo, bonito. Olhamos porque a cachoeira não tem outra razão de ser. Cachoeira faz o que além de cachoeirar?

Vento no catavento gera energia, que acende lâmpadas e nos faz enxergar à noite. No catavento, há um propósito exterior. Há causas, efeitos, construções. Homem adora escrever artigos científicos sobre aproveitamento de energia. Mas quem escreve sobre energia sem precisar falar em aproveitamento? Ou o que é essa energia mesmo senão uma, francesa e gostosa, mulher? Quando o vento ventania, sem virar lâmpada, ele é só poesia. Quem quer aproveitar é homem. É ele que parte para cima, paga o drink e o motel, arranca a roupa e fica trocando de posição. Aquilo que sobe por seu corpo, a energia da ereção, aquilo se chama mulher. Sem mulher, um homem não tem nada dentro de seus modelos, barragens e estruturas. Sem mulher, um homem não tem nada dentro. Ponto. Sem água, não há como canalizar, nadar, surfar, tirar PH, fazer doutorado, MBA. Mulher não liga quando não atingiu sucesso na vida. Sucesso é algo menor, destinado a seres pouco evoluídos. Mulher não precisa aproveitar, pois é sempre já proveito em si. O rio canalizado, atravessado, contido, mergulhado, é homem. Rio mulher só ria…

Mas essa poesia de homem é besta. Rio mulher só ria? Come on! Onde é a sala de “Introdução à Poesia 101″? Pra que tanto itálico e negrito? Pra quê tanto enfeite? A palavra não tem força por si só? Eu admito: nunca um homem será poético. Homem pode publicar mais poema que mulher (ou pelo menos é o que parece, se deixarmos análises feministas de lado), mas esses autores todos são como crianças na sexta-feira, quando podem brincar com o brinquedo do outro. Homem poetando é criança se melecando com o brinquedo do outro. É tão mais legal! Mulher, sim, poética do início ao fim, sem querer, de um lado pro outro, sem saber.

A poética feminina está em não se confundir em meio à própria confusão e simplesmente jogá-la em palavras perdidas em blogs, em olhares soltos nos cantos, em reboladas mínimas que parece que ninguém nota. A beleza dessa poética vem da confissão (cujo objetivo é menos afirmar do que costurar). Vem do vocabulário que alterna, da ausência de sentido, do “talvez” que se sabe justamente quando não. Suas linhas, muito além da literatura, são melódicas, pulsantes, espirais, noéticas.

Uma mulher movimenta, em poucos minutos, toda a energia que um homem nunca conhecerá em uma vida. Ela não tira fotos de ângulos diferentes, não procura poesia em todo lado, não dança com quadris e ombros… Ela é aquela foto, aquele ângulo. Ela é poesia. A própria dança. O nome da rosa.

O que para nós requer esforço, para elas é algo natural: nós fazemos, elas são. Elaboramos teorias sobre embodiment, pois – na cama e na ciência, na empresa e na filosofia – nossos corpos e mentes são dois bêbados distantes. São dois, quando nelas corpo e mente são não dois, não um. Guardem isso, homens amigos: se quiser tocar o corpo de uma mulher, jogue com idéias e pensamentos; se quiser acesso à mente feminina, use seus dedos e pele. Não tente analisá-las ou explicá-las sem poesia. Tinja o texto de lilás, coloque uma foto de natureza, escolha as palavras, faça arte, coloque um título que não diz nada: “não dois, não um”.

Homens falam para se comunicar, se fazer entender. Mulher é poesia: não fala o que diz. Mulher fala sem “para”, sem objetivo. Fala abrindo a boca, com o som que sai, a reação do corpo do outro, do braço que ensaia, do olho que desvia, com o ambiente, o cheiro, os outros, o acima, o abaixo, com os lados, com a música do ar. Para ouvir uma mulher, temos de ouvir tudo isso. Cheirar o ar em volta dela. A escuta como respiração.

Na mulher, é sempre o contrário, o oposto, o zigue-zague na trança da gafieira. Elas nascem sabendo de cor o convexo do côncavo, as duas imagens da ilusão de ótica, o yin do yang e o yang do yin. Tudo tão simples! A lógica é desnecessária. Quem tenta aprender lógica é aquele tolo confuso por tantas jogadas de cabelo, cruzadas de perna, oitos de costas, sims e nãos. Quem faz filosofia não se basta com a folha verde, com o rio chachoeira que ri, com tudo aquilo que se basta em si mesmo. Mas é no palco que rola a dança entre esses dois seres tão diferentes. É na arte que o feminino que se basta encontra com o homem que anseia por olhar, explorar e aproveitar. É no poema que a mulher jorra para alguém, se manifesta para alguém, aparece e brilha para alguém. E somos gratos por ser apenas alguém.

Para a poesia, pouco importa se somos homens altos, mulheres gordas, ricos ou brancos. A poesia não está nem aí. Em nós e através de nós, homens e mulheres, a poesia se faz e desfaz dentro de si mesma. É isso o que ela quer. É para isso que nascemos e andamos pelo mundo. Sem dois, não há dança. Então a dança nos faz surgir. Em meio à vida, a dança é aquilo que não é ele, nem ela, nem vida nem morte. Ela não é nada nem tudo porque nada e tudo é nela (”é”, assim mesmo, com conjugação estranha). Ela não é nem eu nem você para que eu e você possamos ser. Em nós, a imanência explode e se transcende, mas tudo sem sair de si. Nossas vidas e identidades são só essa curta passagem de um estado ao outro. Somos o intervalo, um bardo.

Em um poema verde, choramos porque vemos nosso próprio ventre, onde tudo começou e onde tudo vai morrer. A tristeza é perceber o intervalo que somos. A alegria é também isso: perceber o intervalo que somos. Visto pela poética feminina, aquele pontinho borrado parece guardar e explicar o universo todo. Aquela poesia nos deslumbra tanto justamente porque nós nascemos e vamos morrer ali, na pontinha da folha verde.

Nota: “Finding reason in beauty” (encontrando razão na beleza) é o que se lê ali. A imagem é de Diana Thompson, mestra em artes do feminino. Este é apenas um de inúmeros belíssimos projetos… Veja como ela o descreve (eu reli 10 vezes, sem brincadeira):

“For the purpose of this project, I am looking at beauty. By beauty I don’t mean “pretty,” I mean the sublime; what Rilke describes as “terror we are still just able to bear.” Beauty as a grand synthesis, as the moment in science, art, philosophy or mathematics when things fall into place, where culture and nature join.

Writing poetic lines on leaves pursues that moment. It creates a physical bond between the articulate and the inarticulate, undoing separation. The hand, the body, the tangibility of the written word, becomes primary. But placed into such ephemera, physicality dissolves, becomes mutable, theoretical, spirit, air.

Numbering all the leaves on a tree also conflates boundaries, creating a place for beauty to exist. By quantifying the unquantifiable I am playing the fool, turning logic on its head. I am using scientific method — precise calculation, a provable point, an experiment that can be weighed, counted, analysed and repeated — but I am taking it to the extreme. And by going beyond the point of reason, I am able to turn it around: science becomes more than empirically describing and deciphering the world, it becomes intimate and poetic; in spite of itself, it becomes filled with awe.”

Perdi meu tempo.Você tem 12 anos?Tá frio hj, né?Quando sai o livro?Deu uma vontade de fumar... (1 votos | gostou do post?)
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32 comentários »

  • Urban disse:

    Gustavo,
    Admiro muito seu blog, seu pensamento, sua postura de vida. Vc parece ser um homem especial, sensível e atento.
    Obrigado pela visita e pela referência à minha modesta visão poética. Valeu mesmo!

    ;-)

  • Urban disse:

    No blogroll também, agora, claro!

    Gosto muito da Bruna. ;)

    bom dia!

  • A Outra disse:

    Belo texto, belas descrições.
    Obrigada por sua visita.
    Voltarei sempre.
    Bjs!

  • w.Moscolini disse:

    Obrigado pela indicação. Gostei, vou voltar!

  • camila disse:

    você é bom entendedor, gustavo. que lindo! pudesse eu usar marca-texto aqui, seu texto estaria quase que todo em amarelo florescente… parabéns. e obrigada por disseminar por aí as nossas verdades. beijo grande e apareça sempre.

  • Bibi disse:

    Oi Gustavo! Obrigada por visitar e linkar o blog. Tô aqui boba com o que você escreveu. Adorei! =) Ainda tô tentando digerir - muito texto, muitas idéias, algumas reflexões acerca delas - mas foi realmente um texto que me tocou.

    Beijo!

  • Natália disse:

    Nossaa! Lindo! bela descrição!

    Legal esta abordagem!

    Poetica!! hauhauha

    Mulher fala.. por falar! E só!

    Lindooo!!

  • Sarah K disse:

    Gustavo,
    que homenagem delicada, que percepção sensível do que somos. Gostei muito.
    Obrigada…
    ;-)
    beijos

  • myla disse:

    hehehe, tô entrando tarde na fila, mas tb quero deixar aqui minha admiração, q é sem-beiradas - como diria JG Rosa.

    foi em um texto daqui, lindo e mais antigo, em que o Gustavo citava o David Deida, a primeira cocerinha q senti.

    e ela foi assombrosa. dela, comecei a devorar os dois. li tudo do Gu e já quase tudo do Deida. essa é a parte fácil. mas, claro, a gente nunca e nem pode parar por aí.

    às vezes penso que só um texto do Gustavo ou um livro do Deida, se transformadas, as visões a que remetem, em corpo, lágrima, grito, ação, amor - já seria matéria d vivência pruma vida inteira. d certo. sem meios meneios.

    eles apontam e norteiam e ampliam. o resto é com a gente.

    gostei demais dessas analogias: “Quando não se é rio, preocupa-se com barragem. (…) Quando não se é rio, preocupa-se com usina hidrelétrica. (…) Quando não se é rio, preocupa-se com barco. (…) Quando não se é rio, preocupa-se com travessia…”

    o Gu, é um aprendiz do mundo, como todos nós, mas êita jeito lindo d levantar os véus e fazer disso presentes mil pra gente. e quase q diariamente. é ooo cara!!!

  • Gustavo Gitti disse:

    Sarah, Natalia, Bibi, Camila, Urban, a Outra… Muita felicidade em ver esses comments. Que nossos blogs possam ser uma celebração do humano.

    Moscolini, valeu pela presença!

    Myla, assim eu fico sem jeito. ;-0

    E toma mais poesia nos comments tb! hahaahha….

    Agora to gostando do Otto Scharmer. A idéia é que aprendemos mais com nosso futuro do que com nosso passado. Bonita a idéia de sermos todos aprendizes de nosso futuro… Só de falar isso, eu já gosto.

    A analogia do rio é básica e, sério, essa construção meio que tava pronta em algum lugar. Tudo o que escrevo sai tremido de medo pois eu tenho certeza que estou copiando alguém que eu li mas esqueci que li. ;-)

    Abraços a todos, Gu.

  • Ana Lucia Sorrentino Garé disse:

    Ah, Gustavo…

    Beijo!

    Analú

  • Raquel disse:

    Olá, Gustavo!

    Obrigada pela visita em meu blog! Adorei o seu texto e seu blog, quero ler com mais calma.
    Você gostou apenas do nome do meu blog ou do blog em si?
    Gostei realmente do que você escreveu sobre as mulheres, embora eu ache que temos, em nós, comportamentos femininos e masculinos. O que faz que não sejamos tão padrão assim, homem é homem, mulher é mulher, e sim essa maluca transformação que é a vida.

    um abraço!

    Raquel

  • Gustavo Gitti disse:

    Raquel, eu sinto assim também. Homem tem energias femininas e mulher muitas vezes age com masculino também. Muitos homens são mais femininos do que masculinos, até. Mas a energia feminina é definida e a masculina também, ainda que uma tenha a outra dentro de sim, como Yin e Yang.

    Mas não gosto de equiparar tudo. Acho que perdemos em qualidade e diversidade quando buscamos por excesso de igualdade. Gosto de ressaltar as diferenças para que a unidade se fortaleça ainda mais.

    Ah, do seu blog, gostei do que li. Gosto de coisas não concluídas nem conclusivas assim: “Pode se amar assim? Incondicionalmente? Sem se saber?”.

    Até…

  • myla disse:

    tutto benne, signore Gitti, engraçado as coincidências: tô escrevendo um artigo sobre a u theory, do Scharmer, p uma matéria d gestão pública, e o interessante é justo isso: a d nos posicionarmos numa relação diferente hoje com nosso futuro.
    bacios, myla

  • J@de disse:

    Demorei um pouco prá comentar, porque tive que mastigar muito o texto antes de engoli-lo… quando um homem escreve sobre mulheres, existe uma linha tênue que separa a homenagem do machismo. É preciso sensibilidade prá não ultrapassá-la e vc conseguiu!!
    Beijos!!

  • Flávia disse:

    “Mulher é rio, é vida, é aquilo que tentamos conter, navegar, acelerar, atravessar, calar, automatizar, reter, conectar, ativar, gozar.”

    Quando, há alguns minutos, abri minha caixa de e-mails e encontrei um convite para ler um post sobre a poética feminina, confesso, não imaginei que ficaria tão encantada… mulheres e homens, apesar de semelhantes em muitos aspectos, são seres tão diferentes em outros… e acredito que é preciso estar ciente dessas diferenças para poder respeitá-las, apreciá-las, compreendê-las. É nisso que está a mágica que existe no conviver entre homens e mulheres.

    Você conseguiu explorar essas diferenças de uma forma suave, única, poética. Já li inúmeros textos versando sobre o mesmo tema - mas, creia, nenhum me cativou tanto quanto o seu.

    Parabéns!!

    Beijos!

    PS: faço questão de convidá-lo a me visitar. Apareça, viu?

  • Gustavo Gitti disse:

    Flávia, estou visitando já…

    Se consegui uma boa exploração do feminino, se o que disse é verdade, então a razão só pode ser essa série de imagens da Diana Thompson… Porra, numerar folhas de árvores? Escrever poesia? Isso é algo que só esperaria vindo da Miranda July (do filme Me and You and Everyone We Know).

    By the way, estou preparando uma série de posts chamada “Mulheres que me dão tesão”. A Miranda e a Diana serão as primeiras celebradas. Tori Amos e Aimee Mann vem depois… ;-)

    J@ade, fiquei feliz com seu comentário. Obrigado!

    Abração,

    Gu.

  • celine disse:

    Oi.
    Encontrei seu blog por aqui pelos blogs que passeio deslumbrada sempre( e mais feliz).

    Gostei muito de seu blog. Muito! Não só por ego feminino.
    Mas por ego e várias outras coisas.rsrs…
    Beijos. Parabéns!
    :)

  • DGirl disse:

    “…Toda mulher é livro de filosofia francesa e corpo de gostosa de TV: nós nunca sabemos por onde começar…”

    De todas as maravilhosas frases essa foi a que mais chamou minha atenção. Há tantos pensamentos ocultos nessa frase e a forma como me fez viajar pelas possibilidades.. Nossa, amei!

    Mudando de assunto… Fiz rafting uma vez e admito que apesar da “sensação de vida plena e loucura” quase morri de medo!

    Amei aqui e voltarei.
    Beijokas e bom feriado!

  • Fernanda Alves Chaves disse:

    Acho que estou apaixonada. Por você! E, não precisa colocar poesia nisso. Não é meu eu lírico falando…

    Meleca, vou sonhar contigo pelo resto do feriado. Paixões platônicas!!! Bem coisa de mulher mesmo, daquelas bem poéticas. Hehehe…

    Beijocas,
    Fer…

  • Lu Monte disse:

    Belíssimo texto, tocante mesmo - valeu a indicação! E belo blog!

  • simone disse:

    é gustavo, vc tá certo. a mulher é rio que flui, é água corrente, sempre. belo texto, bela percepção. um beijo!

  • Polly disse:

    E você me indicando se site preu conhecer?!? Eu JÁ sou visitante assídua, de carteirinha! E apesar da fila interminável de comentários e por isso mesmo resolvi escrever, pra aumentar o teu prestígio! hehehe
    Muito interessante a reflexão, a doação de palavras e sentimentos! Parecia que “transpirava” o texto…
    Agradecida!

  • Chris disse:

    Desculpe a demora, Gustavo. Seu texto é muito interessante, poético e sensível. Vou ler seu blog com calma. ue bom que encontrou o Espartilho, espero que tenha gostado. Bjos!

  • paloma disse:

    Ótima comparação da mulher com um livro de filosofia.sou mulher,e sei o quanto me satisfas falar e ser ouvida.ou seja transmitir e retransmitir todo meu conteúdo!

  • Dia Internacional das Mulheres | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos disse:

    [...] 2: Neste blog, creio que são dois os posts que se dedicam exclusivamente às mulheres: “Da Poética Feminina” e “Confissão”. Escrito por Gustavo Gitti nas categorias: Para mulheres, Rapidinhas [...]

  • Jazz - um nome inconfundível disse:

    Mulher é rio, é vida, é aquilo que tentamos conter, navegar, acelerar, atravessar, calar, automatizar, reter, conectar, ativar, gozar.

    Não sei porque este texto veio parar na pagina principal, já que é de outubro de 2007 (falando nisso, adorei o novo layout). Não sei se é porque eu li o texto ouvindo a música “Queremos Saber“. Não sei se é porque - nesses dias de pé torcido e sem trabalhar - eu estou hipersensível. Só sei que este texto me levou às lágrimas.

    Sério. Eu nunca vi tanto amor descrito em palavras e de um jeito tão universal. Se homens não conseguem ser poesia, com o texto, Gustavo, chegaste perto.

    Sou tua fã.

    Jazz.

  • Gustavo Gitti disse:

    “Não sei porque este texto veio parar na pagina principal, já que é de outubro de 2007″

    Ah, foi por isso aqui:

    “este texto me levou às lágrimas”

    ;-)

    Eu refiz o layout e quis dar destaque para um texto antigo. Só isso.

    Bjo!

  • vanessa disse:

    Gustavo, gustavo…penso como a Jade,”quando um homem escreve sobre mulher há uma linha tênue entre a homenagem e o machismo” muito bom isso. Se não te conhecesse, ficaria desconfiada, confesso, de tanta poesia…

    Uma dica: para convencer a moça a postar em teu blog, em vez de convidar, já experimentou pedir?

  • Sarah K disse:

    oi Gustavo,

    achei o título conhecido, daí fui ler um pouco e me lembrei de qdo foi publicado… gostei muito deste post.

    Mas entrei só para dizer que o visual novo tá muito bom, com cara de revista digital… limpo, objetivo, bem organizado… gostei.

    ;)

  • Ka disse:

    hummm, aiai bom dia!!
    Muitooo bom ler isso e saber que existe alguém que pensa assim…, espalhe essas sementes … que texto lindo e quanta sabedoria e sensibilidade.
    bjkas

  • Carla Matias disse:

    Te “linkei” no meu blog, espero que não se importe…
    http://www.mulheres30plus.blogspot.com
    Bjs

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