Confissão
“Não era ele. Tampouco a mulher que ele fazia surgir em mim. O que eu gostava nele era o mundo. Eu fui iniciada e por isso fiquei com ele. Ele não se apresentou e também não me apresentou a mim mesma. Ele me apresentou um espaço que não apenas nos incluía, mas abraçava tudo o que vive. Um mundo.
Eu podia ficar um mês sem responder aos seus jogos de conquista, podia irritá-lo como quisesse, podia me descontrolar, fazer coisas que o machucavam… Porém, no momento em que ele me encontrava, me tratava como se eu nada tivesse feito. Ele não ligava para mim, não tinha consideração alguma e por isso sua consideração era máxima.
Nada de especial. Ele não tinha absolutamente nada de especial. Era um homem nota 7, sem diferencial algum. Ele não precisava. Andando no meio da rua, ele pegava em minha mão e eu sabia que ele estava ali e que eu era dele. Isso me bastava e eu nunca pedi por mais. Ele estava ali e eu era dele. Eu podia dançar livre em seu espaço. Nenhuma mulher deseja mais do que isso.
Quando me olhava, não me olhava exatamente, não era bem a mim que ele via quando demorava seus olhos sobre meu corpo. Eu não sabia o que ele via e o que ele amava em mim. Eu não sabia com quem ele trepava quando metia em mim. Eu tinha um prazer supremo ao não saber de onde vinha o seu prazer. Talvez ele me usasse — ah, mas então ele sabia (e como!) me usar.
Eu tenho de admitir que eu só fiquei tanto tempo com ele porque eu me deliciava na tentativa de torná-lo meu, tanto quanto eu era dele. Impassível, imóvel e transcendente, ele nunca cedia, o que apenas me fazia brilhar mais. Eu começava tentando conquistá-lo e terminava por fascinar e inebriar qualquer um, qualquer ambiente que adentrasse. Se ele logo tivesse se tornado meu, hoje eu não seria tão bela. Minha impotência se tornou minha graça.
Ele não metia com seu pau. Ele vinha com um mundo pra dentro. Ele quase não existia como uma pessoa (eu existia!). Sua inexistência era seu charme. Seu abismo, seu mistério. Ele metia com mistério e tudo pra dentro. E eu gostava. Meu gozo era ser uma eterna grávida, prenhe de mim mesma.
Eu não o amava. Eu amava a música “Modern Girl”, do Eric Clapton. A melodia era para mim, a letra era totalmente minha, por mim, sobre mim, entre mim, através de mim. Mas esta música era tão dele! Eu só conseguia ouvi-la quando ele estava deitado ao meu lado. Ela só era minha quando eu era dele.
Eu não o amava. Eu amava a Avenida Paulista. Mas a Paulista era dele, era ele. Para andar por ela, eu precisava dele. Mesmo sozinha, eu andava à medida que ela me possuía, que ele me abria. Eu voava a Paulista…
Eu não o amava: eu amava o mundo. E quando desisti de buscar por seu coração, finalmente aprendi a uivar.”
















aiiiiiii !!
se fosse eu não perderia tempo escrevendo essas asneiras … =P
chegava me dando toda, abrindo minhas pernas, entregando meus peitos… hmmmm! tirava toda minha roupa e deixava ele me comer todinhaa!!!
até ele me deixar todinha gozadaaa!
Você ta dando muito molé gata!
Tipo.. deixa ele te agarrar.. ai dps vc deita ele na cama e senta até nao aguentar mais no piru dele!!! vc vai sentir o maior prazer da sua vidaa!! se vc quiser tbm posso meter na sua boquinha lindaa… e gozar nela todinhaa.. até vc não aguentar maisss e pedir pra eu enfiar mais… aiiii!! =P
Putinhaa?!
Te xupoo tranquilooo vagabundaa!
um bjão no seu cuzinhoo !!
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