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	<title>Não Dois, Não Um &#187; Sexo</title>
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	<description>Um blog sobre relacionamentos lúcidos</description>
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		<title>Como parar o mundo</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 16:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Você já quis parar o mundo? Pois saiba que o melhor momento para aprender a pausar a vida é ironicamente aquele em que mais você quer seguir vivendo.</p>
<p>Durante o sexo ou no meio de uma briga, às vezes desejamos interromper o fluxo dos fenômenos. Enfiar a cabeça no chão, nos momentos ruins, ou congelar a cena para a eternidade, &#8230;</p>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1293" title="parar-o-mundo" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/12/parar-o-mundo.jpg" alt="" width="589" height="380" /></p>
<p><em>Você já quis parar o mundo? Pois saiba que o melhor momento para aprender a pausar a vida é ironicamente aquele em que mais você quer seguir vivendo.</em></p>
<p><strong>Durante o sexo ou no meio de uma briga</strong>, às vezes desejamos interromper o fluxo dos fenômenos. Enfiar a cabeça no chão, nos momentos ruins, ou congelar a cena para a eternidade, nos bons. Tentativas sempre frustradas por uma espécie de ansiedade, uma urgência de abocanhar o prazer ou de tentar resolver uma situação dolorida. Ironicamente, mesmo quando tudo o que queremos é apertar <em>pause</em>, colocamos ainda mais força no botão de <em>play</em>.</p>
<p>Em vez de &#8220;descer do trem&#8221; do sofrimento ou eternizar alguma felicidade, parar o mundo pode ser entendido com outras imagens. Acariciar um leão que deita no chão pela primeira vez. Pousar a dois centímetros das nuvens. Ficar dentro da água e, por alguns segundos, relaxar como se você nunca mais precisasse puxar ou soltar o ar. Em vez de tentar pausar, retardar ou acelerar, jogar fora o controle. Descobrir que a cobra assustadora era apenas uma mangueira. Não ser atingido pelas balas depois de enxergar sua verdadeira substância de nuvem, sonho.</p>
<blockquote><p>&#8220;O mundo é assim e assado, e tal e tal, só porque nos dizemos que é dessa maneira. Se pararmos de nos dizer que o mundo é tal e tal, o mundo deixará de ser tal e tal. Neste momento, não creio que você esteja pronto para esse golpe monumental, e, portanto, deve começar lentamente a desfazer o mundo.&#8221;<br />
–Don Juan, em <em>Portas para o Infinito</em>, de Carlos Castaneda.</p></blockquote>
<p>Castaneda conta que o índio Don Juan o ensinou a parar o diálogo interno e a ver além dos fluxos convencionais de interpretação, além da descrição do mundo, além do que tentamos nos convencer, segundo a segundo, sobre o que é a realidade. Ele chamava esse processo de &#8220;não fazer&#8221; – <strong>não fazer aquilo que estamos acostumados e sabemos fazer</strong>. Diante de uma árvore, por exemplo, não fazer pode ser focar nas sombras de suas folhas até que paremos de chamá-la de árvore, até que a árvore surja para além de nossa descrição de árvore.</p>
<p>O mundo para naturalmente quando nós paramos.</p>
<p>Claro, parar não  é fácil. Além dos tiques corporais como roer a unha ou mover o pé freneticamente (que  parecem estar naturalizados em nossa cultura), nossa mente tem mil vezes mais tiques e compulsões sutis. Se continuarmos tão distraídos, a arte de parar o mundo talvez seja esquecida. É por isso que compartilho agora algumas possibilidades.</p>
<h1>Como parar o mundo durante o sexo</h1>
<p>O andamento da noite foi acelerado. Eles saíram atrasados para o Forró in the Dark, dançaram até pingar, comeram pouco antes de fecharem o restaurante e foram para casa transar, um pouco ansiosos, distraídos, apressados. Enquanto ele metia de lado, por mais gostoso que fosse, ambos sabiam o que estavam fazendo, já haviam passado por isso incontáveis vezes, já podiam antecipar o desfecho.</p>
<p><img title="neo" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/12/neo.jpg" alt="" width="300" height="204" align="left" />Sem que ela entendesse, ele parou. Agarrado, ainda dentro, como que travando qualquer outro movimento. Antes de conseguir perguntar &#8220;O que foi?&#8221;, sua mente foi catapultada para onde a mente dele já estava. Ele a pegou pelo pescoço e virou. Ficaram se olhando e se cheirando enquanto se lembravam de si mesmos, do quanto não entendiam nada do que estava acontecendo, do quanto já estavam ali, felizes, colados e relaxados, mesmo antes enquanto estavam dispersos no carro.</p>
<p>Sem que ninguém falasse, o que se ouviu foi uma mistura de &#8220;Eu estou aqui&#8221;, &#8220;Quem é mesmo você?&#8221; e <strong>&#8220;Eu te amo a ponto de não saber o que isso significa&#8221;</strong>.</p>
<p>Depois aprenderam a parar o mundo sem necessariamente parar o corpo. Para ele, a catapulta começava com os olhos. Não piscava, quase desfocava, alternando entre se fixar nos olhos e atravessá-la, como se mirasse uma paisagem a 9 quilômetros exatamente atrás de sua nuca. Para ela, a catapulta era sentir a extensão quase infinita do próprio corpo e das sensações como se habitasse o corpo de outra pessoa, como uma simulação. Ao tentar se afastar, ela acessava ainda mais diretamente a realidade.</p>
<h1>Durante uma briga</h1>
<blockquote><p>&#8220;Sempre que o diálogo interno pára, o mundo entra em colapso, e facetas extraordinárias de nossos seres emergem, como se tivessem sido mantidas numa guarda severa por nossas palavras. Você é o que é porque diz a si mesmo que é assim.&#8221; –Don Juan, em Portas para o Infinito, de Carlos Castaneda.</p></blockquote>
<p><strong>Às vezes é impossível brigar em apenas um cômodo da casa</strong>. Impossível olhar nos olhos do outro. Ela começa a se aprontar e vai freneticamente do banheiro para a lavandeira, do quarto para a sala. Ele finge ignorar a briga e fica respondendo da cozinha, enquanto bebe água sem estar com sede, e depois da sala, enquanto liga o computador sem saber por quê.</p>
<p>Não importa o que se diga, as falas dificilmente surgem além do horizonte de significação do problema, do mundo particular que reduz o foco dos olhos e sequestra pulmões. A briga acontece sempre com algum nível de alucinação, como se estivéssemos em um estado especial de REM. Ainda assim, é possível abrir a janela e repousar os olhos revirados no céu. Lembrar que estaremos todos mortos daqui a pouco. Admitir que nosso marido ou esposa não são nosso marido ou esposa; são apenas alguém que decidiu brincar um tempo conosco.</p>
<p><img title="corredor" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/12/corredor.jpg" alt="" width="300" height="400" align="left" />De um cômodo a outro, há uma espécie de bardo, limbo, entre-mundo: <strong>o corredor</strong>. Se a cozinha serve para algumas ações, se o escritório define o que podemos ali fazer, o corredor é o cômodo por excelência do não-fazer.</p>
<p>É ali que podemos descobrir que o melhor jeito de resolver uma briga é não resolver nada, mas olhar o mundo no qual a briga acontece como se déssemos <em>zoom out</em> na própria casa. Ao fazer isso descobrimos a liberdade de criar mundos, nos divertimos com as dinâmicas possíveis da relação e nos relacionamos com a liberdade do outro, com aquilo nele que pode brincar de ser esposa e marido e de se perder nos conflitos entre tais personagens.</p>
<p>Com o mundo parado, podemos até voltar para a briga, mas agora estaremos com os dois pés no chão, não mais dentro de nossas cabeças.</p>
<h1>Durante uma dança</h1>
<blockquote><p>&#8220;As possibilidades do homem são tão vastas e misteriosas que os  guerreiros, em vez de pensar sobre elas, escolhem explorá-las, sem  esperança de jamais chegar a entendê-las.&#8221; –Don Juan, em Portas para o Infinito, de Carlos Castaneda.</p></blockquote>
<p>Olhar um vídeo de um casal dançando (ou de si mesmo com alguém) não diz muita coisa sobre o que é dançar junto. Há toda uma dinâmica interna ao corpo, uma misteriosa relação com o outro e com a música. Talvez a dança de salão seja um dos raros modos de relação que se aproximem do sexo na possibilidade de movimentar a energia, a respiração, a emoção do outro. É por isso que às vezes conseguimos parar o mundo no fim do facão, no samba de gafieira, entre qualquer passo de tango ou mesmo em alguma travada do forró.</p>
<p>Se bem conduzida, se o casal congela precisamente junto com uma pausa da música (no meio ou no fim), o contraste com a agitação anterior abre os sentidos e cria a sensação de completa <strong>expansão temporal e espacial</strong>. Quando voltamos a conversar com os amigos ao redor, parece que acabamos de sair de outro universo. De fato, não estávamos dançando. Deve existir outro verbo pra isso.</p>
<h1>Durante a meditação</h1>
<p>A cada momento, não importa em qual experiência, nosso impulso mais básico é o de se mover para buscar ou sustentar prazer e felicidade, ao mesmo tempo em que evitamos dor e sofrimento. Sentado na cadeira do escritório ou no zafu da sala de meditação, <strong>tendemos a nos ajeitar sempre que algo dói</strong>. É exatamente esse o padrão que conduz nossa ação nos relacionamentos e na vida em geral: nos esforçamos para sustentar confortos e resolver desconfortos, seja atrasos do namorado ou traições da namorada, assim como mexemos a perna na meditação.</p>
<p>Num âmbito ainda mais sutil, como uma vez ouvi do Lama Padma Samten, o próprio ato de respirar manifesta nossa insatisfação constante. Puxamos o ar, mas isso não dura, não é suficiente, logo se torna insustentável. A satisfação inicial vira urgência de soltar o ar. Relaxamos brevemente até sermos obrigados a puxar o ar novamente.</p>
<p>Portanto, um dos jeitos de parar o mundo enquanto estamos sentados em silêncio é inspirar e naturalmente contemplar a urgência de expirar; soltar o ar e observar calmamente o impulso de tragá-lo de volta. Enquanto observamos toda essa dinâmica que não precisa de esforço para seguir, o espaço entre cada movimento aumenta e de repente surge um vasto oceano de imobilidade e estabilidade. Essa percepção fica ainda mais nítida quando nos demoramos um pouco mais para voltar à respiração e percebemos que estamos há um bom tempo sem piscar.</p>
<p><strong>O mundo parou.</strong> E isso chega a ser engraçado quando nos damos conta de que ele continua parado mesmo enquanto tudo se move.</p>
<h1>Promoção: My Little Secret + Não2Não1</h1>
<p><a href="http://www.mylittlesecret.com.br/?utm_source=banner%2Binstitucional&amp;utm_medium=nao2nao1&amp;utm_campaign=banner%2Binstitucional" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-1294" title="mylittle" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/12/mylittlesecret-loja.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Sempre tive uma certa aversão a sites de lojas de sexo. A grande maioria é vulgar, brega, tosca demais. Tanto que já neguei diversas propostas comerciais para o Não2Não1. Não queria banners assim aqui e não queria que tais empresas apoiassem meus textos (meu jeito de trabalhar com publieditoriais é escrever como escrevo qualquer outro texto, sem nenhuma ideia comprada).</p>
<p>Essa imagem mudou quando conheci o trabalho do pessoal do <a href="http://www.mylittlesecret.com.br/?utm_source=banner%2Binstitucional&amp;utm_medium=nao2nao1&amp;utm_campaign=banner%2Binstitucional" target="_blank">My Little Secret</a> com uma visão bem ampla de sensualidade e prazer feminino. A identidade visual, criada pela <a href="http://www.listocomunicacao.com.br/" target="_blank">Listo Comunicação</a>, ficou muito diferente do que vemos em outros sites. O banner deles já está rodando na sidebar do Não2Não1 desde sexta e agora anuncio <strong>uma promoção que eu sugeri e eles toparam</strong>.</p>
<p>Em vez de nós definirmos os prêmios, você entra no <a href="http://www.mlsecret.com.br/?utm_source=banner%2Bcategorias&amp;utm_medium=nao2nao1&amp;utm_campaign=banner%2Bcategorias" target="_blank">My Little Secret</a>, escolhe o que deseja ganhar (ou dar de presente) e coloca os links aqui nos comentários. Simples assim. Um produto para cada categoria:</p>
<ul>
<li>Fantasia de sua escolha (<a href="http://www.mlsecret.com.br/secao/56849/Fantasias" target="_blank">selecione aqui</a>).</li>
<li>Lingerie de sua escolha: <a href="http://www.mlsecret.com.br/secao/44436/Forum%20Lingerie" target="_blank">Forum Lingerie</a>, <a href="http://www.mlsecret.com.br/secao/44437/Rosa%20Ch%C3%83%C2%A1" target="_blank">Rosa Chá</a> ou <a href="http://www.mlsecret.com.br/secao/830176/Miz%20Couture" target="_blank">Miz Couture</a>.</li>
<li>Óleo de massagem de sua escolha (<a href="http://www.mlsecret.com.br/secao/48006/Cosmeticos" target="_blank">selecione aqui</a>).</li>
</ul>
<p><strong>Atualização:</strong> a mulherada pediu e o pessoal da My Little Secret liberou. Se preferir, pode trocar os 3 presentes pelo <strong>vibrador</strong> de sua escolha. <a href="http://www.mlsecret.com.br/secao/44444/Massageadores" target="_blank">Tem vários modelos lá</a>. Para concorrer é só colocar o link nos comentários.</p>
<p>Para concorrer, basta comentar algo sobre o texto e deixar os links dos 3 produtos escolhidos.<strong> </strong>Na segunda, dia 20/12, sortearei dois comentários via random.org. <strong>Um leitor e uma leitora ganharão o que escolherem. </strong></p>
<p>Se gostou da My Little Secret, acompanhe no Twitter <a href="http://twitter.com/1mylittlesecret" target="_blank">@1mylittlesecret</a> e no <a href="http://www.facebook.com/home.php?#!/pages/My-Little-Secret/158779520820050" target="_blank">Facebook</a>. Você pode também conhecer o blog <a href="http://blog.mylittlesecret.com.br/" target="_blank"><em>My Spicy Diary</em></a> (eles estão aos poucos oferecendo conteúdo também) e assinar a <a href="http://www.mylittlesecret.com.br/?utm_source=banner%2Binstitucional&amp;utm_medium=nao2nao1&amp;utm_campaign=banner%2Binstitucional" target="_blank">newsletter</a> deles.</p>
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		<title>Vídeos da entrevista para o Casal Sem Vergonha</title>
		<link>http://nao2nao1.com.br/videos-da-entrevista-para-o-casal-sem-vergonha/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Oct 2010 00:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes e vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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		<category><![CDATA[presença]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>É sempre bom ter algum trabalho que dá vergonha, especialmente para pessoas orgulhosas. No meu caso, o embaraço vem de falar sobre relacionamentos. Quando algum leitor escreve agradecendo é ótimo, claro. O problema é aquele diálogo chato num jantar com o sogro, com seu avô, com a americana de 60 anos que faz Taketina ou mesmo com aquele amigo mais &#8230;</p>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1250" title="casalsemvergonha" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/10/casalsemvergonha.jpg" alt="" width="589" height="250" /></p>
<p>É sempre bom ter algum trabalho que dá vergonha, especialmente para pessoas orgulhosas. No meu caso, o embaraço vem de falar sobre relacionamentos. Quando algum leitor escreve agradecendo é ótimo, claro. O problema é aquele diálogo chato num jantar com o sogro, com seu avô, com a americana de 60 anos que faz Taketina ou mesmo com aquele amigo mais sincero:</p>
<blockquote><p>&#8220;Escreve sobre relacionamentos? Sério? E ganha dinheiro com isso? Você? Mas você tira conselho de algum livro, é isso?&#8221;</p></blockquote>
<p>Quando descobrem que escrevo sobre sexo ou, pior, chegam a começar a leitura de algum texto específico, pronto, a vergonha é ainda maior. Como explicar para uma mulher de respeito que você faz aquilo com a filhinha dela&#8230; Vira aquela coisa que ninguém mais comenta depois de algum tempo. Por respeito, bons modos, etiqueta.</p>
<p>O fato é que eu também me vejo de fora e tenho<strong> vergonha alheia de mim mesmo</strong>, especialmente quando tem um vídeo para facilitar.</p>
<p>Recebi o convite da Jaque e do Eme, que estão com o projeto <a href="http://casalsemvergonha.wordpress.com/" target="_blank">Casal Sem Vergonha</a>, fui com minha namorada para o parque na frente da MTV, sentei num banco, passei o microfone por baixo da camiseta e comecei a falar. Em uma hora e meia de papo, confirmei: perdi a noção, o bom senso, a vergonha. Espero retomá-la em breve, claro. E meu tratamento inclui mostrar esse vídeo para vocês, ainda que muita coisa tenha sido cortada na edição – para o bem mais do que para o mal.</p>
<h1>Parte 1: sobre relacionamentos</h1>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gW44mntxBm4?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/gW44mntxBm4?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=gW44mntxBm4" target="_blank"><em> Link YouTube </em></a></p>
<p>Principais temas:</p>
<ul>
<li>Amor como presença e ação, não como sentimento.</li>
<li>Crítica às noções de sinceridade e confiança.</li>
<li>Traição e sofrimento.</li>
<li>Impermanência e relações duradouras.</li>
<li>Sobre a resposta padrão para qualquer problema de relacionamento.</li>
</ul>
<h1>Parte 2: sobre sexo</h1>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/u95jdiuaF10?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/u95jdiuaF10?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=u95jdiuaF10" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p>
<p>Principais temas:</p>
<ul>
<li>Blog pra comer mulher.</li>
<li>Prazer impessoal (como um rio).</li>
<li>Níveis de orgasmo.</li>
<li>Crítica à noção de posição sexual.</li>
<li>Masculino e feminino.</li>
<li>Etiqueta para o sexo anal.</li>
</ul>
<p>O Casal Sem Vergonha tem outros vídeos no <a href="http://www.youtube.com/user/casalsemvergonha" target="_blank">YouTube</a>. E o Twitter deles é <a href="http://twitter.com/ksalsemvergonha" target="_blank">@ksalsemvergonha</a>. Agradeço pelo convite!</p>
<p><strong>P.S.:</strong> Como os textos do Não2Não1 demandam muito tempo, tenho escrito coisas mais curtas em outros sites. Coisas que me dão menos vergonha&#8230; ;-)<br />
• <a href="http://papodehomem.com.br/o-que-o-samba-de-gafieira-nos-ensina-sobre-o-tal-do-homem-perfeito/" target="_blank">O que o samba de gafieira nos ensina sobre o tal do “homem perfeito”</a><br />
• <a href="http://papodehomem.com.br/por-que-as-mulheres-estao-cada-vez-mais-se-exibindo/" target="_blank">Por que as mulheres estão cada vez mais se exibindo?</a><br />
• <a href="http://papodehomem.com.br/brilho-nos-olhos-malicia-espiritual-e-furia-mansa/" target="_blank">Brilho nos olhos, malícia espiritual e fúria mansa</a><br />
• <a href="http://malvadas.org/2010/10/posicoes-ou-posturas-sexuais/" target="_blank">Posições ou posturas sexuais? </a><br />
• <a href="http://papodehomem.com.br/o-boquete-que-ninguem-ve/" target="_blank">O boquete que ninguêm vê</a><br />
• <a href="http://papodehomem.com.br/pagar-a-conta-manual-de-conduta-com-amigos-e-mulheres/" target="_blank">Pagar a conta: manual de conduta com amigos e mulheres</a><br />
• <a href="http://papodehomem.com.br/as-8-preocupacoes-mundanas/" target="_blank">As 8 preocupações mundanas</a><br />
• <a href="http://papodehomem.com.br/um-experimento-de-percepcao-para-explodir-sua-cabeca/" target="_blank">Um experimento de percepção para explodir sua cabeça</a><br />
• <a href="http://formspring.me/gustavogitti" target="_blank">Respostas no Formspring</a>.</p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A verdadeira impotência sexual masculina</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 22:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O que precisa ficar em pé bem antes do sexo?</p>
<p>Já conversamos sobre contas afrodisíacas, &#8220;dicas infalíveis&#8221; de sedução e posições sexuais internas. Agora o tema é impotência, considerando homens que não sofrem de nenhuma disfunção fisiológica e nenhum distúrbio psiquiátrico, ou seja, eu e outros marmanjos que se encontram facilmente por aí.</p>
<p>Também não me interessam fatores apontados como &#8230;</p>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img title="impotencia" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/impotencia.jpg" alt="impotencia" width="300" height="250" align="left" />O que precisa ficar em pé bem antes do sexo?</em></p>
<p>Já conversamos sobre <a href="http://nao2nao1.com.br/tensao-conta-afrodisiaca-meditacao-e-outros-caminhos-para-o-sexo/" target="_blank">contas afrodisíacas</a>, <a href="http://nao2nao1.com.br/dicas-infaliveis-de-seducao-e-mais-4-respostas-aos-leitores/" target="_blank">&#8220;dicas infalíveis&#8221; de sedução</a> e <a href="http://nao2nao1.com.br/uma-mulher-e-suas-areas-intocadas/" target="_blank">posições sexuais internas</a>. Agora o tema é impotência, considerando <strong>homens que não sofrem de nenhuma disfunção fisiológica</strong> e nenhum distúrbio psiquiátrico, ou seja, eu e outros marmanjos que se encontram facilmente por aí.</p>
<p>Também não me interessam fatores apontados como causas de impotência, como o tal do estresse, pois eles se incluem como efeitos (não causas!) da impotência que vou descrever aqui. Muito menos aquela listinha de coisas brochantes dentro do manual para mulheres. Meu foco é aquilo que depende apenas da <strong>autonomia masculina</strong>, sem remédios, sem mudanças externas.</p>
<h1>Que impotência é essa?</h1>
<p>Imagine um homem em perfeitas condições que sofre de ejaculação precoce, gozando nos primeiros minutos de penetração ou boquete bem feito (não aquele que a mulher faz tomando cuidado para não pirar demais), e desenvolve o padrão de sempre partir para o sexo oral enquanto se prepara para uma &#8220;segunda&#8221;, na qual aí sim vai conseguir segurar por mais tempo – com menos potência.</p>
<p>Visualize outro que frequentemente não tem libido alguma. E outro que tem tesão, mas muitas vezes não consegue uma boa ereção. E outro que até consegue, mas não é capaz de sustentá-la de modo adequado ao ritmo espontânea da transa, gerando <strong>interrupções desconfortáveis</strong>.</p>
<p>Inclua mais um homem nessa imagem. Seu problema não é brochar, não é ejaculação precoce, não é ausência de libido ou potência. Ele faz tudo certo, mas talvez sofra desse <strong>outro tipo de impotência</strong>. De fato, a impotência sexual é  raríssima se comparada com a impotência masculina  dentro de uma relação e na vida, muito mais abundante.</p>
<h1>O que já não estava em pé antes?</h1>
<p>Cada vez mais <strong>as mulheres usam o sexo para se sentir amadas</strong>, já que às vezes é o único momento em que o homem para e olha com desejo, admira, toca sua mulher com vontade. O raro momento em que o homem fica minimamente presente e disponível, em que rola uma massagem (não é à toa que fizeram um <a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3" target="_blank">K-Y que serve para massagear e penetrar</a>), palavras sacanas, respiração profunda, conversas mais relaxadas.</p>
<p>Por outro lado, não é nada incomum o marido desenvolver aversão pela mulher em seus momentos de chatice e confusão, preferindo <strong>gozar sem preocupação</strong> diante da tela do computador a superar uma série de conflitos para chegar ao sexo. Em vez de abrir o quarto e enfrentar o monstro até que ele entregue aquela mulher sorridente e sensual de volta, ele fica horas enrolando na Internet, liga para uma garota de programa ou sai para beber e descarregar a tensão.</p>
<p>Quase ninguém fala dessa incapacidade de estar presente sem a necessidade do sexo ou dessa impotência diante dos caminhos tortuosos que culminam em uma relação profunda e intensa. Sem referências, o homem prefere a facilidade do <strong>orgasmo <em>fast food</em></strong> ao cultivo mais demorado, agrícola, orgânico da coisa.</p>
<p>Sem essa potência, o homem nunca levanta, sobe, estabiliza, endurece antes do sexo.</p>
<h1>As brochadas sutis de um homem</h1>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-974" title="indiana-jones" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/indiana-jones.jpg" alt="indiana-jones" width="588" height="244" /><br />
<em>Lembra dessa cena?</em></p>
<p>Você consegue <strong>ver a </strong><strong>vida de pernas abertas </strong>quando sua mulher lista 71 reclamações e pede a separação? Segue andando a la Indiana Jones sobre pontes que ninguém mais vê? Tem a manha de avançar sobre sua parceira com dois pés e duas mãos sem nada atrás hesitando (&#8220;Será que eu não consigo uma melhor? Será que vai dar certo?&#8221;)? Todo dia, junto com o primeiro gole de água, toma a pílula vermelha ou a pílula azul para não brochar em todas essas situações?</p>
<p>Em um sentido amplo, a impotência masculina surge de uma falta de habilidade em lidar com o feminino, com o caos, com tudo o que se move livremente. O homem brocha quando a energia que lhe impacta externamente supera sua autonomia, como uma avalanche ou um atropelamento. Ou melhor, quando ele tem a <strong>experiência de ser atropelado</strong>, a sensação de afundar, assim como seu tesão é experimentado como uma liberdade de atravessar paredes.</p>
<p>Tal impacto pode ser dolorido ou prazeroso. Podemos ser arrastados pelas falas emocionais de uma mulher, por uma confusão na empresa, excesso de bebida ou pela ansiedade em ejacular no meio de um boquete. Não importa, somos arrastados, atropelados, engolfados. Os movimentos externos e impulsos internos decidem qual será nossa experiência, qual será nossa reação. Perdemos autonomia. Caímos. Ficamos impotentes.</p>
<h1>Cura e tratamento da impotência masculina</h1>
<p>A primeira coisa para conseguir levantar o pau antes do sexo é observar como nosso sofrimento é sinônimo de passividade e como nos alegramos quando agimos, afinal nossa potência vem da capacidade de <strong>foder, penetrar, avançar sobre as coisas. </strong></p>
<p>Precisamos observar o que acontece quando sentimos tesão de existir, propósito, senso de humor, peito cheio, visão nítida. Qual a textura dessa eletricidade que nos move? De onde ela vem? Como pode ser sustentada mesmo quando as configurações externas se alternam?</p>
<p>Quando um homem chega nesse ponto, é provável que encontre um professor de meditação e que comece a aprender a <strong>estabilizar essa eletricidade de modo autônomo</strong>, algo que naturalmente melhora suas relações, sua ação na vida e, claro, na cama. Eis o caminho mais direto para utilizar essa impotência como trampolim para transformações muito maiores do que apenas superar a impotência.</p>
<p>Para quem deseja soluções paliativas, há alguns meios hábeis, que se resumem a tentar emular uma ação potente e ativar diretamente a energia em alguns momentos. O resultado é instável, claro. Ninguém disse que seria fácil. ;-)</p>
<p><img title="dahmer" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/dahmer.jpg" alt="dahmer" width="588" height="187" /><br />
<em>André Dahmer | <a href="http://malvados.com.br/" target="_blank">Malvados</a></em></p>
<h1>Sexo e vida com potência: 11 possibilidades para os homens</h1>
<p>Falar do que dá errado e não contemplar os movimentos positivos é um péssimo habito. Vamos, portanto, listar as qualidades de um homem presente. Ou melhor, em vez de imaginarmos um homem ideal, podemos lembrar que essas são  <strong>qualidades que já se manifestam esporadicamente em todos os homens, </strong>possibilidades  disponíveis a qualquer um.</p>
<p>Há, claro, muito o que uma mulher  pode fazer para não dinamitar a potência masculina e para sustentar sua  própria energia. Mas isso é assunto para outros textos.</p>
<p>Para os homens que desejam avançar, o melhor é <strong>não esperar que a  mulher ou a vida facilite</strong>. Na verdade, sua relação consigo mesmo é  inseparável de sua relação com as mulheres e com os movimentos da vida.  Aquele que mima a si mesmo, por exemplo, vai mimar sua mulher e vai  esperar mimos da vida.</p>
<p><strong>1. </strong>Ele não tenta agradar – a parceira, a sociedade ou a si mesmo. Não cede ou abaixa a cabeça para restrições e obstáculos. Ele se move para além dos mimos, tanto na cama quando na relação em geral.</p>
<blockquote><p>&#8220;True sexual and spiritual surrender is not about adapting yourself to what will appease your partner. Nor is it about surrendering to your own momentary emotional needs. True surrender is about relaxing through these secondary needs, both yours and your partner&#8217;s, and magnifying your primary desire to give and receive unbounded love.&#8221; <a href="http://www.bluetruth.org/index.php/David_Deida" target="_blank">–David Deida</a></p></blockquote>
<p><strong>2. Ele não tenta &#8220;convencer&#8221; a mulher</strong> a fazer algo diferente no sexo, seja um ménage ou apenas sexo anal. Ele apenas abre espaço e flui pela liberdade, sem pensar em termos de eu e outro. Sua condução não controla, apenas sugere, propõe, provoca. E o convite não define, não tem conteúdo. Ele apenas aumenta a energia, infla, preenche, brinca, alimenta e então vê o que acontece.</p>
<p><strong>3. </strong>Ele se delicia com o corpo feminino, desde uma observação dos gestos à distância até se aproximar de cada poro, respirando a mulher pra dentro, enchendo o corpo de ar, comendo, engolindo, sentido a energia da parceira por dentro.</p>
<p><strong>4. </strong>Ele repousa no feminino sem medo de se identificar com ele. Recebe uma massagem, se solta, relaxa o abdômen, se entrega e, principalmente, solta o ar completamente, como se caísse desistindo de se manter vivo. <strong>Essa pequena morte é vivenciada como um repouso</strong> que estabiliza sua energia e abre espaço para que o prazer sexual e o tesão de viver aumente sem criar perturbação, contração, tensão, sem precisar ser descarregado constantemente. Então ele parte pra cima dela com essa mesma energia.</p>
<p><strong>5. </strong>Ele avança sobre o feminino sem pedir licença assim como mantém um direcionamento na vida para além de seus relacionamentos. Porque nem sempre pede autorização ou concordância, ele consegue tocar sua parceira em áreas em que ela dificilmente atingiria sozinha.</p>
<p><strong>6.</strong> Ele não respeita seus próprios obstáculos. E é exatamente essa atitude, quando direcionada para fora, que penetra a rigidez feminina. Se ela sente dor na penetração, ele não fica anos respeitando e arranjando jeitos de evitar a penetração. Ele aceita, acolhe, se diverte ao mesmo tempo em que a ajuda a superar, investiga, <strong>perfura o hábito acomodado de ambos</strong>, desafia, convida a transformação mesmo que haja dor e desconforto no meio do caminho.</p>
<p><strong>7. </strong>Ele sente prazer em conduzir e mover sua mulher. Observou que essa postura abre espaço para que ela seja e aja como mulher de um modo que nem sempre consegue em sua vida cotidiana.</p>
<p><strong>8. Ele libera o feminino.</strong> Não oferece nenhuma restrição para as expressões faciais, emoções, ideias, relações, roupas, palavras, ações, faculdades, trabalhos que as mulheres ao seu redor tanto exploram.</p>
<p><strong>9. </strong>Ele não se desespera quando os movimentos externos não lhe favorecem. Ou seja, quando é pressionado, contrariado, rebaixado, ignorado, criticado, traído ou abandonado.</p>
<p><strong>10.</strong> Ele sabe que <strong>sua vida não é definida pelas situações</strong> mas por sua ação sobre o que lhe acontece. Como <a href="http://papodehomem.com.br/o-que-tanto-buscamos-em-noitadas-bebidas-mulheres-trabalhos-e-viagens/" target="_blank">essa experiência acontece por um corpo e por uma mente</a>, sua única prática é sustentar um corpo vivo e uma mente lúcida, em qualquer situação, em todas as relações. Ao abrir os olhos para como sua experiência de mundo é construída, ele deixa de ser vítima e se descobre autor, o que faz sua energia circular pois começa a agir sobre aquilo que antes agia sobre ele. Foder o que lhe fodia,<strong> brincar com o que temia</strong>.</p>
<p><strong>11. </strong>Ao mesmo tempo, ele se esforça menos em controlar as coisas, pois agora seu foco está na postura de mente e corpo, na qualidade da experiência, na estabilidade de sua energia, não importa o que surja pela frente.</p>
<h1>Oferecimento: K-Y</h1>
<p><a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-975" title="ky" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/ky1.jpg" alt="ky" width="588" height="250" /></a></p>
<p>É isso. Recebi quase 100 mensagens pelo widget que ficou por um mês aqui no <em>Não2Não1</em>. Espero ter tocado em algumas dessas histórias e questões sobre o &#8220;Antes&#8221;.</p>
<p>Deixo o convite a todos para conhecer a <a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3" target="_blank">linha de produtos da K-Y</a>, marca que <strong>apoiou o <em>Não2Não1</em></strong> e o conteúdo que venho produzindo aqui há 4 anos. Confesso que sou fã do <strong><a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3" target="_blank">K-Y 2 em 1 &#8220;Sensual massage&#8221;</a></strong> (não uso o gel) e que não teria topado essa ação se não houvesse essa identificação com o produto.</p>
<p>Aguardo seus comentários, como sempre.</p>
<p>Abraços!</p>
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		<title>Uma mulher e suas áreas intocadas</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 20:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Ela é uma mulher e suas áreas intocadas. Você se esquece disso e cumprimenta apenas a mulher. Ela é uma mulher e suas áreas intocadas. Você conversa apenas com a mulher e a convida para jantar. Ela é uma mulher e suas áreas intocadas, mas você leva apenas a mulher para a cama.</p>
<p>Depois de falar do &#8220;antes do antes&#8221; &#8230;</p>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ela é uma mulher e suas áreas intocadas. <strong>Você se esquece disso e cumprimenta apenas a mulher.</strong> Ela é uma mulher e suas áreas intocadas. Você conversa apenas com a mulher e a convida para jantar. Ela é uma mulher e suas áreas intocadas, mas você leva apenas a mulher para a cama.</em></p>
<p>Depois de falar do <a href="http://nao2nao1.com.br/tensao-conta-afrodisiaca-meditacao-e-outros-caminhos-para-o-sexo/" target="_blank">&#8220;antes do antes&#8221;</a> e da <a href="http://nao2nao1.com.br/dicas-infaliveis-de-seducao-e-mais-4-respostas-aos-leitores/" target="_blank">sedução impessoal sem estratégias</a>, vamos agora explorar <strong>como nossa imaginação pode moldar nossos corpos</strong> e como nosso prazer é limitado ao nosso mundo de significações. Ainda que o discurso sobre as cavernas do feminino seja mais direcionado aos homens, penso que o mesmo vale para as mulheres em relação aos subterrâneos masculinos.</p>
<p>Dê play antes de seguir lendo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/__sNWPCeSPQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/__sNWPCeSPQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tbSnCh8Ny1k" target="_blank">&#8220;Secret Garden&#8221;</a> (Bruce Springsteen)</em></p>
<blockquote><p>&#8220;She&#8217;ll let you in her house<br />
If you come knockin&#8217; late at night<br />
She&#8217;ll let you in her mouth<br />
If the words you say are right<br />
If you pay the price<br />
She&#8217;ll let you deep inside<br />
But there&#8217;s a secret garden she hides&#8221;</p></blockquote>
<h1>A inevitabilidade do problema</h1>
<p>Após o casamento, você percebe que <strong>algo nela nunca sequer namorou com você</strong>&#8230; Ou outro homem percebe antes e começa a olhar e se relacionar justamente com essas áreas intocadas, de onde nasce uma outra mulher: aquela que vai pedir divórcio.</p>
<p>Tal movimento é inevitável. Não há como controlar o outro e se assegurar de que você o está contemplando inteiramente. Sempre sobra algo. No entanto, seria melhor se não fôssemos tão vítimas, se pudéssemos chegar até pelo menos algumas áreas intocadas, não por medo de que outro chegue primeiro, mas para melhorar a qualidade da relação.</p>
<p>Na verdade, a profundidade de uma relação aumenta apenas pelo processo de não congelar e de sempre avançar mais um pouco para dentro um do outro, não exatamente pelo sucesso desse movimento ou pela &#8220;cobertura&#8221; atingida.</p>
<h1>O primeiro ponto cego dos relacionamentos</h1>
<p>Nossa cegueira é como uma prisão com horizontes tão amplos que sequer desconfiamos de seus limites. Não vemos algo justamente porque <strong>temos a experiência de ver tudo</strong>. Como diria Francisco Varela, nossa realidade sensorial nos parece 100% completa, sem nada faltando. Se outro ser (nosso amigo, um africano ou uma abelha) vê outra coisa, então é sinal claro de que ele está errado, alucinando.</p>
<p>O que vemos quando olhamos para nossa esposa ou para nosso namorado? Simples: o outro nos parece 100% como a identidade que foi construída pela relação. Um pai vê um filho no menino que estuda na sala com o amigo que vê o amigo que minutos antes era visto como aluno pela professora. Eis a primeira cegueira de uma relação: <strong>não olhamos para a mulher, mas para o que construímos na relação com ela.</strong> Se uma relação surge como um namoro, ela passa a ser nossa namorada, não apenas como uma imagem mental, mas como um corpo diante de nós vivendo em um mundo específico que vai sendo pintado pelo casal.</p>
<p>A cegueira é também uma proteção, afinal lembrar que nossa namorada é uma mulher implica em admitir a possibilidade de que ela seja desejada e sinta desejo por outros, de que ela se transforme em namorada de outro. Ou em admitir que ela não lembra muito de nós enquanto está agindo como filha. Lembrar que nossa relação com ela não abraça 100% do seu ser (e nem deveria).</p>
<h1>O segundo ponto cego dos relacionamentos</h1>
<blockquote><p>&#8220;Murilo achava que me conhecia bem demais, ficou confiante: nunca olhou dentro da carapaça. Viu a carapaça e achou que aquilo é que era, que já estava tão fundo dentro de mim quanto alguém poderia estar. Mas o fundo é sempre mais embaixo, nem eu sei onde, e lá o Murilo nunca se aventurou. Casou com a rocha, se satisfez com a rocha e uma rocha era o que esperava que eu fosse.&#8221; –Alex Castro, em <a href="http://alexcastro.com.br/blog/category/livros/mulher/" target="_blank"><em>Mulher de um homem só</em></a></p></blockquote>
<p>Além de confundirmos nossa mulher com a identidade que foi construída em sua relação conosco, há um outro ponto cego no interior mesmo dessa relação. No primeiro caso, não vemos as outras mulheres por trás de nossa namorada; no segundo, não vemos nem mesmo nossa mulher por completo. Ela chora debaixo do chuveiro, volta para a cama e não desconfiamos de nada. Ela coloca uma calcinha especial e estamos cansados demais para notar e tirá-la com gosto. Ela é sutilmente inferiorizada por sua família e você interpreta tudo como brincadeira&#8230;</p>
<p>Não é por acaso que talvez <strong>a maior reclamação feminina</strong> seja relacionada à solidão e à ausência do olhar desejante masculino. Ouçam o pedido da Vanessa da Mata representando todas as mulheres: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=RaOVR5RkJkM" target="_blank">&#8220;Não me deixe só&#8221;</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fICEI4B3Q8A&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/fICEI4B3Q8A&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Ora, é por isso que algumas relações são tão transformadoras. Quando uma mulher realmente se sente viva, olhada, cuidada, preenchida dentro de uma relação, todas as outras identidades conseguem sentir esse calor. Se reduzimos os dois pontos cegos, atingimos uma base anterior à própria identidade de namorada que surge à nossa frente. Não só a namorada, mas a mulher inteira fica feliz.</p>
<p>Ao mesmo tempo, nós descobrimos como agir com esse ser mais amplo que a identidade do marido, mesmo quando estamos dentro de uma relação. Se fizermos isso com certa frequência, será mais fácil lidar com o fim dessa relação, com a morte do marido. Enquanto o marido estava em cena, outra coisa estava agindo. <strong>E essa outra coisa segue.</strong></p>
<p>Os dois pontos cegos são inseparáveis. Sua superação, claro, não se dá de modo definitivo: ao tentarmos nos aproximar da totalidade do outro, percebemos que ela é inatingível, sempre expansível, como um horizonte. Não há fundo, não há essência. Nada além de um vasto espaço livre do qual o outro nasce diariamente.</p>
<h1>Fantasias sexuais femininas</h1>
<blockquote><p>&#8220;Eu tenho 22 anos e sou muito tímida, mas <strong>minha imaginação não tem nada de tímida</strong>.&#8221;</p></blockquote>
<p>A fala acima é de Heather, uma das entrevistadas por Nancy Friday no clássico <em>My Secret Garden</em>. Ao ver em detalhe uma série quase infinita de fantasias sexuais femininas, desconfio que talvez o melhor caminho não seja ir diretamente às fantasias, mas ao que as torna possíveis, ou seja, à estranha dinâmica do prazer.</p>
<p><strong><a href="http://www.jamesjean.com/work/2008/Maze/1" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-947" title="maze-james-jean" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/maze-james-jean.jpg" alt="maze-james-jean" width="300" height="427" align="left" /></a>Pensamos que o prazer vem do sexo, não é mesmo? Mas não vem.</strong> Você pode perceber isso quando brocha e nenhum estímulo funciona ou quando a relação está ruim e nenhuma massagem com K-Y nos anima. Ora, nunca fomos animados pelo toque, mas por algo que se evidencia pelo toque, como se o toque fosse a expressão de algo e não valesse nada sozinho.</p>
<p>Fantasiar (encenando ou apenas imaginando) com estupro, animais, orgias, cenas específicas&#8230; O excitante não é exatamente o conteúdo das fantasias, mas a posição interna que nosso corpo assume. Aliás, pode anotar: <strong>se quiser aprender novas posições sexuais, prefira as internas.</strong></p>
<p>Em algumas fantasias, as mulheres são dominadas. Em outras, são conduzidas como meninas aprendizes. Ou fazem algo proibido, errado, sujo, degradante. São agressivas, comandam, batem. Invadidas de surpresa. Ou percorridas com curiosidade, como se fossem um labirinto. Isso para ficar nas fantasias mais simples.</p>
<p>Você pensa que ela está submissa enquanto chupa, mas para ela a sensação talvez seja de poder e dominação. Você pensa que a melhor noite para ela foi aquela em que você ficou como um animal por horas, mas ela se masturba até hoje lembrando de quando você a comeu por trás na escada do shopping, com o cinto da calça batendo sem querer na bunda dela, rápido, sem preliminares, gozando sem avisar.</p>
<p>Ela morre de ciúmes das outras, certo? Mas talvez uma das coisas que mais a excitem seja a imagem de você comendo outra mulher. <strong>Ainda que isso nunca seja realizado, é a fantasia que a faz gozar.</strong> Pois é, muitas mulheres gozam apenas em imaginar a possibilidade de algo, enquanto a maioria dos homens precisa da concretização. ;-)</p>
<p>O sexo, a fantasia (vivida ou imaginada) e o toque apenas nos excitam porque eles nos permitem vivenciar e expressar uma postura que dificilmente assumimos com intensidade na vida cotidiana ou mesmo nos outros momentos de uma relação. Para os homens, em geral, essa postura é a de mandar, conduzir, olhar, penetrar, atravessar, cortar, avançar, invadir. E para as mulheres tende a ser a de se entregar, se render, se deixar levar, se soltar, se movimentar, receber, dar, abrir – ser olhada, desejada, carregada, tomada, abusada, preenchida.</p>
<p>Mais do que com homens, o feminino se excita com presença, olhar, segurança, imobilidade. Mais do que mulheres, o masculino adora formas, curvas, movimentos. Ele quer mais olhar do que ser olhado. Ela quer (ser) pegada, não tanto pegar.</p>
<p>Para que essa dinâmica seja explorada, não basta transarmos sempre no mesmo contexto de casal. Ou melhor, é interessante que esse contexto não seja restrito, caso contrário vamos reprimir nossas fantasias e nossas possibilidades de prazer. Se a mulher não goza sempre com o namoradinho, por que você se contentaria em ser apenas o namorado durante o sexo?</p>
<h1>Em defesa dos contos de fadas</h1>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7f4TItnxVOw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/7f4TItnxVOw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=gBOm1-tR5F4&amp;feature=related" target="_blank">&#8220;You and me&#8221;</a> (Dave Matthews Band)</em></p>
<p>Quero fazer sua mala, algo pequeno. Pegar o que precisa e desaparecer com você, sem rastros. Lua e estrelas vão seguir o carro. Ao chegar no oceano, <strong>vamos pegar um barco para o fim do mundo</strong>. E quando nossos filhos crescerem o suficiente, vamos ensiná-los a voar.</p>
<p>Assim começa a música &#8220;You and Me&#8221; (Dave Matthews Band). E assim deveria começar uma relação. Não exatamente como humanos que andam em ruas de concreto e ficam 8 horas diárias olhando para pixels oscilantes numa tela, mas como <a href="http://nao2nao1.com.br/o-amor-e-filme/" target="_blank">personagens dos filmes que escolhermos para nós.</a></p>
<p>Sem imaginação, sem vivermos um pouco como <strong>extraterrestres</strong>, tirando a solidez de fatos e certezas, terminamos presos a um mundo opaco, cinza, sem brilho. De vez em quando, vemos uma figura de Escher, filmes como <em>Wall-E</em>, <em>Up</em> ou <em>Where the wild things are</em>, ou um mestre budista maluco. De vez em quando, sorrimos: &#8220;É, talvez o mundo seja mesmo mágico&#8230;&#8221;. Mas não dura. Não passa da rotina do dia seguinte.</p>
<p>Assim como vimos em <em>Pleasantville</em> ou em <em>Dream for an Insomniac</em>, num mundo cinza não há paixão nem sexo. Tal opacidade restringe nossas conexões de corpo e mente (algo que Espinosa relacionava com felicidade), além de diminuir nosso espaço interno, onde sustentamos vivacidade e também o prazer sexual.</p>
<p>Quanto maior sua <strong>matriz de significações</strong>, mais mundos você poderá construir e dissolver no minuto seguinte. Se há um segredo para tocar sua mulher de todas as formas, é construir histórias nas quais outras mulheres possíveis encarnem e sejam levadas pela mão para o fim do mundo.</p>
<p>Se viver o amor como um conto de fada é clichê, é piegas, é romantismo excessivo, mais clichê é eliminar os contos de fadas. Quem realmente se livrou da crença no Papai Noel não vê problema em se vestir de um (convenhamos, há coisas que só um Papai Noel faz). Do mesmo modo, podemos abandonar nossa esperança em um único conto de fada – sim, ela ainda existe, pode admitir – e viver vários.</p>
<p><strong>Presenteie sua mulher com bons livros infantis</strong>, crie mundos nas quais as fantasias femininas possam aflorar, viva <a href="http://nao2nao1.com.br/macrorelacionamento-o-mito/" target="_blank">mitos</a> e histórias inventadas a la <em>Big Fish</em>, <a href="http://nao2nao1.com.br/para-entender-as-mulheres/" target="_blank">leia Manoel de Barros</a> e amplie sua matriz de significações até que um email não seja mais um email, uma cama não seja mais uma cama, uma calcinha não seja mais uma calcinha, <a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3" target="_blank">um K-Y não seja mais um K-Y&#8230;</a></p>
<p>Sua mulher pode ser menininha ou velha, um papo durante uma massagem pode ser uma incursão no escuro do futuro, uma caminhada à noite pela Av. Paulista pode virar 20 anos de relacionamento (<a href="http://nao2nao1.com.br/me-you-and-everyone-we-know/" target="_blank">né, Miranda July?</a>) e ensinar os filhos a voar não é algo tão improvável assim.</p>
<h1>Deixe sua pergunta para o próximo texto</h1>
<p>No último texto dessa série sobre o “Antes” no sexo, vou falar sobre <strong>a verdadeira impotência sexual masculina</strong>. Enviem questões ou perguntas pelo widget abaixo, lembrando que eu não sou o Jairo Bouer e não vou falar exatamente de sexo.</p>
<p><iframe src="http://ky.midiadigital.com.br/nao2nao1.php" name="mural" width="300" height="270" marginwidth="0" marginheight="0" Frameborder="0" align="center"></iframe></p>
<p>Além disso, estou curioso para saber <strong>seus comentários</strong> em relação às fantasias sexuais e aos outros pontos que abordei acima.</p>
<p><em>*Dedicado a todos os desconhecidos cujas parceiras já me escreveram reclamando e listando suas áreas intocadas.<br />
</em></p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Dicas infalíveis de sedução&#8221; e mais 4 respostas aos leitores</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 13:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Todos os seus atributos pessoais e seu leque de estratégias. Nada disso interessa para seduzir alguém.</p>
<p>Depois de falar sobre a relação entre pagar a conta e sexo oral e comentar o vídeo da Fernanda Lima com o marido, continuo com nossa série sobre o &#8220;Antes&#8221;. Lembro que vocês podem deixar perguntas sobre o próximo texto no espaço ao lado. &#8230;</p>
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<li><a href='http://nao2nao1.com.br/a-verdadeira-impotencia-sexual-masculina/' rel='bookmark' title='A verdadeira impotência sexual masculina'>A verdadeira impotência sexual masculina</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="kramer" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/kramer.jpg" alt="kramer" width="300" height="250" align="left" /><em>Todos os seus atributos pessoais e seu leque de estratégias. Nada disso interessa para seduzir alguém.</em></p>
<p>Depois de falar sobre <a href="http://nao2nao1.com.br/tensao-conta-afrodisiaca-meditacao-e-outros-caminhos-para-o-sexo/" target="_blank">a relação entre pagar a conta e sexo oral</a> e comentar o <strong><a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post2" target="_blank">vídeo da Fernanda Lima com o marido</a></strong>, continuo com nossa série sobre o <strong>&#8220;Antes&#8221;</strong>. Lembro que vocês podem deixar perguntas sobre o próximo texto no espaço ao lado. No fim deste post, <strong>comento algumas questões que já recebi</strong> sobre sedução e conto qual será o tema seguinte.</p>
<p>A ideia de escrever sobre sedução surgiu com esse comentário ao texto <a href="http://nao2nao1.com.br/como-trair-sua-mulher-com-ela-mesma/" target="_blank">&#8220;Como trair sua mulher&#8230; com ela mesma&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Gustavo, queria ver um texto seu sobre sedução e conquista com este método filosófico e inteligente que lhe é característico, visto que os textos sobre isto por aí são todos do tipo “Dicas infalíveis”. –Mario de Souza</p></blockquote>
<p>Dentre várias coisas, abaixo vou falar sobre <strong>a relação entre o orgasmo feminino e doce de mãe</strong>. E como não é tão fácil assim conquistar um homem.</p>
<p>Escolhi o grande Cosmo Kramer como representante da arte de <strong>sedução sem estratégias</strong>. Daí as várias fotos ao longo do post.</p>
<h1>Sedução em relacionamentos longos</h1>
<p>Antes de criticar nossa esperança por &#8220;dicas infalíveis&#8221;, quero explicitar minha abordagem aqui. Em geral, quando falamos em conquista ou sedução, pensamos no universo dos solteiros e dos recém-namorados. Ou, se o discurso se destina a casais mais antigos, toda a abordagem se resume a resgatar a paixão inicial, &#8220;apimentar a relação&#8221;, voltar ao mundo de possibilidades dos recém-namorados. Pois bem, isso não me interessa já que tal abordagem ignora a realidade presente do casal. E mais: mesmo entre os solteiros, ela é ingênua e pouco eficaz, como vou explicar adiante.</p>
<p>Nossa própria definição de &#8220;sedução&#8221; é restrita e enviesada, só contemplando o que acontece no começo, não no meio. <strong>Como se daria a sedução entre duas pessoas casadas há 20 anos ou 30 anos?</strong> E como essa perspectiva poderia aprofundar a dinâmica da sedução entre solteiros?</p>
<h1>Solteiros e casados (ou namorados)</h1>
<p><img title="kramer5" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/kramer5.jpg" alt="kramer5" width="250" height="365" align="left" />Solteiros e solteiras, olhem bem para os casados. Observem <strong>a naturalidade do homem ao tratá-la como sua</strong> e a a confiança dela em se mover pra todo lado sem precisar ser o centro das atenções do parceiro o tempo todo enquanto estão juntos. E então experimentem oferecer a mesma naturalidade e confiança logo no primeiro encontro com qualquer pessoa, afinal essa estranha seria sua mulher por uma noite, esse desconhecido será seu homem por algumas horas.</p>
<p><strong>Casados, olhem para os solteiros.</strong> Ignorem a paixão inicial, aquela coisa de não se desgrudar e se perder em deslumbramento. Notem, porém, a curiosidade de um pelo outro. E então experimentem não saber e se surpreender com o outro e consigo mesmo.</p>
<p>Reparem também na necessidade dos solteiros em conhecer, saber de tudo do parceiro e, por outro lado, no impulso de se descrever e contar todo o passado um para o outro. E se vocês invertessem esse movimento? E se começassem a <strong>se desconhecer</strong>? Eis um caminho quase impossível ao solteiro pois ele encontra prazer no sucessivo conhecer&#8230;</p>
<p>Desconhecer, não saber, não antecipar, não prever as ações do outro. Perguntar sobre o futuro, contar sonhos e vontades, abrir espaço para aquilo que o outro sempre quis ser. E quando essas mudanças ocorrerem (da primeira gravidez ao alzheimer), contemplar aquilo que segue intacto.</p>
<p>Se a sedução inicial está mais ligada ao impulso de agarrar e conquistar (o corpo, a mente, o mundo do outro), a sedução mais experiente é uma espécie de <strong>magnetismo</strong>, um mistério que faz com que ambos sigam juntos e não se afastem como amigos que passam anos distantes. Uma atração que existe desde o começo, confundida com sexo e paixão, e depois de algum tempo pode ser vivida mais diretamente como apenas uma motivação para ficar junto.</p>
<p>Ora, é essa motivação o Santo Graal de qualquer bom Don Juan. <strong>Não uma noite de sexo, mas total entrega.</strong> Não algo pontual, mas o desejo de ficar junto. O que mais queremos, desde a primeira noite, não é provocar tesão, paixão, prazer, admiração, nada disso. É criar magnetismo, a ponto do outro vir em nossa direção mesmo quando não fazemos esforço algum.</p>
<h1>Magnetismo entre o que exatamente?</h1>
<p><strong><img title="speedating" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/speedating.jpg" alt="speedating" width="300" height="200" align="left" />É aí que a coisa fica interessante.</strong> As pessoas não são atraídas por características pessoais e por coisas que fazemos para seduzir. Pelo contrário, quanto mais fizermos e quanto mais características tivermos, menor será a atração. Explico.</p>
<p>Nós pensamos que nosso maior diferencial, o que realmente temos a oferecer, são as características que nos diferenciam dos outros. Tudo aquilo que é pessoal, nossas preferências, gostos, jeitos. Acredite, se fôssemos apenas essas identidades, ninguém ficaria mais do que algumas semanas ao nosso lado. Somos chatos, previsíveis, bobos. <strong>Somos aquele nerd numa mesa de <em>speed dating</em> falando de sua vida por 10 minutos.</strong> Ninguém se interessa!</p>
<p>Nossa sorte é que, além dos aspectos mais pessoais, nós podemos ser o espaço para qualidades impessoais, podemos encarná-las, dar vida a elas quando não perdemos tempo focando em nossas coisinhas. Quando um homem dança salsa com uma mulher, nada ali é pessoal. Tudo pode ser reproduzido em outro casal porque a energia daquilo é algo sempre disponível, não é algo que eles estão inventando ali. E dançar salsa com uma mulher é uma das maiores sacanagens, jogo sujo, quando o assunto é sedução.</p>
<p>Do mesmo modo, <strong>as qualidades que atraem uma mulher são impessoais</strong>: generosidade, destemor, estabilidade, ousadia, inteligência, paciência, bom humor. E as que fazem pirar os homens também: liberdade, entrega, brilho, energia, inteligência, alegria&#8230; São qualidades impessoais disponíveis para homens e mulheres.</p>
<p>Quanto mais pessoais tentamos ser e quanto mais tentamos criar vida e construir momentos e emoções, menos deixamos que a vida aconteça e que as qualidades impessoais sejam incorporadas. Pois é entre tais qualidades maiores do que nós que se dá o magnetismo. Entre condução e entrega, bom humor e alegria, liberdade e brilho, destemor e inteligência. Não entre pessoas, não entre eu e você. Apenas duas pessoas e seus gostos similares não conseguem criar energia, magnetismo, tesão, vontade de <strong>arrancar as roupas</strong> um do outro no meio de um bar.</p>
<p>Parece um milagre, então, o fato de que as pessoas fiquem tanto tempo juntas, mas não tem nada de milagre. Ainda que possamos amar muitos, é inviável sempre começar do zero. Muitas qualidades encontram um solo muito mais fértil e contínuo num casal que avança junto do que em trinta que sempre começam.</p>
<p>Ao vivermos de modo mais impessoal, passamos a <strong>amar aquilo que o outro ainda não é</strong>. Amamos a liberdade do outro de ser e, a partir disso, nos alegramos com cada uma das identidades transitórias que nascem. Amamos o ser futuro, em antecipação. Ora, quem não quer ficar ao lado de alguém que o estimula a mudar e crescer? Eis um dos melhores jeitos de conquistar alguém: agir a favor e se alegrar com a felicidade do outro, principalmente quando ela não tem nada a ver conosco.</p>
<h1>Sem estratégias</h1>
<p><img title="kramer-pirar-na-vida" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/kramer-pirar-na-vida.jpg" alt="kramer-pirar-na-vida" width="250" height="334" align="left" />Diante desse magnetismo impessoal, todos os métodos de sedução (PuA e afins) perdem o sentido. E, sim, minha motivação aqui é ajudar as pessoas a parar de gastar dinheiro com workshops e cursos desse tipo.</p>
<p>O <strong>método supremo de sedução</strong> se resume a não ter estratégias. Esse é o golpe mais baixo que você pode usar com uma mulher. Vá a um encontro sem estratégias, sem esperar sexo, sem tentar beijar, sem tentar alegrá-la, sem se mostrar perfeito, sem tentar nada, sem esforço.</p>
<p>O homem que faz isso sabe que ele não tem poder de criar tesão, amor, paixão, felicidade&#8230; Ele sabe que o magnetismo ocorre naturalmente, como que vindo do céu ou da terra. <strong>Basta que ele não obstrua esse fluxo</strong> com suas tentativas de conseguir algo.</p>
<p>Então ele apenas fica lá e vive, lidando com cada coisa que surge. Se surge timidez, ótimo. A timidez não é problema algum pois ele não está tentando nada. Então ele pode até confessar sua timidez, rir dela com a mulher, fazer um brinde à timidez e então abrir espaço para que outras coisas surjam no lugar da timidez. Não há oposição, luta, desconforto ou ansiedade de mudar, ingredientes que fariam a timidez crescer e imperar.</p>
<p>Ele vai sem a pretensão de fazer a diferença na vida da mulher. É por isso que às vezes as pessoas dizem: <strong>&#8220;Não dê a mínima, não ligue, não mostre que está interessado, aí sim elas ficam loucas&#8221;</strong>. Não é bem a indiferença ou a sensação de que algo mais precisa ser feito para fisgá-lo (ainda que isso exista na superfície), mas é a leveza de ter alguém ao seu lado que não precisa de você e de quem você não precisa. Isso é muito mais excitante do que imaginamos. No fundo, <strong>odiamos quando alguém precisa de nós</strong> e não suportamos quando precisamos de alguém porque sentimos que estamos sendo um incômodo. Desejamos apenas estar, sem nada puxando (de dentro ou de fora). É assim que começa uma boa relação.</p>
<p>Desistir da responsabilidade pela felicidade dos outros. E não só da felicidade. O mesmo processo se aplica ao prazer sexual&#8230;</p>
<h1>&#8220;Como dar prazer a uma mulher?&#8221;</h1>
<p><img title="kramer3" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/kramer3.jpg" alt="kramer3" width="250" height="219" align="left" />Pergunta que recebi no widget lá de cima:</p>
<blockquote><p>&#8220;Como saber como acariciar uma mulher na cintura, seio, pescoço, orelha ou em outro lugar sem ser a vagina ou o clitóris, deixando-lhe louca?&#8221;</p></blockquote>
<p>Parece meio maluco isso, mas <strong>o grande segredo pra dar prazer a uma mulher é não se preocupar em dar prazer a ela.</strong> ;-)</p>
<p>Lembre-se de sua mãe lhe oferecendo aquele doce que ela passou a semana fazendo. Ela corta para você, lhe entrega o prato, senta do seu lado e fica olhando sem piscar enquanto você come. Um inferno, não? Agora lembre como era gostoso pegar esse mesmo doce de madrugada na geladeira. Prazer bom é aquele que surge, não o esperado, planejado, tentado. Não aquele que vem com esforço, necessidade, ansiedade e expectativa.</p>
<p>Cara, as mulheres já são loucas! Você não tem chance alguma se quiser deixá-las loucas. Você não tem esse poder, <strong>desista.</strong></p>
<p>Em relação ao toque, lembre-se de você, de braços esticados, cheio de tensão, quando tocava o peito dela meio que à distância em suas primeiras transas. Pegava na bunda como se fosse algo alienígena. Ou ela que tocava seu pau e não sabia o que fazer. Depois você começou a tocar o corpo inteiro, não apenas o peito, mas tudo, passando pelo peito, claro, não apenas a bunda, mas o corpo. Sem distância, sem medo, relaxado.</p>
<p>Se comparar, o toque é o mesmo, o que muda é nossa presença interna. Pois é isso: aprender massagem e saber <a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post2" target="_blank">como usar K-Y</a> com propriedade bem antes da penetração é ótimo, mas o que faz a diferença é o que você oferece internamente com seu toque. E o melhor que você pode oferecer é um amplo espaço, uma abertura relaxada, para que o prazer se instale. Ou seja, quanto mais prazer você estiver sentindo, maior a abertura que vai oferecer para que o prazer surja nela também.</p>
<p><strong>Você não tem o poder de dar prazer pra ninguém</strong>, meu caro.</p>
<h1>&#8220;Como conquistar um homem?&#8221;</h1>
<p><img title="kramer2" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/kramer2.jpg" alt="kramer2" width="250" height="206" align="left" />Outra pergunta que recebi pelo novo widget aqui do blog:</p>
<blockquote><p>&#8220;Gostaria de saber dicas para reconquistar a cada dia mais e mais meu namorado. Em todos os aspectos e não apenas na cama.&#8221;</p></blockquote>
<p>Pois saiba que <strong>a cama é essencial</strong>, muito essencial, não pelo sexo ou pelo prazer, mas pelos reflexos na vida. Quando você ajuda seu parceiro a ser homem na cama, a expressar toda a sua potência, liberdade, criatividade, ele ganha mais confiança para fazer isso na vida. São processos inseparáveis.</p>
<p>Entrega, movimento e liberdade. Na cama e na vida. O melhor jeito de conquistar um homem não é fazer algo, mas se abrir, perder restrições e rigidez. É claro que avançar é bom, propor, ir pra cima. Mas há um processo interno que realmente nos atrai. Listo alguns dos aspectos em formas imperativas, de conselhos mesmo:</p>
<p><strong>1. </strong>Cresça na vida para além de sua relação. <strong>Não coloque sua felicidade nas mãos dele.</strong> Fazendo isso, cultivando energia autônoma, você não terá tanta insegurança, não fará tantas checagens e vai se entregar com mais confiança. E ele não precisará gastar tempo fazendo você feliz, vai crescer em sua própria vida também e oferecer mais presença quando vocês estiverem juntos. Resumo: ele a fará ainda mais feliz. ;-)</p>
<p><strong>2. </strong>Manifeste, do seu jeito, as qualidades do feminino. Descrever quais elas são seria limitá-las, mas explore movimentos, gestos, pensamentos, ideias, formas e sons. Participe de um grupo só com mulheres, integre-se de algum modo à natureza, perca-se em seus próprios rituais, flerte com a arte, brinque, solte-se, mexa os pés de outros jeitos, dance.</p>
<p><strong>3.</strong> Contemple a estabilidade que existe no meio de suas oscilações. <strong>Não descarte as oscilações</strong>, mas contemple a luminosidade incessante de seus movimentos. Fazendo isso, você poderá oscilar ainda mais, usar fúria ou molecagem, sem sofrer e se confundir tanto.</p>
<h1>&#8220;Como melhorar o sexo depois de anos de relacionamento?&#8221;</h1>
<p><img title="seinfled6" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/seinfled6.jpg" alt="seinfled6" width="250" height="238" align="left" /></p>
<blockquote><p>&#8220;Namoro há quase cinco anos e o sexo entre nós perdeu muito do fogo que tínhamos no início. Entendo que isso seja normal, coisas de convivência. Eu estou certa? É assim que de fato acontece? O tempo dita o ritmo e a coisa esfria? O que fazer para esquentar sem parecer clichê?&#8221;</p></blockquote>
<p>Três ideias pra você:</p>
<p><strong>1. </strong>Sinta essa ansiedade, essa necessidade de mudar, esse desconforto com a situação presente. Veja que é só uma insatisfação, um monte de pensamentos e emoções, uma espécie de luta interna que contrai nosso corpo e trava nossa respiração. Observe que não tem <strong>nada de errado nessa situação</strong> e que nada precisa ser alterado. Se você não observar essa ansiedade e se deixar mover por essa insatisfação, pode esperar muito mais sofrimento pela frente. Se você aprender a repousar, relaxar e respirar, sem tanta urgência em mudar, terá mais nitidez para explorar outros caminhos, ou seja, mudar. ;-)</p>
<p><strong>2. </strong>Não tenha medo do clichê. Nós já somos clichês ambulantes, relaxe.</p>
<p><strong>3. Não foque no sexo.</strong> Se quer mudar o sexo, transforme tudo ao seu redor. Mude sua experiência do mundo e do próprio corpo, sua vida, sua visão, suas dinâmicas internas, seu olhar. E deixe que o sexo surja de outro modo quando ele tiver de surgir. Não force ou tente nada.</p>
<h1>Deixe seu comentário e envie perguntas para o próximo texto</h1>
<p>Como sempre, espaço aberto para conversarmos nos comentários.</p>
<p>O próximo texto será um que rascunhei há dois anos: &#8220;Uma mulher e suas áreas intocadas&#8221;. No widget abaixo (ou lá no topo do site), deixe <strong>suas dúvidas sobre fantasias sexuais, imaginário e reclamações femininas</strong>. Tentarei abordá-las no texto.</p>
<p><iframe src="http://ky.midiadigital.com.br/nao2nao1.php" name="mural" width="300" height="270" marginwidth="0" marginheight="0" Frameborder="0" align="center"></iframe></p>
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		<title>Tensão, conta afrodisíaca, meditação e outros caminhos para o sexo</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 21:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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<p>Eu gosto mesmo é de escrever sobre o antes e o depois. O durante eu deixo pra aprender e viver.</p>
<p>Quem se enrola todo no &#8220;antes&#8221;, quem não consegue ficar muito no &#8220;durante&#8221; ou quem sofre no &#8220;depois&#8221; às vezes me escreve pedindo conselhos. Minha última missão secreta foi ajudar o casal Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert. Deu certo, eles &#8230;</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post1" target="_blank"><img title="fernanda-lima-ky" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/fernanda-lima-ky.jpg" alt="fernanda-lima-ky" width="588" height="250" /></a></p>
<p>Eu gosto mesmo é de escrever sobre o antes e o depois. O durante eu deixo pra aprender e viver.</p>
<p>Quem se enrola todo no &#8220;antes&#8221;,<strong> quem não consegue ficar muito no &#8220;durante&#8221;</strong> ou quem sofre no &#8220;depois&#8221; às vezes me escreve pedindo conselhos. Minha última missão secreta foi ajudar o casal Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert. Deu certo, eles superaram os problemas e até gravaram uma de suas noites (<a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post1" target="_blank">vocês viram no YouTube?</a>). O vídeo completo pode ser visto no site <a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post1" target="_blank"><strong>www.vivaoprazeradois.com.br</strong></a></p>
<p>Eu já gravei algumas noites também e não entendo como eles conseguiram ficar tanto tempo sorrindo e se empurrando&#8230; Minha calça jeans é bem menos resistente à massagem com K-Y do que essa aí do Rodrigo. ;-)</p>
<p>Parando com a brincadeira, vou compartilhar agora com vocês algumas visões sobre o &#8220;Antes&#8221;. <strong>Serão 4 textos e vocês poderão fazer perguntas no widget aí do lado.</strong> Eu explico mais no fim desse post. Além disso, no <em>PapodeHomem</em> você encontrará textos sobre o &#8220;Durante&#8221; e, no <em>Manual do Cafajeste</em>, sobre o &#8220;Depois&#8221;.</p>
<h1>Que &#8220;antes&#8221; é esse?</h1>
<p>Quando pensamos em &#8220;antes&#8221; e não associamos de imediato a preliminares (que faz parte do &#8220;durante&#8221;, certo?), surgem cenas de jantares, massagens e tudo aquilo que as revistas de comportamento nos ensinam. No entanto, <strong>o que vem antes do &#8220;antes&#8221;?</strong> Quais momentos e dinâmicas que não apenas levam diretamente ao sexo, mas que o intensificam a longo prazo?</p>
<p>Mais ainda, o &#8220;antes&#8221; é muito vinculado a solteiros, paixões, conquistas e começos. Para casais com um relacionamento longo, o &#8220;antes&#8221; vem ilustrado com pimentas ou como um resgate da paixão inicial, num discurso para quase-solteiros que ignora a riqueza e as especificidades de uma longa relação. É por isso que vou falar para esses casais – sabendo que os solteiros saberão muito bem aproveitar as ideias. ;-)</p>
<h1>O olhar que eleva</h1>
<p>Muito se fala da troca de olhares sedutores, mas ela é natural se houver uma outra troca de olhares mais constante na relação.</p>
<p>Imagine um gerente que tenha sido vítima de fofocas malignas chegando para coordenar sua equipe. Sem autoridade, <strong>diminuído</strong>, ele se sente completamente impotente, perdido, incapaz de agir. Eis uma caricatura do que acontece quase diariamente com muitos casais.</p>
<p>Lembro de uma vez ouvir um cara falando todo empolgado da faculdade que estava voltando a fazer. Sua noiva o interrompia minuto a minuto para dizer que aquilo não fazia sentido e (em tom de brincadeira) que seria brochante namorar um calouro. Tais afirmações, de pouco em pouco, terminam por minar a potência do homem e, do outro lado, a vitalidade feminina.</p>
<p>Se a mulher não admirar e não sentir a potência de seu parceiro, <strong>ela nunca vai ajoelhar</strong> e coordenar cabeça, mãos, lábios e língua para nossa diversão. Se o homem não apreciar e não estimular as qualidades de sua mulher, ele nunca vai realmente sentir vontade de pegá-la no colo e dizer, com a boca cheia, &#8220;Eu te amo&#8221;.</p>
<h1>A tensão que sustenta o sexo</h1>
<p>Na música, quando desejamos aumentar a sensação da cabeça do tempo (o &#8220;1&#8243;), em vez de colocar todos os instrumentos com força nesse ponto, jogamos a intensidade para o contratempo (o &#8220;2&#8243;). Se você atentar para o surdo do samba, ficará nítido que o &#8220;Bum&#8221; maior acontece no contratempo. É por causa desse contraste, dessa tensão entre tempo e contratempo que a música fica gostosa. A ênfase no &#8220;2&#8243; só valoriza e traz mais à tona o &#8220;1&#8243;.</p>
<p>Na dança de salão, <strong>é a tensão entre as mãos que possibilita a condução</strong>. Se a dama não faz um pouco de força contra a mão do parceiro, quando o cavalheiro tenta levá-la para um passo, apenas sua mão se desloca. Se há tensão, o corpo feminino inteiro se move ao mínimo gesto da mão masculina.</p>
<p>Quando um homem não é facilmente fisgado, quando treina a arte da imobilidade, ele propõe uma tensão diante do movimento feminino. Ele não fica no mesmo local, não avança na mesma direção que ela, então ambos se polarizam e magnetizam. É como um strip tease: se ele não aguenta a ansiedade logo nos primeiros minutos e se move, o strip tease acaba; se ele relaxa imóvel, ela começa a dançar e provocar cada vez mais.</p>
<p>Em geral, o homem que propõe pouca tensão em sua relação é justamente o homem que acumula muita tensão interna. É por isso que o orgasmo é visto como uma necessidade e é por isso que ejaculação precoce é mais comum do que imaginamos. Se conseguimos relaxar nessa tensão relacional, se nos opomos de maneira complementar (<strong>feminino e masculino como tempo e contratempo</strong>), a energia do casal aumenta junto com as possibilidades de brincadeira – na cama e na vida.</p>
<h1>A conta afrodisíaca</h1>
<p><a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post1" target="_blank"><img title="conta" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/conta.jpg" alt="conta" width="300" height="201" align="left" /></a>Afrodisíaco mesmo é pagar a conta. O prato é o de menos.</p>
<p>Pagar a conta (e mil outras coisas, como não ejacular) cria a <strong>sensação  de débito</strong>, não de cobrança. O processo é sutil e pode ocorrer mesmo quando <em>ela</em> paga a conta. Em vez de usarem esse jogo como manipulação, explicitem-no, falem disso entre si, brinquem com esses processos todos pois eles não perdem a força depois de revelados, só ganham mais ludicidade. Solteiros parecem fazer isso (usar a lógica bancária para contabilizar e comparar orgasmos, por exemplo) mais do que casados, infelizmente.</p>
<p>Ela insiste em pagar; ele não aceita a grana de modo algum. Ela espera um avanço dele para rolar sexo; ele diz que o jantar foi sensacional, deixa um chocolate na mão dela e se vai porque precisa trabalhar. Aí ele respira e sente a alegria de ter feito isso, algo muito melhor do  que a ansiedade de esperar algo em troca. Ele passa o dia seguinte com esse espírito e depois a encontra ainda com mais presença, energia vital, olhar penetrante.</p>
<p>Com esse movimento sem autocentramento, ele cria uma pergunta dentro dela, um <strong>&#8220;Como assim?&#8221;</strong>. E então ela começar a se movimentar, a fazer a energia circular, a imaginar, sonhar, falar, dançar ao seu redor. Como está em débito, ela age.</p>
<p>Podemos experimentar aumentar a sensação de débito ao  limite, não deixar que elas paguem. Sem receber, apenas respiramos. E  elas dançam mais e mais. Se recebemos, o <strong>desnível</strong> desaparece e a  água repousa. Se há desnível, alguém sempre corre atrás, há rio, movimento,  dança. A água nunca para. E então o pagamento vem e uma hora aceitamos. Por que será que criaram a expressão &#8220;pagar boquete&#8221;?</p>
<h1>Meditação como preliminar</h1>
<p>Não, não me refiro a Osho, sexo tântrico, DeRose, ioga a dois, nada disso. É claro que melhorar o sexo não é o objetivo da meditação, mas é um efeito inegável.</p>
<p><strong>Menos diálogos internos</strong>, mais abertura ao exterior. Menos confusão, mais direcionamento. Menos dispersão, mais energia. Mais compaixão, mais generosidade. Mais sabedoria, menos limitações, regras, crenças e visões estreitas. Junte um corpo com energia a uma mente generosa numa relação livre e me diga o resultado.</p>
<h1>Jogos e brincadeiras</h1>
<p>Depois de algum tempo, a energia do sexo fica obstruída pela forma, estrutura, logística. É como se ficássemos <strong>muito tempo tocando a mesma música</strong>: uma hora perdemos o sentido das letras e a vivacidade de cada nota. Como não conseguimos movimentar a energia diretamente (sem forma alguma), focamos na forma e não percebemos quando a energia some.</p>
<p>Um meio hábil poderosíssimo nesse caso é a brincadeira. Explorar outras formas e ver o que acontece, apenas isso. Pode ser algo simples como <strong>o jogo dos 11 minutos</strong>. Ele fica imóvel por 11 minutos enquanto ela se diverte como quiser, depois ela fica imóvel&#8230; Um celular, um gel de massagem e pronto. Eu gosto do K-Y 2 em 1 porque consigo fingir que estou massageando enquanto preparo outra coisa.</p>
<p><a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post1"><img class="alignnone size-full wp-image-867" title="ky" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/ky.jpg" alt="ky" width="588" height="281" /></a><br />
<em>Você consegue ser mais ousado que <a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post1" target="_blank">eles</a>, né?</em></p>
<p>Pode ser fazer um <strong>pornô caseiro</strong> (ou tirar fotos contra o espelho do banheiro). Apenas apertar &#8220;Rec&#8221; e o sexo já muda. Pode ser qualquer meio hábil que eu já sugeri aqui. Ou dizer que vai trabalhar e, se ela quiser atenção, que saiba verdadeiramente desconcentrá-lo. Pode ser qualquer coisa que insira um elemento lúdico, pois o sexo não é senão uma das brincadeiras primordiais.</p>
<h1>Deixe suas perguntas para o próximo texto&#8230;</h1>
<p>O próximo texto falará de <strong>dicas de sedução para casais</strong>. Como sempre, não esperem uma abordagem convencional e já desconfiem da palavra &#8220;dicas&#8221;.</p>
<p>Pelo widget abaixo, deixe suas perguntas sobre conquista e sedução em geral (aceito de solteiros também). Pretendo contemplar muitas das questões levantadas nesse texto.</p>
<p><iframe src="http://ky.midiadigital.com.br/nao2nao1.php" name="mural" width="300" height="270" marginwidth="0" marginheight="0" Frameborder="0" align="center"></iframe></p>
<p>Além das perguntas para o próximo, o espaço fica aberto (como sempre) nos comentários para suas visões e experiências sobre o post que vos fala. Peço apenas que não comentem com perguntas. Usem o <strong>widget acima</strong> para isso.</p>
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