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	<title>Não Dois, Não Um &#187; Mulheres que me dão tesão</title>
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	<description>Um blog sobre relacionamentos lúcidos</description>
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		<title>Mulheres que me dão tesão (3) &#8211; Maitê Proença (comente e concorra a um livro autografado!)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 10:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres que me dão tesão]]></category>
		<category><![CDATA[Para mulheres]]></category>
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<p>A Maitê Proença é linda e eu casaria com ela. Ponto. Como as pessoas esperam mais do que uma simples frase para um post, eu continuo. ;-)</p>
<p>Ela é uma das poucas atrizes brasileiras que admiro (a Bruna Lombardi é outra). Sua carreira é invejável, ok, ela é uma das apresentadoras do programa Saia Justa na GNT, já posou nua &#8230;</p>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338127/vida+inventada:+memorias+trocadas+e+outras+historias,+uma/?franq=254430" target="_blank"><img title="Maitê Proença" src="http://nao2nao1.com.br/img/maite_proenca.jpg" alt="Maitê Proença" width="588" height="150" /></a></p>
<p>A Maitê Proença é linda e eu casaria com ela. Ponto. Como as pessoas esperam mais do que uma simples frase para um post, eu continuo. ;-)</p>
<p>Ela é uma das poucas atrizes brasileiras que admiro (a Bruna Lombardi é outra). Sua carreira é invejável, ok, ela é uma das apresentadoras do programa <em>Saia Justa</em> na GNT, já posou nua para a <em>Playboy</em>, escreveu crônicas para a revista <em>Época </em>e lançou um livro, <em><a title="Maitê Proença - Entre Ossos e a Escrita" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338128/entre+ossos+e+a+escrita/?franq=254430" target="_blank">Entre Ossos e a Escrita</a></em>. No entanto, isso tudo é bastante comum e não é o motivo de minha paixão.</p>
<p>Maitê é mulher com M, expressão da vida, imersa em espiritualidade. Ela personifica uma jornada comum a todas as mulheres: <strong>deixar de viver para ser vida</strong>, parar de tocar a natureza para se tornar a natureza, abandonar o anseio por amor para se tornar amor.</p>
<p>O primeiro gancho de minha conexão com ela, lembro bem, foi um chá alucinógeno chamado <em>ayahuasca</em>, conhecido em alguns locais como Santo Daime. Tomei 4 vezes e na época vibrei: &#8220;Ela tomou também!&#8221;. Além de sua história que conheci essa semana: perdeu os pais quando menina (eu não perdi, mas sofri com a separação), começou a escrever por causa de um grande amor, adora entrar em vários mundos sem nunca pertencer a nenhum&#8230;</p>
<p>Semana passada recebi, por cortesia, dois exemplares de seu segundo livro, que será lançado essa semana em São Paulo:</p>
<p><a title="Maitê Proença - Uma Vida Inventada" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338127/vida+inventada:+memorias+trocadas+e+outras+historias,+uma/?franq=254430" target="_blank"><img class="alignleft" style="float: left;" title="Maitê Proença - Uma Vida Inventada - Livro" src="http://nao2nao1.com.br/img/vidainventada_maiteproenca.jpg" alt="Maitê Proença - Uma Vida Inventada - Livro" width="146" height="225" /></a><em><strong>Uma Vida Inventada: memórias trocadas e outras histórias | </strong></em>Maitê Proença<br />
<em>Editora: </em>Agir (Grupo Ediouro)<br />
<em>Páginas: </em>224<br />
<em>Preço: </em>R$ 29,90<br />
<a title="Maitê Proença - Livro - Uma Vida Inventada" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338127/vida+inventada:+memorias+trocadas+e+outras+historias,+uma/?franq=254430" target="_blank">Compre online!</a></p>
<p>Um deles eu li inteiro (coisa rara hoje em dia, ainda mais com livros desse tipo), outro deixei guardado para uma <strong>leitora sortuda</strong> do <em>Não2Não1</em>. Para concorrer, basta deixar um comentário (preencha todos os campos, principalmente o email) respondendo à pergunta: <strong>&#8220;Descreva o momento em que você virou MULHER ou o que falta para isso&#8221;</strong>. Essa proposta é inspirada por um dos trechos do livro, o primeiro dos citados abaixo. A mulher com o comentário mais gostoso-apetitoso-tudo-de-bom ganhará um livro autografado pela Maitê.</p>
<p>Além de algumas crônicas, eu nunca tinha lido nada da Maitê. Confesso que fui surpreendido por esse segundo livro. Em vários trechos, pensei: &#8220;Preciso dar esse livro para&#8230;&#8221;. Se seguisse cada um desses pensamentos, teria comprado uns 20 livros para as mulheres que habitam minha mente.</p>
<p>Maitê transborda o feminino, tem umas confusões deliciosas e umas frases ótimas que saem sem querer. Parece uma criança muitas vezes. Como mulher, pode ser chuva, trovão, mar ou areia. Viajou o mundo, sorveu cada minuto e, ainda assim, somente se realizou quando foi mãe.</p>
<p>Em vez de ficar falando, vou abrir o livro aqui e compartilhar algumas coisas com vocês.</p>
<h1>Gestos da Maitê</h1>
<h4>Sobre a experiência com ayahuasca</h4>
<blockquote><p>&#8220;Meu mergulho foi fundo, foi denso, e foi bom. O entulho que sufocava , retirei de cima de mim. Chorei oceanos, rompi os diques de minhas represas, caminhei por tempestades de areia. Depois, sentada sobre as dunas que se formaram, lá do alto, presenciei belezas transcendentais. Mais do que tudo, coisas simples, virei mulher. Eu era um ser híbrido com medo da fêmea sentimental, intuitiva, e por função parideira, que existia em mim – era um amontoado de fazeres e aconteceres. Naquele divisor de águas, <strong>em que eu antes era levada pela corrente, mas depois virei a própria corrente que levava</strong>, pude conciliar-me com um aspecto muito feminino de meu ser e, assim, preparar-me passivamente para a concepção. E, ao realizar algo tão prosaico para tantas, mas que para mim, com dez ano de tentativas malsucedidas, não parecia possível, tornei-me igual à vaca, à cabra, à girafa, à lesma. E, irmanada à criação, senti o círculo se fechar em completude.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre as confusões do feminino</h4>
<blockquote><p>&#8220;Faço refeições em torno da mesa, oração às seis da tarde, nado mil metros todos os dias, tenho um bom trabalho, um bom dinheiro, a filha perfeita, amigos de trinta anos e um homem que me ama. Contudo, muitas vezes <strong>me sinto perdida numa desestrutura abissal! </strong>Não me lembro de terem me avisado que precisaria lidar com tantas verdades incongruentes se confrontando dentro de mim.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre ser mulher</h4>
<blockquote><p>&#8220;Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só, o sangue me corre quente, sou da briga e quero brigar, dou risada alto, falo baixo, tenho explosões de alegria e fico muito, muito triste.&#8221;</p></blockquote>
<p>Agora, me diz, como não amar as mulheres?</p>
<h4>Sobre viver intensamente</h4>
<blockquote><p>&#8220;Deixei de ser uma pessoa assustada e defendida, para aprender que não se morre de intensidade. Morre-se, ao contrário, pelo embrutecimento. Deve ser por isso que hoje a medida das coisas muitas vezes me escapa. Quando a gente perde a delicadeza de se deixar mobilizar pelo entorno e recupera isso depois, o valor dos sentimentos se eleva. E pega-se gosto na brincadeira – <strong>já que não mata, quero despencar em vertigem de dor até o fundo do poço</strong>, e quero subir gargalhando até o infinito supremo, e quero me largar nesse amor feito uma canoa no mar, e quero e quero e quero mais. [...] Quando o mundo fica bobo, não é nada mal se entregar assim. Sensações podem ser prazerosas ou ruins e fazem a gente palpitar, mas elas vêm de fora, e por isso os sentimentos a meu ver lhes são superiores, brotam por dentro, e não há um igual a outro.&#8221;</p>
<p>&#8220;Neste mundo não há saída: há os que assistem, entediados, ao tempo passar da janela, e há os afoitos, que agarram a vida pelo colarinho. Carimbada de hematomas, reconheço, sou do segundo time.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre sexo</h4>
<blockquote><p>&#8220;A gente gasta um tempo danado seduzindo os outros. É uma espécie de vício que se aprende quando criança e que vamos sofisticando ao longo da vida. Verdade que nem sempre resulta em sexo, e muitas vezes nem é por ele que seduzimos, mas para sermos apreciados no ser que quer que seja.&#8221;</p>
<p>&#8220;Não considero sexo fundamental. Sexo é apenas delicioso.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre transcendência</h4>
<blockquote><p>&#8220;Quando tiver me livrado de mim, talvez eu consiga escrever sobre <strong>os não-mim que há em mim</strong> e por toda parte.&#8221;</p>
<p>&#8220;É duro ter que viver dia após dia consigo mesmo: o grande cansaço é de si próprio.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre a paz (paradoxal) que vem da paixão</h4>
<blockquote><p>&#8220;Só sei viver um amor se antes passar pela cegueira da paixão. Não entregaria minha vida a outro de caso pensado, sou defendida e controladora demais. [...] Ou seja, pelo intelecto a coisa não vai. Só mesmo a paixão, que é do reino da loucura, me põe entregue e besta, com as patas arriadas no chão. E eis a contradição outra vez: <strong>nada me descansa mais que um amor insensato</strong> – quanta paz e conforto há naquele punhado de instantes em que se vislumbra o paraíso!&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre o presente</h4>
<blockquote><p>&#8220;Renunciando ao agora e desistindo do ócio criamos uma civilização de prazeres adiados em nome de <strong>um porvir que não chega nunca</strong>. O lado bom dessa busca é o encontro com o novo e sensação do renascer, pois o preço pago pelas tribos de ócio foi a ausência de desenvolvimento e cultura. Mas o preço pago pela civilização é o enquadramento do espírito, a correria e a falta de paz.&#8221;</p></blockquote>
<h1>Lançamento do livro em SP</h1>
<p>Eu tentarei ir. Se puder, apareça. Se não puder, comente abaixo e concorra a um exemplar, cortesia desse blog querido aqui. ;-)</p>
<p>São Paulo &#8211; Livraria da Vila (2 de abril, quarta, às 19h)<br />
Leitura com participação afetiva de Irene Ravache<br />
Rua Fradique Coutinho, 915 &#8211; Vl Madalena<br />
Tel: (11) 381405811</p>
<h1>Comente e concorra a um livro!</h1>
<p>Descreva o momento em que você virou MULHER ou o que falta para isso. Ganha quem deixar o comentário mais rico e delicioso (não necessariamente o mais longo). Pode ser o relato de uma noite em que você foi mulher, do período em que você se formou mulher, da fase em que mais você expressou o feminino, etc. Homens, eu não quero saber quando vocês viraram mulher, ok? ;-)</p>
<p>Quem não ganhar pode <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338127/vida+inventada:+memorias+trocadas+e+outras+historias,+uma/?franq=254430" target="_blank">comprar on-line</a>.</p>
<p>Espero poder fazer muitas outras promoções assim aqui do <em>Não2Não1</em>. Vocês também não acham uma ótima?</p>
<p><em>P.S.: Esse não é um post patrocinado. Não recebi nada de grana para fazê-l0, apenas dois livros de cortesia. Como gostei muito, é um prazer pode oferecer um deles para uma leitora.</em></p>
<p><em>Update: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u388120.shtml" target="_blank">Leia entrevista</a> com Maitê na Folha Online e no <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080402/not_imp149810,0.php" target="_blank">Caderno 2 do Estadão</a> (essa matéria ficou excelente!).<br />
</em></p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Mulheres que me dão tesão&#8221; (2) &#8211; Tori Amos</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 10:24:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes e vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres que me dão tesão]]></category>
		<category><![CDATA[Músicas]]></category>
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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>&#8220;If you can&#8217;t create physical life, you find a life force. If that&#8217;s in music, that&#8217;s in music. I started to find this deep, primitive rhythm, and I started to move to it. And I held hands with sorrow, and I danced with her, and we giggled a bit.&#8221;</p>
<p>Ah, eu casaria com essa mulher! Quando listei meus mestres, propositalmente &#8230;</p>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--noadsense--><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://nao2nao1.com.br/img/toriamos.jpg" alt="Tori Amos" /></p>
<blockquote><p>&#8220;If you can&#8217;t create physical life, you find a life force. If that&#8217;s in music, that&#8217;s in music. I started to find this deep, primitive rhythm, and I started to move to it. And I held hands with sorrow, and I danced with her, and we giggled a bit.&#8221;</p></blockquote>
<p>Ah, eu casaria com essa mulher! Quando listei meus mestres, propositalmente não mencionei a Tori. Minha relação com ela é em outro nível. Se fosse pensá-la como mestre, ela seria minha mestra de duas coisas: feminino e dor. Feminino, pois talvez não exista mulher mais mulher que ela. Dor&#8230; Não conseguiria contar as vezes que chorei ouvindo &#8220;Silent All These Years&#8221; e &#8220;Black Dove&#8221;. Com a Tori, aprendi a me deitar sobre as feridas e ficar ali. Apenas ficar ali. Eu colocava minha dor dentro da música e ficava observando como ela se movia, como ela virava piano e o que cada nota fazia com meu sofrimento.</p>
<p>O grande mérito da Tori foi entregar sua dor, sem enfeites, ao mundo. Ela é existencialismo com gloss. Xamanismo ao piano. Se deixarmos, ela faz conosco o que fez consigo mesma. <strong>Ela cura.</strong> E não tem nada mais feminino que a cura. Em inglês é mais bonito: <em>healing</em>. Os médicos podem se revoltar, mas o processo de cura reúne todos os elementos do feminino: sangue, abertura, acolhimento, cuidado, uso da natureza e suas substâncias, toque, preenchimento, restauração, espera, nascimento. O feminino regenera o que o masculino rompeu.</p>
<h1>O feminino em Tori Amos</h1>
<p>O trabalho da Tori preocupa-se em expor e criticar os extremos do masculino. Em homens e mulheres, na sociedade e nas religiões. Ela se liberou de seu abuso e hoje canta sobre as saídas aos abusos masculinos. O feminino que sai disso dá vontade de agarrar e trazer para casa.</p>
<p>O diálogo com o Cristianismo é constante. A negação do pecado e da culpa e a afirmação de uma espiritualidade genuinamente feminina, sem necessidade de apoiá-la ou derivá-la da masculina. O neologismo que condensa esse percurso foi encontrado e cantado recentemente por Tori: <a href="http://youtube.com/watch?v=iXZD6Bk87jk" target="_blank"><em>SINsuality</em></a>. Para quem não sabe, <em>sin</em> é pecado. Antes da Gênese, na árvore da vida, Sophia insistiu: &#8220;You must eat of this&#8221;.</p>
<blockquote><p>Original Sin?<br />
No it should be<br />
Original Sinsuality</p></blockquote>
<p>No início da carreira, ela foi estuprada ao dar carona para um fã. &#8220;You know that saying, bad things don’t happen to good people? That’s a lie&#8221;. O estupro virou <a href="http://www.rainn.org/" target="blank">RAINN (Rape, Abuse &amp; Incest National Network)</a> e a música <em>Me and a Gun</em>. <a href="http://youtube.com/watch?v=Z3_6709tNJc" target="blank">Cantada a capella</a>, é de arrepiar (entre nos olhos dela):</p>
<blockquote><p>It was me and a gun<br />
And a man on my back<br />
But i haven&#8217;t seen Barbados<br />
So i must get out of this</p></blockquote>
<p>É mais fácil citar exemplos do que teorizar. Um deles é o álbum <em>Boys for Pele</em>. Na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pele_(mythology)" target="_blank">mitologia havaiana</a>, Pele é a deidade do vulcão, fogo, dança e violência. Pele é Tori. Pele é qualquer mulher: faz nascer os oceanos, está por trás dos vulcões, testa os homens e vira monstro quando somos medíocres.</p>
<p>Outro álbum: <em>The Beekeeper</em>, inspirado no livro <em><a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=9&amp;ProdId=426168&amp;franq=254430" target="blank">The Shamanic Way of the Bee: Ancient Wisdom and Healing Practices of the Bee Masters</a></em>, de Simon Buxton. A metáfora do abelha e do mestre apicultor inicia uma viagem que eu nunca imaginei fazer. De fato, a abelha poliniza, faz vida nascer. O apicultor é xamã e movimenta o feminino (homens, este deveria ser nosso mestre). A Tori fala sobre o processo:</p>
<blockquote><p>&#8220;The Beekeeper really explores the story from the Creative Mother&#8217;s perspective because we know from the bible the Creative Father&#8217;s perspective. And in this garden, we do not call this the garden of original sin, we call this the garden of Original Sinsuality. You will see when you open up the album itself of The Beekeeper, which songs live in which gardens and you can take a journey with them. They&#8217;re their own Garden of Eden. They&#8217;re their own shape. It&#8217;s a sonic shape, so it&#8217;s not a physical space. This is a place where male or female may enter, it&#8217;s not just emotions of a woman. We all experience disappointment and we all experience transformation and we all experience passion. Even if it&#8217;s not passion for another human being, but passion is an essence in itself.&#8221;</p>
<p>&#8220;By eating from the tree of knowledge, our female character starts to experience all these things: Passion. Betrayal. All the emotions you could possibly feel in a relationship. Some I&#8217;ve put more emphasis on than others, but they&#8217;re all covered. And we developed the six gardens, number 6 being a reflection of the hexagon shape of the cells in the Beehive and of course the 6 days that it took the God in Genesis to create the world. Biblical mythology and the ancient feminine mysteries are joined together.&#8221;</p></blockquote>
<p>Coincidência ou não, no Budismo a Roda da Vida possui também 6 mundos (experiências de vida possíveis) representados por 6 emoções. Nesse vídeo, Tori fala sobre um desses jardins (os outros cinco estão no YouTube). No fim, ela fala sobre a música <em>The Beekeeper</em> e sua relação com a morte de sua mãe (é impressionante):</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HJBqGL7LwvE" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://www.youtube.com/v/HJBqGL7LwvE" wmode="transparent"></embed></object></p>
<h1>A dor em Tori</h1>
<p>Não espere o desespero de um Radiohead. Não espere a transcendência de uma Enya. Tori Amos não sai da dor. Ela monta seu set ali. Delicadamente traz a guitarra, monta a bateria, arruma o piano. Ela monta seu palco dentro de nós, bem dentro daquilo que tentamos evitar.</p>
<p>A dor da alienação e submissão:</p>
<blockquote><p>She&#8217;s been everybody else&#8217;s girl maybe one day she&#8217;ll be her own.</p></blockquote>
<p>A dor da solidão e invisibilidade:</p>
<blockquote><p>cause sometimes i said<br />
sometimes i hear my voice<br />
and it&#8217;s been<br />
HERE silent all these years</p></blockquote>
<p>A dor da distância:</p>
<blockquote><p>china all the way to new york<br />
maybe you got lost in MEXICO<br />
you&#8217;re right next to me<br />
i think that you can hear me<br />
funny how the distance<br />
learns to grow</p></blockquote>
<p><strong> O que fazer com nossa dor? </strong>Olhe para a Tori. Um estupro e alguns abortos. Em vez de se livrar, ela liberou. Em vez de fugir, ela deixou entrar. A dor dói porque tenta invadir nosso corpo e nós não deixamos. A cura não é o sucesso de nossos esforços. A cura vem do fracasso, da desesperança, da entrega. Quando tiramos as fronteiras da dor, desobstruímos seu movimento.</p>
<p>Ora, a energia que sustenta o sofrimento é a mesma que depois nos regenera e infla de vida. Não há dois tipos de potência vital! Quando estamos contraídos e obstruídos, nosso nome é dor. Quando nos abrimos e oferecemos um espaço sem barreiras a tudo o que surge (liberar é isso), transformamos e direcionamos qualquer aflição para ações virtuosas: escrevemos, cantamos, pintamos, amamos. Aqui também a abelha: a vida ameaçada pica e faz doer. Resta-nos o exemplo do mestre apicultor&#8230;</p>
<h1>Frases</h1>
<p>Minha intenção era pegar só umas quatro, só que ficou impossível escolher as melhores! Deliciem-se:</p>
<blockquote><p>&#8220;An ounce of breast milk is even more potent than the finest tequila.&#8221;</p>
<p>&#8220;I&#8217;m into drugs as a teaching tool, which is why I only take hallucinogenics. I mean, it&#8217;s not like I&#8217;ve never done cocaine, but, on the whole, if I can&#8217;t see dancing elephants then I&#8217;m not interested.&#8221;</p>
<p>&#8220;I love chasing the dark. That which is hidden. I like licking it like ice cream.&#8221;</p>
<p>&#8220;Guys would sleep with a bicycle if it had the right color lip gloss on.&#8221;</p>
<p>&#8220;I have so many different personalities in me and I still feel lonely.&#8221;</p>
<p>&#8220;I think you have to know who you are. Get to know the monster that lives in your soul, dive deep into your soul and explore it.&#8221;</p>
<p>&#8220;I usually get myself into situations that cause sparks. I mean I&#8217;m a girl that likes the storms. I love feeling alive, I love walking out in the cold in my bare feet and feeling the ice on my toes.&#8221;</p>
<p>&#8220;In our minds, love and lust are really separated. It&#8217;s hard to find someone that can be kind and you can trust enough to leave your kids with, and isn&#8217;t afraid to throw her man up against the wall and lick him from head to toe.&#8221;</p>
<p>&#8220;Some people are afraid of what they might find if they try to analyze themselves too much, but you have to crawl into your wounds to discover where your fears are. Once the bleeding starts, the cleansing can begin.&#8221;</p>
<p>&#8220;There&#8217;s room for everybody on the planet to be creative and conscious if you are your own person. If you&#8217;re trying to be like somebody else, then there is isn&#8217;t.&#8221;</p>
<p>&#8220;What girls do to each other is beyond description. No chinese torture comes close.&#8221;</p>
<p>&#8220;I&#8217;m a winter girl. I like coming out when things are desolate and everybody&#8217;s ready to slit their wrists.&#8221;</p>
<p>&#8220;If you call me a new-age, airy-fairy, hippie-dippy airhead I will shove my crystals up your ass.&#8221;</p></blockquote>
<h1>A filha da Tori</h1>
<p>Assistam ao vídeo abaixo. Os homens terão uma imagem nítida do que é o espírito feminino. E as mulheres poderão sorrir ao saber que o feminino nunca morre. No fundo, ela fala de nosso ser livre&#8230; Vindo da Tori, posso dizer que ela sabe bem do que está falando!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CjBXDDZfJT8" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://www.youtube.com/v/CjBXDDZfJT8" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>Para quem gostou, recomendo:</p>
<ul>
<li> <a href="http://www.submarino.com.br/cds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=2&amp;ProdId=1023166&amp;franq=254430">CD <em>The Beekeeper</em></a></li>
<li><a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=9&amp;ProdId=810&amp;franq=254430">LIVRO <em>Tori Amos: Piece By Piece &#8211; A Portrait of the Artist: Her Thoughts, Her Conversations</em></a></li>
<li><a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=9&amp;ProdId=328387&amp;franq=254430"><em>Tori Amos: All These Years &#8211; The Authorized Illustrated Biography</em></a></li>
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<li><a href='http://nao2nao1.com.br/entrevista-o-que-as-mulheres-querem-sexo-amor-9/' rel='bookmark' title='Entrevista com P. &#8211; Série &#8220;Mulheres por elas mesmas&#8221; (9)'>Entrevista com P. &#8211; Série &#8220;Mulheres por elas mesmas&#8221; (9)</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Mulheres que me dão tesão&#8221; (1) &#8211; Miranda July</title>
		<link>http://nao2nao1.com.br/serie-mulheres-que-me-dao-tesao-1-miranda-july/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 04:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulheres que me dão tesão]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Estou inaugurando aqui uma série de posts sobre mulheres geniais que manifestam o feminino de maneira inédita. Quando respiramos as energias femininas, elas circulam em nós e nos animam. Ficamos eretos, despertos, presentes.</p>
<p>Se mulher dá tesão, nada melhor do que apresentar aquelas que mais sabem movimentar e fazer girar nossos mundos. Homens e mulheres, deliciem-se!</p>
<p>Para quem leu o &#8230;</p>
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<li><a href='http://nao2nao1.com.br/para-entender-as-mulheres/' rel='bookmark' title='Para entender as mulheres'>Para entender as mulheres</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou inaugurando aqui uma série de posts sobre mulheres geniais que manifestam o feminino de maneira inédita. Quando respiramos as energias femininas, elas circulam em nós e nos animam. Ficamos eretos, despertos, presentes.</p>
<p>Se mulher dá tesão, nada melhor do que apresentar aquelas que mais sabem movimentar e fazer girar nossos mundos. Homens e mulheres, deliciem-se!</p>
<p>Para quem leu o título e chegou aqui esperando ver peitos e bunda, <a rel="nofollow" href="http://www.gexo.com/" target="_blank">indico esse site</a>. ;-)</p>
<h1>Miranda July</h1>
<p><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://nao2nao1.com.br/img/miranda.jpg" alt="Miranda July" /></p>
<blockquote><p>&#8220;We have a whole life to live together you fucker, but it can&#8217;t start until you call.&#8221;</p></blockquote>
<p>Miranda é completa: artista performática, escritora, música, cineasta e atriz. Conheci seu trabalho no filme <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0415978/" target="blank">Me and You and Everyone We Know</a></em> – fui assistir duas vezes em três dias! Ao consultar o Google, encontrei o projeto <em>Learning to Love You More</em> (falei sobre essas atividades <a href="http://nao2nao1.com.br/pessoal/me-you-and-everyone-we-know/" target="_blank">neste post</a>). A linguagem da Miranda é muito próxima das minhas visões. Ela apenas anda e eu automaticamente concordo.</p>
<p>Sua arte especializou-se em <strong>descondicionar </strong>nossos sentidos e abrir semanticamente cada pixel da realidade. Ela nos faz tirar fotos debaixo da cama, escrever sobre nossas cicatrizes, cultivar um jardim em um local inusitado, montar uma exposição com os objetos da nossa casa, fotografar nossos pais se beijando&#8230; Sem saber, redescobrimos nossa humanidade e acessamos o prazer natural de estar vivo atuando com cinco sentidos. Ao fantasiar e construir mundos, Miranda July nos ensina que não só podemos como já estamos fazendo isso o tempo todo.</p>
<p>Ela brinca. Dá concretude aos nossos universos sutis (&#8220;faça um retrato dos desejos de seu amigo&#8221;) e deixa abstrato os objetos mais convencionais (&#8220;desenhe uma constelação de pintas&#8221;). Ela inverte. Desconstrói o visível e cria realidades em cima do invisível. Ela sonha.</p>
<p><a href="http://www.learningtoloveyoumore.com/reports/39/campbell_joanna.php" target="_blank"><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://www.learningtoloveyoumore.com/images/39/campbell_joanna/1.jpg" alt="" width="252" height="191" /></a>A foto ao lado foi tirada por Joanna Campbell, filha do casal que se beija, Paul and Kathy. É muito provável que ela nunca antes havia visto seus pais dessa maneira. Eles também, talvez estivessem há anos sem experimentar um beijo assim. A lente transformadora não é da Joanna nem da Miranda. Essa lente está sempre disponível. Tudo o que precisamos fazer é <strong>demorar</strong> um pouco, parar por um instante.</p>
<p>Sabe quando paramos do nada no meio da calçada enquanto todos estão correndo dentro de suas vidas? Essa parada que deslumbra é o início das obras da Miranda e quem sabe seja também o começo de nossa humanidade&#8230;</p>
<p><em>Mais sobre a Miranda July: </em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Miranda_July" target="_blank">Wikipedia</a>, <a href="http://www.learningtoloveyoumore.com/" target="_blank">Projeto Learning to Love You More</a>, <a href="http://www.amazon.com/Learning-Love-More-Harrell-Fletcher/dp/3791337335" target="_blank">Livro LTLYM</a>, <a href="http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=6&amp;ProdId=1138762&amp;franq=254430" target="_blank">DVD Me and You and Everyone We Know</a>.</p>
<p><em><strong>Teste: </strong>No <a href="http://mirandajuly.com/" target="_blank">site oficial da Miranda</a>, há uma senha única para entrar (não é &#8220;amor&#8221;, nem tentem). Duvido que consigam acertar! Se conseguirem, comentem aqui. Dica: é exatamente isso o que vocês estão pensando. </em></p>
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