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	<title>Não Dois, Não Um &#187; Pessoal</title>
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	<description>Um blog sobre relacionamentos lúcidos</description>
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		<title>PodSexo e guia &#8220;Dicas para o prazer a dois&#8221; para download (com promoção!)</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 06:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Isabella Ianelli e eu fomos convidados para um debate que virou um podcast, o PodSexo. Estavam na roda o pessoal do Nerdcast, B. e Celso (A Vida Secreta), Cafa (Manual do Cafajeste), Guilherme (PapodeHomem), Mafalda, Eubalena e Falcão Azul (Monalisa de Pijamas).</p>
<p>Vou aproveitar esse post especial de Dia dos Namorados para comentar alguns pontos do PodSexo, além de&#8230;</p>


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<li><a href='http://nao2nao1.com.br/9-dicas-para-casais-que-moram-juntos/' rel='bookmark' title='9 dicas para casais que moram juntos'>9 dicas para casais que moram juntos</a></li>
<li><a href='http://nao2nao1.com.br/tensao-conta-afrodisiaca-meditacao-e-outros-caminhos-para-o-sexo/' rel='bookmark' title='Tensão, conta afrodisíaca, meditação e outros caminhos para o sexo'>Tensão, conta afrodisíaca, meditação e outros caminhos para o sexo</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.isabellices.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-1052" title="podsexo" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/06/podsexo.jpg" alt="" width="588" height="250" /></a></p>
<p><a href="http://www.isabellices.com/" target="_blank">Isabella Ianelli</a> e eu fomos convidados para um debate que virou um podcast, o PodSexo. Estavam na roda o pessoal do <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/categoria/nerdcast/" target="_blank">Nerdcast</a>, B. e Celso (<a href="http://www.avidasecreta.com/" target="_blank">A Vida Secreta</a>), Cafa (<a href="http://www.manualdocafajeste.com/" target="_blank">Manual do Cafajeste</a>), Guilherme (<a href="http://papodehomem.com.br" target="_blank">PapodeHomem</a>), Mafalda, Eubalena e Falcão Azul (<a href="http://www.monalisadepijamas.com.br/" target="_blank">Monalisa de Pijamas</a>).</p>
<p>Vou aproveitar esse post especial de Dia dos Namorados para comentar alguns pontos do PodSexo, além de divulgar o guia &#8220;Dicas para o prazer a dois&#8221; (download gratuito). Ao fim do post, explico como você pode concorrer a um kit K-Y.</p>
<h1>Download gratuito do PodSexo e do guia em PDF</h1>
<p>Ouça o PodSexo: <strong><a href="http://vivaoprazeradois.siteprofissional.com/podsexo_64kbps.mp3" target="_blank">MP3 para download</a></strong>.</p>
<p>O guia é dividido em 3 partes: &#8220;Antes&#8221;, &#8220;Durante&#8221; e &#8220;Depois&#8221;. Meus últimos quatro textos aqui no Não2Não1 entram de modo resumido na primeira parte. Ainda que algo se perca, eu gostei do resultado. Baixe aqui: <strong><a href="http://bit.ly/vivaoprazera2" target="_blank">PDF para download</a></strong>.</p>
<h1>Comentários sobre o PodSexo</h1>
<p><strong>&#8220;Dar prazer&#8221;, existe isso?</strong> Recebo emails de homens querendo dar prazer às mulheres e também de mulheres curiosas para oferecer mais e mais prazer aos seus parceiros. Um mito, uma ilusão, prepotência e falta de reverência ao mistério que traz bebês ao mundo. Ninguém causa prazer em ninguém. Se há espaço, o prazer flui, igual rio, igual o ritmo em uma banda, que não é criado por nenhum músico específico. Quando uma mulher goza enroscada em mim, sei bem que não sou o causador de tudo aquilo. ;-)</p>
<p>Ou seja, se quer dar prazer, abra espaço e faça a energia, o rio, o ritmo fluir por ele mesmo. É ele quem manda na cama, não o homem ou a mulher. E qual o melhor modo de fazer tudo fluir? Como dar prazer? Sentindo, você mesmo, prazer. Irônico, não?</p>
<p>Respirar, se deliciar, pirar. Você mesmo, sem altruísmos. Ou melhor, o seu altruísmo é justamente essa abertura impessoal, essa desistência da preocupação autocentrada em se dar bem. Apenas respirar, apenas relaxar.  O resto vem. Quando você menos esperar, estará possuído pelo espírito de algum Deus sem nome ou de algum animal extinto.</p>
<p><object id="VideoPlayback" style="width: 588px; height: 479px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3571352441328458989&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="VideoPlayback" style="width: 588px; height: 479px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3571352441328458989&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em>Não, não são os dedos dela que estão causando essas expressões assim como não será você quando estiver presenciando uma mulher gozando assim.</em></p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong>Acho muito estranho quando vejo as fantasias sexuais</strong> (ou acessórios ou &#8220;sexo tântrico&#8221;) sendo tratadas como aditivos ao sexo, como algo a ser feito para complementar a experiência de prazer, para &#8220;quebrar a rotina&#8221;, variar, fazer algo diferente. Ora, as fantasias sexuais não são complementos, elas são a própria essência do sexo! O fato de tratarmos tudo o que constitui o sexo como algo diferente e especial só revela nosso empobrecimento da experiência erótica na vida como um todo.</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong>Sexo não é penetração.</strong> Vamos repetir como um mantra, pois parece ser necessário. No PodSexo, em um momento surge a questão sobre transar a noite inteira. Aí uma mulher diz: &#8220;É impossível, só se fizermos um pouquinho e pararmos um pouquinho&#8230;&#8221;. Parar o quê? O sexo para quando o pau sai da buceta, é isso?</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong>Super orgasmos, hiper orgasmos, sexo tântrico&#8230;</strong> Somos mesmo um bando de seres insatisfeitos. O orgasmo tradicional já não é mais suficiente, né? Temos de buscar por mais, mais, mais. É como se estivéssemos bebendo um belo vinho com 32% de atenção, de abertura, de presença. Nossa insatisfação, causada pela falta de presença, é projetada ao vinho. E então desejamos trocá-lo por um vinho muito mais raro, um super vinho, um hiper vinho, em vez de simplesmente beber com 100% de presença.</p>
<p>O primeiro livro sobre o tal do hiper orgasmo foi escrito por alguém que gozou. Só isso. Gozou tanto que acabou achando que aquilo não era um orgasmo. Mas o prazer é sempre o mesmo, o que varia é nossa abertura, o quanto estamos presentes, respirando, nos deliciando. A pegadinha é que isso não é medido pelo sexo, mas pela vida. Se vivemos com medo, não há como transarmos com potência.</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong>As melhores fantasias sexuais</strong> são aquelas que não precisam de roupa. Basta olhar a mulher livre por trás da esposa, o homem misterioso por trás do marido, além das identidades construídas na relação. O que sai daí não tem nome. E então a cama vira um caldeirão de emoções que não surgem em outros momentos. Transar por prazer é bom, mas transar para explorar o que sai desse caldeirão é melhor ainda.</p>
<h1>Um kit K-Y de presente pra você</h1>
<p><a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3"><img class="alignnone size-full wp-image-1054" title="ky" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ky.jpg" alt="" width="588" height="185" /></a></p>
<p>Você pode concorrer a uma nécessaire com todos os produtos K-Y de dois modos:</p>
<p>• <strong>Deixe um comentário</strong> abaixo sobre algum tema presente nesse post, no PodSexo ou no guia.</p>
<p>e/ou</p>
<p>• <strong>Dê RT na seguinte mensagem:</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;PodSexo + guia &#8220;Dicas para o prazer a dois&#8221; + sorteio de kit K-Y no Não2Não1: http://migre.me/NNDd | Dê RT p/ concorrer&#8221;</p></blockquote>
<p>Entre todos que derem RT ou comentarem, vou sortear (enumerando comentários + RTs) via random.org o ganhador do kit K-Y.</p>
<p>É isso. PodSexo, guia e kit. Três presentes para vocês. Sejam felizes. ;-)</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Dicas para você fazer amor usando posts, twitts e torpedos (Não2Não1 no Agora SP)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 03:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Mariana Poli, repórter do jornal Agora São Paulo, do grupo Folha, me enviou um email pedindo ideias para uma matéria sobre &#8220;paquera eletrônica&#8221; para a capa da Revista da Hora, que sai aos domingos.</p>
<p>De cara, indiquei o texto &#8220;Como conquistar a mulher dos seus sonhos via SMS&#8221; (que fiz para o Papo de Homem) e falei do projeto LoveCode.&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="revista-da-hora" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/09/revista-da-hora.jpg" alt="revista-da-hora" width="220" height="380" align="left" />Mariana Poli, repórter do <strong>jornal <a href="http://www.agora.uol.com.br/show/revistadahora/" target="_blank"><em>Agora São Paulo</em></a></strong>, do grupo Folha, me enviou um email pedindo ideias para uma matéria sobre &#8220;paquera eletrônica&#8221; para a capa da <em>Revista da Hora</em>, que sai aos domingos.</p>
<p>De cara, indiquei o texto <a href="http://papodehomem.com.br/conquiste-a-mulher-dos-seus-sonhos-via-sms/" target="_blank">&#8220;Como conquistar a mulher dos seus sonhos via SMS&#8221;</a> (que fiz para o Papo de Homem) e falei do projeto <a href="http://nao2nao1.com.br/projeto-lovecode001-na-campus-party-descubra-quem-esta-apaixonado-por-voce/">LoveCode</a>.</p>
<p>Lembrei da história da <a href="http://www.interney.net/blogs/chiqueirochique/" target="_blank">Marina Santa Helena</a> e do <a href="http://ianblack.com.br/" target="_blank">Ian Black</a>, que se conheceram pelo Orkut, e do Junior WM (<a href="http://papodehomem.com.br/dr-drinks-ensina-o-sidecar-e-a-tecnica-do-sour/" target="_blank">o Dr. Drinks do PdH</a>), que pediu sua mulher em casamento via Twitter. Eles também foram entrevistados e saíram na revista.</p>
<p>Depois, ao telefone, conversei com ela explicando que <strong>tecnologia não é só Facebook e Twitter</strong>: usando apenas um telefone é possível fazer muita coisa. Contei a história da <a href="http://nao2nao1.com.br/meios-habeis-do-amor-5-a-ligacao-silenciosa-de-shiva/" target="_blank">ligação silenciosa</a>, ela adorou e acabou focando nisso ao entrevistar a Isabella.</p>
<p>A sessão de fotos foi estranha. A gente se sentiu bastante desconfortável, parecendo uns bobos, mas nada melhor pra tirar a seriedade da vida do que pagar um belo mico e passar vergonha.</p>
<p>Além do box sobre o casal, saiu uma página com dicas para envolver o parceiro usando novos meios digitais, um resumo do texto que enviei para ela e do clássico post do Ian Black: <a href="http://www.interney.net/blogs/enloucrescendo/2009/09/11/xaveco_arte_receita_para_um_encontro_a_d_1/" target="_blank">&#8220;Xaveco Arte &#8211; Receita para um encontro à distância&#8221;</a>.</p>
<p>A identidade da matéria é bem <em>teen</em>, mas é isso aí: o que importa é espalhar o amor pelo mundo. ;-)</p>
<p>Compartilho aqui o texto que enviei e não foi publicado na íntegra.</p>
<h1>Emails, ligações, posts, twitts, torpedos&#8230;</h1>
<p>O amor é bicho esperto, camaleão. Usa de tudo para poder se expandir, como um rizoma, por baixo, por cima, por dentro.<!--adsensestart--></p>
<p>Sendo assim, é possível usar as várias tecnologias disponíveis (do mais simples celular a um complexo sistema na web) para enriquecer a relação, envolver o outro, tocá-lo de outra maneira. Surpreender, brincar, jogar com o parceiro.</p>
<p>Podemos explorar as linguagens da tecnologia como um artista. SMS, email, telefone, video-chat… Cada forma de relação oferece vantagens e limites. Um bom homem sabe usar a tecnologia para envolver sua mulher, dançar à distância, conduzi-la de um lado a outro. A técnica pouco importa.</p>
<p>Eis algumas ideias para solteiros ou casados:</p>
<h3>Envie emails como se fosse outra pessoa</h3>
<p>Brinque com diferentes perspectivas usando um simples email. Convide-a para uma noite de salsa por meio de seu assistente cubano, mude a assinatura, escreva de outro jeito, diga para ela confirmar a presença com ele, não com você. Eu mesmo já troquei diversos emails com minha namorada assinando como &#8220;Sarah, assistente do Sr. Gitti para assuntos amorosos&#8221;. Além da diversão, as identidades imaginárias abrem um espaço de liberdade para que o outro fale coisas que normalmente não falaria.</p>
<h3>Ligação com viagem no tempo</h3>
<p>Tecnologia antiga, mas eficaz. Às vezes costumo ligar como se estivesse em outro tempo e a ligação fosse gravada. Falo sem parar, ignoro quando ela tenta interromper e aproveito para brincar muito. Ligo no dia seguinte como se estivesse na manhã anterior: &#8220;Oi, a gente vai se ver hoje à noite, estou inseguro, queria muito te agarrar, não sei se você quer&#8221;. Ela ri, claro, afinal a noite de sexo já aconteceu.</p>
<h3>Crie um blog secreto para ela</h3>
<p>Ideia explicada em detalhes no segundo texto da série <a href="http://nao2nao1.com.br/meios-habeis-do-amor/" target="_blank">&#8220;Meios hábeis do amor&#8221;</a>.</p>
<h3>Jantar misterioso via SMS</h3>
<p>Em vez de marcar um encontro do modo convencional, não informe logo de cara data, horário e local. Para a data, envie uma pergunta por SMS. Para ela descobrir o horário, proponha um desafio ou tarefa. E enfim diga a ela para ir a um local perto do restaurante, alguma livraria (a Fnac da Av. Paulista, por exemplo, se você for levá-la ao The View, que fica em frente). Diga para ela confiar em você (sempre por SMS) e no último minuto vá até ela e leve-a até o restaurante.</p>
<h3>Declaração pública pelo Twitter</h3>
<p>Você não precisa seguir o exemplo daqueles que já usaram o Twitter para pedir em casamento. Basta escrever para sua parceira elogiando ou descrevendo sua paixão publicamente. Mulher adora isso. Tenho um amigo que sempre escreve algo do tipo: &#8220;Sou casado com a mulher mais linda do mundo&#8221;. Outra opção é fazer uma série de mensagens sobre sua relação. Eu, por exemplo, fiz a série <a href="http://nao2nao1.com.br/namorar-e-uma-releitura-no-twitter-da-famosa-serie-amar-e/" target="_blank">&#8220;Namorar é&#8230;&#8221;</a> com várias cenas da vida a dois.</p>
<h3>Audiotour pela cidade</h3>
<p>Fiquei fascinado com esse projeto da Mostra SESC de Artes de 2007. Um percurso de uma hora no qual as pessoas são guiadas por um MP3 Player e caminham por vários locais da cidade em busca da resolução de um mistério policial. Por que não fazer isso com sua mulher? Faça você mesmo o percurso gravando as orientações e coordenadas em áudio. Depois anexe o MP3 a um email para ela indicando o local de partida para ela dar play e sair andando com fones de ouvido. Você pode deixar algum presente escondido debaixo do banco de uma igreja, fazer o percurso acabar em um restaurante com você dentro ou em uma loja na qual todas as atendentes já estão avisadas: “Olha, eu deixo pago e ela compra o que ela quiser dentro desse valor, pode ser?”.</p>
<p><em><strong>P.S.: </strong>Na Cabana PdH, estamos reunindo todas as brincadeiras desse tipo já realizadas pelos participantes (são muitas, sempre me surpreendo com a criatividade dos caras). Vai virar um PDF e, depois de mais ideias e relatos, quem sabe um livro?</em></p>


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		<title>Validation (Kurt Kuenne &#124; 2007): o curta que eu queria ter feito</title>
		<link>http://nao2nao1.com.br/validation-kurt-kuenne-2007-o-curta-que-eu-queria-ter-feito/</link>
		<comments>http://nao2nao1.com.br/validation-kurt-kuenne-2007-o-curta-que-eu-queria-ter-feito/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 17:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Eu passei um bom tempo sem tolerância a romantismo. Qualquer postura feliz demais, sorridente demais, qualquer pessoa &#8220;alto astral&#8221; já ativava o radar new age aqui do menino pseudo-existencialista. Existe, porém, outro tipo de alegria que não vem dessa postura &#8220;O Segredo&#8221;, cujo mantra não é &#8220;Pense positivo&#8221; e que ignora totalmente &#8220;As 7 leis espirituais do sucesso&#8221;.</p>
<p>Essa&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--noadsense--><img class="alignnone size-full wp-image-502" title="validation" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/09/validation.jpg" alt="validation" width="588" height="250" /></p>
<p>Eu passei um bom tempo <a href="http://nao2nao1.com.br/por-uma-vida-encarnada-breve-critica-aos-relacionamentos-sem-corpo/" target="_blank">sem tolerância a romantismo</a>. Qualquer postura feliz demais, sorridente demais, qualquer pessoa &#8220;alto astral&#8221; já ativava o radar <em>new age</em> aqui do menino pseudo-existencialista. Existe, porém, outro tipo de alegria que não vem dessa postura &#8220;O Segredo&#8221;, cujo mantra não é &#8220;Pense positivo&#8221; e que ignora totalmente &#8220;As 7 leis espirituais do sucesso&#8221;.</p>
<p>Essa outra alegria vem de <a href="http://nao2nao1.com.br/nosso-belo-e-despido-coracao-chogyam-trungpa/" target="_blank">uma espécie de tristeza</a>, uma vontade de compartilhar não-sei-o-quê com o outro, uma certeza de que ele também tem esse mesmo coração. Às vezes ela pode ser romantizada, virar musical estilo Disney, mas por pura brincadeira – sua base é outra.</p>
<p>Escrevi um pouco sobre isso no <a href="http://nao2nao1.com.br/espontaneidade-primordial-diante-de-tudo-so-nos-resta-gargalhar-2/" target="_blank">texto sobre espontaneidade</a> e em outro que finalizei com o <a href="http://nao2nao1.com.br/casal-sorriso-levar-a-serio-relacionamentos/" target="_blank">vídeo das gargalhadas no metrô</a>. Sorrir – <strong>verdadeiramente sorrir, solto, aberto, olhando nos olhos do outro</strong> – foi algo que comecei a aprender apenas há uns 4 anos, curiosamente junto com a criação do Não2Não1.</p>
<p>Com o curta de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0473936/" target="_blank">Kurt Kuenne</a>, em vez de analisar o conteúdo (daria pra soltar mil comentários) como fiz com <a href="http://nao2nao1.com.br/o-amor-e-filme/" target="_blank"><em>J’Attendrai Le Suivant</em></a>, decidi apenas listar os eventos anteriores ao link do YouTube que me chegou hoje por email:</p>
<p>• Ontem rolou tarde de meditação no CEBB. Como sempre, eu esperei que ninguém fosse, assim poderia dormir um pouco mais depois do almoço, meditar quase nada e voltar logo pra casa. Chegaram duas pessoas, brotou motivação e ficamos sentados em silêncio contra a parede até às 17h.</p>
<p><img title="nha-benta" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/09/nha-benta.jpg" alt="nha-benta" width="200" height="255" align="left" />• Saí especialmente feliz, brilho nos olhos, peito <em>wide open</em>. Lembrei que tinha comprado<strong> uma caixa de Nhá Benta</strong> (com 5 de sabores diferentes) e pensei em distribuir no metrô. No caminho, encontro uma mulher nitidamente desesperada que tinha acabado de trancar o carro com a chave e a bolsa dentro. &#8220;Posso usar seu celular?&#8221;. Ela ligou para o filho ir resgatá-la e depois começou a falar sem parar comigo (&#8220;Vim só comprar uma lente, uma só lente, devia ter parado no estacionamento do Shopping&#8230;&#8221;). Tenho certeza que a Nhá Benta que ela pegou não ajudou em nada, mas eu vi o sorriso no meio daquele rosto suado e surpreso.</p>
<p>• No metrô, de novo a mesma história: &#8220;Mas por quê?&#8221;. <strong>Vender tudo bem, mas dar exige uma explicação.</strong> Ser autocentrado OK, ser generoso não. Toda generosidade esconde um interesse egoísta por trás, não é verdade? Pois respondi: &#8220;Você pega, amanhã eu escrevo no meu blog, um monte de gente lê e me acha o máximo. É isso. Ganho muito mais do que gastei com essa caixa!&#8221;. Mentira. Eu respondi: &#8220;Se eu estivesse pedindo dinheiro em troca, você não perguntaria isso, não é mesmo?&#8221;. E falei como sempre para buscar por &#8220;bombons no metrô&#8221; no Google, assim aumento as visitas por aqui, não é uma ótima estratégia?</p>
<p>• Enquanto eu mais tentava convencer as pessoas do que distribuía (afinal eram só 4 Nhá Bentas para um vagão inteiro), uma criança me seguia com os olhos sem entender nada.</p>
<p>• Uma senhora bem velhinha me ouviu falar com um casal e resolveu pegar uma: &#8220;Vou ajudar o menino&#8221;. Antes de sair do metrô, quando eu já estava sentado, ela disse: &#8220;Deus te abençoe&#8221;. ;-)</p>
<p>• Fui pro show do Brad Mehldau no SESC Santana. Na volta, uma menina pediu para andar ao meu lado até o metrô (o caminho é escuro e deserto). Enquanto ela contava sua vida, pensei em outros modos de estabelecer relações com estranhos. Dar bombons, atravessar a rua de mãos dadas, pedir uma história ou um sonho, beijar no escuro da festa&#8230; <strong>O que mais é possível de se fazer segundos depois de encontrar alguém pela primeira vez?</strong></p>
<p>• Hoje meu ex-chefe, grande amigo, me envia um link dizendo que achou o vídeo a minha cara. Com receio de ser algo no estilo &#8220;PowerPoint motivacional&#8221;, abro e me deparo com uma obra-prima, da trilha (composta pelo próprio diretor que é músico) à atuação, da fotografia ao roteiro. O estilo caricatural, exagerado, romantizado, quase surreal, próprio de uma fábula, é perfeito para evidenciar muito o que venho dizendo por aqui e tentando incorporar em minha própria vida.</p>
<p><strong>Assistam comigo</strong> (se não souber inglês, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=d84kPT5YMFA" target="_blank">aqui está a versão legendada</a>):</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="588" height="472" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Cbk980jV7Ao&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="588" height="472" src="http://www.youtube.com/v/Cbk980jV7Ao&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Cbk980jV7Ao" target="_blank"><em>Validation</em> (Kurt Kuenne | 2007)</a></p>
<p><em><strong>P.S.: </strong>Para os aprendizes de Don Juan que desejam conquistar uma ou mais mulheres, acho que o filme explicita ainda mais a abordagem que explorei no <a href="http://nao2nao1.com.br/as-melhores-cantadas-do-cinema-2-caos-calmo/" target="_blank">texto sobre o filme Caos Calmo</a>. Em vez de focar na mulher, construa relações positivas (lúdicas, profundas, transparentes) em todas as direções. Ela eventualmente vai querer participar da brincadeira, não se preocupe.</em></p>
<p><em><strong>P.S. 2: </strong>E aí? Alguém mais vai fazer o lance da Nhá Benta no metrô ou nas ruas? Comente aqui se fizer.</em></p>
<p><em><strong>P.S. 3: </strong>O próximo post será sobre outro curta do cara. Aproveito para recomendar um terceiro, esse longa, que todos dizem ser genial (já estou baixando): <a href="http://dearzachary.com" target="_blank">Dear Zachary</a>.</em></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Namorar é&#8230; (uma releitura no Twitter da famosa série &#8220;Amar é&#8230;&#8221;)</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 13:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[conquista]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>No fim dos anos 60, Kim Grove (mais conhecida pelo nome de casada, Kim Casali) desenhou algumas pequenas declarações de amor para seu futuro marido, Roberto Casali.</p>
<p>Ali começava a série Love is&#8230;, que continuou após a morte de Kim, em 1997, com seu filho Sefano Casali e o artista Bill Asprey produzindo novas tiras até hoje.</p>
<p>São memórias embaçadas&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><!--noadsense--><img class="alignnone size-full wp-image-452 alignleft" style="float: left;" title="amar-e-kim" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/08/amar-e-kim.jpg" alt="" width="200" height="253" />No fim dos anos 60, Kim Grove (mais conhecida pelo nome de casada, <strong>Kim Casali</strong>) desenhou algumas pequenas declarações de amor para seu futuro marido, Roberto Casali.</p>
<p>Ali começava a série <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Love_Is..." target="_blank"><em>Love is&#8230;</em></a>, que continuou após a morte de Kim, em 1997, com seu filho Sefano Casali e o artista Bill Asprey produzindo <a href="http://www.gocomics.com/loveis/" target="_blank">novas tiras até hoje</a>.</p>
<p>São memórias embaçadas e duvidosas, mas me lembro de ter visto vários desenhos da série quando pequeno, talvez em algum pano de prato, calendário ou livro de receitas na cozinha. Não descarto nenhuma opção pois creio que fizeram de tudo explorando esse casalzinho que nunca se pegava direito.</p>
<p>Fica o desafio ao leitor sociólogo: pesquisar o quanto Kim Casali contribuiu para a construção do imaginário amoroso atual que liga ao amor tudo aquilo que é abstrato, divino e incorpóreo, deixando a parte da carne para outras palavras, como &#8220;sexo&#8221; e &#8220;paixão&#8221;.</p>
<h1>Amor sacana X Machismo santificado</h1>
<p>O que seria das relações atuais se tivéssemos crescido olhando para os seguintes desenhos?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-451" title="Amar é" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/08/amar-e.jpg" alt="" width="500" height="361" /></p>
<p>Associar os verbos amar e foder é bem melhor do que promover o machismo: &#8220;Eu te amo porque me reprimo por você, abro mão da minha liberdade e dos meus desejos, me sacrifico, sofro, perco a autonomia por você, querido&#8221;.</p>
<p>Além de construir uma imagem santificada (e tediosa) das relações amorosas, a série apresentava uma mulher passiva, presa e&#8230; burra. Essa visão que existe até hoje, na qual <strong>a felicidade feminina se resume a encontrar um homem lindo, inteligente e rico</strong>, sabe? Se acha que estou exagerando, assista a esse <a href="http://www.youtube.com/watch?v=s3uoS0wBsVo" target="_blank">comercial da marca Melissa</a>.</p>
<p>Muitos dos desenhos podem ser legais, mas deem uma olhada aqui:</p>
<p><a href="http"><img class="alignnone size-full wp-image-453" title="love-is" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/08/love-is.jpg" alt="" width="500" height="488" /></a></p>
<p>Só comer pão de alho quando ele quiser, madrugar para fazer café <em>para ele</em>, deixá-lo ir no puteiro com os amigos e aceitar a comida que ele pedir. Genial, não? Acho que a <a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/" target="_blank">Marjorie Rodrigues</a> vai adorar comentar esses quatro casos, ainda mais porque a autora é uma mulher!</p>
<h1>Namorar é&#8230;</h1>
<p>Assim que conheci minha namorada, comecei espontaneamente a <a href="http://twitter.com/gustavogitti" target="_blank">escrever no Twitter</a> uma série de mensagens iniciadas por &#8220;Namorar é&#8230;&#8221;. Digo &#8220;conheci a minha namorada&#8221; pois eu comecei a namorar antes dela, antes mesmo de saber seu nome, fato também informado pelo Twitter:</p>
<blockquote><p>&#8220;Antes de lhe contar que ela era sua namorada, ele perguntou pelo seu nome.&#8221;</p></blockquote>
<p>Ela logo criou um perfil e então acompanhou as mensagens seguintes. Eu chegava no trabalho com alguma lembrança nítida da noite anterior, abria a janelinha do <a href="https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/5081" target="_blank">TwitterFox</a>, ficava uns segundos com cara de bobo e escrevia, feliz, totalmente sem senso estético para cortar as palavras melosas.</p>
<p>A ideia não era criticar a série &#8220;Amar é&#8230;&#8221;, mas brincar um pouco com as ações que ambos (não só um) fazem por diversão (não por sacrifício), sem o tal do <a href="http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia-parte-2/">&#8220;amor incondicional&#8221;</a>, mas com desejo, <strong>com tesão</strong> mesmo.</p>
<p>Listo aqui fora da ordem cronológica. Talvez tenha esquecido de uma ou outra&#8230; Cada mensagem esconde uma história – espero que não seja só do meu namoro.</p>
<p><a href="http://twitter.com/gustavogitti/status/1336229843"><img class="alignnone size-full wp-image-455" title="namorar-e-gustavo-gitti-twitter" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/08/namorar-e-gustavo-gitti-twitter.jpg" alt="" width="500" height="277" /></a></p>
<blockquote><p>Namorar é&#8230; esquecer tudo, do nada, como se não houvesse passado algum, só para fazer caber na memória as cenas da noite de ontem.</p>
<p>Namorar é… ter pra quem entregar aquele presente simples que você sabe que faria qualquer mulher feliz, mas que não queria dar pra uma amiga.</p>
<p>Namorar é&#8230; consultar a agenda de dança porque música, teatro, cinema, exposição e restaurantes já foram usados como desculpa para vê-la.</p>
<p>Namorar é&#8230; <strong>aprender a arte de chegar atrasado</strong> e até não ir em peças, shows e festas, deixando morrer com gosto o ingresso na carteira.</p>
<p>Namorar é&#8230; amar silenciosamente no escuro, sem nenhuma garantia de que o outro realmente está perto de você.</p>
<p>Namorar é&#8230; fazer uma compra adicional toda semana, levando só damascos, castanhas, queijos, chocolates e vinho (ok, água sanitária também).</p>
<p>Namorar é… se perder em palavras, jogos de linguagem, metáforas, gestos, imagens, cenas. Confundir arte e vida, ator e personagem.</p>
<p>Namorar é… sorrir enquanto ela decide com qual roupa vai sair, pois você sabe que ela fica mesmo linda quando se veste com seu lençol.</p>
<p>Namorar é&#8230; <strong>ignorar o elevador e subir 6 andares de escada</strong> só porque demora mais, não tem câmera e é mais &#8220;divertido&#8221;.</p>
<p>Namorar é&#8230; ter um motivo para ir ao show do Radiohead MUITO mais importante do que o próprio Radiohead.</p>
<p>Namorar é&#8230; se assustar ao ver brincadeiras e ideias malucas virando realidade. &#8220;Vamos&#8230;?&#8221;. Basta o outro dizer &#8220;Sim&#8221;. Basta isso.</p>
<p>Namorar é&#8230; parar, realmente parar. Não fazer nada (nem mesmo nada fazer). A dois, claro.</p>
<p>Namorar é&#8230; acordar sozinho com um único pensamento: &#8220;Por que mesmo eu não a chamei para dormir aqui?&#8221;.</p>
<p>Namorar é&#8230; atualizar um Gdoc com anotações e links divididos em &#8220;restaurantes&#8221;, &#8220;locais para dançar&#8221;, &#8220;ideias&#8221; e &#8220;presentes&#8221;.</p>
<p>Namorar é… <strong>ter tempo, muito tempo.</strong> Tempo inclusive para fingir não tê-lo, se apressar e fazer caber uma noite em um minuto.</p>
<p>Namorar é… sonhar com uma mulher linda andando ao seu redor, acordar tentando voltar para o sonho e se dar conta que não precisa.</p>
<p>Namorar é&#8230; usar email, twitter, blog, sms, caderninho, espelho do banheiro e até google calendar pra deixar recado um para o outro.</p>
<p>Namorar é&#8230; escrever no Twitter para 1228 pessoas e ter a certeza de que somente uma entenderá.</p>
<p>Namorar é&#8230; continuar com as (deliciosas) one-night stands de solteiro e, depois de anos, perceber que estava saindo com apenas uma pessoa.</p>
<p>Namorar é&#8230; <strong>dar Ctrl+C no link desse post e enviar para ele(a). ;-)</strong></p></blockquote>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O primeiro beijo eu dei no Natal dos meus 23 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 13:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Natal e réveillon, para muitos, podem ser marcadores simbólicos no calendário, estratégias capitalistas para aumentar o consumo ou simplesmente época para beber e tentar pausar a vida. Mas o fato é que as pessoas ficam mesmo mais abertas. Aquele relacionamento travado que vinha sendo empurrado, é perto do Natal que fica claro: &#8220;Eu não quero passar o Natal assim,&#8230;</p>


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<li><a href='http://nao2nao1.com.br/meus-mestres-de-musica-relacionamento-filosofia-espiritualidade-e-sexo/' rel='bookmark' title='Meus Mestres (de música, relacionamento, filosofia, espiritualidade e sexo)'>Meus Mestres (de música, relacionamento, filosofia, espiritualidade e sexo)</a></li>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--noadsense--><img class="alignnone size-full wp-image-353" title="monalisa" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2008/12/monalisa.jpg" alt="MonaLisa" /></p>
<p>Natal e réveillon, para muitos, podem ser marcadores simbólicos no calendário, estratégias capitalistas para aumentar o consumo ou simplesmente época para beber e tentar pausar a vida. Mas o fato é que as pessoas ficam mesmo mais abertas. Aquele relacionamento travado que vinha sendo empurrado, é perto do Natal que fica claro: &#8220;Eu não quero passar o Natal assim, sofrendo. Eu vou acabar com ele&#8221;. Ou aquela garota com a qual você não consegue assumir o relacionamento que todos ao redor já sabem que existe, chega a perspectiva de um ano novo e rapidamente ela recebe um olhar sem dúvida. Esta semana vi algumas decisões assim. Por isso &#8220;Natal e relacionamentos&#8221; foi a primeira coisa que pensei quando <a href="http://www.mundowalmart.com.br/?p=190" target="_blank">me convidaram a contar uma história de Natal</a>.</p>
<p>Logo me lembrei do dia <strong>26 de dezembro de 2005</strong>, quando dei meu primeiro beijo. Cronologicamente (esse modo equivocado de medir a vida), eu tinha 7 anos na primeira vez que coloquei a língua dentro da boca de uma menina. Debaixo da escada, minha prima e eu queríamos saber o gosto de nossas línguas. Não era Natal e eu não gostei de nada daquilo. A segunda vez, com 10 anos, na 5ª série, também não era Natal, mas eu gostei da brincadeira e comecei a me aventurar com as meninas mais velhas da 7ª e da 8ª.</p>
<p>Um beijo, no entanto, nunca aconteceu. Desde os 10 anos, eu fui completamente apaixonado por uma morena com o nome de uma pintura famosa. Ela sentava na minha sala, ela também cantava no coral, ela estava ali todo dia e <strong>ela me rejeitou de todos os modos possíveis</strong>. Até os 20 anos, quando comecei a namorar, ela tinha sido minha única e exclusiva paixão – platônica ou patológica, você escolhe. Foi para ela que rabisquei alguns poucos poemas na época em que queria ser escritor, foi para ela que enviei algumas letras de música na época em que eu queria ser baterista de uma banda igual ao Aerosmith. A dor dessa frustração, desse nunca ter acontecido, me deixou criativo, como se eu estivesse tentando fazer aquilo acontecer com outras pessoas ou apenas com dois personagens no papel.</p>
<p>Em dezembro de 2005, meu namoro acabou. Eu saí me sentindo humilhado, pisado, abandonado, rejeitado&#8230; aquela coisa toda, <em>same old song</em>. Passei o Natal com minha família pertinho de onde morava a garota da minha adolescência. Ela sabia que eu estava lá e marcamos algo para o dia seguinte. Fim de tarde, bebendo caipirinha, estávamos ali, um passado em frente ao outro, sem conseguir ver além de nossas projeções. Ela também tinha saído de uma relação de 3 anos, ela também sempre gostou de mim e ela também estava ferida. Ela também muitas coisas até que ela também me beijou.</p>
<p>Quando uma relação acaba, sentimos que nunca mais vamos conseguir amar alguém, nos envolver, construir algo sabendo da possibilidade de tudo ser destruído no minuto seguinte. Tal processo revela um equívoco que sempre esteve conosco: <strong>em algum momento, confundimos &#8220;amar&#8221; com &#8220;ser amado&#8221;</strong>. No fim, quando acaba o &#8220;ser amado&#8221;, temos a certeza de que com ele o &#8220;amar&#8221; igualmente se foi.</p>
<p>Começou dentro do carro e depois foi para o prédio da minha tia. Aquele beijo não se estendeu para baixo das roupas. Ficou ali, em frente à piscina, me lembrando de algo bastante simples: quando somos abandonados, quem entra em crise é apenas nossa identidade mimada. Várias pessoas podem parar de &#8220;nos amar&#8221; e de &#8220;nos fazer feliz&#8221;, mas nós nunca perdemos a capacidade de amar e de fazer alguém feliz. Nesse mundo fodido, no meio dos <strong>destroços</strong> que somos e que nunca deixaremos de ser, se tem algo que o Natal pode simbolizar é isso: nossa liberdade além de qualquer identidade mimada, nossa generosidade além de toda a carência.</p>
<p>Até os meus 23 anos, eu tinha sido beijado. Algumas bocas vieram e me beijaram. Só isso. Aquele dia eu avancei sobre o sorriso indeciso previsto por Leonardo da Vinci bem antes daquela boca nascer. Aquele dia eu beijei meu primeiro beijo.</p>
<p>Como é bem sabido, nascer dói mais que morrer. Os três meses seguintes ao beijo, os primeiros de 2006, foram os mais importantes da minha vida até hoje. Eu peguei a minha dor nas mãos e comecei a fazer coisas com ela. E vi que é possível fazer coisas com a dor dos outros também. Os castelos que quando destruídos nos enchem de sofrimento, eles mesmos podem ser construídos do próprio sofrimento. Como a flor de lótus, alguns de nós já se tocaram de que não há outro material a não ser lama, lodo, lava, esgoto e sangue. Se há alguma felicidade possível, eis nosso único material de trabalho.</p>
<p>Agora quero ouvir. Faço um convite para você: <strong><a href="http://www.mundowalmart.com.br/?p=190" target="_blank">deixe seu pequeno conto de Natal no blog do Wal-Mart</a></strong>. E me avise deixando um comentário aqui para que eu possa ir até lá e percorrer um pouquinho de sua história.</p>


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		<title>Fuerza Bruta: visceral, umbilical e urgente</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 14:37:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Experimentos para se sentir vivo]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Minhas roupas estão no varal. Meu corpo está molhado e pretendo escrever enquanto ele ainda está assim. No meu último post, falei dos cinco sentidos. Pois não há continuação melhor (a parte 2 que espere) do que relatar uma noite de Fuerza Bruta (em cartaz até dia 26 de outubro), espetáculo sensorial que faz jus ao seu nome. Tudo&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-315" title="fuerza_bruta" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2008/10/fuerza_bruta.jpg" alt="Fuerza Bruta" /></p>
<p><!--adsensestart-->Minhas roupas estão no varal. Meu corpo está molhado e pretendo escrever enquanto ele ainda está assim. No meu <a href="http://nao2nao1.com.br/meu-corpo-sobre-a-beleza-ou-breve-ensaio-sobre-a-estetica-nos-relacionamentos-parte-1/" target="_blank">último post</a>, falei dos cinco sentidos. Pois não há continuação melhor (a parte 2 que espere) do que relatar uma noite de <strong><em><a href="http://www.fuerzabrutabrasil.com.br" target="_blank">Fuerza Bruta</a></em></strong> (em cartaz até dia 26 de outubro), espetáculo sensorial que faz jus ao seu nome. Tudo é bruto: os rostos, as roupas, as músicas, os cortes, as luzes.</p>
<p>A música, o tempo todo, faz parte do show. Não é plano de fundo ou trilha. É personagem. Conduz cada momento e nos leva a participar. Dá vontade de correr junto com o cara ou mergulhar junto com as mulheres numa das cenas mais lindas que já cruzaram meus olhos.</p>
<p>A história passa por toda uma vida. Começa morrendo, termina também. O homem e sua urgência de ser vivo, de viver tudo. A necessidade que temos em conciliar tudo que acontece ao mesmo tempo. Tentativa desesperada de acompanhar, aproveitar, fruir, como se precisássemos de cada acontecimento para ter a certeza de que estamos&#8230; vivos.</p>
<p>Acompanhado, sozinho, correndo, dormindo. Sempre fatigado, sempre correndo atrás do que ele não sabe o que é, mas pretende alcançar. Ou você sabe por que trabalha 8 horas diárias? Passam estranhos, passam amigos, passam mulheres. Ele tem sonhos, ele tem trabalho e ele corre. A cada momento um obstáculo: portas, escadas, caixas. Tudo deve ser transposto, e logo. Ele está preso o tempo todo a uma corda. Um fio condutor, um fio repressor, um cordão umbilical. Algo que o prende a realidade, oferece segurança mas restringe seus movimentos.</p>
<p>Os relacionamentos. De um lado a mulher, do outro o cara. Entre eles, uma barreira fina, algum tipo de plástico. Eles tentam se tocar, se agarrar, um grita pelo outro, se esforçam, mas não conseguem. Esforço, energia dispendida, tentativa de fazer funcionar, o famoso &#8220;dar certo&#8221;. Stress. Tensão para uma união impossível.</p>
<p>Depois das mulheres, um cara. Horas dançando, horas parado. Aparecem amigos, eles chamam gente da platéia, como se fossem pessoas passageiras, aquelas que participam em alguma momento da nossa história e depois se vão. Dança. Agora todos nós dançamos sob a chuva, nos molhamos e celebramos nossas dores e delícias. Esquecemos do frio lá fora e só deixamos a água cair sobre nós enquanto pulamos no nada, em busca de sermos amados.</p>
<p>Lembrança. A parte mais bonita da noite: do teto, desce uma superfície transparente com uma menina em cima. E água. Útero. Gestação. A mulher em sua essência. Quente, molhada, sexy. Sereia. Depois entram outras mulheres e a superfície baixa até conseguirmos tocá-la. Conhecimento pela sensação. Elas olham para a gente com curiosidade e a gente olha de volta, tenta tocar de volta, entender o que está acontecendo. Queremos agarrar as coisas, o outro, mas nunca conseguimos.</p>
<p>Meu cabelo já está seco. Tudo é sempre tão breve. E intenso. Cada fenômeno é intenso por si só, sem que precisemos fazê-lo assim. Basta saber olhar ou andar. A vida é como <em>Fuerza Bruta</em>: para existir, exige nossos seis sentidos. Mas só. O espetáculo se faz naturalmente, uma vez que estamos prestando atenção.</p>
<p><em>* No Budismo, a mente é considerada um sentido adicional. Nada a ver com intuição, apenas mais um sentido convencional.</em></p>
<p><em>** Acesse o <a href="http://www.fuerzabrutabrasil.com.br/" target="_blank">site oficial do espetáculo</a> e <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=fuerza+bruta" target="_blank">assista a alguma cenas no YouTube</a>. Vá. Fuerza Bruta é, digamos assim, necessário.</em></p>
<p><em>*** Coloquei o post na categoria &#8220;<a href="http://nao2nao1.com.br/category/experimentos-para-se-sentir-vivo/" target="_blank">Experimentos para se sentir vivo&#8221;</a>. Sim, porque eu ainda acho que um dos modos de cultivar relações criativas é ativar todos os cinco sentidos. Ser visceral. Não esperar. E </em><em>Fuerza Bruta nos deixa assim, com </em><em>um certo gosto de urgência nos lábios.</em></p>


<p>No related posts.</p>]]></content:encoded>
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