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	<title>Não Dois, Não Um &#187; Livros</title>
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	<description>Um blog sobre relacionamentos lúcidos</description>
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		<title>A mulher que vai ganhar o livro Uma Vida Inventada (Maitê Proença) é&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 03:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Vamos ao que interessa. O post sobre o livro da Maitê Proença gerou 44 comentários. Antes de revelar a ganhadora, vou citar o que considero os principais trechos (principalmente para a leitura dos homens). Eis algumas respostas à questão &#8220;Quando virei mulher?&#8221;:</p>
<p>&#8220;Hoje quero alguém que me tire as rédeas das mãos, me ponha sentada no colo e me&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://nao2nao1.com.br/img/maite_proenca.jpg" alt="" width="588" height="150" /></p>
<p>Vamos ao que interessa. O <a href="http://nao2nao1.com.br/mulheres-que-me-dao-tesao-3-maite-proenca-comente-e-concorra-a-um-livro/" target="_blank">post sobre o livro da Maitê Proença</a> gerou 44 comentários. Antes de revelar a ganhadora, vou citar o que considero os principais trechos (principalmente para a leitura dos homens). Eis algumas respostas à questão &#8220;Quando virei mulher?&#8221;:</p>
<blockquote><p>&#8220;Hoje quero alguém que me tire as rédeas das mãos, me ponha sentada no colo e <strong>me diga que vai me levar não-importa-pra-onde</strong>. E foi quando eu decidi que embarcaria nessa viagem qualquer, que percebi que sou mulher. <strong>É preciso muito mais força pra se deixar guiar</strong>… não é?&#8221;</p>
<p>&#8220;Quer saber quando me senti mulher? Quando um homem me tratou como mulher e ponto. Ele era um estranho, isto é, não sabia deste meu histórico “fálico”. <strong>Ele me conduziu</strong> entre os lugares. Decidiu por nós. Mandou. E eu achei deliciosamente bom estar entregue àquele homem.&#8221;</p>
<p>&#8220;Me sinto mulher quando vejo que <strong>não posso me controlar</strong>, me entender, e me racionalizar. Quando simplesmente abraço esta confusão de sensações e sentimentos.&#8221;</p>
<p>&#8220;<strong>Mulher não tem signo, nem símbolo. </strong>A gente não sabe exatamente o que é que nos torna o que somos. O que é que dá a pitada final naquele caldo de emoções conflitantes.&#8221;</p>
<p>&#8220;Ser mulher é uma coisa que vem e que vai&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Eu tinha um casamento, um emprego, uma vida. Mas eu não ME tinha.&#8221;</p>
<p>&#8220;No parto também, a feminilidade exalava por todos os poros, literalmente. Momentos como esse nos ligam à todas as mulheres que vieram antes de nós, e eu sentia que todas as minhas antepassadas estavam ali comigo, <strong>parindo</strong>.&#8221;</p>
<p>&#8220;Fui mulher sempre que me apaixonei, sempre que me senti tocada de alguma forma, pelo masculino. <strong>Deixava de ser quando esse mesmo masculino não sabia me conduzir</strong>, e eu assumia minha porção máscula, como aprendi bem a fazer pela sobrevivência.&#8221;</p>
<p>&#8220;Tornei-me mulher quando entendi que podia ser forte, mas <strong>não precisava ter medo de ser frágil</strong>. Quando aprendi que podia carregar o mundo nas costas, mas chorar porque estava pesado.&#8221;</p>
<p>&#8220;Viro mulher todos os dias quando durmo só e acordo molhada de sonhos indizíveis, pulo os brinquedos pra beijar meu guri, vou pro trabalho cantando com o rádio, chamo meu chefe de meu bem por força de outros hábitos, corro pra casa e faço supermercado na hora do almoço, levo carro pra revisão, pago as contas, levo trabalho pra casa, busco filho na escola, leio o Borges, mando presentes pelo correio para gente querida. <strong>Viro mulher sempre que posso</strong>, quando esqueço de tudo e me deixo levar pela onda que abraça a mim e ao homem que move o meu desejo.&#8221;</p></blockquote>
<p>Depois de me deliciar com esses relatos, resolvi dar 2 livros, claro. Para que ficar com um, não é mesmo? Vou dar o meu também. As ganhadoras são essas que escreveram os últimos dois trechos acima: <strong><a href="http://arealidadeelouca.blogspot.com/" target="_blank">Deborah</a></strong> (pela frase) e <strong><a href="http://viversemmim.blogspot.com/" target="_blank">Amarílis</a></strong> (pela vida). O primeiro trecho acima merece muito também, mas a Camila é minha amiga. Seria sacanagem&#8230; ;-)</p>
<p>Por favor, informem por email seus endereços para que eu possa enviar pelo correio. Agradeço a todas-cada-uma pela participação. Em breve, teremos mais disso por aqui!</p>
<p>Quem não ganhou pode comprar o livro <em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338127/vida+inventada:+memorias+trocadas+e+outras+historias,+uma/?franq=254430" target="_blank"><strong>Uma Vida Inventada</strong></a></em> online.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Mulheres que me dão tesão (3) &#8211; Maitê Proença (comente e concorra a um livro autografado!)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 10:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mulheres que me dão tesão]]></category>
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<p>A Maitê Proença é linda e eu casaria com ela. Ponto. Como as pessoas esperam mais do que uma simples frase para um post, eu continuo. ;-)</p>
<p>Ela é uma das poucas atrizes brasileiras que admiro (a Bruna Lombardi é outra). Sua carreira é invejável, ok, ela é uma das apresentadoras do programa Saia Justa na GNT, já posou&#8230;</p>


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<li><a href='http://nao2nao1.com.br/promocao-venha-comigo-ao-brastemp-gourmet-2008/' rel='bookmark' title='Promoção &#8211; Venha comigo ao BGOURMET 2008 (comente e concorra)'>Promoção &#8211; Venha comigo ao BGOURMET 2008 (comente e concorra)</a></li>
<li><a href='http://nao2nao1.com.br/serie-mulheres-que-me-dao-tesao-1-tori-amos/' rel='bookmark' title='Série &#8220;Mulheres que me dão tesão&#8221; (2) &#8211; Tori Amos'>Série &#8220;Mulheres que me dão tesão&#8221; (2) &#8211; Tori Amos</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338127/vida+inventada:+memorias+trocadas+e+outras+historias,+uma/?franq=254430" target="_blank"><img title="Maitê Proença" src="http://nao2nao1.com.br/img/maite_proenca.jpg" alt="Maitê Proença" width="588" height="150" /></a></p>
<p>A Maitê Proença é linda e eu casaria com ela. Ponto. Como as pessoas esperam mais do que uma simples frase para um post, eu continuo. ;-)</p>
<p>Ela é uma das poucas atrizes brasileiras que admiro (a Bruna Lombardi é outra). Sua carreira é invejável, ok, ela é uma das apresentadoras do programa <em>Saia Justa</em> na GNT, já posou nua para a <em>Playboy</em>, escreveu crônicas para a revista <em>Época </em>e lançou um livro, <em><a title="Maitê Proença - Entre Ossos e a Escrita" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338128/entre+ossos+e+a+escrita/?franq=254430" target="_blank">Entre Ossos e a Escrita</a></em>. No entanto, isso tudo é bastante comum e não é o motivo de minha paixão.</p>
<p>Maitê é mulher com M, expressão da vida, imersa em espiritualidade. Ela personifica uma jornada comum a todas as mulheres: <strong>deixar de viver para ser vida</strong>, parar de tocar a natureza para se tornar a natureza, abandonar o anseio por amor para se tornar amor.</p>
<p>O primeiro gancho de minha conexão com ela, lembro bem, foi um chá alucinógeno chamado <em>ayahuasca</em>, conhecido em alguns locais como Santo Daime. Tomei 4 vezes e na época vibrei: &#8220;Ela tomou também!&#8221;. Além de sua história que conheci essa semana: perdeu os pais quando menina (eu não perdi, mas sofri com a separação), começou a escrever por causa de um grande amor, adora entrar em vários mundos sem nunca pertencer a nenhum&#8230;</p>
<p>Semana passada recebi, por cortesia, dois exemplares de seu segundo livro, que será lançado essa semana em São Paulo:</p>
<p><a title="Maitê Proença - Uma Vida Inventada" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338127/vida+inventada:+memorias+trocadas+e+outras+historias,+uma/?franq=254430" target="_blank"><img class="alignleft" style="float: left;" title="Maitê Proença - Uma Vida Inventada - Livro" src="http://nao2nao1.com.br/img/vidainventada_maiteproenca.jpg" alt="Maitê Proença - Uma Vida Inventada - Livro" width="146" height="225" /></a><em><strong>Uma Vida Inventada: memórias trocadas e outras histórias | </strong></em>Maitê Proença<br />
<em>Editora: </em>Agir (Grupo Ediouro)<br />
<em>Páginas: </em>224<br />
<em>Preço: </em>R$ 29,90<br />
<a title="Maitê Proença - Livro - Uma Vida Inventada" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338127/vida+inventada:+memorias+trocadas+e+outras+historias,+uma/?franq=254430" target="_blank">Compre online!</a></p>
<p>Um deles eu li inteiro (coisa rara hoje em dia, ainda mais com livros desse tipo), outro deixei guardado para uma <strong>leitora sortuda</strong> do <em>Não2Não1</em>. Para concorrer, basta deixar um comentário (preencha todos os campos, principalmente o email) respondendo à pergunta: <strong>&#8220;Descreva o momento em que você virou MULHER ou o que falta para isso&#8221;</strong>. Essa proposta é inspirada por um dos trechos do livro, o primeiro dos citados abaixo. A mulher com o comentário mais gostoso-apetitoso-tudo-de-bom ganhará um livro autografado pela Maitê.</p>
<p>Além de algumas crônicas, eu nunca tinha lido nada da Maitê. Confesso que fui surpreendido por esse segundo livro. Em vários trechos, pensei: &#8220;Preciso dar esse livro para&#8230;&#8221;. Se seguisse cada um desses pensamentos, teria comprado uns 20 livros para as mulheres que habitam minha mente.</p>
<p>Maitê transborda o feminino, tem umas confusões deliciosas e umas frases ótimas que saem sem querer. Parece uma criança muitas vezes. Como mulher, pode ser chuva, trovão, mar ou areia. Viajou o mundo, sorveu cada minuto e, ainda assim, somente se realizou quando foi mãe.</p>
<p>Em vez de ficar falando, vou abrir o livro aqui e compartilhar algumas coisas com vocês.</p>
<h1>Gestos da Maitê</h1>
<h4>Sobre a experiência com ayahuasca</h4>
<blockquote><p>&#8220;Meu mergulho foi fundo, foi denso, e foi bom. O entulho que sufocava , retirei de cima de mim. Chorei oceanos, rompi os diques de minhas represas, caminhei por tempestades de areia. Depois, sentada sobre as dunas que se formaram, lá do alto, presenciei belezas transcendentais. Mais do que tudo, coisas simples, virei mulher. Eu era um ser híbrido com medo da fêmea sentimental, intuitiva, e por função parideira, que existia em mim – era um amontoado de fazeres e aconteceres. Naquele divisor de águas, <strong>em que eu antes era levada pela corrente, mas depois virei a própria corrente que levava</strong>, pude conciliar-me com um aspecto muito feminino de meu ser e, assim, preparar-me passivamente para a concepção. E, ao realizar algo tão prosaico para tantas, mas que para mim, com dez ano de tentativas malsucedidas, não parecia possível, tornei-me igual à vaca, à cabra, à girafa, à lesma. E, irmanada à criação, senti o círculo se fechar em completude.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre as confusões do feminino</h4>
<blockquote><p>&#8220;Faço refeições em torno da mesa, oração às seis da tarde, nado mil metros todos os dias, tenho um bom trabalho, um bom dinheiro, a filha perfeita, amigos de trinta anos e um homem que me ama. Contudo, muitas vezes <strong>me sinto perdida numa desestrutura abissal! </strong>Não me lembro de terem me avisado que precisaria lidar com tantas verdades incongruentes se confrontando dentro de mim.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre ser mulher</h4>
<blockquote><p>&#8220;Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só, o sangue me corre quente, sou da briga e quero brigar, dou risada alto, falo baixo, tenho explosões de alegria e fico muito, muito triste.&#8221;</p></blockquote>
<p>Agora, me diz, como não amar as mulheres?</p>
<h4>Sobre viver intensamente</h4>
<blockquote><p>&#8220;Deixei de ser uma pessoa assustada e defendida, para aprender que não se morre de intensidade. Morre-se, ao contrário, pelo embrutecimento. Deve ser por isso que hoje a medida das coisas muitas vezes me escapa. Quando a gente perde a delicadeza de se deixar mobilizar pelo entorno e recupera isso depois, o valor dos sentimentos se eleva. E pega-se gosto na brincadeira – <strong>já que não mata, quero despencar em vertigem de dor até o fundo do poço</strong>, e quero subir gargalhando até o infinito supremo, e quero me largar nesse amor feito uma canoa no mar, e quero e quero e quero mais. [...] Quando o mundo fica bobo, não é nada mal se entregar assim. Sensações podem ser prazerosas ou ruins e fazem a gente palpitar, mas elas vêm de fora, e por isso os sentimentos a meu ver lhes são superiores, brotam por dentro, e não há um igual a outro.&#8221;</p>
<p>&#8220;Neste mundo não há saída: há os que assistem, entediados, ao tempo passar da janela, e há os afoitos, que agarram a vida pelo colarinho. Carimbada de hematomas, reconheço, sou do segundo time.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre sexo</h4>
<blockquote><p>&#8220;A gente gasta um tempo danado seduzindo os outros. É uma espécie de vício que se aprende quando criança e que vamos sofisticando ao longo da vida. Verdade que nem sempre resulta em sexo, e muitas vezes nem é por ele que seduzimos, mas para sermos apreciados no ser que quer que seja.&#8221;</p>
<p>&#8220;Não considero sexo fundamental. Sexo é apenas delicioso.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre transcendência</h4>
<blockquote><p>&#8220;Quando tiver me livrado de mim, talvez eu consiga escrever sobre <strong>os não-mim que há em mim</strong> e por toda parte.&#8221;</p>
<p>&#8220;É duro ter que viver dia após dia consigo mesmo: o grande cansaço é de si próprio.&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre a paz (paradoxal) que vem da paixão</h4>
<blockquote><p>&#8220;Só sei viver um amor se antes passar pela cegueira da paixão. Não entregaria minha vida a outro de caso pensado, sou defendida e controladora demais. [...] Ou seja, pelo intelecto a coisa não vai. Só mesmo a paixão, que é do reino da loucura, me põe entregue e besta, com as patas arriadas no chão. E eis a contradição outra vez: <strong>nada me descansa mais que um amor insensato</strong> – quanta paz e conforto há naquele punhado de instantes em que se vislumbra o paraíso!&#8221;</p></blockquote>
<h4>Sobre o presente</h4>
<blockquote><p>&#8220;Renunciando ao agora e desistindo do ócio criamos uma civilização de prazeres adiados em nome de <strong>um porvir que não chega nunca</strong>. O lado bom dessa busca é o encontro com o novo e sensação do renascer, pois o preço pago pelas tribos de ócio foi a ausência de desenvolvimento e cultura. Mas o preço pago pela civilização é o enquadramento do espírito, a correria e a falta de paz.&#8221;</p></blockquote>
<h1>Lançamento do livro em SP</h1>
<p>Eu tentarei ir. Se puder, apareça. Se não puder, comente abaixo e concorra a um exemplar, cortesia desse blog querido aqui. ;-)</p>
<p>São Paulo &#8211; Livraria da Vila (2 de abril, quarta, às 19h)<br />
Leitura com participação afetiva de Irene Ravache<br />
Rua Fradique Coutinho, 915 &#8211; Vl Madalena<br />
Tel: (11) 381405811</p>
<h1>Comente e concorra a um livro!</h1>
<p>Descreva o momento em que você virou MULHER ou o que falta para isso. Ganha quem deixar o comentário mais rico e delicioso (não necessariamente o mais longo). Pode ser o relato de uma noite em que você foi mulher, do período em que você se formou mulher, da fase em que mais você expressou o feminino, etc. Homens, eu não quero saber quando vocês viraram mulher, ok? ;-)</p>
<p>Quem não ganhar pode <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21338127/vida+inventada:+memorias+trocadas+e+outras+historias,+uma/?franq=254430" target="_blank">comprar on-line</a>.</p>
<p>Espero poder fazer muitas outras promoções assim aqui do <em>Não2Não1</em>. Vocês também não acham uma ótima?</p>
<p><em>P.S.: Esse não é um post patrocinado. Não recebi nada de grana para fazê-l0, apenas dois livros de cortesia. Como gostei muito, é um prazer pode oferecer um deles para uma leitora.</em></p>
<p><em>Update: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u388120.shtml" target="_blank">Leia entrevista</a> com Maitê na Folha Online e no <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080402/not_imp149810,0.php" target="_blank">Caderno 2 do Estadão</a> (essa matéria ficou excelente!).<br />
</em></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Apenas estar aí&#8221;: sobre dizer sim à vida &#8211; Rainer Maria Rilke</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Nov 2007 15:58:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Hoje encontrei um livro precioso (Cartas do Poeta sobre a Vida) cheio de trechos das famosas cartas de Rainer Maria Rilke. A edição está bem caprichada, abrange várias temáticas (morte, arte, fé, arte, linguagem, trabalho, ser com os outros, infância, educação, solidão, doença, amor) e contém todas as referências. A Martins Fontes está de parabéns!</p>
<p>Uma das citações me senti&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
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<p>Uma das citações me senti obrigado a compartilhar aqui, pois resume perfeitamente o que precisei de vários parágrafos para tentar dizer no texto <a href="http://nao2nao1.com.br/meu-corpo-sobre-o-arrependimento/" target="_blank">&#8220;Meu corpo sobre o arrependimento&#8221;</a>.</p>
<p>Deliciem-se junto comigo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Ah, contamos os anos e fazemos cortes aqui e ali e paramos e começamos e hesitamos entre essas opções. Mas quão inteiriço é tudo que nos sucede, e como tem parentesco uma coisa com outra, gerou a si mesma e cresce e é criada para se tornar ela mesma; e temos, no fundo, apenas que estar aí, mas simplesmente, mas insistentemente, tal como a Terra está aí, dizendo sim às estações, clara e escura e totalmente no espaço, não desejando repousar senão na rede de influências e forças onde as estrelas se sentem seguras.&#8221;<br />
–<strong>Rainer Maria Rilke</strong> (19 de outubro de 1907, carta para Clara Rilke)</p></blockquote>


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		<title>Mulher de Chico</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2007 02:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Para mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A imagem ao lado é para quem leu &#8220;TPM&#8221; no título do post. Na verdade, o título do texto de Isabel F. R. Labriola (psicóloga junguiana) é muito melhor: &#8220;As Mulheres em Chico ou As mulheres do Chico?&#8221;. Recebi da querida amiga Adeir Reis e li, extasiado (apesar de não gostar de muito do que se faz em nome de&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://nao2nao1.com.br/img/chico.jpg" alt="Chico Buarque" />A imagem ao lado é para quem leu &#8220;TPM&#8221; no título do post. Na verdade, o título do texto de Isabel F. R. Labriola (psicóloga junguiana) é muito melhor: <strong>&#8220;As Mulheres em Chico ou As mulheres do Chico?&#8221;</strong>. Recebi da querida amiga Adeir Reis e li, extasiado (apesar de não gostar de muito do que se faz em nome de Jung hoje).</p>
<p>A proposta do ensaio é muito boa:</p>
<blockquote><p>&#8220;É da preciosidade dos encontros e desencontros homem-mulher, presentes na obra musical de Chico Buarque de Holanda, que pretende se ocupar a minha fala. Mais precisamente, dos deslocamentos possíveis do feminino e do masculino presentes em nossa cultura, e na obra de Chico Buarque, que resultam em formas variadas e determinadas do vir a ser &#8220;mulher&#8221;. Então, e já esclarecendo o título, pretendo localizar sim as mulheres na obra do Chico mas quero também ousar afirmar que ele constrói as possibilidades de emergência de um certo tipo de mulher, que eu chamaria de &#8220;as mulheres do Chico&#8221;.&#8221;</p></blockquote>
<p>Gostei desse trecho no qual ela lista alguns lugares-comuns do ser-mulher:</p>
<blockquote><p>&#8220;Ser uma mulher implica em localizar, dentro de um discurso masculino que constrói a feminilidade, alternativas para que mulher se pode ser. Numa posição passiva do feminino, as opções oferecidas em geral situam-se entre &#8220;mãe&#8221; (ou &#8220;santa&#8221;) e &#8220;histérica&#8221;(ou &#8220;puta&#8221;). Em geral, caminhamos entre personagens da adolescente ingênua e romântica (Perséfone), da esposa virtuosa (Hera) ou da amante apaixonada (Afrodite).&#8221;</p></blockquote>
<p>E então a autora se propõe a falar da construção do feminino:</p>
<blockquote><p>&#8220;O projeto de individuação para as mulheres implica em encontrar um discurso singular que possa expressar &#8220;a mulher&#8221; que se é; o que implica em buscar ser uma &#8220;outra&#8221;, que não necessariamente a mãe ou a histérica. Nosso desafio é encontrarmos, cada uma, um eixo singular de desejo e gozo entre o masculino e o feminino; acharmos um ajuste individual e cultural para sermos o mais possível sujeito do nosso destino.&#8221;</p></blockquote>
<p>A conclusão é pela arte (para mim, é quase impossível falar do feminino sem falar em arte):</p>
<blockquote><p>&#8220;Somos mulheres do Chico, quando sua arte poética e musical nos reconecta com o nosso desejo anímico interior e suas múltiplas possibilidades de expressão no reino do masculino e do feminino, o que resulta na maturidade de uma sexualidade adulta nas relações e nas soluções. Somos então mulheres modernas, capazes da delicadeza e da maturidade de uma feminilidade composta. O resultado provisório e constante dos ajustes entre feminino e masculino, porque estamos sempre permeáveis a um novo olhar e um novo encontro com nossas virtualidades criativas. Somos então, mulheres da individuação, capazes de nos equilibrar com elegância nessa saia justa e nesse salto alto.&#8221;</p></blockquote>
<p>Aqui está o <strong><a href="http://www.salves.com.br/virtua/mulheres_em_chico.htm" target="_blank">texto na íntegra</a></strong>. Leia também <a href="http://www.symbolon.com.br/artigos2.htm" target="_blank">outros artigos com abordagem junguiana</a>.</p>
<p>Para quem gostou dessa abordagem, existe esse livro:</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/96619/figuras+do+feminino:+na+cancao+de+chico+buarque/?franq=254430" target="_blank"><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://nao2nao1.com.br/img/livro_figuras.jpg" alt="" /></a><a title="Chico Buarque" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/96619/figuras+do+feminino:+na+cancao+de+chico+buarque/?franq=254430" target="_blank"><em><strong>Figuras do Feminino na Canção de Chico Buarque</strong></em></a><br />
<strong> Autora: </strong>Adélia Bezerra De Meneses<br />
<strong> Nº de páginas: </strong>164<br />
<strong> Descrição: </strong>É esta a proposta do livro: um estudo temático das letras que modulam o feminino. Apontam-se entre outros tópicos, a mulher &#8220;órfica&#8221; e a mulher prometéica&#8221;; a ordem da festa e a ordem do trágico; a ruptura com o discurso habitual sobre a mulher; e a sobreposição das imagens da mulher e da cidade, mesclando o afetivo e o social, o sexual e o político. Mas as Figuras do Feminino que o título deste volume evoca não se restingirão à alta poesia de Chico Buarque: dirão respeito também a figurações de que a mulher brasileira se reveste na pintura. Assim, as reproduções de DiCavalcanti, Ismael Nery, Vicente do Rêgo Monteiro, Volpi, entre outros, estabelecerão – pela mera oposição – um diálogo texto-imagem de grande eficácia.</p>


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		<title>A Sagrada Loucura dos Casais</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jul 2007 21:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A Sagrada Loucura dos Casais, Paule Salomon, Ed. Cultrix. Li há uns dois anos e gostei bastante. A autora traça a evolução dos casais, como se aplicasse um modelo desenvolvimentista (como o de Ken Wilber ou de Don Beck) às relações amorosas. Os estágios identificados por ela são: 1) Casal Matriarcal; 2) Casal Patriarcal; 3) Casal Conflituoso; 4) Casal Esclarecido;&#8230;</p>


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<li><a href='http://nao2nao1.com.br/palestra-conselhos-para-os-casais/' rel='bookmark' title='Palestra &#8220;Conselhos para os casais&#8221;'>Palestra &#8220;Conselhos para os casais&#8221;</a></li>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/226207/sagrada+loucura+dos+casais,+a/?franq=254430" target="blank"><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/sagrada.jpg" alt="Sagrada Loucura dos Casais" /></a><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/226207/sagrada+loucura+dos+casais,+a/?franq=254430" target="_blank"><strong><em>A Sagrada Loucura dos Casais</em></strong></a>, Paule Salomon, Ed. Cultrix. Li há uns dois anos e gostei bastante. A autora traça a evolução dos casais, como se aplicasse um modelo desenvolvimentista (como o de Ken Wilber ou de Don Beck) às relações amorosas. Os estágios identificados por ela são: 1) Casal Matriarcal; 2) Casal Patriarcal; 3) Casal Conflituoso; 4) Casal Esclarecido; 5) Casal Lunar; 6) Casal de Andróginos e 7) Casal Desperto.</p>
<p>A epígrafe é uma citação de um diálogo do filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0093191/"><span style="font-style: italic">Asas do Desejo</span></a>, de Wim Wenders:</p>
<blockquote><p>&#8220;Não existe história maior do que a nossa, a do homem e da mulher. Essa será uma história de gigantes, invisíveis, uma história de novos ancestrais. Olhe os meus olhos! Eles são a imagem da necessidade, do futuro de todos na terra. A imagem que concebemos acompanhará a minha morte. Terei vivido dentro dessa imagem. Não existe nada, além de admiração, diante de nós dois, a admiração diante do homem e da mulher, que fez de mim um ser humano. Agora, eu sei o que nenhum anjo jamais saberá.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Deixo uns trechinhos para os enamorados:</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Evoluir é mudar o nível de prazer.&#8221;</p>
<p>&#8220;O amor humano, encarnado no casal, é talvez o único valor que pode propor um sagrado coletivo fora de toda religião.&#8221;</p>
<p>&#8220;Fala-se no super-homem, mas não se fala numa super-mulher, porque a mulher, a verdadeira mulher, é a que faz do homem mais do que ele é. No caso da mulher, basta que ela exista para existir com plenitude. É preciso que o homem passe por ela para começar a existir&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;A mulher é, o homem torna-se.&#8221;</p>
<p>&#8220;O homem precisa da intercessão da feminilidade para chegar a Deus, ou o que talvez não passe de outro modo de dizer, o homem precisa da integração da sua feminilidade para realizar sua androginia.&#8221;</p>
<p>&#8220;É necessário notar também que os homens fundaram muitas religiões, acumularam muitas palavras elucidativas sobre a vida espiritual, e esse saber teórico muitas vezes acabou por ultrapassar a vivência real de uma realização pessoal. A cultura tomou o lugar da experiência direta, o símbolo substitui o sentimento.&#8221;</p>
<p>&#8220;Um despertar considerável está em curso&#8230; Não há ideologia nesse movimento que vem da experiência; há simplesmente um desejo que sentir mais do que proclamar, um contato com o ser.&#8221;</p>
<p>&#8220;Os homens lunares, no sentido da reconciliação dos dois pólos, estão num nivel de evolução em que o psíquico avançou sobre o biológico. No plano interior, acontece um fenômeno importante, que é o da presença diante de si mesmo mediante esse contato com a mulher interior&#8230; Os homens lunares são muito sedutores para as mulheres&#8230; Eles gostam de receber carícias e se entregar com uma passividade femininam solicitando o lado ativo da mulher no amor.&#8221;</p>
<p>&#8220;O casal da unidade precisa ainda ser inventado.&#8221;</p>
<p>&#8220;Evoluir é <strong>suavizar os ângulos</strong> e aceitar a mudança. A maior esperança é sentir que em todo ser, mesmo no mais desesperado, no mais destruído, subsiste um núcleo intacto, inalterável, que pode mudar, rir, sorrir, sentir, amar.&#8221;</p>
<p>&#8220;A sexualidade, para revelar seus segredos, seus poderes e suas maravilhas, precisa ser acompanhada de um desenvolvimento interior.&#8221;</p>
<p>&#8220;Enquanto o medo diz &#8216;eu&#8217;, não existe entrega, os corpos se unem, mas as pessoas continuam separadas. A ruptura é também desse &#8216;eu&#8217;, esse ego que não quer se entregar, que cria cada vez mais os fantasmas do medo em relação ao outro. O círculo vicioso se revigora. Quando mais ativo e forte ele está nas múltiplas facetas de um ser, cada vez mais esse &#8216;eu&#8217; quer existir, e cada vez mais a pessoa se afasta de sua capacidade de fusão.&#8221;</p>
<p>&#8220;Toda paixão é uma oportunidade de<strong> iniciação</strong>. Vamos até o extremo de nós mesmos, vamos até o extremo de nossas paixões, pois elas têm uma linguagem mais subterrânea e mais íntima; elas nos revelam a nós mesmos.&#8221;</p>
<p>&#8220;Os corpos podem se encontrar e relaxar um no outro; o sexo não está mais baseado na intensidade da excitação, mas no fato de a pessoa se descontrair profundamente, de vagar com o outro numa <strong>descontração profunda</strong>, que dá novo ânimo ao ser, num abandono oceânico.&#8221;</p>
<p>&#8220;O outro é para mim sempre inatingível, seja qual for a intensidade do amor que me anima. O outro me escapa, ele não está jamais onde eu achava que poderia encontrá-lo. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho essa maravilhosa capacidade humana de poder me projetar, de me identificar com ele, de sentir o que ele sente ou de imaginar sentir o que ele sente. <strong>Eu sou o criador das sensações que recebo dele, e é essa a minha maneira de conhecê-lo</strong>, de descrevê-lo, de representá-lo para mim mesmo. A todo instante estou identificado com o meu corpo; tenho consciência do meu eu e posso também me identificar com uma paisagem, uma pedra, com um animal e, sobretudo, com outro ser humano. Eu sinto você, eu adivinho você, eu sou você. A loucura do amor é a vontade de se tornar o outro e tornar-se o outro para se esquecer de si mesmo. A sabedoria do amor está em saber entrar e sair. Eu me torno você, mas volto para mim. Eu adquiro como que uma leveza do ser para me desmultiplicar e, paradoxalmente, é assim que eu me aproximo mais do sentimento de unidade, que é o meu horizonte e a minha nostalgia.&#8221;</p>
<p>&#8220;Por você eu venço todo o medo da sombra e toda a sombra, toda a minha cumplicidade com a destruição e a morte, com a ruptura, e reafirmo a força da vida e a abundância da sua luz; eu saúdo a sua nobreza intemporal e a reconheço como minha.&#8221;</p>
<p>&#8220;O amor é em si mesmo a resposta, ao mesmo tempo que desperta a alma para a sua sabedoria.&#8221;</p></blockquote>


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		<title>Não Discuta a Relação: como melhorar seu relacionamento sem ter que falar sobre isso</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jun 2007 19:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Além dos ensaios e dicas, vou iniciar uma nova categoria aqui no &#8220;Não dois, não um&#8221;: indicações de livros. Espero, com isso, contribuir para que insights surjam em algum dos parceiros e os relacionamentos melhorem, fiquem mais vivos e lúcidos. Aliás, eu já tinha indicado um livro genial logo no início deste blog: A Entrega, de Toni Bentley.</p>
<p>Vamos à&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além dos ensaios e dicas, vou iniciar uma nova categoria aqui no &#8220;Não dois, não um&#8221;: <em>indicações de livros</em>. Espero, com isso, contribuir para que insights surjam em algum dos parceiros e os relacionamentos melhorem, fiquem mais vivos e lúcidos. Aliás, eu já tinha indicado um livro genial logo no início deste blog: <a href="http://nao2nao1.com.br/ensaios/ele-nao-tem-medo-de-mim-para-homens/"><em>A Entrega</em>, de Toni Bentley</a>.</p>
<p>Vamos à ficha técnica:</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1888578/nao+discuta+a+relacao/?franq=254430"><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://nao2nao1.com.br/img/livro_naodiscuta.jpg" alt="" /></a><em><strong><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1888578/nao+discuta+a+relacao/?franq=254430">Não Discuta a Relação: Como melhorar seu relacionamento sem ter que falar sobre isso</a></strong></em><br />
<strong>Autores: </strong>Patricia Love e Steven Stosny<br />
<strong>Editora:</strong> Nova Fronteira<br />
<strong>Nº de páginas:</strong> 288</p>
<p>Domingo fiquei um tempo lendo este livro com minha namorada na Livraria Cultura (aliás, se você morar em Sampa, vale a pena conferir <a href="http://www.sampaist.com/archives/2007/05/21/livraria_cultura_conjunto_nacional_inauguracao_fotos.php">o novo espaço!</a>). Achei o título genial: <span style="font-style: italic">How to Improve Your Marriage Without Talking About It: Finding Love Beyond Words</span> (Patricia Love e Steven Stosny). E eu concordo com o mote que o sustenta: &#8220;Love is not about better communication. It&#8217;s about<span style="font-weight: bold"> connection</span>.&#8221;</p>
<p>Apesar de ter um excessivo discurso auto-ajuda (principalmente no final o livro se perde), eu achei algumas orientações geniais e right on the spot! O livro não é bom o suficiente para me fazer comprá-lo, mas interessante o suficiente para nos fazer pensar um pouco. Seu grande problema é simples: o título é muito bom em comparação com o conteúdo. Um título desse deveria render um livro mil vezes melhor do que o atual, não um amontoado de siglas, metáforas imbecis e métodos 1-2-3.</p>
<p>Mas vamos ao essencial&#8230; Na parte boa do livro, os autores resumem o problema dos relacionamentos em dois processos que afetam a relação. Chamam de <span style="font-weight: bold">vergonha</span> a diminuição da potência masculina e listam inúmeras situações em que isso acontece, muitas delas com uma boa ajuda da parceira. Pelo lado feminino, o problema detectado resume-se em <span style="font-weight: bold">solidão/medo</span> e eles explicam por que a causa disso é muitas vezes o próprio homem.</p>
<p>No limite, tal dinâmica do casal leva a uma sensação de total isolamento na mulher e de fracasso no homem. De fato, um processo alimenta o outro. A insegurança da mulher faz com que o homem sinta vergonha, enquanto que a impotência masculina aumenta a solidão feminina. Isso afasta e irrita ambos. É como se ele desejasse dizer a ela: &#8220;Você não confia em mim? Seu medo e insegurança fazem com que eu me sinta um fraco e perdido!&#8221;. E ela a ele: &#8220;Por que você não se aproxima? Sua depressão e falta de direção me fazem sentir medo, totalmente sozinha em meus sonhos, sozinha em meus mundos&#8221;.</p>
<p>As partes mais inovadoras do livro são: &#8220;<em>The Worst Thing a Woman Does to a Man: Shaming</em>&#8221; e &#8220;<em>The Worst Thing a Man Does to a Woman: Leaving Her Alone but Married</em>&#8220;. Todos os itens da primeira lista são exemplos de como uma mulher pode assumir a energia masculina da relação e dificultar a condução de seu homem. Os itens da segunda lista possuem também algo em comum: um espírito frágil que não consegue penetrar e conduzir as energias femininas. E não vou citar exemplos porque o mais efetivo é olhar para nossas próprias vidas e revelar os nossos próprios.</p>
<p>A saída recomendada divide-se em quatro focos: <span style="font-weight: bold">toque, rotina, atividades e sexo</span>. Ou seja, nada de conversa, diálogo, emails e bla, bla, bla. Como diz uma amiga, conversa é para amigos. Entre amantes, deve haver tensão e equilíbrio, equilíbrio em cima da tensão e muita tensão embaixo do equilíbrio. Pela tensão, nos transformamos; no equilíbrio, repousamos. Ou, como diz meu mestre, a linguagem na qual o mundo opera é a da energia, não a discursivo-conceitual. Lembro também <a href="http://blog.eharmonylabs.com/2007/06/come-on-come-on-now-touch-me/">daquela pesquisa</a> que mostra como homens que tocam nas mulheres desejadas possuem mais chances de conquista do que os que não o fazem. O biólogo Humberto Maturana concorda, ao defender que nenhuma discussão se resolve com argumentos racionais:</p>
<blockquote><p>&#8220;Every rational system has an emotional basis and this explains why it is not possible to convince anyone with a logical argument if an a priori acceptance has not been made beforehand.&#8221;</p></blockquote>
<p>O sentido original da palavra &#8220;conversar&#8221; vem do latim <em>versare</em> (&#8220;virar, dar voltas&#8221;) e <em>cum</em> (&#8220;junto, com&#8221;). Ou seja, conversar é virar junto, como fazemos muito no tango e no bolero. A verdadeira comunicação nunca é semântica, nunca ocorre por signos, símbolos, sons e palavras. <strong>Se comunicação é conexão, ela sempre ocorre por contato, condução, dança.</strong> Quando falamos algo a alguém, na verdade estamos conduzinho o olhar do outro, interagindo com sua corporalidade, pegando na mão do outro e levando-o para passear. É isso o que acontece quando explicamos uma filosofia, contamos uma história ou simplesmente batemos papo. Eis por que Maturana afirma que a linguagem humana é conotativa, não denotativa. Ela não nos informa ou transmite significados à mente, ela nos orienta, nos conduz por dentro de um universo particular e nos faz ver e tocar com o corpo.</p>
<p>Para entender como isso funciona, experimente resolver um problema com uma conversa estritamente analítica. Sentem-se distantes um do outro e comecem a listar as reclamações, fazer brainstorm de soluções, escrever metas e objetivos rumo a uma conclusão. É fascinante perceber como nenhuma argumentação lógica, ainda que sofisticada e totalmente impecável, consegue dissolver nós emocionais. Sofremos porque paramos de dançar. A solução não é parar a música, sair do salão e começar a discutir. A solução é ouvir a música e voltar a dançar.</p>
<p>Se no início é difícil encontrar um caminho do meio entre discussão e dança, basta tentar algo no outro extremo. No meio do caos, supere seu orgulho e sua raiva (sem isso, você sequer conseguirá sentir tesão, tamanho nosso estreitamento nesses momentos), conecte seu corpo inteiro por meio da respiração e ataque-a! Ela vai resistir, talvez querer voltar para o diálogo, mas se havia raiva, agora há energia, e se há energia basta redirecioná-la. Qualquer casal sabe bem como o <span style="font-weight: bold">makeup sex</span> é talvez o mais delicioso dos prazeres&#8230;</p>
<p>Enquanto os homens se esforçam em filosofar e construir prédios, as mulheres – esses seres naturalmente mais sábios – não perdem tempo com as linguagens materiais. Elas ouvem e falam só poesia, aquele perfume inexistente que dá vida a qualquer coisa que faça algum sentido. Ele manda um email, escreve bits, letras no teclado, pensamentos em português. Mas ela não lê os bits. Seus olhos ignoram letras. Seu corpo capta cada pensamento como um som. Não me perguntem como, mas o que ela vê são os gestos de quando ele escrevia, sua mão sobre o teclado, a quantidade de força e suavidade, seus olhos fixos além do monitor, sua respiração, ritmo, os pés, o corpo na cadeira. Ela se interessa pelo movimento, pela condução, pelo cheiro daquilo. Sua comunicação é incorporada. Ela lê com o corpo e para lhe dizer algo basta se conectar e usar palavras como um adorno, assim como a poesia abusa dos poemas. E isso, o email como gesto poético, isso a seduz, isso a convida para dançar. Outro homem poderia replicar os bits e enviar o mesmo email&#8230; Nada disso seria lido, não haveria o convite.</p>
<p>Por fim, duas dicas que, em minha visão, também não são bem exploradas no livro:</p>
<h4>Para ela: &#8220;Let him see you happy. Your man loves to make you happy.&#8221;</h4>
<p>A potência masculina cresce à medida que ele se sente capaz de fazer uma mulher feliz, de oferecer, de prover. O que o deixa feliz não é tanto o poder que ele sente (ainda que muitos afirmem isso), mas a segurança que <span style="font-style: italic">ela</span> recebe. Portanto, uma mulher generosa exibirá sua alegria para seu homem e com isso aumentará sua potência, alimentando o ciclo que nutre sua própria felicidade.</p>
<h4>Para ele: &#8220;Understand the compassion paradox: If it’s available whenever needed, it’s rarely needed.&#8221;</h4>
<p>Um homem <em>disponível</em> – lúcido e pronto para receber todas as energias femininas – raramente terá uma avalanche de reclamações e pedidos de sua parceira. No entanto, um homem fechado (pouco disponível e autocentrado em suas próprias complicações) receberá pedidos, exigências e reclamações a todo momento! Uma mulher que se sente acolhida (lembrando que não basta você achar que ela é acolhida, ela precisa se sentir acolhida!) pode passar dias longe, feliz, sem desconfianças, andando, se desenvolvendo. Já uma mulher que se sente isolada buscará por contato e segurança a cada instante, testando você, exigindo mais, reclamando de cada detalhe.</p>
<p>Por enquanto, é isso que tenho para compartilhar. Boa leitura. E vocês? Que livros indicam? Deixem comentários!</p>


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