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	<title>Não Dois, Não Um &#187; O melhor do Não2Não1</title>
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	<description>Um blog sobre relacionamentos lúcidos</description>
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		<title>Resposta padrão para qualquer problema de relacionamento amoroso</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 10:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um só problema, uma só saída
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--noadsense--><img class="alignnone size-full wp-image-446" title="Sem foco, você sente náusea só de olhar para seus problemas. Avança seguindo as direções da sua aflição até perceber que as placas não levam a lugar algum. Era melhor ter limpado os olhos antes de ter andado tanto!" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/07/sem-saida.jpg" alt="Sem foco, você sente náusea só de olhar para seus problemas. Avança seguindo as direções da sua aflição até perceber que as placas não levam a lugar algum. Era melhor ter limpado os olhos antes de ter andado tanto!" /></p>
<blockquote><p>&#8220;Gustavo, sei que você não se coloca como conselheiro, mas me senti à vontade para contar o que vem acontecendo comigo. Sou casada, tenho dois filhos, mas atualmente perdi totalmente o tesão pelo meu marido e sinto que ele não me deseja mais. <strong>Conheci outro homem que me olha de um jeito&#8230;</strong> Estou completamente apaixonada e excitada. Sei que basta um sinal meu para transarmos igual loucos. Estou confusa. O que faço?&#8221;</p>
<p>&#8220;Gustavo, vou ser direto: <strong>minha mulher deu pra outro cara</strong>, me contou, se arrependeu, estou confuso, sei que ela é a mulher da minha vida, mas não consigo mais confiar nela. Sinto-me obrigado a terminar, mas estou sofrendo muito.&#8221;</p>
<p>&#8220;Gitti, estava bastante feliz com um menino que conheci ano passado. A gente se dá muito bem, só que ultimamente <strong>estou cada vez mais insatisfeita</strong> pois ele não assume o namoro. Sua postura &#8220;não fode nem sai de cima&#8221;, pura indecisão imatura, nos afasta cada vez mais. Penso em não aceitar isso e terminar, ou você acha que devo esperar mais um pouco? Estou aflita!&#8221;</p></blockquote>
<p>Eis algumas citações inventadas com base nos longos emails que recebo. Não são bem invenções: apenas cortei todo o bla-bla-blá e o excesso de reticências e pontos de interrogação de 3 deles.</p>
<h1>A origem da resposta padrão</h1>
<p>Eu não acredito em manuais de auto-ajuda, respostas definitivas, verdades últimas. Não há critério absoluto para apontar qual é o melhor caminho. Se você sabe que alguém está indo de ônibus de São Paulo para Natal e tenta ser generoso oferecendo uma passagem de avião, nada impede que o avião caia e faça de sua ação um desastre nada compassivo. Se a mulher trai o marido, quem pode afirmar que isso é ruim para o casamento ao ver a relação deles melhorar?</p>
<p>Aos primeiros pedidos de conselho que recebi, respondi indicando passagens de avião e rejeitando traição. Ou seja, adentrava a situação, visualizava uma saída e sugeria um caminho que poderia ser benéfico. Como não sou psicólogo, xamã, guru, padre ou lama, deixava claro que estava respondendo como um amigo qualquer. Ainda assim, fiz o voto de não emitir opiniões pessoais correndo o risco de piorar ainda mais o problema. A cada novo email, olhava com mais cuidado e tentava visualizar um caminho cada vez mais amplo de modo que não envolvesse nenhuma preferência pessoal.</p>
<p><strong>Se não há caminho melhor que outro, o que responder para alguém que pede por algum direcionamento? </strong>Ora, a própria percepção de que não há saída – de que pode surgir dor e insatisfação em qualquer posição – é feita de uma perspectiva transcendental, de um olhar que pode ser mantido em qualquer caminho, e que revela igualmente que pode surgir felicidade e liberdade em qualquer posição!</p>
<p>As respostas progressivamente se transformaram de &#8220;Faça dança de salão&#8221; ou &#8220;Exija direcionamento e estabilidade de seu homem, não aceite sua mediocridade&#8221; para algo assim: &#8220;Você pode sofrer e ficar insatisfeito com ou sem sua namorada, assim como pode ser feliz e livre com ou sem sua namorada. O ponto não é continuar ou terminar, mas ser livre e construir relações positivas em todas as direções&#8221;.</p>
<p>Tal postura evoluiu até que há uns dois meses escrevi uma mensagem para uma mulher e no dia seguinte a encaminhei para outra e depois para um homem e depois para uma menina&#8230; Só alterava o nome e uma frase ou outra. Não sei bem se fiz isso com a motivação de não perder tempo ou se queria de fato trazer algum benefício. ;-)</p>
<p>De qualquer modo, escrevi com toda a sinceridade, como se a pessoa fosse meu filho ou uma grande amiga. Escrevi aquilo que eu mesmo gostaria de ler quando imerso em situações complicadas e doloridas.</p>
<p>A cada email idêntico que enviava, me questionava sobre a universalidade de nossa dor: quanto mais específico e particular o problema, mais ele se aproxima das aflições de nosso vizinho, de nosso colega de trabalho, de nossos pais, netos, ex-namorados, primos de segundo grau, de estranhos na rua, franceses, japoneses&#8230; Como ensinava Guimarães Rosa, o mais particular não é senão o mais universal: &#8220;O sertão é do tamanho do mundo&#8221;.</p>
<h1>Qual é o nosso verdadeiro problema?</h1>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-447 alignleft" style="float: left;" title="Visão embaçada: nenhum caminho é a saída. Apenas o sinal STOP não está proibido. Parar é a única saída." src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/07/pare-sem-saida.jpg" alt="Visão embaçada: nenhum caminho é a saída. Apenas o sinal STOP não está proibido. Parar é a única saída." width="250" height="245" /><a href="http://www.cebb.org.br/lamasamten/agenda" target="_blank">Lama Padma Samten</a> conta que recebe emails gigantes ou escuta alunos falarem por quase uma hora. História detalhada, problema justificado. O discurso dá solidez e um caráter de ineditismo e singularidade ao problema. É como se disséssemos: &#8220;Lama, o senhor dá instruções que valem para todos, menos para mim&#8221;.</p>
<p>Ainda que nossa mente saiba do absurdo de tais crenças, nosso coração e nossos pulmões afirmam com toda a ingenuidade: <strong>&#8220;Isso nunca aconteceu antes com ninguém, essa história toda é inédita, eu não sei e ninguém saberia o que fazer, por isso dói tanto!&#8221;</strong>.</p>
<p>Durante uma confusão, ao enviarmos um email pedindo conselhos, o que mais desejamos é reconfigurar a situação. O homem traído deseja, antes de tudo, que possa voltar ao passado e desfazer o evento, ou, pensando mais realisticamente, que sua mulher se arrependa e corte o envolvimento com o outro, ou que ele mesmo deixe de amá-la. Queremos uma resposta para a pergunta que fizemos e assim nunca percebemos que o problema se esconde na própria pergunta!</p>
<p>A esposa insatisfeita não sabe se trai ou não o marido, a mulher aflita pergunta como voltar com o marido e a garota que se sente carente arruma um parceiro atrás do outro&#8230; Elas todas enviam emails perguntando o que fazer, buscam alterar as situações ao redor, e sequer desconfiam de seus verdadeiros problemas: insatisfação, aflição, carência. Ora, elas não estão sofrendo porque desejam trair, querem voltar ou fazem sexo sem parar&#8230; Elas estão sofrendo porque estão oprimidas pela carência, se movem por insatisfação e estão afogadas em emoções perturbadoras.</p>
<p>Achamos que nosso problema é o namorado que foi embora, a mulher que traiu, o parceiro indeciso, a falta de sexo, a comunicação confusa,  a ausência de diversão, grana ou tesão. Mas não é. Nosso problema é a insatisfação gerada por colocarmos nossa felicidade, nossa alegria, nossa energia, nossa respiração, nossa vida em cima de bases instáveis como um namorado, uma mulher, um apartamento, um emprego, uma conta bancária, uma identidade, um pensamento, uma religião&#8230;</p>
<p>Diante de um longo email ou depois de um discurso todo enrolado no qual a pessoa se esforça para explicar sua situação (<strong>&#8220;Vou dar os detalhes para o senhor entender bem por que estou sofrendo&#8221;</strong>), um mestre de meditação, que obviamente já sabe por que a pessoa está sofrendo antes mesmo de ela começar a falar, enxuga e reduz a complicação com uma simples pergunta: &#8220;Como está sua mente? O que você está sentindo? O que está sofrendo?&#8221;. A pessoa tenta explicar <em>por que </em>e <em>como </em>está sofrendo. Então o mestre pergunta novamente: &#8220;O que você está sentindo?&#8221;.</p>
<p>Ela não entende qual a relevância disso, afinal tem uma situação a resolver. Por um instante acha que o mestre não entendeu o problema, mas enfim responde: &#8220;Estou sentindo raiva&#8221; ou &#8220;Estou ansiosa&#8221; ou &#8220;Estou deprimida&#8221;. E então o mestre sorri: &#8220;Ótimo, então descobrimos o problema! Pratique meditação com a motivação de se liberar da raiva e também com o desejo de que nenhuma outra pessoa seja arrastada por isso&#8221;. Ou &#8220;Temos bastante trabalho a fazer aqui na comunidade, eu soube que você é médico, então comece amanhã a atender as pessoas que não podem pagar. Isso vai curar sua depressão&#8221;. Para a ansiedade, além da meditação, talvez ele ensine alguma arte como thangka ou sumi-ê.</p>
<p>Curiosamente, o mestre ignorou toda a situação, não falou como agir com o ex-marido, o que falar para a namorada, o que fazer, qual direção seguir. Se o aluno seguir a instrução, transformar sua mente e se liberar da aflição, o sofrimento pode não desaparecer por completo, mas ele não exigirá uma decisão. O desconforto será visto como tal em vez de agir por trás impelindo mil ações precipitadas. Restará uma situação a ser vivida como qualquer outra, seja o fim ou a reconstrução de uma relação, a mudança ou a permanência no trabalho, na cidade ou no casamento.</p>
<p>Sem um mestre desses, fazemos tudo ao contrário. Assim que surge a insatisfação, a raiva, a carência, a ansiedade ou qualquer forma de perturbação, sentimos um desconforto, uma necessidade de se mover, mudar, tomar uma decisão. <strong>Em nenhum momento desconfiamos que estamos sendo comandados pela aflição. </strong>Pelo contrário, ela vira nosso líder, mestre, guru, nossa intuição mais sábia: &#8220;Estou sofrendo muito, acho que é o momento de acabar com ela!&#8221;.</p>
<p>Nós sofremos porque vivemos sob a ilusão de que alguns caminhos são mais seguros do que outros, que uma identidade é melhor que outra, que a estabilidade pode ser encontrada em alguns pontos e não em outros, que seremos felizes com algumas pessoas e não com outras. Sem perceber, passamos a vida inteira buscando tais posições, identidades, locais e pessoas. O fim da história nós já sabemos e teimamos em ignorar: todos morrem antes de conseguir encontrar o Santo Graal.</p>
<p>Tomando essa ilusão como referencial, sempre que surge algum sofrimento, interpretamos a situação como um alerta: <strong>&#8220;O príncipe não é ele, o paraíso não é aqui, o Santo Graal deve estar em outro lugar!&#8221;</strong>. Desconforto, insatisfação, vontade de se mover, decisões calculadas, consulta com o psicólogo, longo email para o Contardo Calligaris, para o amigo sábio, para o lama ou para o moleque do blog lilás.</p>
<p>Enfim, depois de acertarmos o diagnóstico, é fácil entender a resposta padrão. Vou imaginar uma mulher, mas funciona bem com um interlocutor masculino (basta mudar pouca coisa).</p>
<p>Simples e curta, aqui vai&#8230;</p>
<h1>A resposta padrão para qualquer problema de relacionamento</h1>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-445" style="float: left;" title="O curinga é a carta que vale como qualquer uma, a resposta para qualquer pergunta, a saída para qualquer problema" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/07/joker-card.jpg" alt="O curinga é a carta que vale como qualquer uma, a resposta para qualquer pergunta, a saída para qualquer problema" width="250" height="380" /></p>
<p>&#8220;Oi, Nome-da-pessoa-confusa,</p>
<p>Situação linda essa, não? Olha, vou ser sincero, mas talvez não seja a resposta que você esteja esperando.</p>
<p>Pode ser que você trepe com ele insanamente, se libere e melhore sua relação com seu marido, descobrindo modos de ter prazer. Ou pode ser que você e se envolva e construa uma nova relação, dando fim ao seu casamento.</p>
<p>Ir ou ficar, ter outro homem ou não, ambos geram aflições. <strong>A saída não é ir ou ficar mas superar as aflições</strong> (ansiedade, carência, medo, raiva, inveja, orgulho etc). Como a gente não entende isso, melhor ir <strong>e</strong> ficar para se foder de todo jeito e então sacar que o caminho é outro.</p>
<p>Se você não se relacionar com outros homens, vai ficar sempre com algo intocado dentro de você e algo não vivido esperando lá fora. Mesmo se esquecer esse cara, surgirão outros. O processo será o mesmo. Same old song.</p>
<p>Se você der pra ele, vai deixar coisas que não quer deixar, vai fazer esforço em uma direção e depois vai se arrepender – assim como se arrependerá se não viver a paixão.</p>
<p>Se tentar ir por disciplina e repressão, vai se segurar o resto da vida, com um certo amargor. Por outro lado, se você se soltar totalmente, vai fazer outros sofrer e gerar constante tensão interna.</p>
<p>Essa constante insatisfação é nosso grande problema. Quando você perceber isso 100% com mente e corpo, quando entender que não temos saída alguma tentando acertar dentro desse processo cíclico, indico um site e 5 livros:</p>
<p><a href="http://www.cebb.org.br" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-448 alignleft" style="float: left;" title="CEBB" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/07/cebb.gif" alt="" width="75" height="87" /></a><a href="http://www.cebb.org.br" target="_blank"><strong>Centro de Estudos Budistas Bodisatva</strong></a><br />
Centros de meditação sob orientação do Lama Padma Samten: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Salvador, Florianópolis, Joinville, Campinas, Niterói, Curitiba&#8230; Procure o centro mais próximo e experimente sentar em silêncio.</p>
<p><a title="Meditando a vida - Livro" href="http://www.virtuastore.com.br/lojas.asp?IdSeguro=370808811&amp;loja=4455&amp;link=VerProduto&amp;Produto=110577" target="_blank"><img title="Meditando a vida" src="http://nao2nao1.com.br/img/liv/meditando-a-vida-padma-samten.gif" alt="Lama Padma Samten" width="75" height="110" /></a> <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1949187/alegria+de+viver:+descobrindo+o+segredo+da+felicidade,+a/?franq=254430" target="_blank"><img src="http://nao2nao1.com.br/img/liv/alegriadeviver.jpg" border="0" alt="A Alegria de Viver" width="75" height="110" /></a> <a title="Fazer da Mente uma Aliada - Livro" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1062828/fazer+da+mente+uma+aliada/?franq=254430" target="_blank"><img title="Fazer da Mente uma Aliada" src="http://nao2nao1.com.br/img/liv/fazer-mente-aliada.jpg" alt="Sakyong Mipham Rinpoche" width="75" height="110" /></a> <a title="Quando Tudo se Desfaz - Livro" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/86033/quando+tudo+se+desfaz:+orientacao+para+tempos+dificies/?franq=254430" target="_blank"><img title="Quando Tudo se Desfaz" src="http://nao2nao1.com.br/img/liv/quando-tudo-se-desfaz-pema-chodron.jpg" alt="Pema Chodron" width="75" height="110" /></a> <a title="Lugares que nos assustam - Livro" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/190151/lugares+que+nos+assustam,+os/?franq=254430" target="_blank"><img title="Lugares que nos assustam" src="http://nao2nao1.com.br/img/liv/luagres-nos-assustam-pema-chodron.gif" alt="Pema Chodron" width="75" height="110" /></a></p>
<p>Desejo que você supere isso tudo direto na raiz, que é a mesma para todos nós: você, seu marido, os dois caras, eu, minha namorada&#8230;</p>
<p><strong>Sem as aflições, tanto faz com quem esteja. </strong>Solteira, casada, divorciada, com um, com dois, com três, sem ninguém, só com amigas, sozinha, não importa. Sem as aflições, não há um caminho melhor que o outro. Você será feliz e fará outros felizes em qualquer condição.</p>
<p>Enfim, o que eu desejo é que você seja feliz e possa ter a habilidade de fazer os outros felizes, seja seu marido, amante, ex-marido, ex-mulher, filho, filha, prima, primo, ficante, casinho, amigo, chefe, prostituta, avó, uma desconhecida ou o mendigo que você ignorou hoje pela manhã.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Nome-da-pessoa-que-se-acha-o-conselheiro-amoroso-guru-dos-relacionamentos&#8221;</p>
<p><em><strong>P.S.: </strong>Coloquei um link para esse texto na página de contato do site. De agora em diante, só aceito emails puxando conversa ou com qualquer outro propósito que não pedir conselho. O que eu tinha para oferecer está aí em cima. Espero que todos nós possamos cultivar estabilidade, leveza e liberdade para ajudar todos ao nosso redor a fazer o mesmo.</em></p>
<p><em><strong>P.S. 2: </strong>Indiquei o CEBB porque é onde pratico e os 5 livros porque já li e são de pessoas que praticaram meditação e investigaram processos cognitivos e emocionais por mais de 30 anos dentro de um método estruturado. É claro que há outros centros e outros livros que focam no treinamento de uma mente livre. Enriqueça a lista nos comentários.<br />
</em></p>
<p><em><strong>P.S. 3: </strong>Se você usar o email padrão com algum conhecido, deixe um comentário mostrando se alterou muita coisa ou se ficou praticamente igual. Assim podemos destilar a resposta e torná-la mais abrangente. ;-)<br />
</em></p>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 05:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Orgasmo é a coisa mais brochante!
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			<content:encoded><![CDATA[<p><!--noadsense--><img class="alignnone size-full wp-image-435" title="sexo_prolongado" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/06/sexo_prolongado.jpg" alt="" /></p>
<p>Uma leitora reclama que seu parceiro não aguenta muito tempo de penetração. Um leitor escreve relatando que, se está muito excitado, não consegue segurar a ejaculação e depois, enfraquecido, prolonga o sexo como dá. Ambos se surpreendem com a idéia do homem não ejacular e guardar energia para a próxima noite. Foi por isso que resolvi reunir algumas sugestões para ajudar a mudar esse cenário. Não quero, contudo, criticar a famosa rapidinha ou o sexo cotidiano de 1 hora, apenas descrever outra possibilidade.</p>
<p>Antes, alguns esclarecimentos. Quando falo &#8220;sexo prolongado&#8221;, tenho em mente <strong>um casal que fica mais de 3 horas transando</strong> – com breves interrupções para carinho, conversa, hidratação e alimentação – sem contar preliminares como jantar e dança. Nada demais, mas recentemente descobri que não é uma experiência presente em todas as camas.</p>
<p>Por &#8220;ignorar o orgasmo&#8221;, me refiro a transar sem dar nenhuma importância ao orgasmo e continuar mesmo depois de gozar. Como isso é raridade no universo masculino (mesmo para quem consegue, a potência é bastante reduzida na segunda vez), recomenda-se que o homem evite ejacular, enquanto as mulheres ficam liberadas para gozar o quanto quiserem.</p>
<p>Ao montar a lista, evitei dicas óbvias como &#8220;façam alguma atividade física&#8221; (claro, é muito melhor se ambos praticam algum esporte, dança, ioga ou arte marcial), &#8220;alternem lugares e posições sexuais&#8221; (maravilhoso se usarem a bancada do escritório, a mesa da cozinha, a escada do prédio, de quatro, de ladinho, em pé) ou &#8220;usem várias camisinhas&#8221; (espero que meus leitores já sejam mestres na <strong>arte de espalhar camisinhas pelo chão</strong>).</p>
<p>Muitas sugestões são direcionadas aos homens pois nunca encontrei uma mulher que não estivesse pronta para mais de 3 horas de sexo irrestrito. Além das dicas que se aplicam a ambos, deixei uma sugestão de jogo para as meninas que desejam enlouquecer a mente de seus parceiros. Dividi em &#8220;Antes&#8221; e &#8220;Durante&#8221;. Para &#8220;Depois&#8221; indico uma promoção perfeita para quem, como eu, deseja trocar o apê por um bangalô.</p>
<p>Por fim, não confundam: nada disso é sexo tântrico. Tantra é outra coisa.</p>
<h1>ANTES&#8230;</h1>
<h3>1. Não ejacule por 2 ou 3 dias</h3>
<p>Duas constatações do homem que observa seu funcionamento sexual: a ejaculação desperdiça energia vital, diminui a qualidade da ereção e o desejo de atravessar e penetrar sua mulher. Se você respeita sua mulher, fique 3 dias sem ejacular antes de encontrá-la. Naquele fim de semana em que vocês não se desgrudam, deixe para ejacular apenas no fim do domingo, ou melhor, não ejacule e inicie a semana com 100% de vigor. Ejacular deve ser um ato consciente e não uma necessidade. Para aguentar mais de 3 horas de sexo, direcione a energia acumulada e mantenha potência total até levar sua mulher à exaustão. Ainda assim, você tem a liberdade de não ejacular, o que muitas vezes acontece simplesmente porque ela, depois de gozar várias vezes, acaba dormindo.</p>
<h3>2. Sente-se imóvel em silêncio</h3>
<p>Para não reagir ao impulso de gozar e aprender a ficar presente, sem cair em pensamentos e emoções autocentradas que tensionam nosso corpo (o que só aumenta nossa necessidade de ejacular para liberar o stress), existe o milenar método da meditação. É bastante simples: sente-se e fique imóvel em silêncio por uns 15 minutos. Observe como nossa mente é arrastada por vários pensamentos e como a energia de nosso corpo oscila. Com a prática, você treina liberdade frente aos impulsos, estabiliza a energia e intensifica sua presença no mundo, algo que aprofundará o prazer na cama.</p>
<h3>3. Aja como se já estivesse na cama</h3>
<p>O melhor jeito de fazer sexo sem fim é não colocar um começo. Antes do beijo, longe da cama, eles se movem como se já estivessem deitados transpirando a noite. Ou seja, fazem amor com todas as coisas ao redor, deliciam-se com o vinho, piscam de prazer. Ele toca nas coisas como se estivesse tocando nela: com firmeza e delicadeza, sabendo o que está fazendo e para onde vai, mas sem pressa alguma de chegar. Ela abre o sorriso como se estivesse tirando a saia. Então, quando ele começa a penetrá-la, ambos tem a certeza de que aquilo já estava acontecendo. Aí o difícil é descobrir como terminar aquilo que nunca começou.</p>
<h3>4. Se não estiver disposta(o), nem comece</h3>
<p>Não temos a obrigação de finalizar uma noite quase perfeita com sexo. Se chegamos cansados, é melhor dormir do que fazer um sexo displicente, sem vigor, apático. Se a mulher está animada, o homem pode tomar um banho gelado para ficar no ponto (acredite, fazemos isso). Se é o homem que está pronto, a mulher pode se deixar levar até ficar excitada e pedir pela penetração. No entanto, nem sempre isso acontece naturalmente – e se há esforço, é melhor deixar para depois. O ponto é não aceitar nada menos do que um sexo vigoroso, atento, com total presença de ambos.</p>
<h1>DURANTE&#8230;</h1>
<h3>5. Respire profundamente e absorva o outro</h3>
<p>Enquanto algumas mulheres fazem uma respiração pulmonar, superficial, agitada durante o sexo, muitos homens não sabem que soltar a barriga é um dos melhores modos de prorrogar a ejaculação. Sem vergonha, ambos podem perder a pose e respirar profundamente pelo abdômen durante o sexo. A contração usual da barriga deve ser transferida para os músculos pélvicos. Em vez de reter, meter. Aceitação sem filtros, a respiração é nosso grande convite ao outro e à vida: &#8220;Traga o que quiser, venha como vier: eu vou te abocanhar, engolfar e absorver tudo até te devolver, completamente transformada, a si mesma&#8221;.</p>
<h3>6. Não tente controlar o orgasmo</h3>
<p>Com a prática da respiração consciente, descobrimos que podemos nos movimentar freneticamente como animais e, ao mesmo tempo, respirar lentamente como deuses. Tal estabilidade gera o destemor que precisamos para chamar o mais intenso prazer. Avançar até o orgasmo em vez de evitá-lo. Para não ejacular, não fique se controlando. Quando você coloca um limite, todos os estímulos se tornam perturbadores e o empurram ao orgasmo. Nas preliminares, <strong>faça o teste das cócegas</strong>: se uma leve carícia, na axila ou na cintura, o fizer tremer como uma criança, respire e aprofunde sua entrega sensorial. O mesmo vale para as mulheres.</p>
<p>O caminho é inverso: vá até o fim, relaxe, se solte, permita que o prazer aumente em vez de impedi-lo e travá-lo. Para homens: quando sentir que for gozar, pare um pouco, troque de posição e continue até adquirir confiança para ultrapassar o ponto no qual você estava acostumado a se desesperar. Para mulheres: veja se gosta de segurar por muito tempo ou, se isso a distanciar do orgasmo, goze várias vezes enquanto ele treina não ejacular.</p>
<p>Para o casal, eis o processo rumo a níveis mais profundos de prazer: onde antes tremíamos em uma experiência de pico, agora repousamos em um céu de gozo sem origem, fim, eu, outro, dentro ou fora. O pico do prazer, se quiser ser considerado orgasmo, terá de ser cada vez mais arrebatador para conseguir nos fazer cair, desfalecer, estremecer.</p>
<h3>7. Proponha o jogo da ereção constante</h3>
<p>Se hoje gozamos facilmente, é porque ainda não entendemos o jogo. Caso contrário, não trocaríamos horas de prazer revitalizador por horas de cansaço sonolento. Faríamos de tudo para evitar que o orgasmo acabe com a brincadeira. Pois bem, para reconhecer um jogo, invente e simule-o até perceber que ele sempre esteve ali. Quando seu marido chegar em casa, diga que você não o deixará descansar por 3 horas seguidas. Então use mãos, peitos, lábios e pés para sustentar a ereção dele nos intervalos entre uma penetração e outra. A idéia é que ele não caia por nem um minuto.</p>
<p>Depois de meia hora, se você der sorte, ele terá ultrapassado vários picos de prazer e estará em uma condição livre, imperturbável. Nada no mundo consegue chacoalhar um homem assim – presente, lúcido, desperto. Acredite, você vai ter de implorar para ele gozar. Talvez você se coloque de joelhos, não por prazer, mas por cansaço: para fazê-lo parar. ;-)</p>
<h3>8. Abuse do K-Y</h3>
<p>Quando o casal descobre a diversão escondida logo depois das primeiras tentativas que o orgasmo faz para nos tirar do jogo, ou quando explora a diversão escondida logo atrás, entra em cena o famoso <a href="http://www.jnjbrasil.com.br/melevaaoparaiso/?utm_source=nao2nao1&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=588x80_nao2nao1_socialmidia_ros_ky&amp;utm_campaign=mo_ky#/PRODUTOS/" target="_blank">K-Y</a>. Já que a lubrificação natural não dá conta de 5 horas de penetração, algum homem bom de cama sentiu necessidade de inventar uma substância parecida com as secreções de prazer que soltamos naturalmente. Tenho certeza que o primeiro slogan do produto foi: <strong><a href="http://www.jnjbrasil.com.br/melevaaoparaiso/?utm_source=nao2nao1&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=588x80_nao2nao1_socialmidia_ros_ky&amp;utm_campaign=mo_ky#/PRODUTOS/" target="_blank">&#8220;K-Y: porque a lubrificação acaba, mas o amor não&#8221;</a></strong> (isso é uma brincadeira, mas ficaria feliz se essa frase fosse utilizada em uma campanha). Falando nisso, deixei um link abaixo para você aprender a usar seu K-Y de outro modo.</p>
<h3>9. Faça intervalos</h3>
<p>Junto com a diversão, podem surgir alguns problemas. Eu mesmo já passei mal, vi cores no escuro do quarto, alucinei e quase desmaiei durante uma noite dessas. Como nossa mente não é estável, brincar com a energia sexual nem sempre é saudável. Para evitar ocorrências do tipo, recomendo intervalos regulares para tomar água e comer frutas ou castanhas. Algo leve. Você pode tentar aproveitar o tempo para ficar um pouco longe dela, mas não vai adiantar: &#8220;Amor, traz chocolate?&#8221;.</p>
<h3>10. Saiba brochar</h3>
<p>Todo mês, em qualquer banca de revistas, temos acesso a 181 técnicas (sempre inéditas!) para produzir super orgasmos múltiplos de 10 minutos em sua mulher. Desconfio que isso vem trazendo um pouco de ansiedade para nossa mente masculina. Nada que não seja simples de superar. Lembre-se que não temos responsabilidade alguma sobre o prazer das mulheres. Não há problema algum em falhar por completo. Desculpas e justificativas são desnecessárias.</p>
<p>Anote aí sua frase de redenção: <strong>o orgasmo é a coisa mais brochante do mundo!</strong> Demorou para abrir a camisinha, a boca dela não colaborou, o cansaço se impôs, a mente ficou confusa&#8230; Tudo isso pode ser rapidamente revertido, mas é muito difícil se levantar depois de ejacular. Para se recuperar de uma brochada, basta reconhecê-la e não tentar se livrar da situação desconfortável. Jogue a camisinha no chão, desista de tentar, aceite a derrota e sorria. Se não fizer isso, aí sim cairá em uma brochada clássica irremediável. Se, ao contrário, rir e se soltar, de repente suas mãos estarão passeando no corpo dela e a situação toda se levantará de novo.</p>
<h3>11. Durante o prazer intenso, foque o outro</h3>
<p>É muito comum encontrarmos mulheres e homens que, para gozar, se concentram em suas próprias sensações e até fecham os olhos, enclausurados, contraídos, como adolescentes em seus primeiros orgasmos. Para evitar que o sexo se transforme em uma masturbação a dois, o caminho é o inverso. Quando estiver se perdendo dentro de si mesmo, direcione seu olhar ao outro, ofereça seu prazer, mergulhe, solte, arranhe seu homem, enfie, enterre, meta com mais força em sua mulher. Só gozamos quando estamos distraídos acompanhando nossas sensações.</p>
<p>Diante de nossa experiência sensorial e subjetiva, temos duas opções: reprimir e controlar ou ceder e gozar. Ambas acabam com o prazer. A verdadeira saída da prisão adolescente está diante de nossos olhos: a experiência sensorial e subjetiva <em>do outro</em>. Ficamos presentes e abertos ao prazer na medida em que adentramos nosso parceiro e nos liberamos do autocentramento. É possível respirar o outro para dentro, fazer sua energia circular em nosso corpo e, simultaneamente, penetrar o outro e sentir por dentro e para além dele. Em uma posição, estremecemos e enlouquecemos (choramos e sorrimos) quando somos possuídos. Em outra, avançamos furiosos quando atravessamos e rendemos o outro.</p>
<p>A fúria mansa masculina e a doce loucura feminina nos levam para além do orgasmo. É esse o verdadeiro prazer (inseparável do que chamamos de amor): ficar presente, sentindo tudo, completamente aberto. Se o homem se abre para as sensações da mulher, a ereção não oscila. Se a mulher se abre para a potência que vem dele, ela se sente penetrada para além do corpo. Só esse gozo é capaz de realmente satisfazê-la.</p>
<h1>DEPOIS&#8230; Promoção &#8220;K-Y® leva você ao paraíso&#8221;</h1>
<p><a href="http://www.jnjbrasil.com.br/melevaaoparaiso/?utm_source=nao2nao1&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=588x80_nao2nao1_socialmidia_ros_ky&amp;utm_campaign=mo_ky" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-437 alignleft" style="float: left;" title="K-Y leva você ao paraíso" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2009/06/ky2.jpg" alt="" width="200" height="190" /></a>Você, mulher, pode comprar um <a href="http://www.jnjbrasil.com.br/melevaaoparaiso/?utm_source=nao2nao1&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=588x80_nao2nao1_socialmidia_ros_ky&amp;utm_campaign=mo_ky" target="_blank">K-Y Warming</a> e deixar na gaveta dele com um bilhetinho: &#8220;Normalmente eu não preciso, mas depois de 3 horas talvez isso seja interessante&#8221;.</p>
<p>Você, homem, pode enganá-la: comprar um <a href="http://www.jnjbrasil.com.br/melevaaoparaiso/?utm_source=nao2nao1&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=588x80_nao2nao1_socialmidia_ros_ky&amp;utm_campaign=mo_ky" target="_blank">K-Y para massagem</a>, prometer uma hora inteira de massagem e interrompê-la quando a região glútea estiver plenamente lubrificada, <em>if you know what I mean&#8230; </em></p>
<p>Depois da diversão, pegue a embalagem do K-Y e use-a para concorrer a uma viagem ao Tahiti!</p>
<p><strong>O prêmio: </strong>uma semana no Tahiti com todas as despesas pagas (passagem, translados, hospedagem e alimentação).</p>
<p><strong>Como participar: </strong>basta comprar qualquer um ou mais itens da linha KY®, acessar <strong><a href="http://www.jnjbrasil.com.br/melevaaoparaiso/?utm_source=nao2nao1&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=588x80_nao2nao1_socialmidia_ros_ky&amp;utm_campaign=mo_ky" target="_blank">www.melevaaoparaiso.com.br</a></strong>, informar os 6 último dígitos do código de barras e o número do lote do produto comprado. Ah, guarde a embalagem pois, se vencer, será necessário apresentá-la.</p>
<p>O site é destinado às mulheres, mas homens também podem participar e (quem sabe) surpreender suas parceiras com uma viagem. Eu já estou concorrendo.</p>
<p>Na área &#8220;Crie um convite&#8221;, dá para <strong><a href="http://www.jnjbrasil.com.br/melevaaoparaiso/?utm_source=nao2nao1&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=588x80_nao2nao1_socialmidia_ros_ky&amp;utm_campaign=mo_ky" target="_blank">jogar dados eróticos</a> </strong>e enviar a ação desejada para seu parceiro. As opções são meio caretas, mas fiz minha parte: enviei &#8220;Mordiscar&#8221; / &#8220;Peito&#8221; convidando para continuar a brincadeira com os dados que tenho na gaveta do quarto. Achava boba essa brincadeira até o dia em que encontrei dados com verbos e partes do corpo mais interessantes. ;-)</p>
<p><a href="http://www.jnjbrasil.com.br/melevaaoparaiso/?utm_source=nao2nao1&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=588x80_nao2nao1_socialmidia_ros_ky&amp;utm_campaign=mo_ky" target="_blank"><strong>Se você ganhar</strong></a>, faça-me um favor: tire uma foto de casal em um bangalô (sou fascinado por bangalôs e também por casais felizes) e envie para eu atualizar esse post. Obrigado!</p>
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		<title>Por uma vida encarnada: breve crítica aos relacionamentos sem corpo</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 06:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia com corpo]]></category>
		<category><![CDATA[O melhor do Não2Não1]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://nao2nao1.com.br/img/angelina_jolie_boca.jpg" alt="Angelina Jolie - Boca" width="588" height="164" /></p>
<blockquote><p>&#8220;Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.&#8221;<br />
–<strong><a href="http://www.releituras.com/manoeldebarros_nada.asp" target="blank">Manoel de Barros</a></strong>, em <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=39270&amp;franq=254430" target="_blank"><em>O Livro sobre o Nada</em></a></p></blockquote>
<p>A primeira parte desse texto serve apenas para contextualizar as duas seguintes. Os apressados pragmáticos podem seguir diretamente ao que interessa.</p>
<h1>A mente é o corpo pensando</h1>
<p>Nos últimos tempos, estou sentindo aversão a discursos românticos, interpretações filosóficas, teorias sobre relacionamentos e tudo aquilo que se adiciona ao <strong>fato cru do simples viver</strong>. Textos maravilhosos não me movem, <a href="http://nao2nao1.com.br/sitemap/" target="_blank">meus posts antigos</a> soam artificiais, livros não passam de jogos semânticos estéreis. Quero distância de sentimentalismos, bla-bla-blás, explicações de qualquer tipo. Caminho pelo outro lado da poesia: às vezes uma árvore é apenas uma árvore. Novamente, o gênio <a href="http://www.secrel.com.br/jpoesia/manu.html#seis" target="_blank">Manoel Barros</a>:</p>
<blockquote><p>Que a palavra parede não seja símbolo<br />
de obstáculos à liberdade<br />
nem de desejos reprimidos<br />
nem de proibições na infância,<br />
etc. (essas coisas que acham os<br />
reveladores de arcanos mentais)<br />
Não.<br />
Parede que me seduz é de tijolo, adobe<br />
preposto ao abdomen de uma casa.</p></blockquote>
<p>Toda boa crítica mira, antes de tudo, o passado daquele que a desfere. Sempre que encontrar alguém dilacerando uma certa idéia, tenha certeza de que ele já foi um forte defensor da mesmíssima visão atacada. Ou, pior, ele inconscientemente ainda a mantém e a reprime por meio do discurso público sobre quem gostaria de ser (na esperança de que <strong>exaltar o ideal desvie os olhares do real</strong>). Ora, a crítica se faz completa e detalhada justamente por isso: ninguém melhor para falar do pecado do que o próprio pecador. Desconfiem, portanto, desse texto. Eu pertenço ao segundo tipo de críticos. ;-)</p>
<p>Durante toda a minha vida, vivi mais o mito que o fato, mais a poesia do dia seguinte e menos o tesão do momento. Só recentemente peguei gosto pelos gingados do corpo&#8230; E então descobri o <strong>toque</strong> como o mais sofisticado dos conselhos, a conexão espiritual que vem do <strong>cheiro</strong>, a racionalidade pós-kantiana do <strong>instinto</strong>. Somos muito mais animais do que pensamos ser. Daí meu interesse em escrever sobre como meu corpo se move sobre a <a href="http://nao2nao1.com.br/meu-corpo-sobre-a-inveja/" target="_blank">inveja</a>, <a href="http://nao2nao1.com.br/meu-corpo-sobre-o-arrependimento/" target="_blank">arrependimento</a> ou sobre a própria <a href="http://nao2nao1.com.br/meu-corpo-sobre-a-mente-ou-retiro-de-meditacao/" target="_blank">mente</a>, em vez de descrever meus pensamentos e filosofias sobre tais questões.</p>
<p>Tal inversão ganhou reconhecimento mundial somente nas últimas décadas – ainda que seja a continuidade natural do pensamento de Espinosa, Nietzsche e Merleau-Ponty – com o trabalho do biólogo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Francisco_Varela" target="_blank">Francisco Varela</a> e seus parceiros (dos quais destaco <a href="http://individual.utoronto.ca/evant/" target="_blank">Evan Thompson</a>). Livros como <a href="http://www.amazon.com/Knowing-Bodies-Moving-Minds-Landscapes/dp/1402020228/ref=sr_1_6?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1211159615&amp;sr=8-6" target="_blank"><em>Knowing Bodies, Moving Minds</em></a> (&#8220;Corpos que conhecem, mentes que se movem&#8221;), <a href="http://www.amazon.com/Philosophy-Flesh-Embodied-Challenge-Western/dp/0465056741/ref=pd_bbs_sr_2?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1211159615&amp;sr=8-2" target="_blank"><em>Philosophy in the Flesh</em></a> (&#8220;Filosofia na carne&#8221;) e <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=189726&amp;franq=254430" target="_blank"><em>A Mente Incorporada</em></a> sustentam, a começar pelos títulos, as idéias de que <strong>a mente é uma ação corporal</strong>, a cognição se dá pelo corpo e o conhecimento humano só faz sentido se for incorporado.</p>
<p>E não só na filosofia ou na ciência. Se procurarmos pelo estado mental mais elevado, descobriremos que até mesmo o auge da prática espiritual não tem nada a ver com almas ou espíritos. No Budismo Vajrayana, o fenômeno da liberação de todos os condicionamentos é conhecido como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rainbow_body" target="_blank"><strong>corpo de arco-íris</strong> (<em>jalü</em> ou <em>rainbow body</em>)</a>. Todos os elementos impermanentes são dissolvidos na base última e atravessados pela luz que não é senão sua própria substância. Isso não é raro; isso é muito raro! Nos poucos casos ocorridos (eu sou cético, só acreditarei com mais evidências), diz-se que o meditante pede para ser deixado a sós em um casebre e dias depois as pessoas ao redor são surpreendidas por uma explosão luminosa dentro do local, que solta fachos de luz por todas as frestas. Ao abrir a porta, encontram apenas roupas, dentes e cabelos.</p>
<p>Ainda que saibam que o treinamento espiritual começa e termina no corpo, alguns espiritualistas <em>new age</em> insistem em ignorar sua importância. Inscrevem-se para workshops e ficam horas sentados vendo slides sobre samadhi, animais de poder e psicologia transpessoal. As apostilas e certificados infelizmente não impedem que o organismo continue engordando e se arrastando rumo a uma suposta iluminação além do corpo. Não é por acaso que uma das práticas que mais fazem sucesso atualmente é chamada de <strong>&#8220;experiência fora do corpo&#8221;</strong> (<em>out-of-body experience</em>, OBE ou projeção/viagem astral), que nada mais é do que uma interpretação espiritualóide para um fenômeno bastante natural do próprio corpo: o <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lucid_dreaming" target="_blank">sonho lúcido</a></strong>.</p>
<p>Da sensação mais grosseira ao sentimento mais etéreo e transcendental, absolutamente <strong>tudo se passa e se expressa no corpo</strong>. Não há como escapar disso. Ou melhor, é justamente por ignorarmos a corporeidade que <em>sub-vivemos</em>, que não conseguimos avançar na própria racionalidade ou na espiritualidade – vista, como uma miragem, em uma alma além do corpo. Espiritualidade desencarnada, filosofia desincorporada, pensamento sem tesão, palavra sem carne&#8230; Eis alguns nomes para a doença que, quando contraída a dois, degenera grande parte dos relacionamentos amorosos.</p>
<h1>Relacionamentos sem corpo</h1>
<p>O que na filosofia ganha efeitos meramente acadêmicos, nos relacionamentos pode resultar em muito sofrimento ou várias brochadas (i.e., o que poderia mas não acontece). <strong>Pior que amor não vivido é aquele mal vivido.</strong></p>
<p>Ele passa a noite toda hesitando em dançar. Ela percebe seu desconforto e pára de insistir. No dia seguinte, ele envia um email carinhoso descrevendo seus sentimentos por ela. Um texto que reencena poeticamente o melhor beijo da noite e, ao fazê-lo, tira o foco do fato cru: <strong>ele não conseguiu expressar todo esse amor <em>durante</em> a noite</strong>.</p>
<p>Ele lê Vinícius e Whitman para ela ao telefone. Seu desejo vira flores, jantares e SMS de madrugada. Ela se envolve e se entrega, até que enfim tira a roupa. O menino poeta agora não mais tem palavras em mãos. Ele tem as próprias mãos. Com pé, boca e pele, qual poema sai? Frustrado, descobre que não sabe bem como conduzir o quadril dela do mesmo modo que movia seus pensamentos à distância.</p>
<p>Uma relação pode até começar com uma metáfora, mas o amor não se vive como metáfora. Uma história a dois se inicia quando ambos compartilham sonhos, quando a aventura mitológica de um encontra espaço no caminho poético do outro. Porém, enquanto o prelúdio amoroso é<strong> conotativo</strong> (&#8220;Você é como uma&#8230;&#8221;; &#8220;Quando digo isso, quero dizer&#8230;&#8221;; &#8220;Esse CD simboliza aquela noite&#8230;&#8221;), a vida da relação é <strong>denotativa</strong>: &#8220;Quando eu beijo você, isso significa que eu beijo você&#8221;. Durante a conquista, podemos penetrar o outro com palavras. Isto porque o ato de sedução é uma espécie de promessa de relacionamento. No meio do namoro, entretanto, para penetrar o outro é preciso realmente penetrar o outro. Só o corpo é capaz da verdadeira poesia: <strong>dizer aquilo que de fato se quer dizer. </strong></p>
<p>Entre o <a href="http://nao2nao1.com.br/macrorelacionamento-o-mito/" target="_blank">macrorelacionamento do mito</a> e o <a href="http://nao2nao1.com.br/microrelacionamento-o-detalhe/" target="_blank">microrelacionamento do detalhe</a>, mais importa o segundo, a expressão, a explosão viva do que adormecia no potencial dos arquétipos. Seu amor por ela não está no sonho que vocês constróem há anos, na conversa após a briga ou na história que você conta a si mesmo. Seu amor por ela inexiste na memória. Ele está sempre naquilo que você faz <strong>agora</strong>, só aparece quando exercido e praticado. Amor é ação. Presença.</p>
<p>Energia sem nome, força sem rosto. Vida crua, livre de discursos, adornos, memórias ou associações. Vontade avassaladora, direta, anterior às metáforas e significações. Fato vivido, que dispensa emails posteriores. <strong>Prosa deitada</strong>, sem poesia.</p>
<p>Quando não nos relacionamos com o corpo, deixamos desejos perdidos em sublimações desencarnadas. Gastamos energia, nos esforçamos e ainda assim deixamos de viver tudo o que podemos. Afinal, <strong>declamar poema nunca engravidou ninguém</strong>. Além de não viver, abrimos espaço para a dor. O que é brigar senão perder o contato com os próprios pés? Observe um casal em discussão e veja como ambos parecem pairar sobre suas cabeças, um tentando voar mais que o outro. Atente para si mesmo durante uma briga e sinta como você perde completamente o contato com o próprio corpo. Eis o outro lado do romantismo desincorporado.</p>
<h1>Para uma relação encarnada</h1>
<p>Não aceite sentimento algum (seu ou do outro) que não seja uma sensação corporal. Desconfie de visões espirituais que não surjam acompanhadas de percepções sensoriais. Ignore pensamentos que não impliquem em posturas e posições do corpo. Abandone conversas em que ninguém esteja dançando. <strong>Evite compensações e substituições para seus desejos amorosos </strong>– seu impulso de invadi-la, desrespeitá-la, penetrá-la de todos os modos; sua vontade de ser perscrutada, rendida, atravessada.</p>
<p>Por meio de práticas corporais (ioga, tai chi, kung fu, esportes, meditação, artes), aprofunde sua relação com o corpo. Sinta não apenas seu corpo, mas a corporeidade dos outros. Toque o corpo do mundo. Aprenda novos movimentos, gestos, olhares. Jeitos de pegar e conduzir; modos de se soltar e se entregar. Experimente segurar um pouco mais forte. Entorte, desentorte, se demore mais.</p>
<p>Use seus dedos para dançar com a mão dela. Esfregue seus pés nele. Faça massagem de perna com perna, braço no braço. <strong>Delicie-se com o colo</strong>, aquele universo imenso que existe entre o pescoço e os seios dela.</p>
<p><strong>Use todas as emoções negativas como meios hábeis para abrir e amar o outro.</strong> Se ela o deixou nervoso por não ter conversado com seus amigos bêbados e fumantes, não discuta, não apele para a mente. Respire sua raiva e deixe que ela mova seu corpo em direção ao dela. Pressione o peito dela contra o seu, mostre que você a ama, que <em>ela pode se soltar nas mais desconfortáveis situações</em> porque você está ali, presente, com ela. Leve para cama sua decepção com o mundo, seu fracasso. Engula e transforme seu dia inteiro na fúria mansa que vai entrar no corpo dela. Use sua vida para amplificar o amor que você esfregará naquelas curvas.</p>
<p>Se ele se distraiu, errou e decepcionou você e sua família, não inicie uma luta de argumentos, não use a mente. <strong>Coloque sua raiva nas mãos e bata nele</strong>. Dê um tapa na cara, tire-o dessa sonolência, libere seu torpor. Use seu corpo para ativar o corpo dele. Deixe-o vivo. Esfregue-se até que ele abra os olhos, peça desculpas e saiba o que fazer, até que ele retome seu direcionamento. Vá para a cama com suas dúvidas e contrações. Deixe que ele a veja assim, cheia de você mesmo, e sinta uma vontade irresistível de percorrê-la inteira.</p>
<p>Uma história de amor talvez seja a tentativa – sempre fracassada – de viver com o corpo aquilo que certa vez fantasiou a alma. Mas não precisa ser assim. Aquilo que o próprio corpo fantasia parece bem mais rico. E possível.</p>
<p><strong>O que não sei lhe fazer com o corpo, guardo em minha mente. </strong>O que não sei tocar, lamber ou deslizar, <em>penso</em>. Com isso, ora vou disparar bla-bla-blás românticos, ora vou brigar em argumentos infindáveis. Mas e se eu conseguir falar com os lábios? E se lhe pedir para me escutar apenas com sua boca?</p>
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		<title>CLOSER: o jogo dos 7 erros (para homens)</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 04:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Closer - Natalie Portman" src="http://nao2nao1.com.br/img/natalieportman2.jpg" alt="Closer - Natalie Portman" width="588" height="142" />Este post não é sobre <em>Closer</em>. Apenas me lembrei que passou na Globo semana passada e comecei a escrever sobre outra coisa. Esse post é para homens. Meu <em>nonsense</em> inicial abre a <strong>primeira lição</strong>: toda fala de mulher é sobre <em>Closer</em>, principalmente aquelas que não são.  Preparem-se, mas larguem o bloco de notas porque não adianta. O que me lembra do <strong>segundo</strong> apontamento: com mulher, não se usa bloco de notas. Um único desvio de olhar para o papel e já era – diga adeus ao essencial.</p>
<p>O namoro vai mal há alguns meses. Você está bastante preocupado com a mudança de emprego e os novos projetos pessoais. Pensa: &#8220;Deixa só as coisas se acalmarem que eu reconquisto a parte distante dela&#8221;. Em meio à crise, você até dá uma olhada em restaurantes e presentes legais, só que não é o momento. Ela está muito estranha e distante. É melhor esperar um pouco. Sai um dia, agarra uma outra, leva para o motel. Uma noite não altera seu amor por ela, não é mesmo? A ausência de sexo na relação você resolve com vídeos, putas e one-night-stands. Algumas viram casos, mas você ama só sua mulher. Não consegue se ver sem ela. Durante a crise, talvez essa espécie de apego seja a única base para a relação.</p>
<p>Ainda que tudo fique por um fio, você se sente com o controle. Ela não quer, mas você faria amor com ela hoje, fácil, fácil. Enquanto espera, você pensa que ela fará o mesmo. Sua crença tem uma lógica sutil: &#8220;Ainda estamos juntos, só que precisamos de um tempo não dito para nos reaquecermos&#8221;. Pensar que ela segue uma lógica (seja ela linear ou paraconsistente, evidente ou oculta) é o <strong>terceiro erro masculino</strong>.</p>
<p>O <strong>quarto</strong> vem logo a seguir: acreditar que uma mulher não possui lógica alguma. As mulheres já nascem com uma habilidade que precisamos de vários doutorados para começar a aprender. Alternam rapidamente entre diferentes lógicas e coerências. Elas, contudo, não são incoerentes. Não! Nada mais equivocado. Elas compartilham a coerência dos fios de cabelo: sempre iguais, mas cada hora em uma posição.</p>
<p>Por mais que as coisas estejam indo mal, você tem um direcionamento claro que o faz ficar razoavelmente bem. &#8220;Estamos mal, mas nada demais. Uma hora a gente fica bem de novo&#8221;. Sua lógica é seu conforto. É fácil se distanciar do sofrimento quando há trabalho, cerveja, amigos e internet. Sem saber, ao camuflar sua dor, você termina por ignorar o desespero dela. Olha e quase diz: &#8220;Mas não precisa perder a cabeça! Eu apenas não vim hoje para jantar. Nós temos uma história linda, oras! Somos ainda um casal!&#8221;. Ela não <em>quase</em> nada. Ela grita pra valer: &#8220;Nós não somos mais um casal, não sinto você mais como meu homem!&#8221;.</p>
<p>Ela vê o minuto, a hora, o dia. Você vê o mês, o ano, a década. Você diz &#8220;Anteontem foi tão bom!&#8221;, &#8220;Amanhã eu faço&#8221; ou &#8220;Mês que vem vamos viajar&#8221;. Ela sente sua ausência durante o dia e no exato momento em que discutem – enquanto você insiste em estar em outro lugar, teima em não sentir a dor <em>junto</em> com ela. Para você está tudo bem. Para ela, é claro que não! Assim que você percebe isso, a coisa complica. &#8220;Nossa, hoje não dá sequer para tentar nada com ela desse jeito&#8221;. O <strong>quinto erro</strong>: não ver a possibilidade de transformar as situações <em>a qualquer momento</em>. Por que você acha que ela se dá o trabalho de chorar e ser tão chata? Por que ela manteve o prato dela na mesa, com tudo arrumado? Por que ela não deixou só o seu e foi dormir? Você faria isso, não? Ela não quer ser chata, ela só quer a sua <em>presença</em>.</p>
<p><img class="alignleft" style="width: 200px; height: 300px; float: left;" title="Closer - Natalie Portman Again and Again" src="http://nao2nao1.com.br/img/natalieportman3.jpg" alt="Closer - Natalie Portman Again and Again" width="200" height="300" />Os braços que reclamam estão apontando para os pratos sujos na pia, seus atrasos e &#8220;Por que você não ligou para cumprimentar minha irmã ontem?&#8221;. Você lava e seca, passa a chegar no horário e liga pedindo desculpas. Se fez só isso, sua desatenção se manifestará em outras coisas, até que a reclamação volte. É possível satisfazê-la sem sair do lugar, acredite. Para onde aponta o coração dela? Não seja ingênuo de achar que sua mulher é tão estúpida como pode às vezes parecer. Ela realmente quer ver pratos limpos? Ela realmente é tão implicante? Não, ela quer cuidado, carinho e presença. Se mantiver essa postura, os pratos ficarão limpos, naturalmente. Cuidado com ela significa cuidado com absolutamente tudo o que a circunda. O quarto, o prato, a casa, a família, a natureza, o mundo. Prato sujo não é muito diferente de falta de amor por ela. Considerar tal afirmação um pouco forçada é o <strong>sexto erro</strong>.</p>
<p>Voltando ao namoro em crise. Você espera; tudo sob controle; transaria com ela a qualquer momento. E ela? Não, ela não voltaria ao sexo a qualquer momento. E, sim, ela poderia se abrir ao sexo a qualquer momento. Você precisa perceber primeiro o &#8220;Não&#8221; para construir o &#8220;Sim&#8221;. Sem acolher e aceitar, você não conseguirá liberar e redirecionar. É muito comum ver homens tentando resolver à distância, sem antes se aproximar.</p>
<p>Ela não sente nada sob controle (nem dela, muito menos seu). Ela não espera! Sua ausência não encontra paralelo feminino. Mulher é sempre movimento presente, ânsia por amor e abertura. Se não for com você, será com outro. Isso não as faz putas ou traidoras. Elas têm tanta culpa quanto uma música que oferece sua beleza a qualquer um que se aproximar. Nesse meio tempo, enquanto você e sua lógica esperavam, ela conheceu outro, se apaixonou e fez tudo que queria fazer com você. Para ela, o amor é sempre amor, vindo de você ou de qualquer cara. Isso faz com que ela o ame e do nada passe a odiá-lo. Se quer consolo, tenha certeza de que o mesmo vale para o outro cara.</p>
<p>Você liga e tenta voltar. Suas flores encontram um espaço já preenchido. Quanto mais você se humilha, mais ela se torna implacável. Você não acredita em tamanha crueldade! Quanto mais você sofre, mais ela pisa. &#8220;Você ficou 8 anos comigo, como pode me tratar assim?&#8221;. Ela afirma e confirma várias vezes. Nunca mais quer falar com você, nunca mais quer ver você. Você diz que sofre, ela desliga com gosto na sua cara. &#8220;Não ligue para mim nunca, por favor&#8221;. Você sofre ainda mais por não entender nada. E então solta a clássica: &#8220;Tudo bem, eu deixo você ir, mas só me explica o motivo. Por quê? Por quê? Por quê?&#8221;. O <strong>sétimo erro</strong>. Perguntar &#8220;Por quê?&#8221;.</p>
<p>Meses depois, você a encontra e não entende como é possível tamanha docilidade. Cadê o &#8220;nunca&#8221;? Ver o feminino como substância, em vez de movimento; essência, não existência; parede, no lugar de tinta. Temos aqui o <strong>oitavo erro</strong> dos homens.</p>
<p>Você erra uma palavra e toda a noite de sexo se vai. Isso parece horrível até que você entende que basta acertar novamente! Só mais uma palavra e toda a noite de sexo está ali novamente, bem na sua frente. Sexo, casamento&#8230; às vezes uma vida se vai por uma palavra mal colocada. O feminino é esse ser que nos escapa. Sempre que nos agitamos para persegui-lo, voltamos sem nada para casa. O homem feliz é aquele que fica. Às vezes chove, ele se molha. Às vezes vem o Sol e ele sorri.</p>
<p>&#8220;Fica comigo?&#8221; significa muito mais do que um beijo ou uma transa. &#8220;Eu sou esse torrencial incontido que transborda para todos os lados, se esvai, deságua para um lado, escorre para outro. Eu quero repousar em algum lugar para finalmente me juntar inteira e sentir meu tamanho. Você pode ser esse lugar? Fica comigo?&#8221;.</p>
<p>Os 7 erros, enfim, não podem ser corrigidos. Seria como tentar fixar uma nuvem ou uma onda. Os 7 erros devem ser constantemente jogados. No começo, eles parecem instruções, conselhos, afirmações, não? Por isso são sempre mais um. Vamos acertar todos os oito, para logo nove depois errá-los como se tivéssemos dez esquecido da técnica e do gosto do acerto onze.</p>
<p><img title="Closer - Natalie Portman Again" src="http://nao2nao1.com.br/img/natalieportman.jpg" alt="Closer - Natalie Portman Again" align="right" />Mesmo sabendo das regras, vamos cair. Feio. Para os homens, sobrou esse papel de Sísifo do amor. Vocês já devem imaginar que só as mulheres ficam sempre em uma condição <em>win-win</em>&#8230; Bem, não fui eu quem inventou esse jogo! Para compensar, elas têm TPM, menopausa e celulite.</p>
<p>Da próxima vez que tudo desmoronar, <em>look closer</em>. Atente ao que fica. O feminino nunca chega a nos abandonar. Ele se transforma apenas. De Natalie Portman nua a quarto vazio, é um segundo. Êxtase e solidão, ambos são um tipo especial de mulher. Algumas sorriem para nós, outras se afastam e levam o Sol.</p>
<blockquote><p>Homem, se achou que agora pode trair, se arrepender, mentir, oscilar, ser cruel e abandonar a lógica, você se enganou feio. Vai usar minissaia agora também? O que fica bonito em mulher transforma o homem em um ser desprezível. Conforme-se com o feminismo oculto desse post. Contente-se em transformar seu pesadelo em jogo.</p>
<p>Mulher, achou a abordagem machista? Ninguém mandou ler! Isso é escrito para homens. No universo masculino, não existe tal coisa como &#8220;machismo&#8221;. Existe ignorância, lucidez e, nos entremeios, um bando de caras resgatando um ao outro de vários incêndios. Só isso. O cara que ler esse post, sair vivo e se casar contigo, esse eu garanto que não será machista.</p></blockquote>
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