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	<title>Não Dois, Não Um &#187; Capa</title>
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	<description>Um blog sobre relacionamentos lúcidos</description>
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		<title>A eletricidade natural de estar vivo (parte 1)</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 10:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Os pelos do braço se arrepiam. Nenhuma explicação científica diminui meu encanto por esse fenômeno. Não apenas pela beleza do colo, da nuca, do peito de uma mulher arrepiada, mas pela eletricidade que acontece sem controle, especialmente quando a causa não é frio, tesão, medo ou alguma emoção específica. (No último treinamento de Taketina, aconteceu algumas vezes enquanto tocava&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="peloarrepiado" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2011/05/peloarrepiado.jpg" alt="" width="589" height="250" /></p>
<p>Os pelos do braço se arrepiam. Nenhuma explicação científica diminui meu encanto por esse fenômeno. Não apenas pela beleza do colo, da nuca, do peito de uma mulher arrepiada, mas pela eletricidade que acontece sem controle, especialmente quando a causa não é frio, tesão, medo ou alguma emoção específica. (No último treinamento de <a href="http://taketina.com" target="_blank">Taketina</a>, aconteceu algumas vezes enquanto tocava berimbau e espiralava ao redor do surdo. Ou durante o dia, do nada. Aprendi como falar isso em inglês: <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Goose_bumps" target="_blank">goose bumps</a></em>.)</p>
<p>O arrepio é uma das maiores evidências de que há algo vivo em nós. Quando perguntamos &#8220;Como você está?&#8221;, a pessoa pode até pensar nos fatos da vida, mas <a href="http://papodehomem.com.br/uma-mente-distraida-e-uma-mente-infeliz/" target="_blank">acontecimentos e situações não tem nada a ver com felicidade ou sofrimento</a>. O que vai definir a resposta positiva é o calor no peito, o brilho nos olhos, a respiração profunda, o sorriso silencioso, a <a href="http://papodehomem.com.br/o-que-tanto-buscamos-em-noitadas-bebidas-mulheres-trabalhos-e-viagens/" target="_blank">experiência de energia fluindo</a>, prazer, leveza, horizonte aberto, presença lúdica, espaço para ação, lucidez e criação de sentido. A resposta negativa virá com respiração ansiosa, confusão, contração, incapacidade de atribuir sentidos, seriedade, olhos opacos, peso, dor, fechamento, poucas opções de reação, energia interrompida, oscilante ou dispersa.</p>
<p>É por isso que nesse texto vou colocar no centro aquilo que consideramos mais periférico. Trocar efeito e causa. Inverter a visão que atribui nossa felicidade ou sofrimento a determinados acontecimentos que supostamente diminuem ou aumentam nossa experiência de bem-estar. Se nossa oscilação emocional é sempre tratada como objeto passivo, como poderemos cultivar autonomia de energia? Em vez de deixar o bem-estar no final da frase, vamos colocá-lo logo de cara como sujeito: é a eletricidade que define se surge felicidade ou sofrimento, não importa em qual experiência.</p>
<p>Em vez de olhar para as mil situações, cenários e configurações da vida, vamos respirar e sentir como nosso pulmão muda. É com o pulmão que sofremos e é com o pulmão que podemos ter alguma chance de encontrar liberdade e felicidade nas relações.</p>
<h1>O sequestro de nossa eletricidade</h1>
<p>A dinâmica é sabida. O bandido captura a pessoa, joga dentro de um cubículo e diz: &#8220;Agora você vai operar sua mente, sua energia, seu corpo dentro desse quarto. Você vai continuar respirando, sentindo, pensando, tudo igual, mas agora você está participando desse jogo chamado sequestro, então vai respirar, sentir, pensar como alguém sequestrado. Tudo bem?&#8221;. Ele não diz bem isso, mas é isso o que ele diz.</p>
<p>Todos os jogos, histórias, mundos, realidades, filmes que construímos em nossa vida são sequestros sutis. Ao colocar o anel, o recém-marido diz: &#8220;Agora você vai operar sua mente, sua energia, seu corpo dentro dessa relação. Você vai continuar respirando, sentindo, pensando, tudo igual, mas agora você está participando desse jogo chamado casamento, então vai respirar, sentir, pensar como alguém casado. Tudo bem?&#8221;. A chefe, o professor, a amiga, o sócio&#8230; todos com a mesma fala.</p>
<p>Uma vez dentro de alguns mundos, incorporando algumas identidades, o brilho no olho, o sorriso aberto, a respiração profunda, o calor no peito passam a surgir sob condições. A eletricidade natural agora é a eletricidade de um personagem específico.</p>
<p>É como se transplantássemos nosso coração em um bonequinho 2D que vive na tela do videogame. Diante da possibilidade de controlá-lo e principalmente de usá-lo para controlar seu mundo, deixamos que ele nos controle. Enquanto os movimentos desses pixels nos alegram, tudo ok. O problema começa quando o mundo se desintegra, o bonequinho morre ou apenas perdemos o nível de controle esperado.</p>
<p>Nosso coração sabia bater sozinho, mas passou tempo demais sendo comandado por um coração virtual. Sabíamos respirar, mas passamos tempo demais respirando em função de nossa namorada. Tínhamos eletricidade, mas a vinculamos à identidade de marido. Agora, para ativar a energia, precisamos mover o marido. E quando a relação acaba? Ao tentar reconquistar a esposa, tudo o que ele deseja é voltar a ser marido.</p>
<h1>Sofrimentos virtuais</h1>
<p>Assim que começamos a respirar mal, comer e dormir pouco (ou demais!), assim que perdemos eletricidade e brilho no olho, sentimos uma necessidade urgente de consertar o jogo, ressuscitar o personagem, remontar o mundo. A última coisa em nossa lista de prioridades é resgatar a capacidade de respirar, voltar a sentir nossa eletricidade natural, deixar o olho brilhar sem depender de nenhuma visão especial, desentortar o corpo, liberar a mente das condições que a asfixiaram – ironicamente, como já escrevi, é essa <a href="http://nao2nao1.com.br/resposta-padrao-para-qualquer-problema-de-relacionamento-amoroso/" target="_blank">a melhor saída para qualquer sofrimento</a>.</p>
<p>Quanto mais dor, mais colocamos nosso foco no personagem, mais tentamos controlar. O casamento que começou como uma brincadeira, uma fantasia, um faz-de-conta, virou realidade sólida, séria, inescapável. A identidade que começou como encenação virou nossa essência. É assim que o sofrimento virtual de um personagem vira dor no peito, falta de ar, vontade de se matar. A confusão se torna cada vez mais real a ponto de transbordar para outros corpos e mentes ao nosso redor.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1341" title="velacopo" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2011/05/velacopo.jpg" alt="" align="left" />Tudo acontece como se tivéssemos uma vela queimando dentro de um copo em nossa mão. Sem perceber os limites do copo, com foco excessivo no fogo, sem espaço para nos mover, ficamos com o dedo muito próximo, queimando, doendo. Alucinamos: a casa inteira está pegando fogo! Saímos correndo, nos debatemos, deixamos cair o copo&#8230; e aí sim a casa inteira pega fogo.</p>
<p>Em pouco tempo a alucinação vira realidade, basta um pouco de insistência, hábito, compulsão em acreditar na concretude das coisas como elas nos aparecem. Os sofrimentos se tornam reais na exata medida em que não desconfiamos de sua virtualidade.</p>
<h1>A base das inteligências</h1>
<p>Ora, o aparente sequestro não tem nada de negativo. Na verdade, não é sequer um aprisionamento. Só podemos respirar, sentir, pensar como namorado, pai, irmão, filho, sócio, amigo, chefe, aluno e professor, durante um só dia, porque nossa mente e nosso corpo são livres para operar dentro de universos diferentes.</p>
<p>Ao contrário do que muitos dizem, a melhor definição etimológica da palavra inteligência não é &#8220;escolher entre&#8221;, mas &#8220;ler dentro&#8221;. Quando chamamos alguém de inteligente, estamos apontando para sua capacidade de entrar em um mundo, se movimentar com alguma coerência (seja respondendo a estímulos ou criando sentidos) e operar sob condições. Exatamente como faz um jogador de futebol, de <em>Super Mario</em>, de peça de teatro, de casamento, de empresa&#8230;</p>
<p>Você está em um show de rock. Depois vai para um jogo de poker. Depois transa com uma garota na bancada do escritório. A mesma mente, o mesmo corpo, operando sob diferentes condições, mundos, horizontes de sentido, lógicas, coerências, estímulos, possibilidades de ação. No show de rock, sequer surge a ideia de um <em>flush</em>. No poker, não faz sentido ficar pulando e balançando a cabeça. No sexo, o objetivo não é bem aumentar o <em>pot</em> e ganhar (ok, às vezes é).</p>
<p>Mente e corpo transitam entre diferentes mundos assim como transitam entre diferentes identidades assim como transitam entre diferentes estímulos sensoriais, emoções, pensamentos, micro fenômenos internos. Ver é operar com olhos e inteligência da visão em um mundo visual. Quando nossa mente opera com ouvido, lidamos com sons. Quando opera com conceitos, pensamos. Quando opera com ciúme, surge um horizonte de novos números no celular, emails e passados alternativos. Quando opera como <em>Super Mario</em>, aparecem canos de teletransporte, flores de fogo e a motivação de salvar uma princesa.</p>
<p>A base de todas as infinitas inteligências é pura e simplesmente a capacidade de ser inteligente. Nossa mente parece ter essa sabedoria natural de entrar, iluminar, conhecer, abrir espaço, dar sentido, se mover. Quando fazemos isso à luz de velas em um barzinho de jazz com uma morena de cabelo cacheado, dizem que estamos seduzindo. Quando nossa mente opera suada algum tempo depois, dizem que estamos transando. Quando nossa mente opera sob o domínio da raiva, dizem que estamos brigando. Em todos os momentos, estamos com a mesma mente, usufruindo de sua infinita plasticidade, de sua natureza livre, de sua habilidade cognoscente que detecta, se agarra, se identifica e age com padrões, caminhos, linguagens&#8230;</p>
<p>É por isso que brilho no olho, calor no peito e eletricidade têm sempre a mesma qualidade, não importa em quais mundos ou com quais identidades e inteligências estamos operando. Na verdade, o brilho no olho é igualzinho em todas as pessoas.</p>
<p>Ao reconhecer o mesmo tesão de estar vivo em qualquer pessoa feliz e o mesmo pulmão desesperado em qualquer pessoa aflita, começamos a nos relacionar de modo impessoal com a eletricidade natural: ela não é nossa, ela não é de ninguém, não está dentro ou fora de nós. Com essa dúvida, podemos explorar os limbos entre os vários mundos e identidades.</p>
<p>Quando paramos e cortamos boa parte dos estímulos mais comuns que nos entretêm e movem nossa energia, o que sobra? Quando ficamos sozinhos, sem relação alguma para nos definir, quem nós somos?</p>
<p><em>Continua&#8230;</em></p>


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		<title>A verdadeira impotência sexual masculina</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 22:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O que precisa ficar em pé bem antes do sexo?</p>
<p>Já conversamos sobre contas afrodisíacas, &#8220;dicas infalíveis&#8221; de sedução e posições sexuais internas. Agora o tema é impotência, considerando homens que não sofrem de nenhuma disfunção fisiológica e nenhum distúrbio psiquiátrico, ou seja, eu e outros marmanjos que se encontram facilmente por aí.</p>
<p>Também não me interessam fatores apontados como&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img title="impotencia" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/impotencia.jpg" alt="impotencia" width="300" height="250" align="left" />O que precisa ficar em pé bem antes do sexo?</em></p>
<p>Já conversamos sobre <a href="http://nao2nao1.com.br/tensao-conta-afrodisiaca-meditacao-e-outros-caminhos-para-o-sexo/" target="_blank">contas afrodisíacas</a>, <a href="http://nao2nao1.com.br/dicas-infaliveis-de-seducao-e-mais-4-respostas-aos-leitores/" target="_blank">&#8220;dicas infalíveis&#8221; de sedução</a> e <a href="http://nao2nao1.com.br/uma-mulher-e-suas-areas-intocadas/" target="_blank">posições sexuais internas</a>. Agora o tema é impotência, considerando <strong>homens que não sofrem de nenhuma disfunção fisiológica</strong> e nenhum distúrbio psiquiátrico, ou seja, eu e outros marmanjos que se encontram facilmente por aí.</p>
<p>Também não me interessam fatores apontados como causas de impotência, como o tal do estresse, pois eles se incluem como efeitos (não causas!) da impotência que vou descrever aqui. Muito menos aquela listinha de coisas brochantes dentro do manual para mulheres. Meu foco é aquilo que depende apenas da <strong>autonomia masculina</strong>, sem remédios, sem mudanças externas.</p>
<h1>Que impotência é essa?</h1>
<p>Imagine um homem em perfeitas condições que sofre de ejaculação precoce, gozando nos primeiros minutos de penetração ou boquete bem feito (não aquele que a mulher faz tomando cuidado para não pirar demais), e desenvolve o padrão de sempre partir para o sexo oral enquanto se prepara para uma &#8220;segunda&#8221;, na qual aí sim vai conseguir segurar por mais tempo – com menos potência.</p>
<p>Visualize outro que frequentemente não tem libido alguma. E outro que tem tesão, mas muitas vezes não consegue uma boa ereção. E outro que até consegue, mas não é capaz de sustentá-la de modo adequado ao ritmo espontânea da transa, gerando <strong>interrupções desconfortáveis</strong>.</p>
<p>Inclua mais um homem nessa imagem. Seu problema não é brochar, não é ejaculação precoce, não é ausência de libido ou potência. Ele faz tudo certo, mas talvez sofra desse <strong>outro tipo de impotência</strong>. De fato, a impotência sexual é  raríssima se comparada com a impotência masculina  dentro de uma relação e na vida, muito mais abundante.</p>
<h1>O que já não estava em pé antes?</h1>
<p>Cada vez mais <strong>as mulheres usam o sexo para se sentir amadas</strong>, já que às vezes é o único momento em que o homem para e olha com desejo, admira, toca sua mulher com vontade. O raro momento em que o homem fica minimamente presente e disponível, em que rola uma massagem (não é à toa que fizeram um <a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3" target="_blank">K-Y que serve para massagear e penetrar</a>), palavras sacanas, respiração profunda, conversas mais relaxadas.</p>
<p>Por outro lado, não é nada incomum o marido desenvolver aversão pela mulher em seus momentos de chatice e confusão, preferindo <strong>gozar sem preocupação</strong> diante da tela do computador a superar uma série de conflitos para chegar ao sexo. Em vez de abrir o quarto e enfrentar o monstro até que ele entregue aquela mulher sorridente e sensual de volta, ele fica horas enrolando na Internet, liga para uma garota de programa ou sai para beber e descarregar a tensão.</p>
<p>Quase ninguém fala dessa incapacidade de estar presente sem a necessidade do sexo ou dessa impotência diante dos caminhos tortuosos que culminam em uma relação profunda e intensa. Sem referências, o homem prefere a facilidade do <strong>orgasmo <em>fast food</em></strong> ao cultivo mais demorado, agrícola, orgânico da coisa.</p>
<p>Sem essa potência, o homem nunca levanta, sobe, estabiliza, endurece antes do sexo.</p>
<h1>As brochadas sutis de um homem</h1>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-974" title="indiana-jones" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/indiana-jones.jpg" alt="indiana-jones" width="588" height="244" /><br />
<em>Lembra dessa cena?</em></p>
<p>Você consegue <strong>ver a </strong><strong>vida de pernas abertas </strong>quando sua mulher lista 71 reclamações e pede a separação? Segue andando a la Indiana Jones sobre pontes que ninguém mais vê? Tem a manha de avançar sobre sua parceira com dois pés e duas mãos sem nada atrás hesitando (&#8220;Será que eu não consigo uma melhor? Será que vai dar certo?&#8221;)? Todo dia, junto com o primeiro gole de água, toma a pílula vermelha ou a pílula azul para não brochar em todas essas situações?</p>
<p>Em um sentido amplo, a impotência masculina surge de uma falta de habilidade em lidar com o feminino, com o caos, com tudo o que se move livremente. O homem brocha quando a energia que lhe impacta externamente supera sua autonomia, como uma avalanche ou um atropelamento. Ou melhor, quando ele tem a <strong>experiência de ser atropelado</strong>, a sensação de afundar, assim como seu tesão é experimentado como uma liberdade de atravessar paredes.</p>
<p>Tal impacto pode ser dolorido ou prazeroso. Podemos ser arrastados pelas falas emocionais de uma mulher, por uma confusão na empresa, excesso de bebida ou pela ansiedade em ejacular no meio de um boquete. Não importa, somos arrastados, atropelados, engolfados. Os movimentos externos e impulsos internos decidem qual será nossa experiência, qual será nossa reação. Perdemos autonomia. Caímos. Ficamos impotentes.</p>
<h1>Cura e tratamento da impotência masculina</h1>
<p>A primeira coisa para conseguir levantar o pau antes do sexo é observar como nosso sofrimento é sinônimo de passividade e como nos alegramos quando agimos, afinal nossa potência vem da capacidade de <strong>foder, penetrar, avançar sobre as coisas. </strong></p>
<p>Precisamos observar o que acontece quando sentimos tesão de existir, propósito, senso de humor, peito cheio, visão nítida. Qual a textura dessa eletricidade que nos move? De onde ela vem? Como pode ser sustentada mesmo quando as configurações externas se alternam?</p>
<p>Quando um homem chega nesse ponto, é provável que encontre um professor de meditação e que comece a aprender a <strong>estabilizar essa eletricidade de modo autônomo</strong>, algo que naturalmente melhora suas relações, sua ação na vida e, claro, na cama. Eis o caminho mais direto para utilizar essa impotência como trampolim para transformações muito maiores do que apenas superar a impotência.</p>
<p>Para quem deseja soluções paliativas, há alguns meios hábeis, que se resumem a tentar emular uma ação potente e ativar diretamente a energia em alguns momentos. O resultado é instável, claro. Ninguém disse que seria fácil. ;-)</p>
<p><img title="dahmer" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/dahmer.jpg" alt="dahmer" width="588" height="187" /><br />
<em>André Dahmer | <a href="http://malvados.com.br/" target="_blank">Malvados</a></em></p>
<h1>Sexo e vida com potência: 11 possibilidades para os homens</h1>
<p>Falar do que dá errado e não contemplar os movimentos positivos é um péssimo habito. Vamos, portanto, listar as qualidades de um homem presente. Ou melhor, em vez de imaginarmos um homem ideal, podemos lembrar que essas são  <strong>qualidades que já se manifestam esporadicamente em todos os homens, </strong>possibilidades  disponíveis a qualquer um.</p>
<p>Há, claro, muito o que uma mulher  pode fazer para não dinamitar a potência masculina e para sustentar sua  própria energia. Mas isso é assunto para outros textos.</p>
<p>Para os homens que desejam avançar, o melhor é <strong>não esperar que a  mulher ou a vida facilite</strong>. Na verdade, sua relação consigo mesmo é  inseparável de sua relação com as mulheres e com os movimentos da vida.  Aquele que mima a si mesmo, por exemplo, vai mimar sua mulher e vai  esperar mimos da vida.</p>
<p><strong>1. </strong>Ele não tenta agradar – a parceira, a sociedade ou a si mesmo. Não cede ou abaixa a cabeça para restrições e obstáculos. Ele se move para além dos mimos, tanto na cama quando na relação em geral.</p>
<blockquote><p>&#8220;True sexual and spiritual surrender is not about adapting yourself to what will appease your partner. Nor is it about surrendering to your own momentary emotional needs. True surrender is about relaxing through these secondary needs, both yours and your partner&#8217;s, and magnifying your primary desire to give and receive unbounded love.&#8221; <a href="http://www.bluetruth.org/index.php/David_Deida" target="_blank">–David Deida</a></p></blockquote>
<p><strong>2. Ele não tenta &#8220;convencer&#8221; a mulher</strong> a fazer algo diferente no sexo, seja um ménage ou apenas sexo anal. Ele apenas abre espaço e flui pela liberdade, sem pensar em termos de eu e outro. Sua condução não controla, apenas sugere, propõe, provoca. E o convite não define, não tem conteúdo. Ele apenas aumenta a energia, infla, preenche, brinca, alimenta e então vê o que acontece.</p>
<p><strong>3. </strong>Ele se delicia com o corpo feminino, desde uma observação dos gestos à distância até se aproximar de cada poro, respirando a mulher pra dentro, enchendo o corpo de ar, comendo, engolindo, sentido a energia da parceira por dentro.</p>
<p><strong>4. </strong>Ele repousa no feminino sem medo de se identificar com ele. Recebe uma massagem, se solta, relaxa o abdômen, se entrega e, principalmente, solta o ar completamente, como se caísse desistindo de se manter vivo. <strong>Essa pequena morte é vivenciada como um repouso</strong> que estabiliza sua energia e abre espaço para que o prazer sexual e o tesão de viver aumente sem criar perturbação, contração, tensão, sem precisar ser descarregado constantemente. Então ele parte pra cima dela com essa mesma energia.</p>
<p><strong>5. </strong>Ele avança sobre o feminino sem pedir licença assim como mantém um direcionamento na vida para além de seus relacionamentos. Porque nem sempre pede autorização ou concordância, ele consegue tocar sua parceira em áreas em que ela dificilmente atingiria sozinha.</p>
<p><strong>6.</strong> Ele não respeita seus próprios obstáculos. E é exatamente essa atitude, quando direcionada para fora, que penetra a rigidez feminina. Se ela sente dor na penetração, ele não fica anos respeitando e arranjando jeitos de evitar a penetração. Ele aceita, acolhe, se diverte ao mesmo tempo em que a ajuda a superar, investiga, <strong>perfura o hábito acomodado de ambos</strong>, desafia, convida a transformação mesmo que haja dor e desconforto no meio do caminho.</p>
<p><strong>7. </strong>Ele sente prazer em conduzir e mover sua mulher. Observou que essa postura abre espaço para que ela seja e aja como mulher de um modo que nem sempre consegue em sua vida cotidiana.</p>
<p><strong>8. Ele libera o feminino.</strong> Não oferece nenhuma restrição para as expressões faciais, emoções, ideias, relações, roupas, palavras, ações, faculdades, trabalhos que as mulheres ao seu redor tanto exploram.</p>
<p><strong>9. </strong>Ele não se desespera quando os movimentos externos não lhe favorecem. Ou seja, quando é pressionado, contrariado, rebaixado, ignorado, criticado, traído ou abandonado.</p>
<p><strong>10.</strong> Ele sabe que <strong>sua vida não é definida pelas situações</strong> mas por sua ação sobre o que lhe acontece. Como <a href="http://papodehomem.com.br/o-que-tanto-buscamos-em-noitadas-bebidas-mulheres-trabalhos-e-viagens/" target="_blank">essa experiência acontece por um corpo e por uma mente</a>, sua única prática é sustentar um corpo vivo e uma mente lúcida, em qualquer situação, em todas as relações. Ao abrir os olhos para como sua experiência de mundo é construída, ele deixa de ser vítima e se descobre autor, o que faz sua energia circular pois começa a agir sobre aquilo que antes agia sobre ele. Foder o que lhe fodia,<strong> brincar com o que temia</strong>.</p>
<p><strong>11. </strong>Ao mesmo tempo, ele se esforça menos em controlar as coisas, pois agora seu foco está na postura de mente e corpo, na qualidade da experiência, na estabilidade de sua energia, não importa o que surja pela frente.</p>
<h1>Oferecimento: K-Y</h1>
<p><a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-975" title="ky" src="http://nao2nao1.com.br/wp-content/uploads/2010/05/ky1.jpg" alt="ky" width="588" height="250" /></a></p>
<p>É isso. Recebi quase 100 mensagens pelo widget que ficou por um mês aqui no <em>Não2Não1</em>. Espero ter tocado em algumas dessas histórias e questões sobre o &#8220;Antes&#8221;.</p>
<p>Deixo o convite a todos para conhecer a <a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3" target="_blank">linha de produtos da K-Y</a>, marca que <strong>apoiou o <em>Não2Não1</em></strong> e o conteúdo que venho produzindo aqui há 4 anos. Confesso que sou fã do <strong><a href="http://bit.ly/ky-n2n1-post3" target="_blank">K-Y 2 em 1 &#8220;Sensual massage&#8221;</a></strong> (não uso o gel) e que não teria topado essa ação se não houvesse essa identificação com o produto.</p>
<p>Aguardo seus comentários, como sempre.</p>
<p>Abraços!</p>


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