Casar por amor é uma péssima idéia! – Parte 3

por Gustavo Gitti 28 April 2009 164 comentários

Na segunda parte, descrevi exigências e expectativas, além de desmascarar o amor como uma paixão mais duradoura. Agora falo de generosidade e motivação. A pergunta, entretanto, persiste: além dos sentimentos, além do amor romântico, haverá uma outra base para o casamento?

O amor como ação (ou sobre a generosidade maliciosa que podemos ser)

Nosso problema (e o texto) começa na paixão, então vamos assumir que talvez paixão e amor não sejam coisas diferentes. Quebrar o senso comum. Alterar o início de tudo. Olhar nosso papel ativo no percurso amoroso.

Podemos recontar a história da paixão sem demonizá-la. Em vez de assujeitamento ou padecimento, ação vigorosa. Em vez de cair, andar. Quando estamos apaixonados, vemos qualidades positivas no outro (algumas já existentes, algumas projetadas, idealizadas, alucinações nossas, mas a maioria sementes que de fato florescem depois, quando mostramos com orgulho para todo mundo que duvidou: “Viu, ele sempre foi assim!”), temos energia constante (amantes não tem sono, já percebeu? não dormem e ainda são os mais atentos no trabalho durante o dia) e incentivamos nosso parceiro para que ele seja cada vez melhor e mais feliz. A paixão, nesse sentido, é o próprio amor logo de cara. Não aquele amor sentimento, romantizado, que colocava nossa felicidade em poder do outro (“Você faz, eu sinto”), mas um amor no qual somos nós que descobrimos o poder de fazer o outro feliz.

Isso tudo acontece em paralelo aos processos de fixação no outro. Misturamos as duas versões da história passional, atividade e passividade, oferecer e receber. Nosso coração confunde a felicidade que sentimos por oferecer com a alegria de receber. Sentimos tudo junto, sem distinção. É por isso que quando o outro se vai, nos deprimimos e demoramos a resgatar nossa capacidade de oferecer, sempre disponível, verdadeira fonte de felicidade.

Em meio a uma paixão, observe que sua verdadeira alegria vem do fato de você se descobrir capaz de causar felicidade, de fazer a diferença. Sua vida ganha sentido porque você dá sentido a uma outra vida. Contemple isso, separe isso da satisfação temporária de suas carências, exigências, mimos e expectativas autocentradas. Enquanto estiver apaixonado, olhe para você mesmo como um veículo da felicidade do outro e contribua para irrigá-la. Quando desejamos a felicidade do outro (mesmo que não seja conosco), e existem práticas meditativas específicas fazer disso um treino diário, lentamente liberamos a fixação, superamos o apego e qualquer sofrimento que o outro possa vir a causar em nós. Na ausência de apego, o outro não tem poder sobre nós. Então podemos nos aproximar, nos envolver e amá-lo ainda mais, sem medo algum de se machucar.

O amor é essa ação que já está presente na disposição incessante que ganhamos quando nos apaixonamos. Amor que já começa na primeira noite de sexo. Sim, pois eu não sinto amor, eu faço amor. Eis o verdadeiro sentido da frase “Quero fazer amor com você”: quero foder, meter, atravessar, penetrar, pegar no colo, costurar, jogar, amansar, cuidar, beijar, respirar você. Eu não penso tanto em minhas sensações interiores, subjetividade emocional e sentimentos. Meu foco está na ação que faço em direção ao outro. Amar é precisamente isso: agir em direção ao outro, a partir do outro, a favor do outro.

O “eu” se faz desnecessário. O romantismo é descartado. Voltando à análise sintática, descobrimos os sujeitos inexistentes, como nas frases “Anoitece agora” ou “Há muita gente por aqui”. O que existe é ação e presença. Felicidade, prazer e alegria surgem como se não tivessem causa. Sem centro, de todos os lados. O verdadeiro amor é impessoal.

Prática, postura, ação, gesto, motivação. Amar é isso. Se o amor fosse um sentimento, teríamos de nos separar durante aqueles meses que não conseguimos sentir nada um pelo outro. E isso é mais comum do que podemos imaginar. Meses sem sentir quase nada pelo outro, qual o problema? Ainda assim amamos, ou seja, desejamos e agimos pela felicidade e pelo crescimento do outro.

Se amor fosse um sentimento, do nada seríamos inundados; no entanto, do nada também, seríamos esvaziados. Mas não. Não sentimos amor quando recebemos algo, ou quando somos invadidos por alguma química. Sentimos amor (e nos sentimos amados) quando amamos, quando olhamos o outro assim, quando cuidamos. É esse inesgotável poder de amansar o outro, avançar sobre ele, aninhá-lo e deixá-lo feliz que nos enche de amor, que nos deixa genuinamente felizes. E podemos usar mil linguagens para fazer isso: passional, irada, pacífica, acolhedora, lúdica…

Um amigo meu, por exemplo, com apenas alguns meses de namoro, tudo muito recente, viu sua namorada viajar para a Índia passar dois meses sozinha. Ele poderia ter ido junto, mas não foi. Era uma experiência de crescimento para ela que ele não poderia atrapalhar. E, na verdade, isso era algo que ele mesmo admirava nela. Ele não agiu pelo que sentia, ele agiu por amor.

E não fazemos isso por altruísmo. Se fosse uma obrigação, logo ficaríamos cansados, afinal nos movemos por desejo, alegria e prazer. É preciso desejar, sentir alegria e ter prazer em fazer o outro feliz. É por isso que somos uma generosidade maliciosa: no fundo, sentimos muito tesão em fazer alguém sorrir (muito mais do que quando somos nós que passivamente sorrimos) e mantemos uma gargalhada secreta por detrás dos olhos. Somos deliciosamente maliciosos porque não precisamos de nada de ninguém e, ainda assim, paramos alguém no meio da vida e dizemos: “Vem cá que eu quero andar e dançar a vida junto com você”.

Nossa malícia reside no fato de que amamos o outro sem que ele se torne essencial para nossas vidas. E a leveza da relação surge porque não nos vemos como fonte exclusiva da felicidade do outro (o que seria uma prisão). Ficamos completamente envolvidos, de pernas trançadas, mas sem deixar de andarmos com nossos próprios pés e sem impedir que o outro dance livremente, ainda que não seja conosco. Nossa malícia é a razão pelo qual o outro nos admira: a liberdade que temos de amar qualquer um, de ir para qualquer lugar, a qualquer momento, e mesmo assim (ou justamente por isso) permanecer em casa durante quarenta anos com uma única pessoa.

Esse amor, que não é sentimento algum, mas uma motivação, um voto secreto lembrado diariamente, é o único amor que passa no teste proposto por Alan Wallace no livro Budismo com Atitude:

“O teste do amor versus o apego pode ser feito quando você percebe que uma pessoa que você ama muda para pior. O que acontece? Se o amor for genuíno, os sentimentos de amor crescerão mais fortes. Se o amor for realmente um apego, haverá um afastamento.”

Várias razões para casar?

Agindo de modo livre e autônomo, podemos pegar nosso amor e construir todo tipo de relação. Conheço um cinquentão que tem três namoradas (uma sabe da outra), todas muito felizes. Outro virou monge e escolheu não se relacionar sexualmente com as pessoas. E o mais subversivo, crítico, ateu e libertário casou e acabou de engravidar sua esposa, rumo a uma relação que promete ser bastante duradoura. Todas histórias de amor.

Mesmo com a possibilidade de, sem problema algum, amar várias pessoas em relações curtas e intensas, muitos de nós preferem escolher um único parceiro para arriscar uma relação duradoura, o famoso casamento. Por que ficaríamos com o caminho aparentemente mais difícil e contrário à nossa autonomia hedonista?

Tenho algumas hipóteses. Por logística: namorar duas ou três pessoas dá muito trabalho, consome tempo e dinheiro, e complica as coisas se você pretende ter filhos. Por vontade de experimentar um relacionamento duradouro: saber o que é uma relação intensa é bem fácil, quatro dias e BUM!, você chega no ápice, mas saber o que é passar trinta anos com alguém, bem, isso demora cerca de trinta anos (e depois de 458 filmes e 980 músicas românticas, dá uma curiosidade…). Por acreditar que de algum modo conseguiremos viver aventuras de solteiro junto aos nossos cônjuges. Por projetos pessoais: é muito comum encontrar casais que trabalham juntos ou que, no mínimo, complementam e enriquecem suas vidas profissionais. Por prática espiritual: ter alguém que sabe como ativar todas as suas negatividades sempre por perto é essencial para reconhecê-las e liberá-las. Por pura covardia: ficar solteiro ou em namoros de poucos anos reifica nossa solidão e nossa exclusiva responsabilidade pela felicidade (não há quem culpar por nossos sofrimentos). Quando nossa vida der errado, se estivermos casados, pelo menos teremos alguém para culpar! :-)

Ora, analisando tais motivações, é fácil perceber que, se ficarmos com o outro por vontade de experimentar uma relação duradoura ou por prática espiritual, é muito provável que nosso casamento dure mais do que se ficarmos com ele por algum sentimento ou paixão.

Ainda assim, todas essas razões oscilam. Ora me engajo em um projeto, ora mudo de direção. Às vezes me esqueço da prática espiritual, às vezes minha coragem supera a covardia e fico com vontade de viver sozinho. Tudo pode flutuar sem perturbar a relação, não é mesmo? O casal pode trocar de trabalho, desistir dos filhos, não mais sonhar com uma relação duradoura, abandonar a prática espiritual, e mesmo assim ficar junto. Ou seja, nada disso parece ser a base de um casamento. Nem o mesmo o amor (ação pela felicidade do outro), pois em muitos casos o divórcio é a ação mais generosa.

O casal de velhinhos (ou sobre o voto secreto)

Imagine uma velhinha e um velhinho casados há sessenta anos. Eles já passaram juntos por várias configurações de corpos, emoções, visões de mundo, preocupações e sensações. Já foram bonitos, às vezes magros, às vezes gordos. Já foram apaixonados e entediados. Passaram um longo tempo em uma casa que não existe mais, contemplaram a impermanência, viram muita coisa importante perder a importância… Vida que nasce, cresce e morre.

Comparando o casal adolescente, sessenta anos atrás, em seus primeiros encontros na rua da escola, com o casal que agora se beija timidamente na cozinha, não conseguimos encontrar nenhuma semelhança. Absolutamente tudo mudou!

Pensando melhor, algo se manteve intacto. Enquanto tudo se transformava ao redor, enquanto os dois mudavam por dentro e por fora, eles continuaram juntos. Às vezes por uma razão, às vezes por outra. Às vezes por amor, às vezes por preguiça. Até quando a distância entrava no meio, eles mantinham o voto de ser um casal, de ficar junto.

Uma boa base para o casamento é a motivação de ficar junto. Todo o resto não define o casamento. E quando essa disposição não mais existe, pode existir todo o resto (tesão, paixão, logística, interesses, conforto, cumplicidade, amizade, companheirismo, admiração, amor) que nada sustenta o casamento. Amor, paixão, tesão, cumplicidade e respeito podem continuar existindo em uma relação que não mais acontece pelo casamento. O cara pode continuar amando, admirando, respeitando e beneficiando sua ex-mulher, pode transar eventualmente e até viver uma paixão eventual anos depois. A única coisa que acabou foi a motivação de ficar junto, ou seja, o que de fato sustentava o casamento.

É simples, descomplicado. Nada místico. Totalmente cru, puro bom senso. E por isso relutamos em admitir que essa seja a base de um casamento. Queremos mágica, queremos enfeite, coisa do destino, vidas passadas, sincronicidade. Queremos viver um “amor incondicional”, eterno, além da morte, mas com alguém específico, nossa “alma gêmea”. Nada mais contraditório. Nada mais condicionado.

Quando for pedir uma mulher em casamento, esqueça o discurso “Eu nunca fui tão feliz, você mudou minha vida, quer se casar comigo?”. Admita logo que você não sabe por que a encontrou, que ela não foi seu melhor sexo na vida, que não foi por ela que seu coração bateu mais forte (e sim por uma menina feia quando você tinha 15 anos), que você não é necessário para a felicidade dela e que ela não é pré-requisito para a sua. Admita que você poderia estar com outra, mas que escolheu amá-la, viver ao seu lado, compartilhar vidas e construir mundos. Olhe nos olhos dela e faça um voto silencioso (o que você disser em voz alta não importa):

“Agora eu consigo atravessar e sorrir de dentro de você, mas daqui a pouco essa conexão vai oscilar. Às vezes eu não vou te entender ou vou ficar distante. Às vezes você vai parecer feia e eu fraco. Tudo vai mudar. Mil emoções vão girar, inúmeras coisas vão dançar dentro, fora, entre nós. Por isso a gente faz o voto de ficar junto, no meio disso tudo, e de explorar o amor ao limite, ver até onde ele vai, no que ele se transforma, quais suas mil faces.

Quando tudo desabar, quando duvidarmos, inseguros, de nosso próprio amor, quando doer, quando ficarmos confusos, vamos lembrar que se há um inimigo, se há algum responsável pelo sofrimento, não é você nem eu, mas a confusão. Nós vamos nos juntar até mesmo quando estivermos mal. Vamos nos unir para dissolver nossos obstáculos, em vez de achar que uns problemas são seus e outros meus.

Sentimentos e sensações vem e vão, despontam, passam e cessam. E nós somos o espaço onde isso tudo se dá. Nós somos aquilo que fica. E eu quero ficar, ficar desse jeito, sempre presente, sem fugir, sem me esconder, penetrando tudo o que surgir pela frente, eu quero ficar com você.

Por que você? Sinceramente? Não é que eu confie em você, pois somos todos movimento constante. Eu mesmo não sou uma boa base para nossa relação. Não é exatamente porque você me faz bem ou porque eu beneficio sua vida, mas porque nós juntos fazemos muito bem um ao outro, e nós para os outros. Mais do que de você, gosto mesmo do que somos como um casal.

Eu aposto no espaço entre nós, naquilo que conseguimos fazer surgir juntos. Sei que poderia visualizar isso em outra pessoa, mas por que não com você?

Sinto-lhe informar, mas você vai se casar comigo.”

P.S.: Escrevi este texto sob o contexto de uma relação duradoura, mas isso (e o próprio modelo do casamento) é apenas uma possibilidade no espectro dos relacionamentos amorosos. Abordarei outros arranjos do amor em outros posts.

P.S. 2: Se você vai casar em breve, saiba que fiz o discurso na cerimônia de casamento de amigos meus e estou disponível para convites do tipo. Entrevisto a noiva, converso com o noivo, e escrevo um texto no estilo de alguns posts do Não2Não1 recheado com cenas da história do casal, que pode ser lido por um mestre de cerimônias ou por mim mesmo no dia.

Blog Widget by LinkWithin

Para transformar nossas relações

Há algum tempo parei de escrever no Não2Não1 e comecei a agir de modo mais coletivo, visando transformações mais efetivas e mais a longo prazo. Para aprofundar nosso desenvolvimento em qualquer âmbito da vida (corpo, mente, relacionamentos, trabalho...), abrimos um espaço que oferece artigos de visão, práticas e treinamentos sugeridos, encontros presenciais e um fórum online com conversas diárias. Você está convidado.



Receba o próximo texto

164 comentários »

  • Alvady Fernandes

    Bem, esta 3ª parte me alegrou mais que as anteriores, apesar de persistirem diferenças conceituais entre nós, Gustavo.
    As vezes que defendi o amor como eu o vejo, em minha mente sempre estava presente a ideia de que o amor é muito mais você ser feliz por FAZER O OUTRO FELIZ, de que se feliz simplesmente por ser objeto dos mimos de alguém.
    Acredito que o romantismo é um dos ingredientes que dá mais SABOR ao amor, portanto estranho a ideia de que o amor não possa ser romântico.
    Não acho que o apego deva se ausentar da relação para sermos livres – O AMOR LIBERTA sim, mas há apego ainda.

    Acredito no amor como sentimento, romantismo e apego, mas ele é muito mais que tudo isso, sem dúvida.

  • thaisgondar

    “Vem cá que eu quero andar e dançar a vida junto com você”. Divino! Adorei!

  • Andréa

    Gustavo,

    Leio sempre seus textos e adoro! Mas este é o primeiro comentário.

    Eu casei por amor. Há quase 6 anos. Estamos juntos, no total, há 14 anos. Temos dois filhos e somos muito felizes e, no que depender de nós, continuaremos sendo por muuuuuuuuito tempo. Porquê? Por causa disso mesmo que você falou: “Uma boa base para o casamento é a motivação de ficar junto”.

    Eu e meu marido – meu melhor amigo, companheiro querido de todas as horas – nos propusemos a “fazer o casamento dar certo”. Sou filha de pais separados e queria muito escrever uma história diferente da dos meus pais. Meu marido também preza muito a instituição família.

    Não é fácil. Batalhamos muito. Dificuldades, tivemos um monte. Mas não desistimos jamais.

    A tolerância, a paciência, o carinho, tem que estar presentes sempre.

    Tivemos um período bem difícil e que estendeu por um longo tempo. Ouvi de algumas pessoas que eu deveria me separar. Ninguém entendia que a gente queria estar junto, que a gente queria fazer dar certo. As pessoas desistem muito fácil das suas relações, não tem paciência para superar as dificuldades. Não tem compromisso com a relação em si. Por isso, tudo hoje em dia acaba muito rápido.

    Eu e o Adriano (meu marido) não pensamos assim. Sabemos que somos felizes um junto ao outro, vivendo tudo isso que construímos juntos.

    Também não temos a ilusão – muito comum – de que podemos ser mais felizes com outras pessoas. No começo, existe um fogo novo, tudo novo e muito excitante, animador. Mas logo isso se apaga e volta-se ao que era antes.

    Então, o que eu fiz (e meu marido também) foi escolher alguém com quem eu queria ter uma relação feliz e duradoura. Trabalhamos todos os dias para manter feliz nossa relação e não desistimos disso por nada deste mundo!

    Abraço grande!

  • André

    “Quero fazer amor com você”
    Sexo não é amor… quase todas as pessoas tem medo de dizer a palavra sexo, por isto acharam um jeitinho de apelidar carinhosamente o sexo. Não podemos misturar, o sexo é complemento do amor, do casamento, o sexo existe para crescermos no amor, mas dizer que quer fazer amor… como podemos criar algo que nos criou?
    somos criaturas e não criadores do amor.

  • Nati

    Lindo!!

    Adorei!

    Sorriso nos lábios, como sempre acontece com seus bons posts!

  • Capitu

    “Quando desejamos a felicidade do outro (mesmo que não seja conosco), e existem práticas meditativas específicas fazer disso um treino diário, lentamente liberamos a fixação, superamos o apego e qualquer sofrimento que o outro possa vir a causar em nós. Na ausência de apego, o outro não tem poder sobre nós. Então podemos nos aproximar, nos envolver e amá-lo ainda mais, sem medo algum de se machucar.”
    ME EXPLICA POR FAVOR COMO SE FAZ ISSO???????
    ESTOU PASSANDO POR UM MOMENTO ASSIM. SOU TOTALMENTE DEPENDENTE DA PESSOA QUE AMO E NÃO VISLUMBRO MEU MUNDO SEM ELE.
    PRECISO SAIR DESTE CATIVEIRO.

  • Sol

    Não sei se será sempre assim, ms suas palavras têm o poder de me desconcertar. Concordo com suas colocações desde quando vi o título dos artigos.

    Há um tempo tenho essa certeza, que amor não é um bom argumento para casar. Concluí isso pq acreditei amar por 2 vezes e em ambas circunstâncias, do dia pra noite, deixei de amar. Não tive motivo instantâneo como uma briga, ciúmes ou traição. Aliás, meus relacionamentos sempre foram passivos (até d+). Por um tempo pensei q esse era o problema. Tinha q rolar um ciúme ou traição ou qq motivo para “apimentar” a relação. Depois de um tempo de terapia, concluí o motivo dos relacionamentos não terem dado certo e vc traduziu isso em palavras objetivas: “Em meio a uma paixão, observe que sua verdadeira alegria vem do fato de você se descobrir capaz de causar felicidade, de fazer a diferença. Sua vida ganha sentido porque você dá sentido a uma outra vida.” Era isso. Com eles eu me sentia importante, ou melhor, necessária (isso satisfazia minha ‘insegurança’). Enfim… nunca amei. Lendo seu artigo concluí q provavelmente não existe amor entre homem e mulher (pq ainda acredito no amor materno…rs). Digo isso pq acredito que a maioria das pessoas não ficam juntas uma vida em função dos motivos mencionados por você nos ‘votos’. Mas sim por comodismo, medo de julgamentos ou por acreditar que isso fará os filhos mais felizes que uma separação.

    Hoje, penso que alguém certo para casar tem que ter objetivos comuns, nível social/cultural equivalente, e é certamente… sincronia sexual. Acho q esse meu pensamento associado a essência dos ‘votos’ citados por você sejam a melhor idéia para um casamento feliz!

  • Helga Maria

    Eu gostaria de um post personalizado para o meu casório. :) Mas ainda demora, hehehe.

  • Paulo

    Prezados:
    Vou tomar a liberdade de um “copiar-colar” de um site que vi há muito tempo e nunca me esqueci (http://www.kanitz.com/veja/contrato.asp). E que fique claro que os direitos autorais estão sendo respeitados:

    “Na semana passada comemorei trinta anos de casamento. Recebemos dezenas de congratulações de nossos amigos, alguns com o seguinte adendo assustador: “Coisa rara hoje em dia”. De fato, 40%
    de meus amigos de infância já se separaram, e o filme ainda nem terminou. Pelo jeito, estamos nos esquecendo da essência do contrato de casamento, que é a promessa de amar o outro para sempre.
    Muitos casais no altar acreditam que estão prometendo amar um ao outro enquanto o casamento durar. Mas isso não é um contrato.

    Recentemente, vi um filme em que o mocinho terminava o namoro dizendo “vou sempre amar você”, como se fosse um prêmio de consolação. Banalizamos a frase mais importante do casamento. Hoje, promete-se amar o cônjuge até o dia em que alguém mais interessante apareça. “Eu amarei você para sempre” deixou de ser uma promessa social e passou a ser simplesmente uma frase dita para enganar o outro.

    Contratos, inclusive os de casamento, são realizados justamente porque o futuro é incerto e imprevisível. Antigamente, os casamentos eram feitos aos 20 anos de idade, depois de uns três anos de namoro. A chance de você encontrar sua alma gêmea nesse curto período de pesquisa era de somente 10%, enquanto 90% das mulheres e homens de sua vida você iria conhecer provavelmente já depois de casado. Estatisticamente, o homem ou a mulher “ideal” para você aparecerá somente, de fato, depois do casamento, não antes. Isso significa que provavelmente seu “verdadeiro amor” estará no grupo que você ainda não conhece, e não no grupinho de cerca de noventa amigos da adolescência, do qual saiu seu par. E aí, o que fazer? Pedir divórcio, separar-se também dos filhos, só porque deu azar? O contrato de casamento foi feito para resolver justamente esse problema. Nunca temos na vida todas as informações necessárias para tomar as decisões corretas.

    As promessas e os contratos preenchem essa lacuna, preenchem essa incerteza, sem a qual ficaríamos todos paralisados à espera de mais informação. Quando você promete amar alguém para sempre, está prometendo o seguinte: “Eu sei que nós dois somos jovens e que vamos viver até os 80 anos de idade. Sei que fatalmente encontrarei dezenas de mulheres mais bonitas e mais inteligentes que você ao longo de minha vida e que você encontrará dezenas de homens mais bonitos e mais inteligentes que eu. É justamente por isso que prometo amar você para sempre e abrir mão desde já dessas dezenas de oportunidades conjugais que surgirão em meu futuro. Não quero ficar morrendo de ciúme cada vez que você conversar com um homem sensual nem ficar preocupado com o futuro de nosso relacionamento. Nem você vai querer ficar preocupada cada vez que eu conversar com uma mulher provocante. Prometo amar você para sempre, para que possamos nos casar e viver em harmonia”. Homens e mulheres que conheceram alguém “melhor” e acham agora que cometeram enorme erro quando se casaram com o atual cônjuge esqueceram a premissa básica e o espírito do contrato de casamento.

    O objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre. Um dia vocês terão filhos e ao colocá-los na cama dirão a mesma frase: que irão amá-los para sempre. Não conheço pais que pensam em trocar os filhos pelos filhos mais comportados do vizinho. Não conheço filho que aceite, de início, a separação dos pais e, quando estes se separam, não sonhe com a reconciliação da família. Nem conheço filho que queira trocar os pais por outros “melhores”. Eles aprendem a conviver com os pais que têm.

    Casamento é o compromisso de aprender a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva, o que muitos casais não aprendem, e alguns nem tentam aprender. Obviamente, se sua esposa se transformou numa megera ou seu marido num monstro, ou se fizeram propaganda enganosa, a situação muda, e num próximo artigo falarei sobre esse assunto. Para aqueles que querem ter vantagem em tudo na vida, talvez a saída seja postergar o casamento até os 80 anos. Aí, você terá certeza de tudo.”

  • Pablo

    Texto Sensacional. Totalmente racional sem deixar de ser passional. Simples e descomplicado. Enfim, puro movimento.

  • Cássia

    Gustavo,

    Sinceramente eu estou pasma… Também gosto muito de escrever, falo muito sobre amor… E quantas coisas eu não me coloquei a pensar com seus posts… Você realmente está de parabéns!
    Eu entendi de uma vez por todas tudo que eu sempre precisei realmente saber sobre amor e paixão.

  • O amor não é o único pilar do casamento « Glauciana Nunes

    […] chega o ponto que eu gosto mais, o do terceiro e último texto. Porque eu me casei [ou talvez não, mas vou tentar enxergar assim a partir de agora] como a […]

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Eu entendi de uma vez por todas tudo que eu sempre precisei realmente saber sobre amor e paixão.”

    Isso passa, não se preocupe.

    Quando eu escrevi, achei que tinha entendido também. Mas bem nesse momento minha namorada ligou…

    HAHAHAHAHH

  • Alvady Fernandes

    Tudo bem, é o que eu penso: Amar é, antes de tudo, desejar fazer o outro feliz.
    Insisto em tudo o que escrevi no início, lá em cima.

    DISCORDO TOTALMENTE daquela visão contida no texto colado pelo PAULO.
    Não escolhemos uma pessoa para amar e com quem ser feliz – isto é mais racional do que deve ser.
    O amor nos escolhe primeiro. Nos submetemos ou não ao amor.
    Quem se casa por outros motivos, por causa do contrato, p. ex. corre sim, como diz o texto citado pelo Paulo, sérios riscos de encontrar o amor depois e, neste caso, a melhor coisa a se fazer é mesmo o divórcio. O contrato NÃO pode se sobrepor ao amor.
    Os filhos são óbvio, muito importantes, devem ser poupados ao máximo de todo trauma, ou efeito negativo de uma separação, mas conheço dezenas de casos de filhos frustrados, infelizes, por causa de casamentos mantidos apenas pelo contrato. Os filhos podem ser muito felizes tendo pais separados.

    GUSTAVO, CONTINUO CONSIDERANDO QUE O AMOR É A BASE SÓLIDA PARA O CASAMENTO.

  • Babi

    Mas e se o outro não quiser andar e dançar junto com você no momento do pedido?? Nada era pra ser??

    Talvez não seja amor, mas a sintonia…

    eu nao sei de nd, o filosofo é vc! Congrats!

    ;)

  • Euzinha

    Gustavo,
    Lí e comentei nos textos anteriores(Yara,Euzinha40)e achei fantástico como vc fechou a questão “motivação pra ficar junto” o que poderia ser traduzido tb por “cansei dessa procura incessante por relacionamentos que irão sempre me deixar a mercê das emoções,sejam elas desfarçadas de amor,paixão,atração e cia”.

    Já percebeu como a maioria de nós fica com todas as outras áreas da vida comprometida quando estamos nesse vendaval de sentimentos ou mesmo não estamos definidos no aspecto amoroso???Ficamos sempre na espectativa de alguém que poderemos conhecer…ou que algo vai acontecer nesse sentido e que mudará nossa vida,etc,etc…

    Achei interessantíssimo sua abordagem sobre a questão,pois veio somar às idéias que tenho nesse sentido,parabéns.
    Abraços.

  • Gustavo Gitti (autor)

    “e achei fantástico como vc fechou a questão motivação pra ficar junto”

    “Euzinha”, na verdade, sendo bem sincero, eu fiquei completamente zonzo depois de escrever as 2 primeiras partes. É bastante difícil admitir algumas dessas coisas (e eu não faço filosofia conceitual aqui, eu falo da minha vida em cada linha, ainda que só eu mesmo saiba disso), então fiquei exausto antes de finalizar o texto.

    Aí li um comentário sobre esse lance de ficar junto e pronto, decidi escrever sobre isso, algo que só ia colocar na série de posts que estou preparando sobre alternativas ao modelo do casamento (chama “O espectro do amor: para além de fidelidade e traição”).

    Méritos de quem comentou, o Marcelo Caldas, leia (cada palavra dele é bem colocada, tem muito por trás do que ele disse):

    “O que nos agrega, nos reúne em qualquer grupo, é o desejo-de-estar-juntas. Nossas relações de trabalho, de casamento, de política, de amizade ou qualquer outra, não acontecem por causa da utilidade ou do que vamos ganhar com isso, mas por uma espécie de destino comum baseado no afeto, esse desejo-de-estar-juntos. É para satisfazer esse desejo que trabalhamos e também estudamos. A primazia não está mais com os indivíduos e seu sucesso, mas nas relações e sua preservação, e isso move o casamento!

    Interessa não tanto mais o indivíduo, mas as relações entre as pessoas. Não mais o príncipe encantado ou a cinderela, mas uma boa relação. Não mais ter uma identidade clara, mas compor-se a partir de múltiplas identificações. Não somos mais indivíduos com uma função maquínico-social a cumprir, mas pessoas com vários papéis a desempenhar”

  • Katy Cris

    Oi,Gustavo!
    Realmente esses 3 textos me fizeram pensar muito….
    Eu sempre “preguei” que a nossa felicidades não deve depender de outras pessoas, no entanto, é difícil viver assim.
    Atualmente tenho um outro conceito: todas as relações são baseadas no interesse (apesar de este sempre estar mascarado).
    Até as mães (que era pra ser amor incondicional), ficam depressivas se seus filhos não seguem o caminho que elas acham melhor…
    Penso que até mesmo Deus, que nos ama muito, mas mesmo assim faz algumas exigências em troca: não ter outros deuses, renunciar diversas coisas, etc….
    A tendência é que com a modernidade, as tecnologias e essa impaciência, o individualismo aumente cada vez mais.
    Queremos o que nos dá prazer, o que nos faz bem.
    As crianças (a maioria – sei porque trabalho com crianças!)são criadas como se o mundo girasse em torno delas: têm tudo o que querem, não podem se decepcionar, porque isso traumatiza (dizem os defensores de tal educação!)….
    Somos “programados” a querer sempre o melhor (capitalismo desenfreado). Aprendemos desde cedo que somos especiais e não merecemos sofrer.
    Só que todos são especiais e não temos o direito de magoar o outro ou de lhe exigir qualquer coisa…

    Eu estou casada há dois anos e 5 meses, sendo que tem 3 anos e 9 meses que conheço meu marido.
    Quando eu casei, “sentia” que tudo era perfeito, ele era o meu príncipe. Até o dia em que ele me contou que havia me traído.
    Aí tudo se estilhaçou, mas na hora eu disse que tinha uma aliança com ele, um compromisso e que perdoava, que queria ficar junto.
    Só que na prática, doía muito, não conseguia entender….
    O tempo foi passando e com ele a dor e a vontade de dar o troco.
    E fiz isso….e me senti bem…..quis me separar…estava me preparando pra isso…
    Aí tivemos uma DR e eu percebi que não suportaria ver meu marido sofrer, que tudo que eu queria era vê-lo bem, feliz.
    Descobri que eu o amo, que quero ficar com ele, apesar de não confiar (fidelidade)…….
    Só que aí, voltei a falar com o cara que eu tinha ficado, e que me deixou muito “balançada” ( é um cara um pouco mais velho e bem diferente do meu marido!), e deu vontade de sair com ele de novo………
    Enfim, o que sinto por esse cara é paixão e pelo meu marido é amor?
    Não sei….às vezes penso que é insegurança minha, medo de ficar sozinha, de não ter alguém que me deseje sempre….
    Vivo pensando, pensando e não chego a conclusão nenhuma, meus sentimentos ou a forma como os interpreto mudam sempre….
    Não sei, não sei, não sei mesmo!

  • isabella

    poxa, capitu, me identifiquei… também não sei como praticar esse tal de desapego!!!!

    gustavo,na minha opinião, você fechou o assunto com chave de ouro… o ápice. parabéns!

  • Maria Eduarda

    Valeu pelo direcionamento.
    Mas tem uma coisa, e quando como no meu caso, queremos e agimos para fazer a pessoa feliz e esta por sua vez só se utiliza deste amor quando quer e depois some e te deixa a ver navios?Te “usa”?Pode ser uma escolha dela, mas dói.O desapego seria uma saída?
    Replico:
    [Capitu disse:

    “Quando desejamos a felicidade do outro (mesmo que não seja conosco), e existem práticas meditativas específicas fazer disso um treino diário, lentamente liberamos a fixação, superamos o apego e qualquer sofrimento que o outro possa vir a causar em nós. Na ausência de apego, o outro não tem poder sobre nós. Então podemos nos aproximar, nos envolver e amá-lo ainda mais, sem medo algum de se machucar.”
    ME EXPLICA POR FAVOR COMO SE FAZ ISSO???????]

  • Marcele

    I do! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Daniel

    Cara…. fico extasiado com os comentários! Dá vontade de olhar nos olhos de cada homem e mulher que comenta aqui. Desde os que chegam pela primeira vez até quem comenta há 3 anos.

    A aflição, dor e as alegrias, olhos brilhando: ‘Lugares’ como esse blog acendem o que tem de mais humano na gente.

    Achei ótimo quando você comenta do efeito que a ligação de sua namorada teve sobre seu ‘entendimento’. Passou. O melhor: HAHAHAHAHAH
    Rir disso tudo! Tudo por causa de uma coisa: uma ligação e pronto. Tudo a ver com o comentário que leu depois que falou de tudo que não é base segura.

    Na hora que deita no teclado o voto silencioso que fez a si mesmo recentemente sem ter falado nada consigo mesmo, as letras dizem: “(…) porque nós juntos fazemos muito bem um ao outro, e nós para os outros. Mais do que de você, gosto mesmo do que somos como um casal”.

    É algo junto… é a ligação…. que diz gostar. Gostar de algo que fazem como casal, algo que são como casal. E não deixa de ser algo que gosta e não algo que não gosta.

    Sabe? Pra mim é mesmo engraçado… :)
    Por isso que logo logo passa. O que acho é que não sabemos porque fazemos escolhas como essa. E não é por isso que deixamos de procurar as motivações. Exatamente o contrário: procurar as respostas de por que estamos juntos, pra que estamos juntos… pode tornar mais gostoso estar junto.

    E não falo de criar respostas (só racionais ou só corporais). Falo de continuar procurando.

    “Somos deliciosamente maliciosos porque não precisamos de nada de ninguém e, ainda assim, paramos alguém no meio da vida e dizemos: ‘Vem cá que eu quero andar e dançar a vida junto com você’.”

    Mas, dancemos não sobre chão firme… vamos criar obras artísticas! Vamos criar, “arte de pisar em nuvens”! ;)

  • Sara

    Eu poderia escrever horrores nesse comentário para
    expressar a alegria de ter lido esses 3 post,mas
    vou resumir em uma frase: vc é um gênio!
    Hoje mesmo eu estava me questionando sobre o amor
    e lendo os posts,vc me ajudou a organizar minhas
    idéias.Escrever sobre relacionamento não é uma coisa
    fácil,a gente nunca acha que disse o bastante pelas
    várias vertentes que isso nos leva,mas pra quem lê é o
    suficiente para se tornar algo enrriquecedor!
    ao menos foi para mim.
    ;)

  • Aninha

    Boa Noite, Galera!!!

    Capitu e Isabella, sobre os métodos q o Gitti escreve de meditação e tal eu não conheço, mas eu aprendi comigo mesma, depois de muita discussão interna, mto trabalho psicológico de mim comigo mesma rsrs q isso é possível!!!

    Desculpa, se pareço um tanto louca, mas o q aprendi é q td q amo tem q ser livre pra encontrar o próprio amor…Complicado??? Acho que não mto, o lance é o seguinte, eu realmente sei q amo alguém qndo estou preparada pra abrir mão dessa pessoa para a própria felicidade dela e quiçá minha. Eu aprendi a abrir mão do sentimento egoísta q é inerente ao ser humano em prol da felicidade daquele q amo, pois se realmente o amo quero q ele seja feliz mesmo longe de mim.

    O amor é livre!!! Ele deve ser livre, pq se não o for, não é amor!!!
    Pra isso cito Carlos Drummond de Andrade em “As sem razões do amor”
    “(…)
    Eu te amo porque te amo.
    Amor é estado de graça
    e com amor não se paga.
    Amor é dado de graça,
    (…)”

    Não podemos exigir nem cobrar amor…ele apenas pode ser retribuído.

    Desculpa se o texto ficou complicado de entender, mas vai fazer exatamente 24h q estou acordada, o pensamento já não se alinha mto bem!

  • myla fonseca

    desde ontem tô com vontade d te escrever, não apenas falar, mas, d súbito, pra vc ter como guardar essas palavras minhas. e, estética como sempre – fui pensando em pôr capricho no texto, em imprimi-lo
    em celulose aprumada, mais q o do ordinário – e, importantemente pensando, com carinho, no q quero dizer.

    não seja tolo d pensar q não sei apreciar vc e nossa relação. depois do meu nascimento, foi o melhor presente q já recebi. vc é meu companheiro e um companheiro uníssono, único.

    mas isso não nos desvalida d nossas vivências humanas. das nossas rosas e espinhos. seria mesmo o oposto. vc, Flávio, por ser suas rosas e espinhos, os vive d forma única. semelhantemente, apliquemos
    um gêmeo pensamento a mim.

    e chegamos à hora da necessária mão oferecida.

    nunca vai te faltar ajuda. te ajudo de graça, com bom grado, mesmo se eu estiver no inferno – q seria a pior condição em q poderia me existir.

    te estendo minha mão, minhas palmas e tudo o q sou. nunca acreditei em algo com tanta força qto no caminho q temos juntos. se vê-lo, d início delongado, custou-me muito; senti-lo, em contraponto, não
    me custa nada. é espontâneo porque autêntico.

    nunca cresci tanto com uma pessoa do que com vc e, contar-me em retrospectiva esse fato só me traz felicidade.

    meu amor por vc me torna mais maleável – sem dizer q muito mais rica nas vivências.

    sei muito bem q vc é um homem-humano.

    e sempre tive o medo d q vc se cansasse d mim – rompesse gravemente o interesse. gente tem q diz q, nas muitas vezes, o oposto ocorre. o medo se reverte em destinatário.

    a coisa é q eu, da minha parte, compreendo algo igualmente único: unânime d todos os segundos: do jeito q for, dos modos q vier, nossa estrada será trilhada junta com todo breath q há em mim – o lúmen
    do meu viver aplicado a uma vida-família com vc.

    sei muito bem q vc não é a razão da minha felicidade. podemos ser muito bem felizes em separado.

    todavia, no dia-a-dia, o q somos juntos pode nos transpassar para além do ser-feliz. verdadeiramente, a felicidade nunca se oculta qdo é cultivada – assemblage.

    um coração transpassado d felicidade é um comboio-próprio, desperto.

    c inteiro-carinho,
    my

    cartinha entregue em mãos pro meu companheiro no início d abril. um exemplo apenas, dos muitos q há por aí, d muito o q o Gitti diz aqui.

  • Thiago

    Mas quando digo que “você me faz feliz” isso a faz feliz.

    Ela precisa que eu diga a ela que ela me faz feliz. ELA precisa disso.

  • Gustavo Gitti (autor)

    My, como sempre, palavras lindas. Muito bom ver isso acontecendo solto por aí.

    Thiago, ela não precisa de nada, meu caro, ela não “precisa” ouvir isso (muito menos ouvir isso de você) para ser feliz.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Gustavo, você escreve:

    “Uma boa base para o casamento é a motivação de ficar junto. Todo o resto não define o casamento.”

    Estava pensando aqui… é, faz sentido.

    Tanto que a única boa justificativa para se terminar uma relação é o fim do desejo de ficar junto. A única alegação que não temos como criticar é a de que o outro não mais deseja ficar conosco.

    Qualquer outra razão (dessas que sempre surgem nas conversas e brigas durante o término de um relacionamento) pode ser contornada, dissolvida, contrariada, transformada, trabalhada, dobrada. Falta de sexo ou de amor, ausência de respeito ou amizade, distância excessiva, visões de mundo diferentes, raiva, carência, preguiça, orgulho, sogra, mau hálito… Tudo isso pode ser construído novamente. Podemos nos apaixonar de novo, voltar a ter olhos de amor e cuidado, nos reaproximar, nos abrir, mudar de visão, mudar de cidade, mudar o corpo e a mente.

    Ela traiu você? A paixão não é mais a mesma? Falta cuidado, respeito, criatividade, desejo, libido, sexo e amor na relação? Se você quiser ficar com ele, nada disso tem o poder de impedi-la. Nada! Vocês podem refazer os votos de ficarem juntos a qualquer momento e eventualmente liberar cada um desses problemas. Na verdade, quanto maior o obstáculo, mais forte terá de ser nossa motivação, ou seja, mais forte se tornará a união, mais profunda e ampla a base de onde surge o casal.

    Agora, ainda que não haja problema algum, se você não mais quiser renovar esse voto de ficar junto, isso é um movimento insuperável, pois vem direto de sua liberdade, não de condicionamentos que podem ser desconstruídos.

    “Eu, por pura liberdade, não quero mais esse casamento. Não é porque eu não te ame, não, vou continuar amando você, não é porque o sexo não seja bom, não, poderia continuar transando com você. Apenas não quero mais ficar junto”. Não temos como contra-argumentar!

    A liberdade do outro é sempre cortante e inabalável. Não há como dobrá-la. Ela se comunica com nossa própria liberdade, com total transparência, nua, sem artificialidade alguma, sem justificativa, sem desculpa, sem explicações, sem medo. Não há nem o que dizer. Quando o outro age por liberdade, livre de qualquer condicionamento, somos compelidos a fazer o mesmo. Não espaço nem para sofrer. Contra nossa vontade, um sorriso nos invade o rosto.

    O que é bem diferente de dizer: “Eu, por falta de amor, sexo, respeito, coerência de filosofia de mundo, por isso e por aquilo, não quero mais esse casamento”. Aí podemos pegar cada ponto e mostrar que, se o outro quisesse ficar conosco, nada seria impedimento. Se o outro age por condicionamento, não por liberdade, podemos dobrá-lo à vontade (com nossos próprios condicionamentos ou por liberdade, mas é melhor que seja por liberdade).

    Olhe para suas relações passadas e veja se isso não se aplica. Se quiséssemos ter continuado junto (ou se o outro quisesse), hoje vemos que não havia impedimento algum para isso.

    Eis por que é a motivação de ficar junto (e não o amor ou qualquer outro elemento presente na relação) a única coisa que de fato sustenta um casamento.

    ;-)

    Abração, Gustavo, obrigado!

  • Katy Cris

    É Gustavo, concordo com cada palavra sua, só que na prática penso que é mais difícil, sabe.
    Eu e meu marido fazemos diversas coisas pra inovar nossa relação: viajamos, jantamos fora, vamos a lugares, fazemos festas, ele me traz uma flor ou um presente, eu tbm trago algo pra ele, espero ele bem cheirosa com aquela lingerie que ele mais gosta, etc….enfim, fazemos de tudo, mesmo no sexo,inovamos regularmente….
    ……Tudo isso é muito bom, muito lindo, só que quando ele chega 30 minutos ,uma hora mais tarde do trabalho…eu já começo pensar: deve estar com alguém.
    Aí penso, mas eu também saí/saio com outra pessoa…O pensamento muda de novo: meu Deus, será que “vale a pena” viver uam relação assim? Até que ponto???
    Eu não me “sinto bem” fazendo essas coisas, então porque não consigo decidir o que realmente quero?
    Um ótimo dia à todos!
    Beijos!

  • Capitu

    Ainda continuo a padecer da dor de não conseguir deixar de depender emocionalmente do outro. Ele quer terminar comigo… ainda não vi a fórmular de como, por meio de meditação, conseguir deixar a dependência de lado. Acho isso muito lúdico.

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Tudo isso é muito bom, muito lindo, só que quando ele chega 30 minutos ,uma hora mais tarde do trabalho…eu já começo pensar: deve estar com alguém. Aí penso, mas eu também saí/saio com outra pessoa…O pensamento muda de novo: meu Deus, será que “vale a pena” viver uam relação assim? Até que ponto??? Eu não me “sinto bem” fazendo essas coisas, então porque não consigo decidir o que realmente quero?”

    “ainda não vi a fórmular de como, por meio de meditação, conseguir deixar a dependência de lado.”

    Katy e Capitu,

    Peguem essa pergunta e guardem com carinho. Ela aponta para nossa única e grandiosa prisão. Se liberarmos isso, não tem mais nada para nos deixar aflitos.

    Um amigo meu leu esse comentário e me disse que, se um texto do Não2Não1 provocou essa pergunta, eu já posso fechar o blog e redirecionar o domínio para o site de algum centro de meditação. ;-)

    Vou escrever uma série de posts só sobre isso. Não tenho resposta, mas quero muito expandir essa pergunta!!! Sofro do mesmíssimo problema. Na verdade, estamos todos juntos nisso.

    Para receber as atualizações do blog, deixe seu email na caixa que existe na lateral ali em cima e siga as instruções (tem de inserir o código e depois clicar no link de confirmação no email enviado pelo sistema).

    Beijo e obrigado.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Em tempo: ainda não tenho coragem para fazer o redirecionamento e dinamitar o blog, mas indico (como já fiz antes em outros posts) o http://www.cebb.org.br (centros em todo o Brasil, podcasts, vídeos, textos).

    Especialmente os áudios “Conselhos para os casais” e “Inteligências femininas e masculinas” (no meio da página):

    http://www.cebb.org.br/lamasamten/ensinamentos/178-podcast

    Você escuta online ou baixa o MP3. São bem curtos.

  • Aninha

    Concordo com o Gustavo qndo ele diz que: “Uma boa base para o casamento é a motivação de ficar junto. Todo o resto não define o casamento.”

    Capitu, o primeiro passo para a mudança é nós querermos mudar!!!

    É um dia acordar e dizer, vou parar de ser vítima e mera espectadora da minha vida, hj eu vou agir e a cada dia vc agir um pouquinho…Em nenhum momento vou te dizer q vai ser fácil, rápido, indolor e q as memórias vão ser apagadas…Nunca!!! Jamais!!!

    A dependência do outro foi “criada” por nós, pq se pensarmos bem, vivemos uma boa parte de nossas vidas sem saber da existência dele…
    No início, tente descobrir e valorizar a melhor companhia e amiga q vc tem…VC MESMA!!!

    Se der vontade de falar, ligar 10 vezes ao dia, tente fazer só uma rsrs Ligue pras amigas, saia com elas, preencha seu dia…

    Mas repito, td isso deu certo pra mim, não quer dizer q seja uma fórmula mágica…o q a meditação faz é nos colocar em contato com o nosso eu mais profundo…

    Gitti, parabéns pelo lindo trabalho e pela sua sabedoria…sim sabedoria, pq o grande sábio não é aquele q tem a resposta certa para todas as perguntas, mas sim aquele q aprende a cada dia com os outros, tenhoc erteza q vc aprende mto aqui com a gente e essa não é uma via de mão única.

  • Marília

    MOTIVAÇÃO PARA FICAR JUNTO

    Sabe, acho que a maioria das pessoas ja saibam dessa resposta, mas simplesmente n lhes vinham a mente.

    Adorei seu texto final. Vou salva-lo em lugar seguro e o usarei como juramento no meu casamento. Ou pelo menos assim espero.

    Grata pelos seus textos, seu trablho eh muito bom!

  • Lillian

    Gustavo Gitti disse:

    “Eu entendi de uma vez por todas tudo que eu sempre precisei realmente saber sobre amor e paixão.”

    Isso passa, não se preocupe.

    Quando eu escrevi, achei que tinha entendido também. Mas bem nesse momento minha namorada ligou…

    HAHAHAHAHH

    Leio você e lembro do calvino (ítalo calvino):
    “assim consegui por tudo em seus lugares. na página, pelo menos. dentro de mim continua tudo como dantes.” (o castelo dos destinos cruzados, p. 137).

    tem outro livro dele que me lembra você, chama os amores difíceis, já viu?

    sobre o texto, acho que é assim com outros aspectos da vida também. um dos males dos nossos tempos é exatamente colocar nossa felicidade lá na frente, como uma coisa a ser conquistada. tipo: serei feliz quando conseguir entrar no mestrado, ou quando me casar, ou quando for mãe… daí descobrimos que não acontecem grandes mudanças mágicas dentro de nós com essas “conquistas”. crescemos, ficamos diferentes, amadurecemos. e quando descobrimos a felicidade do ‘cultivar’ e ver crescer os sentimentos bons geralmente já gastamos muito choro, ofensas, sofrimento.
    talvez por ter nascido em contato muito direto com o meio rural, minha relação com a vida é muito permeada por esse tempo das coisas. acho que falta essa consciência nas pessoas: da mesma maneira que compramos uma lata de óleo no mercado sem ter noção do processo de cultivo da soja e de como ela se transforma em óleo (temos a sensação de que ele já nasceu assim, dentro da garrafinha!), buscamos o amor sentimento, como se ele andasse por aí, pronto para ser apanhado em qualquer esquina, como se não houvesse uma idéia de “cultivo”, me entende? ha deixa uma plantinha sem água pra ver o que acontece! é preciso ter tempo e disposição pra amar. acho que a minha resposta fica por aí, me casaria por disposição! rs. quando essa vontade nascer em mim, sabe?

    agora volto pros meus textos.
    beijocas

  • Sávio Pacífico

    Antes de mais nada Gustavo, sou um iniciante dos seus textos. Esse é o segundo dia que entro no seu espaço e leio pela terceira vez o seu artigo: “Casar por amor é uma péssima idéia – Parte 3”, e estou postando pela segunda vez um comentário.

    Desta vez, não sei o que dizer exatamente (vou deixar as idéias fluirem naturalmente), pq não existem de fato respostas exatas, o que existe são nossas impressões e convicções que ao nosso ver são nossas verdades, e aqui pergunto o que é a “verdadeira verdade”? Parece meio louco, mas não dá para dizermos que existe uma verdade que dita todas as regras da vida. Digo isso, quando penso nas muitas gerações que passaram e estão passando, e deixam a sua marca, a sua idéia, além de muitos conceitos, ensinamentos que nos é dado por diferentes vertentes filosóficas e religiosas. E concluo, que talvez existe uma verdade para cada um de nós, conforme nossas experiências.

    Não quero afirmar que quando uma pessoa cresce com a certeza que o amor é o que alimenta uma relação(um amor de trocas),seja a sua verdade e ponto final (há prontamente uma estagnação), não há espaço para mais nada, nem para questionar esse pensamento.

    Penso sim, que o auto-conhecimento aliado a verdade pessoal, são parceiros imprescindíveis para um crescimento harmonioso. Você precisa conhecer a sí próprio para construir a sua verdade,
    saber quais são seus verdadeiros medos, inseguranças, o que te motiva, e o que te explode (ou implode), enfim, as raízes de tudo que você é hoje. E a partir disso, você buscar o aprimoramento pessoal, não a perfeição (isso não existe, claro), fazendo a sua verdade ser redirecionada para um “caminho” que poderá trazer paz e felicidade a tudo que você fizer e quiser, inclusive se desejar um casamento. E não esqueçam, que quando se tem consciência do que somos, fica um pouco mais fácil escolher os conhecimentos externos que forem necessário para esse sucesso.

    E quando este “caminho” não sustenta e assegura essa paz e felicidade por muito tempo, vamos em busca de outros caminhos, afinal a vida é isso mesmo, um eterno aprendizado, nunca podemos dizer jamais, e jamais dizer nunca, porque sempre surgirá algo novo para aprendermos.

    Então sejamos abertos a novos caminhos, conscientes de nossas ações e
    emoções, e sinceros com nós mesmos, sempre. E não esqueçam, continuem amando a todos que o cercam, não será do dia para a noite que você mudará aquele amor excessivo e egoísta, mas poderá gradativamente tornar aquele amor em algo mais libertário.

    NAMASTÊ MEUS IRMAÕS!!!

  • Helô

    Gustavo,
    Quero muito que vc faça o discurso na cerimônia do meu casamento…
    Mas, pra isso, tenho que encontrar o noivo primeiro, hahaha
    Adorei o post, sigo pensando sobre ele até o fim do dia.
    Obrigada!

  • Vanessa

    Olá Gustavo,

    Bomm,uma amiga minha praticamente me obrigou a ler o seu post Parte III(Casar por amor)…rs.
    Sim…valeu muito a pena essa leitura e outras mais também, digamos que acrescentou algo a mais para o meu relacionamento… aprendi e vou compartilhar.
    Acredito que vc já saiba…mas é sempre bom repetir, os seus textos estão fazendo um bem para a Humanidade…rs.
    Bom falando de negócios agora. Vou me casar no ano que vem, e gostaria de saber mais informações sobre o discurso da cerimônia de casamento que vc faz. Por gentileza aguardo um retorno.

    Até mais :)

  • M

    Li os 3 posts e este último me fez chorar, mas no bom sentido. Realmente me emocionei. Faltam 4 meses para o meu casamento e tenho 3 anos com o meu noivo. Confesso que não tem sido um mar de rosas, mas pra quem é?. Sempre que passo por momentos difíceis no meu relacionamento existe aquela tentação de pensar que poderia dar certo com outra pessoa, que tem que começar tudo do zero, que “não preciso passar por isso”, enfim…

    mas o que sempre me faz continuar é exatamente essa verdade que compreendi logo quando decidi me casar: não existe ser perfeito e, mesmo que o encontrasse, realmente não dependeria dele a minha felicidade. Ao analisar os momentos mais felizes da minha vida, percebi que era muito mais uma questão relacionada ao movimento que existia dentro de mim, que me fazia olhar tudo ao meu redor de um jeito diferente. Vi que era mais um “fenômeno” que irradiava de mim, contagiando tudo e todos e voltando generosamente à sua fonte, como num círculo…

    e foi exatamente num desses momentos em que eu comecei a namorar com o meu noivo e futuro marido! tinha terminado um relacionamento bem conturbado havia alguns meses e então tinha decidido “me dar uma chance”. Estava disposta a ser o melhor que pudesse ser com o próximo homem que entrasse na minha vida, com a firme resolução de não ter medo de amar, de ser eu mesma sem importar as conseqüências, de não ter medo de me magoar e de explorar esse novo mundo sem preconceitos, sem reservas e… sem apego! queria simplesmente viver a experiência, seja lá qual fosse, ao máximo!

    olha no que deu… deu certo! percebi que eu podia mesmo passar o resto da minha vida com ele, e o sentimento foi mútuo. Hoje já faltam apenas 4 meses para o casamento e confesso que houve muitos momentos em que parecia “o fim da linha”, e poderia ter sido!, mas definitivamente a vontade de ficar junto tem sido maior, independentemente dos altos e baixos. A “decisão” sempre prevalece em meio à tempestade da hora e hoje estou convicta de que essa é a base dos relacionamentos duradouros. Me dei conta de que as desavenças sempre vão existir, que as dificuldades ora vão embora, ora se fazem presentes, e que isso sempre será assim enquanto falarmos de seres humanos… então… vou casar! :)

    Parece que o meu pai estava certo…”Amar é uma decisão…é uma questão de caráter”. Ele sempre me disse isso.

    No mais,
    Parabéns pelo texto, Gustavo!

  • Euzinha

    Gustavo,
    Fiquei encantada com sua humildade em relação ao comentário(excelente)do Marcelo Caldas,assim como em reconhecer(que apesar de explorar de maneira magnífica esse território-minha opinião lendo pela 1ªvez um texto seu) não ter fórmulas e pelo que percebí num processo mútuo de aprendizado.

    Pude aprender não só com seu texto,mas com vários comentários “preciosos”…parabéns à vc e aos colegas que contribuiram com suas histórias,pontos de vista enfim,uma grande aula!!!

    Beijos a todos!!!

  • Ana Carolina

    Só pra dizer que como achei o post fantástico, resolvi passar pras minhas amigas da facul. Elas também adoraram! Ganhou mais 4 leitoras assíduas! hehehe…
    Beijinhos

  • Lee

    Devo concluir que, na realidade, não interessa se eu amo ou não, desde que eu queira ficar com alguém? desculpe… mas pra mim, realmente não faz sentido. Concordo com muitos pontos abordados no texto, mas daí a concordar com essa idáia… bem, porque não dizer então “case co alguém rico, mas muito rico, porque se casar por dinheiro com alguém que não está afogada nele, o dinheiro pode acabar e o casamento vai acabar também”. me poupe… tudo que existe, pode deixar de existir. seja um sentimento, uma motivação, um saldo bancário… nada é eterno, muito menos o amor.

  • Rafaella

    Bom,
    Acredito no caso de AMOR exista: cumplicidade, historia…
    já na PAIXÃO: tesão, nossa própria vaidade em saber que despertamos no outro sentimentos “diferentes” e nem precisa conhecer efetivamente a pessoa para sentir tesão…

    Para continuar casada, devemos ter projetos com conteúdo e raízes solidas, caso contrário não dura mesmo. A não ser que seja por interesse.

    Já a liberdade nos mostra se realmente nosso bem querer nos quer verdadeiramente, pois ele retorna ou não.

  • Leandro

    Afff…. Li os três posts, achei meio complexo. Realmente minha mente naum conseguiu entender os dois primeiros.

    Mas esse final (é o último né) foi show, realmente tudo passa (ate uva passa) mas quando ainda tem a vontade de estar junto, ainda a casamento.

    Vou refletir sobre isso o dia todo, rsrsrs…. Valeu belo post, so achei meio complexo no começo mas deu para entender o finalzinho.

  • Rafaella

    A propósito você confunde as nossas idéias, para esclarecer depois, né?
    Por esse motivo amo filosofia e claro sendo pedagoga acredito na exposição de idéias, mexer e bagunçar para arrumar e na transformação para nossa melhoria constantemente, pois é muito triste e pequeno pensar que seremos os mesmos para sempre, não é mesmo??

  • Katy Cris

    Nossa, pensei nessas coisas todas o dia inteiro!
    É tão simples e ao mesmo tempo tão complicado… Penso que ao invés da meditação vou procurar um psicólogo, que que você acha, Gustavo?

    Beijinho!

  • Alexander

    Acesse o link:
    revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1222710-1749,00.html

    Sem medo, pois é da REVISTA MARIE CLAIRE (como vc pode observar)

    O que vc acha desse tipo de casamento?
    Essa historia é sobre mim… mas a entrevistada foi minha ex-noiva.
    Hoje em dia eu estou solteiro, mas terminamos por outros motivos.
    Gostaria de ler sua opnião sobre esse tipo de relacionamento, e debater com vc sobre o assunto.

    Adorei o seu texto, parabens…

  • Kittie

    Gustavo,

    Amar não é sentimento, amar é escolha. Escolha que pode ser dar inicialmente de forma impulsiva, paixão, tesão, mas que, em algum ponto, quando a euforia acaba e você olha pra pessoa ao seu lado, se torna uma escolha racional, o peso na balança de prós e contras. Você já conhece as qualidades, os defeitos, e sabe o que pode esperar ou não. E assim, mesmo assim (ou por tudo isso) você pensa: “eu quero estar com vc”. Isso é o amor. A escolha, o saber que você poderia ser feliz com outros, mas é com o escolhido que dá vontade de ficar, o querer fazer dar certo, o querer fazer o outro feliz e ver isso refletido em você. É egoísmo, mas também é entrega.

    E sim, quando fazemos a nossa escolha, nada pode ser mais perfeito do que ouvir do eleito: “Vem cá que eu quero andar e dançar a vida junto com você”. Isso é lindo!!!

    Este post seu post é genial. Pode ter certeza que serão estes votos silenciosos que farei quando decidir me casar. :)

    Parabéns,

    Kittie

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Alexander!

    Cara, acho completamente natural. Às vezes um casamento a 3 traz mais benefícios a todos do que uma relação torturante a 2 (e temos vários exemplos assim).

    Então vocês não chegaram a morar bastante tempo com uma terceira? E sempre era mulher ou você estava aberto à possibilidade de ter um marmanjo em casa também?

    E hoje? Busca algo assim ou está aberto para um casamento a 2 também?

    Eu só não faço isso por falta de capacidade mesmo. Fora o apego, ainda não dou conta (de tempo mesmo, energia, dedicação) nem de uma mulher! Passei 3 meses em relacionamento aberto, período super intenso, mas não sei se conseguiria manter isso por mais tempo. O foco muda, aí vejo que perco muito tempo sustentando isso, então prefiro algo mais conservador. ;-)

    Mas já passei noites interessantes a dois procurando uma terceira, aquela coisa divertidíssima. Não vejo nada demais em menage ou em swing. Não acho que o prazer seja maior ou que seja mais especial. Sexo é bom quando sexo é bom.

    E aí? Conta mais! Se não quiser por aqui, me envie um email: http://nao2nao1.com.br/contato

    Abs!

  • Xana

    Parabéns pela sabedoria, parabéns aos comentários muito sábios!!
    aprendo muito!!

  • Mateus

    Como já era de se esperar a parte 3 complementou muito bem as outras e trouxe uma visão muito boa do assunto abordado mostrando que a parte 1 era apenas uma pequena “introdução” — teve gente quase te crucificando nos comentários. Hahaha!

    Enfim, parabéns pelo texto, ficou legal!

    Motivação. Essa é uma palavra que define muitas coisas em nossa vida; se não temos motivação para trabalhar, qual o sentido de continuar naquele emprego, não é mesmo? Se transferimos isso para o casamento e vemos que não existe uma *motivação*, realmente… algo está errado.

    Mas tenho uma dúvida, nós que somos novos e não temos filhos é muito mais fácil simplesmente largar tudo e procurar “um novo amor”, ou melhor, alguém que realmente tenhamos motivação para ficarmos juntos. Entretanto, até que ponto procurar essa motivação não sacrificaria outras vidas ao redor?

    Me parece muito egoista transferir a um filho a responsabilidade de uma motivação em um casamento, entretanto… depois de feito a “besteira” será que vale mesmo a pena colocar o filho de lado e procurar a *sua* felicidade?

    Tenho a impressão que muitos casamentos continuam em seu estado de inércia, pois os filhos realmente “pesam” numa possível separação, afinal é preferível procurar saídas para uma motivação a simplesmente repartir uma família e fazer com que o filho cresça confuso.

    Vou te dizer… tem muita coisa a levar em conta… :-)

    Abraços.

  • Eli

    Realmente vc entende do assunto…

    Um forte abraço,

    Eli

  • Melquizedeck

    Uffa!!!

    eu estava ficando preocupado…!!!

    Já não conseguia mais enchergar qul seria a melhor base para um casamento…

    “motivação de ficar junto” é claro! depois do texto parece que sempre esteve na nossa cara!!!

  • aline

    e vc drums, quantas ‘cantadas’ recebe por dia nesse seu blog incrívelmente delicioso?

  • Janis

    Seu blog deveria ser leitura obrigatória para as pessoas antes do café da manhã… vou fazer a campanha “Leia o blog Não1Não2 para um mundo de intimidade melhor” (e de outras coisas também)…

  • namorada do gitti

    o suficiente para eu TER que fiscalizar os comentários todos os dias.

    uma dureza ser namorada do autor, aline. uma dureza!

  • Janis

    Gente me desculpem escrevi o nome do blog errado. É Não2Não1, eu escrevi ao contrário rsrsrsrs É a emoção do primeiro “comentário”, nervosismo, ansiedade… hahahahaah Pelo menos o primeiro a gente nunca esquece e ainda faz tudo errado…

  • Carolina Vianna

    Seus textos são sempre desagrdáveis. Sempre. Me tiram das nuvens… Sempre um tapa na cara. Sempre acabo chorando feito uma criança! Como pode?

    Obrigada.

    Um beijo e um queijo.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Carolina, não era minha intenção… Tá bom, era sim. ;-)

    Aproveito para agradecer TODAS as pessoas que comentaram (incluindo os trocentos revoltados com a primeira parte).

    Muita coisa bonita e real surgiu nos comentários. A galera sempre começa comentando algum conceito e na segunda linha parte para relatar sua própria vida. É uma delícia.

  • Euzinha

    Gustavo,

    Não acredito que vc tem uma “namorada ciumenta”!!!!

    Pelo seu texto não parecia ser coisa do seu perfil…

    kkkkkk…desculpe mas não conseguí evitar esse comentário,

    mal a Aline falou e ela respondeu por vc…

    desculpe mas essas coisas ainda me fazem rí…não leve a mal.
    abraços.

  • Ana

    Descobri seu blog há um mes e venho me deliciando/entendendo/escancarando com seus textos.

    Concordo plenamente com a idéia da escolha como base de uma sólida relação, ja que trata-se de uma das poucas coisas que ainda temos controle ativo: nossas decisões.

    Ja nossos sentimentos são um emaranhado de confusões, vezes prazeirosas, vezes angustiantes, e que infelizmente ainda não temos total controle sobre eles.E como eles variam de intensidade, dependendo da epoca, ao longo do dia!

    Se bem que me considero capaz de guiar meus sentimentos, seguindo a lógica do sentir-se bem. Explico: não compreendo essas pessoas que diz que amam ou se mantem numa relação onde claramente é uma relação onde os momentos ruins superam de longe os momentos bons, seja por falta de amor, respeito ou mesmo caráter. ( e ate a pessoa que esta dentro da relação tem consciencia disso)

    E ai vai um questionamento, deixar de amar, ou de se relacionar, tambem não deveria ser uma ação?

    E porque existe tanto amor não correspondido nesse mundo?
    Ou relações onde não há nenhuma soma, só subtração das essencias de cada um?

    Desculpa o “pessimismo”, o texto foi lindo, agora só falta a conjunção perfeita: ser a escolha de quem eu escolher. E vice-versa.

  • Mari

    Gustavo,

    vc já assistiu o filme Divã? Um dos assuntos abordados é justamente sobre o que baseia um casamento e a motivação de ficar junto, mostrando duas situações paralelas: um casal que a tem e um casal que a perde. Não vou comentar mais pra nao estragar o filme pra quem nao viu ainda. Comigo foi um daqueles filmes que vc assiste e sai do cinema meio aéreo, na verdade querendo ficar sentado ali na cadeira pensando no assunto por horas e horas…

    Parabéns pelo post!!! Como sempre muito bem escrito!!!

    Bjss

  • namorada do gitti

    ***Euzinha***: ciumenta não, possessiva!!!

    Essas coisas de desapego e tal ficam só na teoria na nossa relação!

    Fiscalização intensa aqui no blog, no orkut, no celular. No apartamento! Sim, até no galão de água do apartamento…

    Somos um casal ridículo, vc precisa ver. Fazemos vozes infantis quando conversamos, nos isolamos e cochichamos quando estamos num grupo, só fazemos programinhas de casal, nos falamos pelo telefone todo santo dia por uma hora, temos um orkut conjunto, nos chamamos de “mô”, “mozão” e “benhê”, brigamos por bobagens, fazemos birra (ele, principalmente), fechamos a cara quando o outro manda menos do que 15 sms por dia, nossas mãos se encontram o tempo todo, nossas bocas, nossos mundos… SOMOS RIDÍCULOS!!!!! Portanto, não acredite no que esse cara escreve…

  • Helga Maria

    Nossa, hahahahhaha. Pô, namorada do Gitti, assim você quebra o rapaz! Ele cria textos tão sublimes, edificantes. :P

    Droga, por fim vocês são só mais um casal normal? :D hehehh

  • Katy Cris

    Heheh…….namorada do Gitti? fake!…rsrsrs…..
    Quando eu fiquei sabendo que havia sido traído pelo meu marido, parecia que tudo tinha se quebrado, mas mesmo assim a vontade de ficar junto continuava,nem por um minuto deixei de beijá-lo, abraçar, fazer carinho, de amar….
    Só que quando estava sozinha, “no meu canto”, lembrava e deprimia….engordei 10 kg, tive gastrite e acredito que até depressão. Fiquei com peninha de mim, que não merecia isso e tal.
    Talvez não mereça mesmo, mas eu tinha decido que queria continuar e era isso que eu estava fazendo!
    Com o tempo, a dor diminuiu e fui percebendo que eu poderia ficar naquela depressão quanto tempo quisesse, nada ia mudar se eu não me mexesse!
    Entendi, concordei e comecei a viver aquela frase que diz que as pessoas e circunstâncias só tem sobre nós a influência que permitimos que tenham….
    Aos poucos fui me animando e entendendo que só eu sou responsável pela minha felicidade; que príncipe encantado não existe e que todo mundo tem defeito…..
    Hoje, 2 anos após, sou outra pessoa: muito mais madura, feliz, sem gastrite e já emagreci 7 kg. ( Ah, traí meu marido!)
    Me sinto bonita, atrante, sexy, amada e muito feliz!

  • Euzinha

    Namorada do gitti,

    Adoreeiii…kkkkkk!!!

    Vc é ótima!!!

    Acredito em vc,totalmente…não mais nele!

    Mas mesmo não acreditando,vou continuar por aquí…pelo menos os comentários são verdadeiros,kkkkk…
    e o texto(independente da veracidade do autor rsrs)foi muito construtivo pra mim.

    Abraços e felicidade pra vcs!

  • Gustavo Gitti (autor)

    To pensando em submeter meus textos à aprovação da namorada. Aí já publico comentado, riscado, cheio de anotações do tipo:

    “Uhum, até parece!”

    “Ah, na boa, você nunca fez isso comigo!!!”

    “Ai, amor, lindo isso, vamos fazer hoje?”

    Vocês acham uma boa?

    Acho que vou fazer isso em pelo menos um post (falando sério agora). Vai ficar hilário: “Sobre o amor lúcido (COMENTADO PELA NAMORADA)”.

  • Katy Cris

    E você, Gustavo, deixa essa dúvida no ar….rsrs……….duvido que um cara tão bacana como você teria uma namorada tão chata…haushudhauhhh…eu acho!
    Mas se for, mostra que ninguém é perfeito!…rsrs

  • namorada do gitti

    ok, “benhê”!

  • aline

    PLUFT!

    obviamente q o autor do blog sabe ‘a dor e a delícia’ de se expor.. parte da vida do Gitti é um ‘livro’ (blog) aberto. sob meu pto de vista, o Gitti na ‘realidade virtual’ é um cara que se apaixonou pelas conectividade das pessoas pela internet antes mesmo (imagino) de se apaixonar (ou nao) pela sua namorada. é praticamente uma figura pública – tá no twitter, no orkut, escreve diversos textos em diversos blogs, atua em um portal importante e significativo como o do SESC, simpatizante do budismo, do vegetarianismo, de novas investigações sobre a existência humana, tem amigos e amigas legais, uma família amorosa e afetiva, enfim, imagino portanto, que a pessoa que namora este rapaz – jovem, bonito, interessante pacas – pudesse estar preparada e já esperando esse ‘retorno’ de sua exposição na ‘mídia digital’. este é o trabalho dele.
    ou das duas, uma: ou ela não o conhece bem, ou ele não a conhece bem!
    claro, isso se sustenta considerando que o Gitti não escolheu ser um personagem virtual diferente do real.

    enfim, não me sinto mal por “meter tanto o bedelho”, afinal esta conversa e essa ‘não-privacidade’ (ou aquele pedaço da vida que se expõe) é esperado a partir dos conteúdos postados.

    quanto à questão teoria x prática:
    entendo que no mundo das idéias tudo é possível, a velocidade do pensamento é inúmeras vezes maior que a velocidade da prática…e tbm entendo que a teoria pode/deve servir de suporte à prática.

    não vejo nada de mal se o Gitti tem uma namorada ciumenta, ou se ela na verdade, é uma garota interessantíssima e criou uma personagem para ‘aparecer’ aqui nos posts. caso a primeira hipótese seja válida, espero que a garota não crie expectativas que o Gitti se case com ela por amor. caso a segunda hipótese seja a mais real, daí posso dizer que concordo com ela em criar uma personagem para se expor aqui!

  • Lucas

    Eu só ia passar o olho, mas essas três partes são tão fora do clichê, tão inovadoras e bem pensadas que eu li palavra a palavra. Brilhante.

  • Nina

    Sim, vc me destruiu. Me fez desmoronar . Tô aqui aos prantos pq tudo o que pensei em meio a confusão de sentimentos que tenho vivido vc disse ao longo do post. Calma, não tô te culpando, é só pra dizer o quanto me surpreendo com a sua capacidade de traduzir algumas coisas que estavam o tempo todo na minha cabeça camufladas em meio a confusão, as duvidas, a minha insegurança, minha culpa…
    Explico. Tenho um relacionamento de 5 anos, que começou quando ele era casado (durou 2 anos nesse “formato”), até que ele se separou (não pq eu pedi, apesar de obviamente querer, nem por minha causa). Quase 01 ano depois dele se separar resolvemos “assumir” o relacionamento. Sempre tive duvidas do sentimento que ele tinha por mim e sempre achei que sentia por ele o maior amor do mundo. Apesar disso, já tinhamos comprado um apto junto (que ainda não está pronto) e faziamos planos de morar junto. Até nossa ultima briga, quando tentei encerrar um discussão com um: – Vamos superar logo isso, já que o que importa é a vontade de “estarmos juntos”. Bom (ou melhor, mau), a discussão se transformou no termino do relacionamento com ele me acusando de não amá-lo mais, de não ser verdadeiramente (ativamente) preocupada em faze-lo feliz, de querer um “amor de comercial de margarina” e não um amor companheiro de ajudar o outro a superar as dificuldades… Resultado: comecei a questionar se realmente amo, pois sei o quanto as coisas mudaram aqui dentro (é tudo tão mais morno, tão mais racional, tão mais apatico)… Sei o quanto já fui mais empenhada em agradá-lo, em ve-lo feliz… mas por outro lado ainda é com ele que eu quero casar (apesar dos defeitos dele as vezes me incomodarem tanto!), é com ele que eu quero ter filhos (apesar de ainda ter tanto medo), é ele que eu quero pra minha vida. Resultado: caos total dentro da cabeça e do coração.

    Ai chega vc, senta pra escrever mais um post pro blog, e de repente me fala que tudo isso que tô sentindo, apesar de confuso, é possivel, é quase normal… Que essa história de “vontade de estar junto” faz todo o sentido.

    Agora faça o favor de me responder, Sr. Gitti: o que que eu faço agora? Já tinha ligado o botão do “é melhor assim. Vou encontrar alguém que eu ame de verdade” e o Sr. vem e me diz que pode não ser bem assim, que “Casar por amor é uma pessima ideia”. Que o que eu falei a ele sobre “vontade de estar juntos” é o verdadeiro decifrar da formula magica para relacionamento duradouros… Ah, eh? Então me ensina como destruir o iceberg que está entre a nós. Ele não quer me ver nem pintada de ouro! Vale a pena investir nessa relação ainda? Se vale, como eu devo agir? Ou vou dormir e finjo que não li nada do que vc escreveu?

    Quero ver o Sr. sair dessa agora, Sr. Gitti!

  • Katy Cris

    Ôh Nina, não quero ser metida, mas acho que quem tem que responder essa questão aí, não é o Gitti, é você mesma.
    Claro que eu adoraria saber o que ele pensa a respeito, mas ele não pode tomar uma decisão que só cabe a você.
    Porque você não põe aí na balança tudo que já viveu com esta pessoa e o que você quer para a sua vida….coloca tudo aí e vê o que mais importa para você!
    Desculpa se fui intrometida, qualquer coisa, estamos aí para conversar.
    Bjs!

  • namorada do gitti

    Cara Aline,

    Vou te ajudar a desmascarar o autor. Dá uma olhadinha:

    1) “Simpatizante do vegetarianismo” – Balela! O Gitti faz cara feia toda vez que tem que procurar por um restaurante vegetariano para mim. Vai e fica com cara de quem queria comer uma alcatra. Ridículo, ridículo!

    2) “É praticamente uma figura pública” – Eu diria que ele é uma figura virtual. Só pensa no próximo post para o blog, na próxima prática para a Cabana, no que vai escrever… Resultado? Sextas, sábados e domingos sem o namorado. Vê se ele conta isso por aqui. Nada. Mas, sim: me deixa sozinha muitas e muitas noites (e muitos dias também) para trabalhar. Ou… Ou não! Vai saber…

    3) “Família amorosa e afetiva” – Ilusão. A família do autor em questão é realmente tudo isso, mas ele… Tsc tsc tsc. Não faz questão de visitá-los. Ou seja: uma família amorosa e afetiva longe dele!

    4) “Jovem” – Nada! Beirando os 27… Vamos calcular. Vamos supor que eu venha um diiiiia a me casar com esta criatura. Uns dois aninhos de namoro… 29. Arredondamos e casamos com ele nos seus 30. Até a gente se estabilizar financeiramente, emocionalmente e tal… Vai mais uns cinco anos (é, sou uma pessoa difícil!). Aí já temos que ter filhos. Ou seja: não é jovem. Tá no ponto. Passou daqui vamos ter dor de cabeça.

    5) “Bonito” – Bonito??? O Gitti? Com aquele cabelo caidinho, aquela barba, aquele sorriso, aquela… Ohnnnnn, é mesmo: também acho! Ai ai…

    6) “Interessante pacas” – Já provei aqui que ele é uma farsa.

    7) “Namorada ciumenta”; “garota interessantíssima”; “personagem para aparecer” – Tudo isso é verdade e tudo isso é (também) mentira!

    Agora, o principal, o mais importante e a única coisa que merece ser lida neste comentário. Prestem atenção:

    O GITTI VAI CASAR POR AMOR.

  • Milene

    Gustavo.

    Simplesmente perfeito.
    Adoro sua arte de (des)construir.
    Há tempos venho também pensando como você que o amor é o ato de “querer” ficar com o outro.
    Decisão consciente, leve , sábia, madura e etc.

    Mas Gustavo,
    É tão complicado encontrar alguém disposto.
    Que pense assim. Que veja o “encontro amoroso” desta forma.
    Para isso precisa leveza e muita vontade!!

    beijocas.

  • isa

    leveza e vontade… é isso mesmo!

    e é assim que defino meu namoro…

  • Xana

    “Namorada do Gitti”???
    com o mesmo humor sarcástico?
    contradizendo o que ele diz no blog só pra fazer o pessoal pensar e questionar tudo um pouco mais?
    hehehe
    esse Gitti tem um parafuso a menos…
    ou a mais, vai saber :)

  • aline

    Xana, o Gitti tem duas caras e nenhuma namorada? aimeodeos!!

  • Ana

    Gustavo,
    É interessante o que a vida faz com a gente. Tenho tudo o que qualquer pessoa precisaria pra ser feliz. E me descubro saindo do chão por umor de adolescencia que reapareceu (ou fui eu quem o buscou?)
    Interessante observar como são belas e poderosas as certezas que temos da realidade, até que uma inesperada brisa de sonho vem e faz tudo ruir.

    Pobre do amor se dependesse apenas dos livros para ser definido…de textos corretos e coerenters para ser entendido. Concordo com o que li, mas foi um dos textos mais impessoais seus (e eu já li todos).
    Ficou em mim uma certeza: ainda não tocaram a tua alma… Você nunca esteve no olho do furacão, ou não conseguiria ser tão racional.

    Como você mesmo disse,”Tem muita gente tris por ai…”

    Com carinho, Ana.

  • Marta

    É…pensando bem…
    De repente “namorada do Gitti” poderia ser a sua 2ª identidade…
    “alguém” que quisesse mostrar o outro lado da moeda
    Talvez, mais uma idéia brilhante dele para nos fazer pensar de várias maneiras sobre o mesmo assunto, nos levando a amadurecer a idéia de que muita coisa faz sentido, sem parecer à principio…
    Mas, foi muito bom ler a parte 3…muito bom mesmo!!!!
    Valeu Gustavo, mais uma vez!

  • Eu mesma

    é isso aí, eu concordo com absolutamente tudo.
    boa noite. adorei os textos!!! foi otimo ter guardado para o feriado esta leitura.

  • Lívia

    nunca me diverti tanto nesse blog quanto com a discussao acerca da namorada do autor! hahahaha
    gente, larga a vida pessoal do cara!!
    quem, quando esta sozinho, nao lança teorias, inventa verdades e, principalmente, fala coisas q nao vai seguir que atire a primeira pedra!!!

    no fundo, todo mundo (inclusive o autor!) eh do partido “facam o q eu digo, nao facam o q eu faço”

    e resumindo as 3 partes do post, casar por amor é uma péssima ideia pq nao sabemos o q eh o amor… e pq alem (e nao em substituicao) do amor – o incondicional, afinal isso sim eh amor – ha de se ter vontade de dar certo!

    conclusao, casar por amor nao eh uma pessima ideia… desde q seja verdadeiramente O amor e que haja motivacao!

    viu gustavo? pra que tres textos enormes?! hahahaha!!
    beijos!

  • Euzinha

    Olá Lívia,
    Acho super válido o questionamento sobre a namorada do autor,
    afinal o blog e a matéria em questão é sobre relacionamento…então natural que causasse espanto o fato da namorada dele aparecer aquí contradizendo tudo que ele fala no seu texto!!!
    Fica a dúvida…como falar de uma coisa se vivemos outra???
    Se não é a nossa verdade???ISSO SEGUNDO AS PALAVRAS E A ATIDUDE DELA,POIS EU NÃO SEI NADA SOBRE A VIDA DO AUTOR!!!

    Na minha opinião isso abala sim a credibilidade sobre o que ele escreve…afinal, falar sobre “relacionamentos lúcidos”(é o que diz a chamada do blog)o que poderia ser traduzido para “relacionamento no mínimo saudável”…convenhamos…pegou muito mal!!!
    Abraços

  • juliana

    você vai fazer o discurso na minha cerimônia de casamento!

  • namorada do gitti

    meninas, assim vocês acabam com meu namoro!

  • a outra do gitti

    é bom que assim eu terei chance.

  • Afim do Gitti

    Eu quero o Gitti pra mim e quero agora!!!!!!!!!!!!!

  • Lívia

    euzinha, nao discordo de vc..
    só vejo outro ponto de vista..

    nao eh preciso nao fumar pra saber e ate discursar sobre os maleficios do cigarro…

    nao eh pq o cara fuma q ele nao tem credibilidade em te falar pra parar pois aquilo faz mal…

    vai ver ele perdeu o pai e nao consegue largar o cigarro desde entao… um vicio!! (chamei a namorada do gitti de viciante! creditos pra ela! hahaha)

    é como eu disse.. discordo da teoria “faca o q eu digo, nao facam o q eu faco..” mas vc acha q eu realmente me policio 24h por dia!? ;)

    se relacionamentos como os que a gente vê por aí sao criticados pelo gustavo, mas, ao mesmo tempo, ele vive um, nao quer dizer que ele nao possa falar sobre isso… pra mim eh como o cigarro… ele GOSTA, ateh critica, mas nao larga!! =) – creditos pra namorada de novo!! hahaha –

    bom, meu ultimo comentario sobre isso, pois continuo achando nada a ver ficar falando da vida pessoal deles assim…

  • DdR

    Legal o texto. :-)

  • Michelle Aio

    Sempre gostei de ler seus textos. Agora gosto mais depois de ver aqui uma citação do Calligaris.

    Meu melhor abraço,

    Michelle de Abreu Aio

  • Nat

    Gustavo,
    Gosto de vários de seus textos.
    Gostaria de saber se você já abordou o tema do casamento monogâmico.

  • Fique por dentro Casamento » Blog Archive » Casar por amor é uma péssima idéia! - Parte 3 | Não Dois, Não Um …

    […] amor romântico, além dos sentimentos, haverá uma outra base para o casamento? fique por dentro clique aqui. Fonte: […]

  • namorada do gitti

    então, garotada…

    “outra”, “afim”… por enquanto não vai dar. nem sendo muito ninja. ando ocupando demais o rapaz.

  • Gabriela

    Normal, casa de ferreiro, espeto de pau… É como naqueles casos em que dizemos exatamente como uma pessoa deve se portar simplesmente por não estarmos nós mesmos envolvidos na emoção do momento.

    Mas esse olhar de fora é necessário, mesmo quando a namorada vem e desmente tudo. :)

    Enfim, concordo com muito do que foi dito e discordo de outro tanto. O casamento se mantém pela vontade de estar junto. Claro… Apesar dessa vontade variar de casal para casal. Para alguns, a falta de sexo pode ser motivo suficiente para não se querer mais ficar junto.

    Agora, discordo mesmo do título. Essa coisa de encarar obstáculos, querer ficar junto, aceitar as mudanças que virão pela frente… Precisa muito amor para isso. E por isso eu acho que deve-se sim casar por amor, mas não por ilusão de amor à luz de velas, conversas sussurradas, declarações de amor eterno. O amor é bem mais simples, e mais bonito, que isso.

  • Diego

    Então Gitti.

    A percepção do que é o amor, em cada um é diferente.
    Mas o fato é que se formos pensar neste “modelo” de relação faz todo o sentido.

    Dificilmente as pessoas se dão conta de que o amar é tão simples, é tão limpo, cristalino e sem frescuras, que ao mesmo tempo nos parece um emaranhado de emoções que devem ser sentidas.

    A simplicidade que nos é apresentada os textos desta série de que amar é uma vontade única de se relacionar e fazer alguém feliz, ou seja, oferecer sem nada em troca, acho que as vezes é o permeia um relacionamento com incertezas, traições, preguiça e falta de tesão (não sexual) por alguém, isso justamente pelo fato de ser um sentimento opostamente difícil de se entender por ser tão simples e tão complicado.

    Ao olharmos para isso tudo e nos vermos dentro de um caso assim, percebemos a importância do amor e ao mesmo tempo o desapego que devemos ter ao outro.

    Como diria Dr. Love, amar incondicionalmente não é uma expressão que se deva usar, mas o que é afinal o amor senão tornar incondicional o sentimento por alguém, mas sem ter a obrigatoriedade de sentir aquelas coisas abstratas e non sense que às vezes achamos que é o caminho para se ter um relacionamento duradouro?

    Enfim, complexo e simples. Como teu texto, como a vida e como as pessoas.

    Nos vemos na Cabana, abraço.

  • brenob

    ” Quando nossa vida der errado, se estivermos casados, pelo menos teremos alguém para culpar! :-)” heauheau encontrei um motivo pra casar.

    Para mim esses três textos não trouxeram muita novidade, já tinha aprendido tudo isso no http://nao2nao1.com.br/amor-e-coisa-que-nao-se-recebe/ junto com uma paixão de adolescente.

  • Alezinha

    Gustavo como vc é inteligente …..amo os seus posts …..
    sensivel e racional ….

  • Laura

    Não vejo palavra mais adequada para descrever esse texto do que “perfeição”. Adoro esse site. Sempre que o visito, ele se torna um riquíssimo objeto de reflexão e conseqüente deleite, afinal, é raro ler coisas tão contundentes, coerentes e factuais, ainda mais se tratando de um assunto explorado, em geral, de forma tão banal e supérflua.

    Parabéns pela forma que conduzes os assuntos, pela maneira que formula os textos e principalmente, pela riqueza dos teus pensamentos.

  • Grainne

    Gitti, como sempre, está de parabéns!
    “Somos deliciosamente maliciosos porque não precisamos de nada de ninguém e, ainda assim, paramos alguém no meio da vida e dizemos: “Vem cá que eu quero andar e dançar a vida junto com você”.”
    Você escreve deliciosamente .e. maliciosamente bem, seus textos são sempre gostosos de ler – e de identificação imediata!
    Tem uma fã aqui!

  • Isabel

    Acabei de ser apresentada ao seu blog. Foi um prazer conhecê-lo.

    Isabel

  • Júnior

    “Enfim, complexo e simples. Como teu texto, como a vida e como as pessoas”.

    Cara me faça um favor! Nem pense em dinamitar esse blog!
    Mesmo vivendo em uma era de infinitas informações que circulam por diversas midias é raro encontrar um espaço como ese seu blog, com textos inteligentes e racionais que nos faz refletir no que mais interessa, a nossa propria existência. Chega de crise, gripe suina, aquecimento global, não que isso seja importante mas como vamos discutir e formar ideias sobre o exterior se mal compreendemos o nosso proprio interior.

    Parabéns Gitti, vc tá mandando mto bem!

  • Lilla

    Bem, se os comments da namorada do Gitti são reais ou conceituais (afinal qual o limite entre realidade e ilusão?)não vêm ao caso. Eu adorei a ideia das inserções dela por aqui, inclusive escrevendo a quatro mãos – ou uma mente apenas – torna-se bem interessante.

  • Cansada de ser boazinha

    Confesso que é a primeira vez que leio o blog. Já linkei e estou seguindo no twitter.

    Achei fantástica a forma como vc escreve e como tratou sobre o casamento. Eu li os 3 textos e achei muito bom mesmo.

    Só lamento que essa visão do amor e do casamento, hoje, esteja tão danificada. As pessoas parecem que não param mais pra pensar. É tudo muito rápido e imediato. Ninguém quer abrir mão de nada pelo outro e, ao menor obstáculo, já partem pra outra pois, com tantas opções, por que insisitir numa pessoa só?

    Confesso que sou o tipo de mulher que gostaria muito de amar alguém e de dividir minha vida com uma pessoa, mas certos tipos de ilusões desisti de alimentar.

    Parabéns! Vc escreve muito bem!

    Bjos!

  • aline

    http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1116807-6174,00-PARA+EVITAR+CIUMES+CASAIS+CRIAM+PERFIL+UNICO+NO+ORKUT.html

  • 2 ou 1

    Gustavo, você conhece as obras do Flávio Gikovate?
    Talvez ele confirme o que você diz, ou então te mostre novos aspectos, ou então vc nos mostre dimensões não percebidas por ele…

    Veja:

    UMA HISTORIA DO AMOR… COM FINAL FELIZ

    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8572550569%20&sid=89922079711410778976796981

    O MAL, O BEM E MAIS ALEM
    EGOISTAS, GENEROSOS E JUSTOS

    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8572550399&sid=89922079711410778976796981

  • Gustavo Gitti (autor)

    Gikovate? Argh… ;-)

    Sério, você já leu isso linha a linha? As teorias deles são quase infantis. Amor + sexo + amor plus + mais amor… hahahaha Dá vergonha até.

  • 2 é 1

    Gustavo,

    Seria muito bom você debater com ele, e compartilhar o debate conosco!

    O Gikovate é psicanalista há décadas e já aconselhou milhares de pessoas. Seria uma oportunidade ímpar para você orientá-lo no sentido de aprimorar-se, ou vice-versa.

    Muita gente que é analisada por ele pode se beneficiar disso, já que a orientação dele pode ser falha…

    Que acha?

    Dê notícia do debate…

    Os contatos dele são:

    http://www.flaviogikovate.com.br/site/fale_conosco.htm

    http://www.flaviogikovate.com.br/site/consultas_online.htm

    instituto@flaviogikovate.com.br

    TEL (11) 3887 0657
    FAX (11) 3885 8646

  • 2 é 1

    Fale isso para o Gikovate, pois ele precisa conhecer você.
    Depois conte para nós:

    http://www.flaviogikovate.com.br/site/fale_conosco.htm

    gikovate@cbn.com.br

    instituto@flaviogikovate.com.br

    TEL (11) 3887 0657
    FAX (11) 3885 8646

  • Kittie

    Gitti,

    posta algo novo, please!!! Já tô com crise de abstinência!!! :)

  • myla fonseca

    crise d abstinência? hehehehe, adorei, Kittie!!!!!

    Movimento POSTA Logo, GU!!!!!!!

    endossos ao MPLG, por favor, manifeste aqui!

    1 – Kittie
    2 – Myla
    3 –

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Movimento POSTA Logo, GU!!!!!!!”

    Eu usava o Não2Não1 para comer mulher. Agora estou bem satisfeito, por assim dizer.

    Escrever pra quê, me diz?

  • namorada do gitti

    o dia que vc começar a escrever demais, eu desconfio…

  • DdR

    Hahahahah, boa!

  • giovani

    O primeiro texto foi meio indireto, o segundo nem li e o terceiro foi direto ao ponto, a verdade nua e crua….motivação é o segredo, é claro q é isso!
    Aí, vou começar a escrever tb a mulherada cai facinho nessas coisas, hehe!!

    ei Gustavo aprendeu mais uma em:

    Não há momento perfeito q uma uma mulher não estrague,(tava se achando o maior escritor, várias teorias coerentes. Aí chega a muié dele e bota ele lá no ralo).

    essa é pra namorada do gitti, sao só curiosidades nao me leve a mal!!! 1. dinheiro compra felicidade??? 2.vc é gostosa (se for pra atrair baranga em vez de escrever é melhor eu frequentar academia)??? 3. o que é AMOR pra vc??? REsponde aê, please.

    PS.:gostei das opiniões da Lívia, isso q é mulher com discernimento. Se eu fosse o autor do texto, seria minha primeira opção. Pela foto parece ser gatinha!rsrs, brincadeira!mas é verdade!

  • namorada do gitti

    Dinheiro compra felicidade?
    Não, Giovani. Dinheiro compra lingerie bonita e paga jantar em restaurante concorrido. Mas felicidade, para mim, é esquecer de tudo isso, deitada no peito dele. É passar a semana sonhando com a sexta. É chegar na sexta-feira e perceber que não tem lingerie, restaurante nem um programinha sequer e adorar. Gostar de se aninhar nele e dizer o que fez. Do que gosta. Do que sentiu ciúme. O que quer ouvir.
    Mas claro que felicidade é muito mais. Felicidade é estar motivado (gostou, né, Gitti?). No trabalho, em casa, no amor, no passeio com as cachorras. É ter planos. Sonhar. Dar muita risada. E esperar pelo tombo (porque a felicidade sempre nos escorrega).
    Resumindo: dinheiro é bom. Mas felicidade não tem preço.

    Você é gostosa?
    Meu namorado não vai gostar de ver você me perguntando uma coisa dessas. Ora, a gostosura é subjetiva! Eu, particularmente, acho o Gitti uma gostosura. Pergunta pra ele o que ele acha de mim. Pergunta e depois me conta!

    O que é o amor pra você?
    Giovani, esperei a vida inteira por esta pergunta! Até que enfim! Aos onze anos de idade, escrevi um poema sobre o amor. Pois é! Não faz essa cara não. É isso mesmo, você vai ter que ler o pooema. Continuando. Minha mãe o encontrou e quis saber se eu tinha copiado de algum lugar. Hahaha, mãe coruja, claro. Ela acho lindo. É ridículo, como o amor. Mas é a melhor definição que já encontrei, está aí. Com licença, Gitti. Vou aproveitar da sua fama para me promover. AHM AHM. Prepare-se, Giovani. Com vocês…

    “O QUE É O AMOR?
    É UMA PONTINHA DE DOR?
    OU UMA FELICIDADE NO CORAÇÃO?
    É QUANDO VOCÊ OUVE UMA CANÇÃO
    E DEPOIS QUER FAZER UM SERMÃO
    E FICA DEIXANDO SUSPIROS PELOS LADOS
    ENQUANTO SEU AMADO
    NÃO QUER SABER DE VOCÊ
    SERÁ UMA MALA?
    QUE QUANDO ABRE A GENTE SE ENTALA
    E QUANDO FECHA
    A GENTE SE CALA?
    OU UMA PORTA?
    QUE ABRE E FECHA SEM PARAR…
    OU É UMA SEMENTE?
    COM PAZ, FELICIDADE E IGUALDADE
    QUE SE ESPALHA POR TODAS AS IDADES…”

    Ohnnn, que fofuuuura!

    Respondido?

    PS: Viu, amigo, e para de empurrar mulher pra cima do meu namorado. A Lívia é gatinha e eu sou ciumeeeenta!

  • giovani

    OBRIGADO pela resposta.

    namorada do gitti… desculpe-me pelas perguntas pessoais!!
    Antes vc me parecia um mar de monstros. Mas agora, isso pelo menos pra mim se dissipou e revelou um ser humano simplesmente normal, com bastante discernimento e até um carisma introspectivo.

    sobre o dinheiro comprar felicidade, vlw pela sinceridade.

    sobre se vc é gostosa? é uma boa chance dele te agradar, fazer uma média. Mas seria uma pergunta retórica demais pra qualquer namorado.

    parabéns pelo poema, foi conotativamente simples e interessante! OBRIGADO por compartilhá-lo.

    ja pedi desculpa por tantas perguntas pessoais feitas, mas tenho q fazer mais uma: qual seu nome?? fica chato te chamar de namorada do gitti.

    PS.:sobre a Lívia, meu comentário foi impulsivo… espremia apenas meu gosto pessoal, de maneira nenhuma empurraria uma gatinha pra outro cara. Eu quero todas pra mim mesmo.

  • namorada do gitti

    Querido Giovani, tem orkut? Me adicione lá pra gente conversar melhor…
    http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=1257054841885493988

  • Aline_fm

    Em choque! A cada dia tenho mais certeza de que, quando você precisa enfrentar um sentimento, pensamento ou uma dúvida, o Universo dá um jeito de fazer com que você encontre isso, em todos os lados.
    Hoje mesmo estava colocando no papel o que anda me cutucando.
    Desapego, motivação em estar junto, enfim.
    Gustavo, que bom que você está por aqui.
    Abraços

  • dea k

    gentem!

    a namorada do gitti tá muito mais empolgada prá escrever que ele. repararam? kkkkk experimentem ler todos os comentários em ordem cronológica…. olha gitti, pode voltar a escrever por vc mesmo, não precisa se passar mais por uma suposta namorada, ok?!

    ah, e isso aqui acho que será mais bacana q o gikovate:

    TV CULTURA – DOMINGO 31/maio às 23h
    “De Tarzan a Homer Simpson – a masculinidade hoje”
    Sócrates Nolasco, psicanalista

    Há tempos o modelo de masculinidade era o selvagem e corajoso Tarzan, um homem em contato com a natureza e os instintos. Hoje, a figura masculina está representada pelo inseguro Homer Simpson, personagem de desenho animado, que prefere seu sofá a qualquer tipo de aventura. Neste Café Filosófico, o psicanalista Sócrates Nolasco fala de como a força de Tarzan inspirou os homens. E mostra como o Tarzan de ontem tornou-se o Homer Simpson de hoje.

    A falta de sentido trouxe desorientação. O homem perdeu suas referências de masculinidade. O espelho onde o homem se reconhecia se estilhaçou. Para Nolasco, essa situação está na raiz de um grave problema social. A violência pode ser fruto da falta de imaginação.

  • Renato

    amor, sentimento vendido pela mídia (erroneamente) que segundo tal é somente flores (sem espinhos)
    minha definição de amor talvez seja parecida com a sua, mais prefiro ser mais extremista e arrisco a dizer que amor só existe entre mãe e filhos e entre cachorros com “donos” (e tbm entre alguns “donos” com seus respectivos cachorros)… paixão é somente a novidade ou então o ápice de uma relação entre casais
    visão simplista e comentário impensado :p

    parabéns pelos posts e blog, sempre é otimo ter vários pontos de vista sobre o mesmo assunto

  • Wall

    Olá Gustavo,

    quem me dera ter lido isso antes de terminar um relacionamento de quatro anos e meio. O interessante é que eu tinha essa filosofia no início, mas fui perdendo a essência dela com o passar do tempo. Continuo a entender que a minha vontade de ficar junto é maior do que tudo já passamos. Eu, branca e deficiente auditiva, ele, negro com fama de galinha. A cor nunca foi pré-requisito pra mim, porém para outros, sim. Nossa vida como casal foi constantemente conturbada, em vista de tudo o que os outros diziam, tanto para mim, como para ele.

    Adorei essa série de artigos, pois esclareceu muitos pensamentos meus que andavam desordenados a respeito do amor. Eu tenho um amor construído com este homem que acredito ser o cerne da minha vida. Muitas pessoas não entendem isso, mas não preciso que entendam, basta que ELE entenda, tanto que a última vez que conversamos, foi surreal, pois não aparentávamos ter terminado. Foi aí que entendi toda a questão da paixão como um sentimento volátil, que anima, mas destrói com a mesma facilidade. E não é o nosso caso: pode até ter começado como paixão, mas virou um amor construído…

    E os outros ainda me olham e diz: “Tu és nova, vai sobreviver”. Sobreviverei, não porque a minha idade permite isso; sobreviverei porque a minha forma de lidar com os relacionamentos que tive é totalmente louca, mas funciona: continuo a amar, mas faço com que a dor da perda se torne em uma lembrança. Somente assim que consigo superar a dor da perda, e me conformar, pois essa foi uma decisão de duas pessoas que já não sabiam mais como lidar com as diferenças, e que eu, em um momento de fraqueza, não aguentei mais…

    Uma vez, meu ex me mostrou uma frase que define toda essa busca: “Mais que paixão, amar é uma decisão. Deus escolheu me amar, eu escolhi amar você”.

    Parece um poeminha adolescente, porém para mim tem um significado profundo, o mesmo significado que tu, Gustavo, atribuiu ao que eu denomino como o “voto do olhar”. Sem mediocridade, sem falsidade, com todo carinho e admiração que temos por essa pessoa,decidimos amá-la por algum motivo, e enquanto mantivermos essa decisão, nada supera a vontade de ficar junto. E eu ainda tenho essa vontade…

    Parabéns, Gustavo, por nos fazer refletir, mesmo que seja tarde demais para alguns de nós, mas nunca é tarde para aprender!!!

  • Caio Hess

    Ótimo post, ótimo blog.
    fui introduzido ao N2N1 por um post seu no PdH sobre meditaçao e dei de cara com um post sensacional como esse.
    Bom trabalho!

  • Pablo Cantu

    Oi Gustavo,

    Muito interessante suas abordagens. Sobretudo por que sugerem profunda análise sobre a forma que nos relacionamos com os demais a nossa volta. O relacionamento amoroso é o mais intenso por que simplesmente se divide mais coisas em relação aos concorrentes (relacionametos-concorrentes: pais, irmãos, amigos, amantes ).

    Sempre tive um pensamento egoísta no que diz respeito ao amor. Talvez por que sou mais racional (apaixonado) do que um romântico sem agregar nada de útil. A minha importância como homem na vida de uma mulher (do contrário também é válido) só é duradoura se eu conseguir ser útil para a felicidade que os dois querem juntos. Minha atual companheira teve dificuldade no começo, mas hoje ela entende que tornar uma relação amorosa presa a dogmas acerca do amor/casamento e outros bla bla blas da vida, nos faz sofrer pelo simples fato de não se pensar de forma livre. O amor só se pode tornar verdadeiro quando usamos da racionalidade para poder entender que ele é uma coisa insignificante perto do desejo de se conviver. Muito pertinente sua colocação que é no casamento que as pessoas buscam a felicidade. Erro fatal! O casamento (?) deveria ser parte do processo e não o início. A maioria esmagadora das pessoas busca no casamento uma felicidade que não existe. Enquanto não se casa, se aceita tudo por que pagamos qualquer preço para casar. Depois, tentamos buscar a felicidade lutando para modificar aquela pessoa que dentro das 4 paredes (não só na conotação sexual ) se mostra diferente. Simplesmente por que se conhecem quando o dia-a-dia se mostra mais propenso a mostra o que realmente nós somos. E muitas vezes somos mimados, por que o casamento é uma forma de estender os braços maternos/paternos. Pois, no fundo, se tornar uma pessoa adulta e consciência da vida que tem que assumir passa muito longe de entrar num casamento, dizendo que ama, para se posicionar na sociedade como uma pessoa feliz e resolvida.

    Abraços,
    Pablo Cantu

  • Nád

    Wowww!!! O Sr. Gustavo virou uma espécie de consultor sentimental!!! rsrs. Bom, seus textos são divinos, me apaixono a cada vez que leio. Não li tds os coments, mas vi que o povo se entusiasma com as discussões, vi tb que tem uma galera que chama o que sentem, bom, o que na verdade intitulam como amor de uma prisão, algo ruim, uma tal história de não se imaginar sem a pessoa amada. Uma vez me perguntaram se amor era a mesma coisa que costume… O problema é que as vezes, por conta do comodismo, porque é muito mais complicado encarar a solidão sozinha é que embarcamos numa relação desse tipo e só nos enrolamos ainda mais. Pior do que a solidão, é estar solitário com alguém, é muito mais doloroso pq em algum momento nessa história, alguem se perdeu e o egoísmo cantou tão alto que somos incapazes de ouvir o que nos gritam aos ouvidos e nos saltam aos olhos.

    Grande Bjo

  • krika

    fantastico, escrito por um cara…tinha alguns questionamentos..talvez vc tenha me dado um rumo…a palavra é DESPRENDIMENTO. será que consigo me aguentar….

  • Edu

    Inicialmente o texto (tratando os 3 como um só) me trouxe muita estranheza.
    “Como assim eu tenho que comer o que eu não gosto!?”
    “Como assim isso não é amor?”

    Talvez seja intencional, pra quebrar um pouco as suas expectativas do texto.

    No fim do texto vi que alguém consegue colocar em palavras, com muita propriedade, o que eu acho, penso.
    Eu realmente acredito no texto. Sempre pensei assim, só que as pessoas não me entendem, ou não querem entender.
    Acho estranha a idéia de “você é meu, eu sou seu”. Acho estranha a “idéia de que só serei feliz com você e você só será feliz comigo”. Como assim?

    (…) Li os comentários e ri muito do namoro do Gustvao não ser como ele prega…>Acho incrível em um autor (escritor, cantor, pintor etc) conseguir criar fora do seu cotidiano, criar mesmo…..

    Vou mostrar isso pra patroa!
    uahuahauhauhauh

  • Julia Tenório

    (desculpe escrever sem acento, mas tenho um problema com o teclado que é internacional)

    Os artigos sao ótimos, e os comentários deveriam ganhar uma sessao especial no seu blog, sei lá…já pensou em algo como “sessao do leitor?”…rsss.

    Já sou casada e a relaçao é duradoura (acho que 13 anos é bastante, nao é?) as vezes fico em dúvida porque 13 anos além de passar rápido nao te ajuda muito a saber como se relacionar com o outro. Exceto em algumas coisas mais superficiais (tipo costumes e hábitos) que nao influenciam de modo algum a duraçao do relacionamento…

    Penso que o que faz um uniao durar é (acho que vc escreveu em algum momento do artigo algo parecido como “motivaçao de estar junto”) a disponibilidade para estar junto, a mente e o coraçao aberto e, principalmente, a aceitaçao de que “o grande amor da sua vida” nao está em nenhum lugar perdido, e nao topará com vc em uma esquina (penso que muitas mulheres traem por isso também, porque ainda buscam o amor da sua vida, idealizado, obviamente, mas um dia elas descobrirao que isso nao existe). Se aprendemos a entender que o “grande amor de nossas vidas”, o que nos faz felizes, o que torna nosso dia mais leve, nao é uma característica pessoal de um único ser, mas pode ser encontrada em muitas pessoas e que, ainda, podemos concentrar nosso tao pouco, cotidiano e pequeno universo amoroso a apenas uma delas (porque realmente a logística atrapalha, e os pré-construídos, os tabus sociais também…) se conseguimos esse exercício diário de nos dedicar a manter viva uma relaçao à dois…podemos tornar essa relaçao nao só duradoura, como também agradável…embora eu conheça casais que mantém relaçoes duradouras a três, mas isso exige uma mentalidade que ignora muitos padores e “aguenta” (ou ignora) muitos preconceitos…

    De minha parte, vamos vivendo um dia após o outro, tentando entender cada um da melhor maneira possível…ou da maneira que suportamos e queremos…Aliás, viver com o outro é sempre um exercício muito interessante e, em alguns casos, muito produtivo…

    Nietzsche escreveu que “O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são.”. Essa frase se presta a muitas interpretaçoes, mas eu gosto de depreender dela um sentido positivo: o de que amar verdadeiramente é viver um estado de espirito que nos permita ignorar as coisas estabelecidas e criá-las de forma que elas possam nos fazer feliz, nos fazer gozar…afinal, como as coisas sao?

    Obs: Conto-te mais sobre como tento viver essa relaçao (nao menos conturbada que qualquer outra) quando resolver oficializar minha uniao (talvez em 2010) e quem sabe vc nao escreve um texto assim…

  • Arella

    Nossaaaaaaaaaaaaaaa! Que é isso Gustavo??!?!? Verdadeiros orgasmos psicológicos ao ler esse texto…. Leio muita coisa sobre relacionamento, por interesse pessoal e devido a minha profissão, mas realmente esse aqui… Parabéns mesmo!!! A propósito, li um livro muito rico e interessante sobre o assunto: “Criando União: o significado espiritual do relacionamento” Leia e faça uma crítica dele, seria maravilhoso!!

  • flavia

    Incrível Gustavo. Tenho que reler. Algumas vezes. Sou psicóloga e me debato nestes temas que enchem o consultório. O que dizer quando um marido ou esposa parecem ter razão por não suportarem mais um casamento?? Arella falou sobre o livro Criando União. Pois isto é um sinal para vc..rs… leia!! É o melhor que já li sobre o assunto . (É uma linha de terapia chamada Pathwork, da qual estudo e participo). Seria legal ver seus comentários sobre o livro mesmo. Mas vc vai gostar. Ali entendemos super bem porque nos mantemos na dor, no desprazer. Mas seu texto… vou escrever sobre ele no meu blog também. Aliás, enviei um outro seu para alguns pacientes. Continue abrindo suas idéias para me ajudar a abrir mais minha cabeça tb!! Beijos e obrigada.

  • flavia

    Ah mais uma cois: tenho certeza que vc tem um namoro igual ao de todo mundo e bem neurótico..rs… (tem os neuróticos melhores e os piores). Mas que a teoria é linda é! E acaba funcionando de alguma forma, pois ao menos vc tem namorada e fala bastante dela. Isso é bom sinal. Sempre que tenho alguma atitude infantil caem de pau em cima de mim porque sou psicóloga. Escreva um artigo sobre isso também. Quero idéias para me defender ;)). Bj.

  • patricia

    Vc por acaso me conhece? tem um gravador escondido no consultório da minha terapeuta ou é meu irmão gêmeo separado no nascimento? Não?
    Nossa, então não sei explicar…
    não sei…
    mas adoraria que você exprimisse o meu “eu” com sua eloquencia no dia do nosso casamento ( não o meu e seu, mas o meu e dele)

  • Deusiane sousa pontes alhadef

    Tenho 19 anos, sou casada um ano meio e acabei de ter uma briga com meu marido e a minha maior vontade agora é fugir por esse mundo .

  • Ale

    Oi Gustavo! Realmente adoro os teus textos. Eles tratam de temas densos, profundos mas de maneira leve e com bom humor. Me identifico com a tua forma de pensar. Vários pontos de vista sobre um mesmo assunto…sem verdades absolutas. Textos que levam a refletir. Sem respostas prontas…A vida não tem mesmo respostas! Mesmo os textos que tu escreves como 11 dicas ou mesmo homem com pegada, que parecem serem fórmulas mágicas p melhorar o relacionamento, no fim não são. Tu começas brincando com as verdades, mas depois, de uma forma direta ou indireta, coloca que são só idéias, e que cada um, ou cada casal deve buscar a sua própria resposta! Tenho aproveitado muito os teus textos no meu trabalho…Sou psiquiatra e terapeuta de adultos e crianças, trabalho muito com famílias e casais. Comecei a recomendar a leitura de algum texto teu quando vejo que pode ajudar algum paciente em uma situação especifica…E tem dado bons resultados… As pessoas gostam, discutimos o texto pensando na vida pessoal do paciente e tem sido muito gratificante as respostas com esse trabalho. Obrigada por estar podendo me ajudar na minha vida pessoal, profissional e ajudar meus queridos pacientes também! Literatura academica de boa qualidade sobre relacionamentos temos bastante…Mas literatura boa sobre esse tema p pessoas leigas, não da área psico, faltam… Continue com esse trabalho lindo que estás fazendo, ajudando as pessoas a se encontrarem consigo mesmas. Tens o dom da escrita… Acho que tens também uma missão, como formador de opiniões, de ajudar a deixarmos arquetipos de homens, mulheres e relacionamentos e ajudar a entender os padrões de relacionamentos atuais. Bjo

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ale,

    Fiquei MUITO feliz com seu comentário.

    É bem essa minha motivação com o blog. Acho que você foi a primeira pessoa a realmente acertar na mosca qual é a proposta do Não2Não1, onde ele entra na história toda.

    Sim, temos uma boa produção acadêmica sobre tais questões, mas muito pouco em um âmbito mais acessível e para um público maior. O Calligaris faz bem isso às vezes, mas sempre dá pra brincar mais um pouco com essas possibilidades.

    Quando puder compartilhar alguma dessas histórias de pacientes comigo (anonimamente, claro, e ainda assim direto em meu email pessoal), sou todo ouvidos.

    Um abraço pra ti.

  • Ale

    Calligaris Gustavo? Só li “Cartas a Um Jovem Terapeuta” e “A Adolescencia”. Tu te referes a atividade dele como colunista ou algum outro livro?

  • Ale

    “me achei” Gustavo!
    se bem que é bem mais divertido estar perdida…kkkkk
    obrigada!

  • LoiraMafiosa

    Gustavo:

    Sempre disse às minhas amigas/amigos que elas deviam ficar com uma pessoa que despertasse o melhor delas (parece slogan de vitamina… hei, de certo modo é, né?).

    Acho que o combustível de querer ficar junto é que a outra pessoa faz com que queiramos ser pessoas melhores.

    Isso faz sentido pra vc?

    Bjos.

  • Sal

    Adorei seu blog e seus textos…

    Me identifiquei muito com as argumentações plausíveis do “casar por amor é uma péssima idéia!”…

    O que deve ser feito quando existe “motivação para ficar junto” mas quando acaba o tesão e a vontade de viver essa dança a dois sem encarar o outro como amante e sim como irmão, amigo, cumplice, companheiro… etc???

    Parabens pela maneira clara e reflexiva de falar sobre a vida!!!

    beijo

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Sal,

    “O que deve ser feito quando existe “motivação para ficar junto” mas quando acaba o tesão e a vontade de viver essa dança a dois sem encarar o outro como amante e sim como irmão, amigo, cumplice, companheiro… etc???”

    Ué, simples: fiquem junto em outro modelo de relação. As relações sempre continuam, às vezes à distância, às vezes com uma amizade sem sexo, às vezes com distância e sexo anual… ;-)

    Beijo.

  • Jerri Dias

    Cara, matou a pau com esse texto.

    Chorei com o voto silencioso.

    Adorei e a maioria das referências que usou também são as minhas… :-)

    Grande abraço e continue fazendo teu trablho que ele é importante!

    J.

  • Marta

    Gustavo, que delícia ler seu textos ! Estou casada há 23 anos, de um relacionamento que já dura 27. Neste tempo já teve de tudo. Ontem perguntei ao meu marido qual a melhor qualidade que ele via em mim. Ele demorou pra responder (fiquei preocupada achando que ele não encontrava nenhuma), mas depois de um tempo ele respondeu que era o fato de eu não me submeter, de fazer valer os meus valores, e que isso tinha sido um amadurecimento meu. E isto só foi possível por ajuda de pessoas como você que procuram nos fazer refletir sobre o que vivemos. Obrigada !!!

  • Monogamia para quem precisa | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

    […] estou falando de perder o romantismo, pelo contrário. Estou falando de cultivar o romantismo e os sentimentos de uma forma muito mais real. É tão gostoso quando percebemos que construímos, aos poucos, uma relação profunda, […]

  • Vinícius

    Gustavo,

    Engraçado que a vida dá voltas. Acompanhava bastante teu site, e acabei parando por um tempo.
    Nesse meio tempo casei, e às vezes me pego pensando “por que continuar? Ela faz isso e aquilo”.
    Esse teu texto parece que foi escrito para mim. Estou com uma bateria nova depois de ler essa série, e espero não me esquecer de que devemos ser agentes transformadores dentro dos nossos relacionamentos e não esperar passivamente pela felicidade.

    Escreves muito bem.

    Obrigado e parabéns.

  • kallne

    Parabéns pelo texto.

    Comecei lendo um outro texto postado por você e agora, sempre que posso, acompanho os seus artigos.

    Muito sábias as palavras.

  • Adriana Barbosa Martins

    Gustavo.. Ola.. Tudo bem com voce.. Bem desculpe se houver algum erro de autografia na minha menssagem. E que estou 7 anos em ?stanbul e ja tao adaptada com a lingua Turka que parece engraçado mas a gente esquece o nosso portugues.. mas vamos ao que interessa..AAAAAAAAAAAA.. sim por favor mantenha em sigilo esta menssagem por favor.. So queria que voce desse sua opiniao como 1 pessoa. 2 homem.3 que fosse frio e falasse com muita sinceridade.. Bem estou a 7 anos em ?stanbul e vim pra ca com um amor Turco, larguei trabalho no Brasil ,minha mae e 2 filhos lindos.. vim nao para ficar mas acabei ficando. com o passar do tempo fui conhecendo esse homem Turco e a relaçao nao tava legal..Aqui precisava de visto de cada 3 em 3 meses de Turista.. Que aconteceu que quando decidi que nao ia casar com este homem..Ele me deixou inlegal aqui e agora ja fazem 6 anos que estou aqui conm este problema.. Bem agora te para resolver so com casamento.. Nesse momento tenho sim um novo amor, este amor ja foi casado e me parece que tomou uma repudia a casamento.. eeeeee.. Agora que preciso casar pra resolver isso este amor nao pretende casar .. vivo aqui preciso trabalhar mas nao posso por conta do meu problema, amo ele. Ele me ama. Mas nao quer casar .. eu trabalho com personal treinamento e dança.. Em teoria preciso viajar para congreços de fitness.. mas se saio nao volto.. bom nao posso viver assim prisioneira num pais, nao trabalhar e nao esta bem com isto .. Sabe, to pensando em dar um cheque machi nele.. aiiiii.. encostar ele na parede , na boa eu quero minha liberdade eu amo ele nao quero terminar mas o que me resta diante deste cenario gustavo.. Muito obrigada e voce e tudo de bommmmmmmmm…. Eu carioca + xingu…. beijossssssss….

  • Danila

    Gostaria muito de poder falar contigo pelo msn me add!
    Gostei muito do blog e do que escreveu!
    BeijO

  • Gustavo Gitti (autor)

    Danila, eu nunca entro no MSN. ;-)

    Se quiser falar sobre algo específico, envie um email.

  • Totalmente confusa

    Li o texto, achei lindo…justo em um momento em que me encontrei por anos e anos sozinha (mais ou menos 35 anos de solidão)e de repente aparecem 2 homens em minha vida, os dois me amam, os dois queremm assumir compromisso sério e casar, os dois tem uma ótima situação ótima…

    No desespero procurei uma taróloga que disse que um é minha alma gêmea e o outro é alma companheira, mas o que é alma companheira chora de alegria por estar comigo…chora muito, o faço super feliz!!! o outro me rodeia e quer que eu largue o outro par ficar com ele…afe! não sei o que fazer…

    Nunca fui casada e não tenho filhos, sempre acreditei que um dia encontraria a pessoa certa, mas não assim, não nesta dúvida cruel…

    O que vcs fariam?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Taróloga, alma gêmea, alma companheira, pessoa certa?

    Tsc, tsc, tsc…

  • DdR

    Primeiro passo: desista da taróloga e esqueça as bobagens que lhe falou.

  • Entrevista sobre divórcio, separação, apatia, abandono e outros arredores do fim | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    […] Antes das brigas e desentendimentos, ou antes mesmo de acabar a criatividade do casal em viver coisas novas e avançar na relação, ocorre uma apatia. É esse o primeiro sinal: ausência de energia, disposição e brilho nos olhos, tudo aquilo que mais estava presente no começo, no estouro da paixão. […]

  • Ligia

    Fabuloso o comentário do Paulo. Casamento é mesmo “bancar” a relação e nunca temos certeza se fizemos a melhor opção. Mas, se eu quiser ter certeza, vou ter de esperar até os 80 anos!

  • Paco

    “lentamente liberamos a fixação, superamos o apego e qualquer sofrimento que o outro possa vir a causar em nós. Na ausência de apego, o outro não tem poder sobre nós. Então podemos nos aproximar, nos envolver e amá-lo ainda mais, sem medo algum de se machucar.”

    Eis o Santo Graal dos relacionamentos.
    Eis aqui a fórmula para a verdadeira felicidade conjugal.

    Se todos pudessem viver isso, pra que não2não1?

  • Rosie

    Olá Gustavo.

    Gosto muito dos seus textos, pena q não tenho tanto tempo para ler todos. Recebo os posts no meu e-mail e, geralmente, bate aquele sentimento de “putz, agora não dá tempo, leio depois”! Mas eu sei q o depois sempre demora um montão … Mas felizmente estou de férias!! hahahahahaha Adorei o texto e tb fiquei bem mais feliz com a parte 3!!!rs Gostei do comentário da Ale tb! E olha, tem q ter um nível de maturidade emocional muito elevado para pensar e agir assim!!! Nada q não possa ser construído!! rs
    Não li todos os comentários, mas talvez a resposta para ajudar as meninas q se sintam dependentes em um relacionamento seja o de ter uma auto estima elevada, se gostar e admirar, saber q quando projetamos a felicidade no outro, nos decepcionamos muito. Isso vale para todos os relacionamentos! Fácil é falar, né? Mas a vida é assim mesmo: prática, aprendizados, erros, acertos.

    Valeu, Gitti! Continue, por favor!!!! hehehehe

  • Larissa

    Olá Gustavo!
    Fascinante esse texto!!!
    Namoro há 8 anos e vou casar agora em dezembro,seu texto me ajudou muito… Faço faculdade de psicologia e adoro ler sobre comportamentos “NOSSOS”(humanos). Concordo plenamente com você! Mas é claro que AMOR nada mais é do que AÇÃO, e que o deslumbramento da paixão acaba. Um bom exemplo de que amor é cuidar e se dedicar para que o relacionamento seja bom, gostoso e duradouro são “os casamentos antigos, mas aqueles bem antigos mesmo, em que o pai escolhia o marido para a filha”, muitas vezes o escolhido era alguém que a filha nunca havia visto na vida, não existia sentimento algum e a moça tinha a “tarefa” de cuidar do marido e de todos os outros afazeres do lar que uma mulher da época tinha. A paixão e o amor neste contexto não significavam muito para a solidificação de um casamento feliz e duradouro…
    Acontece que, como vc mesmo citou, as pessoas fantasiam muito o casamento, criam um conto de fadas próprio, esperam que o êxtase da paixão não acabe nunca…
    Vc é raridade neste mundo de literaturas sentimentalistas. Amei!!! Confesso que passei a ler todos os seus textos e alguns eu li mais de uma vez.
    Grande beijo!!!!!!!

  • Larissa

    Ahhhhh, mas aquele arrepio estonteante ,o êxtase que faz se apurar todos os sentidos do corpo, o calor e o tesão avassalador, o aprisionamento das mentes e muitas outras emoções inexplicáveis, só uma forte paixão pode nos proporcionar!!!
    Acho que a paixão está muito mais ligada ao sexo do que se pensa, pena que passa tão depressa. E quando acaba, vem a confusão, o mistério,o quebra-cabeça, e pode se tornar para alguns “o amor que acabou”.
    Pobres apaixonados… ou Sortudos os apaixonados!
    Bom mesmo é se doar, seja paixão, amor, seja amizade…

    Mais Bjus!!!!!!!!!!!!1

  • Helena

    Sabe quando você leva um choque?! Um susto? Quando algo acontece e você absolutamente não esperava?! É assim que estou me sentindo após ler essa série de posts “Casar por amor é uma péssima ideia”. Não que isso seja ruim. É ótimo! Há tempos procurava por um choque desses.

    Sai de um relacionamento longo há pouco mais de dois meses. Foram 10 anos de história, 6 de namoro sério e um breve noivado. Sim, terminei noiva com data marcada e todo o resto encaminhado. Terminei porque ia casar por amor. Aquele amor a mim, sabe?! “Ele não me completa.” “Ele não aceita minha opinião.” “Ele não me faz feliz…” e blá, blá, blá.

    Queria mais. Queria olhar para outra pessoa. Queria a motivação de ficar junto.

    Arrisquei. Terminei.

    E me apaixonei. Quem sabei ‘amei’?!

    Nunca acreditei nesse amor como sentimento; sempre o vi como uma escolha, uma decisão mesmo. E, hoje, estou no início de uma nova paixão… e estou percebendo o que você disse no texto – por isso tamanho choque; percebia, mas não sabia definir – “A paixão, nesse sentido, é o próprio amor logo de cara. Não aquele amor sentimento, romantizado, que colocava nossa felicidade em poder do outro (“Você faz, eu sinto”), mas um amor no qual somos nós que descobrimos o poder de fazer o outro feliz.” É exatamente isso!!!

    Me emocionei. Chorei. Foi bom refletir sobre isso. É obvio que o assunto não se encerra.. ao contrário.

    Foi um prazer ter encontrado seu blog, Gustavo. Ainda mais num dia da minha vida como hoje. Voltarei sempre.

    Abraços,
    Helena.

  • Alessandra

    Acho que nunca li nada tâo certeiro, real e animador como este texto. Simplesmente revelador!!! Adorei!!!

  • Rachel

    Gustavo , parabens … vc é muito bom..

  • Poeta

    Fechamento

    Vou repetir a célebre frase de Bessie A. Stanley: “Alcançou o sucesso aquele que viveu bem, riu com freqüência e AMOU MUITO”.

    Observação: Capítulo do Livro “A Face Oculta do Amor”. Escrito pelo Poeta.

    Felicidades a todos, amem, amem muito, o amor faz parte de nossas vidas!

  • su

    Gustavo, acabei de conhecer o seu blog e estou encantada!

    esses seus posts sobre casar por amor me fizeram pensar muito… e é incrivel como a situação sempre se repete. A gente sempre acha que é soh com a gente, até se deparar com centenas de comentarios, em uma unica pagina, com pessoas com problemas semelhantes.
    Tenho 22 anos e estou em um namoro ha 3 anos, mas temos umas historia de uns 5. Falamos sobre casamento. Ele diz que sou a mulher da vida dele, que não ha duvidas. Mas estou passando exatamente pelo que você descreve nesse post, esse amor, soh amor, sem paixão, sem tesão, não rimos mais como antigamente… Essa é a minha relação mais longa e madura com alguém, então estou em uma situação que não sei se é normal para um casal dpois de anos de convivência, ou se o amor estah desaparecendo. Não acredito que seja isso, sei que o amo. Mas não sei se ainda tenho aquela vontade de estar junto. Isso vem me matando.
    A verdade é: conheci outra pessoa. Por um final de semana apenas. Sim, traih meu namorado, mas sabe aquela pessoa que entra na sua vida e gira ela de cabeça pra baixo? Então… Tivemos algo muito intenso durante esse final de semana. Rolou sentimento. Acho que soh não foi ainda melhor, por causa da culpa que me assombrava. E sei que eu tbm fui algo pra ele.
    Quando voltei para os braços do meu namorado, achei que toda essa historia iria desaparecer, e não ia ser mais do que uma lembrança boa. Mas não foi isso que aconteceu. Eu mudei. Como namorada e como pessoa. Passei a enxergar o relacionamento de outra forma. O problema é que meu namorado descobriu fortes indicios da traição, e veio conversar abertamente comigo. Eu admiti tudo (ou quase tudo), e naturalmente, ele acabou o namoro, apesar de ter tido até uma boa reação no geral.

    Passamos 1 mês separados, nesse mês falava quase todos os dias com o outro tal (que mora em outra cidade). Mas decidi que sentia muita falta do meu namorado e fui correr atras. Ele me perdoou, me aceitou de volta.
    Não faz tanto tempo que isso aconteceu, apenas poucos meses que voltamos, achei que essa historia faria a gente crescer como casal, acho que até fez, no inicio. Eu vejo grande mudança nele, estah mais maduro, atencioso, romantico, ele quer me conquistar. Mas ele não me conquista mais. Não sei se talvez eu é que não queira mais ser conquistada…

    O amor é muito complicado. Queria que existisse uma formulazinha pra seguir, mas a verdade é que não tem.
    Tenho medo de fazê-lo sofrer mais. Ainda mantenho contato com meu pequeno caso, somos carinhosos um com o outro. Risco dizer que estou apaixonada. Mas é aquilo, a paixão some, o tesão some, e o que fica?
    Eu e meu namorado somos muito companheiros. Nos esforçamos para nos fazer feliz, um ao outro, e mesmo assim não tem sido suficiente para mim. Eu parei de me esforçar. Então o que serah suficiente? Devo me contentar com esse companheirismo e ponto?
    Ele me deseja, me procura, por que que eu não sinto o mesmo por ele?
    Isso me incomoda muito… eaih quando eu decido conversar, talvez acabar mesmo o namoro, leio esse seu post e todo o meu plano vai por agua a baixo!!!! rs
    Acho que ficarei mais um bom tempo martelando tudo isso na minha cabeça… afinal, como vou entender se ainda tenho a tal “vontade de ficar junto”?

  • Ana Maria Roos

    Acabei de pedir meu namorado em casamento com o seu texto, rsss

    Adorei conhecer seu blog, suas idéias e esse texto é exatamente a descrição do que descobri recentemente…

    Obrigado por essa!

    Beijos

  • Vanessa

    Gustavo quando este post: “Eu entendi de uma vez por todas tudo que eu sempre precisei realmente saber sobre amor e paixão.”

    Isso passa, não se preocupe.

    Quando eu escrevi, achei que tinha entendido também. Mas bem nesse momento minha namorada ligou…

    Sinto a mesma coisa em relação a muitas coisas que “acho que entendi” mas que logo depois percebo que vão muito além do meu entendimento.
    O que tenho percebido e que nenhum conceito e fechado, limitado, ele pode se expandir ou mudar completamente. Mas toda essa incerteza me angustia profundamente, ainda não sei relaxar sem garantias ilusórias ….