O casal que ri de si mesmo (2): amar é chegar atrasado depois de dormir demais

por Gustavo Gitti 27 May 2009 41 comentários

Na primeira parte, falamos sobre a arte de ser ridículo e tirar sarro de nós mesmos. Agora veremos como o sorriso liberador pode surgir nos mais variados momentos de um relacionamento.

Liberação pelo sorriso

Todo sofrimento supõe uma espécie de solidez. Para comprovar, liste todas as suas grandes aflições passadas: o rosto cheio de espinhas, a morte do seu pai, aquele trabalho de faculdade, o primeiro namorado que a trocou por outra, a relação à distância por ICQ, a noite na cadeia, o bebê que sua mulher perdeu… Hoje você consegue olhar para tudo com um sorriso nos olhos (ou, pelo menos, sem ser invadido por emoções que tiram a respiração, a fome e o sono). Após um tempo de desidentificação, cada cena do passado ganha traços de filme e sonho, perde solidez e poder, até que você consegue pegar a história que um dia lhe oprimiu e transformar em piada.

Por outro lado, experimente encarar suas aflições atuais e todo seu corpo se contrairá. O tamanho da solidez que atribuímos às nossas experiências é o tamanho exato de nossa dor. Algumas dessas paredes opacas tentamos ignorar, muitas pintamos, em outras penduramos quadros lindos ou instalamos uma tela de plasma passando seriados americanos. Entretanto, várias delas resistem e se aproximam – a ex-namorada que aparece com outro bem na sua frente dias depois do término, o emprego que você não consegue de jeito nenhum mesmo depois de ver The Secret pela quinta vez e, claro, a morte, implacável, dos amigos, dos parentes e a sua.

São experiências que não conseguimos contornar, driblar ou pintar de outra cor. São sólidas, concretas, doloridas e asfixiantes. Como não há jeito de alterar a forma, a saída talvez esteja em olhar para sua substância. Em um filme, por exemplo, não há o que fazer após a morte do herói, mas podemos lembrar que é um filme e assim liberarmos a aflição num piscar de olhos. Em um sonho, do mesmo modo, não precisamos inventar uma desculpa para o atraso no trabalho: basta acordar e ver que é domingo.

Olhamos para o passado, as várias identidades e mundos que construímos, as aventuras, os desafios, os conflitos insolúveis, os obstáculos intransponíveis. Nossas visões de mundo, nossas decisões livres de hesitação. Onde foram parar as certezas? Cadê o problema que nos afligiu tanto? Por que mesmo perdemos tanto tempo sofrendo por aquilo? Ora, se aplicarmos o mesmo olhar para nosso universo atual, ficará claro que ele não é tão sólido quanto parece, caso contrário não viraria motivo de piada daqui a alguns anos.

A capacidade de sorrir não é apenas um critério para medir nosso grau de liberdade diante das situações mas também um método para desenvolvê-la. Podemos atravessar as paredes que nos oprimem e simplesmente sorrindo para tudo o que surge, momento a momento, como um pai que olha os filhos brincando de videogame na sala. Quando algo nos fisga, quando ela está de TPM ou ele inicia uma briga, não focamos tanto o conteúdo quanto o brilho onírico e cinematográfico da experiência. Em vez de tentar mudar o sonho, apenas lembramos que estamos sonhando. Rimos primeiro de nós mesmos (como somos patéticos em cada novela mexicana em que nos metemos) e depois rimos da situação como um todo, convidando o outro a sorrir também.

O sorriso é melhor modo de agir sobre tudo o que nos acontece, sem ser um refém passivo. É uma terceira opção frente à tentativa sempre fracassada de se opor, fugir, reprimir, lutar contra cada perturbação, e o esforço sempre frustrante de mergulhar, se vincular cegamente, sendo arrastado pela vida.

Amar é chegar atrasado depois de dormir demais

“Se realmente quisermos nos comunicar, devemos desistir de saber o que fazer.” –Pema Chödrön

Se você já dormiu demais e chegou bastante atrasado no trabalho, sabe do que estou falando. Não há desculpa, não há justificativa. Você está ali, aberto, com cara de sono, sem pensar direito, com um certo embaraço, pronto para levar uma bronca ou ser demitido. Você não sabe se pede desculpas ou se finge que nada aconteceu, esperando alguém perguntar para improvisar uma resposta. A pose que costumava manter foi embora. Pensa em cobrar seu colega por algo que ele ficou de entregar, mas onde está sua autoridade? Por não haver como se esconder, acaba rindo da situação.

Exposição total, sem proteção, livre de artimanhas, presença aberta, o amor é essa experiência de subir ao palco com uma pomba na cabeça, sem lembrar de ter nascido, envergonhado, quase rindo, desprovido de roteiro ou planejamento. Amar é dormir demais e, mesmo assim, ir ao trabalho de peito aberto sem levar nenhuma desculpa.

Quer atitude mais vulnerável e ridícula do que dizer “Eu te amo”, ficar de joelho e perguntar se a pessoa quer passar o resto de sua vida com você? Ou tirar a roupa e ficar lambendo e sendo lambido em posições que desafiam qualquer ilustração? Amar é se fazer presente ao ponto de trazer à tona os aspectos mais infantis (leia-se lúdicos, mágicos, criativos) e ridículos (leia-se livres, destemidos, ousados) do outro.

Uma vez a gente tentou se amarrar na cama e eu me enrolei todo com o laço, passando de um animal enfurecido, dono da situação, para um menino envergonhado aprendendo a amarrar o tênis. Foi tão patético que caímos na gargalhada! Por causa disso, o que poderia ter interrompido o prazer, apenas o intensificou e logo voltamos à encenação de dominação. A visão da ausência de solidez (nenhuma pose se sustenta) permite a ação lúdica. Se nada é fixo e definido, podemos brincar, encenar, dançar em meio aos mundos de significação.

Quando ela acessou os meses anteriores ao namoro na agenda do Google que compartilhei para nossos eventos, descobriu que eu, desatento, apenas renomeei uma agenda que eu já usava para minha noites de solteiro! Situação tão improvável que ficou engraçada o suficiente para adicionar senso de humor ao ciúme, resultando em uma conversa hilária. É impossível brigar com um sorriso no rosto. A seriedade é um esforço, pesada e fabricada, não nossa condição natural.

É por isso que gosto de me aproximar das pessoas que não me levam tão a sério, que riem daquilo que considero denso e profundo. Quero estar próximo de alguém que ouça minhas tragédias com um sorriso, abrindo espaço para que eu possa gargalhar também. Alguém que ignore minhas poses e corte através de qualquer artificialidade.

Assim como eu me embaracei com o laço, podemos desistir de acertar, de provar que estamos certos, de nos justificar para nós mesmos ou para os outros. Quando algo não for como o planejado, não precisamos consertar, não precisamos ser o casal “Não2Não1”. Se a situação não for leve, divertida, mágica, se for entediante e truncada, podemos degustá-la do jeito que vem, com espírito de criança brincalhona. Ficamos curiosos, cultivamos interesse pelo outro e por aquilo que cada momento nos oferece.

O verdadeiro artista se une com nossa situação ridícula em vez de se proteger atrás de uma suposta seriedade. Para atravessar todas as paredes, ele se deixa atravessar por toda a gama de emoções e experiências humanas. Ainda que aja como um pateta, curiosamente ninguém tira sarro até que ele mesmo sorria para então rirmos juntos – tirando sarro de nossa condição, nunca uns dos outros. Sem poses, retornamos ao solo comum impessoal de sofrimento e confusão. Nosso ponto de maior fragilidade é justamente o ponto de maior vulnerabilidade do outro. Sem armas, o outro baixa a defesa e podemos enfim tocá-lo.

Um bodisatva no metrô

Você entra em um vagão do metrô e todos começam a rir. Então lhe sobram duas opções: (1) se opor às gargalhadas, manter a pose séria, se elevar (achando tudo ridículo) ou se rebaixar (achando que é o motivo da piada); ou (2) não entender e não precisar entender, apropriar-se da alegria, abraçar a situação e rir junto, sabendo que a grande piada não tem origem nem destino.

Repositório de todas as histórias, cenas e vidas, contexto de todas os dramas possíveis, a grande piada não tem conteúdo, autor ou alvo. Se você ainda não está sorrindo, por favor:


“Merci” (mais conhecido como “Bodisatva no metrô”), curta de Christine Rabette

* Dedicado aos casais com problemas sérios, densos e profundos. ;-) Desejo de coração que vocês possam descobrir o espaço lúdico que existe no meio de qualquer complicação.

** Se você se interessa por meditação, budismo e cultura de paz, dê uma olhada no blog que subimos nas últimas semanas: Bodisatva.

*** As pessoas fizeram esse experimento de começar a rir em um metrô em vários lugares do mundo. Um dos vídeos mais engraçados (no qual fica nítido como um garoto se apropria da alegria no ambiente em vez de ficar de fora sem entender) foi registrado na Bulgária.

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Para transformar nossas relações

Há algum tempo parei de escrever no Não2Não1 e comecei a agir de modo mais coletivo, visando transformações mais efetivas e mais a longo prazo. Para aprofundar nosso desenvolvimento em qualquer âmbito da vida (corpo, mente, relacionamentos, trabalho...), abrimos um espaço que oferece artigos de visão, práticas e treinamentos sugeridos, encontros presenciais e um fórum online com conversas diárias. Você está convidado.



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41 comentários »

  • Renata

    Realmente todos precisamos dar um pouco mais de risada nessa vida! Adorei o post!

  • O casal que ri de si mesmo (1): senso de humor e seriedade nas relações | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    […] Continua com os temas “Liberação pelo sorriso” e “Amar é chegar atrasado depois de dormir demais&#822… […]

  • Igor MaD

    Muito Bom o Post. Estou chorando de RiR com o video, estava precisando muito Rir so não tinha dado conta… abraçoss

  • Lívia

    “Ainda que aja como um pateta, curiosamente ninguém tira sarro até que ele mesmo sorria para então rirmos juntos”

    reitero meu comentário no post anterior…
    não tem como esperar que todos sejam espontâneos… de início, vc lida com a situação que envergonha o outro, com tato, se o outro mesmo ri disto, começa a grande gozação!!!!

    E começo a grande gozação ao autor!!!

    Bjs!

  • Marcela

    Muito bom encontrar o Dharma assim: em um blog; para lembrarmos o quanto é importante não dar tanta importância ao nosso ego. =)

  • thaisgondar

    É o que sempre digo: quando vc. consegue rir do sofrimento do seu passado, é porque já superou! E basta aplicar a mesma lógica para o presente.

    Quanto aos casais, lembrei do meu ex-namorado inglês: “Babe, I am not laughing AT you, I am laughing WITH you”. Cute!

  • Alline

    Assim como o Igor, chorei de rir e de emoção também. Imaginando em sair por aí, de metrô, rindo sozinha, só pelo prazer de ver o sorriso nos rostos das pessoas.

    Já tive um amor denso e profundo. Sem risos, sem ridicularidades ou “patetices”. Morri completamente. Meu lado mais sombrio tomou conta de mim. As piadas imbecis, (como aquela do pintinho q não tinha c*) que eu taaaanto amava, justamente por serem ridículas, me davam ansia de vomito.

    Mminha mãe chegou a fazer um atestado de óbito em meu nome, decretando minha morte (amo mamis! rs..). A partir desse momento percebi o quanto estava sendo manipulada pela seriedade. Mandei-a (o) pastar e hoje em dia sou conhecida como louca, onde quer q eu vá, só pelo fato de me divertir comigo mesma. E viva a loucura!!!!
    \o/

    Bjs

  • loloH

    Sempre me facino, com seus post…
    Adoro e sempre me amadurece…
    Bjus

  • ELIANE

    ADOREI O POST!!!
    EU SOU EU MESMA C/ TODOS…ESSA MULHER-PATETA…RS…ADORO FAZER OS OUTROS SE SENTIREM BEM, RIREM…NEM QUE SEJA DE ALGUMA TRAGEDIA MINHA…RS…
    NÃO É A TOA QUE ME CHAMAM DE MALUCA, QUE NÃO LEVO A VIDA TÃO A SERIO…MAS PRA QUE?! A VIDA É TÃO EFEMERA NÃO É MESMO?! VIVO A VIDA DO MEU JEITO…FAZENDO OS OUTROS FELIZES!!! E ME FAZENDO FELIZ… ISSO QUE IMPORTA!
    ABRAÇOS

  • Fellipe

    “Morte do pai”? Acho que ainda deve lembrar de mim, e também me “deve” um texto.

    Apesar de tudo que tá havendo por aí, e também por sermos especialmente criaturas que gostam de criar problemas, com certeza a gente não pode deixar tudo sendo levado tão a sério. E por que ser um idiota e rir de si mesmo, quando não se tem ninguém pra rir contigo?

    O comentário da Alline lembra um amigo meu do colégio, que todo mês diz que vem com uma piada nova, mas é só a mesma piada que ele conta (do padre que se finge de estátua no convento quando vê 3 freiras andando no corredor), e a gente ri. Olhar pra trás e rir ou não sofrer pelo que já passou é a prova de que o tempo é o melhor remédio.

    E sobre a situação do metrô: e quando o motivo da piada é você, e você ri junto com as pessoas? É simplesmente ótimo ver aqueles olhares assustados por você estar rindo de si mesmo. Você sabe que seu cabelo tá grande e engraçado, mas não corta. Você sabe que seu rosto não é dos melhores, mas não vai fazer uma plástica por isso. Ao invés de sentarmos e chorarmos, sentamos e rimos.

    Aos solteiros e aos compromissados, proponho o seguinte: parem por um instante pra listar os seus problemas atuais, e não necessariamente suas alegrias mas aquilo que te mantém com vontade de viver. O que dura mais: os problemas ou o que te mantém vivo?

  • Diego

    êi cara,morri de ri com o filme,incrível não?!?!contagiante!!

    êi gustavão,tu é o peso mesmo véio!abraço!

  • Ser Ana

    Tive um relacionamento profundo com um “poeta”. Adorava escrever cartas de amor sobre mim, sobre nos, sobre o amor. Tudo o que uma mulher sonha.
    Mas as cartas eram tão densas, tão serias, que aquele romantismo byroniano, começou a me deprimir. Enfim, me desvencilhar de tanto “amor” foi um grande alivio.

    Precisamos de relacões que tenham momentos romanticos, mas precisamos tambem de comedia. POrque na comédia cabem mais as imperfeições, os erros, o humano.

    Depois deste post vou adaptar uma mania que adquiri (depois do poeta terminar comigo): agradecer a tudo, não no sentido religioso, mas como valorização à vida. É uma atitude impar estar chorando, se sentindo na merda, respirar fundo e agradecer a vida.
    Agora agradecerei a vida e sorrirei, ou melhor, gargalharei.

  • Nati

    Um ex namorado meu era mestre nisso.

    Quando eu estava muito muito puta com alguma coisa, morrendo de raiva e achando que precisávamos de uma conversa séria pra nos entendermos, ele vinha, sentava perto de mim, e quando eu começava a falar, ele começava a rir… Gargalhava.. e sem motivo nenhum..

    Eu perguntava o que era. Ele dizia que quando eu estava séria, eu era engraçada. Ai eu não aguentava.. começava a rir também.. e perdia o sentido a briga. Acaba falando a coisa de maneira muito mais leve e mais receptiva também.

    Meu namorado de agora não é sério.. e nem eu sou.. Quando ele começa com as chatices dele… É só falar.. “mimimimimimi” fazendo gestos com a mão.. é tiro e queda.. acaba a seriedade..

    Já um amigo quando a namorada começa a brigar e dar xilique com ele.. ele responde: “Isso, mete o pau mesmo. Mulher boa é mulher brava.”

    Minha amiga, diante de declarações intensas de amor do namorado dela responde assim.. “didididididid” Apertando as bochechas dele..
    Tudo comico, desproposital, e feliz.

    hauhauahuha

    Como ficar sério assim?????

    Isso são só pequenos exemplos de como ser mais leve.. de como romper um momento de seriedade. Cada casal tem que encontrar o seu.. E com certeza, vale a pena!!!

  • namorada do gitti

    hahaha, realmente, ana…
    tem uma hora que o romantismo não tem mais pra onde ir!

  • Dona Cigarra

    ´quando se ama de verdade e tentamos de qualquer forma criar aquele clima quente e sensual… tiro e queda!
    Quem não cai na gargalhada?!

    É isso que é gostoso, isso que faz bem.. assim percebemos que tudo aquilo é natural…

    Quem ama não tem medo de parecer ridiculo, tudo é valido! Amar é rir de si mesmo e rir juntos…

  • Katy

    Sempre admirei as crianças, por serem tão puras, leves e de uma simplicidade “assustadora”.
    Elas riem quando querem, choram quando se sentem inseguras, brigam mas logo pedem desculpas….Tudo é tão leve, tão bonito.
    A medida que vão crescendo tudo vai mudando: vão rindo menos, chorando menos, guardando mais rancor….
    Pensando nisso tudo, fiz um post com uma mensagem muito bacana, que fala sobre isso.
    http://umpoucodetudokc.blogspot.com/2009/05/tudo-que-voce-precisa-saber-para-ser.html

    Bjs.

  • Ana Carolina

    Esse texto me fez lembra de mim há mais ou menos um ano. Quando eu estava toda chorosa por causa de um evento. De repente me veio um pensamento “no mês que vem vou estar rindo disso tudo”. Eu não aguentei com meu próprio pensamento e comecei a rir, rir muito!
    Hoje ainda dou risada quando lembro do quão patética e infantil minhas ações foram, mas me vem o sentimento de ridículo… acredito que ainda não estou livre, ainda estou ressentida.

    Sds,

  • Angel

    Rir não engorda e não faz mal mas, ao contrario, contagia todos os que estão em volta.Então, rir é um santo remédio. Claro que não cabe em todos os momentos dessa nossa “louca” vida,mas pode ser encaixado aqui e ali com jeitinho e boa vontade.É mais uma questão de disposisão e doação, principalmente numa relação a dois tão alvo dos desgastes do tempo e da convivência em muitos casos.Bom humor e muito amor são a chave da felicidade!

  • Ser Ana

    Namorada do Gitti, e vc gargalha muito com o seu par?
    Entre ligações silenciosas, jogos de encontros, perseguições, penetrações pelo olhar e todas essas palavras cheias de sensibilidade e profundidade, não cansa?
    Ou é so criatividade literária, e no dia a dia, a conversa é sobre transito e os outros?

  • Manu

    É a velha história, tem hora que a gente tem que rir pra não chorar. Mas rir por prazer é mesmo a melhor coisa. Os seus textos são fabulosos. Li alguns e achei simplesmente o máximo. Passarei sempre por aqui para conferir o que rola. Muito bacana…parabéns.
    Abraço

  • vendo 2 por 1

    Eu também quero ficar doido !!!!!!!!!!!! HAHAHAHAHHAHAHAA

  • namorada do gitti

    Ser Ana, balela dele… Ainda não enontrei a “sensibilidade e profundidade” desse cabra safado!!!!!

  • namorada do gitti

    “Se a gente já não sabe mais rir um do outro, meu bem, então o que resta é chorar…”

    Tudo bem que, quando li este texto, lembrei de um dia que o Gitti tentou resgatar nosso namoro pelo humor e não deu muito certo. hahahaha. Aposto que aquela seria a situação ideal, mas não foi. Um exemplo perdido. Eu, simplesmente, não conseguia rir, não via graça nenhuma.
    Então, garotos, quando o humor não dá conta, conte com o amor. Diga que ela é linda, maravilhosa, que vc a ama e mil coisas mais. Ridículo, é, mas a gente precisa ouvir. Nem se for de vez em quando.

  • Thiago

    Amar é sair correndo na ladeira gritando “uôba” sem se importar com as pessoas olhando e achando ridículo.

    É, o amor transcende os limites. Todos eles.

    Desde que comecei a namorar fiquei mais bonito, acho…

    Tem um monte de mulher dando em cima de mim.

    A confissão não tem nada a ver com o comentário.

    Falow!

  • Irene Leal

    Meu Deus! Você escreve maravilhosamente bem, gostoso de ler, espetacular.

  • Lore Almeida

    A cada parágrafo que li nesse post, me lembrei do meu marido. Ele sempre ri de mim qd tou louca de brava, cuspindo fogo e ameaçando acabar com tudo. Essa atitude me faz ficar ainda mais puta, mas qd tudo acaba, que graças a Deus não leva muito tempo, lembro da carinha dele, sorrindo pra mim e me dizendo o qt sou linda qd brigo, e que me ama, e que é tudo bobagem e tal… Agradeço por ele ser assim, e a cada dia vivemos melhor, mais leves… Ele me ensina o qt a graça e as risadas despretensiosas enriquecem um relacionamento… e tenho muito a aprender…

    Esse blog e os seus textos são super lúcidos. Parabéns pela coerência e pela sensibilidade. Sempre voltarei!

  • Aurora

    Gustavo
    Acabei de ler ambos os posts. Estava com saudade desde o último….legal, humor é tudo! Gente bem humorada e relacionamentos bem humorados iluminam a vida. Sabe, vc escreve muito bem, mas caraca citação de Calligaris de novo? Abs!

  • Rebeca

    Olá, bom essa é a primeira vez que leio os seus posts… percebo aqui, na verdade um desabfo da vida, de relacionamentos, e isso é sincero e justamente por isso é tão bom e viciante!!

    Vivo hj uma situação de divisão, de conflito interno mesmo, e essa questão de relacionamento é a mais simples e a mais complexa do mundo!!
    Na verdade vejo a vida com uma intensa complexidade, mas sempre rindo, isso que é o mais estranho.
    Eu tenho um namorado, que não quero ter mais, e é dificil terminar, é dificil dizer a alguem q vc simplesmente não quer. Mas, teve um tempo, em que ele sempre gritava, berrava comigo quando brigavamos e eu ficava com muita raiva.
    Um dia ele berrou comigo no carro e eu imitei um cantor qualquer de hard core, eu comecei a morrer de rir e ele tb….depois ele nunk mais gritou comigo!! Ainda assim, não é p/ mim!!

    Expor um pedacinhu da nossa vida como fiz agora faz parte, princiapalmete para “testificar” o que vc falou, o q é verdade, a risada quebra mulharas, o dificil é rir quando não se quer!!

    Parabens!!!

    Até!!

  • Lorena Morais

    Essa é a receita!
    Não é necessário se envolver com tantos problemas, devemos aproveitar a vida a dois com mais humor!
    O humor é o tempero de todo relacionamento.
    Adoreeeei sua escrita, vou vir sempre!
    Beijos

  • Gila

    “Olhamos para o passado, as várias identidades e mundos que construímos, as aventuras, os desafios, os conflitos insolúveis, os obstáculos intransponíveis. Nossas visões de mundo, nossas decisões livres de hesitação. Onde foram parar as certezas?”

    “Rimos primeiro de nós mesmos (como somos patéticos em cada novela mexicana em que nos metemos) e depois rimos da situação como um todo, convidando o outro a sorrir também.”

    “Se realmente quisermos nos comunicar, devemos desistir de saber o que fazer.” –Pema Chödrön

    “Se nada é fixo e definido, podemos brincar, encenar, dançar em meio aos mundos de significação.”

    “Assim como eu me embaracei com o laço, podemos desistir de acertar, de provar que estamos certos, de nos justificar para nós mesmos ou para os outros.”

    “Sem poses, retornamos ao solo comum impessoal de sofrimento e confusão. Nosso ponto de maior fragilidade é justamente o ponto de maior vulnerabilidade do outro. Sem armas, o outro baixa a defesa e podemos enfim tocá-lo.”

    depois de ler os teus recentes posts e com as citações acima tenho a dizer…Sim, Gustavo és humano…

    Imagina um mundo estático, previsível, certo!!!…que valor teria a inteligencia humana, os sonhos,a esperança… Que importancia teria o VIVER?

  • Lavínia M.

    É justamente o fato de saber rir a dois que me encanta…
    Não foi fácil aprender a rir de mim mesma… prática já bem utilizada pelo meu namorado…
    E é tão confortável quando nos damos conta de que a vida pode ser bem mais leve, se levada com um sorriso!
    O humor é essencial!

    “…o senso de humor transpassa a busca de ambos por liberdade e amor.” – G. Gitti

    O Gustavo sempre me encanta!

    Obrigada por nos presentear com momentos de tanto deleite!

  • reticências » um bodisatva no metrô…..

    […] Você entra em um vagão do metrô e todos começam a rir. Então lhe sobram duas opções: (1) se o… […]

  • Ve

    Gitti!

    Incrível como vc consegue descrever bem nossas sensações!
    Parece que está falando diretamente conosco, como se já nos conhecessemos há tempos!…
    Estou generalizando! Mas não falo apenas pelo post em questão, mas pelo blog num todo e pelo que acompanho dos comentários!
    Esse post específico coube muito bem pra mim!
    Quanta coisa poderia ter sido diferente se tivesse transformadoo trágico em engraçado!
    Avalinado sua teoria e minha prática, percebo que fiz besteira!
    enfim… Tarde demais!
    Terminei meu namoro! Terminamos, né? O relacionamento se tornou insuportável depois de mil brigas e discussões sem fundamento nenhum!
    Detalhe: Não conhecia seu blog até então!
    Pelo menos sei fazer diferente a partir de agora!
    Abraço!

  • Carolina Souza

    Acabei descobrindo o site pelo PdH.

    Li os comentários dos textos anteriores e preciso revelar uma coisa:

    ADOREI a namorada do Gitti. Ela é o contrapeso dos posts mais “filosóficos”, por assim dizer. Fora o humor irônico que eu adoro.

    Gitti, manda logo esse post com os comentários dela, vai ficar jóia!!!

    Abrs,

    Carol

  • PAULA

    Nossa…aqui é tudo tão bom que eu nao consigo parar de ler!!!

  • solange Coelho

    Eu parei de sorrir a muito tempo, só a partir de hoje lendo o post e que criei coragem para poder voltar a sorrir novamente.
    Você mudou a minha vida e sem perceber chorei e ri ao mesmo tempo.Foi a sensação mais gostosa dos ultimos tempos ( um verdadeiro e intenso orgasmo ).

    Bom humor e muito amor são a chave da felicidade!Como disse: a Angel
    É tem hora que a gente tem que rir pra não chorar.

    Esse post específico coube muito bem pra mim!
    Quanta coisa poderia ter sido diferente se tivesse transformadoo trágico em engraçado!
    Avalinado sua teoria e minha prática, percebo que fiz besteira!
    enfim… Tarde demais!

    Nosso ponto de maior fragilidade é justamente o ponto de maior vulnerabilidade do outro. Sem armas, o outro baixa a defesa e podemos enfim tocá-lo.

    Tenho 44 anos e estou muito feliz de ler o seu post pela 1º vez.Vou me viciar em ler o seu post.
    Obrigada por escrever de forma tão clara as emoções e atingir tantas pessoas ao mesmo tempo.
    Obrigada meu Deus por você existir.

  • Validation (Kurt Kuenne | 2007): o curta que eu queria ter feito | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos

    […] um pouco sobre isso no texto que finalizei com o vídeo das gargalhadas no metrô. E quero falar mais, pois sorrir – verdadeiramente sorrir, solto, aberto, olhando nos olhos do […]

  • Karina

    Aê Namorada do Gitti!
    Gostei de ver, garota: “…quando o humor não dá conta, conte com o amor. Diga que ela é linda, maravilhosa, que vc a ama e mil coisas mais. Ridículo, é, mas a gente precisa ouvir. Nem se for de vez em quando”.
    É isso aí. Completou lindamente o texto do Gitti.

  • Laura

    Só rindo muito de mim mesma.
    Tenho um emprego de merda e o meu namorado, por quem sou muito apaixonada, não mora na mesma cidade que eu!!!
    O problema é a solidez da realidade…desce uma cerveja!

  • GLADYS

    Amei esse post,com certeza tudo fica mais leve quando usamos o riso ao nosso favor,por mais séria que seja a situação sorria,verás que vai se tornar mais leve.