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As melhores cantadas do cinema (1) - Um Beijo Roubado

por Gustavo Gitti 13 April 2008 28 comentários



Um Beijo Roubado - My Blueberry Nights

Post com trilha sonora: “The Story”, Norah Jones

Estou criando mais uma série aqui no Não2Não1 para comentar as principais cantadas e xavecos do cinema. Fui motivado por um post de uma amiga (“Lições de flerte”) e pelos vários vídeos do Fabiano Rampazzo produzidos pelo site iTodas. Esse cara (autor do Manual do Xavequeiro) me parece um verdadeiro pateta, diga-se de passagem. Veja o que ele fala sobre o xaveco inicial do filme Antes do Amanhecer. Ao se dirigir às mulheres, termina de modo profundo: “Você se permite?”. Sorte dele que o vídeo teve apenas 148 visualizações em mais de um mês.

Fico um pouco irritado com essa supervalorização da sedução e conquista. Ao mesmo tempo, eu me divirto com ebooks desse tipo, por exemplo: “Como conquistar mulheres”, do site www.persuasao.com.br. Conquistar é fácil… é a parte mais simples de um relacionamento. O desafio é o que fazer quando se esgotam os tipos de beijos, os restaurantes de comida internacional e as posições sexuais do KamaSutra. O que fazer no oitavo encontro, no quinto ano ou na terceira década? Ainda assim, todas as boas coisas da vida começam em algum ponto, então nada mais natural do que falar em sedução.

Vejo, no entanto, a sedução como um processo de construção de uma história, não como uma evolução do modelo caçador/presa. É claro que uma história pode durar apenas uma noite, com muito desejo, instinto e fúria, mas sedução sem história ou sonho construído não tem graça alguma. O que de bom temos a oferecer ao outro senão um filme, um sonho, um mito?

Nesse contexto, minha idéia de “cantada” ou “xaveco” foge um pouco da visão convencional. Sinto que uma boa cantada não é tanto uma série de frases ou ações quanto uma postura que possibilita o envolvimento e a entrega de ambos. Isso ficará claro logo de cara com esse post, que não fala da ousadia de roubar um beijo, por exemplo.

Para abrir a série, escolhi o último filme que vi. Estreiou na última sexta e está em cartaz em vários cinemas. Meu texto não tem spoilers, então pode ler tranqüilo.

O filme

Norah Jones - Jude Law

Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights, Kar Wai Wong, EUA, 2007) traz a cantora Norah Jones, Natalie Portman, Jude Law e Rachel Weisz para encenar uma história bastante simples, escrita e dirigida por Kar Wai Wong (de 2046 e Amor à Flor da Pele). Na trilha sonora (que já baixei), além de Norah, temos a gostosa Cat Power (que também aparece no filme), Ry Cooder (que assina a trilha), Cassandra Wilson, Amos Lee e Gustavo Santaolalla, entre outros nomes menores.

Kar Wai Wong é fascinado pelo amor. Ele nos pergunta: “Amor, o que é isso? Como ele se dá? Como ele vive e como o vivemos?”. Sem respostas, é o percurso que interessa. A viagem de Norah, aberta à vida, pelas histórias dos outros, me lembrou das vezes em que participei e convivi perto de amores de amigos, suas alegrias e confusões. Olhava cuidadosamente para eles e descobria minha própria energia, minha vontade de fazer diferente ou igual. Neles, eu via um amor (e também uma confusão) que é impessoal, usufruído por todos, sem dono.

A falta de pretensão do filme é a medida de sua calma; seu andamento, um ensinamento a qualquer amante. Todo aspirante a homem deveria assistir a filmes assim, desses que parecem que não vão a lugar algum, sabe? “Não tenha pressa, respire tudo e todos, saiba que o próximo momento não será nem um pouco diferente desse agora“, sussurra cada cena.

A cantada

O xaveco supremo de Um Beijo Roubado é simples, sem falas, sem esforço. Jude Law faz apenas uma coisa com Norah Jones: ele fica. Não vai atrás dela, não viaja, não reage, não larga seu trabalho. Além de ligações desesperadas, ele não se move. Poucos homens sabem da existência dessa cantada invertida. A cantada imóvel.

É comum olharmos para os movimentos femininos e tentarmos enlaçar a mulher desejada, partir para cima, interrompê-la de alguma forma. É claro que render e desarmar uma mulher é também uma delícia, mas muitos confundem rendição com controle. Não é fácil sorrir para as andanças de uma mulher e deixar preparada a torta de blueberry. Falta um pouco de paciência às relações contemporâneas. Paciência que pode ser uma surpresa desafiadora às mulheres pelo fato de elas não entenderem como um homem pode dizer: “Linda, pode ir, apaixone-se e desapaixone-se por mim e por outros, viaje, sinta os sabores do mundo, bata cabeça, venha e se vá”. O mistério contido nessa postura talvez deixe uma mulher ainda mais atraída e envolvida. Talvez ela se sinta totalmente acolhida, em casa, dentro desse olhar.

Um homem que não dá chiliques, que não surta, torna-se uma base, um suporte para o ziguezague feminino. Ele eventualmente ouvirá de uma mulher o que Norah diz no filme: “Sempre tive a sensação de que posso lhe dizer qualquer coisa”. Tradução: “Com você, sinto que posso fazer qualquer coisa”. Ou, em uma tradução mais ampla, “Sua postura me faz acreditar que nada nesse mundo lhe é estranho, que você está preparado e aberto para qualquer fenômeno que possa surgir, em mim ou ao meu redor. Você me dá segurança ao atravessar qualquer confusão com um sorriso malicioso nos olhos. Seus olhos, sua cama, sua vida, ah… Eu quero me deitar e me esfregar em você”.

A passagem do tempo não gera ansiedade. Ele fica além do tempo. Sua espera não é passiva. Ficar é uma forma de ação, um jeito de amar à distância, de respirar o ritmo do mundo. Ele, como um homem que dança, sabe que o começo às vezes só acontece no meio ou no fim. Ao amar o tempo da vida, sem saber, ele faz amor com a própria história dela, com seus percursos, idas e voltas. Isso porque é o tempo que nos move. Engana-se quem pensa que se move no tempo. Como ensinava o mestre zen Dogen, “a primavera passa sem nada fora de si mesma”.

Amar, se identificar, se tornar o tempo. Eis a forma mais elevada de condução. E toda história de amor é uma descrição de uma condução e uma entrega. Sempre. Jude Law, mesmo à distância, orienta e conduz Norah. Afinal, não basta ser um Jude Law, tem de saber conduzir. Caso contrário, você lembra o que aconteceu com ele em Closer, não? ;-)

Se a cantada funciona, se ela volta ou se vai para sempre, isso não importa. Assista ao filme e descubra…

Trailer

Além do trailer, deixo abaixo um trechinho da letra de Otis Redding, “Try A Little Tenderness” (ouça aqui), uma das faixas dessa excelente trilha que roda sem parar na minha playlist.

“but while she there waiting
try just a little bit of tenderness
[...]
all you got to do is know how to love her
you’ve got to
hold her
squeeze her
never leave her
now get to her
got got got to try a little tenderness
yeah yeah”

P.S: Já decidi quem vai ganhar o livro da Maitê. Vou fazer um post com os melhores relatos e aí revelo a sortuda.

P.S. 2: Vocês, mulheres, se interessariam em ler sobre cantadas femininas também? Posso fazer uma lista híbrida, que tal?

Update: A B. me avisou que hoje é dia internacional do beijo. Que coisa louca… Publiquei o post sem saber!

Perdi meu tempo.Você tem 12 anos?Tá frio hj, né?Quando sai o livro?Deu uma vontade de fumar... (2 votos | gostou do post?)
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28 comentários »

  • Nati disse:

    Mais um lindo post.

    E o pior, devo assinar em baixo. Pessoas que ficam no tempo se tornam muito especiais. Eo “tempo” é bem relativo mesmo. Existem pessoas que se afastam um dia e já estão distantes. Já outras estão longe por anos e posso sentí-las tão presentes em minha vida, que não parece haver tempo longe.

    Esta liberdade é uma lição dura a se aprender, mas quando conseguimos ao menos um pouquinho, fica a sensação.. de sempre ter sido assim.

    Eu me interesso por cantadas femininas sim. No mundo de hoje, que cada vez me surpreende mais pelo paradoxo machismo e liberdade o “papel” da mulher fica um tanto duvidoso.

    Nada como mais um olhar sobre ele.

    beijos

  • B disse:

    Gustavo, que post bom para o dia de hoje, Dia Internacional do Beijo, estou beijocando todos que por mim passam, até minhas gatas foram beijadas, e como aqui só pode ser virtual, deixo também o meu beijo!!!!

  • » » Beijo Vocês! » A VIDA SECRETA Blog Archive disse:

    [...] Gustavo Gitti comenta o filme Um Beijo Roubado e de quebra dá umas dicas sobre as melhores cantadas do cinema. Esté é só i primeiro de outros [...]

  • bb disse:

    No Começo tudo são flores..
    Tudo Muito Bom..
    toda essa parte de sedução,
    cantadas essas partes mais fáceis…
    depois de anos e anos
    é que começa a complica..

  • Thiago disse:

    Só uma coisa posso dizer:

    VAI SE FERRAR.

    Vc é bom demais cara. :/ Novamente, excelente texto… peguei o péssimo hábito de ficar com raiva quando vejo algo muito, muito, muito, muuuitooo bom e que não fui eu que fiz!

    Por isso, vai se ferrar!
    hehe

    abraço

  • Louise disse:

    Procura ouvir o CD do “The Comitmments” - tem “Try a Little Tenderness” numa versão ótima. Aliás, o CD e o filme são maravilhosos, indico.
    “Um Beijo Roubado” já está na minha lista, e feliz dia do beijo!!

    P.S.: concordo com o Thiago, hehehehe
    Vc não apenas escreve, vc transfere. Essa é a minha impressão. Parabéns!

  • Passini disse:

    O problema é que algumas mulheres não conseguem compreender isso e lutam desesperadamente para mudar essa postura do homem. Acreditam que quando fazem joguinhos para testar o homem e esse mantém-se inabalável com um sorriso no rosto e um olhar “Acalme-se eu realmente gosto de você”, ele está indiferente, não gosta dela ou não se importa. Quando o homem muda, elas acham ele sem graça, afinal ele perdeu seu brilho, sua base que sustenta todos as variações de humor dela.

  • Sarah K disse:

    Essa parte do post resume tudo para mim:
    “O desafio é o que fazer quando se esgotam os tipos de beijos, os restaurantes de comida internacional e as posições sexuais do KamaSutra. O que fazer no oitavo encontro, no quinto ano ou na terceira década?”
    Depois de muito viver e muito se relacionar a gente percebe a inconsitência desses atos, necessários sim, contudo se nos aprofundarmos na verdadeira essência do amor notamos que seriam de certa forma deispensáveis. Mas a vida requer o espetáculo e a gente vai em frente encenando, rs.

    beijos
    ;-)

    Ah sim, eu acho que não vou ganhar o livro, mas ia adorar estar na lista das melhores, rsss

  • Rafael Galvão disse:

    [Norah diz no filme: “Sempre tive a sensação de que posso lhe dizer qualquer coisa”. Tradução: “Com você, sinto que posso fazer qualquer coisa”. Ou, em uma tradução mais ampla, “Sua postura me faz acreditar que nada nesse mundo lhe é estranho, que você está preparado e aberto para qualquer fenômeno que possa surgir, em mim ou ao meu redor. Você me dá segurança ao atravessar qualquer confusão com um sorriso malicioso nos olhos. Seus olhos, sua cama, sua vida, ah… Eu quero me deitar e me esfregar em você”.]
    Essa parte eh muito significativa,parabens pelo texto,muito bom mesmo
    ps:vc tem um bom gosto pra musica :D
    abraço

  • disse:

    A mulher nunca se satisfaz por completa, ela sempre deseja mais, mas ñ nota que o homem ñ tem o mesmo pensamento ou desejo, a mulher quer ser desejada e conquistada todos os dias, mas o homem lança seu chaveco, mostra seu interesse e estaciona por ali, se torna acomodado e ñ sente mais o desejo da conquista, mas deseja a mulher, e a mulher sente que algo está acontecendo, mesmo sem imaginar oque está havendo…imagine oque passa em nossas cabeças numa hora dessa.
    Mas a mulher nunca se acostuma a quietude e sim ao desespero de ser conquistada a cada dia e quando e por motivos que ela mesmo desconhece, se joga de cabeça em desvendar o motivo pelo qual seu parceiro perdeu o interesse, acabando com um relacionamento que estava bom.
    No trailer surge um trecho assim…”É fácil rasgar uma carta ruim, você pode escrever uma melhor, mas quando um relacionamento chega ao fim…a dor é sempre a mesma.”
    Isso mostra que vc tem chance de reescrever sua vida, mas se um relacionamento se acabar, independente de quantas vezes vc o reescreveu, a dor sempre será a mesma.

    O universo feminino precisa ser mais explorado, e acho que as cantadas precisam sair pra fora, perder a timides, acho q passou da hora de daros o primeiro passo, quem sabe ñ vemos nos homens as mesmas reações quando as cantadas se acabarem…rs

    Seu post esta otimo, vc tem um dom incrivel c as palavras…

    PS: Qdo sai o resultado homem????Um livro dauqele e autografado ñ se pode perder as esperanças…rs
    bjos

  • Flavinha disse:

    Você assistiu Harry and Sally?

    Eu assisti quando era criança. Mas uma frase dita pelo personagem-título até hoje martela na minha cabeça como uma das melhores cantadas do cinema. Olhando profundamente nos olhos de Sally, ele dispara: “não acredito que um homem e uma mulher possam ser apenas bons amigos”.

    Eu até acredito. Mas, numa hora dessas, eu provavelmente não acreditaria…

    Belo texto, gostei muito.

    Beijo, beijo, beijo.

  • Alê disse:

    “Sinto que uma boa cantada não é tanto uma série de frases ou ações quanto uma postura que possibilita o envolvimento e a entrega de ambos.”
    Isso diz tudo! Quando escrevi meu post pensei na leveza desse fluir de uma sedução gostosa, espontânea, que muitos filmes retratam tão bem e podem nos inspirar… Concordo com vc, a supervalorização da sedução a ponto de criar esquemas e tal não faz sentido, ela é um começo e é uma delícia quando bem conduzida. Agora, o supra sumo é transformar tudo isso numa história com suas constantes transmutações de etapas. Depois de uma década continuar aprendendo a seduzir seu companheiro, isso é um privilégio fascinante!

    Preciso ver esse fime!

    bjs!

  • Tamara disse:

    O filme eh realmente magnifico!!!

    Bjos!

  • Nati disse:

    Acho que além do homem saber se colocar imóvel, acho que cabe á mulher também perceber isso.

    Porque assim, se ela não parar e VER ele, pra reparar no seu sorriso malicioso, ela vai achar que ele está indiferente. E não vai perceber o que ele realmente quer dizer com aquilo: “Eu realmente gosto de você”.

    Acho que uma boa maneira de ver isso, é sentir como ele se porta ao vc retornar. Se ele te acolhe, e te faz sentir como se nunca estivesse longe, a postura é esta. Mas se mesmo quando vc está perto, sem ansiedade, ele ainda está distante, pode ser que ele esteja fechado e indiferente.

    O que vcs acham?

    Será que esta postura é um agir de ambos? Ou só do homem?

    Beijos

  • ligia pate disse:

    Adorei o filme “Um beijo roubado”. Com que simplicidade aquela menina se fortalece, cura sua dor de amor e descobre o que lhe faria feliz. Às vezes a felicidade é tão óbvia que não percebemos.

    Gostaria de saber se já está a venda o cd c/ a trilha sonora do filme.
    Parabéns pelo comentário.
    Um abraço.
    Ligai

  • Gustavo Gitti disse:

    Ligia, não vi a trilha à venda ainda. Baixei via torrent no site http://www.mininova.org (uso esse programa para baixar: http://www.utorrent.com).

    Abs!

  • jailton disse:

    eu adorei o filme foi ai que tudo comesou eu dei o meu beijo roubado na mulher que hoje eu amo por isso eu agradeso muito por ter existido esse filme.

  • priscila disse:

    EU AMEI O FILME!!!!!!!!

    É UM MAXIMO.

    ASSISTAM

    VCS VÃO GOSTAR

  • ligia pate disse:

    A trilha sonora é linda !!! Não páro de ouvir. Tem que “baixar”, até o cd ir p/ as lojas. TUdo no filme é imperdível!Ligia

  • Henrique disse:

    OIiiiiiiiii, Jú!! concodo com vc , e pra t provar, gostaria de um outro contato seu para assim podermos descobrir cada vez mais sobre relaçioamento , pois o “mercado ” esta carente disso .. e com vc acho q teremos muito papo bom “”

  • Juliana disse:

    Oi Henrique,to vendo

  • Juliana disse:

    Aiai, mandei só o inicio….rsrsrs

    mas voltando….rsrsrs
    Henrique to vendo q estamos nos esbarrando nos post de Gustavo…kkkk
    vou te dar meu gmail, de lá mudamos p outro…kkkk

    juhanun@gmail.com

    bjim

  • ligia disse:

    Não resisto e deixo mais uma impressão do filme (maravilhoso) que recomendo a todos (agora fica difícil pois saiu do circuito). Won Kar Wai(?)acertou na receita. Construiu uma obra-prima a partir de uma estória simples, sem rebuscar ou estereotipar os personagens. Agora, não concordo em rotular como “cantada”, mas sim como crescimento de cada um, s/ esperar qualquer retorno. Se vocês tiverem oportunidade leiam o texto da Martha Medeiros (escreve na Revista do Globo) sobre o filme: “… é mais fácil encontrar alguém, qdo. esse alguém não sai do lugar … simplesmemte espera … qta. gente está esperando p/ ser encontrado …”, sintetiza a motivação da moça e do rapaz. Qto. à trilha sonora … é p/ ouvir todos os dias. Perde só p/ a do filme “Do que as mulheres gostam” (Mel Gibson/Helen Hunt), que é um “banho” de sensibilidade nos homens (rs, rs, rs).
    Abraço a todos!
    Ligia

  • Henrique disse:

    Ok Ju .. eu te respondi com o e-mail do serviço aqui ! mais fica um bjão

  • Camila disse:

    Não assisti ao filme (o que pretendo fazer ASAP)mas fui “seduzida” por um homem que soube se fazer presente. Assim mesmo. Aliás, a sua tradução mais ampla é perfeita:
    “Sua postura me faz acreditar que nada nesse mundo lhe é estranho, que você está preparado e aberto para qualquer fenômeno que possa surgir, em mim ou ao meu redor. Você me dá segurança ao atravessar qualquer confusão com um sorriso malicioso nos olhos. Seus olhos, sua cama, sua vida, ah… Eu quero me deitar e me esfregar em você”
    É mesmo irresistível…
    Que os homens incluam esse aproach nos seus repertórios. Não vão se arrepender ;)

    Parabéns pelo seus textos, de uma lucidez e autenticidade “invejáveis” :)

    abraço

  • miguel disse:

    puta

  • ligia disse:

    Miguel, me explica vc gostou ou não do filme? Não entendi seu comentário.
    Ligia

  • My Blueberry Nights e o melhor jeito de seguir em frente. disse:

    [...] está um ponto ótimo do filme, segundo o Gustavo Gitti do blog “Não Dois, Não Um” essa é a melhor cantada que se pode aplicar, você fica. Ela vai e você fica, levando a vida [...]

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