Analise-me, veja algo oculto e me leve para a cama

por Gustavo Gitti 9 dezembro 2007 30 comentários

“Gustavo, saquei você logo de cara. Fica usando o blog para fazer autoterapia, não é? Sofre, vai lá, escreve um post e espera que os comentários aliviem sua dor. Você acha mesmo que uma página na Internet vai esconder sua mediocridade?”

“Gustavo, Gustavo… Sei você de cor. Menino antisocial, tímido e filósofo. Quer dizer que está dançando? Impossível, eu duvido!”

“Gu, você é orgulhoso, né? Senti no primeiro dia que nos conhecemos. Metido, se achando superior, querendo sempre aparecer de algum jeito sutil… Mas não como rockstar, não sei explicar… Você manipula a mente das pessoas, tenta controlar a imagem que elas fazem de você. Não é isso? Você não me engana, garoto. Hum… Mas e aí? Quando vai me levar para ver aquele filme?”

CartomanteSeja para fincar distância ou para criar intimidade, adoramos reduzir os outros a scripts e personagens fáceis de mapear e prever. Uma das maiores táticas de sedução e conquista é exatamente isso: descubra um ponto intocado no outro, faça-o perceber que você viu e se relacione com esse ponto (envie uma música certeira, dê algum presente relacionado, chame e converse com o oculto).

No colegial, eu analisava as garotas e as conquistava dentro do script predominante em suas vidas. Com meninas carentes, eu era presente. Com as que terminaram o namoro com um homem grosso, eu era sensível. Além disso, eu as descrevia e mostrava que só eu sabia como elas eram de fato. Dava muito certo!

Essas descrições possuem o mesmo funcionamento das adivinhações de uma cartomante. Se ela for inteligente, você se identifica na hora: “Aqui diz que você espera por um momento de grande felicidade, que virá em breve… Sente uma angústia que não sabe explicar, não é?”. Com as mulheres também. Se a descrição for boa, serve para qualquer uma. “Ei, no fundo, você deseja que um homem veja em você toda a beleza que você vê no mundo, não é mesmo?”. E ela: “Nossa, você acertou em cheio!”. Leitura fria é o nome desta técnica.

No entanto, isso só funciona com quem não consegue fazer tais descrições sozinho. O outro surge como um desbravador, profeta e guru – e nós nos apaixonamos. O fato de ele ver algo oculto concede passe livre para todo o resto que escondemos. O sexo é conseqüência imediata: nos entregamos porque sentimos que o outro já nos possui. A entrega é natural, como se ela já tivesse existido, como se não fosse a primeira vez.

Passada a ingenuidade inicial, a abordagem de ver o oculto não mais funciona. Ninguém quer ser analisado ou definido. Homens, para conquistar mulheres que valem a pena, vocês terão de buscar alternativas à técnica da cartomante. Caso contrário, passarão o resto da vida com mulheres encaixotadas, daquelas que vem com código de barras.

As mulheres também fazem isso. É parte do jogo amoroso da conquista. Perguntas sobre o outro, pedidos de descrição (“Fale sobre mim”), desejo de renascer aos olhos do outro. O problema é que não sabemos bem como jogar e depois nos frustramos sem saber que os erros começaram nos primeiros olhares. Se o cara vê algo oculto e você já se entrega, não reclame depois quando ele mal olhar para você. Você cedeu por muito pouco e ajudou a formar um cara imbecil uma espécie de cegueira.

O script é previsível, daí seu fascínio. É mais fácil conquistar aquilo que pode ser capturado. Se seduzimos scripts, é isso que ganharemos na relação – os mesmos que depois se tornam insuportáveis e causam a separação.

Se eu não mapear, como vou saber por onde me aproximar? Se eu não enquadrar, como poderei me relacionar? Como olhar além dos scripts que o outro manifesta? Faça como eu no início desse post: descreva a si mesmo sob perspectivas múltiplas. Você é mesmo alguma dessas descrições?

O não vem pelo sim. Por sermos tudo isso e mais um pouco, isso não nos define. Se fôssemos algo definido, carta de Tarot, a abordagem da cartomante faria sentido, mas não… Sou orgulhoso, tímido e medíocre em minha autoterapia blogueira. Sou nojento, preguiçoso, manipulador barato. Sou tudo o que passou e tudo o que virá por mim. Sou o espaço no qual aconteço. E por isso estou, desde sempre, livre de mim mesmo.

E o outro. Oculto? É a liberdade que ele tem de ser um ou outro. Descrição? Qualquer uma que o projete na direção de sua felicidade. Conquista? O ato de abrir espaço para que ele seja o que deseja dentro de você. Sedução? A forma como você conduz o outro para fora dos limites de seus scripts. Intimidade? A ação de ser você dentro do outro.

Fica o desafio para o homem de plantão: sem usar sequer uma análise, leve-a para cama. E para a mulher desavisada: entregue-se apenas àquele cujo amor a transforme para além de suas autodescrições.

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30 comentários »

  • B. - A Vida Secreta

    Poxa Gu, passei dez dias em Sampa e nesse meio tempo não consegui parar para ler teu blog uma vez sequer. Mas de volta à cidade maravilhosa…

    Ótimo texto, não sei se te vejo assim, ou assado, não sei se vc me vê desta ou daquela forma, mas acho que isso é por um motivo simples, meu interesse em vc é pelos seus deliciosos e lúcidos textos sobre relacionamento e o seu por mim, é de vez em quando dar uma espiada em minha vida secreta. Ponto.

    Eu já reparei que complicações do tipo “decifra-me ou te devovoro” é mais voltado para relações onde o desejo e o erotismo estão implicitamente embutidos. Te achei uma graça de menino, velho demais pra idade que tem, bom ouvinte… Gostei. Mas só! Nada de maiores achismos.

    Sobre o texto ainda, já fui “analizada” à partir do meu blog, e carentona e patinha, me envolvi numa historinha bem louca daquelas que só eu sei me envolver. Se blog serve pra comer ou pra dar, eu não sei, mas que facilita a vida de quem é observador e perspicaz… Ah, facilita…

    Beijocas.

    B.

  • cybele

    Bom, concordo com uma expressão citada aqui no blog – Pensar Enlouquece. Será que nos tornamos tão zen assim, tão bonzinhos e nos olhamos no espelho?Não consigo ver tanta transparência , o jogo ainda é uma arma de sedução, e vamos ser honestos, o povo gosta. Seria muito bom se homens e mulheres deixassem de lado os “ismos” e aceitassem a liberdade de amar/gostar com mais naturalidade, sem tanto porque.Afinal, viemos fazer o que neste planeta?Ser Feliz!!!!!!!

  • myla

    meu querido amigo: uma pequena parte do q vc disse aqui entrou em mim d um jeito (senti como se fosse um raio) q sei q vou me lembrar disso por muito, muito, tempo.

    o feminino vai estar sempre testando, o tempo todo, o masculino. e, ao contrário do que pode parecer, isso nunca é movido pela competição.

    no fundo, no fundo, toda mulher deseja q seu homem saiba viver bem: resoluto, íntegro, dono d seu próprio nariz, independente do q lhe acontece ao redor, e, principalmente, independente do aval dela – ou de qqr outra pessoa q seja.

    e, vc está certo, um feminino sábio nunca deveria se contentar com o q ele já vê, sente e sabe sobre si mesmo e o mundo, e muito menos com os tais scripts q vc cita aqui.

    concordo mil porcento: uma entrega só vale a pena a quem nos transforme p além do q já somos (coisa q serve pra ambos, masc e feminino).

    muito obrigada, Gu.

  • cybele

    As meninas foram tão doces nos comentários que senti vontade de assinar embaixo o que elas disseram. No entanto, continuo acreditando que a simplicidade , a naturalidade ainda é a melhor forma de expressar emoções.

  • cybele

    ops….são…

  • Laís

    Gustavo, concordo com essa exposição a qual vc faz referencia nesse texto
    mas acho q p/ isso requer pessoas que possuem alguma sensibilidade, e ou percepção
    enfim, gostei deveras, e voltarei aqui.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Laís, esse blog é justamente para ajudar a formar pessoas com sensibilidade. Mas não faço essa restrição que você faz, não. TODOS, absolutamente TODOS, têm esse potencial de liberdade e profundidade.

    Cybele, não entendi esse “no entanto”. ;-) Ele apenas reafirma, não há a contraposição do “no entanto”.

    Abração!!!

  • cybele

    Concordo Gustavo, eu viajei..rsrrs

  • J@de

    Durante muito tempo eu gostava de descobrir as pessoas aos poucos, principalmente num envolvimento amoroso, curtir cada descoberta e ir me apaixonando aos poucos… depois de algumas desilusões passei a padronizar (esse é encostado, esse é carente, esse é imaturo) e passei a colocar os dois pés atrás.
    Seu texto vai me ajudar a reaprender.
    Beijos!!

  • isma...

    É engraçado que a grande maioria dos fenomenos naturais podem ser modelados matematicamente, e com isso fazer uma previsão deste com um certo grau de certeza(visão de um físico..rsrs). Com o ser humano não conseguimos prever com tanta certeza, mas pela intuição, conseguimos entender como foi a vida daquela pessoa, quais gostos e objetivos.
    Muito bom esse post, confesso que vou tentar o desafio.

  • Urban

    Essa frase resume a essência de todo o post: “No entanto, isso só funciona com quem não consegue fazer tais descrições sozinho”
    E às vezes até sabemos tudo, mas movidos por carências, queremos ouvir de outras bocas, sentir em outros olhos.
    Porque somos assim tão reféns da sedução?

    Ótimo texto Gustavo!
    ;-)

  • Gustavo Gitti (autor)

    Isma e Urban, estamos todos tentando o desafio, penso. Mesmos os mais “desavisados” desejam isso, na verdade. Mesmo aquele que age errado deseja isso.

    Lendo agora de novo, penso que a idéia principal desse post truncado é isso: “nos entregamos porque sentimos que o outro já nos possui”. Esse é o erro que motiva a sedução pelo script e a separação depois de um tempo.

    Possuir o outro não é defini-lo e enquadrá-lo, mas liberá-lo para que ele possa ser mais do que é. O problema é que amamos justamente aquele que nos define (“ah, você é assim”) de um jeito que gostamos no início, mas que em pouco tempo veremos como prisão.

    Abração para vocês!!!

  • Thiago

    nem toda sedução por script termina em separação.

    há mulheres que só se deixam ser seduzidas dessa maneira, abolindo qualquer outra tentativa.

    excelente texto. excelente mesmo. posso enxergar a maioria de minhas amigas e ex-ficantes no texto. hahahahaahaha.

    talvez eu esteja com as companhias erradas.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Thiago,

    Ah, claro. Com certeza. Ali é um exemplo, o script que inicialmente gostamos é exatamente do mesmo tipo do que nos faz odiar a pessoa depois. ;-)

    O “foda” é que mesmo as companhias erradas guardam tesouros, cara. Estamos todos no mesmo barco… ;-)

    Valeu pelo apoio!!!

    Abração!!!!

  • Sarah K

    “Possuir o outro não é defini-lo e enquadrá-lo, mas liberá-lo para que ele possa ser mais do que é.”

    Gustavo, só hoje em dia depois de tomar muito na cara, sofrer muito e lógico ser feliz tb, aprender muito com meus erros inclusive, é que sei o quanto essa tua frase aí de cima é válida.

    ;-)
    bjs

  • Biessa

    Entendo completamente… A última que eu ouvi no meu blog foi que eu “tenho sérios problemas de relacionamento e um distúrbio de soberba”.

    Não sei pq gasto tanto em psicoterapia. Podia ser analisada via blog e gastar esse dinheiro todo em bala ou Kerastase!!! hehehehe

    Quando li seu elogio a meu blog no post acima, pensei “Como assim??? Um cara desses que diz que é meu fã! Quero ser como ele qdo crescer po!”

    ahahahaha Beijos!!

  • Alessandra

    Vivendo e aprendendo………..
    Hummm….. despertando…. Reconhecendo…

  • Betha

    Mininu….voce vai encima do “pobrema”… Nossa ansiedade nos remete a transformar pessoas em Cartas de Tarot… ah meus Deus… como a gente perde tempo ne?
    bjao

  • Aquela

    É.. acho que passei neste desafio.
    Ou melhor.. passamos.

  • Débora Rangel

    Mais será que as pessoas são passíveis de definição?! Definir alguém é algo tão abstrato, temos características, mais definição, acho que não. Pelo menos ninguém nunca me definiu realmente, tentam me impor características, isso é verdade, mais definir, nem eu mesmo me defino.

  • Cássia

    Eu nunca caí nessa: sempre percebi quem procurava as brechas para chegar e se instalar. E me conheço o suficiente para perceber, de cara, tamanha manipulação.

    Beijos.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Cássia, e eu duvido de você. Não há “maldade” do outro, ou “manipulação”. Nós fazemos isso sem querer mesmo em histórias que consideramos “maravilhosas”.

    É um condicionamento e eu acho MUITO difícil alguém nunca ter vivido isso.

    Mas eu sou cético, não liga.

    Escrevi o textocom a motivação de mostrar que isso não é “errado” nem “negativo”, mas que é apenas pouco perto do que podemos construir por liberdade.

    ;-)

  • Ana Reczek

    Obrigada pela dica do tsuru… coicidentemente usei um daqueles videos pra aprender a fazer, antes de ver o teu comentário. Te citei no update no post. :)

    Sobre o teu texto…

    Eu não sei bem o que escrever… acho que a tua abordagem foi meio diferente da que eu faria. A sedução vai ser sempre um jogo onde as duas parte podem jogar em condições de igualdade, idependente das técnicas. Acho que essa leituta fria, que tu vê como uma técnica barata, nem sempre é tão boba quanto tu coloca, se for bem usada.

    Falando do meu ponto de vista, se o cara perdeu tempo me analisando e achou pontos ocultos da minha personalidade pra explorar, só todo esse esforço ja é lisonjeiro, principalmente se ele achou os pontos certos. Claro que aquela tentativa batara de encaixar a pessoa no primeiro padrão que vem a mente nao serve.

    Mas o tom do teu texto coloca as mulheres como “caça”, como vitimas de caras espertos. Mesmo as mulheres que nao usam os scrits usam suas proprias tecnicas de sedução. E gente burra, que se joga de cabeça, tem de ambos os sexos.

    E quanto a me entregar… huummm a princípio isso não tem nada a ver nem com transformação e muito menos com amor. E não acho que seja nisso que tu pensa quando dá em cima de uma menina. Essas coisas vem bem depois. Depois de tesão, de sinergia, de simpatia…

  • Bia Amorim

    Eu que sou muito observadora, me pego sempre querendo fazer críticas e elogios, mas ainda acho que as pessoas levam muito melhor a crítica, por que quando são elogiadas ficam sem jeito, achando que vc quer algo em troca. Não que as críticas que fazemos ou recebemos seja aquilo que somos e que outra pessoa nos desvendou…Mas não acho que as críticas aqui feitas a você sejam um absurdo, na verdade só mostram a carência de quem as escreveu, tvlz quisessem uma resposta no mesmo nível….e não quer dizer que tbm sejam mentiras ou ruins, só depende da maneira que vc vai interpretar. Fora isso, só ajudam mais e mais ao seu Ego, que postando isso aqui, vai ter uma legião de fãs defendendo vc e achando bonitinho que vc seja uma pessoa de verdade e com sentimentos..blablabla….rs! Mas sempre muito bem escritos os seus textos…nos aprofundaremos no tema mais para frente rs!beijo

  • Gustavo Gitti (autor)

    ANA, eu concordo totalmente contigo. Na verdade, o texto fala só de um aspecto e (como comentei acima) não me comuniquei bem se deixei isso como negativo ou errado. Um outro texto no qual eu falo da mesmíssima coisa só que sob uma outra perspectiva é esse:

    http://nao2nao1.com.br/o-amor-e-filme/

    BIA, essas citações de críticas no início do post EU MESMO INVENTEI. ;-) Isso deu uma confusão na época em que publiquei o post (ele é do ano passado) porque a galera pensou que eu as recebi, mas eu só inventei isso para demonstrar algo que acontece sempre: a pessoa vê aspectos “ocultos” e então convida para sair, como coloquei na última fala de modo caricato.

    Os leitores desse blog, em geral, são excessivamente generosos comigos, na verdade. Se tenho algo a reclamar é justamente isso: falta de chutes no saco e socos no estômago. ;-)

    Aí a galera, não contente, pira ainda mais e diz que eu coloquei os elogios para “ajudar meu EEEEEEGOO”. Opa! Grandiosíssima motivação! Essa abordagem agressiva dificilmente funciona. Nunca vi ninguém conseguir ajudar alguém falando em “ego” e apontando o dedo pro outro. Todos nós temos fixações e identidades orgulhosas, carentes, medrosas, ansiosas, raivosas, amarguradas, bobas, ingênuas, poderosas, impotentes, competitivas, invejosas, preguiçosas… Agimos com as motivações mais imbecis e infantis 90% do tempo. Enfim, isso não é nenhuma novidade.

    A saída é justamente o contrário: reconhecer isso silenciosamente em nós e olhar tudo aquilo que está além disso NOS OUTROS, se relacionando com essas liberdades que eles podem explorar cada vez mais.

    Nesse e em outros posts eu tento um abordagem assim, que é algo crucial pra minha vida. Se apenas nos relacionarmos com as identidades dos outros, estaremos perdidos.

    Eu falo mais disso aqui:
    http://nao2nao1.com.br/vacuidade-e-impermanencia-nas-relacoes/

    Abração pra vocês. Sempre um prazer e um honra saber que vocês lêem esses textos perdidos aqui.

  • Maria

    “Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia”

    Que seja! A sua eh uma “senhora filosofia”, dessas que mesmo com alguma dificuldade de articulacao das idéias, se faz entender.
    Talvez nao seja sua dificuldade de articulacao e sim minha falta de pratica…
    Também nao importa.

    Eh uma filosofia q nao soh se faz entender como incita o raciocínio alheio. No fim das contas eh isso que importa.

    Por fim digo que se eu fosse lhe descrever um “script” diria que seu prazer reside no fato de alguem QUERER ler seu texto ate o fim.

    Corro o risco de nao ter te entendido, mas acho q vc me entendeu.

    “Analise-me, veja algo oculto e me leve para a cama”
    (Caramba, sera q foi oculto o suficiente? sera q eu levo ele? =p)

  • Sou tudo o que passou e tudo o que virá por mim. Sou o espaço no qual aconteço. E por isso estou, desde sempre, livre de mim mesmo.”

    Lindo !!!Sniff,sniff,sniff…

  • paulinharledo

    lindo…

  • Sorvete de Abacaxi

    Você diz: “O sexo é conseqüência imediata: nos ENTREGAMOS porque sentimos que o outro já nos possui. [...] Se o cara vê algo oculto e você já se ENTREGA, não reclame depois quando ele mal olhar para você. Você cedeu por muito pouco e ajudou a formar um cara imbecil uma espécie de cegueira”.

    Ana Reczek em comentário supra diz: “A sedução vai ser sempre um jogo onde as duas parte podem jogar em condições de igualdade, idependente das técnicas. [...] se o cara perdeu tempo me analisando e achou pontos ocultos da minha personalidade pra explorar, só todo esse esforço ja é lisonjeiro, principalmente se ele achou os pontos certos. [...] E gente burra, que se joga de cabeça, tem de ambos os sexos”.

    Pra mim, sexo nem sempre é entrega, não guarda relação com transformação tampouco amor.
    Partindo do pressuposto de que, apesar da inexistência de essência e da impermanência, hoje você assinaria esse texto, mesmo escrito em 2007 – até suponho ser isso o busilis da demora do livro -, pergunto como seria comunicar o que você quis passar, não vendo o sexo como moeda na relação e na conquista?

  • Validação subjetiva, Efeito Forer e por que é bobagem acreditar em horóscopo | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

    [...] A isso chamam de Efeito Forer, ou validação subjetiva. E esse processo explica por que algumas pessoas acreditam em horóscopo, outras não leem por medo de acreditar, e mais umas tantas outras creem que ler os dos outros signos dá azar. Indo um pouco além da superficialidade dos horóscopos de jornal, essa nossa predisposição é a base sobre a qual operam cartomantes, ilusionistas, os melhores vendedores e até mesmo os mais irresistíveis sedutores. [...]

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