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Amor é coisa que não se recebe: uma visão radical sobre a dinâmica dos relacionamentos

por Gustavo Gitti 16 February 2008 60 comentários



“She understands that she will never receive enough love from a relationship nor from her self-acceptance. She has realized that when she wants to feel love, all she needs to do is give love. In fact, that is the only time she feels love – when she is loving.”

“Ela compreende que ela nunca receberá amor suficiente de um relacionamento nem de sua auto-aceitação. Ela descobriu que quando deseja sentir amor, tudo o que ela precisa fazer é dar amor. De fato, esse é o único momento em que ela sente amor – quando está amando.” [tradução livre]

David Deida, Intimate Communion

Amor não se recebe, amor é generosidade, oferecimento

No fim, ela acabou traindo o cara. Passou os últimos meses morando com um e se apaixonando por outro. No dia da mudança, eles conversaram com mais calma, deitados na dor um do outro. Ele declarou seu amor, disse que era louco por ela, que tinha perdoado a traição, que sequer via tudo como traição. Tarde demais: ela já estava no meio de outra história. Ao ouvi-lo sobre seu amor, confessou: “Eu não sabia de nada disso! Por que você não me agarrou antes? Por que não me disse todo dia, por que não se declarou completamente olhando nos meus olhos?”.

Ele surpreso com a reação e ela continuou: “Eu via você fechado, mal, calado. Pensei que não me amava mais. Então segui com minha vida”. É como se ela estivesse dizendo: “Se soubesse que você me amava, eu não teria feito nada disso”. Mais ainda: “Como parei de sentir seu amor, deixei de amá-lo. Tivesse você me amado, eu teria amado você também. Antes de ir embora, ela ainda admitiu: “Eu quero casar e vou casar com quem me amar”.

Eu queria não saber descrever essa história. Queria que ela fosse raridade, um caso exótico apresentado em um noticiário que ninguém assiste. Queria que ela não estivesse ao nosso redor, ou melhor, tão dentro de nós. Queria que não fosse a nossa história.

O desejo de ser amado, a ânsia de ser visto, tocado, adorado. Alguém passa por perto e imaginamos como seria se tivesse curiosidade e interesse por nós, se quisesse saber tudo sobre nós. O desejo de ser desejado. Será que consigo deixar alguém excitado, será que consigo fazer algum olho brilhar por mim? Até que alguém enfim esbarra em nós e vem com desejo, curiosidade e acolhimento. Por sermos tocados, queremos tocar. Por sermos desejados, desejamos. Ao nos sentirmos amados, amamos. Será? A carência é sábia feiticeira. Será mesmo que o amor é essa coisa passiva? “Vou casar com quem me amar”…

Se só abraçamos quem nos abraça, nunca saberemos qual a textura de nosso abraço, nunca saberemos de fato o que é abraçar. O abraço pelo qual levantamos e vamos até o outro, esse não morre, não cessa, ainda que o outro solte os braços e nos abandone. A potência de abraçar é o que importa e é por ela que sentimos um abraço, não pelo corpo exterior que nos retribui ou nos larga. Tal é a diferença entre felicidade autêntica e prazer temporário: se sentimos nossa incessante capacidade de abraçar ou se somos reféns dos braços do outro.

Eu posso estar louco, mas confesso que nunca me senti amado. Nunca senti o amor vindo de fora, de nenhuma direção: família, namoradas, amigos. Deles já senti afeto, cuidado, paixão, carinho, tudo. Mas amor? Amor é essa coisa outra.

Quando amo, quando sinto o amor circular dentro de mim, é sempre como um gesto, uma ação, algo que faço em todas as direções, de dentro para fora. Respiração, abertura, repouso. Entrega. Sentir tudo me percorrer e conseguir penetrar tudo e todos. Olhar a beleza além do outro e fazê-la florescer. Ficar aberto e fazer de minha abertura uma chave para escancarar qualquer um.

Será que algum dia já recebemos amor? Como receber uma ação que nós mesmos temos de fazer? Amor é coisa que não se recebe. Quando uma mulher oferece amor para um homem, ele recebe carinho, cuidado, toque, mas não amor. Quando um homem ama uma mulher, ela pode sentir paixão, acolhimento, segurança, mas não amor. Amor é coisa que se dá.

Música é um bom exemplo: um baterista, ao fazer seus movimentos rítmicos, tem uma experiência totalmente diferente daquele que ouve o som produzido. Nenhum som equivale à experiência de produzi-lo; assim também com afeto, cuidado e carinho em relação ao amor.

MassagemSentir com o peito nossa potência de amar é muito mais gostoso do que sentir algo passivamente vindo do outro. Quando praticamos o amor, é como se fizéssemos e recebêssemos uma massagem. A um só tempo, sentir e ser sentido, tocar e ser tocado. Quando recebemos carinho, deixamos de sentir o prazer de acariciar. Por outro lado, quando acariciamos, uma mágica acontece: simultaneamente nosso toque é a interface pela qual o outro nos acaricia também.

No amor e pelo amor, passividade a atividade se tornam um único processo. É assim que podemos explicar a misteriosa dinâmica do amor: quando amamos, somos amados, e não o contrário! A sensação genuína de “ser amado” é simplesmente o efeito de sentir o amor, de ser amor. E isso pode acontecer mesmo que o outro não nos ame ou sequer goste de nós!

No entanto, a sensação de ser amado existe e pode facilmente ser desvinculada de seu processo criador. Um momento de sonolência e perdemos contato com nossa potência autônoma, um lapso e temos a nítida sensação de que o amor vem do outro – o mesmo amor que nós mesmos fizemos circular! Aqueles que ficam distraídos por muito tempo começam a achar que o amor só pode mesmo vir de fora e então passam a vida nessa busca.

Mas é possível acordar. A mulher de nossa história inicial deixou vazio o objeto de amor de seu ex-namorado. Com o fim, talvez ele perceba que, ainda sem destino ou recipiente algum (”O que eu faço com tudo isso que sinto? Onde jogo esse mundo inteiro aqui?”), seu amor persiste. A ausência de foco para seu sentimento é o que o levará à descoberta do amor que não cessa e sua capacidade de direcioná-lo para qualquer pessoa. Ele então andará pelo mundo fortalecendo sua potência de amar. Bastará um olhar para praticar o amor de acordo com o tecido da relação. Com um amigo, ele se manterá aberto, presente, verá qualidades positivas, encontrará beleza e se conectará com isso, agirá a partir disso. Com sua família, com seus parceiros de trabalho, com as futuras namoradas, a mesma prática.

Ela também pode percorrer o mesmo caminho. Após o fim, perceberá que seu novo parceiro nunca conseguirá preenchê-la totalmente. Pode tentar ficar sozinha por um tempo e ler vários livros de auto-ajuda americanos sobre self-love. Isso também será insuficiente. Ela não se contentará em depender de relacionamentos, da natureza ou das artes para sentir amor – nem tampouco encontrará satisfação em amar a si mesma. Então ela talvez experimente um abraço que não seja recebido, que se mantenha mesmo quando o outro momentaneamente solta. E quando isso acontecer, descobrirá que não é necessário achar outra pessoa para continuar se sentindo abraçada. Basta continuar abraçando…

* Dedico esse post ao casal Marina e Ian, como representantes de todos aqueles que buscam agir a partir da autonomia do amor.

** Escrito sob efeito dos seguintes albuns: The Beekeeper (Tori Amos), In Rainbows (Radiohead) e Into the Wild (trilha sonora do filme com músicas do Eddie Vedder).

*** Se chegou até aqui, saiba que eu adoraria ouvir você sobre esse tema. Esse lance de só oferecer e não receber é furado! Eu escrevi, agora quero comentários. Escreva aí… ;-)

Perdi meu tempo.Você tem 12 anos?Tá frio hj, né?Quando sai o livro?Deu uma vontade de fumar... (8 votos | gostou do post?)
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60 comentários »

  • Marina Santa Helena disse:

    Quando as lágrimas pararem de cair, juro que faço um comentário produtivo.

  • Bob disse:

    Nossa, muito bom este teu texto. Não digo que concordo cem por cento com tudo. Não sei se amor é só o ato de dar e não envolve o ato de receber. mas para dizer a verdade, nunca pensei longamente sobre isto. Mas é incrível como muito do que você está escrevendo é parecido com o que estou vivendo ultimamente.

  • Gustavo Gitti disse:

    Bob, tecnicamente, o que eu sustento no post é a idéia de que o amor envolve o ato de receber, sim, mas não receber amor, como expliquei na metáfora do baterista.

    Mas isso é uma coisa que ainda está se mexendo aqui dentro e você não sabe como foi difícil tentar colocar um pouco em palavras. Minha motivação é escrever mais sobre aquilo que hoje ainda inexiste em palavras dentro de mim, só em grunhidos estranhos que eu sequer ouço. Ainda bem que existem outros que se dedicam a fazer música com esses mesmos grunhidos…

    Sobre ser parecido, é isso mesmo: estamos todos na mesma história, ainda que ela pareça envolver mil personagens e cenários. É um único sonho.

    Marina, poxa, assim eu fico mal… Ian, cadê você??? ;-)

  • Sobre o amor « Casinha do Bob disse:

    [...] Mas para os poucos desavisados que ainda não visitam constantemente este blog confiram este post. O Gustavo Gitti escreve sobre relacionamentos. Mas o cara trata este tema, às vezes espinhoso, de [...]

  • Lyn Monroe disse:

    Sempre te leio, mas sou preguiçosona p comentar.
    Mas esse post foi feito p ser elogiado.
    E se pensar e muito sobre o assunto.
    Não sei se ja me senti amada.
    O engraçado é q acabei de postar sobre se sentir adorada, ser elogiada.
    Lindo post! como todos q vc escreve!
    beijo!

  • Ella disse:

    Bem, cheguei até o fim e vou comentar.
    Também confesso que tive dúvidas a respeito do que você quis dizer.
    Pensando no que eu já passei, digo que amei e fui amada. Aquele amor que a gente reconhece no olhar e que dá vontade de chorar, não de tristeza, é um choro existencial. Amo, logo existo. Nessa forma de amor, a gente se vê no outro. Olha, é difícil explicar.
    Esse amor sofreu uma transformação. Era um amor de homem e mulher. Hoje é um amor de amigo e amiga. Ele é o pai dos meus filhos, mas não é mais “meu homem”.
    A capacidade de gostar de alguém, de se apaixonar, de se envolver todo mundo tem, mas viver o amor é algo especial. Não acontece a toda hora e acho, sim, que é via de mão dupla.
    É isso.

  • myla disse:

    we couldn’t say anything else, GG.

  • Girassol disse:

    Não ia comentar, Gu, acho esse texto o mais delicado e há várias razões pra isso…
    Mas sabe, eu sinto, com toda minha ignorância, que seu post não fala de amor, ele fala do nascimento através do olhar. Sabe aquilo que o Lama repete inúmeras vezes? Olhar acompanhado de lung.
    Gu, as vezes a questão não é amar, se entregar loucamente ou se declarar. A questão as vezes é se sentir invisível diante de alguém que amamos ou que sabemos que nos ama. E dar esse olhar ao outro também…
    Escrevo isso com os olhos cheios de água porque sinto na pele, em cada poro o que estou escrevendo. Sim, a gente ama mais quando dá amor, e recebe mais qdo o faz. Mas a gente talvez ame mais quando dá vida olhando o outro, olhando tão longe que vemos aquela fagulha de pureza e é com isso que nos conectamos. “Olhar a beleza além do outro e fazê-la florescer.”
    Não sei se entende o que eu digo. Seguindo o exemplo do baterista, somente ele sabe a sensação de tocar. Eu recebo aquela melodia linda e me inebrio. Mas vou sentir isso tudo com todo meu ser se eu realmente olhar o baterista, vê-lo enquanto ele toca. Aí é sublime. Porque senão, a melodia não vai ressoar dentro de mim por muito tempo…

    “A ausência de foco para seu sentimento é o que o levará à descoberta do amor que não cessa e sua capacidade de direcioná-lo para qualquer pessoa. Ele então andará pelo mundo fortalecendo sua potência de amar. Bastará um olhar para praticar o amor de acordo com o tecido da relação.”

    É isso. Que todo esse amor que tem dentro de si tranborde a cada olhar que vc der pelo mundo. E que vc receba muitos olhares assim, também.

    bjs

  • Sérgio disse:

    “A ausência de foco para seu sentimento é o que o levará à descoberta do amor que não cessa e sua capacidade de direcioná-lo para qualquer pessoa”

  • Angelo Reale disse:

    Decidi por escrever antes de ler aos comentários, assim sustentaria melhor a minha tese.

    Concordo com você quanto ao fato do amor não ser um certo ‘algo’ que possa ser recebido.
    No entanto, na minha concepção, tampouco algo que possa ser dado.

    Acredito que o amor seja construído, ou apenas idealizado, a partir da experiência, convívio e querer bem para si e para a amada.

    Amar surge do altruísmo e egoísmo, simultaneamente, e simplesmente transcende ambos.

    Amar está além de ser meramente comunhão. O meu instrumento me oferece som. Eu ofereço habilidade ao meu instrumento. Juntos fazemos música. Não há amor nem no som, nem na habilidade. Mas eu amo a música.

    Mas é apenas a minha inexperiente opinião.
    Sucesso, do seu recente novo fã.

  • Luide disse:

    Auto-ajuda, self-love, isso é coisa de frangote e de menina mimada (mimada pelos outros, ou por si mesma; mimada por gestos alheios, ou por fantasias pessoais). Os grandes homens e as grandes mulheres se fazem pelo self-denial, e, assim, jamais se dizem bem-resolvidos, porque o sendo de fato, pouco importa dizê-lo, e nem há “eu” que o diga.

    Não quero criar polêmica com tal crítica, pois ela é menos uma crítica do que um voto de fé na inteligência. Certos “carinhos” devem ser incômodos como o som renitente de um despertador.
    L.L.O

  • João disse:

    Adorei! Me identifiquei bem com esse texto, já notei que o amor que sinto vem de mim, não de fora em uma história.

    ;)

  • Gustavo Gitti disse:

    Girassol, gostei muito disso:

    “Mas a gente talvez ame mais quando dá vida olhando o outro.”

    Luide, se você leu “self-love” no post, leia de novo. Aliás, a próprio citação do Deida já supera a idéia de self-acceptance logo de cara. Descobrir a autonomia do amor significa logo de cara já estar focado no outro, que é a forma mais sofisticada de self-denial.

    Sem motivação correta (já que estamos trocando compaixão irada, permita-me dizer), self-denial é tão perigoso e tolo quanto self-love. A idéia de que não há “eu” quem o diga é bastante bonita, mas bem estúpida se não reflete uma experiência real.

    And here is the thing: quando há a experiência real, o ser atua com vários “eus” como interface com os mundos de sofrimento alheio, ou seja, ele nunca diria algo tão prepotente quanto “não há eu aqui para dizer algo”. Não, ele vai dizer, e muito.

    Abração para vocês, muito bom ver a diversidade de visões, histórias e mundos que construímos ao redor da palavra “amor”.

  • Vanilda disse:

    A trilha sonora com que foi escrito esse texto, explica sua inspiração e me fez sair do silêncio.

    A visão de que o amor vem de fora, é completa e absolutamente errada, o amor é seu, vem de dentro, da sua própria vivência, do seu grau de intensidade, do seu olhar para si mesmo, e para o outro. É livre.

    Valeu!
    Bjaum.

    Vanilda.

  • Sah disse:

    Belo texto!

    O amor que você tem é o amor que você dá. E como num reflexo, só haverá música se vc produzir essa música.

    Quem espera que “exigências se cumpram” para então amar, é um prisioneiro do outro.

    Sem a troca, pode até haver amor, mas nunca um relacionamento amoroso.

    Um abraço!

  • Thiago disse:

    Genial!

    Ao ler o texto primeiro senti vontade de acariciar uma amiga que está distante, e de quem sinto saudades.

    Depois lembrei-me que, ao escutar uma bela música, costumo fingir que sou o baterista e ‘tocar bateria no ar’.
    Seria isso um sentimento paralelo ao de quem recebe amor sem dá-lo?

    Recebo o som da bateria e tento, mesmo que em vão, sentir a experiência de criar o som.

    Não sei mais o que dizer. Genial!

  • Luide disse:

    Gustavo, reconheço que meu comentário anterior foi motivado pelo (tolo) desejo de “jogar com as palavras”. E é mesmo possível que o orgulho – esse vilão de passos silenciosos – acompanhe tal desejo.

    Peço desculpas por eventuais ambigüidades e agradeço-lhe por me abrir os olhos com uma perspicácia feita à medida de minha distração.
    L.L.O

  • Fernando disse:

    “Então ela talvez experimente um abraço que não seja recebido, que se mantenha mesmo quando o outro momentaneamente solta. E quando isso acontecer, descobrirá que não é necessário achar outra pessoa para continuar se sentindo abraçada. Basta continuar abraçando…”

    Genial!!!!

    Essa com certesa está entre as melhores frases do nao2nao1.

    Abraços

  • Dani disse:

    Pode ser ingenuidade, mas ainda acredito no que aprendi com os Bitous: “and in the end, the love you take, is equal to the love you make”.

    Pra mim foi bem didática a comparação com produzir o som e ouvi-lo. :)

    P.S.: Até perguntei hoje no meu blog: quando o Radiohead vem ao Brasil, pelamordedeus? In Rainbows pode não ser o melhor disco deles, em termos de inovação e tudo mais, mas com certeza foi o que mais me emocionou.

  • Lili disse:

    Realmente você tem o telento de traduzir em palavras os sentimentos mais difíceis de serem verbalizados.
    Estou passando por isso e quando li este post pensei…”caramba, tem alguém que pode ler meus pensamentos!!”

    Como saber ao certo se o que eu sinto é amor verdadeiro? Minha razão mostra q devo amar fulano x, mas meu coração insiste em chamar minha atenção para o fulano y…

  • Guilherme disse:

    Eu sinto mais ou menos isso. Eu amo ela, mas ela não me ama. Ela já disse que não me ama, que só sente uma atração muito forte por mim. Mas eu continuo me declarando para ela sempre e sempre, mesmo sem esperar nada em troca, eu quero abraçá-la, tocá-la, sentir o perfume dela em todos os meus poros, ficar inebriado cada vez que ela aparece na minha frente. Eu amo ela, mas, dúvido que ela se sinta amada. Ela tem um namorado a quase 3 anos, por isso mesmo deve ser dificil para ela me amar. E isso importa ? Não, claro que não. Eu continuo amando ela sempre, de todos os jeitos. E cada dia mais e mais.

    Ela hoje faz parte de tudo o que eu desejo e sinto, mas ao mesmo tempo, a felicidade que eu tenho ao vê-la feliz, é quase surreal de tão paradoxal.
    Eu desejo sempre, que ela ame, mesmo que não seja eu, e que ela seja amada - e sempre será por mim.

    Eu estava pensando mesmo que eu era um cara ‘idiota’ por pensar assim, mas lendo esse texto, tudo ficou muito claro para mim.

    Eu nunca deixei de me declarar para ela, e de agora em diante, nunca deixarei de abraçá-la.

    []’s

  • fabiana disse:

    gustavo,
    esse post é uma gradação de mim - de quem fui e de quem tenho procurado ser.
    olha pra trás e me vejo aceitando um noivado de quem me amava…e sorrio olhando pra frente, solitária (não somos todos?) mas completamente verdadeira ao meu espírito - o amor que tenho (e já tive por outros) é meu e nem a ausência, a dor, a vida vai me tirar. isso hoje é tão forte pra mim, que é difícil entender como NÃO ERA ASSIM antes! obrigada obrigada obrigada! beijo

  • paulica disse:

    gostei!
    teria alguns pontos pra complementar…
    mas não agora :)

  • Claudia Lyra disse:

    Esse texto me tocou fundo. Este e o subseqüente. E tenho a dizer que é possível se sentir amada e não se sentir desejada. Pois é…

  • Jussindra disse:

    Gostei!Acho discutível a teoria, mas é legal.Explica, pelo menos a existência dos santos que são pessoas que apenas dão sem nada receber. Mas sinceramente acredito que pessoas normais precisam de algum retorno.

  • Ricardo Dirani disse:

    “Amar sem esperar retorno” é a visão mais conformista possível sobre “dinâmica dos relacionamentos”. É uma idéia em que você acaba inexoravelmente trombando com em qualquer linha de produtos de auto-ajuda, seja Richard Bach, Paulo Coelho, Pastorino, ou o que for.

    Para mim, ela soa a Zu Ihrer eigenen guten. O princípio de que não importam as barbaridades infligidas a uma criança pelos pais, a criança deve ser grata aos pais. Somos moldados por essa idéia, a seguimos pela vida gratos pelos nossos algozes, e esperando gratidão daqueles que afligimos. O pecado maior é esperar amor, “não somos dignos”. E tornamos o amor essa quimera, esse labirinto de sutilezas. Nessa coisa que não é afeto, cuidado, paixão, carinho, nada. “Mas amor? Amor é essa coisa outra”.

  • Gustavo Gitti disse:

    Ricardo, se eu disser que eu concordo 100% contigo, você vai achar que estou louco. Você é Nietzchiano ou algo assim?

    Eu troco esse “amor” fácil fácil por paixão, afeto, carinho, cuidado e sexo. Dados e recebidos. Ponto.

    Mas essa é uma visão relativa, uma que já me domina 99% do tempo. Nela, como você, eu vivo. Espero amor, sim, sou digno, sim, quero paixão e cuidado, não esse amor incondicional.

    Aliás, tenho aversão à expressão “amor incondicional”.

    O problema não é ela estar certa ou não, ou se parecer com zu ihrer eigenen guten, o problema é o sofrimento que ela causa.

    E qual visão tem uma base mais ampla e livre, qual visão é mais autônoma? É disso que tratei nesse post.

    De acordo com essa idéia, amor não é nada sutil: é simplesmente a capacidade de ver qualidades positivas no outro, desejar e agir para que elas floresçam. Amor é isso, tendo sexo ou não, com intimidade ou não, à distância, com família, com amigos…

    Para explicar mais isso, escrevi “A dinâmica lúcida do amor”, depois leia: http://nao2nao1.com.br/a-dinamica-lucida-do-amor/

    Muito bom ter essa discussão contigo. Melhor comentário até agora, sem dúvidas.

    Se você tiver algum artigo on-line, por favor me envie (gmail: gustavodrums).

    Abração!

  • Ísis disse:

    Caro Gustavo,
    Estou visitando este blog pela primeira vez e adorei… Com certeza as visitas continuarão. Bem, fiz uma pergunta ao Dr.Love e quero lançá-la à você com intuito de ter sua opinião a respeito… Eis a questão: “… oriente-me por favor sobre o complexo universo masculino… Que leitura “subliminar” posso fazer quando um homem elogia-me com frases do tipo: ” Você é uma mulher muito especial… Admiro-te muito.” Trocando em miúdos… Qual é a dele???”
    Desde já agradeço sua atenção.
    Um grande abraço.

  • Gustavo Gitti disse:

    Ísis, não sei de que planeta você veio, mas aqui na Terra a correta tradução é a que segue:

    “Você é uma mulher muito especial. Admiro-te muito.”

    =

    “Você é bem gostosa. Quero comer-te muito.”

    Em breve, lanço o dicionário Não2Não1 de traduções poético-românticas.

  • Ísis disse:

    RSRSRSRSRSRS. Foi o que imaginei… Aguardo o dicionário,deve ser hilário!

  • Ricardo Dirani disse:

    Gustavo, quando você disse que concordava com 100% do que eu escrevi, eu desconfiei de que eu deveria continuar pensando nas implicações do seu texto. E a primeira coisa que me veio é que agora sua caracterização do amor enquanto processo me parece mais concreta.

    Me lembrei até das situações em que meu dilema era entre escolher entre uma mulher que gostasse mais de mim do que eu dela, e uma que eu gostasse mais do que ela de mim. E, fazendo um balanço… minha tendência tem sido, há bastante tempo, preferir gostar mais. É como se o mais importante do ser amado fosse ter a oportunidade de se ter quem se ama, para poder amar.

    Mas usando a sua analogia, se o amor é a performance com a bateria, um relacionamento amoroso é como o White Stripes. Meg White tem a experiência de tocar a bateria, mas também tem a experiência de saber que Jack White está tendo a experiência de tocar a guitarra. Ela tem essa experiência ao presenciar a performance, por indícios tais quais o resultado sonoro, bem como pelos sinais corporais enviados pelo Jack. Se não se pode receber amor, pode-se trocar sinais amorosos. Se só um tocasse, não seria White Stripes.

    Eu acho que sou um pouco, ou até um tanto Nietzscheano sim. Particularmente via Ayn Rand. Mas o “Zu Ihrer eigenen guten” foi um migué, o livro Am Anfang war Erziehung [No Princípio era a Educação] de Alice Miller, ganhou o título “For your own good” na edição em inglês. Eu traduzi isso de volta ao alemão. Alice Miller afirma que os filhos aprendem a tomar o ponto de vista de seus pais para si, “para seu próprio bem”.

    Obrigado por esta conversa, foi bastante estimulante. Eu tenho sim alguns textos online, mas as reviews apontam que não estavam prontos para o mundo. Mas fiquei inspirado a tentar escrever mais. Se conseguir, envio sim, com prazer!

  • Gustavo Gitti disse:

    Ricardo, porra, fiquei muito feliz com seu retorno.

    “E, fazendo um balanço… minha tendência tem sido, há bastante tempo, preferir gostar mais. É como se o mais importante do ser amado fosse ter a oportunidade de se ter quem se ama, para poder amar.”

    É isso!!!

    E concordo com a idéia de que somos generosos quando oferecemos, com nossa presença, a oportunidade do outro nos amar. E que, se é verdade que não recebemos amor, sentimos prazer, sim, ao saber que o outro está amando, como você disse aqui:

    “Se não se pode receber amor, pode-se trocar sinais amorosos. Se só um tocasse, não seria White Stripes.”

    Ayn Rand não conhecia. Pelo que o Google me contou, sua primeira fala está explicada! ;-)

    Manda o link aí de um texto seu. Sua justificativa não colou. ;-)

    Abraço!!!

  • thiago disse:

    Caraca!!! Isso foi simplesmente fantástico! Mas tão confuso quanto fantástico também! Não consigo comentar muito por mexer com sentimentos difíceis de descrever.
    O que posso falar é que a arte de amar sem esperar retorno é o que faz o amor genuíno! Mas ao mesmo tempo conseguir este retorno nos completa, então quando termos a certeza de que conseguimos de fato?
    É muito difícil não nos perdermos nesta estrada…
    Mas confesso que acho muito válida a tentativa pois quando conseguimos o sentimento de felicidade é maior! Muito maior…
    Acho que ficou meio confuso mas é exatamento assim que me sinto!!!

  • Patricia disse:

    Depois de ler esse texto acho que estou apaixonada!

    Ah o amor …

  • betha disse:

    “Minha motivação é escrever mais sobre aquilo que hoje ainda inexiste em palavras dentro de mim, só em grunhidos estranhos que eu sequer ouço”
    Olha quando li esse texto cresceu uma felicidade enooorme debtro de mim. Uma liberdade que me permite, isso mesmo, me PERMITE amar. Amar é doação sim, pode acreditar, voce ta no caminho certo. Quanta coisa podemos evitar, quanto sofrimento, se nos permitimos amar. Um amor bem grandão. Fazer nossa parte, nossa vida. LIBERDADE. Que coisa linda. Vou meditar sobre e depois escrevo mais.
    bjao

  • betha disse:

    “Você é uma mulher muito especial. Admiro-te muito.”

    =

    “Você é bem gostosa. Quero comer-te muito.”

    e quando o doidao fala assim e quer me apresentar a namorada????? SOCOOORROOOOOO……

  • Jazz - um nome inconfundível disse:

    Amor…

    Não dá para teorizar, sobre dar ou receber.
    Inevitável é sentir e praticar :)
    Afinal…

    The love is all around us

  • Valerycka disse:

    adorei esse texto!
    parabéns.

  • Gabriela Galvão disse:

    Cheguei. Confesso q li quase soh os negritos, mas cheguei. Am… Acabei d postar um trem sob o efeito d um monte d coisa, entre ele umas postagens daqui. E jah escrevi mais, qd eu publicar vou t dizer. Bom, o txt q jah publiquei eh datado d hj e intitulado “Eu, a caleidoscópia.”

    Vlw e abraço.

  • Gabriela Galvão disse:

    Então, postei um trem a partir deste txt e dei o link lah. Ele dat ad hj e eh intitulado “La justicera, cha, cha, cha”. A qualidade -extensão, temática…- dos meus txts varia mt, e confesso q ñ ficou dos melhores, mas tah convidado a ocnhecer ñ soh o tal txt, mas td o blog.

    Vlw e abraço.

  • Gabriela Paulino disse:

    Claro!!! Só se sentir amado não é o bastante! E me arrisco a dizer que sentir-se amado não é nada diante da grandeza do sentimento de amar…. seja lá o que for esse sentimento.
    Assim como Ricardo, “fazendo um balanço” da minha pouquíssima experiência cheguei, a quem sabe uma temporária conclusão, que prefiro dar amor…receber é bom, sim, deve ser….
    No meu caso esse sentimento de amar é um pouco egoísta, confesso, não suportaria mais uma vez a sensação de receber tanto carinho e compreensão e, no entanto não conseguir entender o que isso significava pela simples razão de não sentir o mesmo.
    Não amar é doloroso demais para quem recebe tanto afeto e, no entanto não sabe o que ele quer dizer.
    De fato “amar não é uma coisa que se recebe”, nunca saberei o que é abraçar e sentir o coração do outro palpitar se eu não sentir meu coração palpitar quando abraçar alguém. Assim como nunca saberei o que é tocar bateria se nunca conseguir sentir o vibrar do bumbo, do surdo… É, para isso queridos infelizmente não existe técnica que dê jeito!
    É estranho dizer isso mas acho que até amar é prática….só saberei amar alguém fazendo quem sabe uma “redução fenomenológica”dos meus sentimentos.

  • Linguagens do amor (1) - O toque passional | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos disse:

    [...] Somente se a paixão for uma ação do amor, livre de carência ou desejo de poder, é que teremos alguma chance de construir relacionamentos lúcidos. Daí a importância de aprender essa linguagem e saber movimentar nossa mão de modo autônomo. Realmente tocar, em vez de só ser tocado. [...]

  • lu disse:

    eu me vi em várias partes deste texto. Gustavo, vc me ajuda tanto…

  • L. disse:

    “- Oh! obrigado! obrigado!
    Nisto chegamos à porta.
    A môça, admirada ao ouvir aquêle agradecimento e não compreendendo a razão dêle, olhou para mim admirada. Ia articular alguma coisa, mas eu deixando-a entrar fui voltear a casa e procurar o meu quarto.
    Não sei por que, quando me achei só, senti que as lágrimas me rebentavam dos olhos.
    Amava, eis a razão. Mas, sem a certeza de ser amado, por que me consideraria feliz?
    Há duas razões para isto.
    Uma prova a natureza elevada do amor. Como tinha eu um ideal, Ângela era o objeto em que o meu ideal tomava corpo. Bastava tê-la encontrado, bastava amá-la e era feliz.
    A outra razão era de egoísmo. Uma vez que ela não amasse o outro, era o que eu pedia naquele instante. Que viesse a mim com a virgindade do coração, que estivesse pura do menor pensamento de amor que fôsse, enfim, que eu pudesse ser o primeiro que lhe aspirasse o perfume das ilusões inocentes, tal era o meu desejo e a minha aspiração.”

  • Gustavo Gitti disse:

    Qual autor, L? Machado?

  • @anarina disse:

    Gustavo, concordo. Pena que o mundo que criamos torne tão difícil a tarefa de se libertar da individualidade, do egoísmo e do imediatismo aoo quais somos condicionados.

    Eu sempre digo que, pra mim, não me importa o motivo pelo qual alguém gosta de mim. Só importa o motivo pelo qual eu gosto de alguém.

  • L. disse:

    Isso, o conto se chama “Felicidade pelo casamento”.

  • Visão radical sobre a dinâmica dos relacionamentos : Elas Blogam disse:

    [...] Será que algum dia já recebemos amor? Como receber uma ação que nós mesmos temos de fazer? Amor… [...]

  • R? disse:

    Fico aqui pensando… Quando nos conheceu? Afinal, o que você escreveu não pode ser comparado com o caimento de uma luva, mas como tatuagem na mesma pele! Sei que narrou uma estória, mas é a minha história com a minha ex - com detalhes inconfundíveis! Acho que ela também se viu representada (conheci o texto através do link em seu msn - logo tive certeza da sua intenção). Vivi e vivo essa dinâmica do amor. Eterna procura! Coisa que acredita-se externo à nós - afinal como poderia estar em mim algo que procuro tanto?! - Mas você foi brilhante ao denunciar a morada do amor… Está em nós! Em algum momento em meu relacionamento com a minha ex fui capaz de traduzir minha experiência com o tema do amor, mas permanecerá inacabada independentemente do meu esforço de colher os seus sentido no pé maduro.

    Amar…
    É tornar-se pequeno para ser grande.
    É dispensar a palavra para viver os gestos.
    É apaziguar-se na simplicidade.
    É não optar e sim se diluir nas oportunidades.
    É querer ser pleno mesmo que imperfeito.
    É tratar de belo o que não tem brilho.
    É ser em vez de ter ou estar.
    É transpor as convenções em busca de verdade.
    É doar e o vice-versa.
    É viver sobre um céu descoberto.
    É deixar o descampado para respirar selva.
    É possuir depositando esperança.
    É intransitar por meio dos verbos.
    É abandonar conceitos para o inexplicável.

    Hoje, após a leitura deste post, resumiria: - O amor se expressa na entrega é você, mas também ela!

    Abs.

  • Flavio disse:

    “Que o amor nao seja eterno posto que e’ chama, mas que seja infinito enquanto dure!”
    Tambem uma boa descricao e’ ler Corintios cap 13 (religiosidade a parte)na biblia.

    Ja dei muito amor (sera que era amor?)e nao recebi afeto em troca. Ja recebi e ainda recebo muito amor (ou sera afeto e paixao?)mas nao consigo retornar o sentmento.
    Acho que tudo sentimento tem de ser dado com parcimonia, sem exageros e sempre deixando um espaco pra outra pessoa pensar. O famoso efeito elastico; quanto mais estica, com mais forca ele volta pra vc!

    O que quero dizer e’ que nem pra todo mundo essa historia de dar pra receber, funciona.
    Existem aspectos numa relacao que as vezes atrapalha o retorno de todo ese afeto.

    No fundo somos todos insatisfeitos. Se temos demais, nos sentimos sufocados; se temos de menos, nos sentimos abandonados.
    Isso, eu nao chamaria de amor, mas de paixao. A paixao queima e machuca, aprisiona e te faz penar. Ao contrario, o amor te liberta e te faz mais suave; te da’ um brilho que chama a atencao por onde vc passa.

    O que escrevo aqui e’ baseado em experiencias proprias.
    Nao significa que me tornei amargo com relacao ao amor. Apenas aprendi, como eu disse logo acima, que todo e qualquer que seja o sentimento, deve ser dado com reservas. Para o bem de ambas as partes.

    E isso.

    Abracos.

  • Daniela disse:

    Ei Gu!

    Fiquei muito emocionada com esse post! Até parece que a garota do post sou eu… vc acabou de escrever sobre meu passado recente! Explico-me:

    Eu não sabia amar, nem ele. “Amor” feito de palavras (relacionamento sem corpo). A distância dele fez eu encontrar a ânsia de desejo em outra pessoa. O traí. Termino o relacionamento. Ele me diz que me ama, com todas as forças que existem nesse universo: tarde demais….. estou em outra história.

    Até que descubro que o outro, da outra história, também era um amor não-encarnado: não conseguíamos encaixar os quadris da mesma forma que encaixávamos nossas declarações.

    Até que descobri que só amando que sou amada. Descobri o verdadeiro amor agora. Minha história foi contada nesse post. Obrigada Gustavo.

    (Li o post ao som de “See You On The Other Side”. Realmente, verei meu ex do outro lado… quando poderei dizer a ele que sim, o amei muito! E tarde demais…)

  • lorenna disse:

    Simplesmente perfeito! =)

  • menininha disse:

    bom eu li esses texto, e comigo isso aconteceu quase exatamente ki estava escrito nas entrelinhas de cima, porem com a diferença que me separei antes mesmo de cair na tentaçao da carencia…pois meu conjuge era exatmente a descriçao do homem acima jah citado..pois ele era extremamente seco, fechado, mal falava comigo, comigo era sempre serio, quando chegaamos num momento que nao conversavamos mais, e tampouco no vimos!No entanto ele se declarou e disse exatamente tudo que sentia por mim quando quase tinha me perdido pois estava jah envolvida com outra pessoa totalmente carinhosa , atenciosa…fiquei muito confusa eh claro , pois ele apenas me procurou quando realmente soube da verdade ja estava realmente com outro, mas sem haver traiçao. Mas nos seres humanos somos egoista , pois a partir do momento em que sabemos que a outra parte foi tocada por outros, nao queremos mais, na nossa relaçao a diferença era que eu nao estava totalmente envolvida, apenas fascinada com o novo,com o diferente, mas o amor com meu antigo parceiro era tao grande tao intenso, que voltamos,pois eu sentia em seus olhos a verdadde e toda sua dor!!!era comovente como tudo nos unia,entao resolvemos reatar nosso amor, dar continuidade a nossa vida, e hoje tudo foi uma liçao a nos dois de que um dialogo eh essencial a vida e ao relacionamento, pois as vezes nem tudo esta perdido, ou nem tudo pode se acabar de uma forma assim ,ou umas das partes perdendo mais!

  • Ceci disse:

    Gustavo, conheci seu blog hoje e fiquei apaixonada. Estou há 3 anos em busca desse amor que vem de fora, mas não chega até mim. Tenho uma pessoa ao meu lado, que diz que me ama e eu acredito, mas não o sinto realmente. Ainda não consegui sentir o amor que está dentro de meu coração. Seus textos são muito tocantes e instigantes, acendeu uma faísca em minha mente, e me fez refletir a respeito. Obrigada

    Ricardo, amei a frase “É como se o mais importante do ser amado fosse ter a oportunidade de se ter quem se ama, para poder amar.”
    Você disse tudo!

    Parabéns aos dois!

  • Ju disse:

    Olha sinceramente, condordo sem por - tirar uma vírgula ou ponto no que diz:
    Eu posso estar louco, mas confesso que nunca me senti amado. Nunca senti o amor vindo de fora, de nenhuma direção: família, namoradas, amigos. Deles já senti afeto, cuidado, paixão, carinho, tudo. Mas amor? Amor é essa coisa outra.

    Não comparando um ser racional com um ser animal que não deixa de ser racional - porque tem muito cachorro inteligente espalhados pelo mundo, mas um cachorro sabe o que é amar e dar amor melhor do que um ser humano quando diz amar alguém.
    Pode percerber, me corrijam se eu estiver ficando louca, mas um cachorro, ele vem ao seu encontro todos os dias quando o vê, sente sua falta quando você não está, ele te recebe sempre abanando o rabo, não importa se você está de bom ou mau humor, se você está doente ou não, se você tem tempo para brincar com ele ou não, se você vai brigar com ele porque ele rasgou seu sapato novinho, enfim, o cachorro sempre está disposto a ficar alí, deitado, ou de barriga para cima, esperando só o seu toque - aquela coçada no pelo dele, ele esperando para te lamber, ou brincar de mordidinhas de leve, ele simplesmente dá carinho, é lindo.

    Um ser humano é diferente, não dá para prever, saber, entender o que acontece alí, naquela hora, naquele tempo, nos anos que vão passando, naquele relacionamento - início mil maravilhas, parece o homem - a mulher perfeitos, nossa, nem dá para falar viu, coisa linda de se viver, aí, o que já estava ótimo, começa entrar em precesso de decadência, do ótimo, para o bom, do bom para o regular, do regular para deixa do jeito que está, não vai melhorar, aí surge questionamentos, cadê aquele amor, aonde foi parar.
    Com o passar do tempo junto, você percebe que há ainda um vazio dentro de você, e você nem ao menos tem pistas do que seja. Talvez seja vazio do amor mesmo, aquele que não apareceu ainda ou apareceu, mas resolveu se manter escondido em lugar pouco provável de se achar. Todos nós dizemos que amamos, e amamos de fato, mas a questão é como dar esse amor, da mesma forma que você sente a necessidade de receber amor, se sentir bem amado, temos que dar este amor.
    Houve uma vez, que passou por minha cabeça, até que ponto o amor que sinto pela pessoa que hoje está ao meu lado, chega, não achei calculadora capaz de resolver este cálculo e muito menos regra de três para achar o resultado. A resposta foi simples, tenho amor suficiente ao ponto de encarar uma situação que não tem mais volta? - situação que eu estou sujeita, pode acontecer comigo ou sabe-se lá com quem, a questão é que, se ele derepente descobre um câncer, um tumor, ou um acidente acontece e ele perde a memória, o braço, a perna, fica desfigurado, será que em meio a qualquer situação estranha ou não esperada, eu amarei ele com o amor que eu declarei a ele pela primeira vez? - Ah talvez fui trágica demais, que pensamento pessimista é esse, tudo bem, tira os acidentes - situação estranha, e coloca no meio uma traição, será que eu amo tanto ao ponto de perdoa-lo? Ao ponto de mostrar a ele que o amor que sinto é superior a uma traição, que é mais forte do que a dor de ser traída, que é maior que qualquer decepção?

    Tem muita coisa a se pensar, refletir, pensar de novo, e quer saber, de fato eu nunca vou saber se tudo o que eu dou a ele - demonstrando o quanto eu o amo, é de fato uma forma de amar, amor dado, amor dedicado, todos os meus esforços sempre serão - que lindo, obrigada amor, adorei, e aí passa o dia, a hora, o tempo - o que foi mesmo que você fez daquela vez sabe, é, daquela vez que eu estava doente, você me mimou 24horas por dia, não me deixava nem tomar banho sozinho, esperava eu dormir para depois dormir? Ah! Tinha me esquecido, foi mal. Acontece. Pois é, tem certas coisas que só a mulher mesmo para lembrar.

    Dar amor, parece coisa de outro mundo, dar amor daquele que grita do outro lado da avenida te amo - quando você está indo trabalhar, que ainda escreve bilhetinhos e os deixa espalhados por todo lado, no carro, na casa, no bolso, para fazer surpresa, dar amor daqueles que vem e te abraça do nada, simplesmente porque percebe que o seu abraço faz falta no dia-a-dia, amor daqueles que vem e te olha, como quem não quer dizer nada, mas diz apenas olhando, que vem e diz amor arrumei a cama, pode vim deitar, eu cubro você, e dá beijo na testa, no nariz, nas bochechas, na boca de boa noite, que vem e te pega pela mão e te faz rir do acaso, do palhaço, do telhado, amor que acorda antes de você, para te dar bom dia, dar amor do jeito que uma criança dá um doce a outra criança, numa inocência, num carinho, num oferecimento sem esperar e muito menos querer algo em troca.
    É o puro e simples dar, dar em amor, dar amor, dar por amor.

  • lucia disse:

    eu estou apaixonada por um menino da escola
    no começo eu achei q ele tava afim de min ate termino com a namorada dele , e eu burra achei q ele me queria
    agente marcou pra ficar na casa do amigo dele
    mais agora ele men liga pra min ,ele ate quer ficar comigo de novo mais ele so quer tranzar comigo
    mais eu nao to aguentado mais eu to louca por ele quem le o meu depoimento me ajudem me digam o que vcs fariam

  • Angela disse:

    Gustavo,

    Primeiramente, parabéns pelo blog que ainda estou começando a explorar. Mas já estou encantada e já o salvei nos meus favoritos para passar sempre por aqui.

    Ia comentar o post, mas comecei a ler os comments e não resisti a comentar isso aqui:

    “Você é uma mulher muito especial. Admiro-te muito.”

    =

    “Você é bem gostosa. Quero comer-te muito.”

    Lamento, mas discordo! Quisera muito que fosse verdade. Tenho uma relação platônica, dessas de amar, doar amor, sentir prazer nisso mas no entanto receber um outro tipo de amor de volta: o amor de um amigo. E esse amigo, com quem já tive um affair e não posso dizer que não rolou química, simplesmente tem um paradigma na cabeça dele de que amiga não pode ser namorada. Nessa, eu dancei e ele realmente me admira muito, me considera uma mulher muito especial, até admite que me acha bem gostosa, mas quem me dera que no fundo ele quisesse me comer muito. :/ Não é o caso!!!

  • Gustavo Gitti disse:

    Angela, se você é mesmo gostosa e ele é homem, eu DUVIDO que não seja o caso. Apenas deixe isso mais claro pra ele: “Vai me comer ou não?”.

    Agora, é bem possível que ele não seja homem. Bem possível.

    Homens não tem paradigmas na cabeça. Não somos assim tão complexos.

    Nós queremos somente olhar e tratar mulheres como mulheres porque, sem pensar, sabemos que isso é a melhor coisa que podemos oferecer para vocês.

    (Segredo pra ti: mesmo se você não for absurdamente deliciosa, apenas se prepare e seja comível. Homem que é homem não nega uma mulher diante da qual consegue ter o mínimo de ereção para fazê-la se sentir desejada, gostosíssima e tocá-la como se seu corpo fosse perfeito. Nós sabemos que esse é um dos mais prazeres mais fodas que podemos alcançar nessa vida.)

  • Angela disse:

    Oi Gustavo,

    Tenho certeza absoluta que sou muito mais do que comível! Nunca tive reclamações e pelo meu público alvo, sei que faço mais o estilo gostosa mesmo. hahahahahahaha

    Morri de rir com seu comentário. Também já pensei como você: “talvez ele não seja homem, talvez um dia saia do armário… homens não têm a cabeça tão complicada assim… cabeça de mulher!!!”

    E te digo: ele já deixou de me comer visivelmente louco de tesão (a tal da ereção não era “o mínimo de ereção” mas uma ereção digna do nome) apenas para se manter fiel ao maldito paradigma que colocou na cabeça…

    Fazer o quê, né? A fila anda e já desisti.

  • Juliana disse:

    É… e talvez dando amor, você receba carinho. Talvez te dando carinho, a pessoa exercite o afeto. E talvez ela se acostume a ser afetuosa. E talvez ela acorde um dia e descubra que te ama e goste de amar você.

    Foi a única coisa que consegui pensar. Não sou como os colegas acima, que conseguem refletir tão profundamente. Mas já tem um tempo que concordo com você.

    Mas para quem já tem seu par e está insatisfeito por achar que dá muito amor e não é correspondido da forma que gostaria, mesmo sabendo que também é amado, vai um recado: ”o fato de alguém não te amar como você gostaria não quer dizer que essa pessoa não te ame com tudo que pode”

    Pode soar meio triste os conformista demais, mas esse pensamento já me ajudou muito.

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