A verdadeira impotência sexual masculina

por Gustavo Gitti 24 May 2010 78 comentários

impotenciaO que precisa ficar em pé bem antes do sexo?

Já conversamos sobre contas afrodisíacas, “dicas infalíveis” de sedução e posições sexuais internas. Agora o tema é impotência, considerando homens que não sofrem de nenhuma disfunção fisiológica e nenhum distúrbio psiquiátrico, ou seja, eu e outros marmanjos que se encontram facilmente por aí.

Também não me interessam fatores apontados como causas de impotência, como o tal do estresse, pois eles se incluem como efeitos (não causas!) da impotência que vou descrever aqui. Muito menos aquela listinha de coisas brochantes dentro do manual para mulheres. Meu foco é aquilo que depende apenas da autonomia masculina, sem remédios, sem mudanças externas.

Que impotência é essa?

Imagine um homem em perfeitas condições que sofre de ejaculação precoce, gozando nos primeiros minutos de penetração ou boquete bem feito (não aquele que a mulher faz tomando cuidado para não pirar demais), e desenvolve o padrão de sempre partir para o sexo oral enquanto se prepara para uma “segunda”, na qual aí sim vai conseguir segurar por mais tempo – com menos potência.

Visualize outro que frequentemente não tem libido alguma. E outro que tem tesão, mas muitas vezes não consegue uma boa ereção. E outro que até consegue, mas não é capaz de sustentá-la de modo adequado ao ritmo espontânea da transa, gerando interrupções desconfortáveis.

Inclua mais um homem nessa imagem. Seu problema não é brochar, não é ejaculação precoce, não é ausência de libido ou potência. Ele faz tudo certo, mas talvez sofra desse outro tipo de impotência. De fato, a impotência sexual é raríssima se comparada com a impotência masculina dentro de uma relação e na vida, muito mais abundante.

O que já não estava em pé antes?

Cada vez mais as mulheres usam o sexo para se sentir amadas, já que às vezes é o único momento em que o homem para e olha com desejo, admira, toca sua mulher com vontade. O raro momento em que o homem fica minimamente presente e disponível, em que rola uma massagem (não é à toa que fizeram um K-Y que serve para massagear e penetrar), palavras sacanas, respiração profunda, conversas mais relaxadas.

Por outro lado, não é nada incomum o marido desenvolver aversão pela mulher em seus momentos de chatice e confusão, preferindo gozar sem preocupação diante da tela do computador a superar uma série de conflitos para chegar ao sexo. Em vez de abrir o quarto e enfrentar o monstro até que ele entregue aquela mulher sorridente e sensual de volta, ele fica horas enrolando na Internet, liga para uma garota de programa ou sai para beber e descarregar a tensão.

Quase ninguém fala dessa incapacidade de estar presente sem a necessidade do sexo ou dessa impotência diante dos caminhos tortuosos que culminam em uma relação profunda e intensa. Sem referências, o homem prefere a facilidade do orgasmo fast food ao cultivo mais demorado, agrícola, orgânico da coisa.

Sem essa potência, o homem nunca levanta, sobe, estabiliza, endurece antes do sexo.

As brochadas sutis de um homem

indiana-jones
Lembra dessa cena?

Você consegue ver a vida de pernas abertas quando sua mulher lista 71 reclamações e pede a separação? Segue andando a la Indiana Jones sobre pontes que ninguém mais vê? Tem a manha de avançar sobre sua parceira com dois pés e duas mãos sem nada atrás hesitando (“Será que eu não consigo uma melhor? Será que vai dar certo?”)? Todo dia, junto com o primeiro gole de água, toma a pílula vermelha ou a pílula azul para não brochar em todas essas situações?

Em um sentido amplo, a impotência masculina surge de uma falta de habilidade em lidar com o feminino, com o caos, com tudo o que se move livremente. O homem brocha quando a energia que lhe impacta externamente supera sua autonomia, como uma avalanche ou um atropelamento. Ou melhor, quando ele tem a experiência de ser atropelado, a sensação de afundar, assim como seu tesão é experimentado como uma liberdade de atravessar paredes.

Tal impacto pode ser dolorido ou prazeroso. Podemos ser arrastados pelas falas emocionais de uma mulher, por uma confusão na empresa, excesso de bebida ou pela ansiedade em ejacular no meio de um boquete. Não importa, somos arrastados, atropelados, engolfados. Os movimentos externos e impulsos internos decidem qual será nossa experiência, qual será nossa reação. Perdemos autonomia. Caímos. Ficamos impotentes.

Cura e tratamento da impotência masculina

A primeira coisa para conseguir levantar o pau antes do sexo é observar como nosso sofrimento é sinônimo de passividade e como nos alegramos quando agimos, afinal nossa potência vem da capacidade de foder, penetrar, avançar sobre as coisas.

Precisamos observar o que acontece quando sentimos tesão de existir, propósito, senso de humor, peito cheio, visão nítida. Qual a textura dessa eletricidade que nos move? De onde ela vem? Como pode ser sustentada mesmo quando as configurações externas se alternam?

Quando um homem chega nesse ponto, é provável que encontre um professor de meditação e que comece a aprender a estabilizar essa eletricidade de modo autônomo, algo que naturalmente melhora suas relações, sua ação na vida e, claro, na cama. Eis o caminho mais direto para utilizar essa impotência como trampolim para transformações muito maiores do que apenas superar a impotência.

Para quem deseja soluções paliativas, há alguns meios hábeis, que se resumem a tentar emular uma ação potente e ativar diretamente a energia em alguns momentos. O resultado é instável, claro. Ninguém disse que seria fácil. ;-)

dahmer
André Dahmer | Malvados

Sexo e vida com potência: 11 possibilidades para os homens

Falar do que dá errado e não contemplar os movimentos positivos é um péssimo habito. Vamos, portanto, listar as qualidades de um homem presente. Ou melhor, em vez de imaginarmos um homem ideal, podemos lembrar que essas são qualidades que já se manifestam esporadicamente em todos os homens, possibilidades disponíveis a qualquer um.

Há, claro, muito o que uma mulher pode fazer para não dinamitar a potência masculina e para sustentar sua própria energia. Mas isso é assunto para outros textos.

Para os homens que desejam avançar, o melhor é não esperar que a mulher ou a vida facilite. Na verdade, sua relação consigo mesmo é inseparável de sua relação com as mulheres e com os movimentos da vida. Aquele que mima a si mesmo, por exemplo, vai mimar sua mulher e vai esperar mimos da vida.

1. Ele não tenta agradar – a parceira, a sociedade ou a si mesmo. Não cede ou abaixa a cabeça para restrições e obstáculos. Ele se move para além dos mimos, tanto na cama quando na relação em geral.

“True sexual and spiritual surrender is not about adapting yourself to what will appease your partner. Nor is it about surrendering to your own momentary emotional needs. True surrender is about relaxing through these secondary needs, both yours and your partner’s, and magnifying your primary desire to give and receive unbounded love.” –David Deida

2. Ele não tenta “convencer” a mulher a fazer algo diferente no sexo, seja um ménage ou apenas sexo anal. Ele apenas abre espaço e flui pela liberdade, sem pensar em termos de eu e outro. Sua condução não controla, apenas sugere, propõe, provoca. E o convite não define, não tem conteúdo. Ele apenas aumenta a energia, infla, preenche, brinca, alimenta e então vê o que acontece.

3. Ele se delicia com o corpo feminino, desde uma observação dos gestos à distância até se aproximar de cada poro, respirando a mulher pra dentro, enchendo o corpo de ar, comendo, engolindo, sentido a energia da parceira por dentro.

4. Ele repousa no feminino sem medo de se identificar com ele. Recebe uma massagem, se solta, relaxa o abdômen, se entrega e, principalmente, solta o ar completamente, como se caísse desistindo de se manter vivo. Essa pequena morte é vivenciada como um repouso que estabiliza sua energia e abre espaço para que o prazer sexual e o tesão de viver aumente sem criar perturbação, contração, tensão, sem precisar ser descarregado constantemente. Então ele parte pra cima dela com essa mesma energia.

5. Ele avança sobre o feminino sem pedir licença assim como mantém um direcionamento na vida para além de seus relacionamentos. Porque nem sempre pede autorização ou concordância, ele consegue tocar sua parceira em áreas em que ela dificilmente atingiria sozinha.

6. Ele não respeita seus próprios obstáculos. E é exatamente essa atitude, quando direcionada para fora, que penetra a rigidez feminina. Se ela sente dor na penetração, ele não fica anos respeitando e arranjando jeitos de evitar a penetração. Ele aceita, acolhe, se diverte ao mesmo tempo em que a ajuda a superar, investiga, perfura o hábito acomodado de ambos, desafia, convida a transformação mesmo que haja dor e desconforto no meio do caminho.

7. Ele sente prazer em conduzir e mover sua mulher. Observou que essa postura abre espaço para que ela seja e aja como mulher de um modo que nem sempre consegue em sua vida cotidiana.

8. Ele libera o feminino. Não oferece nenhuma restrição para as expressões faciais, emoções, ideias, relações, roupas, palavras, ações, faculdades, trabalhos que as mulheres ao seu redor tanto exploram.

9. Ele não se desespera quando os movimentos externos não lhe favorecem. Ou seja, quando é pressionado, contrariado, rebaixado, ignorado, criticado, traído ou abandonado.

10. Ele sabe que sua vida não é definida pelas situações mas por sua ação sobre o que lhe acontece. Como essa experiência acontece por um corpo e por uma mente, sua única prática é sustentar um corpo vivo e uma mente lúcida, em qualquer situação, em todas as relações. Ao abrir os olhos para como sua experiência de mundo é construída, ele deixa de ser vítima e se descobre autor, o que faz sua energia circular pois começa a agir sobre aquilo que antes agia sobre ele. Foder o que lhe fodia, brincar com o que temia.

11. Ao mesmo tempo, ele se esforça menos em controlar as coisas, pois agora seu foco está na postura de mente e corpo, na qualidade da experiência, na estabilidade de sua energia, não importa o que surja pela frente.

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Para transformar nossas relações

Há algum tempo parei de escrever no Não2Não1 e comecei a agir de modo mais coletivo, visando transformações mais efetivas e mais a longo prazo. Para aprofundar nosso desenvolvimento em qualquer âmbito da vida (corpo, mente, relacionamentos, trabalho...), abrimos um espaço que oferece artigos de visão, práticas e treinamentos sugeridos, encontros presenciais e um fórum online com conversas diárias. Você está convidado.



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78 comentários »

  • Mario de Souza

    Estou sentindo fortemente esta experiência de ser atropelado, de impotência que você descreve.É como se eu tivesse perdido as rédeas da minha vida e quando me dou conta fica aquele pensamento “Nossa…o que aconteceu? Eu deixei isto passar mesmo?”.É como ser um observador passivo do que ocorre.

    O item 1 me chamou muita atenção.Se não tentamos agradar, nem a nós mesmos, qual é a motivação em agir?

  • Monik Ornellas

    Gitti, vc tá se superando nesses últimos posts!
    Tô virando sua agente promocional, simplesmente por que acho necessário divulgar o que é bom e tem muito homem precisando ler isso.
    Abraço e muito sucesso!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Mario,

    “Se não tentamos agradar, nem a nós mesmos, qual é a motivação em agir?”

    Vamos imaginar algumas coisas de modo bem caricato…

    1. Um cara passa uma semana se agradando, seguindo todos os seus impulsos. No primeiro dia sente vontade de beber margarita e comer burritos. Então bebe margarita e come burritos. No segundo, ele sente tesão e se masturba. No terceiro, chama os amigos para jogar futebol. No quarto, sente tesão de novo e depois vontade de margarita. Ao fim dos 7 dias, ele não trabalhou porque não sentiu vontade, não limpou o banheiro porque não queria perder tempo com isso, não pagou as contas, não resolveu suas pendências… E não ficou satisfeito. Pelo contrário, se sentiu meio pesado todo dia após comer tanto e sentiu que seus orgasmos foram apenas desgastantes e desnecessários, pura perda de tempo.

    2. Depois esse cara arranja uma namorada que se propõe a mimá-lo também. E então ele passa mais uma semana do mesmo jeito, com a diferença que é sua namorada que segue seus impulsos, que lhe agrada. O resultado é igual.

    3. Aí ele decide fazer isso por sua namorada. Mais uma semana. O resultado é o mesmo para ela: insatisfação.

    Agora vamos imaginar que, em vez de agir desse jeito, ele começa a fazer o que tem de ser feito (e, veja, todos nós sabemos o que precisa ser feito). Ao escrever um longo texto por 6h seguidas e depois receber mil histórias de gente agradecendo, ele encontra um prazer MUITO MAIOR do que aqueles que eram satisfações temporárias de seus desejos. Ao viajar com sua namorada para um retiro (algo que ela nunca pediu e algo que é um desafio pra ele também, não algo confortável), ambos se sentem muito realizados e satisfeitos minuto a minuto, e depois, e depois. Ao limpar sua casa, ao resolver as pendências, ao ajudar os outros… Ele vai parando de seguir motivações pequenas e autocentradas e começa a dedicar seu tempo e energia para sonhos muito mais amplos.

    Dá pra entender a diferença?

  • Isa

    Vivi um encontro com um homem de quem você parece ter tirado as ’11 possibilidades’… e foi um tempo maravilhoso!!

  • Tweets that mention A verdadeira impotência sexual masculina | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos -- Topsy.com

    […] This post was mentioned on Twitter by Raquel Marques, bisinidem and Sérgio Freire, Gustavo Gitti. Gustavo Gitti said: O que precisa levantar BEM ANTES do sexo? http://bit.ly/b3vCxE […]

  • Marcelo Quirino

    Comentar aqui é sempre difícil. Gitti quase nunca deixa furo.

    Mas vamos lá. Mulheres não se relacionam com um homem. Elas se relacionam com as possibilidades que o homem lhe perpetua. O homem é sempre quem abre uma mulher, quem a liberta do caos do gozo psíquico (a tal nuvem de tempestade), o homem é quem traz a referência e a ordenação. Para tal, a liberdade perante qualquer neurose precisa ser marca constitutiva do homem. Quem nunca a viu dizer: ‘ele me liberta, me sinto mulher ao lado dele, como nunca fui antes’. Daí a aparência ‘não ser’ tão necessária.

    A mulher se relaciona justamente com ‘capacidade de foder, penetrar, avançar sobre as coisas’ de um homem, como bem dito.

    Para tal, um homem deve estar livre de si mesmo. Leve. Solto. Corajoso. Seguro. Quantos andam assim na atualidade? Poucos….. Daí a reclamação delas de que não há aquele que a penetre por 3 horas seguidas na experimentação do feminino. Pudera. Quem mais se prejudicou com as mudanças subjetivas promovidas pela globalização foram justamente os homens… que saíram das cavernas e se violentaram com a extrema civilidade. Assim se vêem guidados pelo Superego divisor de energias, o que se questiona, o que divide as ações dos homens. Há muita civilidade.

    Nessa geração de homens narcistas, o mimo é a marca constitutiva. Não se come ovo cru. Sensibilizou-se os homens. Confundiram aparelho de captação das nuances do feminino (a verdadeira sensibilidade masculina. Que precisa ser somada com a autonomia masculina de dar o que ela não quer, claro) com comportamento sensível.

    Grandes mulheres. Apesar disso, se relacionam ainda assim. Vocêm realmente têm muito do que reclamar. Os Homens estão acabando….

  • Zombie

    È, bicho.

    È aquela história: Como ter a motivação para isso tudo? Como não deixar a peteca cair?

    Como já dizia Nietzsche: “Somos humanos, demasiadamente humanos”.
    Essa motivação nem sempre perdura.

    Esse é o meu maior desafio: Não tanto ser de um jeito generoso e tal. E sim, manter isso, em todas as situações.

    Na sinceridade? Eu sei que dá. Mas é dificil pra caramba. rsss
    Só preciso achar um jeito kkkk

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Nessa geração de homens narcistas, o mimo é a marca constitutiva. Não se come ovo cru. Sensibilizou-se os homens. Confundiram aparelho de captação das nuances do feminino (a verdadeira sensibilidade masculina. Que precisa ser somada com a autonomia masculina de dar o que ela não quer, claro) com comportamento sensível.”

    Exato, Quirino.

    Sensibilidade + direcionamento autônomo. Ver, ouvir, antecipar e agir.

    Conversamos na Cabana sobre a importância da qualidade de PRECISÃO para os homens. Uma coisa de botar o pau na mesa, de ser cortante, de não falar meias palavras ou viver “meia-boca”. Não escrever “Oiiie, eu estouuuu morrendo de tesãooooo”.

    E falta uma certa impetuosidade, um ar de “metido” mesmo, aquela coisa de bater no peito e fazer. Não é por acaso que mulheres adoram homens orgulhosos – não narcísicos, mas orgulhosos. Algo que ainda é uma aflição, um veneno, mas tem essa qualidade positiva de sempre avançar, de se impor e de sempre querer mais. O bom orgulhoso quer se desenvolver inclusive para superar o orgulho.

    Vejo muitos homens acuados hoje, como se estivessem sem forças. Sem potência diante das mulheres, dos colegas de trabalho, dos amigos, da família… Em inglês, diríamos que ele “don’t stand up for himself”. É engraçado: levantar. O mesmo verbo usado para o pau.

    É isso. Ele não se levanta, ele não levanta, ele brocha diante das pernas abertas da vida.

  • George

    Gostei bastante, acho que complementa bem algumas coisas que eu li no livro do Deida. Li recentemente, então ainda estou digerindo tudo isso…
    Sempre fico pensando nessa alteração da nossa “percepção” frente aos nossos problemas, vida, mulher, etc; é relativamente simples de entender quando lemos, mas a prática é algo complexo, isto é, ações que acordem o que queremos sentir de verdade.
    Acho que o primeiro passo foi dado, abrir os olhos para o verdadeiro problema da “impotência”, agora é se manter lúcido.

    “Há, claro, muito o que uma mulher pode fazer para não dinamitar a potência masculina e para sustentar sua própria energia. Mas isso é assunto para outros textos.”

    Estou aguardando isso!

  • Mario de Souza

    Deu para entender perfeitamente, Gustavo.

    A questão não seria “não se agradar” ou “não ser egoísta”, mas sim ter um egoísmo inteligente, bem refletido e muito superior ao egoísmo impulsivo, algo que nós já até conversamos por aqui se bem me recordo.

    Parabéns pelo texto, ficou excelente.
    Lança logo esse livro!

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Há, claro, muito o que uma mulher pode fazer para não dinamitar a potência masculina e para sustentar sua própria energia. Mas isso é assunto para outros textos.”

    “Estou aguardando isso!”

    George, pode desistir.

    Vou publicar esse texto em um site que mantenho apenas para mulheres. Caso contrário, você vai ler e ficar esperando que sua mulher aja de tal e tal jeito para não atrapalhar você. Tsc, tsc… Isso é igual ficar tentando conversar com o céu para que não chova no dia do seu casamento.

    Deixa o desenvolvimento delas com elas. Faça o seu lance e você já vai contribuir MUITO pra que elas avancem. ;-)

  • Emmanuel

    Gustavo, parabéns pelo texto mto bom.

  • Carolina Vianna

    “Deixa o desenvolvimento delas com elas. Faça o seu lance e você já vai contribuir MUITO pra que elas avancem. ;-)”

    simples assim, puta merda!

    o/

  • Thaís

    Bonito, rapazes, vê-los discutir o assunto com tamanho interesse!

    Gitti, que site é esse que mantém só para mulheres? Deve ser guardado a sete chaves cibernéticas, pois nunca ouvi falar dele…

    Um abraço!

  • Mona

    Subversivo!

    Site só para mulheres?? Que site é esse??
    rsrs

  • Raphael

    seus textos são sempre muito fodas, batem realmente no ponto onde ‘dói’ em alguns casos, ótimas palavras, continue assim.

    abraço!

  • Saturnine

    Sei que esse post foi direcionado aos homens, mas me senti profundamente identificada com os dizeres e as explanações feitas aqui.
    Sinto isso no meu parceiro, esse tipo de visão abordada. Sinto que ele já não se limita em apenas definir que tipo de parceira iria se relacionar ou melhor, que tipod e comportamento espera dela. Lógico que isso não quer dizer que ele suas preferências ainda não ditem suas escolhas, mas exatamente por isso que combinamos. A liberdade de ser é inerente aos nossos corpos, às nossas mentes e aquilo que supomos que somos.
    Adorei o post Gustavo. Mesmo!
    Abraços!

    Lorena A.

  • Daniela

    Gustavo, que site é esse só para mulheres?
    Também nunca ouvi falar.
    Please, manda o link! ;o)
    Parabéns por seu trabalho aqui.
    Um abraço.

  • Cuca

    Fico pensando se os homens da década de 30 eram menos mimados, mais corajosos na vida e mais “homens” nesse sentido.

    Será que essa impotência diante da vida é um mal da nossa geração?

    Será que o machismo que era mais evidente em décadas passadas ajudou a criar homens mais preparados para lutar?

    Será que a chegada da mulher em áreas que antes eram estritamente masculinas ajudou a criar essa impotência de muitos homens diante da vida?

    O que será que assusta e castra tanto? São as mulheres? A mãe que mima? A esposa que manda na casa e ganha mais?

  • Sol

    Site para mulheres?!
    Não fazia idéia! Manda o link pra nós meninas!

  • sandra coelho

    Gustavo Gitti,

    Que site é esse só para mulheres?(2)
    Também nunca ouvi falar.(2)
    Please, manda o link! ;o)(2)
    Também queroooooo !
    Excelente o trabalho que voce faz.
    Um abraço.

  • Baroni

    Cara, seus textos são realmente muito bons. Neles estão a síntese das ações que inspiram nossos pares. Sempre digo que é essencial relembrar o obvio, seus textos são óbvios, básicos, mas na grande conturbação moderna, perdemos a capacidade de agir de forma simples, e de ver o básico, o óbvio. Fico muito satisfeito sempre que posso ler novos posts neste site.
    Obrigado.

  • Helga Maria

    Oi Gitti,

    Três comentários primários, na ponta da língua, pra fazer de primeira pós-leitura do post:

    1) Engraçado, consegui manter minha criatividade muito rasa e não previ sua fala de que a impotência seria algo acima da óbvia questão sexual. E olha que o normal é eu ver outside of the box.

    2) Estava com esta sequência final do Indiana na cabeça a 2 dias. Minha mente já estava em torno do assunto de alguma forma? Adorei quando vi mencionado aqui também.

    3) Ao chegar ao fim do posto vi o oferecimento do K-Y e fiquei triste a pensar: seus posts levaram à junção da propaganda do K-Y (como geralmente se pensaria) ou seria fruto promocional para o K-Y? Digo, qual seria sua real motivação em escrever este post? Ao imaginar esta possibilidade automaticamente seu post perdeu credibilidade que geralmente eu depositava nos primeiros posts seus que eu li (desprovidos de tino comercial).

    Vou ficar, naturalmente, pensando sobre seu post. Havendo comentários pertinentes, volto a comentar. :)

    P.S.: # 25 maio 2010 às 4:49 am, Quanto ao seu primeiro comentário: você teria algum texto que desenvolva mais estas ideias? Seu ou não? Este assunto voltou a me martelar a mente.
    P.S.2: Viu o reboliço? Também quero saber do tal site pra mulheres.

  • Giovanna

    Gustavo Gitti,

    Que site é esse só para mulheres?(3)
    Também nunca ouvi falar.(3)
    Please, manda o link! ;o)(3)

    Excelente texto. descrição perfeita.

    bjs

  • Adriel Raulino

    que delícia!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Helga,

    1) Pois é. Considero essa impotência muito mais grave do que a impotência sexual. Mais ainda, quando não há nenhum distúrbio fisiológico ou psiquiátrico (como depressão e tal), creio que ela é a grande causa da disfunção erétil. É só fazer um teste: um homem que se sente rebaixado por sua mulher não consegue ter uma ereção tão boa com ela quanto consegue com uma amante, por exemplo, que o valorize, que o admire fora da cama.

    2) Eu lembro disso de moleque. Nem sei quando assisti o filme, mas lembro dessa cena nitidamente.

    3) Se não fosse K-Y, eu não teria TEMPO pra escrever tudo isso, pois teria de me dedicar a outras coisas que me dão grana pra eu tocar o Não2Não1. A motivação pra escrever os textos é SEMPRE a mesma. Aliás, saiba que TODOS esses 4 textos JÁ ESTAVAM RASCUNHADOS com título definido e tudo (o das áreas intocadas quase publiquei em 2006!) e sairiam certamente em algum momento.

    Ora, se eu escrevesse por dinheiro, eu faria textos bem menores! Aliás, se dinheiro fosse o foco, eu pararia de fazer 50% das coisas que faço, pelas quais não ganho lhufas. Pelo contrário, até gasto.

    É uma grande tristeza que você pense que o texto ficou maculado de alguma forma pelo patrocínio. Todas essas ideias são minhas, não tem nada comprado aí. Qualquer pessoa que já leu outros textos sabe bem disso. É algo evidente.

    Mas deixo uma sugestão: não leia os próximos textos patrocinados. E saiba que, se eu sempre recebesse patrocínio (apenas o suficiente para eu não precisar mais trabalhar com outra coisa), o Não2Não1 teria posts quase diários, um livro, uma comunidade para mulheres, encontros presenciais, ações lúdicas no meio da cidade, mesas-redondas, debates com transmissão pela web, casamentos não convencionais a la Não2Não1…

    Se vocês gostam do conteúdo do Não2Não1 e se observam que uma empresa também valorizou, se identificou e vinculou sua marca a tal atitude, postura, pensamento, é natural que vocês apreciem essa empresa em vez de achar que, só por ser uma empresa, sua motivação é errada. Cada vez mais as empresas estão querendo ajustar sua motivação para além do lucro. Elas perceberam que as pessoas NÃO trabalham por dinheiro (já leu “Drive”?) e estão avançando nesse sentido. Cabe a nós dar esse espaço para elas mudarem em vez de congelá-las em nossa visão estereotipada do capitalismo.

    O capitalismo mais inteligente é aquele que funciona sob a perspectiva de que o dinheiro vem quando movimentamos as pessoas e que o melhor modo de movimentar as pessoas é beneficiá-las, facilitar com que elas melhorem, movê-las em direções positivas. Isso funciona para pessoas e para empresas, é a mesma coisa.

    Saiba também que já neguei trocentas propostas de publieditoriais simplesmente por não ter identificação com a marca ou pela exigência de publicar algo que não seja o que eu publicaria de qualquer modo, coisa minha. Agora, K-Y, porra, eu tenho aqui 2 tubinhos daquele pra massagem que esquenta. E eles estão quase acabando. Como rejeitar uma proposta dessas sendo que eles não pedem NENHUMA alteração nos meus textos originais e me dão toda a liberdade pra escrever sobre o que eu quiser?

    É como se chegassem aí pra você e dissessem: “Ei, Helga, você adora assistir filmes, né? Faz com prazer, né? Então, eu pago para você fazer isso por um mês, topa?”. E eles propuseram o tema “Antes”, perfeito pra mim, pois prefiro bem mais “Antes” a “Durante” ou “Depois”.

    Por fim, algo que talvez você queira saber também: a marca não queria menção explícita, só queria bom conteúdo. EU FIZ QUESTÃO de meter essa imagem no fim dos 4 posts e de escrever esclarecendo o apoio para os leitores, pra dar a chance de eles valorizarem a marca e a ação. Agora, se vocês reagem negativamente, ótimo, qual o resultado? Eles vão continuar trabalhando com banners e vão perceber que patrocinar conteúdo não adianta. Aí os bons produtores de conteúdo ficam sem ganhar nada e tem de arranjar outra coisa pra fazer. Todos perdem, principalmente os leitores.

    Considero essa explicação desnecessária… É meio estranho ter de esclarecer essas coisas, mas parece que isso não estava nítido para você.

    Abração, Helga.

  • Helga Maria

    3) Ei ei ei, calma. You had me at “eu não teria TEMPO pra escrever tudo isso”. Meu questionamento é válido, oras, pode não? Pior seria se eu não pensasse criticamente.

    Mas gente.. devagar com o andor. Não acho que mereço seu comentário acumulado por estar chateado com todas as críticas do mundo, por isso só vou pegar a parte que me cabe mesmo. Vê lá se eu só te critico, né, Gitti. :P

    Aliás, se você puder me responder essa: Sobre o seu 1o comentário você respondeu ao Mario e comentou algo bacana. Gostaria de saber se você sabe doutro texto sobre o assunto (fazer o que precisa, não o que gosta) e se poderia me indicar. Assim, nessa mesma linha de pensamento.

    Agradecida.

  • GeorgeYK

    Gustavo,

    Sobre o comentário que você me respondeu:

    “Caso contrário, você vai ler e ficar esperando que sua mulher aja de tal e tal jeito para não atrapalhar você. Tsc, tsc… Isso é igual ficar tentando conversar com o céu para que não chova no dia do seu casamento.”

    Acho que essa é a conclusão óbvia, mas existem outros motivos também. Desse jeito pareço até um “control freak”, mas a idéia principal é ter algo estruturado (seus textos) de pensamentos que ainda não são totalmente claros na minha mente. Combinando os dois, aproveitando umas coisas, ignorando outras, talvez até discutindo o assunto com outros leitores e por aí vai.

    Eu realmente não espero que minha mulher aja de determinada maneira, nem que ela vá me atrapalhar, afinal, concorda que se chover no dia do casamento será mais um motivo pra se molhar do que chorar ? :)

    De qualquer forma, tomara que você tenha boas fontes de inspiração no outro site :D

  • Gustavo Gitti (autor)

    “a idéia principal é ter algo estruturado (seus textos) de pensamentos que ainda não são totalmente claros na minha mente.”

    Sim, George, eu entendi desde o começo. Você quer uma teoria. Você quer entender o funcionamento da coisa. Quer um modelo, um mapa, uma base segura sobre a qual agir sem erro, sem sofrer. Quer saber o que fazer, ter o chão claro à frente antes de pisar.

    Olha só: não há estrutura alguma por trás dos meus textos, muito menos isso está claro na minha mente e… quem disse que estruturar isso melhoraria nossos relacionamentos? Pelo contrário, meu caminho é quebrar essa nossas teoriazinhas sobre como as coisas são ou deveriam ser. É abrir os olhos e lidar com as coisas que surgem. E ter alguma prática pra cultivar a liberdade de brincar com estruturas sem ficar preso ao que se constrói.

    Isso até que fica evidente nos meus textos, que no começo tinham, sim, um modelinho mais estruturado, uma matriz sobre a qual eu gerava soluções para os problemas (algo que eu vivia, de fato), mas depois os textos ficam cada vez menos incertos, com mais perguntas, quebrando mais coisas, removendo, tirando, e não oferecendo outras pra colocar no lugar. ;-)

    A ideia é que, em vez de gerar mais uma certezazinha (dessas que sempre tivemos mas nunca nos levaram muito longe), mais uma visão, mais um “novo paradigma”, mais uma tentativa de encarnar uma identidade vencedora, uma estrutura segura que será infalível e vai seguir até o fim da vida com certezas, em vez de ter respostas, vamos enfim nos deparar com a impossibilidade de se conseguir isso, com a insatisfação, com uma parede nítida, com nosso grande problema, de fato, sem maquiagem, sem tentar colocar mais uma vez, de novo, o 38º quadro na parede que precisa ser pintada ou quebrada ou qualquer coisa que caiba nessa metáfora. ;-)

    E pra fazer isso a primeira coisa é não entender nada, desistir dessa necessidade de sempre entender e fazer sentido das coisas, manter coerências, precisar de bases seguras.

    Meu voto aqui no Não2Não1 é explicitar o que é chamado de dukkha (processo cíclico, sofrimento, insatisfação) nos relacionamentos e apenas mostrar claramente que NÃO VAI DAR CERTO agir como agimos. Não vai dar. Ponto. É um caminho que sempre leva pro mesmo poste, não importa quantas vezes mudemos de parceira, não importa quantas teoriazinhas tivermos, livros, jeitos, identidades, métodos, estratégias. Não vai dar certo.

    Ao mostrar isso claramente, a única coisa que posso fazer é apontar algum caminho pra felicidade e pra visão da realidade como ela é que tanto almejamos. Ou seja, o Não2Não1 começa e termina nesse post: http://nao2nao1.com.br/resposta-padrao-para-qualquer-problema-de-relacionamento-amoroso/

    Abração.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Helga, não recebi nenhuma outra crítica, foi apenas a sua. Mas aproveitei pra detalhar algumas coisas. É que eu falo demais, só isso. ;-)

    Minha fala não é pra você, relaxa. Eu sequer conheço você. Apenas aproveitei para falar aquilo. E não estou chateado. Pelo contrário, estou bem feliz com o retorno que tenho recebido nesses 4 textos.

    Hum… Outros textos sobre isso? Todos os da Pema Chodron, do Trungpa Rinpoche (especialmente “O Mito da Liberdade” e “Além do Materialismo Espiritual”) e “Budismo com Atitude”, do Alan Wallace. Acho que o “Meditando a Vida”, do Lama Padma Samten, fala disso em algum momento também. O ponto é bem simples: nós costumamos agir com a perspectiva de gosto / não gosto, buscando tudo o que gostamos e evitando o que não gostamos. Agir assim só traz sofrimento, especialmente em relações e em grupos em que tais preferências colidem.

    É fato: SEMPRE essas preferências vão colidir, mesmo com seu parceiro, mesmo com aquele que mais estiver próximo e for idêntico a você. E, mesmo quando não colidem, conseguir o que gostamos nunca é suficiente, não nos satisfaz completamente, fora o medinho de perder aquilo e o constante controle para evitar aquilo que não gostamos.

    Então precisamos ter uma outra base de ação sem cair em gosto / não gosto. Qual será? hahahahaha

  • Marcelo Quirino

    “Não é por acaso que mulheres adoram homens orgulhosos – não narcísicos, mas orgulhosos. (…) Uma coisa de botar o pau na mesa, de ser cortante, de não falar meias palavras ou viver “meia-boca”

    Se você vive para agradar ao outro, tentar advinhar os seus desejos e pensamentos, não há relação. Se o homem vive para agradar sua mulher, aí não há relação. Há submissão e isso enjoa depois de um mês.

    PS.: E outra: manda KY à vontade nos textos.KY KY KY KY KY. E merda, Gitti, pára (é com acento mesmo, nao sei porque tiraram a droga deste acento) de se explicar extensamente, po. É isso que se põe na mesa e ponto.

  • Gustavo Gitti (autor)

    “E merda, Gitti, pára (é com acento mesmo, nao sei porque tiraram a droga deste acento) de se explicar extensamente, po. É isso que se põe na mesa e ponto.”

    “You had me at “eu não teria TEMPO pra escrever tudo isso”.”

    hhahaha

    Muito bom isso!

  • Victor Lee

    Gitti, seus textos merecem várias leituras. Li o post, e daí voltei um pouco para reler, a partir de algumas idéias que tive durante a própria leitura. Que louco isso!

    Na primeira leitura, eu estava lendo sem te ouvir. Apenas utilizando minhas crenças e minha experiência de vida para traduzir o que você escreveu. Na segunda, eu procurei ler de forma mais aberta e atenta sobre o que você está transmitindo.

    Feito esse “meta-comentário”, agora falo um pouco da minha experiência.

    Quando ia para a cama pela primeira vez com uma desconhecida em minhas andanças na Europa, a transa ia bem, e o soldado ficava de pé sem problema. Teve lindas e teve não-tão-lindas e o lance da beleza física não foi o diferencial.

    O que acontecia quando ia para a cama com uma garota que eu estava começando a gostar muito era a brochada. E essas eram sempre as mega-lindas.

    Na minha cabeça de homem racional, não dava pra entender! Como é que eu brocho com uma garota que me deixa excitado visualmente e eu estou gostando e quero criar uma conexão, mais do que uma transa ocasional???

    Não fazia sentido, e até achei na época que poderia ter alguma disfunção, precisando de mudar minha alimentação, fazer mais exercícios, etc. Tentei comprar Levitra (usei Viagra duas vezes com as tais mega-lindas e MESMO ASSIM não teve efeito) mas aqui na Europa a venda é mais controlada do que no Brasil e não consegui. Eu tinha que me virar sozinho.

    Dando um fast-forward na história, fui conhecendo mais coisas sobre desenvolvimento pessoal, sobre o Deida e vários outros autores e descobri que no meu caso era pura ansiedade e insegurança. Era o medo de não atender expectativas. Era o desejo exagerado de ser o superhomem. Era a racionalidade de um cientista que queria implementar com efetividade todas as técnicas de sexo que li do Sex God Method, do Black Book e tantos outros.

    Desculpe pela história comprida. Mas no fim das contas o que resolveu mesmo (e por isso li tão interessado seu post) é “relaxar e gozar”. Algo que é chavão batido a ponto de perder o significado, mas que hoje eu interpreto como uma das melhores formas de amar.

    Pois quem quer ser o superhomem que dá a melhor experiência da vida sexual da garota algumas vezes (como meu caso) tem uma agenda escondida láaa no fundo, que é uma insegurança + narcisismo. E isso vai subindo numa espiral de neuras que se revelam no corpo físico.

    Abraço, ótimo texto!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Exato, Victor!

    Já brochei feio com garotas lindas também.

    Só que no meu caso eu nunca brochei quando rolava mais envolvimento, paixão, mais amor. Era só por causa da necessidade de impressionar logo de cara, com relações mais casuais.

    Tudo se resume a isso:

    “Pois quem quer ser o superhomem que dá a melhor experiência da vida sexual da garota algumas vezes (como meu caso) tem uma agenda escondida láaa no fundo, que é uma insegurança + narcisismo. E isso vai subindo numa espiral de neuras que se revelam no corpo físico.”

    Foi o que eu estava falando ontem no PdH. A gente recebe mil perguntas (de ambos os lados): “Como deixá-lo(a) louco(a) na cama?”. Mas tem uma motivação não dita: “…para que ele me ache especial, me admire e nunca me largue?”.

    Por trás disso também tem a ideia de que o outro não é capaz de ter prazer sozinho. Isso é a típica mentalidade machista que ignora e reprime o desejo livre feminino.

    O melhor que um homem pode fazer é sacar que a mulher vai ter prazer e que esse prazer surge do mesmo mistério que faz bebês nascerem após 9 meses. Não é causado pela mulher nem pelo homem, vamos admitir logo de saída.

    E então a gente abre espaço pra isso acontecer. O foco deveria estar em abrir a mulher, não em ficar tentando causar prazer. Se conseguimos abrir uma mulher, deixá-la respirando com cada célula do corpo, ela pira totalmente muito mais do que conseguimos controlar ou prever.

    O homem, no fundo, tem um puta MEDO disso pois desconfia (com razão) de que talvez não dê conta de uma mulher insana assim. E então sutilmente sempre diminui um pouco a energia da transa pra uma zona confortável em que ele pode ser o machão e não se perder no meio do prazer igual um menino gozando sem querer.

    Pra mim, como venho relatando na Cabana, o desafio atual é elevar aos poucos esse nível de energia do sexo e ir acompanhando o que surge quando abrimos mais espaço, relaxamos mais e deixamos de lado pequenas contrações, ansiedades e tensões que nos acompanham de modo muito, muito sutil, mesmo quando estamos felizes e relaxados.

    Pra fazer isso, não podemos ter medo de ejacular pois não vamos mais ficar muito tempo em zonas confortáveis de prazer. Vamos elevar a coisa. E não estou falando de mudar os movimentos, de ser mais violento, necessariamente, mas é um processo interno.

    Você pode fazer um papai mamãe IGUALZINHO o que fazia meses atrás, só que o prazer de ambos se move, muda, se amplia de tal modo que tudo parece ter mudado. A gente acha que usa o corpo 100%, mas não usa. Quando ampliamos, fica nítido que o corpo parece infinito, que ele sempre pode relaxar mais, se expandir mais, tocar o outro mais.

    Avançar nisso, sem precisar de técnicas mirabolantes de imposição de mãos ou qualquer coisa que trate o corpo com uma máquina de apertar botões pra causar sensações, avançar nesse caminho interno é um puta desafio e uma bela aventura. Eu estou curtindo. ;-)

    Abração.

  • Claudia

    E ai Gustavo adorei o texto, é difícil eu comentar aqui, mas sempre leio seus textos tanto aqui no Não2Nao1 como no PdH, parabéns, só preciso saber como faço para o meu namorado ter essa sensibilidade, rs. Olha eu fiquei interressada no site que vc falou que mantém só para mulheres, vc pode me passar o link?! obrigada e um abração.

  • Marcelo Quirino

    “(…)insegurança + narcisismo. E isso vai subindo numa espiral de neuras que se revelam no corpo físico.”

    Essa geração de homens nóias é resultado dessa mudança subjetiva causada pela globalização. Distanciou-se do relacionamento com o próprio corpo. Daí hoje muitos homens recorrem ao esporte radical.

    Nessa sociedade, o corpo foi esquecido na educação infantil. Agora é só a mente: o computador, os video-games, os celulares, etc.

    Não se brinca mais em árvores explorando o próprio corpo. Mora-se em apartamentos. Não se tem mais quintais para ralar o joelho no chão de terra e etc.

    Nessa nova era da globalização o homem se divorciou da Mãe Terra e o resultado é a mente separada do corpo. Resulta em sexo meia-bomba, em relacionamentos frágeis, em homens inseguros, em homens sensibilizados, e de tudo o mais que Gitti, o ET, aponta pra nós aqui com generosidade.

  • Pago Bem

    Gitti, linka teus textos sobre Liberdade, Profundidade e Presença… esse texto é complementar àqueles.

    Fantástico. abs.

  • Daniela

    Gustavo

    Leio os seus textos sempre. Eles me ajudam a ser mais feliz. Me identifico porque penso muito, em tudo. Nos momentos de crise, já apareceram indicações religiosas, mas o que me ajuda mesmo é pensar e conversar. O que faço aqui no blog (é, eu converso com você).
    Hoje especialmente, em razão do café expresso que me deixou mais ligada e com vontade de escrever.
    Já coloquei em prática algumas das suas sugestões com meu marido, e sempre deu certo. Por exemplo: no meio de uma briga consegui controlar a raiva que chegava, rir e abraçá-lo, de uma forma que isso não o irritasse. E não foi tão difícil.
    Parece que seguimos a cartilha da briga de casal: se ele gritou, tenho que gritar, se falou isso, tenho que falar aquilo. Às vezes é só uma questão de escolher não entrar nessa, ter outra reação. Claro que a coisa não pode estar muito feia, estou falando de uma discussão comum, que poderia acabar mal e não acabou.
    Mas a minha dificuldade hoje é: como despertá-lo para todas essas questões que você aborda tão bem? (Minhas preferidas são liberdade, profundidade e presença).
    Sugerir a leitura dos seus textos não é o caminho. Essa opção está descartada por mim, pelo menos no começo.
    Lendo seu último texto, percebi – e fiquei tão feliz! – que até por um pouco de sorte estou mesmo com um homem maravilhoso, que só precisa de um pouco de direção, lapidação. Penso nos meus ex namorados e acho que consigo imaginar essa mesma possibilidade com apenas um deles – por isso disse que foi sorte construir uma vida com meu marido, porque por mais que tenha sido também escolha, na época eu era tão anêmona que não sabia o que se passava comigo. Por aí você vê que ele tem potencial, porque me escolheu! Ficou meio confuso isso. Deu para entender?
    Acho que você realmente presta um serviço nobre às pessoas. Ás vezes acho que vc falou alguma bobagem, mas suas ideias me enriquecem.
    Então, por favor, o que eu faço para aproveitar ao máximo a pedra preciosa que tenho em casa? Como fazê-lo se interessar em melhorar? As conversas na hora e no tom certos ajudam, mas quero mais! Sinto que estamos perdendo tempo por não conseguirmos avançar para sermos um casal que vive em liberdade, exuberância, amor, entrega.
    Um beijo!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Oi Daniela,

    A melhor forma de ajudar os outros (não apenas seu marido) e melhorar as relações é encontrar uma prática que possa ser feita de modo regular e, ao mesmo tempo, abrir esse olho para observar toda a vida sob uma perspectiva impessoal, olhando as estruturas, os movimentos, os padrões, as qualidades, as prisões e a espacialidade por trás.

    Se deixar a vida te levar e apenas tentar trabalhar com cada uma das relações, igual todo mundo faz, vai levar um longo tempo para alguma transformação mínima ocorrer. Você vai morrer antes, certeza.

    Melhor percebermos logo essa nossa dificuldade básica, essas nossas motivações ocultas de carência, orgulho, preguiça, ansiedade, medo, raiva, apego. Melhor não esperarmos que os outros mudem para que então as coisas possam fluir, para então sermos felizes. Melhor começar a vivenciar essa felicidade e dar o exemplo, oferecer isso apenas com nossa presença e com nossos olhos para os outros, sejam eles estranhos ou maridos.

    Eu não sei até onde vai sua motivação para melhorar. Se o seu marido ficar perfeito do dia pra noite, pronto, é isso? Você apenas seguiria com essa felicidade condicionada? Ou você quer mais?

    Se quer mais, encontre alguém que contemplou essas questões de modo profundo. Eu dei minhas indicações aqui: http://nao2nao1.com.br/resposta-padrao-para-qualquer-problema-de-relacionamento-amoroso/

    Após praticar em algum caminho e realmente testá-lo em sua vida, volte aqui e compartilhe conosco.

    O ponto não é fazer os outros se interessarem em melhorar. Eles JÁ TEM esse interesse. O ponto é fazer o SEU interesse em melhorar virar uma ação.

    Beijo.

  • Daniela

    É, eu quero mais. Me vi preguiçosa mesmo nesse caminho. E me perdi pensando em como seria legal se ELE pensasse em todas essas coisas. Mas e se EU tentar realmente viver tudo isso? Perceber minha carência como base das também minhas frustrações no casamento já é um começo, né?
    Obrigada.

  • Marcelo Quirino

    O ruim de ler Gitti é isso… ele deprime as casadas….rsrsrrr

  • Daniela

    Não, Marcelo, ele estimula.

  • Marcelo Quirino

    Claro, vislumbra-se uma posibilidade… e retiramos da genética o comportamento deles… No debate entre nurture and nature, diz-se: relaxa, isso não é genética. É aprendido… rs

    Apenas palavras conotativas…. rsrs.

  • Daniela

    Não de novo. Comportamento deles não, meu comportamento. É só deixar de ser preguiçosa e mimada. Nossa, descobri um tesouro!
    Abraço, Marcelo.

  • Marcelo Quirino

    Claro. Com certeza também o delas, lógico…

  • Marcelo Quirino

    Claro. Com certeza também o delas, lógico… rs

  • Maicon

    Excelente texto. Pontos importantes com observações incisivas e corretas. Os comentários tabém vale muito a pena ler.

  • myla

    muito bom, Gu: muito bom mesmo!!!

    valeu pela indicação do Badalamenti, Lauren’s walking toca, profundo, muito, e muito mesmo.

    vou rever o filme. :)

    ando interessada no resgate do instintivo no feminino – e ainda não havia pensado nesse resgate sobre a ótica do masculino (acho q se dão d formas aproximadas, vou deixar isso prum segundo passo. ;) )

    sobre o feminino instintivo, as práticas, todas elas, quanto mais pesquiso e aprendo, se relacionam indiscutivelmente com o corpo, a respiração – o estar-presente. com a imaginação e o PRAZER.

    mas, como vc já sabe, não é aquele prazer superficial, d se fazer o q se tem vontade, d se mimar. mas, sim, a prática d um prazer-mais-elevado-q-flui-através-do-corpo da citação do Deida desse post: surrender.

    em miúdos, como nós, mulheres, nos oferecemos ao mundo:

    com o corpo tenso, refém dos tantos medos do q vc acha q te falta, ou vc já aprendeu q não vai “encontrar” o amor/felicidade em uma pessoa, ou situação ou objeto???

    se vc ainda espera que alguém ou algo te faça feliz é pq vc ainda não viveu situações e relacionamentos suficientes para q essa fixa caia.

    então, como o Deida e outros propõem, que tal construir um novo ponto-d-partida?

    repito a perg.: como nós, mulheres, nos oferecemos ao mundo, ao nossos homens, amigos e família???

    tensas, sempre correndo atrás d algo (q 99% das vezes se resume a se sentir amada) ou nos movemos com o corpo aberto, vulnerável, relaxado, em q cada gesto torna-se fonte d amor, o amor q brota e flui d dentro pq finalmente aprendemos q só nos sentimos amadas qdo nós mesmas amamos?

    qdo começamos a praticar esse novo caminho, o prazer nos acompanha, passo-a-passo.

    tanto o homem desprovido d humor qto a mulher, d prazer já sinalizam, na maior parte das vezes, uma impotência esterelizante.

    e o resgate, o deixar d ser refém dessa situação, invariavelmente passa pelo corpo. por isso q gosto tanto qdo vc aborda o corpo em seus textos. nada mais tudo a ver!!!!!

    bjs

  • Ana

    Gustavo !
    Percebo que vc direcionou esse texto mais para os homens, mais penso que tem muita coisa que pode ser aplicado as mulheres também.
    Quando vc se refere a impotência perante a vida, a necessidade de uma vida com sentido, presença, acho que isso também pode se aplicar a nós mulheres.
    Confusão, fragilidade … talvez isso mine os nossos relacionamentos, ficamos perdidas em nossos devaneios e não conseguimos avançar sobre as coisas.
    Aquela idéia de que se vc não tem tesão pela vida como vai ter pelo seu homem.
    O que vc acha disso ?

  • Gustavo Gitti (autor)

    Ana,

    Eu acho que sim. Se você vê assim, ótimo, sim, o mesmo vale para você. ;-)

  • Marcelo Oliveira

    Parabéns Gustavo!
    Já faz um tempo que leio o Pdh e gostei muito dos textos do seu site. É um ótimo trabalho de convidar as pessoas evoluírem para si e depois para o parceiro. O excesso de cobrança atualmente acaba nos anulando como indivíduos e companheiros. Mensagens como esta servem muito bem para ajudar a abrir os olhos e tomar as rédeas da nossa vida, dinovo.

    Abraço!

  • Daniela

    Gustavo,
    Acabei de assitir um filme que me fez lembrar das coisas q vc fala por aqui no blog.
    O nome do filme é “Motivos para no enamorarse” ou em português, “Alguns motivos para não se apaixonar”, é um filme argentino de 2008, mas, segundo o blog da livraria cultura, vai estreiar aí em SP em 11 de junho. Lindo filme.
    Fica a dica ;o)
    Um abraço

  • Valéria

    Maravilhoso post…fantástica leitura!

    Me comoveu, acredita?

    Talvez pq acabei me envolvendo com um cara que tinha fama de Don Juan (para as menos avisadas) e de brocha (para as que estiveram com ele) e que muito provavelmente se eu tivesse pensado um pouco mais talvez nunca tivesse dado uma chance, mas isso seria ir contra ao que vivo pregando por aí pousar um olhar sobre o “diverso” aquilo que não é tão familiar, ou conhecido…

    Mas isso não impediu que eu fosse pessoalmente tirar minhas próprias conclusões. E honestamente… por enxergar potencial no cara e ver o olhos dele brilharem sempre que estava ao meu lado, coloquei em prática o seu “seja você a pessoa certa” e tenho certeza que a minha sensibilidade foi um fator importante para que ele se livrasse das brochadas.

    É uma pena que ele nunca tenha me dado créditos quando falava dos seus textos incriveis Gustavo e que ele não tenha colocado toda sua potência em prol de um relacionamento forte e bonito. Preferiu brochar me deixando depois de três meses morando juntos (meuuuuuu o que são três meses? nda!) Preferindo carregar consigo o discurso de que me ama, mas não tem o que me oferecer e que prefere não pensar em nós…enfim. Não basta deixar de ser brocha na cama, tem que abrir o peito e coração pra não brochar na vida e não deixar um grande amor passar, né?!

    Não nego, e não negarei minha porção altamente abismal… portanto um sonoro “próximoooooo” e por favor com colhão e coração.

    Obs: Desculpem o desabafo… e parabens meninos.

  • Paco

    “7. Ele sente prazer em conduzir e mover sua mulher. Observou que essa postura abre espaço para que ela seja e aja como mulher de um modo que nem sempre consegue em sua vida cotidiana.”

    Sempre que você usa a palavra “conduzir” nos seus stextos automáticamente vem a minha cabeça o ato de:

    Se mover de modo autônomo, não se deixar guiar pela mulher, pelas opiniões dela, pelo humor oscilante dela, não deixar que ela dite regras ou mande no namorado.

    Ex: Amor, vai no mercado e compra Shoyu pra temperar a carne por favor.
    Você vai no mercado, e compra molho inglês pensando que ficará melhor o tempêro com molho inglês. Chegando em casa, ela diz:

    Po, pedi shoyu, não molho inglês.
    Ai você emenda.
    – Amor, vai por mim, acho que ficará melhor com molho inglês.

    E no final do jantar ela se lambusa e adora o tempero novo que VOCÊ apresentou pra ela sem que ela soubesse que aquilo era bom(molho inglês).

    Isso, pode-se dizer, é conduzir uma mulher?

    Desculpa, lógico que o exemplo é tosco e idiota, mas não consegui exemplo melhor.

    Poderia dispor do seu tempo se possivel e explicar melhor esse lance de condução.

    Minha namorada é extremamente independente, faz as coisas sozinhas, faz o que acha melhor fazer, sempre pede minha opinião, mas age por si própria e as vezes fico perdido. É como se ela não precisasse ser conduzida saca. Mas ai vem em minha mente. TODA mulher precisa de condução. ENtão ago sempre de modo autonomo, até meio egoísta, demosntrando liberade e auto confiança. E no final, ela gosta, acata, se abre ao meu gosto e diz que se sente segura ao meu lado, diz que sou um cara seguro e admira isso em mim. Só diz que sou estupido e mala as vezes.
    Mas até ai melhor doq passivo e bonzinho.

    Comecei a praticar meditação graças a tu rapaz.
    Obrigado por mostrar esse lado que até então desconhecia.

    Abraço!

  • Paco

    Corrigindo o erro: Então “ajo” sempre de modo autonomo…

    Pelo amor.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Paco,

    Condução não é controle. E também não é ignorar o desejo feminino. Pelo contrário.

    Se ela pediu shoyo, compre shoyo! hahaha

    Quando você dança samba de gafieira, por exemplo, você não propõe os passos do nada, da sua cabeça, não! Você é conduzido pela dança e então comunica isso a sua mulher. Ao mesmo tempo, você fica bem aberto à própria mulher, a como ela dança, o que ela sabe, o que ela gosta, como ela está… Ou seja, condução sem essa sensibilidade é pura burrice.

    Para saber conduzir uma mulher, você tem de achar uma base que lhe conduza pela vida também. E então oferecer isso a ela de mil modos, não só nas dimensões sexuais.

    Ontem eu escrevi longamente sobre isso na Cabana, incluindo um relato recente do que rolou comigo. Infelizmente não posso reproduzi-lo aqui, mas seria um prazer ter você lá conosco.

    Abraço.

  • Paco

    Condução então seria oferecer algo de forma aberta.

    “Para saber conduzir uma mulher, você tem de achar uma base que lhe conduza pela vida também. E então oferecer isso a ela de mil modos, não só nas dimensões sexuais.”

    Essa base seria a própria autonomia, direcionamento na vida, tipo: “Sei o que eu quero, pra onde estou indo” ?

    Bom, nem vou mais te amolar mas entendi em partes o que você quis dizer. Vou sim entrar na cabana. Ja faz um tempo que venho querendo.

    Comprei o Livro Papo de Homem na Saraiva, Muito bom. Se bem que quase todos os posts eu ja tinha lido aqui. Mas os que estão só no livro são “Fodas”.

    Aguardamos mais edições e claro, o livro, nao2nao1.

    Abraço!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Paco,

    Eu gosto da ideia de não saber o que é. Gosto de ampliar o foco, abrir bem os olhos (um pouco do que conversamos) e então, na hora H, não saber. Simplesmente não saber e avançar.

  • PV Masculino

    Gitti,

    Acho muito interessante o ponto de vista que vc lança aqui. Concordo com vc em grande medida, mas, mais do que isso, serve-me muito como uma inspiração, para aspectos que não me surgem instintivamente.

    Acho legal lançar esse olhar transcendental sobre a vida e o cotidiano. Entretanto, esse desapego que vc prega, generalizado, configura uma filosofia de vida, em minha opinião, praticamente impossível de se alcançar, a não ser que vc esteja disposto a virar um monge budista.

    Acho utópico buscar isso em tudo na vida, além do que, para se conseguir essa “elevação espiritual”, teríamos que fazer um esforço e uma vigilância constantes. E para quê? Para se atingir o objetivo, o DESEJO, de transcender.

    Ou seja, Gitti, buscando o propósito de se desprender, cria-se novos ídolos a perseguir, que no final das contas são novos apegos.

    Eu acho mais inteligente admitir que os apegos e desejos existem, tentar controlá-los e tentar atendê-los de forma saudável. Isso faz parte da seara da satisfação e do divertimento, algo que não faz mal a ninguém, até onde eu saiba.

    Entretanto, essa visão transcendental e desapegada, por ser tão difícil de vivenciá-la, deve ser reservada para as coisas que vc realmente dá valor, para aquilo que vc julga sagrado (não no sentido religioso, mas sim daquilo pelo que vc daria sua vida).

    Isso faz parte de outra esfera, daquilo que dá sentido à vida, que julgamos mais importante do nós mesmos. Para alguns é uma ideologia política, para outros uma religião, para mim, e creio que para maioria das pessoas atualmente, é a família e os amigos de verdade.

    Acho que aceitar essa divisão, facilita implementar esse aspecto de desapego naquilo que realmente importa, e não com relação ao cotidiano mais banal.

    Abraço!

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sim, “PV Masculino”, esse é o caminho mais fácil e cômodo mesmo.

    Abraço.

  • Luciana

    Escrevi um texto muito maior e pessoal para enviar, mas não gostaria que fosse publicado na íntegra, por esse motivo estou enviando somente o final. Posso enviar o texto completo sem que ele seja publicado?

    Agradeço por diversos esclarecimentos desse universo masculino que eu penso que nós, mulheres precisamos saber entender e respeitar mais. Mas mais ainda, por essa tentativa de tradução do feminino para a linguagem masculina, que você consegue fazer com muita competência. Gostaria que o seu público masculino conseguisse se tornar cada vez mais amplo, pois admito que, quase sempre, a tarefa de vocês em nos compreender é bem maior. Mas ainda assim, acho que o principal segredo é aquilo que vocês tem de vantagem sobre nós, a maior segurança e coragem (por favor, não conte para outras mulheres que eu admiti isso!)
    Um beijão, se a sua namorada permitir
    Luciana

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sim, Luciana, li seu texto inteiro e não publiquei.

    Beijo.

  • vanessa

    O que é você?
    Um conhecedor de si mesmo….
    Que desbrava o feminino com total equilibrio e fascinio?

    Amei o que escreveu!

    Quem é você?
    rsrs…..

  • Marcelo Ferreira

    É legal a galera saber que com a quebra da patente do Viagra, os genéricos foram liberados pra venda, são muito mais baratos e têm exatamente os mesmos efeitos.
    O AH-ZUL por exemplo vai custar só R$7.
    Fica mais acessível pros homens de menor renda terem uma qualidade de vida melhor.

  • May

    Olá Gustavo!
    Sou “iniciante” em seu blog, mas já consigo sentir sua qualidade e perceber que sua essência racional e emocinal (envolvendo meditação, budismo, busca etc) coincide com a minha linha de pensamento.

    “Há, claro, muito o que uma mulher pode fazer para não dinamitar a potência masculina e para sustentar sua própria energia. Mas isso é assunto para outros textos.”

    Fiquei muito cursiosa com esse assunto! Já está no forno este texto? (rs) Ou vou ter pedir um petisco como entrada? (como por exemplo: dica de algum livro, filme, texto etc, o mais específico possível desse assunto)

    Aguardo ansiosa pelo seu retorno. (pode ser por e-mail?)
    Parabéns pelo blog!

  • Casaugusto

    Oi Gustavo,
    eu li ontem em algum lugar aqui alguma coisa assim: a mulher que enaltece o seu homem dentro do quarto, faz com que ele se sinta enaltecido tambem fora dele.. achei que era nesse post mas eu jah li este e os outros posts e nao consigo achar de novo…
    Em tempo, sua citacao de “…Tem a manha de avançar sobre sua parceira com dois pés e duas mãos sem nada atrás hesitando (“Será que eu não consigo uma melhor? Será que vai dar certo?”)?” é exatamente o que eu ouvi outro dia de um amigo “Casaugusto, homem eh romantico, mulher eh pratica” No sentido de que somos romanticos pensando que sempre poderemos encontrar algo melhor, e as mulheres praticas no sentido de “o que eu tenho isso mesmo, vamos tirar o melhor dele”.. algumas mulheres entederam, outras gritaram, uns amigos concordaram mas alguns amigos me agradeceram, porque segundo eles “Isso é o inicio do movimento de descriminalizacao, legalizacao e democratizacao da filadaputagem masculina !!!!”
    :)

    abraco e parabens pelo blog.
    Casaugusto

  • Gustavo Gitti (autor)

    “Isso é o inicio do movimento de descriminalizacao, legalizacao e democratizacao da filadaputagem masculina”

    Opa, eu sou desse movimento também! ;-)

  • Casaugusto

    Agora com os devidos creditos, devidamente autorizados.. ““Isso é o inicio do movimento de descriminalizacao, legalizacao e democratizacao da filadaputagem masculina” @patrick_pls

  • Thaiane

    Meu Deus!Eu tô procurando alguma palavra ou expressão pra descrever…sério…não consigo achar…absolutamente maravilhoso!acho que isso se aproxima.
    Em todos esses anos navegando pela net nunca havia encontrado nada igual,todos os homens do mundo deveriam ler o seu blog…rsrs
    Só me resta dizer Parabéns!!!

  • Débora

    Gitti,

    Estou viciada em você. Suas palavras penetram e avançam sobre as coisas… encontrando forma na nossa essência.
    Quando crescer quero ser igual a você.

  • Dalmo

    Olá Gustavo,

    Nunca comentei por aqui e não sei se você vai ver esse comentário, mas esse texto me deu a maior força nesse momento, em que eu acabo de deixar escapar uma puta oportunidade com uma garota por pura insegurança. Seu texto me fez enxergar a situação. Ao invés de tentar esquecer, eu consegui encarar o problema. Eu deixei de lamentar e passei a senti uma força extra para continuar tentando, mas sem toda a ansiedade que eu estava sentindo antes. Faz um tempo que to “investindo” nessa garota, sempre pensando em agradá-la ao máximo e essa vontade de agradá-la só me trouxe insegurança. Agora eu não quero agradá-la, quero que ela seja feliz e penso em formas de contribuir para isso, é uma visão diferente.

    Obrigado!

  • Sami

    Gustavo,
    Amei tudo o que li, obrigada,que texto maravilhoso…
    Tbem quero o link do site só para mulheres,tá?
    Obrigada!

  • Iris

    Nossa geração
    Gerando homens cada vez mais impotentes
    Impotentes pra vida
    Um oceano de insegurança
    Que nenhuma mulher normal é capaz de suportar
    Sociedade de mulher de terninho
    E homens de avental, cozinhando
    Generalizando bem, o homem vai perdendo seu papel de homem macho do passado
    E anda meio perdido, numa fase de transição
    Daí vem as angústias intermináveis de um lado frágil que os homens nem sabiam que existiam dentro deles
    Nessas horas que dá pra ver né que a vida não é só carne e osso
    Sexo e prazer
    Nessas horas, homens do mundo todo, vcs desmoronam, até os mais céticos, esses são os piores
    E se perguntam, o que está acontecendo comigo????
    Homens, homens ….
    Sexo frágil
    Ruim com eles, pior sem eles

  • Camila

    Adoro seus texto, mais um trabalho genial…

  • Andreia

    Nossa, Gustavo….. que texto maravilhoso!!!! Engraçãdo, estou namorando a um ano e quatro meses e nas suas 11 possibilidades, encontrei meu boyfriend na maioria delas … rsrs. Acho que sou uma mulher sortuda, né??? Obrigado por textos tão especiais….

  • Andrea

    Parabéns!! Como seria diferente se os homens descobrissem a cura para esta impotência.Gostaria de ter a sorte de encontrar um homem assim.
    Abraço

  • Mary

    Gustavo, meu caro,

    que delícia ler o que escreves, adorei a abordagem desse assunto, comentei a pouco com meu marido sobre os perigos do sex-fastfood, mas sinceramente ficava ressentida de apontar e criticar, papel comum de muitas mulheres, coisa que me mata fazer.
    Sinto falta principalmente da atitude masculina,hoje em dia, do abrir espaço em vez do ficar pedindo e acho ele respeitoso demais, torço pra que ele leia o que você escreveu e caia a ficha.

  • Isabel de Portugal

    É realmente um bom post e sempre interessante quando a gente aprende a questão via mente masculina, que é uma perspectiva diferente da feminina. Quando acontece termos um companheiro com esse problema é muito dificil conseguir que ele se abra para uma companheira mesmo que ela seja paciente e não crítica. o homem já se critica a si mesmo o tempo todo. Fica mais dificil ainda quando esse homem atravessa um periodo de desemprego e é “sustentado” pela companheira. Muitos homens sentem isso como uma humilhação e mais um fator em detrimento da companheira que, além de não ter culpa tenta pôr comida na mesa e dar conta das consultas médicas. Penso que é o mínimo que uma mulher pode fazer pelo seu homem em tempo dificeis. Ainda assim, ele sente isso como uma humilhação piorando a disfunção eréctil. A mulher pergunta-se: puxa, se fosse ao contrário então como seria? Espera-se que um casal esteja para o bom e o mau, na saúde e na doença mas…não acontece assim.
    Uma lição a aprender no futuro: nunca ajudar homem em dificuldade pois a raiva acumulada daquilo que sendo um gesto de carinho fica sentida como uma humilhação…E a mulher “dana-se”.
    Um desabafo apenas.
    Mais uma vez, uma boa análise a sua.
    Abraço caloroso de um país frio.