A mulher que vai ganhar o livro da Maitê Proença é…

Vamos ao que interessa. O post sobre o livro da Maitê Proença gerou 44 comentários. Antes de revelar a ganhadora, vou citar o que considero os principais trechos (principalmente para a leitura dos homens). Eis algumas respostas à questão “Quando virei mulher?”:
“Hoje quero alguém que me tire as rédeas das mãos, me ponha sentada no colo e me diga que vai me levar não-importa-pra-onde. E foi quando eu decidi que embarcaria nessa viagem qualquer, que percebi que sou mulher. É preciso muito mais força pra se deixar guiar… não é?”
“Quer saber quando me senti mulher? Quando um homem me tratou como mulher e ponto. Ele era um estranho, isto é, não sabia deste meu histórico “fálico”. Ele me conduziu entre os lugares. Decidiu por nós. Mandou. E eu achei deliciosamente bom estar entregue àquele homem.”
“Me sinto mulher quando vejo que não posso me controlar, me entender, e me racionalizar. Quando simplesmente abraço esta confusão de sensações e sentimentos.”
“Mulher não tem signo, nem símbolo. A gente não sabe exatamente o que é que nos torna o que somos. O que é que dá a pitada final naquele caldo de emoções conflitantes.”
“Ser mulher é uma coisa que vem e que vai…”
“Eu tinha um casamento, um emprego, uma vida. Mas eu não ME tinha.”
“No parto também, a feminilidade exalava por todos os poros, literalmente. Momentos como esse nos ligam à todas as mulheres que vieram antes de nós, e eu sentia que todas as minhas antepassadas estavam ali comigo, parindo.”
“Fui mulher sempre que me apaixonei, sempre que me senti tocada de alguma forma, pelo masculino. Deixava de ser quando esse mesmo masculino não sabia me conduzir, e eu assumia minha porção máscula, como aprendi bem a fazer pela sobrevivência.”
“Tornei-me mulher quando entendi que podia ser forte, mas não precisava ter medo de ser frágil. Quando aprendi que podia carregar o mundo nas costas, mas chorar porque estava pesado.”
“Viro mulher todos os dias quando durmo só e acordo molhada de sonhos indizíveis, pulo os brinquedos pra beijar meu guri, vou pro trabalho cantando com o rádio, chamo meu chefe de meu bem por força de outros hábitos, corro pra casa e faço supermercado na hora do almoço, levo carro pra revisão, pago as contas, levo trabalho pra casa, busco filho na escola, leio o Borges, mando presentes pelo correio para gente querida. Viro mulher sempre que posso, quando esqueço de tudo e me deixo levar pela onda que abraça a mim e ao homem que move o meu desejo.”
Depois de me deliciar com esses relatos, resolvi dar 2 livros, claro. Para que ficar com um, não é mesmo? Vou dar o meu também. As ganhadoras são essas que escreveram os últimos dois trechos acima: Deborah (pela frase) e Amarílis (pela vida). O primeiro trecho acima merece muito também, mas a Camila é minha amiga. Seria sacanagem… ;-)
Por favor, informem por email seus endereços para que eu possa enviar pelo correio. Agradeço a todas-cada-uma pela participação. Em breve, teremos mais disso por aqui!






Ah, Gustavo, adorei! Estava super a fim de ler esse livro, depois de ler sua resenha e outras espalhadas por aí. E fico super honrada de ter sido escolhida diante de tantos depoimentos lindos, tantas definições super sensíveis desse mistério que é ser mulher.
Obrigada por nos ajudar a desvendar isso a cada dia, obrigada por escrever coisas que nos dão prazer em ler, que nos fazem refletir.
Já estou mandando meu e-mail!
Beijos!
Parabéns Garotas!!
Vcs mereceram com certeza!!! Sua frase foi certeira Déborah.
E a Amarilis demosntrou muito bem o que é ser uma mulher-polvo-no-mundo-moderno.. rs!
Somos mulheres quando dá… heuheue…
Ótimo isso!!
beijos
Obrigada por nos ajudar a desvendar isso a cada dia, obrigada por escrever coisas que nos dão prazer em ler, que nos fazem refletir. [2]
adorei as respostas que mereceram os livros..
porque é tão interessante encontrar a gente descrita em palavras de quem nunca vimos, quer dizer que não só eu me sinto esse ser de inúmeras faces e única, inteira, e não quero ser outra e gosto de mim assim….
bjs
A frase da Deborah mereceu, precisa e criativa.
As outras tb tão muito boas …, mas eu daria o 2º lugar (já que não foi meu, rs) para esta frase (muito boa): “Quer saber quando me senti mulher? Quando um homem me tratou como mulher e ponto. Ele era um estranho, isto é, não sabia deste meu histórico “fálico”. Ele me conduziu entre os lugares. Decidiu por nós. Mandou. E eu achei deliciosamente bom estar entregue àquele homem.”
… juro que fiquei triste por nem ser citada …. snif, snif.
Enfim, sobreviverei … hahahaha :P
Parabéns garotas!!
Puxa, que alegria!!!! Gostei muito da brincadeira e de ter acompanhado os depoimentos de tantas outras meninas. A Nati definiu bem a coisa: me sinto uma mulher-polvo, seguindo linhagem de família. E falando nisso, aproveito pra citar meu trecho favorito, escrito pela Maíra e também escolhido pelo Gustavo: “…eu sentia que todas as minhas antepassadas estavam ali comigo, parindo”. Bonito mesmo, gente. Abração apertado para todas as mulheres que se revelam. Beijo pro Gustavo. Já vou mandar depressinha meu email…;-)
Parabéns meninas!
Eu não ganhei o livro, mas tive duas passagens de texto pinçadas pelo Gustavo no post, então já fui premiada, rsrs.
Parabéns para todas nós.
Beijos!
Droga,
pra variar, cheguei depois.
=/
Pô, Gitti. Eu tanto sabia que minha resposta não valia o livro que comprei, mas pô… citar a frase mais retardada do meu comentário não é justo! Esse trecho tava melhor: “Ser mulher é ter vontade de chorar loucamente quando a sua filha diz que ficou menstruada pela primeira vez [pensando, puxa, cadê o meu ‘bebezinho’?] e levar ela pra tomar um sorvete, dar os parabéns, comemorar e conversar aquelas coisas todas e depois enfiar a cabeça no travesseiro e chorar até as penas de ganso dele estarem completamente molhadas…”
Hahaha.
A escolha foi muito bem feita e o prêmio justíssimo.
Beijoca!
Parabens a Deborah e Amarilis, o livro foi com certeza mais q merecido pelas duas!
eu adorei participar da promocao, por ter me obrigado a parar p pensar no assunto.
Por isso gosto tanto do seu blog, nos faz parar p pensar sobre nos mesmos, nossos atos, gestos, palavras, desejos e muito mais!
Beijo!
Oi, tudo bom? Queria te perguntar se vc está fazendo seu livro em producao independente ou junto de uma editora? Estou escrevendo um também e pensando qual caminho devo tomar para a publicacao. Se vc pudesse mandar um e-mail pra mim, eu agradeceria muito.
Beijos da Alemanha, Sandra
Eu não teria me definido tão bem mulher, me encaixei em cada uma das definições!!Parabéns!!
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