A eletricidade natural de estar vivo (parte 1)

por Gustavo Gitti 5 maio 2011 33 comentários

Os pelos do braço se arrepiam. Nenhuma explicação científica diminui meu encanto por esse fenômeno. Não apenas pela beleza do colo, da nuca, do peito de uma mulher arrepiada, mas pela eletricidade que acontece sem controle, especialmente quando a causa não é frio, tesão, medo ou alguma emoção específica. (No último treinamento de Taketina, aconteceu algumas vezes enquanto tocava berimbau e espiralava ao redor do surdo. Ou durante o dia, do nada. Aprendi como falar isso em inglês: goose bumps.)

O arrepio é uma das maiores evidências de que há algo vivo em nós. Quando perguntamos “Como você está?”, a pessoa pode até pensar nos fatos da vida, mas acontecimentos e situações não tem nada a ver com felicidade ou sofrimento. O que vai definir a resposta positiva é o calor no peito, o brilho nos olhos, a respiração profunda, o sorriso silencioso, a experiência de energia fluindo, prazer, leveza, horizonte aberto, presença lúdica, espaço para ação, lucidez e criação de sentido. A resposta negativa virá com respiração ansiosa, confusão, contração, incapacidade de atribuir sentidos, seriedade, olhos opacos, peso, dor, fechamento, poucas opções de reação, energia interrompida, oscilante ou dispersa.

É por isso que nesse texto vou colocar no centro aquilo que consideramos mais periférico. Trocar efeito e causa. Inverter a visão que atribui nossa felicidade ou sofrimento a determinados acontecimentos que supostamente diminuem ou aumentam nossa experiência de bem-estar. Se nossa oscilação emocional é sempre tratada como objeto passivo, como poderemos cultivar autonomia de energia? Em vez de deixar o bem-estar no final da frase, vamos colocá-lo logo de cara como sujeito: é a eletricidade que define se surge felicidade ou sofrimento, não importa em qual experiência.

Em vez de olhar para as mil situações, cenários e configurações da vida, vamos respirar e sentir como nosso pulmão muda. É com o pulmão que sofremos e é com o pulmão que podemos ter alguma chance de encontrar liberdade e felicidade nas relações.

O sequestro de nossa eletricidade

A dinâmica é sabida. O bandido captura a pessoa, joga dentro de um cubículo e diz: “Agora você vai operar sua mente, sua energia, seu corpo dentro desse quarto. Você vai continuar respirando, sentindo, pensando, tudo igual, mas agora você está participando desse jogo chamado sequestro, então vai respirar, sentir, pensar como alguém sequestrado. Tudo bem?”. Ele não diz bem isso, mas é isso o que ele diz.

Todos os jogos, histórias, mundos, realidades, filmes que construímos em nossa vida são sequestros sutis. Ao colocar o anel, o recém-marido diz: “Agora você vai operar sua mente, sua energia, seu corpo dentro dessa relação. Você vai continuar respirando, sentindo, pensando, tudo igual, mas agora você está participando desse jogo chamado casamento, então vai respirar, sentir, pensar como alguém casado. Tudo bem?”. A chefe, o professor, a amiga, o sócio… todos com a mesma fala.

Uma vez dentro de alguns mundos, incorporando algumas identidades, o brilho no olho, o sorriso aberto, a respiração profunda, o calor no peito passam a surgir sob condições. A eletricidade natural agora é a eletricidade de um personagem específico.

É como se transplantássemos nosso coração em um bonequinho 2D que vive na tela do videogame. Diante da possibilidade de controlá-lo e principalmente de usá-lo para controlar seu mundo, deixamos que ele nos controle. Enquanto os movimentos desses pixels nos alegram, tudo ok. O problema começa quando o mundo se desintegra, o bonequinho morre ou apenas perdemos o nível de controle esperado.

Nosso coração sabia bater sozinho, mas passou tempo demais sendo comandado por um coração virtual. Sabíamos respirar, mas passamos tempo demais respirando em função de nossa namorada. Tínhamos eletricidade, mas a vinculamos à identidade de marido. Agora, para ativar a energia, precisamos mover o marido. E quando a relação acaba? Ao tentar reconquistar a esposa, tudo o que ele deseja é voltar a ser marido.

Sofrimentos virtuais

Assim que começamos a respirar mal, comer e dormir pouco (ou demais!), assim que perdemos eletricidade e brilho no olho, sentimos uma necessidade urgente de consertar o jogo, ressuscitar o personagem, remontar o mundo. A última coisa em nossa lista de prioridades é resgatar a capacidade de respirar, voltar a sentir nossa eletricidade natural, deixar o olho brilhar sem depender de nenhuma visão especial, desentortar o corpo, liberar a mente das condições que a asfixiaram – ironicamente, como já escrevi, é essa a melhor saída para qualquer sofrimento.

Quanto mais dor, mais colocamos nosso foco no personagem, mais tentamos controlar. O casamento que começou como uma brincadeira, uma fantasia, um faz-de-conta, virou realidade sólida, séria, inescapável. A identidade que começou como encenação virou nossa essência. É assim que o sofrimento virtual de um personagem vira dor no peito, falta de ar, vontade de se matar. A confusão se torna cada vez mais real a ponto de transbordar para outros corpos e mentes ao nosso redor.

Tudo acontece como se tivéssemos uma vela queimando dentro de um copo em nossa mão. Sem perceber os limites do copo, com foco excessivo no fogo, sem espaço para nos mover, ficamos com o dedo muito próximo, queimando, doendo. Alucinamos: a casa inteira está pegando fogo! Saímos correndo, nos debatemos, deixamos cair o copo… e aí sim a casa inteira pega fogo.

Em pouco tempo a alucinação vira realidade, basta um pouco de insistência, hábito, compulsão em acreditar na concretude das coisas como elas nos aparecem. Os sofrimentos se tornam reais na exata medida em que não desconfiamos de sua virtualidade.

A base das inteligências

Ora, o aparente sequestro não tem nada de negativo. Na verdade, não é sequer um aprisionamento. Só podemos respirar, sentir, pensar como namorado, pai, irmão, filho, sócio, amigo, chefe, aluno e professor, durante um só dia, porque nossa mente e nosso corpo são livres para operar dentro de universos diferentes.

Ao contrário do que muitos dizem, a melhor definição etimológica da palavra inteligência não é “escolher entre”, mas “ler dentro”. Quando chamamos alguém de inteligente, estamos apontando para sua capacidade de entrar em um mundo, se movimentar com alguma coerência (seja respondendo a estímulos ou criando sentidos) e operar sob condições. Exatamente como faz um jogador de futebol, de Super Mario, de peça de teatro, de casamento, de empresa…

Você está em um show de rock. Depois vai para um jogo de poker. Depois transa com uma garota na bancada do escritório. A mesma mente, o mesmo corpo, operando sob diferentes condições, mundos, horizontes de sentido, lógicas, coerências, estímulos, possibilidades de ação. No show de rock, sequer surge a ideia de um flush. No poker, não faz sentido ficar pulando e balançando a cabeça. No sexo, o objetivo não é bem aumentar o pot e ganhar (ok, às vezes é).

Mente e corpo transitam entre diferentes mundos assim como transitam entre diferentes identidades assim como transitam entre diferentes estímulos sensoriais, emoções, pensamentos, micro fenômenos internos. Ver é operar com olhos e inteligência da visão em um mundo visual. Quando nossa mente opera com ouvido, lidamos com sons. Quando opera com conceitos, pensamos. Quando opera com ciúme, surge um horizonte de novos números no celular, emails e passados alternativos. Quando opera como Super Mario, aparecem canos de teletransporte, flores de fogo e a motivação de salvar uma princesa.

A base de todas as infinitas inteligências é pura e simplesmente a capacidade de ser inteligente. Nossa mente parece ter essa sabedoria natural de entrar, iluminar, conhecer, abrir espaço, dar sentido, se mover. Quando fazemos isso à luz de velas em um barzinho de jazz com uma morena de cabelo cacheado, dizem que estamos seduzindo. Quando nossa mente opera suada algum tempo depois, dizem que estamos transando. Quando nossa mente opera sob o domínio da raiva, dizem que estamos brigando. Em todos os momentos, estamos com a mesma mente, usufruindo de sua infinita plasticidade, de sua natureza livre, de sua habilidade cognoscente que detecta, se agarra, se identifica e age com padrões, caminhos, linguagens…

É por isso que brilho no olho, calor no peito e eletricidade têm sempre a mesma qualidade, não importa em quais mundos ou com quais identidades e inteligências estamos operando. Na verdade, o brilho no olho é igualzinho em todas as pessoas.

Ao reconhecer o mesmo tesão de estar vivo em qualquer pessoa feliz e o mesmo pulmão desesperado em qualquer pessoa aflita, começamos a nos relacionar de modo impessoal com a eletricidade natural: ela não é nossa, ela não é de ninguém, não está dentro ou fora de nós. Com essa dúvida, podemos explorar os limbos entre os vários mundos e identidades.

Quando paramos e cortamos boa parte dos estímulos mais comuns que nos entretêm e movem nossa energia, o que sobra? Quando ficamos sozinhos, sem relação alguma para nos definir, quem nós somos?

Continua…

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Para transformar nossas relações

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33 comentários »

  • Welton

    Ótimo texto como sempre Gustavo. Alias, assim que for encerrado o período de provas na facul, eu falto uma quinta-feira e apareço no CEEB.
    Grande Abraço;

  • Marcelo

    muito valido tudo q foi escrito cara…essa interrogação no final foi bem providencial tbm…vou aguardar a segunda parte antes de qqr comentário mais profundo.
    abx!

  • Dayo

    Que vontade eu já tinha de um texto novo. descobri o seu blog 5 meses atrás, passo aqui quase que diariamente, leio textos mais antigos, procuro sugestões de livros, e adoro. E ainda sigo diariamente o papo de homem.

    Excelente como sempre você não desiludiu. E calhou bem num momento da minha vida em que tenho pensado e procurado me definir ou entender, quem sou eu fora dessas identidades e dessas relações que tenho.

    Espero a continuação….

  • Tatiana Peres

    eu quero mais….
    vou ficar esperando…

  • Lucas S

    Gitti, é impressionante o 6 meses na cabana fizeram com a minha percepção de seus textos. Está tudo aí, nas entrelinhas.

    Meu comentário aqui se deve a meditação. É certo assumir que buscamos, em última análise, essa percepção de nossa eletricidade natural quando meditamos?
    Digo, buscamos perceber que se trata de mais uma de nossas bases, como mais uma tela de fundo da realidade?

  • Rosana

    Que bom que vc voltou a escrever no blog! Adorei o texto e para onde ele me levou. Virtualmente e mentalmente… Fico aguardando mais…
    Abs

  • Desiree

    Um texto novo é sempre muito bem vindo, ainda mais nessa complexidade ! Parabéns e obrigada por compartilhar seus ricos conhecimentos que, com certeza, fazem toda diferença na vida das pessoas que tem o privilégio de acessá-los.

  • Cecília B.

    ALELUIA SENHOR
    o Gitti deixou um pouco de lado o papo de homem e voltou pra cá! uhu

  • Alan

    Estava sentindo falta dos textos aqui no Não2Não1.

  • Cândido Neto

    Mandei seu texto para o e-mail de um bocado de gente, às vezes estamos dentro de celas, até que alguém nos mostra que as grades são hologramas.

  • Bia

    Olá Gustavo, esperava ansiosa um texto novo…
    Criamos expectativas demais em relação, e esquecemos de perceber o que realmente nos faz feliz…
    Deixamos os dias passar, sem perceber esta tal eletricidade(que acontece muitas vezes), não percebemos talvez pela correria do dia a dia ou por “não estarmos realmente vivos”.

  • leonardofg

    A lágrima de choro é a mesma de quando choro de rir.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Fala Lucas!

    “Gitti, é impressionante o 6 meses na cabana fizeram com a minha percepção de seus textos. Está tudo aí, nas entrelinhas.”

    Sim, cara, nada de novo sob o céu.

    “Meu comentário aqui se deve a meditação. É certo assumir que buscamos, em última análise, essa percepção de nossa eletricidade natural quando meditamos? Digo, buscamos perceber que se trata de mais uma de nossas bases, como mais uma tela de fundo da realidade?”

    Depende do método de meditação. Mas, sim, vamos nos relacionar com o que chamei de eletricidade natural. E vamos descobrir que isso é a chave para a liberdade no meio de qualquer experiência.

    Em shamata, por exemplo, ocorre naturalmente a percepção de que há uma autonomia de energia, de que há algo pulsando em nós e de que isso não precisa de algum estímulo para ser ativado. Estamos parados e vivos. Não precisamos de entretenimento. Essa fonte de felicidade genuína e estável não está dentro nem fora, como disse no texto. Ela é como o brilho no olho. Não é pessoal, não é localizável, mas está aí, sempre disponível.

    Abrimos também o olho para o processo que nos arrasta (é um olho que normalmente fica fechado). É nesse nível de ânimo, de energia, de emoção que somos fisgados. É por isso que sofremos e choramos ou nos alegramos e sorrimos. Sem esse olho aberto, somos arrastados para um lado e para outro sem perceber nada, como reféns cegos.

    A meditação vai lidar com isso tudo de modo específico. Não é algo pontual que fazemos de vez em quando. É algo preciso, dia a dia. É um cultivo, um treinamento. Com o tempo essa eletricidade natural vai ficando evidente. E a dependência dos estímulos diminui.

    Não precisamos de nada para ficarmos vivos e presentes, com brilho no olho e disponibilidade.

    O que você percebe nesse sentido?

    Abração.

  • Lucas S

    Eu vou direto a sua pergunta. Sem rodeios.

    Essa eletricidade citada no texto, a meu modo de ver, é simplesmente fundamental para percebermos que não dependemos de estímulos internos para alcançar a felicidade.

    Você coloca suas forças naquele emprego, achando que vai torná-lo mais feliz. Insatisfeito, você busca àquela mulher. Ainda não feliz, resolve largar a faculdade e dar a volta no mundo.
    Nada disso é o ponto, não?!

    Se passam alguns meses, e você é demitido. Sua mulher te trái. Sua viagem não dá certo. Deste modo, somos repetidamente arrastados. Não desenvolvemos esta percepção de que somos ‘felizes*’ por natureza.
    (* felizes aqui no sentido de que não temos, necessariamente, afições inerentes a nossa capacidade humana)

    Entendo que é aí que uma profunda visão sobre essa nossa ‘eletricidade natural’ – para usar os mesmos termos aqui tratados – faz diferença.
    O que nos trás aquela felicidade é a maneira como nos posicionamos no mundo. Nos meus exemplos, é aquela energia que você movimentou para realizar suas vontades. Isso aqui é provavelmente outra influência sua, mas ser feliz, é agir.

    Cara, tem um vídeo do Alan Wallace muito foda que diz exatamente isso aí. Que a única maneira de sermos felizes é cultivando a própria mente, sem prejudicar os outros.
    Eu não achei o link para postar aí, mas segue a indicação se você ainda não tiver visto (o que eu duvido muito).

  • Lucas S

    corrigindo: “Essa eletricidade citada no texto, a meu modo de ver, é simplesmente fundamental para percebermos que não dependemos de estímulos EXTERNOS para alcançar a felicidade.”

  • max0023

    Ótimas dicas!

  • Eduardo Thomé

    “está em tudo e em todos, mas não possui nada nem ninguém.”

  • filipe

    Cara, muito bom o texto. Da pra se traçar um paralelo com aquele de uma só resposta para todo problema amoroso, que é genial. No meio de tantas “dicas”, livros, tratamentos e etc, acabamos complicando a situação mais ainda. E o pior, buscamos a solução fora da gente, quando na verdade ela é interna. Ela sempre é interna. Pode nao ser a certa para aquela situação, mas se voce conseguiu se escutar, com certeza era a certa para aquele momento.

    Uma duvida: recentemente li um comentário seu aqui no site ou na papodehomem, que voce nao acredita no conceito de amor-proprio, e muito menos na afirmativa de que deveríamos nos aceitar e amar mais antes de exigir isso tanto dos outros. Eu gostaria do seu ponto de vista, porque certamente deve ser interessante, mas eu nao consegui relacionar qual seria sua provavel resposta.

    Outra pergunta: Voce lembra daquele método love que iria ser lançado na papodehomem? Eu descobri que recentemente mudaram a pessoa responsável pelo personagem, entao o projeto estaria cancelado? Sei que voce tem os contatos certos, entao provavelmente sabe a resposta.

    Abraço

  • Melanie

    Ler este blog hoje foi uma super massagem para minha horrivel tensão!
    Impossivel nao seguir!

    :D

  • Existem razões para acreditar. Os bons são maioria | blogCarreira

    [...] Gustavo Gitti faz uma ótima reflexão sobre isso em seu blog Não Dois, Não Um por meio do texto “A eletricidade natural de estar vivo (parte 1)”. Vale a pena dar uma lida. Tendo absorvido e processado muito bem todas essas informações, você [...]

  • Adriana

    Gustavo,
    O arrepio é um delator: é possível controlar a respiração, a contração, mas o arrepio, não.
    Ah, aproveito também para dizer que publiquei um post em agradecimento aos blogueiros – entre eles, você, é claro! – que, sem querer/saber, contribuíram para a minha iniciativa de criar meu também infinito particular virtual, acho que tardiamente, numa época em que os blogueiros têm se dedicado mais ao Twitter do que aos blogs.
    Entre Brastemp Gourmet (2008!) ganho em seleção e perdido por ausência, comentários esporádicos, sumiço prolongado, here I am again a um dos meus cantinhos favoritos na web.
    Um abraço,
    Adriana

  • Adriano

    Aguardando a segunda parte…

  • Ana Karina

    Descobri hoje essa maravilha de blog!! Me identifiquei total!!! Aff levei 32anos pra encontrar mas valeu a pena!!! Sei q apesar do tempo que levei pra encontrar, não vou conseguir mais viver sem!!!!kkk,abraços!!!

  • Juliana Garcia

    Olá Gustavo!

    Faz tempo que passeio por aqui, mas creio que é a primeira vez que comento.

    Talvez o tema do arrepio tenha mexido mais comigo, não sei. Porque o identifico em momentos vivos, sensíveis e simples.
    Gostei muito em pensar no arrepio e no brilho nos olhos como sinal de vida, de que a energia flui dentro da gente. Melhor ainda pensar que para os olhos brilharem independe do que está fora, importa mais a eletricidade que transita dentro da gente.

    Sou psicóloga e quando você falou dos pulmões e da respiração, me lembrei de cara dos meus pacientes que reclamam da dor no peito: angústia concretizada nos pulmões que não se abrem para novos ares.

    Abraços e sopros de vida para você!

  • Mariana

    Foda. Fazia tempo que não vinha aqui. Preciso voltar a ler o N2N1…

  • ana carolina

    Volta Gitti.

  • Encontros

    Estou esperando mais

  • Renan B T

    Ôoo Gitti, volta a postar cara. Curto seus posts no PdH mas aqui o negócio é outra linha… Valeu

  • Renata Miranda

    Volta Gitti.

  • Sheila

    5 de maio vai fazer um ano que estou esperando a parte 2… snif!!! O tempo está passando tão rápido que nem parece que é td isso!!!!… Mas independente do tempo! Novas publicações tá fazendo a maior falta!!!!

  • A tal da vibe do amô | Avante7

    [...] que está pronto pro amor? Acho que quando conseguimos enxergar amor à nossa volta. Quando temos brilho nos olhos. Eu estou rodeada de artistas, que transformam a própria vida num poema, com uma intensidade [...]

  • Tatiana

    Oi Gustavo,
    Achei muito legal a materia q vc escreveu na
    Revista vida simple,e concordo com tudo,
    É isso mesmo,esse é o sexo legal e verdadeiro!!!
    Abraço,
    Tatiana

  • Paula

    poxa gitti, por que tá deixando a gente de castigo sem postar aqui cara?
    acompanho vc tem tempo e tô sentindo muita falta de novos posts aqui.

    bjão

    vê se volta logo pra cá!

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