A certeza de amar

por Gustavo Gitti 10 novembro 2010 21 comentários

Ah, nada como aquele momento em que temos a certeza de amar alguém. A relação se consolida, os laços ganham segurança…

Consegui autorização para antecipar aqui a tirinha que o Fábio Rodrigues fez para a próxima edição da revista Bodisatva.

Para mim, Bodisatva é a melhor revista brasileira sobre budismo e meditação, no estilo das americanas Tricycle e Shambhala Sun, sem esoterismo nova era, focada na interface do budismo com economia, educação, saúde e ciência. Além dos textos excelentes (sempre com um longo ensinamento do Lama Padma Samten), o projeto gráfico é ótimo. Recomendo. Para receber na sua casa, faça a assinatura online.

Aqui no Não2Não1, já publiquei três textos do Fabio: “Minto”, “Increíble” e “Coisa alguma”.

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21 comentários »

  • Bruno Casanova

    Tirinha muita boa haha, curti.

    “1 ton love”

  • Laura

    nossa, ri muito aqui…

  • Atormentada

    Olá pessoal, não sei se aqui é um bom lugar pra perguntar isso, talvez não seja… Mas se alguem responder já ta de bom tamanho…

    É comum o homem pensar em outras mulheres na hora do sexo com uma mulher? Isso é uma fantasia frequente? Você já fez isso?

    Um beijo a quem responder.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sim, “Atormentada”, não tem nada a ver essa questão com a imagem do Fábio, tema do post. Da próxima vez, pelo menos finja que você olha para o que está ao redor e diga: “Bacana a ilustração” ou “Não gostei da tirinha”.

    Sobre sua pergunta, respondo por mim: não imagino outra porque piro na coisa toda presente, no cheiro, no visual, nas curvas da minha mulher. Não sobre espaço para ficar esvoaçando. E se o seu homem faz isso, deixe ele, ora, vai querer controlar até o que surge em sua mente?

    Beijo.

  • Atormentada

    Desculpa…

  • tATy

    Tadinha da “atormentada”, o nome já diz por si só… infelizmente ou felizmente, temos esse apego ao corpo da pessoa com quem nos envolvemos…principalmente nós mulheres,mas se fizermos isso vamos PiRAR!!!!!

  • de boa

    PARA TATY

    VC disse: “infelizmente ou felizmente, temos esse apego ao corpo da pessoa com quem nos envolvemos…principalmente nós mulheres..” VOCE FA ISSO ? FICA o ja ficoupensando no corpo de outro homem?

    E disse: “se fizermos isso vamos pirar”. Voce diz se ficarmosoensando no cara enquanto estamos na cama com outro? EXPLicA AI
    abraços

  • de boa

    Gustavo ..não é lugar p falar disso , mas………ha quato tenpo vc ta com a namorada atual?
    Em que ambiente a encontrou? E por que vc nao me respondeu ainda? (ENVIEI UM POST, um comentario sobre o artigo: resposta padrao para qualquer tipo de relacionamneto)

    Abraço

  • Ilustração muito significativa. A consolidação do relacionamento como um peso e não como a realização de todos aqueles sonhos deliciosos do tempo de namoro, onde tudo era instabilidade, e aquele friozinho na barriga só de pensar no outro. Esse peso com certeza é o que faz desabar tantos relacionamentos pautados tão somente em realização de si mesmo e só, que não é visto com algo a mais, que não está preparado para transformar este peso naquela leveza de tudo que não podemos fugir na vida, nossas responsabilidades, mas que se feitas com decisão e amor, são todo nosso sentido de existir. Bjus

  • Garota

    Puxaaaa!!! essa tirinha é uma MMMM… Amor não precisa de algemas….`
    Afinal moçooo com sorrisooo lindioo???
    Do que precisa o amor?? tu sabes?? Acho q não… ele ta aqui dentro de nós,,, foi isso q li aquiii..e acreditei,,,, logo eu que sou chegada a contestar…. vc tem um lindo sorriso,
    bjus

  • Anna

    ai essa tirinha me faz pensar muito nas minhas dúvidas de adolescente; medo total!

    será que pra uma pessoa, que não é iniciada nessas coisas de
    espiritualidade e tals…
    tem como um relacionamento, não se tornar isso?!
    pelo que eu li aqui, é preciso ter uma consciência totalmente diferente
    da massa pra poder lidarmos com nós mesmo e com o outro;

    cheguei recententemente ao não dois não um
    e achei seus textos maravilhosos
    ainda bem que encontrei esse site… desabafo

  • Gustavo Gitti (autor)

    Sim, Anna, é raríssimo encontrar uma relação com outras bases. E não é fácil construir uma sem estar completamente autocentrado e carente, lá no fundo, mesmo quando aparentamos estar bem, seguros, autônomos.

    Aliás, tem um texto que vai sair no Não2Não1 dizendo que namorar é brincar com fogo. É algo para o qual não estamos preparados. Achamos que estamos, mas não estamos.

  • Rosangela

    Muitas vezes é isso que um relacionamento acaba sendo mesmo…
    Na minha opinião, uma das maneiras de isso não acontecer é estar bem consigo mesmo! toda relação acaba te prendendo em alguns setores da vida, mas é uma escolha, que muitas vezes abre outros setores que você nem sabia que existia!
    Ninguém nasceu para viver em uma ilha sozinho, temos que aprender com as pessoas que nos cercam, e não nos apegarmos delas e querer controlar tudo e todos.
    Acredito realmente que você só consegue fazer alguém feliz se você está feliz, pois a vida é uma troca de energia constante, se você está triste, as pessoas ao seu redor também ficarão, por isso, vamos sorrir, gargalhar até chorar, a felicidade proporciona liberdade!

  • Marcinha

    Oi Gustavo!

    Quero aproveitar a oportunidade e agradecer a vc! Seus textos são muito construtivos. Vc fala, não como se dominasse o assunto, mas como quem vive.
    Parabéns pelo seu trabalho e por compartilhar o seu aprendizado conosco. Estou curiosa para ler o novo texto. Para a pessoa “De boa” que deixou o post acima, recomendo ler http://nao2nao1.com.br/seja-voce-a-pessoa-certa/
    Muito bom!
    bjs.

  • drika almeida

    Hahhahahaha.. Adorei!
    Mas na realidade isso não é tão engraçado qndo estamos vivendo tal situação. Esse tal amor sólido sufoca, perde o encanto… Perde a graça quando passa a ser mais uma questão de obrigação do que prazer. Por mim as pessoas deixariam de ser tão inseguras e viveriam mais cada momento fosse sozinhas ou acompanhadas.

    Adoro seu blog!
    Beijo da Drika!!
    ;**************

  • Somos uma piada, mas as pessoas não riem na nossa frente | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

    [...] últimos tempos o Fábio resolveu fazer tirinhas budistinhas para a revista Bodisatva. Eu às vezes ajudo com ideias. O Jaison foi o único que conseguiu parar de perder tempo com besteiras [...]

  • Louise

    Nossa! Essa tirinha… vou deixar para comentá-la quando sair o artigo na revista e quando você postar o artigo sobre namorar ser brincar com o fogo… Por enquanto fico só com o impacto que ela causou.

  • O sentido da vida | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

    [...] Limpando meus emails, achei uma tirinha genial do Fábio Rodrigues (@iodris) para a revista Bodisatva. Ele está produzindo uma por edição. A mais recente publiquei no Não2Não1. [...]

  • IARA

    kkkkk! É exatamente assim!

  • Gafanhoto

    Essa tirinha me remete a seguinte frase do Saramago:

    “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.” (Conto da Ilha desconhecida)

    Não sei onde, ou se é um instinto natural, defensivo, aprendemos a condicionar o gostar ao ter. Se não tivermos, melhor não gostar pra não sofrer ao deixarmos de ter, pois tudo perde sentido. Se o relacionamento acaba, as memórias das coisas boas vividas nos faz sofrer porque não somos mais dono do outro, ou este não está a nossa inteira disposição para alimentarmos o eterno retorno de coisas boas vividas.

    Engraçado que se um dia eu for morar em Braília e por um milhão e meio de motivos for morar em outra cidade, imagino que vou lembrar de todas as coisas boas que vivi em Brasília com muita alegria, vou até colocar uma foto bem bonita minha ao lado da Ponte JK num guadro da parede. Mas se terminar um relacionamento a primeira coisa que vou fazer é queimar todas as fotos e roupas para não lembrar do outro(a) que não esta mais aqui para viver tal eterno retorno de coisas boas vividas.

    Talvez a diferença seja que cidades não vivem dizendo que nos amam, como sendo uma jura de que vão estar la pra sempre a nossa disposição. Nós também não fazemos isso com elas. Alias, nesse silêncio, elas gostam de nós como somos, sem exigir que sejamos delas para poder habita-las. Nós fazemos o mesmo com elas. Assim podemos morar onde quisermos, voltar quantas vezes quisermos, colocar quantas fotos forem possíveis dos lugares onde moramos, ou apenas visitamos, na parede da sala.

  • Gustavo Gitti (autor)

    Bem foda essa frase do Saramago, hein?

    E curti sua metáfora da cidade também.